"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

CONTADORA DIZ QUE YOUSSEF RECEBIA OS POLÍTICOS NO ESCRITÓRIO



http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/files/2014/08/a-charge-contadora.jpg













A ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Pozza, disse hoje (11) que o doleiro recebia políticos em escritório privado, no Paraná. Segundo Meire, Youssef procurava não misturar os negócios pessoais com a gestão de empresas de fechada, como a GFD Investimentos.
Em entrevista após prestar depoimento à Justiça Federal, em Curitiba, em um dos processo da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Meire reafirmou que tinha conhecimento da relação próxima entre o doleiro e os ex-deputados federais André Vargas (PT-PR), Luiz Argôlo (SDD-BA) e Mário Negromonte (PP-BA).
Segundo Meire, alguns políticos eram recebidos em escritório privado, onde ficavam Rafael Ângulo Lopez e Adarico Negromonte, acusados de entregar dinheiro a parlamentares, a mando de Youssef.
No depoimento à Justiça, a ex-contadora afirmou que as primeiras notas frias emitidas pela GFD Investimentos foram para a empreiteira Mendes Júnior. No total, Meire acredita que foram emitidos de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões em notas de serviços que não foram prestados.
“Todo dinheiro que entrou na GFD não saiu em forma de saque ou pagamento de propina. O dinheiro que entrou na GFD foi sempre utilizado para investimentos e despesas da própria GFD. Nunca houve prestação de serviço de nenhuma nota emitida”, disse.
MAIS TESTEMUNHAS
A Justiça Federal em Curitiba ouviu hoje (11) testemunhas de acusação contra os executivos da Mendes Júnior. O doleiro Alberto Youssef, que compareceu a todas as audiências, permaneceu na carceragem da PF em Curitiba.
Ontem, terça-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou que Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa prestem novos depoimentos de delação premiada para esclarecer a participação de políticos no recebimento de propinas.

12 de fevereiro de 2015
Deu na Agência Brasil

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