"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 23 de março de 2016

DECISÃO DA SOCIEDADE

RENAN SERÁ NEUTRO E A SOCIEDADE DECIDIRÁ IMPEACHMENT, DIZ AGRIPINO
PRESIDENTE DO DEM DISSE QUE RENAN NÃO TEM COMO "TOCAR O PROCESSO"


PRESIDENTE DO DEM DISSE QUE RENAN NÃO TEM COMO "TOCAR O PROCESSO". FOTO: ANTÔNIO CRUZ/ABR


Em reunião realizada nesta terça-feira, 22, em Brasília, entre o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o peemedebista demonstrou que ficará "neutro" nas discussões a respeito do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"Estamos conversando com os principais protagonistas desse processo e na conversa com o Renan ele se colocou neutro", afirmou Agripino. "Mas não tem como ele não tocar o processo, porque quem vai decidir o impeachment é a sociedade", emendou.

Se passar pela Câmara dos Deputados, o processo de impeachment será encaminhado ao Senado. Uma vez recebido, a presidente Dilma deverá se afastar do cargo pelo prazo de 180 dias.

Renan também esteve reunido nesta terça-feira com o ex-presidente Lula e com o ex-presidente José Sarney. Segundo o presidente do Senado, na ocasião, não foram discutidos os possíveis desdobramentos do processo de afastamento da presidente.

Após o encontro com os ex-presidentes, Renan declarou na chegada ao Senado que se o impeachment ocorrer sem a caracterização do crime de responsabilidade terá "outro nome". Ele, contudo, não chegou a usar o termo "golpe".

"Eu acho que o impeachment em circunstância normal é uma coisa normal, mas é bom que as pessoas saibam - e a democracia exige que nós façamos essa advertência - que para haver impeachment tem que haver a caracterização do crime de responsabilidade da presidente da República. Quando o impeachment acontece sem essa caracterização, o nome sinceramente não é impeachment, é outro nome", considerou. (AE)



23 de março de 2016
diário do poder

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