"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sábado, 7 de junho de 2014

MAPA ELEITORAL DO BRASIL TEM ALTERAÇÃO RADICAL E CONTRIBU DE FORMA OBJETIVA PARA A VITÓRIA DE AÉCIO NEVES


 
O colunista da revista Veja, Ricardo Setti, é velho de guerra do jornalismo brasileiro e portanto possui uma bagagem de experiência profissional de bom tamanho, além das fontes de primeiríssima linha que conquistou e continua conquistando ao longo de sua carreira.

Destaco esses aspectos porque Setti faz por merecê-los. Todavia, isto conta muito no que diz respeito à sua credibilidade como profissional de comunicação. O jornalismo, ao contrário da quase totalidade das demais profissões, se expõe, enquanto outras profissões muitas vezes exercitam seus afazeres num gabinete, num laboratório. O jornalista é obrigado a escancarar o que apura e se submete ao crivo diário dos leitores, telespectadores e internautas. Seja por meio de reportagens ou artigos opinativos.

Por tudo isso é que enfoco aqui no blog uma matéria especial de Ricardo Setti, que está em sua coluna no site de Veja, demonstrando que a realidade desta eleição presidencial difere muito de todas as outras realizadas depois que o Brasil retomou à senda democrática.

Aliás, as pesquisas que medem a tendência do eleitorado brasileiro confirmam isso. O mapa eleitoral, conforme a análise formulada por Ricardo Setti, é muito diferente da eleição passada, quando Dilma em diversos colégios eleitorais trucidou José Serra.

A análise de Setti está focada diretamente na potencialidade de Aécio Neves, cujo perfil difere fundamentalmente de José Serra. O ex-governador paulista, embora reconhecidamente um grande parlamentar e administrador, tem um viés centralizador e é despojado de carisma. Tem perfil eminentemente técnico.

Em contrapartida, Aécio Neves, além de contar ainda com a força da juventude e a saúde, é um político caracterizado pela capacidade de articular alianças. Tanto é que já se pode verificar o que acaba de ocorrer no Rio de Janeiro e há alguns dias na Bahia, territórios que vinham sendo dominados pelo PT.
Além disso, desta feita o candidato do PSDB tem palanques fortes na Bahia, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, e nos Estados onde a economia está fundada no agronegócio.
Sem falar em São Paulo e Minas Gerais, bem como em toda a região Sul. No caso de Pernambuco, que tem candidato presidencial, a seara do PT também murchou.

Em linhas gerais, a análise formulada por Ricardo Setti enfoca essa nova realidade eleitoral que pende favoravelmente para candidato Aécio Neves. Aplicando-se a matemática do voto verifica-se pela primeira vez na última década, a existência de condições objetivas que apontam para uma vitória da oposição agora liderada por Aécio Neves. 

Vale a pena ler a análise de Ricardo Setti. Para tanto, basta clicar aqui. 

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