"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

PRIMEIRO EMBATE ENTRE OS PRESIDENCIÁVEIS


 
Debate de primeiro turno em emissora com baixíssima audiência só gera frisson na imprensa e nas assessorias dos candidatos. O de hoje à noite teve alcançar no máximo 2 pontos de audiência, alcançando menos de 150 mil pessoas na Grande São Paulo. O debate é uma grande fonte de notícias para os portais, jornais e revistas e aí é que reside a sua maior importância. Dizem os especialistas que a única coisa que um candidato não pode fazer em debate é cometer um erro crasso. Fora isso, não decide eleição.
 
A Band realiza nesta terça-feira o primeiro debate entre os candidatos à presidência. Pela primeira vez, estarão frente a frente: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB), Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB).

O encontro acontecerá nos estúdios da Band no Morumbi, em São Paulo, a partir das 22 horas. O Portal da Band vai transmitir ao vivo o encontro. O internauta também poderá conferir os bastidores, a partir das 20 horas, e uma análise especial com dois cientistas políticos, após o evento. As regras já foram definidas – serão seis blocos. A apresentação será do âncora do Jornal da Band, Ricardo Boechat.
 
Segundo o Estadão, o primeiro debate entre os candidatos ao Palácio do Planalto, nesta terça-feira à noite, na TV Band, será marcado pela tentativa da presidente Dilma Rousseff (PT) e do senador Aécio Neves (PSDB) de se apresentarem como gestores eficientes, sugerindo fragilidades de Marina Silva (PSB) nessa área. A ex-ministra do Meio Ambiente, por sua vez, pretende recorrer às trajetórias dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso para desconstruir o argumento de inexperiência como gestora.

A subida da ex-ministra do Meio Ambiente nas pesquisas preocupa tanto o comando da campanha de Dilma como o comitê de Aécio. Convencida de que será alvo de estocadas, Marina pretende se apresentar como a candidata que não chegou para segregar, mas sim para quebrar a polarização e unir “pessoas de bem” na política, mesmo sendo elas de outros partidos, como o PT ou o PSDB. Marina substituiu o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no último dia 13 e, desde então, tenta encarnar o discurso da mudança mais confiável.

Dilma será a primeira a falar no debate da Bandeirantes, seguida por Marina. A ordem, definida em sorteio, foi comemorada pela equipe de Aécio, para quem o tucano poderá captar o tom da discussão entre as adversárias para reagir “com serenidade”, caso seja necessário.

Ex-governador de Minas Gerais, o candidato do PSDB buscará o confronto com Dilma e suas críticas a Marina devem ser mais sutis. Coordenadores da campanha tucana disseram ao Estado que Aécio só atacará diretamente a candidata do PSB se ela tomar a iniciativa. A tática principal consiste em ser mais incisivo com Dilma. As provocações endereçadas ao governo terão o objetivo de reforçar a polarização entre petistas e tucanos.

Com essa estratégia, o mau desempenho da economia e o atraso nas obras estarão na mira de Aécio, que também pretende questionar a eficácia de Dilma como “gerente”. Na tentativa de apresentar um discurso simples e sem rodeios, o candidato do PSDB vai bater na tecla da volta da inflação, da escassez de investimentos e criticar o pífio crescimento do País.

A presidente passou boa parte do dia de segunda-feira reunida com auxiliares no Palácio da Alvorada, preparando-se para o debate. À noite embarcou para São Paulo. Antes de ir para a emissora, Dilma vai se encontrar nesta terça-feira com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu sempre me preparo para os debates porque acho que é minha obrigação chegar lá e responder às perguntas o melhor que eu posso”, disse Dilma em entrevista, na segunda à noite, no Alvorada.

Lula disse a Dilma, na semana passada, que é preciso tomar muito cuidado com Marina. Para o ex-presidente, a candidata do PSB herda um ativo de quase 20 milhões de votos da eleição de 2010, quando concorreu ao Planalto pelo PV, além de um clima de comoção nacional com a morte de Campos, e pode encarnar a retórica da mudança. No diagnóstico de Lula, o PT precisa fazer de tudo para repaginar o discurso e tentar atrair os eleitores da ex-ministra descontentes com o governo.

Pesquisas internas do PT indicam que a candidata do PSB está a oito pontos de distância de Dilma - ainda líder dos levantamentos de intenção de voto -, mas bem à frente de Aécio. A equipe do tucano dá como certo que ele aparecerá em terceiro lugar na pesquisa a ser divulgada nesta terça-feira pelo Ibope/Estado/TV Globo, mas ainda acredita na reversão desse quadro.

O comando da campanha de Dilma se debruçou sobre problemas da época em que Marina foi ministra do Meio Ambiente do governo Lula, de 2003 a 2008. Na lista de “fragilidades” de Marina os petistas citam a falta de experiência administrativa e o radicalismo, que provoca entraves ao crescimento econômico, além da resistência dela ao agronegócio e da ausência de estrutura partidária e de aliados para governar.

Trajetórias. Em resposta à críticas sobre sua capacidade de gestão, Marina deve argumentar que Lula nunca havia ocupado cargo administrativo antes de ser eleito presidente, em 2003. Fernando Henrique, da mesma forma que ela, só havia sido ministro. A candidata do PSB vai rebater os possíveis ataques de Dilma e de Aécio enfatizando que, num momento de crise, o País precisa de alguém com capacidade de juntar no mesmo governo nomes do PT e do PSDB.

Em um recado direto a Dilma, Marina vai repetir, se provocada, o discurso de que a petista será a primeira presidente na história a entregar um País pior do que recebeu. “A chamada ‘gestora’ entregará o País no caos”, afirmou o coordenador adjunto da campanha, Walter Feldman (PSB-SP). Marina vai se apresentar como a única com “visão estratégica”, capaz de promover uma “transição positiva” e sem a polarização entre PT e PSDB.

Quarto colocado nas pesquisas, o candidato do PSC, Pastor Everaldo, disse na segunda-feira que vai manter o equilíbrio e usar o debate para reforçar a “defesa incondicional da livre concorrência e do empreendedorismo”.

26 de agosto de 2014
in coroneLeaks

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