"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 15 de novembro de 2015

ECONOMIA BRASILEIRA ESTÁ ENFAIXADA COMO UMA MÚMIA



Reprodução Blog da Floresta


















O debate mais acalorado, neste momento, se dá sobre as formas de se reativar a economia nacional. 
Seria desnecessário escrever, mas, com os despropósitos que circulam, precisa-se lembrar que são as atividades “primárias” e de “transformação” que movimentam a roda. 

Parcela preponderante da elite nacional não é vocacionada ao produtivismo, continua convencida do patrimonialismo, e as coisas assim desandam.
A brusca freada das atividades produtivas vêm deixando para trás empregos, oportunidades de progresso, competitividade e até arrecadação pública. Somem por muita gente as formas de enfrentar decorosamente a vida. 
Os mais fracos são os tais que mais caro pagam as consequências.
A produção desencadeia relações econômicas em todas as direções, vertical e transversalmente.
Para quem tem dificuldade de visualizar um fenômeno a que me refiro, basta imaginar um mercadinho cheio de bancas e sem produtos para vender. 
O comerciante, se é que vive da venda de algo que foi produzido, não ganhará com nada a vender. A multiplicação de valores, a distribuição de renda, se dá pelos salários e pelos reinvestimentos.
AUMENTO DE IMPOSTOS
Desculpo-me com a maioria dos leitores por tratar do elementar. Infelizmente, muitos se esqueceram da dinâmica da roda e acreditam em Papai Noel. 
Deliram com aumento de impostos sobre uma produção menor, e não pelo aumento dessa produção. 
Com maior renda diminui a fila do SUS, que migra para os planos de saúde, encurta-se da fila dos planos assistenciais, e aumenta-se nos supermercados.
Sobrecarregar o que já não suporta (mundo que produz), a carga vigente apenas faz com que os fracos morram, e quem tem pernas pra andar migre para longe procurando um país de economia estável, inteligente e estruturada. Exatamente o que falta aqui.
Tudo aquilo que a sociedade organizada pode fazer bem tem que ser deixado a esta fazer. Até o social-comunismo chinês mostrou que, para distribuir progresso e prosperidade, precisa crescer em tamanho econômico. 
Por isso o Estado chinês protege e fomenta atividades. 

A China ficou como segunda potência econômica, se contentando com apenas 23% de carga tributária. 
Saiu assim do gueto, deixando as empresas reinvestirem e aplicarem em crescimento. 
Nos últimos 20 anos deu uma arrancada portentosa. 
Já o Brasil, aumentando gradativamente o confisco, que chegou a 35%, cairá neste ano 3%, e o próximo, nas previsões, não será diferente.
O AVIÃO E A CARROÇA
Pegando os últimos cinco anos, o Brasil não avançou, a China cresceu seu PIB em 50%. Uma viaja na velocidade de um avião, e outro se arrastando pelas trilhas mais absurdas. 

Se a carga tributária é a maior vilã, o Estado poderia passar a se abster de atrapalhar, modernizar-se ou ao menos desburocratizar. 
Ficar quieto já seria já uma excelente ação. Precisa voltar a ser Estado, e não empecilho anacrônico e perverso gargalo das atividades econômicas, mantendo o potencial de desenvolvimento engavetado e esperando nas mesas de quem não entendeu seu papel cívico e social; depende ainda de quem não dispõe de preparo.
Apenas em Minas, cerca de 15 mil empreendimentos aguardam autorização para se transformarem em atividade produtivas. 
Mais de três anos é o prazo que aguardam pela inadequação de leis. Muitos projetos se “desanimam”, a velocidade do Estado é inadequada à modernidade.
UM PAÍS COMPLICADO
O Brasil é o país mais complicado do mundo, ilhado no seu anacronismo, convencido de ser grande apesar da pequenez das ideias que o atrofiam.
O Estado se transformou em monstro, esqueceu-se até de que ele é o maior perdedor de sua lerdeza e complicação. 
Não sabe mais que sobre tudo que se produz cobra 35%, com ou sem lucro do empreendimento. O ganho é dele, e o risco é do empreendedor, que, se tudo der certo, fica nos 5% líquidos (média nacional).
A burocracia não simplifica, esgota a capacidade, perde de vista a função principal de fomento das atividades que lhe geram, a ele, Estado, o sustento.
Aquilo que falta para crescer neste momento é resolver essa absurda equação, que chegou a inviabilizar por inteiro a economia e seu crescimento.
Os 15 mil projetos que precisam de carimbos, certidões, relatórios “arqueológicos”, entre outras firulas, dariam a Minas 450 mil empregos e uma arrecadação anual de alguns bilhões. 
Equivale a cerca de seis empresas automobilísticas do tamanho da Fiat de Betim.
O mais grave é que não existe a consciência da justa via para solucionar a lerdeza da “máquina pantagruélica”. Existe o lamentável desnorteamento, e o país está sendo enfaixado como múmia (pela sua “burocracia”).

15 de novembro de 2015
Vittorio Medioli

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