"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

SOLUÇÃO É COBRAR DO POVO

A CONTA É SUA: RELATOR DO ORÇAMENTO DEFENDE RESSUSCITAR A CPMF
DEPUTADO RELATOR DO ORÇAMENTO DE 2016 DEFENDE RECRIAR A CPMF E AINDA ADMITE QUE GOVERNO VAI GASTAR MAIS E CORTAR MENOS



NOVO MINISTRO DA FAZENDA, NELSON BARBOSA, DEFENDE COBRAR A CONTA DA CRISE DA POPULAÇÃO. FOTO: JOSÉ CRUZ/ABR


O relator do Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse ontem (22) que esteve com o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, o pai das pedaladas fiscais, e tratou da proposta orçamentária. Após o encontro, Barros virou defensor de ressuscitar a CPMF, o antigo imposto sobre o cheque.

“Ressuscitar a CPMF é uma necessidade política, já que o governo precisa recuperar recursos perdidos com a queda na arrecadação nos últimos meses e promover novos investimentos,” defendeu Barros. O relator não falou nada sobre a crise econômica, sobre os gastos excessivos do governo Dilma, tampouco sobre o rombo de R$ 120 bilhões no orçamento do governo para 2016.

O relator do Orçamento ainda que, apesar de toda a reclamação de Dilma e sua equipe econômica, a crise foi criada pelo governo: a arrecadação, segundo o relator, caiu 5%, mas as despesas do governo cresceram 12%.

Mesmo com todos os problemas para fechar as contas deste ano e do ano que vem, Barros insiste que o Orçamento do ano que vem “no geral tem cortes”, mas tem mais aumentos de despesas: “Na Educação, não houve cortes, acrescemos R$ 600 milhões. No seguro agrícola, acrescemos R$ 341 milhões por conta das mudanças climáticas.” Houve um aumento de quase R$ 10 bilhões para a Saúde, em 2016, além de um fundo especial de R$ 500 milhões para combater o zika vírus, além de outros R$ 500 milhões para o programa Farmácia Popular. As contas continuam: “O orçamento de Minas e Energia subiu 130%, com o aporte de R$ 5,9 bilhões na Eletrobras. O orçamento do Esporte subiu 11%, por conta das Olimpíadas. No Desenvolvimento Social, houve recomposição de R$ 200 milhões. No Judiciário, houve corte médio de 5%. No MPU, houve corte de 1,9%. Na Polícia Federal, o corte é de 3,7%. O investimento subiu de R$ 37 bilhões para R$ 45 bilhões, com o Orçamento impositivo e as emendas de bancada”, alega o relator. Com informações da Agência Câmara.



23 de dezembro de 2015
Tiago de Vasconcelos
diário do poder

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