"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

VERGONHA NACIONAL

Líder do PPS na Câmara quer explicações do IPEA sobre não publicação de estudo econômico

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Ultrapassa as fronteiras da vergonha o aparelhamento de órgãos federais que antes da virada do milênio tinha o respeito de todos os brasileiros.

É o caso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entre tantos outros que passaram a sofrer a interferência do Palácio do Planalto como forma de camuflar a incompetência de um governo paralisado e corrupto.

O mais novo absurdo com a chancela palaciana é o conjunto de dificuldades que impediram o IPEA de publicar um estudo que aponta o crescimento da pobreza e da miséria no País nos últimos meses, o que ratifica a nossa longeva afirmação de que o governo petista de Dilma Vana Rousseff padece de incompetência e despreparo.

Líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno (PR) criticou o IPEA pela não publicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios-PNAD de 2013 e adiantou que apresentará requerimento de informação cobrando explicações do órgão. Na opinião do parlamentar, o pedido de demissão do diretor de Estudos e Políticas Sociais, Herton Araújo, levanta suspeitas sobre os reais motivos da não publicação e afirmou que tudo leva a crer que o estudo pode prejudicar, ainda mais, a campanha de Dilma Rousseff.

O deputado destacou que pesquisas independentes apontam que a miséria parou de cair no país e que o levantamento do IPEA deve apontar para essa tendência. Bueno lembrou que os dados, caso confirmem a queda, colocará na berlinda uma das principais bandeiras de presidente-candidata, que é a erradicação da miséria no país. Segundo Bueno, a decisão do órgão aponta para uma tentativa de não prejudicar ainda mais a candidatura da atual presidente.

“A interpretação que fazem da lei eleitoral é questionável ao ponto de um ex-ministro do STF dar declaração dizendo não entender o motivo pelo qual o estudo não é divulgado. Para mim parece bastante óbvio o objetivo do governo que é o de não prejudicar a campanha de Dilma. A princípio a lei proíbe veiculação de propaganda institucional em período de eleição, o que definitivamente não é o caso. A simples divulgação de dados de uma pesquisa econômica não pode ser considerada propaganda”, disse.

Rubens Bueno afirmou que o governo sistematicamente engana a população com propagandas mentirosas. “Volto a repetir. Esse é o governo do marketing, onde o país vive às mil maravilhas enquanto que na verdade tudo vai mal.
A administração petista está destruindo o Brasil. A sociedade tem o direito de saber o conteúdo desse estudo. Até mesmo porque ele pode desmascarar mais uma mentira deste governo, que é o da erradicação da pobreza. O que eles fazem com órgãos públicos de credibilidade como o IPEA é vergonhoso”, criticou.

De acordo com notícias publicadas no final de semana por diversos veículos de comunicação, Herton Araújo discordou da decisão do IPEA de não publicar o estudo sobre a evolução do número de miseráveis na gestão Dilma e colocou o seu cargo à disposição. O Instituto alegou que a divulgação fere a legislação eleitoral.

É importante lembrar que o conceito de miséria para o governo do PT é ridículo, pois a linha de corte estabelecida pelos palacianos é de R$ 77 mensais, valor que, segundo a equipe presidencial, permite que o cidadão escape da peçonha da miséria. Dilma, assim como seus assessores, conhece o real índice de inflação e sabe que R$ 77 representam um atentado não apenas ao bom senso, mas também e acima de tudo à dignidade do ser humano.

20 de outubro de 2014
ucho.info

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