"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

SABOIA AFIRMA QUE DEIXOU CLARO AO ITAMARATY QUE "TOMARIA DECISÃO"

 
Resgatado por Saboia
Eduardo Saboia, o diplomata responsável pela retirada do senador boliviano Roger Molina da embaixada brasileira em La Paz, evita a todo custo fulanizar os episódios de contato com Brasília, mas diz que as mensagens oficiais eram enviadas diretamente ao gabinete de Antonio Patriota.
 
Saboia também revela que, pouco antes da operação extra-oficial para levar Molina a território brasileiro, deu uma indicação ao Itamaraty sobre o que estava prestes a fazer.
 
- Eu mandava as informações para o gabinete do ministro. Imagino que a maioria chegava até ele. E na própria semana em que retiramos o senador de lá, cerca de dois dias antes, eu fiz novo comunicado e disse que, do jeito que a coisa estava, eu teria de tomar uma decisão.
 
Saboia não diz se detalhou aos superiores o que passava em sua cabeça. Confirma a versão de Molina de que o ministério comandado por Patriota não permitia sequer que um médico fosse autorizado a ver o senador.
 
Resume Saboia:
 
- Eu tinha autorização para liberar a entrada dos advogados e da filha dele. Mais ninguém.
 
Saboia não anda disposto a ouvir a versão de que a turbulenta relação do Brasil com o governo Evo Morales já seria um elemento suficiente para convencê-lo a jamais optar pela decisão que tomou.
 
Pelo contrário, argumenta Saboia:
 
- O clima era ruim, claro, mas justamente por causa da situação em que se encontrava o senador Molina.
04 de setembro de 2013
Lauro Jardim- Veja
 

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