"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

EDUARDO CAMPOS AMPLIA ALIANÇAS COM ADVERSÁRIOS DO PT EM 20 ESTADOS

 
A saída do PSB do governo Dilma Rousseff acentuou a tendência de aproximação do partido de Eduardo Campos com a oposição, notadamente com o PSDB, e seu afastamento do PT nos Estados.
 
A sigla do governador de Pernambuco começa a abandonar alianças históricas com os petistas e agora busca opções para seu projeto nacional. O PSB projeta que pode estar ao lado do PT em apenas três Estados, e já articula coligações rivais em 20.
 
Embora os petistas mantenham aberta a possibilidade de reaproximação com Campos, a estratégia mudará caso sua candidatura presidencial se torne irreversível.
 
Dirigentes do PT disseram à Folha, em caráter reservado, que a orientação aos diretórios estaduais será descartar alianças com o PSB.

Na prática, os petistas querem evitar que o partido apoie aliados de Campos nos Estados para reduzir a dimensão dos palanques regionais montados para o presidenciável do PSB. Com essa estratégia, o PT tentará isolar o governador pernambucano.
 
O partido está próximo do PSDB em Estados de grande eleitorado, como São Paulo e Minas Gerais. No Rio Grande do Sul, praça também estratégica, rompeu com o governo do petista Tarso Genro e pode trocar a aliança histórica com o PT pelo apoio à senadora Ana Amélia, do PP.
 
O realinhamento dos pessebistas nos Estados inclui até mesmo ícones da oposição ao PT, como a família Bornhausen. No auge do escândalo do mensalão, o então senador Jorge Bornhausen previu que o caso serviria para banir a "raça petista" da política.


 Editoria de Arte/Folhapress 


Seu filho, o secretário de Desenvolvimento de Santa Catarina, Paulo Bornhausen, deixou o PSD e recebeu a presidência do PSB local. "Se Eduardo fura a hegemonia petista no Nordeste e vira alternativa viável no Sul ele passa a ser um candidato competitivo. Aqui, teremos um palanque fortíssimo para ele", diz Paulo Bornhausen.
 
Em Minas, base eleitoral do tucano Aécio Neves, Campos fez intervenção para tirar do comando o lulista Walfrido dos Mares Guia.

Em seu lugar assumiu o deputado Júlio Delgado, rompido com o PT desde que foi relator, no Conselho de Ética da Câmara, do processo que levou à cassação do mandato do ex-ministro José Dirceu, no mensalão.

PSDB e PSB estudam uma candidatura comum em Minas, e também podem repetir a dobradinha em Pernambuco, reduto de Campos.

Também é considerada certa aliança entre as siglas em São Paulo, onde o PSB almeja indicar o vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB).
 
A aliados, Campos afirma que a estratégia do PT de estrangular a construção de seus palanques regionais o empurra cada vez mais para o campo da oposição.
 
Os dois principais problemas que o PSB precisa equacionar estão no Rio de Janeiro e no Ceará, Estados em que Campos teve de intervir para conter dissidências pró-Dilma. No Rio estuda lançar o deputado Romário ao Senado.
 
A aliança ao governo poderia até mesmo ser com o petista Lindbergh Farias.
 
No Espírito Santo, o governador Renato Casagrande (PSB) conta com o apoio do PT e seus quase 2min50s na propaganda de TV.

A direção nacional petista, contudo, planeja vetar a aliança para fragilizar a base de Campos no Estado.

03 de outubro de 2013

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