"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

EDUARDO CUNHA JÁ É O NOVO PRESIDENTE DA CÂMARA

         

Cunha: “Sem margem de erro, estou eleito”

Desde que escolhido líder do PMDB na Câmara, há um ano, que Eduardo Cunha trabalhou para presidir a casa no biênio 2015-16. Mesmo sendo o PMDB a segunda maior bancada de deputados e até contando que o PT continuaria como a maior bancada na próxima Legislatura, a candidatura do parlamentar fluminense estava lançada.

Por que? Além da evidência da promoção pessoal e possivelmente de voos mais altos, Cunha apresentou-se como o candidato da independência de seu partido. Isso para dizer o mínimo, pois na realidade ele é o candidato da contestação, desejada por quase todos os seus colegas. Apresenta-se como a alforria diante da submissão do PMDB aos governos do Lula e de Dilma.

Sabe que sem o partido os companheiros não governariam, ainda que tivessem passado os últimos doze anos sem a participação imaginada como justa e necessária. Se mantiveram quatro ou cinco ministérios ao longo do período, julgaram e julgam insuficiente a retribuição, menos em número de pastas, mais em sua carência de grandes verbas orçamentárias. Além de nenhuma influência nas grandes decisões de governo.

Sendo assim, Eduardo Cunha é o candidato do acerto de contas. Por isso está sendo apoiado pela maioria das bancadas e até por partidos menores. Ontem, declarou sua candidatura irreversível, numa espécie de repto às movimentações no palácio do Planalto para afastá-lo. O próprio vice-presidente Michel Temer dá a impressão de haver entregado os pontos. Neste fim de semana já reconheceu o direito do colega disputar a sucessão de Henrique Eduardo Alves, fazendo apenas a exigência de que Cunha não se apresente como candidato da oposição.

Depende do ângulo por onde se examine a disputa, mas o risco, para o governo, é de uma candidatura única. Claro que outros nomes aparecerão, mas dificilmente com chances de engrossar a parada. O líder do PT, Vicentinho, ainda promete o lançamento de um companheiro em condições de quebrar a unanimidade, mas anda cada vez mais desiludido. PSDB e DEM assistem de camarote a divisão no bloco governista.

Em suma, Eduardo Cunha já é o novo presidente da Câmara, salvo inusitados. Poderá vestir a máscara de cordeiro, mas trata-se do lobo pronto para levar a presidente Dilma a atender os interesses do PMDB ou, em contrapartida, a tornar amarga a performance do governo no Congresso.
Dele dependerá a organização da pauta das votações, todos os dias, podendo incluir nela projetos que desagradem e prejudiquem o poder, no caso de não atendidas as reivindicações de seu partido. Quais? As fisiológicas de sempre…

O PECADO DE HENRIQUE MEIRELLES

O maior argumento da presidente Dilma para não nomear Henrique Meirelles novo ministro da Fazenda é que ele entende mais de economia do que ela.

14 de novembro de 2014
Carlos Chagas

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