"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

R$ 131 BILHLÕES DESVIADOS DA SAÚDE

Corrupção? Má gestão? Quantas vidas poderiam ter sido salvas, se Lula e Dilma não desviassem o dinheiro nestes 12 anos?

Levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina em parceria com a ONG Contas Abertas afirma que o Ministério da Saúde deixou de usar R$ 131 bilhões entre 2003 e 2014 na saúde pública.
O período se refere aos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao da atual presidente, Dilma Rousseff, ambos do PT.
A conta foi feita com base nos recursos autorizados pelo orçamento no período em relação ao que foi desembolsado pela pasta. Pelo cálculo feito no estudo, somente no ano passado R$ 12,78 bilhões permaneceram nos cofres. Neste ano, até outubro, dos R$ 107,4 bilhões autorizados, R$ 80 bilhões haviam sido usados.

"Há uma histórica subutilização dos recursos. Algo incoerente, sobretudo quando analisamos as necessidades do setor", afirmou o presidente do CFM, Carlos Vital. Ele disse  que recursos seriam suficientes, por exemplo para construir 320 mil Unidades Básicas de Saúde de porte 1, destinadas para atendimentos mais simples. "O cálculo é feito apenas para dar uma dimensão do que poderia ter sido destinado para o setor e não foi", completou.

Pelos cálculos do CFM, entre 2003 e 2014 a dotação autorizada para a área da Saúde totalizou R$ 1,021 trilhão. No período, no entanto, desembolsos foram de R$ 891 bilhões. Vital avalia que dois fatores impedem a utilização integral dos recursos. A primeira delas seria o contingenciamento, ordem dada pelo governo para que o dinheiro, embora previsto no orçamento, não seja usado.
Em seguida, viriam problemas de competência administrativa. Recursos previstos para serem usados em projetos, em parceria com Estados e municípios, que ficariam intocados por falta da apresentação de projetos adequados.

Interação. "O dono do recurso tem de interagir, ir até seus parceiros, identificar as falhas e ajudá-los a superá-las. Faz parte da sua missão", disse Vital.  Esta não é a primeira vez que o CFM faz levantamentos sobre a utilização de recursos destinados no orçamento para o Ministério da Saúde.
Em anos anteriores, resultados foram encaminhados para o Ministério Público Federal e para Tribunal de Contas da União. 

O levantamento feito pelo CFM mostra que entre 2003 e 2013 foi autorizado o uso de R$ 81 bilhões em ações de investimento em saúde, como construção de Unidades Básicas de Saúde ou aquisição de equipamentos.
Desse total, porém, foram gastos R$ 30,1 bilhões - de cada R$ 10 para investimentos, R$ 5,6 deixaram de ser aplicados. 

Ainda de acordo com o levantamento, este ano foram reservados para investimentos R$ 10 bilhões mas, até outubro, R$ 3,7 bilhões haviam sido efetivamente pagos. O Ministério da Saúde dá números diferentes. Afirma que para essas ações foi autorizado o gasto de R$ 6,4 bilhões e que até outubro, 67% desse valor já havia sido empenhado.  

"A execução orçamentária da pasta segue o cronograma e o período do exercício mesmo considerando o ano eleitoral", diz a nota. Por lei, transferências da União para Estados e Municípios ficam suspensas no período de 90 dias que antecedem as eleições. A exceção fica por conta de obrigações que já haviam sido firmadas antes desse período.

(Estadão)

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