"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 19 de março de 2015

ADVOCACIA DA UNIÃO INSISTE EM DEFENDER AS EMPREITEIRAS

















A Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou petição ao Tribunal de Contas da União (TCU) defendendo a necessidade de atuação conjunta dos órgãos de controle, com o compartilhamento de informações que possam ser úteis no combate à corrupção. O documento, elaborado pelo Departamento de Assuntos Extrajudiciais (Deaex) da AGU, pede que o TCU rejeite pedido formulado pelo Ministério Público ao tribunal para que a Controladoria-Geral da União (CGU) seja proibida de celebrar acordos de leniência com empresas investigadas pela Operação Lava Jato, que não tenham feito acertos com o próprio Ministério Público Federal (MPF).
Para a unidade da AGU, ao pedir que a CGU seja impedida de realizar tais acordos, o MP pede para que a norma que prevê o uso do instrumento, a Lei Anticorrupção, não seja cumprida. O Deaex destacou que a própria Operação Lava Jato é resultado da atuação conjunta do Judiciário com um órgão da administração pública, a Polícia Federal, de maneira que “não há razões concretas para se inferir que a CGU esteja se preparando para perpetrar um golpe contra o interesse da coletividade, em favor de interesses das empresas que solicitam um acordo de leniência”.
A possibilidade de celebração de acordos de leniência será discutida esta quarta-feira, em audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, que contará com a participação do advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams.
NOTA DA REDAÇÃO – A AGU insiste em tentar uma maneira de defender os interesses das empreiteiras. Sua alegação de que o Ministério Público não quer cumprir a Lei Anticorrupção é patética. É justamente esta lei que manda punir as empresas e não apenas os empresários e executivos. Portanto, é a presidente Dilma Rousseff que tenta boicotar essa lei, ao defender repetidamente que é preciso punir os dirigentes, mas preservar as empresas. Certamente é por isso que o governo “esquece” de regulamentar a lei. (C.N.)

19 de março de 2015
Deu na Agência Brasil

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