"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

DÓLAR NA CUECA VAI ESCANDALIZAR "SARAMANDAIA". INSPIRAÇÃO LULISTA.

 
Sem saber que está sendo filmado, Zico Rosado (José Mayer) dá detalhes sobre o esquema do "mesadão bolebolense": qualquer semelhança com a realidade, não é mera coincidência (Reprodução)

Um escândalo político nos moldes do mensalão petista não demora a estourar em Saramandaia (Globo, 23h). Nos capítulos finais da novela, que termina nesta sexta, o autor Ricardo Linhares se baseia em fatos recentes do país para demonstrar a evolução da mentalidade política na cidade de Bole-Bole, aproveitando bem o potencial cômico de algumas passagens.
 
Piada pronta, o caso dos dólares na cueca – envolvendo, em 2005, o deputado petista José Nobre Guimarães, cujo assessor foi flagrado num aeroporto de São Paulo com US$ 100 mil escondidos – foi recriado no capítulo da noite passada, com o farmacêutico Cazuza (Marcos Palmeira) fingindo receber propina do mandachuva Zico Rosado (José Mayer).
 
Trata-se do esquema de “mesadão”, para compra de votos na Câmara Municipal, na votação para mudança do nome da cidade, de Bole-Bole para Saramandaia – qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. Com a empáfia típica dos que se acostumaram com a impunidade, Rosado diz que fará o que for preciso para impedir que Saramandaia vença e recomenda ao interlocutor: “Põe no bolso, na meia, na cueca.”
 
O que o corrupto não sabe é que Cazuza gravou a conversa com uma microcâmera, com autorização judicial – detalhe que rendeu um elogio ao Ministério Público, apresentado didaticamente como o órgão que investiga denúncias de corrupção. “A corruptice ativa do Zico Rosado será provada!”, comemorou o professor Aristóbulo (Gabriel Braga Nunes).

25 de setembro de 2013
Patrícia Villalba - Veja

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