"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 17 de março de 2016

LOBÃO E RAIMUNDO CARREIRO RECEBERAM PROPINA, DIZ DELATOR

CARREIRO É VICE-PRESIDENTE DO TCU É ACUSADO DE RECEBER PROPINA

ALÉM DE RAIMUNDO CARREIRO, O EX-MINISTRO E SENADOR EDISON LOBÃO FOI CITADO EM DELAÇÃO PREMIADA DA LAVA JATO (FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO)


O diretor de energia da Camargo Corrêa, Luiz Carlos Martins, um dos delatores da Operação Lava Jato afirmou que o senador Edison Lobão (PMDB-MA) e o ministro Raimundo Carreiro, do Tribunal de Contas da União (TCU), ‘receberam propina decorrentes das contratações da usina de Angra 3′. Em depoimento à força-tarefa da Operação Lava Jato, o empreiteiro ‘narrou detalhadamente’ a ‘existência de práticas ilícitas’.

“Questionado, Luiz Carlos Martins, em seu depoimento judicial nos autos da aludida ação penal, cita Edison Lobão, senador da República pelo Estado do Maranhão e então ministro das Minas e Energia, e Raimundo Carreiro, ministro do Tribunal de Contas da União, como os agentes políticos que receberam propina decorrentes das contratações da usina de Angra 3″, informa petição do procurador-geral da República Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O documento de Janot aponta que a delação de Luis Carlos Martins narrou três tipos de ‘práticas ilícitas’.

“a) formação de cartel por diversas empresas interessadas na contratação da usina termonuclear Angra 3, como a Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht, UTC, entre outras, havendo arranjo de propostas e preços entre os consórcios, de forma a, frustrando a competitividade, determinar preço, o líder e o grupo vencedor em cada lote dos certames; b) ocorrência de pagamento de propina decorrente dos citados contratos a altos funcionários da Eletronuclear; c) ocorrência de pagamento de propina decorrente dos citados contratos a agentes políticos facilitadores das negociações e contratações”, diz a petição.

Janot afirmou ao ministro Teori Zavascki, do STF, no documento, que o depoimento de Luiz Carlos Martins ‘no qual faz explícita menção a envolvimento de ministro de Estado e ministro do Tribunal de Contas da União no recebimento de propina decorrentes dos contratos celebrados com a Eletronuclear’ foi encaminhado pela 7ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro. Segundo o procurador, a delação firmada com o Ministério Público Federal foi homologada com a Justiça.

As investigações sobre propina nas obras da Usina de Angra 3 e na Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás, começaram a ser apuradas pela Operação Lava Jato, em Curitiba. Os investigadores suspeitam que, pelo menos, R$ 4,5 milhões tenham sido pagos por empreiteiras com obras na usina – entre elas a Andrade Gutierrez e a Engevix – a título de propina para o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, via empresas intermediárias.

Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2015, para fatiar desdobramento da Lava Jato, as investigações migraram para a 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, sob responsabilidade do juiz Marcelo Bretas. Nesta terça-feira, 15, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal negou um recurso da Procuradoria-Geral da República que tentava reverter o fatiamento da Lava Jato. (AE)



16 de março de 2016
diário do poder

GOLPE DE ESTADO NA "REPÚBLICA DE BANANAS"



Artigo de Merval Pereira, publicado hoje no jornal O Globo, vai ao ponto: "República de Bananas seremos se continuarmos a aceitar essa imposição de um grupo político sobre o país, e se a Constituição em vigor não puder ser utilizada para dar um basta a essa usurpação a que estamos submetidos".

A nomeação de Lula como ministro Chefe do Gabinete Civil de Dilma foi, além de um acinte aos milhões de brasileiros que foram às ruas no domingo em todo o país, uma tentativa de golpe para evitar que o ex-presidente viesse a ser preso pela Operação Lava-Jato, e de atrasar as investigações, pois todo o processo teria que ser encaminhado à Procuradoria-Geral da República em Brasília e ficaria a cargo do Supremo Tribunal Federal, onde, sabe-se, o ritmo é mais lento inclusive devido à sobrecarga de trabalho.

Escrevo no condicional por que, depois dos áudios divulgados, não se sabe se haverá condição política para formalizar o golpe. A tentativa de obstrução da Justiça está claramente explicitada nos diversos diálogos, especialmente quando a própria presidente Dilma toma a iniciativa de mandar para Lula um termo de posse no ministério antes mesmo que o decreto tivesse sido publicado no Diário Oficial.

Isto é, Lula assumiu o ministério antes de ter sido nomeado oficialmente, apenas para que pudesse usar o documento oficial “em caso de necessidade”. Quando Lula pede, através de Jaques Wagner, que Dilma interfira junto à ministra do Supremo Rosa Weber para que ela decida a seu favor uma pendência judicial, justamente para retirar de Moro a investigação sobre o triplex do Guarujá, torna verossímil a versão de Delcídio do Amaral de que ela, numa conversa nos jardins do Palácio do Alvorada, pediu que interferisse junto a um ministro do STJ para soltar empreiteiros presos.

Não tem precedentes a gravidade de a presidente Dilma ser apanhada numa mentira momentos depois de ter dado uma entrevista coletiva onde desdenhou dos repórteres que lhe perguntavam sobre o foro privilegiado de Lula, desmentindo cabalmente que a intenção fosse essa.

Quando Lula diz que a Suprema Corte está acuada, o STJ está acuado, o Congresso está acuado, e que ele teme a República de Curitiba, numa referência à investigação da Aeronáutica que ficou conhecida como a “República do Galeão”, sobre a tentativa de assassinar Carlos Lacerda que culminou na morte do major Rubem Vaz, e precedeu o suicídio de Vargas, Lula mostra não apenas seu receio de ir para a cadeia, mas seu desprezo pela Justiça.

O que está acontecendo no Brasil é coisa de República de Bananas, onde uma curriola tomou conta do Estado e é capaz de fazer “o diabo” para não abrir mão de suas regalias. Honduras é o país inspirador do termo, cunhado pelo escritor americano O. Henry, pseudônimo de William Sydney Porter, que passou a designar um país atrasado e dominado por governos corruptos e ditatoriais, geralmente na América Central.

O principal produto desses países, a banana, era explorado pela famosa United Fruit Company, que teve um histórico de intromissões naquela região, especialmente em Honduras e Guatemala, para financiar governos que beneficiassem seus interesses econômicos, sempre apoiada pelo governo dos Estados Unidos.

Nossa “República de Bananas”, ao contrário, atende ao interesse de outras “Repúblicas de Bananas” espalhadas pela região, dominadas por curriolas assemelhadas politicamente e que se beneficiam mutuamente dos escândalos de corrupção capitaneados pelas empreiteiras brasileiras, financiadas pelo BNDES.

É um projeto de poder que vem sendo desmontado aqui, na Argentina, na Venezuela, na Bolívia, depois de mais de uma dezena de anos de dominação política. A tentativa de mudar o jogo político com Lula no ministério tendia a dar errado, pois somente um cavalo de pau na economia, com medidas populistas, poderia fazer o governo recuperar a popularidade.

Mas esse populismo imediatista acabaria levando ao mesmo desfecho, pois um erro repetido não se transforma em acerto. Teríamos novos anos de recessão, provocados pela aposta em uma política econômica destrambelhada e por abusos do poder econômico para garantir a permanência do mesmo grupo no poder durante décadas, como já escrevi aqui.

Uma dominação do país por ações criminosas que vão sendo desveladas por instituições do Estado que garantem que não nos transformemos em uma verdadeira “República de Bananas” como aquelas com que o poderoso chefão do petismo se relaciona em tenebrosas transações políticas e econômicas que agora estão sendo devidamente investigadas.

Repetindo o que já escrevi nesta coluna: “República de Bananas” seremos se continuarmos a aceitar essa imposição de um grupo político sobre o país, e se a Constituição em vigor não puder ser utilizada para dar um basta a essa usurpação a que estamos submetidos.


17 de março de 2016
in blog do orlando tambosi

SUIÇA BLOQUEIA R$ 2,9 BILHÕES EM CONTAS SUSPEITAS

MAIS DE MIL CONTAS EM 40 BANCOS DIFERENTES ESTÃO SENDO EXAMINADAS

DESSE TOTAL, A SUÍÇA ANUNCIOU QUE VAI REPATRIAR OUTROS US$ 70 MILHÕES AOS COFRES BRASILEIRO, ALÉM DOS US$ 120 MILHÕES QUE JÁ FORAM ENVIADOS EM 2015 (FOTO: JOÃO AMÉRICO/SECOM/PGR)

A Suíça já bloqueou US$ 800 milhões (R$ 2,9 bilhões) em ativos em contas secretas relativas à corrupção envolvendo suspeitos investigados pela Operação Lava Jato. 
Desse total, o país europeu anunciou que vai repatriar outros US$ 70 milhões aos cofres brasileiro, além dos US$ 120 milhões que já foram enviados em 2015.

No total, mais de mil contas em 40 bancos diferentes estão sendo examinadas pelos suíços, que não deram detalhes sobre os donos das contas ou empresas envolvidas.


Em março de 2015, quando os suíços anunciaram pela primeira vez o bloqueio de bens, um total de 300 contas e US$ 400 milhões haviam sido identificados. Naquele momento, US$ 120 milhões foram repatriados ao Brasil.

Mas, segundo os suíços, as investigações avançaram, novas contas e novos envolvidos foram identificados e, no total, os ativos bloqueados dobrou em um ano.


Desde março do ano passado, os suíços ampliaram as investigações para abarcar também a Odebrecht, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, João Santana e dezenas de outros suspeitos.

Hoje, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se reuniu com o procurador suíço, Michael Lauber, em Berna para avaliar a cooperação bilateral. 
Na Operação Lava Jato, a decisão dos suíços em colaborar foi considerada como essencial para garantir que certas linhas de investigação pudessem caminhar.

A Odebrecht contratou advogados na Europa para tentar frear a transmissão de dados ao Brasil. Mas, conforme uma decisão do MP suíço do dia 29 de fevereiro, as informações devem ser enviadas aos procuradores da Lava Jato. A Odebrecht, porém, tem até o final de março para recorrer.

Os suíços ainda abriram investigações contra três bancos locais por não terem implementado medidas suficientes de controle ao abrir contas envolvendo suspeitos. 
Esses bancos podem ser acusados por colaborar com lavagem de dinheiro. (AE)


17 de março de 2016
diário do poder

CID E CIRO GOMES XINGAM MANIFESTANTES CONTRÁRIOS A DILMA

NESTA MADRUGADA
CIRO PARTIU PARA AGRESSÃO FÍSICA E O IRMÃO CID DEU CHILIQUE


CID SE ALTEROU QUANDO GRUPO DEMONSTROU APOIO A BOLSONARO


O ex-ministro da Educação Cid Gomes (PDT) discutiu na noite desta quarta-feira (16) com um grupo de manifestantes que estavam protestando na frente do Palácio da Abolição.

Cid foi conversar com o grupo e perguntou “o que vocês querem?”, os manifestantes disseram que queriam ajuda do ex-governador, “queremos o lula na cadeia e Dilma fora”.

Quando grupo começou a gritar “Bolsonaro, Bolsonaro, Bolsonaro”, Cid se alterou e afirmou, “ vocês são neonazistas, fascistas, quem defende o Bolsonaro é fascista”.

Já bem mais alterado, Ciro Gomes entrou na discussão quando chegou na casa do irmão, tentou expulsar o grupo e chamou o ex-presidente Lula de "merda".

17 de março de 2016
diário do poder

INDIGNAÇÃO CONSTRANGE

POSSE DE LULA COMEÇA COM GRITO DE PROTESTO: 'VERGONHA!'
SEGURANÇAS DO PALÁCIO DO PLANALTO RETIRARAM O DEPUTADO À FORÇA


O CONSTRANGIMENTO FOI GENERALIZADO NA HORA DO PROTESTO: "VERGONHA!". FOTO: CAPTURA/NBR


Mal a presidente Dilma Rousseff inciava o seu discurso, na posse dos novos ministros do seu governo, nesta manhã, quando se ouviu um homem gritando "vergonha! vergonha!". A solenidade foi interrompida até que o homem, o deputado federal Major Olímpio (SD-SP) fosse retirado à força pelos seguranças da Presidência da República.

Dilma começou seu discurso lendo os nomes de cada um dos presentes, não apenas para tentar dar uma demonstração de força, como também para chamar atenção para os presentes para a ausência do vice-presidente Michel Temer, que decidiu não comparecer à solenidade para evidenciar o afastamento do PMDB, partido que preside, do governo Dilma.

A posse de de Lula no cargo de ministro da Casa Civil decorre de uma manobra para conferir a ele foro privilegiado, com o objetivo de fugir do alcance do juiz federal Sergio Moro, que comanda a Operação Lava Jato



17 de março de 2016
diário do poder.

MINISTRO DO STJ CRITICA CINISMO DA ALEGAÇÃO DE "VIOLAÇÃO DE DIREITOS"

NORONHA DEFENDE A JUSTIÇA E CRITICA ATITUDE DE LULA E DILMA


O ministro João Otávio de Noronha, presidente da 3ª turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), respondeu nesta quinta-feira (17) aos ataques do ex-presidente Lula à Corte, afirmando ser estarrecedor que “a ironia e o cinismo dos que cometem o delito e querem se esconder atrás de falsa alegada violação de direitos”, numa clara referência ao agora ministro da Casa Civil e à própria presidente Dilma Rousseff, que vem chamando de “ilegais” gravações telefônicas contendo indícios de crime de obstrução da Justiça.

Presidente da 3ª turma do STJ, Noronha começou seu discurso explicando que decidiu defender o STJ diante da falta de iniciativa nesse sentido do presidente da Corte, ministro Francisco Falcão, sem citar seu nome. “Ontem devia ter saído uma nota desta Casa manifestando sua posição, mas, como não saiu, tomo a liberdade de fazê-lo”.

João Otávio de Noronha também elogiou o trabalho do juiz federal Sergio Moro:

- A atitude do juiz Moro, gostem ou não, certa ou errada, revelou a podridão que se esconde atrás do poder. Se alguns caciques do Judiciário se incomodam ou invejam, lamento. Moro não é famoso porque está na imprensa, mas porque julgou uma causa que tinha como partes autoridades brasileiras. O Brasil precisa de muitos Moros e nós do Judiciário temos que garantir a justiça de 1º grau. Pena que a liderança do Judiciário brasileiro tenha se omitido ou está se omitindo na defesa da justiça de 1º grau. É uma crise de liderança que permite este tipo de ataque.

O ministro destacou que ao Judiciário cabe a tarefa de “garantir a prevalência da ordem jurídica, processando e condenando todos que efetivamente se mostrarem culpados”.

Noronha explicou em seu discurso que “nenhum sigilo que se estabelece no processo é em beneficio do réu, e sim da ordem pública, da investigação. E não é o fato deste ou daquele cidadão ter ocupado cargo de presidente da República ou ser ministro que justifique tratamento diferenciado.”



17 de março de 2016
diário do poder

JUSTIÇA SUSPENDE POSSE DE LULA COMO MINISTRO DA CASA CIVIL DE DILMA

JUIZ FEDERAL DO DF ACATA PEDIDO PARA SUSPENDER A POSSE DE LULA

O MINISTRO LULA TEVE A POSSE SUSPENSA PELA JUSTIÇA. FOTO: RICARDO STUCKERT/INST.LULA


Uma decisão liminar da 4ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu a posse de Lula como ministro da Casa Civil do governo Dilma. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (1&) e foi assinada pelo juiz federal Itagiba Catta Preta Neto e susta a posse de Lula até o final do julgamento da ação ajuizada contra o ex-presidente. O pedido de liminar foi feito pelo líder do DEM na Câmara, Pauderney Avaelino (AM), e também assinado pelos deputados Rubens Bueno (PPS-PR), Antônio Imbassahy (PSDB-BA) e Alberto Fraga (DEM-DF).



Segundo o juiz, a posse de Lula pode "ensejar intervenção, indevida e odiosa, na atividade policial, do Ministério Público e mesmo no exercício do Poder Judiciário, pelo senho Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o juiz, a questão a ser julgada "é complexa e grave". Segundo Catta Preta Neto, o ato de Dilma é "ao menos em tese, de intervenção do Poder Executivo, no exercício do Poder Judiciário. Ato que obsta ou é destinado a obstar o seu - do Judiciário - livre exercício".

A Agdvocacia-Geral da União já informou que vai recorrer da decisão da Justiça.

Veja abaixo a decisão na íntegra.


CLIQUE PARA LER

A DECISÃO É DE HOJE, 17 DE MARÇO.

CLIQUE PARA LER
A POSSE DE LULA ESTÁ SUSPENSA ATÉ A DECISÃO FINAL


17 de março de 2016
diário do poder

LULA JÁ NÃO HAVIA ASSINADO??

ASSINATURA DO TERMO DE POSSE DE LULA DESMENTE VERSÃO DE DILMA
NOVA ASSINATURA NA POSSE, HOJE, SUGERE QUE O GOVERNO MENTIU


A PERGUNTA NÃO SE CALA: SE O TERMO DE POSSE ESTAVA ASSINADO DESDE ONTEM, COMO DIZ DILMA, O QUE AFINAL LULA ASSINOU NA SOLENIDADE DESTA QUINTA (17). (FOTO: ROBERTO STUCKERT FILHO)


A assinatura do "termo de posse" de Lula, nesta quinta/feira (17), como ministro-chefe da Casa Civil, é outro indício de armação para garantir ao ex-presidente uma espécie de "salvo conduto" para eventual ação da Polícia Federal contra ele.

A dúvida que intriga é a seguinte: se Lula já havia assinado o termo de posse, conforme a Presidência da República divulgou na noite desta quarta (16), inclusive enviando cópia do suposto documento às redações, o que afinal Lula assinou diante da presidente Dilma Rousseff na solenidade de hoje?

O termo de posse contendo apenas a assinatura de Lula foi recebido com desconfiança nas redações e nos meios políticos, diante da evidência de que seria outro, com assinatura dela, o documento que a presidente Dilma Rousse mandou entregar a Lula através de um portador. Essa operação de entrega do termo de posse foi flagrada em escutas telefônicas da Polícia Federal sob autorização judicial.

Indícios de mentira
Além de divulgar o documento, que já tem a assinatura de Lula, restando apenas a da presidenta, a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República informou também que o documento já se encontra "em poder da Casa Civil". Essa versão, divulgada pelo governo ontem e repetida pela presidente Dilma na solenidade de posse de hoje, torna ainda mais intrigante a nova assinatura do novo ministro em seu termo de posse.

De acordo com a Secom , Lula poderia não comparecer à cerimônia de posse marcada para esta quinta-feira. Por este motivo, o termo de posse teria sido enviado para que Lula assinasse e fosse devolvido à Casa Civil. O Planalto, no comunicado, esclarece então que a expressão "pra gente ter ele", utilizada por Dilma, se refere à necessidade que havia de o governo ter o documento caso Lula não comparecesse à posse. Informa ainda que o trecho "só usa em caso de necessidade" faz referência à possibilidade de "o governo usar" o termo de posse.



17 de março de 2016
diário do poder

OPOSIÇÃO NO CONGRESSO VAI PRESSIONAR O PMDB A APOIAR O IMPEACHMENT DE DILMA

OPOSIÇÃO PRESSIONA PMDB PARA ADERIR AO IMPEACHMENT DE DILMA


Em encontro no gabinete do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG) nesta quinta-feira, 17, lideranças da oposição decidiram pressionar o PMDB a apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A avaliação dos parlamentares oposicionistas, que se reuniram no momento da solenidade de posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula para ministro da Casa Civil, é que somente com a adesão dos peemedebistas ao afastamento de Dilma será possível superar o impasse da crise política.

"Queremos uma posição do PMDB, é o fiel da balança", disse o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), após a reunião. "O PMDB tem de sair do muro, porque o povo já derrubou o muro. Não dá mais para navegar numa posição de ser carne ou peixe", reforçou o líder do DEM da Casa, Ronaldo Caiado (GO).

Os oposicionistas consideram que, com o agravamento da crise, o PMDB precisa se pronunciar. A legenda preside a Câmara, com Eduardo Cunha (RJ), e o Senado, com Renan Calheiros (AL). Ficou decidido que os contatos com Renan e com o vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer, serão intensificados para se encontrar uma solução.

Durante a reunião, o presidente do PSDB telefonou para Renan Calheiros a fim de pedir a ele que garantisse a abertura da sessão do plenário do Senado. Renan disse que iria se empenhar para isso. A sessão foi aberta por volta das 12h30 em clima de muita tensão entre governistas e oposicionistas.

Para o líder tucano, após a revelação dos grampos, aumentaram os motivos para que a presidente Dilma seja afastada do cargo. A oposição diz que houve obstrução de Justiça quando a presidente foi flagrada na interceptação tentando informar a Lula sobre o termo de posse dele, que serviria para garantir foro privilegiado ao ex-presidente.

"Se já existiam motivos para o impeachment, eles agora estão sobrando", avaliou Cássio Cunha Lima, para quem não houve qualquer ilegalidade na divulgação do diálogo entre Dilma e Lula pelo juiz Sérgio Moro, responsável na primeira instância pela condução das investigações da Operação Lava Jato.



17 de março de 2016
diário do poder

DILMA E LULA ESTÃO NUS...

Milhares protestaram em Brasília na frente do Palácio do Planalto. Foto: Veja 


O Brasil que acordou nesta quarta-feira indignado dormiu assustado. Ou dormiu sem sem saber quem é, de fato, seu presidente. De tudo o que foi desnudado pela Lava Jato até aqui, nada é mais revelador de que Lula e Dilma pensam mais na própria sobrevivência política do que no futuro de um país quanto as escutas reveladas hoje. Diante do choque, uma multidão voltou às ruas para gritar: fora PT.

Grampos da Polícia Federal, feitos com autorização do juiz federal Sergio Moro, indicam que a presidente Dilma Rousseff agiu para evitar a prisão do ex-presidente Lula pela Lava Jato, nomeando-o Ministro da Casa Civil. O juiz Moro incluiu hoje no inquérito que investiga o ex-presidente um audio em que Dilma telefona para Lula - o número discado é de um assessor do ex-presidente, usado frequentemente por ele e o único grampeado, segundo os autos - e explica que encaminhará a ele um "termo de posse", a ser usado "em caso de necessidade". O cargo de ministro concede ao seu ocupante foro privilegiado, no Supremo Tribunal Federal (STF).

O diálogo foi gravado hoje às 13h32. Pouco mais tarde, por volta das 16 horas, Dilma Rousseff concedeu entrevista coletiva em que negou enfaticamente que a nomeação de Lula tivesse por objetivo garantir-lhe o foro no STF e tirar seu caso da alçada de Moro. Dilma afirmou que a transferência do processo de Lula para o Supremo não lhe traria qualquer proteção especial e qualquer ideia em contrario seria mera intriga das "oposições", incomodadas com a ideia de que o retorno do ex-presidente ao Palácio do Planalto fortaleceria o seu governo. Os áudios comprovam: Dilma mentiu. Tudo não passou de um habeas corpus presidencial ao antecessor.

As gravações, em que o ex-presidente professe xingamentos a parlamentares como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), colocam em xeque ainda a função para a qual Lula foi oficialmente designado: retomar a articulação com o Congresso. Ao revelarem Lula despido de seu discurso oficial, as frases proferidas pelo ex-presidente queimam suas pontes no Congresso. Dilma e Lula estão nus. Do site de Veja. Confira os locais onde ocorreram protestos




17 de março de 2016
in aluizio amorim

É GOLPE!

Lula ministro nas redes


17 de março de 2016

DEPUTADOS PEDEM RENÚNCIA DE DILMA


LEWANDOWSKI VAI A FARMÁCIA DE BRASILIA, COMPRA E TOMA TRANQUILIZANTE

PRESIDENTE DO STF COMPROU CALMANTE E O TOMOU AINDA NA FARMÁCIA

NA FARMÁCIA PACHECO, LEWANDOWSKI COMPROU TRANQUILIZANTES E LOGO O TOMOU.

Meia hora depois do final dos protestos contra o governo no Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski foi visto comprando remédios na farmácia Pacheco, localizada na quadra 413 da Asa Sul, a poucos quilômetro da Esplanada dos Ministérios.

De acordo com clientes, o ministro estava comprando calmante. Com aparência cansada, o ministro sequer esperou chegar em casa e tomou o remédio na mesma hora, encostado no balcão da farmácia.

LEWANDOWSKI NO CAIXA, PAGANDO O CALMANTE.

Ele foi citado na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PD-MS) e também na proposta indecente do ministro Aloizio Mercadante (Educação), por meio do assessor José Eduardo Marzagão, na tentativa de comprar o silêncio do ex-Líder do Governo.

Na presidência do STF, Lewandowski vem merecendo referências positivas dos colegas e de advogados por sua conduta, mas as relações pessoais com o ex-presidente Lula e a atual presidente Dilma Rousseff são sempre citadas, inclusive em depoimentos de delatores.



17 de março de 2016
diário do poder

MULTIDÃO CANTA HINO NACIONAL NA AV. PAULISTA E PEDE LULA NA PRISÃO

PROTESTO É CONTRA NOMEAÇÃO E A TENTATIVA DE OBSTRUIR A JUSTIÇA

A MULTIDÃO COMEÇOU A SE CONCENTRAR NA AVENIDA PAULISTA NO COMEÇO DA NOITE. (FOTO: RAFAEL ARBEX/AE)


O Hino Nacional foi tocado há pouco na Av. Paulista, em uma caixa de som trazida por um grupo de manifestantes que protestam contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cargo de ministro-chefe da Casa Civil. Cada vez mais pessoas chegam à Av. Paulista para participar da manifestação. Já são quatro quarteirões ocupados na Avenida.

A Polícia Militar não estima o número de participantes, mas o protesto já reúne milhares de pessoas. Muitos ficaram sabendo do evento pela internet, pela televisão, por amigos ou porque moram perto da avenida. Eles pedem que Lula volte atrás na decisão de aceitar o cargo no governo e chegaram a gritar: "Lula, cagão, seu lugar é na prisão". Além disso, gritaram "Ei, PT, golpista é você!".

Assim como no último domingo, tratam como herói o juiz federal Sério Moro, responsável pelos julgamentos da operação Lava Jato em primeira instância. Neste momento, a manifestação se concentra em frente ao prédio da Fiesp, que exibe a frase "Renuncia Já!". A avenida está bloqueada nos dois sentidos. Até agora, nenhuma confusão foi registrada.Multidão




17 de março de 2016
diário do poder

DA LITERATURA POLICIAL: O CRIMINOSO SEMPRE VOLTA AO LOCAL DO CRIME

Brasília – Quando o ex-presidente Lula mandou que a Justiça “enfiasse o processo dele no cu”, como mostra a gravação do celular da deputada Jandira Feghali, sabia o que estava dizendo. Dias depois, ele voltaria ao Palácio do Planalto como superministro, o mesmo local de onde comandou todos os crimes contra os cofres públicos. Lá, agora, chega como denunciado em vários crimes: lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e formação de quadrilha. Mesmo com todo essa folha corrida, continua sendo apoiado pelo PMDB, um partido de Maria vai com as outras, que não consegue encontrar uma saída ética e política para a crise do país.

Ao desabafar diante do delegado da Polícia Federal, no aeroporto de Congonhas, que iria ao Janot (Rodrigo Janot, Procurador-geral da República) quando toda essa “porra” acabar, referindo-se as investigações do seu tríplex e do sítio de Atibaia, Lula queria mostrar que tinha intimidade com o procurador. E a comprovação desse convívio também não demorou a aparecer. Saiu da antessala da Procuradoria o nome para assumir o Ministério da Justiça. Quer mais: quando a Dilma foi acuada pelas denúncias do senador Delcídio do Amaral que colocou sob suas costas a responsabilidade pela compra da refinaria de Pasadena, a presidente, em sua defesa, mostrou para todo o país o parecer do Janot que não só a inocentava como livrava a cara de todos os conselheiros da Petrobrás que, à época, lesaram a Petrobrás.

Agora, com a confirmação da delação de Delcídio de que a Dilma esteve à frente das negociações da refinaria é de se perguntar ao Procurador-geral se não foi precipitado o veredito que a inocentou. A recondução de Janot ao cargo de Procurador Geral da República certamente não foi mera coincidência.

É assim que a coisa funciona na republiqueta das bananas. Lula, no poder, vai deitar na sopa. Arrotar prepotência diante dos seus vassalos no Congresso Nacional que tremem de medo de uma provável delação premiada do ex-presidente. Ora, se o Delcídio, ao abrir o bico, criou esse bafafá todo, imagine uma confissão de Lula que chefiou – e chefia – durante mais de uma década essa máfia de políticos e empresários. Não ficaria pedra sobre pedra se tal coisa acontecesse.

Durante os últimos anos, o Lula foi ocupando os espaços no governo porque há muito tempo a Dilma deixou de governar. Prefere os passeios de bicicletas, a modelagem do corpo; as viagens para o exterior onde se hospeda em hotéis luxuosos e restaurante requintados ao trabalho de administrar o país para o qual foi eleita por mais de 50 milhões de pessoas. Dilma traiu todos esses eleitores que, enganados ou não, votaram nela para presidente. Agora, por inépcia e incompetência, vê-se prisioneira dentro do Palácio do Planalto que, na verdade, virou um depósito de futuros presidiários.

Lula se impôs diante dela. Exigiu um cargo com poderes absolutos. É o mesmo que o José Dirceu exerceu para corromper os políticos e seus comparsas petistas que se envolveram no mensalão. Assusta a nação só em pensar que foi desse gabinete que Dirceu e, depois Dilma, comandaram o maior assalto às empresas públicas do país, cujos responsáveis estão sendo condenados pelo juiz Sergio Moro. O ex-presidente escolheu bem o ministério de onde vai comandar novamente a engrenagem do clientelismo porque é por lá que passam os políticos fisiológicos em busca de um troquinho para as sua campanhas.

A valentia de Lula diante do delegado da Polícia Federal era só bravata, como agora os brasileiros veem. Acuado pelo juiz Sérgio Moro, ele foi se esconder embaixo da saia da Dilma, uma atitude covarde, humilhante e desprezível para um homem público. De lá, certamente só sairá para confabular com seus amigos ministros do STF, de quem ele se vangloria de tê-los como afilhados. Afinal de contas, espalha, eles só estão no cargo pela força da sua caneta. Como também ministro, resguardado pelo foro privilegiado, vai discutir com eles de igual para igual. Os crimes cometidos, por enquanto, vão dormir na gaveta dos seus amigos e leais ministros do tribunal.



17 de março de 2016
Jorge Oliveira