"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

DILMA NÃO ACEITA TRANSPARÊNCIA NOS GASTOS PÚBLICOS E NO BNDES

   


Na contramão dos discursos que marcaram sua campanha à reeleição, a presidente Dilma Rousseff rejeitou uma série de iniciativas aprovadas pelo Congresso que aumentava a transparência e o controle dos gastos públicos.

Entre os 32 vetos à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano, Dilma desobrigou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a divulgar na internet todas suas operações, incluindo aquelas com governos estrangeiros, assim como rejeitou a criação de um cadastro único de obras centralizado com os principais empreendimentos públicos em curso.

As mudanças haviam sido incluídas pelo ex-senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) no parecer que apresentou no fim do ano passado como relator da LDO de 2015, e foram aprovadas por deputados e senadores em plenário. A presidente barrou as medidas na sexta-feira, dia em que foram divulgados os vetos dela às iniciativas chanceladas pelos parlamentares. A partir de fevereiro, quando voltado recesso, o Congresso deverá analisar os vetos.

DERRUBAR VETOS?

Nos bastidores, a aposta é que alguns partidos da base, como o PMDB, insatisfeitos com a montagem do segundo governo da petista, devem trabalhar para derrubar os vetos da presidente. A oposição criticou a iniciativa de Dilma.

Uma das principais modificações introduzidas por Vital do Rêgo, hoje ministro do Tribunal de Contas da União, garantia acesso irrestrito às informações do BNDES e de órgãos como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Todos teriam de publicar, bimestralmente, um demonstrativo discriminando financiamentos a partir de R$ 500 mil concedidos a Estados, Distrito Federal, municípios e governos estrangeiros.

Em janeiro de 2014, o Estado revelou que o BNDES “sonega” informações a órgãos de fiscalização, como TCU, Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União, dados sobre operações de financiamentos sob a alegação de que tais informações estão protegidas pelo sigilo bancário.
Em agosto, a Justiça Federal em Brasília condenou o Banco a tornar públicas todas as operações de empréstimos e financiamentos feitos pela instituição que envolvam recursos públicos nos últimos dez anos. O Banco recorreu da decisão judicial.

CADASTRO É VETADO

Dilma também vetou outras iniciativas importantes do Congresso: a criação de um cadastro único de obras públicas com recursos federais; a adoção de um sistema de referência de preços para os custos de obras e serviços de engenharia com recursos da União; e a permissão dada pelo Legislativo para que recursos para a área de segurança pública e outras nove ações sejam liberadas de corte orçamentário. Nas justificativas para barrar as medidas, a presidente alegou, entre outros motivos, que as iniciativas podem desarranjar a política fiscal e dificultar o cumprimento da meta de superávit primário.

(reportagem enviada por Celso Serra)

09 de janeiro de 2015

O DISCURSO DA RAINHA E A MÁQUINA PUBLICITÁRIA



O Partido dos Trabalhadores mantém uma relação muito própria com a realidade. A exemplo dos partidos totalitários, os fatos, para o PT, são meras referências a partir das quais são concebidas e propagadas as versões mais convenientes. Três fatores se têm revelado utilíssimos para que cada versão, malgrado sua desconexão com os acontecimentos, produza o efeito político pretendido.

O primeiro desses fatores é a velocidade com que a máquina publicitária petista produz e distribui a versão mais proveitosa. É imperioso que chegue a todos os cantos do país simultaneamente com a notícia a partir da qual a versão foi construída.
O partido dispõe, então, de numerosa e bem organizada rede de reprodução e repetição das versões que constrói.
Em instantes, no canto mais remoto do país, onde houver um vereador do PT ou um dirigente partidário local, ele sabe muito bem o que deve propagar e repetir incessantemente sobre cada assunto de interesse da sigla. Bastaria essa coesão para fazer da mentira verdade e da verdade mentira.
Nada que não tivesse sido utilizado antes por todos os partidos de viés totalitário, ao longo do século 20. Inclusive o anseio por reescrever a história, transformando bandidos em heróis e vice-versa, sempre com base nas versões construídas. A Comissão da Verdade é o recente exemplo local de algo que foi prática corrente no mundo comunista.

O segundo fator tem a ver com a fragilidade intelectual do grande público. Quem faz política com astúcia conta com ela e dela se aproveita. Valem-se dessa fragilidade, aliás, todos os vigaristas bem sucedidos. Confiam nela os mentirosos, nas muitas esferas da vida social.
Não bastasse isso, é fato: quase sempre, a mentira bem contada é mais atrativa do que a verdade.

O terceiro fator é uma peculiar idiossincrasia de parte da imprensa brasileira que exige de si conduta estéril, uma azoospermia que parece não ter cura, uma equidistância em relação a toda divergência. Graças a isso, mentira e verdade se defrontam com igualdade de condições.

Ponto e contraponto. Ainda que um ou outro seja descarado embuste, são raras, entre nós, matérias editoriais desmascarando tramoias. Mesmo se produzidas em série, como as que rechearam o discurso de Dilma.

MENOSPREZO AOS FATOS

Os textos que Dilma leu durante a posse, preparados por ghost writer, formam duas coletâneas de exemplos do que examinei acima. Versão, versão, versão, ufanismo, falsidade e mistificação.
Graças a esse menosprezo aos fatos, a presidente pode afirmar, sob aplausos, que esta é a “primeira geração de brasileiros que não vivenciou a tragédia da fome”.

Graças a ele, a presidente mencionou os escândalos que espocam na Petrobras feito milho de pipoca como se fossem causados por seres alienígenas vindos de algum planeta capitalista.

Graças ao mesmo menosprezo pela verdade e pelos fatos, ela referiu um compromisso com a “Pátria Educadora” (meu Deus, que diabo será isso?) depois de haver entregue o Ministério da Educação a um ex-governador que absolutamente não é do ramo.

Graças a ele, prometeu extirpar a corrupção no mesmo dia em que chamava para integrar seu ministério pelo menos uma dúzia de políticos envolvidos em denúncias de corrupção.
E por aí foi Dilma, comprometida com muito mais do mesmo.

O TERRORISMO E O ASSASSINATO DA LIBERDADE

           


O hediondo e brutal assassinato de dez jornalistas na redação da revista Charlie Hebdo, e mais dois policiais na sequência do vandalismo, atingiu o grau máximo em matéria de violência, absurdo, alucinação,e desprezo pela existência humana.
Sob o pretexto de um fanatismo religioso, três homens praticaram o homicídio durante uma reunião de pauta da publicação, evidentemente planejado friamente com passos premeditados e executados movidos por um ódio cuja motivação não se consegue definir ao certo.
Os terroristas – um deles se entregou – e dois deles estão sendo caçados pela Polícia Francesa que já os identificou – apresentam-se estupidamente em nome da religião Islâmica, que, exatamente ao contrário, a exemplo do cristianismo, prega a harmonia, a tolerância, o sentimento fraterno e a paz entre os seres humanos.

É verdade ser difícil classificá-los como seres humanos, a partir da volúpia demonstrada no assassinato coletivo. Mas como considerá-los, então? Bestas humanas, recorrendo-se ao título (no singular) de famoso romance de Emile Zola.
Os terroristas, de fato, com base em suas próprias ações, inserem-se nessa imagem, aliás uma das mais fortes para definir o terrorismo, não só na França, onde atingiu o auge agora, mas em todos o universo. O ódio pelo próprio ódio, a destruição pela destruição, a morte por princípio.

O terrorismo motiva-se pelo assassinato da liberdade, de imprensa no caso do Charlie Hebdo, e pela explosão do direito de viver. Em muitos casos, como aconteceu na maratona de Boston, sem explicação alguma, restrito somente ao ímpeto no sentido e sob inspiração da vontade de destruir.

Neste ponto, terror e terrorista entram na contradição mais profunda: unicamente a destruição no lugar da construção. Sim. Porque, no fundo, não se voltam em favor de mudança alguma, como tentam fazer crer, detestam todos, homens e mulheres, os seres humanos, de modo geral, simplesmente porque na realidade detestam a si mesmos.
Os atentados se repetem em diversos países, não escolhendo nacionalidade, etnia, cultura. Trata-se do mal pelo próprio mal, prazer em matar ou mutilar, deixando rastros sinistros no roteiro de si mesmos.

LIBERDADE E FRATERNIDADE

No episódio de Paris, região da Bastilha, símbolo da liberdade e fraternidade, como é o lema dos franceses, os covardes assassinos causaram uma fortíssima reação universal, desabando, portanto, o argumento falsamente usado de que agiram para resgatar o efeito de uma das charges publicadas pela revista, aliás pelo mesmo motivo falso, a redação fora vítima de atentado a bomba em 2011.

Com sua loucura, expuseram a própria religião que dizem hipocritamente professar. É essencial que todos nós repudiemos a tragédia de Paris, bem como o terrorismo de forma geral, porque ele expõe a vida humana a atos imprevisíveis que partem de fontes nas quais a simples lógica não determina os limites.

E, falando em limites, todos eles foram ultrapassados nos assassinatos praticados no Charlie Hebdo. Ficará o episódio na história universal, incorporando-se ao capítulo destinado a lembrar para sempre a covarde alucinação que armou as garras dos assassinos. Alguém ou alguns fornecem as armas, os assassinos fornecem o ódio e a destruição. Os cadáveres são o legado de sua fúria bestial.

REQUIÃO CONTESTA MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES E MOSTRA QUE ROBERTO MARINHO NÃO CUMPRIU A PORTARIA 163/65 AO SE APOSSAR DO CANAL 5 SÃO PAULO




Em recente ofício ao então ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, o senador Roberto Requião (PMDB/PR) ressaltou que não corresponde à verdade a informação de que Roberto Marinho teria cumprido a Portaria 163, autorizada pelo então presidente Castelo Branco, o que lhe teria garantido a concessão do canal 5, TV Globo de São Paulo.

Requião, que enviou a Bernardo um requerimento de informações aprovado pela Mesa do Senado, contestou Paulo Bernardo e afirmou que o cumprimento dessa portaria é contestado inclusive pelo Ministério Público Federal, que, em parecer arrasador, destacou que “houve irregularidade na falta de fiscalização do CONTEL – Conselho Nacional de Telecomunicações – pois este deveria ter tomado providências NÃO PERMITINDO que a emissora FICASSE MAIS DE DOZE ANOS SEM REGULARIZAR, junto ao órgão público federal, matéria afeta ao aumento de capital social da emissora”.

Disse o senador paranaense que mais grave, ainda, é a informação oficial de que a Portaria 163/65, que trata do aumento de capital da emissora (de 30.000 para 400.000 cotas, subscrito pelo Sr. Roberto Marinho), TERIA SIDO CUMPRIDA, o que É DESMENTIDO POR ATO DO PRÓPRIO DENTEL, que em junho de 1975 ameaçou cassar a concessão, caso Roberto Marinho não regularizasse sua participação na sociedade e a de todo o seu quadro societário, o que deveria ter promovido até 180 dias após a aprovação do fictício aumento de capital, em 10 de fevereiro de 1965, o que não foi feito.

ASSEMBLEIA IRREGULAR

No ofício contestando as informações “oficiais” do então ministro Paulo Bernardo, lembrou o senador Roberto Requião que a suposta “regularização” só adveio com a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária totalmente irregular, pretensamente realizada a 30 de junho de 1976, quando o empresário Roberto Marinho acabou transferindo para seu nome, sem contrapartida financeira alguma, todo o capital social inicial da antiga Rádio e Televisão Paulista S/A (hoje, TV Globo de São Paulo), usurpando os legítimos direitos de seus mais de 600 acionistas fundadores, ato que foi corajosamente interpretado como ilegal pelo Poder Judiciário, porém, ignorado pelo Ministério das Comunicações.

Requião afirmou também ao então ministro Paulo Bernardo: “A documentação não trazida ao conhecimento do Senado Federal, e quem sabe subtraída da análise de V. Exa., desmente sobejamente a informação de que as exigências da Portaria 163/1965 foram regularmente cumpridas, tendo em vista a Portaria 076, de 12 de janeiro de 1970, “ter aprovado os atos legais praticados pela Rádio Televisão Paulista S/A, concessionária do serviço público, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, em decorrência da Portaria 163/65 – CONTEL – de 27 de maio de 1965”.

PORTARIA JAMAIS CUMPRIDA

Ora, Sr. Ministro!” – replicou o senador, autor do requerimento 135/2014, cuja resposta oficial de Bernardo ficou a desejar e compromete seus responsáveis: – “Essa Portaria 076 refere-se a atos administrativos rotineiros, mas jamais ao reconhecimento da legalidade da transferência do controle da emissora para o Sr. Roberto Marinho, com base na Portaria 163/1965, já que o seu inciso V jamais foi cumprido”:

“A entidade ficará obrigada a apresentar num prazo de 6 meses, as certidões de idade ou casamento de todos os acionistas componentes da sociedade e que ainda não constem do processo, juntamente com a apresentação da folha da assembleia geral extraordinária referida (contendo o quadro aprovado), publicada no Diário Oficial, sob pena de ficar sem qualquer efeito jurídico a aprovação condicionada do quadro na forma sugerida”.

Requião tem toda razão, porque, infelizmente, nada disso foi cumprido, tanto que seguidamente o DENTEL advertiu a diretoria da TV Globo de São Paulo, em 1972, 1973, 1974, 1975 e 1976 para a obrigatoriedade da regularização de seu quadro societário, sob pena de ter cassada a outorga da concessão. Ou seja, a emissora viveu na ilegalidade durante 12 anos e, finalmente, sem regularizar nada, obteve em 1977, do presidente Geisel e de seu ministro das Comunicações, o benefício do apossamento das ações de mais de 600 famílias titulares dos direitos sobre o canal 5 de São Paulo, o mais valorizado de todo o país.

Em qualquer país do planeta, isso não se chama regularização societária, mas esbulho, golpe, estelionato, fraude, mas este fato, ao que parece, em nada sensibilizou o então ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

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LEIA SEGUNDA-FEIRA: O golpe da regularização garantiu o apossamento do canal 5 de São Paulo pelo criador da hoje maior empresa de televisão do mundo.

SOB O SIGNO DA CHANTAGEM

          


Encenado pelos partidos da base parlamentar do governo, espetáculo mais grotesco não poderia ser programado para este mês de janeiro além da caça aos cargos de segundo escalão dos ministérios.

Diante da escalação do primeiro time da equipe, o descontentamento do PMDB, PT, PP, PSD, PDT, PTB e penduricalhos acirrou em todos a ambição de alargarem outros espaços de poder, não tendo recebido os ministérios que esperavam. Utilizam a ameaça de sempre: caso não consigam o maior número possível de dirigentes das múltiplas empresas e dos departamentos encarregados de fazer funcionar a máquina governamental, irão retirar o apoio parlamentar prometido ao palácio do Planalto.

Aliás, é no segundo escalão que se localizam as melhores e mais polpudas oportunidades de abastecer os caixas dos partidos e as contas bancárias de seus líderes. Diretorias de toda espécie assemelham-se a frutas maduras prestes a ser colhidas, daí o conflito entre os partidos. Julgam-se no direito de ocupar espaços tidos como herança, assim como de avançar em territórios ocupados por seus concorrentes.

A confusão é geral, mas o pior nessa caça ao tesouro é a postura da presidente Dilma. Ela e seu núcleo palaciano mais próximo consideram a disputa normal. Suas dificuldades são apenas para contentar a todos. Como aconteceu na definição do ministério, existem feudos e capitanias hereditárias a atender, bem como novas ambições a contemplar. A administração pública fica exposta num amplo balcão de negócios onde oferta e procura celebram acordos abjetos, sem a mínima atenção à eficiência da máquina administrativa e ao melhor funcionamento do poder público.

Tudo se faz sob o signo da chantagem. Determinado banco, departamento ou empresa estatal vai para esse ou aquele partido na medida em que a nomeação assegure mais votos na Câmara ou no Senado. Senão… Senão retiram o apoio a projetos de interesse do governo, quando fevereiro chegar…

UMA NO CRAVO, OUTRA NA FERRADURA

Nos tempos em que não havia sido criada a indústria automobilística, quando todo mundo andava a cavalo, de carruagem, charrete ou diligência, a sabedoria popular comparou os políticos que não se definiam a ferreiros, daqueles acostumados a dividir suas marteladas entre o cravo e a ferradura.
Setores ligados ao PT e ao governo fizeram chegar à imprensa informes sobre a presença de Eduardo Cunha na ainda não confirmada lista dos envolvidos no escândalo da Petrobras.

Logo veio a oposição, espalhando a versão de que mais de um ministro do governo Dilma integraria a relação que o procurador geral da República ainda está devendo.

A tréplica não demorou. Os jornais divulgam que o recém-eleito senador e ex-governador de Minas, Antônio Anastasia, também faz parte do grupo prestes a ser denunciado junto ao Supremo Tribunal Federal. Para evitar esse festival de suposições e de baixarias, só mesmo se Rodrigo Janot terminasse sua tarefa de denunciar quem merece ser denunciado e de livrar o pescoço de quem não merece ser degolado.

09 de janeiro de 2015
Carlos Chagas

A GRANDE ILUSÃO DO LULISMO

  

Um dos passes de mágica preferidos do lulismo consistia em tentar fazer os mesmos atores políticos desempenharem o papel de governo e oposição. Talvez alguns aqui se lembrem do que aconteceu, por exemplo, na visita do ex-presidente George W. Bush ao Brasil.

Enquanto Bush fazia um discurso no Palácio do Alvorada ao lado de Lula, afirmando estar feliz por encontrar seu mais importante aliado na América Latina, as ruas das capitais brasileiras eram ocupadas por manifestações contra a presença do presidente norte-americano no Brasil. Manifestações capitaneadas… pelo partido do presidente Lula.

Dessa forma, o lulismo tentava, ao mesmo tempo, fornecer a ação política e a forma de sua crítica, organizando o descontentamento a partir dos limites determinados pelos interesses governistas. O resultado era a paralisia da crítica no interior de um jogo que, invariavelmente, terminava com meras compensações simbólicas.

Agora, vemos o mesmo truque a caminho. Depois de fazer a população engolir um ministério que Dilma roubou da prancheta de projetos de seus adversários, vemos setores do seu partido subir à cena para conclamar a esquerda a “pressionar o governo”.

MOVIMENTOS SOCIAIS

Movimentos sociais combativos e setores da sociedade civil são chamados a “agir a partir das ruas” a fim de recriar a esquerda e influenciar o rumo de um governo capitaneado por Joaquim Levy, Kátia Abreu, Gilberto Kassab e outras pérolas do pensamento socialista brasileiro.

Será uma cena digna do Pai Ubu ver Kátia Abreu a escutar de forma compenetrada reivindicações do MST, ou Kassab fazer o mesmo com o MTST. Tais movimentos são os primeiros a não se deixarem enganar e saber o que tais pessoas representam.

Ou seja, para a pantomima final, não basta nos fazer engolir o argumento cínico do “cálculo desfavorável de correlação de forças”, como se ele fosse expressão de realismo político maduro. Faz-se necessário também paralisar toda e qualquer construção real de uma alternativa à esquerda através da organização das vozes dos descontentes no interior do coro dirigido por setores do próprio consórcio governista.

LIMITES PRÉVIOS

Ao lado da degradação política, há sempre a tentativa de controlar toda insurreição possível criando hegemonias sobre o menor movimento, fornecendo a eles os limites prévios de suas ações.
Será prova maior da miséria da política brasileira, em especial da esquerda nacional, mostrar a incapacidade de escapar das sístoles e diástoles do lulismo num momento em que seus resultados serão desastrosos.
Pois não se trata de mudar de polo, mas sair do pêndulo e procurar outro movimento.

(artigo enviado por Mário Assis)

09 de janeiro de 2015
Vladimir Safatle
Folha

AO CONTRÁRIO DO PROMETIDO, COPA FOI REALIZADA COM RECURSOS PÚBLICOS

 


Números divulgados pelo Governo Federal mostram que a maior parte do dinheiro investido na construção e reforma de estádios para a Copa do Mundo foi oriundo dos cofres públicos, contrariando a promessa de que o aporte seria privado. Os dados constam da versão final da matriz de responsabilidade do torneio, divulgados pela Folha de S.Paulo nesta quarta-feira.

Segundo o documento, foram utilizados R$ 8,384 bilhões em todas as arenas. Desse valor, as prefeituras e os governos estaduais (incluindo o Distrito Federal) gastaram R$ 3,956 bilhões, ou seja, 47% do total. O restante dos recursos foram conseguidos por meio de financiamentos feitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Dos cofres da iniciativa privada saíram apenas R$ 611,6 milhões.

À época da candidatura do Brasil para sediar a Copa do Mundo, o discurso do Governo Federal e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) era de que as obras referentes aos estádios seriam 100% bancadas pela iniciativa privada. O então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, chegou a declarar isso, porém não foi o que aconteceu.

Além da predominância de recursos públicos, outro dado exposto refere-se ao custo total das reformas e construções, que teve um aumento de 20% do previsto inicialmente, segundo mostra a matriz. Em 2010, o previsto era gastar R$6,955 bilhões.

– As novas arenas multiuso, que foram construídas ou reformadas para a Copa, tiveram custos alinhados com a média mundial para esse tipo de construção e são parte do legado esportivo deixado pelo megaevento – justificou o Ministério do Esporte à Folha.

(texto enviado por Mário Assis)

09 de janeiro de 2015
Deu no Lance

CHARGISTA LATUFF RESPEITA O ISLÃ, MAS ESCULHAMBA A IGREJA

          
https://lucianoayan.files.wordpress.com/2015/01/latuff2.png

 

Em entrevista ao Globo, o militante de extrema-esquerda Carlos Latuff disse que nas charges de Maomé, publicadas pelo Charles Hebdo (jornal vítima de atentado terrorista na França, com 12 vítimas fatais), havia “provocação rasteira”.
Veja:
“Não vejo como critica ao islamismo uma charge de Maomé sem roupa, de quatro, com o traseiro para cima. Acho isso provocação religiosa rasteira. Eu critiquei e critico políticos e figuras públicas no mundo islâmico sem agredir a fé islâmica, da mesma forma que critico líderes israelenses sem atacar a fé judaica”.
E tem mais:
“ Diria que tanto as charges de Maomé quanto as sátiras anti-islâmicas do “Charlie Hebdo” são reflexo desse sentimento antimuçulmano e anti-imigrante que há tempos vem crescendo no Velho Mundo”.
É o suficiente!

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DISTORCENDO OS FATOS

Está claro que ele distorce os fatos e mostra um vergonhoso duplo padrão para tentar relativizar os crimes dos fundamentalistas islâmicos. É a eterna tática de lançar as culpas de diversas barbáries em suas vítimas. É assim que esse tipo de gente consegue dormir à noite, mesmo enquanto apoiam regimes genocidas que mataram mais de 100 milhões de pessoas no século XX.

Mas será que estou exagerando? Então vejam charges do próprio Latuff sobre cristianismo e percebam como ele acha errado fazer “provocações gratuitas”:

Decerto Latuff tem o direito de fazer charges com o que quiser (esse é um direito que defendo), mas como ele pode criticar charges contra Maomé se faz exatamente o mesmo contra uma religião majoritária no Brasil? Claro exemplo de duplo padrão.

(Texto enviado por Carlos Luchetta)

09 de janeiro de 2015
 

CARTA ABERTA

Islamitas brasileiros repudiam o atentado ao Charlie Hebdo
Antonio Rocha
Na qualidade de membro da CCIR – Comissão de Combate à Intolerância Religiosa recebi o e-mail abaixo e divulgo neste prestigioso blog:
 
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Em Nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso
 
O Centro Cultural Imam Hussein, representante da comunidade Muçulmana Xiita do Rio de Janeiro, vem por meio de sua Diretoria, expressar notória e publicamente seu repúdio às ações terroristas perpetradas na cidade de Paris, no último dia 7 de Janeiro, contra a sede da Revista Charlie Hebdo, vitimando fatalmente 12 pessoas.
 
Condenamos veementemente toda e qualquer forma de violência física e moral contra cidadãos em pleno exercício da democracia. A liberdade crítica, a convivência pacífica e a tolerância são valorizados pressupostos básicos e indispensáveis ao cotidiano islâmico, só assim a paz pode ser alcançada em toda sua plenitude.
 
Muitos e muitos anos se passaram até que a comunidade islâmica ao redor do globo pudesse gradativamente ser inserida nas sociedades que escolheram como pátria acolhedora. Os muçulmanos pacíficos e ordeiros que contribuem indelevelmente ao desenvolvimento sócio-econômico das sociedades nas quais se incluem, são terrivelmente afetados pelas ações hediondas e abomináveis de indivíduos e grupos isolados que perpetram o ódio e o terror entre a população sob a máscara de um suposto e falacioso discurso religioso.
O Islam em sua essência, em seus princípios fundamentais, em sua etimologia e, principalmente, no exemplo de conduta do Profeta Muhammad (SAAW) e de sua família (Ahlul Bayt), deixou sempre evidente a cultura da paz, do respeito e da tolerância.
 
Nesse sentido, orquestramos com vigor nossos esforços, no intento máximo de condenar peremptoriamente o crime, não permitindo que seja cabível absolutamente nenhuma possibilidade de aceitação ou concessão de espaço para que algum discurso que não seja o de condenação e repúdio total seja admitido a essa ação hedionda.
 
Nossas sinceras e profundas condolências às famílias das 12 vítimas brutalmente assassinadas nesse episódio. Rogamos juntos para que Allah (SWT) alivie suas dores e lhes conceda forças para enfrentar a injustiça sofrida.
Respeitosamente,

09 de janeiro de 2015
Luciano Henrique
Blog Ceticismo Político

ESCÂNDALO DEIXA PETROBRAS NUM CLIMA DE APOCALIPSE EM 2015

 



“Annus horribilis” –expressão em latim que significa, como se imagina, “ano horrível”– é pouco para definir o que aconteceu com a Petrobras em 2014.
Pela primeira vez na história do país, dois ex-diretores da petroleira foram presos sob acusação de receber propina de fornecedores. Pela primeira vez, mais de 20 dirigentes de empreiteiras foram presos.

Pela primeira vez, o que se dizia à boca-pequena foi vocalizado por um ministro do Superior Tribunal de Justiça e pelo procurador-geral da República: “roubalheira”, cenário “desastroso”, assalto.
Pela primeira vez, também, um integrante da cúpula da petroleira, o ex-diretor Paulo Roberto Costa, falou que os contratos eram superfaturados, e que o valor a mais virava suborno, distribuído a políticos e servidores.

O que triturou a imagem da empresa, apontada pelo ex-presidente Lula como aquela que mudaria o futuro do Brasil com o pré-sal, foi a Operação Lava Jato da Polícia Federal –além, é claro, da gestão desastrosa da estatal.

DOLEIRO DE PROVÍNCIA

O que parecia inicialmente uma investigação da PF sobre um doleiro de província, Alberto Youssef, que iniciara seu trabalho em Londrina (PR), acabou virando uma ameaça para políticos como o presidente do Senado, Renan Cavalheiros (PMDB-AL), citado por delatores entre os beneficiados do esquema. A lista de envolvidos deve ultrapassar 50 parlamentares do PT, do PMDB e do PP, sobretudo.

Há alguns indícios de que os desvios da Petrobras substituíram o mensalão, esquema de financiamento da base de apoio do PT na Câmara dos Deputados, revelado pela Folha em junho de 2005.

ESCALA DE VALORES

Se os dois esquemas têm alguma semelhança no modus operandi (contratos superfaturados dos quais saíam recursos para o suborno), há um abismo a separar a escala de valores. No mensalão, a propina era retirada de contratos de publicidade de R$ 130 milhões.
Na Petrobras, só duas das obras investigadas, a refinaria Abreu e Lima e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, custaram mais de R$ 200 bilhões, o equivalente a 1.500 vezes a base financeira do mensalão. Os desvios são estimados em R$ 11 bilhões.

Essas cifras superlativas talvez ajudem a explicar por que a Petrobras foi a companhia que mais se desvalorizou no governo Dilma (2011-2014), segundo estudo de uma consultoria. Seu valor caiu de R$ 380,2 bilhões para R$ 179,5 bilhões, uma sangria de R$ 200 bilhões. “Annus apocalyptus” talvez seja a melhor definição para o 2014 da estatal.

09 de janeiro de 2015
Mario Cesar Carvalho
Folha

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE...




09 DE JANEIRO DE 2015

O MAIS PREMIADO CHARGISTA BRASILEIRO JAMAIS DESENHARIA MAOMÉ

           

“Não tenho por que desenhar Maomé nu”, diz Latuff

Lembrado principalmente por seu ativismo político e simpatia pela causa muçulmana, principalmente pela Palestina, o cartunista brasileiro Carlos Latuff nunca escondeu ser contrário às publicações da revista ‘Charlie Hebdo’ sobre Maomé.

“Não acho que essas charges deveriam ser proibidas. Mas o artista deve usar o bom senso”, pondera o mais premiado cartunista brasileiro. “Não trabalharia no Charlie. Não tenho por que fazer desenhos de Maomé sem roupa.”
Ao traçar um paralelo entre o trab
alho satírico na imprensa francesa e na brasileira, Latuff explica que a revista parisiense claramente provoca os fiéis, enquanto no Brasil, segundo ele, os cartunistas estão mais preocupados em fazer graça do que crítica.

EXECUÇÃO SUMÁRIA

Apesar de ser crítico à abordagem da revista parisiense, Latuff afirma jamais ter imaginado que a repercussão das charges tomaria proporções terroristas e afetaria o mundo inteiro.
“Fui e continuo sendo contra as charges de Maomé, mas não posso aceitar a execução sumária de quem quer que seja por causa de suas opiniões”, diz.

O ataque dessa quarta não foi o primeiro ataque sofrido pela revista ‘Charlie Hebdo’. Em 2011, o veículo havia sido alvo de um ataque com bomba após publicar edição sobre a religião islâmica. À época, o editor-chefe do veículo, Stéphane Charbonnier, o Charb, um dos 12 mortos no ataque, passou a sofrer ameaças de morte e desde então andava sob escolta policial. Além de Charb, os chargistas Georges Wolinski, Jean Cabut, conhecido como Cabu, e Tignous também foram mortos no ataque.

“Creio que soubessem o vespeiro onde estavam se metendo, mas não esperavam uma reação dessa proporção”, diz o brasileiro.

09 de janeiro de 2015
Amanda Campos
iG Notícias

EXECUÇÃO NO ATENTADO TERRORISTA

Um dos policiais mortos chamava-se Ahmed e era muçulmano   


Ferido, o policial Ahmed Merabet foi executado covardemente

O policial de 42 anos Ahmed Merabet foi um dos dois oficiais mortos no ataque de quarta-feira à revista satírica Charlie Hebdo em Paris. O agente era muçulmano, casado, mas ainda não tinha filhos.

Detalhe: o Islã explicitamente condena matar outros muçulmanos.
Mas muitos grupos islâmicos justificam seus ataques indiscriminados contra companheiros de fé, afirmando que aqueles que vivem no Ocidente, ou de outra forma não apóiam a causa radical da Guerra Santa, são traidores do “verdadeiro Islã”.

Merabet pode ser visto em um dos vídeos do ataque sendo morto com um tiro a queima-roupa na calçada pelos terroristas muçulmanos, depois de implorar por sua vida. Ele era o policial designado para proteger a região onde o escritório de Charlie Hebdo está localizado.

O outro policial morto no ataque, cuja identidade ainda não foi confirmada, era um oficial de 49 anos de idade, designado para proteger editor do Charlie Hebdo.
 
09 de janeiro de 2015
Deu no iG Notícias

HOMENAGEM DE DUKE AOS CARTUNISTAS E JORNALISTAS MORTOS NO ATENTADO DA REVISTA CHARLIE HEBDO

 


Charge O Tempo 08/01

09 de janeiro de 2015

AMNÉSIA DE CONVENIÊNCIA

Depois de criticar duramente Chalita, prefeito de SP quer o peemedebista em sua equipe

fernando_haddad_44Cobrar coerência da classe política é a mais hercúlea das tarefas, quiçá seja impossível.
A questão não é exigir dos políticos uma conduta ortodoxa, algo impossível no Brasil, mas esperar que pelo menos exista respeito às ideologias e aos discursos pretéritos. Mas isso parece ser um devaneio nessa barafunda em que se transformou o País.
 
Ciente de que sua administração é pífia e que concorrer à reeleição, em 2016, será missão quase impossível, o prefeito Fernando Haddad começa a lotear cargos entre partidos dos mais variados.

No afã de se aproximar do PMDB, repetindo o que já acontece com a companheira Dilma Rousseff no âmbito do governo federal, Haddad decidiu convidar Gabriel Chalita para assumir a Secretaria de Educação.
 
Não faz muito tempo, Chalita foi alvo de um rumoroso escândalo de corrupção, que acabou caindo no esquecimento sem que o caso fosse elucidado. Prevaleceu o dito pelo não dito e um escândalo novo acabou ocupando o lugar do imbróglio que alcançou o eventual futuro secretário municipal de Educação.
 
Convidar Gabriel Chalita para um cargo no primeiro escalão da administração paulistana não representa uma anomalia, até porque no segundo turno da corrida à prefeitura de São Paulo o então candidato Fernando Haddad contou com o apoio do peemedebista. Chalita foi secretário estadual de Educação, no governo do tucano Geraldo Alckmin, por isso o convite do prefeito também não é destoante.
 
Contudo, quando o assunto é Educação surge uma discordância entre Haddad e Chalita, porque não afirmar que ambos têm opiniões divergentes. Mas isso pode ser coisa do passado, porque fisiologismo faz com que políticos tenham memória curta.
 
Enquanto esteve frente da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita foi um ferrenho defensor da progressão continuada, truque criado pelos burocratas do setor para que o aluno seja aprovado sem maiores questionamentos, quando na verdade deveria ser reprovado. Mais um faz de conta nessa bagunça chamada Brasil.
 
No período em que comandou o Ministério da Educação, a convite do então presidente Luiz Inácio da Silva, e também na gestão da companheira Dilma Rousseff, o prefeito paulistano foi um ácido crítico de Chalita e da tese da progressão continuada.
O tema, inclusive, recheou os discursos eleitoreiros de Haddad durante a campanha rumo à prefeitura paulistana. Em outras palavras, o ex-ministro da Educação parece não mais lembrar daquilo que falou a respeito de Chalita, ou, então, o ex-secretário estadual de Educação apagou da memória as críticas vindas de Haddad.
 
O prefeito de São Paulo quer eliminar possíveis adversários na eleição de 2016, por isso começa a distribuir cargos aqui e acolá, não importando quem seja o alvo de suas investidas. E não é só Chalita que está na aça de mira do alcaide da Pauliceia Desvairada.
Desde o ano passado, Haddad vem flertando com o PSD de Gilberto Kassab, agora ministro das Cidades. O prefeito ofereceu a pasta do Turismo para o vereador Marco Aurélio Cunha, que recusou o convite. Agora Haddad corre atrás do também vereador Antonio Goulart, deputado federal eleito pelo PSD.
 
Há quem diga que o tempo é o senhor da razão, mas quando a política entra em cena o tempo assume o papel de imperador da farsa. Depois que Paulo Maluf e Lula tornaram-se velhos aliados, qualquer coisa vale. Como cantou o saudoso Tim Maia, “vale tudo”. Vale até Lula e Collor fingirem que são amigos de longa data. Enfim…

09 de janeiro de 2015
ucho.info