"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

BELO MONTE: DELATOR: LOBÃO RECEBEU R$ 2 MILHÕES EM PROPINA DA CAMARGO CORRÊA

O PAGAMENTO, SEGUNDO O DELATOR, FOI FEITO ENTRE 2011 E 2012


O SENADOR FOI MINISTRO DE MINAS E ENERGIA DO GOVERNO DILMA (FOTO: EBC)


Importante executivo da empreiteira Camargo Corrêa, Luiz Carlos Martins afirmou em delação premiada na Operação Lava Jato que a empreiteira usou uma microempresa sediada em Santana de Parnaíba (SP) para pagar R$ 2 milhões em propina ao senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia no Governo Dilma.

O depoimento de Martins foi prestado em março à Polícia Federal, em Brasília, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).

O pagamento do dinheiro, segundo o delator, estava relacionado à construção da unisa hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Conforme depoimento, o repasse foi feito porque Lobão "teria ajudado a montar os consórcios e para que ele não impusesse obstáculos ao andamento da obra".

Segundo Martins, os pagamentos da Camargo foram para a AP Energy Engenharia e Montagem, entre 2011 e 2012. Os serviços eram fictícios e nunca foram prestados, mas as nota fiscais indicaram pagamentos de R$ 1,22 milhão e R$ 1,26 milhão. Cerca de R$ 583 mil ficaram com os responsável pela AP a título de comissão pelo trabalho de intermediação dos repasses.

O advogado de Edison Lobão, Antônio Carlos de Almeida Castro, afirmou à Folha de S. Paulo que seu cliente "não conhece a emprsa AP Energy nem os sócios dela".



10 de junho de 2016
diário do poder

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