"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

MANIFESTAÇÕES PELO IMPEACHMENT SÃO AGENDADAS PELA INTERNET

 

Nos protestos, não se deve pedir intervenção militar


Após o polêmico protesto pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a volta da ditadura militar no dia 1º de novembro, manifestantes aproveitam o dia da Proclamação da República, no próximo sábado, 15 de novembro,  para convocar pelo Facebook novos protestos pedindo desde a anulação da eleição até o impeachment da presidente. Os atos foram marcados em ao menos 23 cidades do País.

Na capital paulista, ao menos três eventos organizados por diferentes grupos foram marcados na rede social, todos agendados para ocorrer no vão livre do MASP às 14 horas. Mais de 140 mil pessoas confirmaram presença na rede social, o número, como em todos os eventos do tipo no Facebook, é muito maior do que os que efetivamente devem ir para as ruas.

EM COPACABANA

No Rio de Janeiro, uma manifestação contra a corrupção e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) está marcada para as 14 horas do sábado, com concentração em frente ao hotel Copacabana Palace, o mais famoso da praia de Copacabana, na zona sul.

O ato está sendo divulgado na rede social Facebook por perfis que defendem a volta dos militares ao poder.

Nas páginas dos eventos são divulgados ainda textos de usuários anônimos e organizadores dos atos pedindo aos manifestantes para não levarem cartazes em favor da intervenção militar. No protesto de 1º de novembro foram registrados vários manifestantes pedindo intervenção militar, o que causou repercussão negativa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGHaverá protestos em muitas cidades, além de Rio de São Paulo. Mas uma coisa é pedir o impeachment de Dilma Rousseff para libertar o país da ditadura corrupta do PT. Outra coisa, muito diferente e inconcebível, é defender a intervenção militar, que na Constituição é o último dos recursos democráticos, a ser adotado em casos extremos. (C.N.)

14 de novembro de 2014
Deu no Estadão

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