"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

LEVY E BARBOSA TRABALHARÃO AO LADO DE DILMA NO PLANALTO

 
O trabalho de acertar as ações na economia começa na próxima segunda-feira (1º) no chamado gabinete de transição instalado no Palácio do Planalto. A dupla de indicados, Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) trabalhará no terceiro andar do prédio, o mesmo da presidente Dilma Rousseff.
Já o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini continuará em seu gabinete, no Banco Central, mas em constante contato com os recém-chegados.

A agenda de trabalho ainda está sendo definida e, além de encontros diários com a presidente, incluirá reuniões com os secretários de cada área das pastas que comandam a área econômica.
Já encontros com o atual titular da Fazenda, Guido Mantega, não ocorrerão. A interlocução será toda feita pelo atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli.

Mantega tem submergido. Na quinta-feira (27), dia do anúncio da escolha de seu sucessor, o atual ministro viajou para São Paulo. Na sexta-feira (28), deixou de dar a tradicional entrevista após a divulgação do PIB do terceiro trimestre, que cresceu 0,1% de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Complemento

Um formulador de políticas públicas, um fiscalista por excelência e banqueiro central moderado. A combinação pode parecer antagônica, mas a equipe escolhida por Dilma para comandar a economia em seu segundo mandato procurou passar a imagem de complementaridade, tentando combater qualquer vestígio de “rota de colisão” entre seus integrantes.

Apesar das diferentes formações, escolas e perfis, os três integrantes confirmaram a intenção de instalar uma política fiscal mais rígida, continuar com as políticas públicas e combater a inflação. Tudo isso com um objetivo imediato claro: criar um clima favorável ao investimento.
 
Para alguns economistas, a fórmula deve funcionar e se adequar bem às previsões de um 2015 bastante difícil. “Gostei demais de ver os três na apresentação lendo seus pronunciamentos. Isso quer dizer que tudo está muito bem coordenado entre eles”, comentou o economista André Perfeito, da Gradual Investimentos.
O forte de Nelson Barbosa é a formulação de políticas públicas. Sua grande habilidade, reconhecida por unanimidade do governo, é a habilidade em solucionar problemas nesta área.

Em sua apresentação, logo após o anúncio oficial, Barbosa deu um recado claro de que passará a coordenar os programas de investimentos federais, inclusive trazendo para sua gestão o Programa de Investimentos em Logística (PIL), que prevê novas concessões para reformas e construção de rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. Este programa já foi elencado pela presidente como prioridade do segundo mandato para alavancar o investimento, inclusive do setor privado.

Barbosa, no entanto, sinalizou que respeitará os limites da redução de gastos a ser promovida por Levy, ao dizer que o governo “não vai renunciar a conquistas recentes”, mas vai “adequar a velocidade desses programas no cenário macroeconômico dos próximos anos”.

Levy é da escola clássica, um ortodoxo, defensor do controle rigoroso dos gastos do Estado. Ao contrário de Barbosa, a formação de Levy não aceita a ideia de que os gastos do governo podem também gerar demanda e movimentar a economia.

Para Tombini, formado também no pensamento clássico, mas que provou sua capacidade de ponderar o custo social da política monetária, a presença de Levy na Fazenda só tem a contribuir, já que uma política de arrocho fiscal ajuda a baixar a inflação. Muitos analistas chegaram a dizer que o presidente do Banco Central, no primeiro mandato de Dilma, foi deixado sozinho combatendo a inflação nos últimos dois anos, tendo como único instrumento a taxa de juros.

01 de dezembro de 2014
Luciana Lima
iG Brasília 

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