"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

DEPUTADO PETISTA PERSEGUE QUEM ALTEROU PERFIL DE PAULO FREIRE NA WIKIPEDIA


Depois ninguém pode dizer que estou exagerando ao apontar o totalitarismo do PT. Os trechos abaixo foram vistos no blog petista Viomundo, ou seja, uma fonte ligada ao próprio PT. E esta fonte reconhece a prática de uma ação autoritária por parte do deputado Bohn Gass (PT-RS). Vejamos alguns trechos:

“O deputado Bohn Gass (PT-RS) denunciou em plenário a alteração do perfil do educador Paulo Freire, na Wikipedia, com inclusão de parágrafos ofensivos ao patrono da educação brasileira.”

“E tudo feito por meio de um computador do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), órgão ligado à Fazenda.”

“Bohn Gass aproveitou para informar que já tomou as providências para apurar ‘esse crime contra esse grande educador de renome mundial’.”

“O deputado protocolou duas representações, uma no Ministério Público Federal e outra na Polícia Federal, com o objetivo de abrir um processo investigatório para identificação e responsabilização do autor da agressão.”

“Bonh Gass fez questão de lembrar que nas passeatas verde-amarelas, ‘que agora sabemos que foram pagas pelo PMDB, de Temer e de Cunha, e pelo PSDB, de Aécio e de Serra’, havia cartazes dizendo: Chega de doutrinação marxista, fora Paulo Freire. ‘Olhem o absurdo desses cartazes presentes às manifestações dos coxinhas!’, enfatizou.”

A narrativa mentirosa de Bonh Gass também ataca todos aqueles que lutam por direitos dos alunos de receberem educação, bem como de não terem sua liberdade de expressão violada, e de não serem vítimas de estelionato educacional.

Ademais, o deputado petista lançou uma informação falsa (a de que PMDB e PSDB “pagaram as manifestações pela democracia”). Ele pode ser processado por isso, pois é uma acusação formal. Por acusações similares, o também deputado fascista Jean Wyllys foi condenado a pagar R$ 40 mil reais a uma coordenadora de manifestações.

Por fim, o horror demonstrado no autoritarismo de Bonh Gass é claro: ele quer proibir o direito de as pessoas alterarem o perfil da Wikipedia. Segundo ele, expor os fatos – isto é, demonstrar que Paulo Freire é o papa do estelionato educacional no Brasil, cujos níveis de ensino só decaem – é “um crime”.

Aliás, Paulo Freire é um dos papas da ditadura educacional marxista nas escolas públicas. Se hoje muitas pessoas são vítimas de violência e abuso nas escolas, os méritos vão em grande parte para Paulo Freire. Uma prova disso também se encontra no comportamento de Bonh Gass, querendo cercear até as edições da Wikipedia.

Decerto ele pode emitir uma nota de protesto, reclamando do fato do servidor ter utilizado um computador do Serpro, mas não tem como sugerir que isso é um crime, principalmente porque hoje em dia o uso da Internet é liberado em muitas organizações e não há crime algum em editar a Wikipedia. E, no caso, a edição foi correta, pois Paulo Freire não passa de um ícone da doutrinação marxista.

Enfim, outra prova de que o PT é um partido totalitário, inimigo da civilização e alheio às sociedades abertas.

A Wikipedia segue sendo produzida de forma colaborativa, como acontece em toda a sociedade civilizada. O que não vale para ditaduras como China e Rússia, nas quais o pensamento de tiranos como Bonh Gass se encaixa como luva.


08 de julho de 2016
Luciano Henrique

DELEGADO EDUARDO MAUAT ACUSA DIRETOR DA POLÍCIA FEDERAL DE AFASTÁ-LO DA OPERAÇÃO LAVA JATO


Agora está esclarecido o afastamento do Delegado da Polícia Federal, Eduardo Mauat, da força tarefa da Operação Lava Jato. De viva voz Mauat explica tudo. 
O site O Antagonista que vinha acompanhando o caso além de postar o vídeo publicou uma nota que transcrevo:
O delegado Eduardo Mauat, ex-integrante da Lava Jato, gravou depoimento para o movimento NasRuas. Nele, Mauat contradiz a versão oficial de que as trocas dos integrantes fazem parte de um cronograma preestabelecido.
"Meu afastamento foi determinado pelo diretor-geral. Meu planejamento era continuar lá até agosto, para tentar encaminhar as demandas que estavam sob minha responsabilidade. Então, enquanto o Dr. Leandro (Daiello) for diretor-geral, eu não vou retornar à operação Lava Jato."
Segundo ele, a Lava Jato não "pertence a alguns burocratas". "É uma operação que pertence à sociedade", que tem "toda a legitimidade para fazer qualquer questionamento em relação ao ingresso de pessoas e a retirada de pessoas da equipe de investigação".

08 de julho de 2016
in aluizio amorim

MAIS UMA REVELAÇÃO DE CRIMES COMETIDOS CONTRA O BRASIL

Dilma com Raúl Castro e Marcelo Odebrecht festejam em Havana o esquema de ladroagem do Porto de Mariel. Ao lado o Marcelo Odebrecht atualmente, preso em Curitiba.

O juiz federal Marcelo Rebello Pinheiro, da 16ª Vara Federal, em Brasília, determinou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que revele a documentação relativa aos empréstimos feitos pela instituição destinados às obras de modernização do Porto de Mariel, em Cuba. 
O empreendimento, orçado em US$ 957 milhões – dos quais US$ 682 milhões saíram do BNDES -, é marcado por suspeita de tráfico de influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor da empreiteira Odebrecht.
A decisão do juiz Marcelo Rebello Pinheiro atende Ação Cautelar de Exibição de Documentos, com pedido liminar, ajuizada por Adolfo Sachsida, ‘objetivando que seja determinada a disponibilização do processo administrativo referente aos contratos de empréstimo para modernização do porto de Mariel, em Cuba’.
O autor da ação alegou que o contrato foi ‘indevidamente’ classificado como secreto pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. 
A justificativa para a ocultação da operação estaria relacionada a ‘informações sigilosas, permitindo ser conhecido (o contrato) apenas no ano de 2027, afastando a possibilidade de apreciação da legalidade do ato pelos órgãos de controle e pela própria sociedade’.
Em sua decisão, o juiz federal adverte que ‘a existência de indícios de irregularidades nas operações de financiamento para reconstrução do Porto de Mariel, cujos contratos se pretendem exibir, sobrepõe-se ao dever de sigilo sobre as referidas operações’.
“Entendo plausível o direito do requerente de ter os documentos exibidos pelas requeridas (BNDES e União), facultando-lhe a extração de cópia dos mesmos para instruir eventual ação popular”, determinou o Marcelo Rebello Pinheiro. 

08 de julho de 2016
in aluizio amorim

VAMOS VER QUEM VOTARÁ A FAVOR DA "LEI DA IMPUNIDADE' DE RENAN CALHEIROS

Afinal, por que Lula aponta os dois dedos para Renan Calheiros?

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou a defender a aprovação do projeto que define crimes de abuso de autoridade e disse que o tema será apreciado e aprovado em uma comissão da casa legislativa até o dia 13 de julho. 
A manifestação de Calheiros ocorre depois de o presidente da comissão que discute trechos não regulamentados da Constituição, Romero Jucá (PMDB-RR), ter afirmado, na última sexta-feira, que o caso não era "prioridade"
Hoje, Renan insistiu na aprovação da proposta e declarou que, mesmo que Jucá tenha se manifestado em sentido contrário, outra comissão pode dar seguimento ao tema.
"Esse projeto vai ser votado, sim. A Lei de Abuso de Autoridade é de 1965. Está velha, anacrônica, gagá e precisa ser atualizada", disse. 
Segundo ele, a atualização da legislação não é uma tentativa de tolher as investigações da Operação Lava Jato, e sim uma ofensiva contra o que classificou como "carteiraço".
"A Lei de Abuso de Autoridade não é contra o Executivo, o Legislativo ou o Judiciário. É contra o carteiraço, que hoje é uma pratica generalizada no Brasil", afirmou.
Investigado nas operações Lava Jato e Zelotes e alvo recente de um pedido de prisão, o presidente do Senado voltou a defender, ao menos publicamente, as apurações sobre o petrolão, embora seja entusiasta de alterar a atual lei que detalha as regras de acordos de delação premiada. 
"Ninguém mais do que eu no Brasil defende as investigações. A Lava Jato é um avanço civilizatório", disse ele. 
Em seguida o senador faz uma ressalva: "O fato de estar dando certo não significa que mais adiante não vamos ter de melhorar as investigações e as delações, como o mundo todo já o fez".
LEI DA IMPUNIDADE
O projeto que define os crimes de abuso de autoridades estava engavetado desde 2009. 
O texto enquadra delegados, promotores, membros do Ministério Público, juízes, desembargadores e ministros de tribunais superiores e prevê como pena até quatro anos de prisão e multa, além da perda de função da autoridade em caso de reincidência. 
O anteprojeto estabelece diversas situações consideradas como abuso de autoridade, como ordenar prisão "fora das hipóteses legais", recolher ilegalmente alguém a carceragem policial, deixar de conceder liberdade provisória quando a lei admitir e prorrogar a execução de prisões temporárias.
Em meio às recorrentes críticas sobre o instituto da delação premiada e à recente divulgação de conversas em que o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado gravou políticos contrários à Lava Jato, o projeto de abuso de autoridade também estabelece como crime ofender a intimidade de pessoas indiciadas, constranger alguém sob ameaça de prisão a depor sobre fatos que possam incriminá-lo, submeter o preso a algemas quando desnecessário e interceptar conversas telefônicas ou fazer escuta ambiental sem autorização. 

08 de julho de 2016
in aluizio amorim

CAÇA-FANTASMAS: BANCO QUE ATUAVA ILEGALMENTE PODE TER OPERADO NÃO SÓ PARA CORRUPTOS



Nesta quinta-feira (7), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Caça-Fantasmas, 32ª fase da Lava-Jato, com foco no FPB Bank, instituição financeira panamenha que atuava no Brasil ilegalmente – sem autorização do Banco Central.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontaram que o FBP operava com abertura e movimentação de contas em território nacional e, assim, viabilizava o fluxo de valores de origem duvidosa para o exterior, à margem do sistema financeiro nacional, o que é considerado crime.

Ainda há provas de que o banco panamenho, ao funcionar como “private banking”, oferecia aos clientes a abertura empresas offshore, as quais eram registradas pelo escritório panamenho Mossack Fonseca, que foi alvo da 22ª fase da Operação Lava-Jato.

“Os serviços disponibilizados pela instituição financeira investigada e pelo escritório Mossack Fonseca foram utilizados, dentre diversos outros clientes do mercado financeiro de dinheiro ‘sujo’, por pessoas e empresas ligadas a investigados na Operação Lava Jato, sendo possível concluir que recursos retirados ilicitamente da Petrobras possam ter transitado pela instituição financeira investigada”, destaca a PF em nota.

Muito além daquilo que a Caça-Fantasmas apurou, os investigadores não demorarão muito para identificar transações financeiras que vão muito além da corrupção. Mesmo longe da ciência dos operadores do FPB no Brasil, a instituição teria sido utilizada por “laranjas” de traficantes, os quais usaram o serviço para, à sombra de uma triangulação financeira, fazer o pagamento dos fornecedores internacionais de drogas.

Ao longo das investigações da Operação Lava-Jato, as autoridades chegaram, em diversas vezes, muito perto da porção mais putrefata do esquema de corrupção que chacoalha o País, que é a operação financeira do tráfico de drogas. A única incursão da operação nessa seara se deu com a prisão da doleira gaucha Maria de Fátima Stocker, presa na Espanha e que agora encontra-se em presídio da Itália.

Presa pela Interpol, a pedido da Polícia Federal brasileira, Stocker era o braço financeiro da Ndranghetta, a máfia calabresa, na operação criminosa que remetia mensalmente à Itália duas toneladas de cocaína pura.

A doleira recebia da Ndranghetta e, em seguida, comunicava o doleiro Alberto Youssef que estava de posse do dinheiro e que o valor correspondente poderia ser repassado aos donos da droga. É nesse ponto que as instituições financeiras clandestinas que operam no Brasil entravam em cena.

O nome “Caça-Fantasmas” remete a um dos objetivos principais da investigação, que é apurar a atuação ilícita do FPB Bank no Brasil, assim como a vasta clientela que utiliza seus serviços e do escritório Mossack Fonseca para operações financeiras obscuras.

É importante lembrar que Alberto Youssef, principal delator da Lava-Jato, tinha um “guarda-chuva” de empresas de fachada – uma delas em Santos – para mascarar operações de câmbio. Não por acaso, Youssef, mesmo tendo repassado um cipoal de informações às autoridades, ainda não deixou a prisão, possivelmente porque teme pela sua segurança. E não é porque sente-se ameaçado por empreiteiros e corruptos envolvidos no Petrolão. Aliás, no nascedouro das investigações da Lava-Jato há um veio que passa pelo tráfico de drogas.



08 de julho de 2016
ucho.info

JUIZ DETERMINA QUEBRA DE SIGILO DE EMPRÉSTIMO DO BNDES A PORTO EM CUBA

O juiz disse que a existência de indícios de irregularidades nas operações de financiamento para reconstrução do porto de Mariel “sobrepõe-se ao dever de sigilo sobre os contratos”

O juiz Marcelo Rebello Pinheiro, da 16ª Vara Federal do Distrito Federal, proferiu sentença favorável a exibição dos documentos referentes ao empréstimo do BNDES ao Porto de Mariel, em Cuba.

O empréstimo do BNDES ao porto cubano é de US$ 682 mi. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior havia classificado o contrato como secreto, sob a justificativa de que nele constam informações sigilosas. Pelo decreto, o contrato só se faria conhecido em 2027.

O pedido de quebra de sigilo é do advogado Adolfo Saschida, que “pretende a exibição de processo administrativo […] objetivando subsidiar futura e eventual ação popular”.

O juiz disse que a existência de indícios de “irregularidades” nas operações de financiamento para reconstrução do Porto de Mariel “sobrepõe-se ao dever de sigilo sobre os contratos”.

08 de julho de 2016
Pedro de Carvalho
in Reinaldo Azevedo, VEJA

DEM E PT SE UNEM CONTRA CANDIDATO DE EDUARDO CUNHA

RODRIGO MAIA SERIA O CONSENSO PARA DERROTAR CANDIDATO DE CUNHA

RODRIGO MAIA SERIA O CONSENSO PARA DERROTAR CANDIDATO DE CUNHA


A renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara viabilizou um casamento de jacaré com cobra d’água. Para enfrentar a candidatura de Rogério Rosso (PSD-DF), apoiado por Cunha, DEM e PT acertam um acordo em torno do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Os petistas querem espaço Mesa Diretora e comando das principais comissões da Câmara, das quais foram alijados na presidência de Eduardo Cunha. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Cunha tem interesse na eleição do sucessor porque será ele quem presidirá a votação do seu processo de cassação, no plenário.

Rosso gostou tanto da ideia de presidir a Câmara que ameaça esnobar o cavalo encilhado: ele agora fala em disputar o cargo só em fevereiro.

Beto Mansur (PRB-SP), candidato à sucessão de Cunha, desmentiu o interino: a eleição será na terça (12) e não na quinta (14).



08 de julho de 2016
diário do poder

CINEMA COMUNISTA: ALIADO DE DILMA, PCDOB AINDA "APARELHA" ANCINE

FINANCIADORA DE FILMES COM DINHEIRO PÚBLICO É FEUDO DO PC DO B

AGÊNCIA CONTINUA FEUDO DILMISTA E COBRA DOS ARTISTAS FINANCIADOS APOIO À LOROTA DO "GOLPE".

O alerta surgiu nos festivais de cinema europeus após o impeachment: artistas brasileiros foram pressionados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) a “denunciar o golpe”. Alguns atenderam, como a turma do filme “Aquarius”, generosamente apoiado pela Ancine e a Lei Rounet, mas outros recusaram o script. 
A explicação foi enviada pela oposição ao presidente Michel Temer, na forma de dossiê: a Ancine é totalmente controlada pelo PCdoB, partido aliado de Dilma Rousseff. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Manoel Rangel Neto, do comitê central do PCdoB, está no terceiro mandato de duvidosa legalidade. Ele preside a Ancine desde 2005(!).

A Ancine gere R$1 bilhão e mais R$200 milhões da Lei do Audiovisual, a Lei Rouanet do cinema, por isso o setor “come na mão” dessa turma.

Agarram-se à Ancine militantes do PCdoB que ocupam cargo de chefia, como Indira Amaral (ex-primeira-dama de Aracaju). Viram assessores.

A diretora Rosana Alcântara, ex-advogada e filiada ao PCdoB, está na Ancine desde 2005. A agência não comentou as denúncias do dossiê.



08 de julho de 2016
diário do poder

PRESIDENTE TEMER JÁ SE AFASTOU DE EDUARDO CUNHA EM CARÁTER DEFINITIVO


Cada um para o seu lado: Temer se descola de Cunha








Ao afirmar que atendia a apelos de seus apoiadores, o deputado Eduardo Cunha enfim anunciou sua renúncia a presidência da Câmara Federal. Ele renunciou na realidade a uma posição que já lhe escapara das mãos por decisão unânime do Supremo Tribunal Federal. Sua situação era insustentável ao extremo, sobretudo depois do conselho que recebeu do presidente Michel Temer, há duas semanas, para que abrisse mão do comando daquela Casa do Congresso. E não foi só este o fato dominante. Na quarta-feira as manchetes principais de O Globo e de O Estado de São Paulão já eram arrasadores para ele.
A primeira referia-se a propinas articuladas na Caixa Econômica Federal. A segunda, à manifestação de Petrobrás acusando-o diretamente de ter enriquecido com a corrupção praticada e, com isso, ter causado uma sangria nos cofres da empresa.
O poderoso chefão que tudo controla, aliás controlava, é o título de reportagem de Vinicius Sassine no Globo. No Estado de São Paulo a reportagem é de Gustavo Aguiar.
SEM ALTERNATIVA – Eduardo Cunha não tinha outra saída. Na verdade a primeira, porque existe a segund,a que é a encruzilhada em que se encontra em consequência de a Corte Suprema tê-lo suspendido do mandato parlamentar por tempo indeterminado. Todo esse quadro representa a inutilidade da manobra que idealizou, através da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, para adiar a cassação de seu mandato.
Em primeiro lugar, o voto do relator terá que ser apreciado pelos membros da CCJ, e depois em votação em plenário da Casa. O adiamento não o ajudará em nada. Ele não escapará de si próprio e do cerco que em decorrência do seu protagonismo se estabeleceu em torno dele. Qual será o reflexo da sua renúncia formal à presidência da Câmara? A meu ver, nenhum.
DESGASTA PROGRESSIVO –  O seu enfraquecimento já estava desenhado desde as decisões do STF e agravado pelo comportamento escapista que pretendia transformar em fuga, através de um projeto que não deu certo, nem poderia dar.
Ele, Eduardo Cunha, já é réu em dois processos no STF e ainda possivelmente o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, ainda não encerrou a série de denúncias que vêm se dividindo em capítulos contra o deputado do PMDB-RJ. Pois agora as ondas subiram ainda mais com a caracterização concreta da influência que exercia na Petrobrás e na Caixa Econômica Federal.
Vale acentuar que a denúncia da Petrobrás só se tornou possível com a concordância de seu atual presidente, Pedro Parente, nomeado por Michel Temer. Logo, se existia alguma ponte política entre Temer e Cunha, ela foi detonada pela iniciativa de Pedro Parente.
APENAS AGUARDAR – Qual o caminho que resta a Eduardo Cunha? Aguardar seu julgamento pelo Supremo Tribunal Federal.
Enquanto isso, a Câmara vai proceder a eleição de seu sucessor, já que a posição de Waldir Maranhão está fora de cogitações.
Não adianta, nesta altura da ópera, Eduardo Cunha procurar eleger um de seus aliados, simplesmente porque o principal aliado presumível, Michel Temer, que chegou à Presidência da República em face da aceitação do processo de impeachment contra Dilma Rousseff, já se afastou do ex-presidente da Câmara em caráter definitivo.
08 de julho de 2016
Pedro do Coutto

JUULGAMENTOS DO SUPREMO PASSARAM A SER IMPREVISÍVEIS


Charge do Aroeira, reprodução do Portal O Dia








O STF, por várias razões, não tem sido uma Corte previsível. A natureza e a quantidade de casos que são julgados, o excesso de decisões monocráticas e a falta de uma racionalidade nas deliberações do tribunal têm sido alguns dos fatores que contribuem para as oscilações de sua jurisprudência. 
A presunção de inocência é o caso mais recente e rumoroso a ilustrar isso.
Em fevereiro, ao julgar um habeas corpus, o STF mudou o entendimento que tinha desde 2010 sobre a presunção de inocência e, por 7 votos a 4, decidiu que o réu condenado em segunda instância pode ser preso sem que se esgotem recursos aos tribunais superiores.
Mas, agora, o ministro Celso de Mello, ao apreciar outro habeas corpus, monocraticamente, impediu que um réu condenado em segunda instância fosse levado à prisão antes da decisão definitiva do Poder Judiciário.
Para o ministro, que foi voto vencido na decisão de fevereiro, a prisão do réu antes de esgotados todos os recursos ofenderia o princípio constitucional da presunção de inocência.
E O COLEGIADO? – A primeira pergunta que surge é se um ministro, isoladamente, poderia contrariar a conclusão do colegiado tomada no início do ano.
A decisão de fevereiro foi proferida no julgamento de um habeas corpus e, mesmo tendo sido tomada pelo plenário do tribunal, não vincula a própria Corte, nem os demais órgãos do Judiciário.
Assim, nada impede que outros juízes decidam de forma diferente, como se deu agora com a liminar concedida por Mello. Mas, se é juridicamente possível, não significa que seja institucionalmente desejável.
Trata-se de uma incongruência do nosso sistema jurídico. Se o colegiado decidiu de uma forma, não parece salutar para a busca da previsibilidade de decisões judiciais e da estabilidade das relações jurídicas que um único ministro o contrariasse.
UNIFORMIDADE – A deferência às decisões colegiadas deveria ser uma prática que conduziria a uma uniformidade do entendimento sobre o problema.
Outra pergunta é se a decisão deste mês seria um prenúncio de uma nova mudança do entendimento da Corte sobre a presunção de inocência. Tudo indica que não.
A decisão do plenário foi tomada por 7 votos a 4. A liminar que a contraria foi deferida por um dos ministros que viu sua tese ser vencida pelo colegiado. Nova decisão do plenário não deve indicar, ao menos por ora, mudança de posição do Supremo.
CONTROVÉRSIA – De fato, a questão sobre o momento em que uma pessoa deve começar a cumprir a pena é controversa. Qualquer linha decisória assumida pelo tribunal acarretará enormes consequências para a política criminal do país.
O que não se pode aceitar, ainda mais num momento político e institucional de tanta turbulência, é que os ministros do STF, em vez de contribuírem para a estabilização das expectativas jurídicas, tornem o ambiente institucional ainda mais volátil. 
(Oscar Vilhena e Roberto Dias são professores da FGV-SP)
08 de julho de 2016
Oscar Vilhena e Roberto DiasFolha

MANDAR DE VOLTA A CARTA DE PERO VAZ DE CAMINHA?...


Charge do Lane (chargesdolane.blogspot.com)








Não dá para calcular quando a corrupção começou no Brasil. Há quem suponha tenha sido com a carta de Pero Vaz de Caminha, que tentou descolar a nomeação do seu genro. Tanto faz, pois a verdade é que as vigarices começaram cedo. Houve, porém, um divisor de águas marcando a progressão. Foi a Nova República. Com a tragédia de Tancredo Neves, começaram a se desfazer a esperanças de ficarmos apenas naqueles percentuais tidos como naturais em quaisquer países ou regimes.
Melhor não fulanizar, mas ressalva-se a gestão de dois anos e meio em que Itamar Franco foi presidente, com sua intransigente luta contra os corruptos. Depois, e até agora, a roubalheira só fez aumentar. Espraiou-se por todas as atividades nacionais, atingiu setores públicos e privados, contaminou todas as instituições, tornou-se exemplo para as sucessivas gerações, que foram assumindo responsabilidades de comando. Com as exceções de sempre, é claro, mas atingindo o Congresso, o Executivo e o Judiciário, além do empresariado, quase sem faltar categorias, as direções sindicais, as organizações religiosas, os grupos filantrópicos e tudo o mais que se pensa.
NÃO ADIANTA – Bem que o poder público se esforça para investigar, julgar e punir quantos se dedicam a essa prática tão disseminada na sociedade quanto cômoda, mas pelo jeito não adianta.
Fica em aberto a conclusão: qual a saída para reduzir ao mínimo esse deletério comportamento que nivela a nação pelo que tem de pior? Polícia Federal, Ministério Público, Receita Federal?   Quando não se contaminam, acabam sufocados pela avalancha de corruptos postados ao seu redor.
Até mesmo fica insuficiente recomendar cadeia para quantos aderem à corrupção. A maioria escapa e ainda se vangloria. Aumentar as penas para os forem bissextamente condenados? Um palito de fósforo diante da cratera de um vulcão. Dar de ombros e julgar a corrupção inerente à Humanidade equivaleria apenas a estimular bandidos e vigaristas. Quem quiser que opine, porque solução não há. Talvez apenas devolver a carta de Caminha aos portugueses…
08 de julho de 2016
Carlos Chagas

O HUMOR DO SPONHOLZ...



08 DE JULHO DE 2016

NO SUPREMO, ESTÁ FALTANDO APENAS UM VOTO PARA DESTRUIR A OPERAÇÃO LAVA JATO

Charge do Aroeira, reprodução do Portal O Dia


O Brasil vive um momento muito especial e delicado. Os três Poderes da República haviam caído no descrédito, estavam inteiramente desmoralizados.

De repente, surgiu um fio de esperança, parecia haver possibilidade de recuperação do país através do Judiciário, em função do impressionante desempenho da força-tarefa da Lava Jato.

A operação começou numa investigação aparentemente despretensiosa, lançada em Brasília pelo jovem delegado federal Márcio Ancelmo, que puxou o fio da meada e acabou desvendando a teia do maior esquema institucional de corrupção já registrado na História Universal, iniciado na Petrobras e com ramificações em outras estatais e diferentes órgãos públicos, incluindo bancos oficiais.

O inquérito inicial caiu na 13ª Vara Criminal de Curitiba, conduzida pelo jovem juiz Sérgio Moro, com experiência específica adquirida no espantoso processo da corrupção do Banestado, que até hoje não transitou em julgado, graças à leniência das instâncias superiores.

PRENDENDO AS ELITES – Desta vez, o juiz Moro sabia exatamente como devia agir para conduzir essa operação gigantesca e prender os criminosos ainda na primeira instância, sem possibilidade de reversão nas instâncias superiores, algo jamais visto na Justiça brasileira, realmente um trabalho judicial surpreendente e extraordinário.

Era surpreendente, nem dava para acreditar que os maiores empresários da construção civil estavam presos, sem privilégios, ao lado de autoridades, parlamentares federais e dirigentes de estatais, como se o mensalão tivesse revivido e agora prosseguisse em muito maior proporção e velocidade.

Com isso, a opinião voltou a acreditar no Judiciário, que é a mola propulsora da moralização do poder público. Todos sabem que, se a Justiça for implacável, todo o resto funciona. No entanto, se houver leniência e impunidade, a corrupção logo volta a se alastrar.

OPOSIÇÃO A MORO
– O juiz Moro, evidentemente, foi se transformando no maior ídolo nacional, uma celebridade do bem e da ordem. Se o Supremo seguisse na balada dele, poderia ser revertida a sensação de impunidade que tanto prejudica o país.

Mas o que se vê é exatamente o contrário. Há ministros do Supremo que tentam de todas as formas boicotar o trabalho do juiz. O decano Celso de Mello mandou libertar um réu condenado por homicídio qualificado, com ocultação de cadáver; o ministro Dias Tofolli determinou a soltura de seu amigo pessoal Paulo Bernardo, chefe da quadrilha do empréstimo consignado; e o ministro Marco Aurélio Mello também luta indomitamente para cancelar as prisões sem julgamento em segunda instância, o que significa libertar todos os réus da Java Jato.

JÁ TÊM CINCO VOTOS
– Os ministros do STF que querem destruir a Lava Jato já têm cinco votos, contando com os de Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. Portanto, falta apenas um voto para conseguirem o abominável objetivo. A situação é gravíssima, esses ministros do Supremo estão pouco se incomodando com a crise moral do país, vivem como se estivessem em outro mundo.

Os outros ministros são: Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki. Como disse o Almirante Francisco Barroso, antes da histórica Batalha do Riachuelo, “o Brasil espera que cada um cumpra o seu dever”.

Barroso era português, mas seu amor ao Brasil não tinha limites. Os seis ministros do STF que podem manter a integridade da Lava Jato são brasileiros natos. Logo saberemos se eles realmente têm algum amor ao país. Se aceitarem libertar os réus da Lava Jato, ninguém sabe o que poderá acontecer, e não vale a pena arriscar.


08 de julho de 2016
Carlos Newton

EDUARDO CUNHA A FAVOR. DILMA CONTRA.



Agora que Eduardo Cunha, ex-articulador principal do PT na Câmara e ex-puxador de votos oficial no Rio de Janeiro de Dilma Rousseff, renunciou à presidência da Câmara, estamos em risco da programação da Globo News acabar. Bum, já era. Nada mais a dizer. É o fim da história.

Eduardo Cunha, num mundo com vocabulário binário para uma realidade extremamente multifacetada, se tornou a incógnita suprema para os intelectuais, os jornalistas e, sobretudo, a esquerda.

Afinal, o vilão preferido, Eduardo, o Cunha, foi chamado pela esquerda de “líder da direita”. A direita, nascendo no Brasil, mal sabia quem é Eduardo Cunha antes de 2014. Esta direita se cria ao redor do anti-petismo, com alguns, mais estudados, reconhecendo valores conservadores, sobretudo religiosos, com alguma noção de economia liberal.

Cunha, do eterno parasitista PMDB, é apenas evangélico – segurou por diversas vezes a tentativa de legalizar o aborto sem eleição, por exemplo. De resto, é da mesma bancada evangélica que tanto apoiou Dilma e o PT durante todos estes anos.

O PT, ainda enxergando um mundo binário, tenta espancar Cunha como o mal supremo da nação, crendo estar batendo na direita. Ao contrário da esquerda brasileira, já assentada, ideologicamente dominante ao ponto da hegemonia e até aparelhando todo o aparato público, crê que a nascente direita brasileira é um sinônimo perfeito de “todos os políticos que não são do PT ou da extrema-esquerda”.

Ao contrário da esquerda, a direita vota com nojo. Esquerda ama política. A direita ama se ver livre de políticos. Alguns gatos pingados podem ver em Cunha um bom político, mas tão somente pelo anti-petismo.

A esquerda defende partidos e políticos: a direita defende valores, que às vezes, para serem concretizados, precisam de políticos. Quando os políticos da esquerda são pegos com a boca na botija, os esquerdistas defendem sua inocência contra os fatos. Quando os políticos que às vezes a direita defende são flagrados em malversações, a direita defende o certo e que os políticos vão para a cadeia. Mesmo quando são políticos que sejam, ao contrário de Cunha, claramente direitistas, como Demóstenes Torres.

O que acontece é que Dilma, com processo de impeachment apoiado por 66% dos brasileiros, com popularidade de um dígito, considerada corrupta pela maior parte da população e afundando o Brasil numa crise que já produziu até um suicídio (fora Olimpíadas, os vários desmandos do PT, roubo de aposentados, segurança pública etc etc etc etc etc) tenta se agarrar ao poder contra o que o povo quer. Eduardo Cunha, notando uma demanda reprimida, apenas galgou o poder de barganha que teve virando as costas ao PT atendendo, heterodoxamente, ao que a sociedade queria.

Bater nele é fácil. Afinal, ninguém vai defendê-lo – a direita apenas usa Cunha, que achou que seria um jogador de xadrez, mas acabou sendo uma boa peça a ser sacrificada no xadrez do povo contra o PT.

O problema para o PT, mesmo aparelhando o ensino, o jornalismo, as estatais e a cultura, é mostrar que o povo tem algum apreço pelo PT maior do que teve por Eduardo Cunha, personagem que o povo lidou com nojinho e luvas de mexer no lixo.



08 de julho de 2016
Flavio Morgenstern

PROPOSTA QUE TORNA "PIROCA' PATRIMÔNIO CULTURAL DO AMAZONAS IRRITA JEAN WYLLYS


O projeto de lei de autoria do deputado estadual amazonense, Wanderley Dallas, PMDB, irritou o deputado federal Jean Wyllys, PSOL, que tomou conhecimento do mesmo na tarde de hoje.

Segundo a proposta de Dallas, expressões da linguagem regional, como “piroca”, “cabaço”, “baitola”, “pinguelo” e “xibiu”, seriam transformadas em Patrimônio Cultural de natureza imaterial do Estado do Amazonas.

Dallas, que é da bancada evangélica, alegou que a proposta teve como inspiração o livro “Amazonês – termos usados no Amazonas”, de autoria do doutor em linguística pela Universidade de Campinas (Unicamp), Sérgio Freire.

Após a apresentação da proposta repercutir bastante nas redes sociais, nossa reportagem procurou um dos parlamentares que mais entende de piroca do assunto para falar sobre o caso. Jean Wyllys, que ainda não sabia do projeto de lei ficou bastante assustado ao ser informado por nossa equipe sobre o mesmo.

“Isso é um absurdo que só poderia ter partido de um membro da bancada fundamentalista religiosa. Daqui a pouco vão querer privatizar a piroca e o uso só vai ser acessível a meia dúzia de privilegiados.”, exclamou o parlamentar.

Wyllys disse que “a proposta é impensável e ridícula. A UNESCO deveria se manifestar e considerar a piroca como patrimônio da humanidade.” 

Ao ser esclarecido que a proposta do deputado amazonense se tratava apenas de reconhecer a palavra como patrimônio imaterial do estado, Wyllys se irritou e desejou que nosso repórter “sentasse na do jumento, com cerol”.

(Veja aqui notícia sobre o projeto: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2015/04/23/internas_polbraeco,480544/projeto-que-quer-piroca-como-patrimonio-imaterial-repercute-na-internet.shtml)


08 de julho de 2016
joselito muller