"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

TEMER DIZ QUE O PMDB NÃO TEM PARTICIPAÇÃO NO ESQUEMA DA PETROBRAS




O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), afirmou que seu partido “não tem nada a ver” com as denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre pagamentos de propinas a políticos em um suposto esquema de corrupção na empresa.
 
Segundo reportagem da revista “Veja” desta semana, Costa citou, em depoimento em regime de delação premiada, nomes de políticos do PMDB que teriam se beneficiado do suposto esquema, como os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), o senador Romero Jucá (RR), a governadora Roseana Sarney (MA) e o ministro Edison Lobão (Minas e Energia).
 
Em campanha em Petrolina (PE), Temer disse que “institucionalmente o PMDB não tem nada a ver com isso”. “Não houve menção ao partido. Houve menções vagas a pessoas do partido A, B e C. Mas isso está nas mãos do Supremo Tribunal Federal. Eu não posso avançar a respeito disso, o que posso dizer é que o PMDB, institucionalmente, não tem nada a ver com isso”, afirmou o vice-presidente.
 
DELAÇÃO PREMIADA
 
Preso desde junho, Costa foi indicado pelo PP para a diretoria de distribuição da Petrobras em 2004, ficou no cargo até 2012 e conseguiu apoios no PT e PMDB. Participou dos dois governos Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e dos dois primeiros anos do governo Dilma.
 
Ele decidiu fazer um acordo de delação premiada como os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, que apura o suposto esquema de corrupção na Petrobras, depois que a Polícia Federal fez buscas e apreensões em 13 empresas que pertencem a sua filha, sua mulher, seu genro e um amigo dele.

08 de setembro de 2014
Deu na Folha

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