"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

NOTA POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO


Em nome das liberdades individuais, plenamente asseguradas na Constituição que fundou os EUA em 1776, o juiz federal Clark Waddoups decidiu que o mórmon fundamentalista Kody Brown pode viver junto com suas quatro esposas e 16 filhos, no estado de Utah, onde 38 mil seguidores da mesma religião praticam a poligamia.

O eleitorado brasileiro é politicamente polígamo. Casa com todos e com qualquer um. De tempos em tempos, sente a necessidade da tal “mudança”. Este é o clima de agora. A maioria não aguenta mais o PT. Dilma será trocada por outra. A conjuntura ficou boa para Marina Silva – viúva política do Eduardo Campos, porém com um ponto forte a favor dela: não tem um Lula por trás para manipulá-la.

A candidatura de Marina tem apoio da Oligarquia Financeira Transnacional. Marina fechou acordos recentes com banqueiros, investidores internacionais e usineiros – segmentos descontentes com a gestão petralha. Um grupo de economistas ligados ao HSBC se colocou à disposição dela para fazer todo o projeto para uma profunda e urgente reforma tributária. Logicamente, o sistema financeiro, que tanto lucra no Brasil, já se blindou para o próximo governo... Marina até acena com a "independência" do Banco Central do Brasil - tão sonhada pela banca internacional...

Marina terá governabilidade, se for eleita? No começo, a tendência é que sim. A caneta do Diário Oficial tem mais poderes que a espada da She-Rá (a irmã do He-Man). Sem dúvida, Marina terá de compor com o PMDB (que abandonará o PTitanic pouco antes do afundamento). Também deve fechar uma aliança, no quase certo segundo turno eleitoral, com o PSDB (que vai se tornando especialista em perder eleições por falta de pegada). O resto vem na onda.

O PT tomará muito cuidado ao atacar a eternamente petista Marina, a partir de agora. Mais provável é que os petistas negociem uma trégua, na hora de aparentemente deixarem o poder com a perda do Palácio do Planalto. A “saída” petista será aparente, já que a máquina pública nunca antes na história foi tão aparelhada. O PT já sabotou Marina impedindo a criação do partido dela, a Rede. Agora, é o PT quem cai de otário na redinha da Marina.

Fajutagem
 

O chefão Luiz Inácio Lula da Silva tem interesse em manter sua blindagem. Sabe que corre alto risco de ter seu nome envolvido nas futuras broncas judiciais das Operações Porto Seguro (por mais abafada que esta pareça estar) e Lava Jato (esta bastante fora de controle das influências petralhas). Por tal fragilidade, Lula deve falar bem fininho com a “velha amiga” Marina – que o abandonou ou foi por ele abandonada, dependendo do ponto de vista.

Enquanto o PTitanic afunda, o Brasil mergulha nas profundezas abissais de seu modelo Capimunista, com carestia, cartelização, cartorialismo e corrupção sistêmica. Tudo isto, junto com a incompetência na gestão da coisa pública, ajuda a compor o cada vez mais impagável “Custo Brasil”. O próximo governo, seja quem dirigi-lo, terá de resolver os eternos pepinos: impostos absurdos, juros elevadíssimos e falta de infraestrutura. Não será fácil romper com a governança do crime organizado.

A tendência da maioria do eleitorado, que raciocina com simplicidade e não tem fidelidade a nenhum político, é embarcar no “casamento” com a Marina – que é uma caixa-preta mais insondável que a do avião que matou o Eduardo Campos. Como será a “lua de mel” se ela vencer? Ou teremos uma “lua de fel” a partir de 2015? Eis a grande dúvida a ser respondida pelo tempo – profundo senhor das irracionalidades de Bruzundanga.

Marina é uma incógnita, no Brasil das incertezas e das poligamias políticas, com aquele jeitinho de incestuosa suruba. Já se especula que sua equipe do Ministério da Fazenda será comandada pelo Fábio Barbosa, ex-presidente do Santander, da Federação dos Bancos e hoje presidente do Conselho do Grupo Abril. Por enquanto, tudo é especulação...

Alguns anônimos revoltados, aparentemente petistas que não saíram do armário por algum motivo, nos questionam: “Para você ninguém presta !?”. A questão não é de prestar ou não. A eleição no Brasil não é decidida pelos brasileiros. Sempre obedecemos aos “pacotes” fechados de fora para dentro. Os controladores globalitários comandam todos os cavalos do jogo. Nós, as bestas, apenas emprestamos nosso voto para elegê-los.

Na verdade, tanto faz como tanto fez quem será o boneco ou a boneca que sentará no trono do Palácio do Planalto. Ele terá um script a obedecer. Se fugir das regras teatrais, combinadas com a Oligarquia Financeira Transnacional, é saído de cena, pelos mais variados golpes. Lembram-se do que aconteceu com o Collor – o ungido em 1989 para “modernizar” o Brasil? Os supostos “poderosos” de plantão são descartáveis...

Quem aposta no sucesso do casamento com a Marina? Muitos já apostam... Os mais espertos já tomam precauções para o divórcio programado. Se a Marina seguir o perfil da esposa radical, pode se dar mal. Agora, no noivado com o eleitorado, ela vai parecer uma gata da selva inteiramente domável. Depois, com a caneta do poder, pode acabar induzida pela vaidade a mostrar as garras...

Marina é o ouro dos tolos. O historiador Carlos Ilich Azambuja manda a seguinte mensagem-lembrete sobre um dos itens do Programa de Governo da candidata Marina Silva. Nada mais é do que um resumo colorido do Decreto 8243:

“Movimentos sociais - "Possibilitar que movimentos populares e movimentos sociais ocupem espaços políticos. Manter diálogo permanente com eles, por meio de canais de comunicação mais ágeis e acessíveis. Definir prazos para responder às reivindicações e problemas. Implantar efetiva Política Nacional de Participação Social, pelo aumento da participação da sociedade civil nos conselhos e instâncias de controle social do Estado".

Falta pouco mais de um mês para o primeiro turno. A onça tem muita água para beber até a provável decisão do último domingo de outubro, no segundo turno eleitoral. Agora, a agonia é da Dilma. A decepção é do Aécio. O nirvana é da Marina. Até o momento fatal da dedada eletrônica, para coonestar o dogmático processamento dos votos sem direito a auditoria e recontagem, com altíssimo risco de fraude.

Resumindo a opereta: Marina, eterna petista, socialista de seita, demagógica ambientalista, com fachada de calvinista, sempre bem financiada pelas controladoras de ONGs transnacionais, é a versão sem graça do Tiririca.

Com Marina, pior que está não fica... Ou será que fica?

Na dúvida, fico solteiro. Não flerto e nem caso com a Marina. 

02 de setembro de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

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