Ouvidos abertos, olhos atentos, já se percebe a derrocada de um dos momentos mais constrangedores da nossa história recente. Um movimento inicialmente silencioso, deu a partida para abalar as raízes nefastas, que asfixiava os mais simples direitos consagrados na Constituição: a liberdade de expressão! E não apenas do cidadão comum, mas dos que exercem a cidadania em nome de um povo ordeiro e pacífico. Aquele que se pergunta, como é possível que apenas um homem, decida e puna, cale e ameace, todo um país? Em nome de que poder anônimo, ou oculto, decorre o seu poder? Quem ou o quê, outorga-lhe tamanha força, capaz de constranger e silenciar todos os demais poderes constituídos?
Essa pergunta, que martela o entendimento dos que buscam respostas, que esclareçam as iniquidades praticadas, continuam envoltas em sombras pardacentas. Desneessário apontar os fatos, pois que eles estão presentes e divulgados por diversos meios, principalmente pelas redes sociais, hoje o canal democrático, que destituiu o "poder soberano" de protocolar a verdade, a única que deve ser aceita, pois representa o núcleo dos "eleitos", os que deliberam o que é e o que deve ser considerado a Verdade, para o bem de todos, independente do que pensam todos.
Olhos atentos, ouvidos abertos, percebo a derrocada, o fim de um "momento de autoritarismo", como sempre acontece, desde os primórdios, com sistemas e grupos de poder, que se julgam eternos, ou permanentes, no exercício de suas vontades, como se autorizados fossem, para deliberar em nome do restante da população.
Nada resiste ao silencioso movimento que agita as "marolas", dando a impressão de calmaria e serenidade a uma superfície enganosa do "mar tenebroso" que afoga os náuticos aventureiros.
De longe, os primeiros rumores desencadeiam as reações e iniciam o ponto final da história, determinando o fim dos arrogantes, escrevendo seus nomes nos anais que os envergonharão, sem remissão.
Estranho que não aprendamos a considerar os valores e as ideologias, como dados efêneros... que ainda não tenhamos aprendido a destituir o exercício do poder individual, ou de pequenos grupos, elegendo o direito coletivo como o fundamento de qualquer organização, onde o principio e o direito individual é o fundamento de uma sociedade.
Mario Moura 21 de julho de 2026
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