"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sábado, 21 de novembro de 2015

ÀS NOSSAS CUSTAS, A PUBLICIDADE DO GOVERNO




Vem aí a publicidade da Olimpíada, para despolitizar o país












Enquanto apenas para o Brasil real a situação se desenhava feia, o governo se lixava. O importante era manter a euforia para vencer as eleições. Agora que a situação ficou feia, também, para o lado do governo, o que faz Planalto? Vai atrás das agências de publicidade para agirem como institutos de beleza, na esperança de tornar belo o que é disforme. E a conta vem cara. Num pacote de nove anúncios, segundo noticiado pelos principais veículos do país, serão gastos R$ 56 milhões.
A primeira dessas campanhas, que durará 15 dias, focará os Jogos Olímpicos do ano que vem e custará R$ 12 milhões (alguém aí sabe qual é a urgência e a necessidade dessa campanha agora?). A ideia, diz o Planalto, é promover o evento com o slogan “Somos todos Brasil”. Ou seja, lendo além das linhas, a publicidade se apoia nos Jogos, mas seu objetivo é reverter o mirrado apoio social ao governo mediante frases como esta: “Mesmo sendo um povo tão diferente, tão misturado, com tantas cores, raças, pensamentos, religiões, somos um povo único, somos todos brasileiros”.
Quem haveria de dizer? O PT despolitizando a vida nacional! E por aí seguirão as outras oito campanhas que falarão em “superação das dificuldades” e em “união do país”. Tudo às nossas custas, claro.

21 de novembro de 2015
Percival Puggina

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