"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

CANSADOS DE ESPERAR QUE O BRASIL DÊ CERTO, BRASILEIROS ESCOLHEM A FLÓRIDA (EUA) COMO REFÚGIO EM BUSCA DE SEGURANÇA


Os brasileiros que tem condições econômicas estão se refugiando em Miami (Foto de Veja)
Miami é o refúgio no exterior preferido de brasileiros cansados de esperar que o Brasil dê certo.
Nas últimas décadas, a cidade americana já havia se consolidado como destino dos exilados da ditadura cubana, da classe média venezuelana, esmagada pelo chavismo, e de argentinos em busca de um canto para esconder seus dólares.
Atualmente, porém, nenhuma nacionalidade se mostra mais interessada em se refugiar, temporária ou permanentemente, em Miami.
 
Os brasileiros são os estrangeiros que mais pesquisam as propriedades à venda no site da associação de imobiliárias da cidade e só perdem para os canadenses como os maiores compradores de imóveis em todo o Estado da Flórida.
 
Há cinco anos, eles nem sequer figuravam na lista dos principais clientes. Ao contrário dos canadenses, que preferem as residências mais baratas, os brasileiros dominam o segmento a partir de 500 000 dólares.
 
Segundo uma estimativa da imobiliária Piquet Realty, 13% de todas as vendas na região de Miami em 2013 foram para brasileiros.
Outras estatísticas falam em 20%. O número pode ser ainda maior, pois boa parte das casas e dos apartamentos é comprada em nome de empresas (que nos Estados Unidos pagam menos impostos sobre propriedade), o que torna impossível determinar a nacionalidade dos clientes.
 
O que faz um cidadão de um país com 7 400 quilômetros de litoral, como é o Brasil, comprar uma residência de veraneio a oito horas de avião e que, se não puder se mudar para lá em definitivo, só conseguirá desfrutar poucas vezes ao ano?
A motivação, quase sempre, é simular a vida num Brasil onde as coisas funcionam. Em Miami, podem-s­­e fazer compras em português e há brasileiros em toda parte, mas ninguém corre o risco de ser assaltado a mão armada no sinal. A cidade é um exemplo de civilidade.
Quando um carro tem o pneu furado, a prefeitura pode ser responsabilizada pelo buraco na rua que o causou.
 
Nas areias de Miami Beach não há lixo nem vendedores ambulantes, só bandos de gaivotas, postos de salva-vi­das e banhistas. Pode-se deixar tranquilamente os pertences embaixo do guarda-sol enquanto se mergulha ou sacar a câmera fotográfica para registrar a paisagem.
 
Nas mesas de bar ao ar livre da Lincoln Road, um calçadão movimentado, os clientes conversam sem precisar esconder relógios, joias e celulares.
“Aqui vemos o dinheiro dos impostos ser revertido em favor dos contribuintes. Tudo funciona”, diz o fazendeiro e incorporador Romualdo Ferreira, de Goiânia, que desistiu de construir uma casa de praia na Bahia para comprar um apartamento na Baía Biscayne, em Miami.
 
 
09 de fevereiro de 2014
in aluizio amorim

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