"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

EXECUTIVOS DA ODEBRECHT TERMINAM DE ASSINAR ACORDOS DE DELAÇÃO PREMIADA

NEGOCIAÇÕES ENTRE O GRUPO E O MINISTÉRIO PÚBLICO DURARAM 9 MESES

OS EXECUTIVOS JÁ DETALHARAM, EM ANEXOS, O QUE VÃO DIZER E EM TROCA JÁ SABEM A PENA QUE IRÃO CUMPRIR (FOTO: JF DIÓRIO/ESTADÃO CONTEÚDO)

Terminou nesta sexta-feira, 2, a fase de assinatura dos acordos de delação premiada de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht com o Ministério Público Federal, no âmbito da Operação Lava Jato.

Foram mais de nove meses de negociação. Entre os executivos que assinaram o acordo estão o patriarca e presidente do Conselho de Administração do grupo, Emílio Odebrecht, e seu filho, o ex-presidente da empresa Marcelo Odebrecht.

Os executivos começam a prestar depoimentos na semana que vem para confirmar o que prometeram contar sobre o esquema de corrupção e propina no qual se envolveram.

Os executivos já detalharam, em anexos, o que vão dizer e em troca já sabem a pena que irão cumprir. Marcelo, por exemplo, cumprirá uma pena total de dez anos, na qual deve permanecer até o final de 2017 na cadeia. Depois, passa a dois anos e meio de prisão domiciliar, onde progride para o semiaberto e, por fim, para o regime aberto.

A empresa também negociou um acordo de leniência, assinado nessa quinta, no qual se compromete a pagar uma multa no valor de R$ 6,8 bilhões. O dinheiro será parcelado em 20 anos e dividido entre Brasil, Estados Unidos e Suíça.



02 de novembro de 2016
diário do poder

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