"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 15 de maio de 2016

MAIS UM CRIME: DILMA SUPERFATURAVA A PREVISÃO DA RECEITA ORÇAMENTÁRIA


Ministros de Temer falam pela primeira vez à imprensa 
Padilha, Jucá e Barros dizem que o déficit é ainda maior


















Deixando claro que falava como o relator do Orçamento de 2016, o ministro da Saúde e deputado federal licenciado Ricardo Barros (PMDB-PR) afirmou nesta sexta-feira, dia 13, que o governo da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) enviava corriqueiramente orçamentos com receitas superestimadas. Segundo ele, apesar da aprovação prevista da revisão da meta fiscal com déficit de R$ 96 bilhões, e esse rombo certamente será revisto.
Barros participou de entrevista coletiva junto aos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Romero Jucá (Planejamento), após a primeira reunião de Temer com sua equipe.
Ao comentar a situação da economia, Padilha também destacou que, se prosseguir com a atual sistemática de comprometimento da receita, o governo atingiria, em 2020, 100% do PIB comprometido com a dívida pública, ante 60% no ano passado
DEFICIT É AINDA MAIOR
Sem dar maiores detalhes, o ministro Ricardo Barros explicou que déficit fiscal “certamente” será superior aos R$ 96 bilhões. “Terá de se reavaliar essa questão. Temos R$ 230 bilhões de restos a pagar que, obrigatoriamente, serão cumpridos por serem impositivos”, explicou, sem dar maiores detalhes.
O ministro Romero Jucá afirmou que todas as empresas públicas serão ajustadas à nova realidade de cortes. Segundo ele, a meta fixada para administração federal não é de redução de 25%, mas, inicialmente, de eliminar 4 mil postos.
REDUZIR GASTOS
Questionado qual a economia estimada, o ministro disse que ainda é preciso fazer as contas e afirmou que o governo do presidente em exercício Michel Temer tem a “meta física”. “Não cessaremos a busca pela eficiência. Ao atingirmos (o corte de ) 4 mil cargos, vamos continuar, isso é uma meta que efetivamente será buscada”, disse.
De acordo com Jucá, todos os órgãos e empresas públicas terão que reduzir gastos e apresentar resultados. “É preciso ter como meta que o setor público não é um fim em si mesmo”, afirmou, destacando que essa nova ordenação tem como objetivo buscar melhor qualidade de atendimento.

15 de maio de 2016
Gustavo Porto, Carla Araújo e Tânia Monteiro
Estadão

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