"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O GOVERNO DILMA ACABOU

A presidente Dilma, numa reação de viés autista, convocou cadeia nacional de televisão ontem à noite para defender-se do que ainda não foi acusada: corrupção.

A abertura do processo de impeachment contra ela, vale recordar, decorre de solicitação feita por renomados juristas por crime de responsabilidade contra a lei orçamentária.

Dilma pode não ter levado nenhum tostão da Petrobras, estatal vítima de gatunagem nos tempos em que ela presidiu com mão de ferro seu conselho de administração, mas ao patrocinar desmandos graves, como o foram as pedaladas fiscais – executadas por Guido Mântega e caterva, para assegurar sua reeleição – levou o País à triste situação de desastre em que está hoje, com a economia em retrocesso e o desemprego se aproximando do patamar de 10%.

A defesa estapafúrdia da presidente não surpreende. Os petistas, de modo geral, não costumam ter elevado compromisso com a lógica e com a razão. Tendem a falar qualquer coisa que lhes passe pela cabeça, desde que acreditem poder tirar qualquer vantagem disso. Também usam e abusam da propaganda e não hesitam em convocar redes de televisão para tentar continuar a tapear o povo.

Não é só o roubo pessoal que está em tela, ainda que delatores tenham colocado Dilma Rousseff na cena do crime do roubo à Petrobras, na compra superfaturada da refinaria americana de Pasadena.

Mas roubar o futuro de uma Nação é crime certamente ainda mais sério. E é isso o que acontece no Brasil, onde incompetência, a ignorância, a mentira e a leviandade viaram o Estado brasileiro ao avesso.

A Presidente se defende da acusação de corrupção que não lhe foi feita, mas na Petrobras todos sabem que tinha responsabilidade preponderante no período em que dela se apoderou uma quadrilha de bandidos, colocada em galhos estratégicos por dirigentes de seu governo ou do PT.

O levantamento do que de fato ocorreu nas administrações do PT começará agora. Na medida em que percebam que não haverá quem os proteja, todos os que tenham cometido irregularidades ou impropriedades começarão a dar com a língua nos dentes, em troca de alguma leniência da Justiça.

De qualquer modo, e para todos os efeitos, o governo Dilma Rousseff acabou. Na verdade, não temos governo digno desse nome desde janeiro de 2011.

O País está farto de tanta tapeação. E sabe que se ficar quieto em seu canto, nada acontecerá. Como costumava dizer Ulysses Guimarães, a única coisa que mete medo em político é o povo nas ruas.

Povo que veste de verde-e-amarelo, e não bandos de paus-mandados e remunerados, como os que sob patrocínio de centrais sindicais ou movimentos subsidiados pelo governo que de tanto em tanto cobrem de vermelho a Esplanada dos Ministérios.



04 de dezembro de 2015
diário do poder, Editorial

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