"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

DIANTE DO SILÊNCIO DE PEZÃO, TRAFICANTES PROPÕEM UM PACTO PARA SEGURANÇA PÚBLICA

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Mesmo preso, o traficante Nem manda na Rocinha
O governador Luiz Fernando Pezão, além de atrasar incrivelmente o pagamento mensal dos funcionários, à espera de ajuda federal, está se notabilizando pelo absoluto silêncio em relação as violentas explosões de insegurança nas ruas e nas estradas, pois se mantém inerte diante do “terror no asfalto”, retratado pela reportagem de Bruno Alfano, Daiana Rezende e Gabriel Oliveira, em O Globo desta quarta-feira – bandido assalta e mata aposentada em Niterói; tiroteio no Shopping Rio Sul, neste caso com a morte do criminoso; bando armado de fuzis invade Hospital do Fundão e médicos foram tornados reféns.
Diante do quadro caótico de insegurança em que se encontra-se a população da cidade do Rio, o prefeito Marcelo Crivella deve estar preocupado e sentindo os efeitos da onda de descontrole urbano. O Rio, como dissemos ontem aqui na Tribuna, tornou-se uma cidade aberta ao crime e a violência. O panorama conduz à perplexidade.
DIÁRIO DA VIOLÊNCIA – A tal ponto chegou o vandalismo que O Globo lançou em suas páginas o que classificou de “diário da violência”, um espaço que destaca frontalmente o desmonte da política de segurança do estado.
Nesse panorama, advogados criminalistas chegaram a se reunir – segundo reportagem de Vera Araujo, O Globo de terça-feira – para propor uma estranha solução destinada a restabelecer a segurança pública. Seria um pacto a ser celebrado pelo poder público com chefes criminosos que se encontram presos.
Como a Prefeitura do Rio insere-se entre os poderes públicos, deixo a sugestão de opinar sobre a matéria para a vereadora Tereza Bergher, que há poucas semanas deixou a Secretaria Municipal de Assistência Social para votar contra o aumento do IPTU. Uma vereadora atuante como ela tem a oportunidade de trazer uma contribuição municipal para defesa da liberdade pública nas ruas, nas praças e nos parques do Rio.
ADVOGADO DE NEM – O pacto sombrio entre os bandidos e o governo estadual está sendo coordenado pelo advogado Jaime Fusco, que defende o traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, conhecido como Nem e que, segundo o noticiário, mantém sua influência na área da Rocinha, apesar de sua reclusão na penitenciária de Rondônia.
A proposta espantosa significa o enfraquecimento ainda maior do governo estadual. Vejam bem. Os criminosos separados da vida da cidade pelas portas da prisão continuam em condições de influir decisivamente para conter os assaltos e assassinatos em série que têm lugar nas vias urbanas da cidade.
O tema insólito foi pauta de uma entrevista de Jaime Fusco com o jornalista Ricardo Boechat, no programa da Band News. A rádio Band News está alcançando índices muito altos de audiência, principalmente nos táxis que cortam a cidade. Jaime Fusco afirma que a proposta é urgente e necessária para desarmar a bomba relógio em que se transformou o panorama carioca e fluminense.
O QUE DIZ PEZÃO? – Vamos ver se o governador Luiz Fernando Pezão sai da esfera do silêncio e se pronuncia a respeito. Só o fato de tal proposta ter sido colocada à mesa da decisão já revela uma dupla falência: a da segurança pública e a do sistema penitenciário estadual e federal.
Um outro assunto: O repórter Bruno Dutra, em O Globo de ontem, informa que o INSS pagou aposentadorias a 1.256 pessoas mortas durante 12 anos. Este fato deve ser do conhecimento do Ministro Henrique Meirelles e talvez faça com que ele tome providência concreta para conter o prejuízo das falsificações, ao invés de pressionar o Congresso para implantar uma reforma previdenciária que dificulta as aposentadorias legais.
Na verdade o déficit do INSS encontra explicação na ilegalidade. A sonegação por parte de empresas e a não fiscalização é que tornam o INSS alvo de roubos em sequência.

21 de setembro de 2017
Pedro do Coutto

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