"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

PERDE A ELEIÇÃO, MAS NÃO PERDE A POSE

       

Alves perdeu a eleição, mas não perdeu a pose

O ano mal começou e a equipe ministerial escolhida por Dilma já pode sofrer alterações. A presidente aguarda apenas uma resposta da Procuradoria-Geral da República a respeito dos nomes dos envolvidos nas investigações do esquema de lavagem de dinheiro na Petrobras. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A presidente Dilma já avisou ao seu vice, Michel Temer, que o ex-deputado peemedebista Henrique Eduardo Alves, que perdeu a eleição para governador do Rio Grande do Norte, poderá assumir o cargo de ministro se não for comprovado envolvimento dele no esquema de corrupção da Petrobras

O nome de Alves havia sido cotado pela presidente no início de dezembro. Mas, Dilma recuou após publicações na imprensa ligarem o peemedebista ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, um dos envolvidos na Operação Lava Jato.

ESQUERDA PETISTA JÁ RADICALIZA O DISCURSO CONTRA DILMA



Pomar faz crítica a Dilma

A chamada esquerda petista subiu o tom contra a presidente Dilma Rousseff. Integrantes de correntes que compõem essa ala do partido passaram a usar as redes sociais para distribuir artigos e mensagens com críticas às primeiras medidas anunciadas pelo governo para a largada do segundo mandato.

O jornalista e escritor Pedro Estevam da Rocha Pomar, conhecido militante petista e integrante do grupo Articulação de Esquerda, escreveu que o governo caminha para uma “perigosa guinada à direita” ao anunciar as primeiras medidas do pacote fiscal.

“A guinada à direita do novo governo se dá, portanto, no próprio terreno das ‘políticas sociais’, intocáveis segundo o discurso presidencial, e afeta fundamentalmente benefícios dos trabalhadores: seguro-desemprego, seguro-defeso, pensão por morte e outros, cuja concessão se tornará muito mais difícil daqui para a frente”, diz o artigo assinado por Pomar.

REALMENTE É DO BARALHO!!!

Filho de Barbalho, ministro da Pesca, segue os passos do pai   
       

Maior jornal do Pará diz que é um caso de “tal pai, tal filho”

O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e seu filho, o ex-prefeito de Ananindeua Helder Barbalho, lideranças do PMDB do Pará, são réus em processos que envolvem o desvio de pelo menos R$ 33 milhões dos cofres públicos, considerando valores já atualizados por juros, multas e outras correções monetárias.
Os montantes desviados, já devidamente registrados pelo Ministério Público Federal, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), seriam suficientes para investimentos no desenvolvimento social de todos os municípios do Estado do Pará, com aplicações que transformariam a realidade de várias regiões carentes.

Helder Barbalho, que foi candidato pelo PMDB ao governo do Estado ano passado e, depois de derrotado, foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff para ser o ministro da Pesca, segue os passos do pai. Ele responde por improbidade administrativa perante a 5ª Vara Federal do Pará.

Uma investigação iniciada no Departamento Nacional de Auditoria do SUS constatou a irregularidade na aplicação de recursos do Ministério da Saúde em Ananindeua entre janeiro de 2004 e junho de 2007, quando ele era o prefeito.

De acordo com o processo, foram destinados ao município R$ 94,8 milhões para financiar programas de saúde. Não ficou comprovado o gasto de R$ 2,7 milhões nas duas gestões. Houve também fraudes e irregularidades em licitações. O Ministério Público chegou a pedir a indisponibilidade dos bens dos investigados, mas a Justiça negou em junho de 2012.

O fundamento foi o de que ainda não havia sido apurado o valor do dano causado por cada um dos suspeitos. A presidente Dilma Rousseff chegou a declarar que iria consultar o Ministério Público Federal antes de nomear os novos ministros, mas acabou premiando o incorrigível Jader Barbalho, dando ao filho dele uma pasta no seu governo.

TRÊS PROCESSOS

Helder responde por três processos no próprio Estado sobre o rombo de R$ 2,7 milhões nos cofres de Ananindeua. São eles a Ação Civil Pública 2009.39.00.009435, que tramita na 5ª Vara da Justiça Federal desde 11 de setembro de 2009, a Ação Civil Pública de número 32.990.62.2013.4.01.3900, também distribuída para a 5ª Vara em 13 de dezembro de 2013 e Ação Civil Pública, por improbidade administrativa, onde Helder Barbalho aparece como réu, é a de número 10.364.156.2014.4.01.3900, distribuída para a 1ª Vara da Justiça Federal em 23 de abril de 2014.

Além dos processos já existentes, há suspeitas de que Jader também esteja envolvido no escândalo da Petrobrás. Há uma semana, foi revelado um e-mail apócrifo que alertou os diretores da estatal, em 2008, sobre o pagamento de propina, que deixou mais evidente o envolvimento do Barbalho.

A mensagem, assinada por um funcionário anônimo da estatal, que se autointitula “O Vigilante”, coloca o nome de Barbalho ao lado do político já falecido José Janene (PP-PR), como um dos mentores das ações do cartel que funcionava dentro da Petrobrás. “Pobres diretores, tornaram-se escravos do Janene, do Jader Barbalho”, diz o alerta.

Essa denúncia, publicada no jornal “Folha de São Paulo”, é mais um indício de que o político com a maior ficha corrida no Supremo Tribunal Federal (STF), não estaria fora de mais esse escândalo de saque dos cofres públicos.

O MAIOR LOBISTA

Segundo as investigações, Jorge Luz, um conhecido lobista paraense que tem ligações estreitas com os Barbalho, também já foi alvo de denúncias das revistas Veja e Época, com base nas apurações da operação Lava Jato, da Polícia Federal. Jorge Luz é conhecido como o maior lobista do País e de maior influência dentro da Petrobras.

Ele ganhou esse status após trabalhar para o governo Jader Barbalho em 1982 e para o seu sucessor, Carlos Santos. O lobista manteria até hoje uma empresa de consultoria em Belém, atuando no setor elétrico e no ramo da construção civil, mas é mais conhecido no Rio de Janeiro, onde costuma desfilar pela Barra da Tijuca, bairro nobre onde ele reside, dirigindo uma Ferrari. O lobista era braço direito de Barbalho, quando o então governador protagonizou um dos maiores escândalos financeiros da história recente do Estado, ao transferir dinheiro dos cofres do Banpará para a sua conta pessoal no Rio de Janeiro, fechando um ciclo de mais de 30 anos de histórias de corrupção.

(Texto enviado por Celso Serra)

7 de janeiro de 2015

ERA SÓ O QUE FALTAVA: PROJETO NO SENADO CRIA A "BOLSA AMANTE"

A possibilidade de incluir o relacionamento extraconjugal no rol de responsabilizações de uma pessoa e, por consequência, reconhecer juridicamente o (a) amante tem ajudado a levantar a discussão em torno do Projeto de Lei nº 470/13, que altera o Código Civil e cria o Estatuto das Famílias.

 
A proposta, de autoria da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), estabelece que as pessoas integrantes da entidade familiar têm o dever recíproco de assistência, amparo material e moral, sendo obrigadas a concorrer, na proporção de suas condições financeiras e econômicas, para a manutenção da família. Mas acrescenta que “a pessoa casada, ou que viva em união estável, e que constitua relacionamento familiar paralelo com outra pessoa, é responsável por esses mesmos deveres, e, se for o caso, por danos materiais e morais”.

Só de ouvir falar em dar direito às amantes ou aos amantes, o casal formado pela bancária Bruna Medeiros, 19 anos, e pelo estudante, Lucas Vinícius, 21 anos, responde de bate-pronto que são contra. O argumento sustentado pelos dois é o mesmo usado por boa parte das pessoas que não concordam com a alteração na legislação: “A amante acaba com a vida de várias pessoas, da esposa, dos filhos e ainda vai ser amparada? Não acho justo”, explica Bruna.

A situação, na opinião do casal, fica mais delicada se levar em conta a diferença de papéis do cônjuge titular e do paralelo. “A amante só divide os momentos bons. Quem ampara e dá suporte nas horas difíceis é a esposa. É ela quem está lá todos os dias dando suporte e ajudando a construir o patrimônio do casal. Ela não deveria ter direito sobre isso”, alerta Lucas. Para Bruna, o momento compartilhado com a amante é, na verdade, em que a confiança do casal se perde. “Não tem parte boa. Há uma ameaça à família”, emenda.

DESESTÍMULO À POLIGAMIA

O advogado Rodrigo da Cunha Pereira, presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFam), alerta para a responsabilização de cada um. Segundo ele, o projeto desestimula o relacionamento fora do casamento. “Hoje, é fácil ter mais de uma família.

Um homem que tem uma amante, por exemplo, não tem dever nenhum com ela e acaba levando vantagem com isso. Se ele tiver a consciência de que estará construindo outra família e terá que arcar com isso e dividir o patrimônio, ele pensará duas vezes”, explica.

De acordo com ele, a ideia não é legitimar a poligamia, mas abrir os olhos para uma situação comum no país. “Hoje, a amante não tem direito a nada, tem gente que tem outra família por anos e essa família paralela tem sido condenada a uma invisibilidade moral e jurídica. Isso é negar uma realidade que já existe. Quem faz parte desses relacionamentos precisa ser responsabilizado”, acrescenta.

PENAS DOS ENVOLVIDOS SERÃO MAIS RIGOROSAS DO QUE NO MENSALÃO

          

Juiz Moro já tem provas suficientes

Não foi à toa que a Petrobras ocupou boa parte do discurso de posse da presidente Dilma Rousseff. É preciso construir uma narrativa oficial para manter o Palácio do Planalto à distância segura da Operação Lava-Jato. A saída adotada foi defender a empresa “de predadores internos e de seus inimigos externos”.

“Devemos saber apurar sem enfraquecer a Petrobras”, disse Dilma, que opera numa faixa muito estreita para não jogar a responsabilidade política sobre o que aconteceu no colo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi o que já fez com o ex-presidente da estatal José Roberto Gabrielli, no caso da compra superfaturada da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).

Como diria o falecido Mané Garrincha, é preciso combinar com os beques para que a estratégia dê certo. Delegados da Polícia Federal e procuradores do Ministério Público Federal já têm provas suficientes para permitir ao juiz federal Sérgio Moro, que examina as denúncias, condenações muito mais duras do que a da ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabelo, sentenciada a 16 anos e 8 meses de prisão.

UM GRANDE ICEBERG

Esse é o ponto fraco da estratégia de Dilma. O mensalão, descoberto a partir da CPI dos Correios, era apenas a ponta de um grande iceberg de financiamento ilegal dos partidos da base do governo. A diferença é que já não há petistas com disposição para “matar no peito” as acusações, estoicamente, como fizeram o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, e o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares, todos condenados pelo STF na Ação Penal 470.

Os supostos operadores do esquema de corrupção dentro da Petrobras, como Paulo Roberto Costa e Renato Duque; e fora da empresa, como o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Sete Brasil Pedro Barusco, não têm os mesmos compromissos e lealdades políticas. Dos quatro, apenas Duque não aderiu à delação premiada.

Está solto, em razão de um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavaski, relator do processo, mas a delação premiada de Barusco — ex-subordinado de Costa na Petrobras, que topou devolver quase 100 milhões de dólares de propinas — pode mudar completamente a situação e criar mais dores de cabeça para o Palácio do Planalto.

INIMIGOS EXTERNOS

E os inimigos externos? Não são as Sete Irmãs e os países árabes, porque essa concorrência é do jogo, não importa a retórica nacionalista da presidente Dilma e do PT. Nem os investidores e fundos de pensão que estão processando a Petrobras e exigem indenizações pela má gestão da empresa. São as investigações em curso nos Estados Unidos, na Holanda e na Suíça que podem levar às contas dos envolvidos no exterior e fechar o cerco aos caciques políticos envolvidos no escândalo.

(artigo enviado por Celso Serra)

7 de janeiro de 2015
Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

AUMENTO DOS PREÇOS ANTECEDE SEMPRE A REPOSIÇÃO SALARIAL

   




Reportagem excelente de Glauce Cavalcanti, edição de segunda-feira, de O Globo, colocou em destaque a avalanche de aumentos de preços que está marcando o início de janeiro de 2015.
A matéria calcula que os reajustes de IPTU, IPVA , mensalidades escolares e tarifas públicas estão pressionando fortemente os orçamentos domésticos, ultrapassando até o índice inflacionário de 2014, que ficou na escala de 6,5%.

Assim – vale notar um aspecto importante – as elevações recaem em dobro sobre os assalariados porque, na verdade, elas antecedem sempre as reposições dos vencimentos, não os sucedendo.
Os reajustes dos salários, portanto, correm sempre atrás da inflação, a qual, no decorrer dos doze meses do ano vai se acumulando. E se, ainda por cima, as correções verificadas nos preços ultrapassam o ritmo da inflação do ano anterior, ocorre concretamente um efeito duplo restringindo a capacidade de poder aquisitivo e de poupança da população de modo geral.

A cada mês, portanto, a diferença entre o custo de vida e os salários vai se ampliando e somente sendo reduzida a partir do mês de janeiro do exercício seguinte. Porém reduzida integralmente durante pouco tempo, porque a corrida retoma seu ritmo fazendo com que os salários, a cada espaço de trinta dias, fiquem mais distantes do processo de valorização que deveria ocorrer para assegurar maior e melhor distribuição de renda em todo o país.

A CADA MÊS

Além disso, a cada mês, na melhor das hipóteses, vão surgindo acréscimos novos nas prestações da casa própria, nos alugueis, nos transportes, no setor fundamental da alimentação, no gás, acréscimos de preços, em seu conjunto, seguem a formação de montantes, o que não se aplica aos salários.
Assim, o percentual de um segundo mês na sequência adiciona-se ao primeiro. Por exemplo: 2% em cima de igual parcela não dá apenas ao total absoluto de 4. Não. As parcelas acima de 4, sim, mais a incidência de 2 sobre 2. O absoluto no tempo, sobretudo, acelera a velocidade do processo a cada vez que os preços oscilam. Claro que sempre para cima.

A desvalorização salarial, dessa forma, e dentro desse cálculo dos montantes, é devorada em muitos casos no dia a dia. É preciso traduzir e explicar bem o que se dá, por exemplo, nos juros aplicados pelos bancos nos créditos que concedem. Dez mais 10, na escala dos juros, não são 20% e sim 21.
O exemplo pode ser facilmente confirmado, bastando para isso pedir um extrato de conta corrente nos Caixas Eletrônicos e ler a parte em que focalizam os juros. Citam as taxas mensais e também as anuais. Porque estas dependem do cálculo dos montantes.
Para acentuar ainda mais clareza ao raciocínio: 10%   ao mês, durante três meses , representam 33%. Um ritmo alucinante.

REDUÇÃO SALARIAL

Por tudo isso é que, além de perder o confronto com os preços, se houver redução nos salários, ou retração no mercado de empregos, a situação piora substantivamente para as classes assalariadas.
A ameaça ao valor dos vencimentos é uma constante acarretando riscos permanentes ao poder de compra e de poupança.
Esse circulo necessita ser vencido para que, de fato, possa se verificar um processo mais veloz de distribuição de renda e valorização do trabalho humano. Sobretudo porque a população não para de crescer. É cada vez maior a cada doze meses.

IRREGULARIDADES NA CONCESSÃO DA TV GLOBO DE SP SERÃO APURADAS AGORA, NA GESTÃO DO MINISTRO BERZOINI

          

Novo ministro Berzoini vai fornecer as informações ao Senado

Ao ser demitido do ministério das Comunicações pela presidente Dilma Rousseff, o ex-ministro Paulo Bernardo respirou aliviado, porque conseguiu se livrar da ameaça de processo por crime de responsabilidade, caso não respondesse adequadamente a um Requerimento de Informações que lhe foi encaminhado em 2014 pelo Senado Federal, com indagações do senador Roberto Requião sobre a concessão outorgada irregularmente a Roberto Marinho para explorar o canal 5 de São Paulo, responsável por cerca de 45% do faturamento bruto da Rede Globo.

As primeiras informações fornecidas pelo então ministro Paulo Bernardo já comprovavam a fraude que cercou a usurpação do controle da emissora (antiga TV Paulista), conforme informamos aqui na Tribuna da Internet com absoluta exclusividade, mas o senador Requião as considerou insuficientes e deverá enviar novo requerimento ao Ministério, para requisitar informações complementares acerca das ilegalidades que ocorreram na transferência da concessão para Marinho, sem que houvesse documentação comprobatória de que ele realmente tenha adquirido o controle da sociedade anônima Rádio e Televisão Paulista S/A, que geria a emissora.

Roberto Marinho afirmou em juízo ter comprado as ações da emissora através  de contrato firmado com o executivo Victor Costa Junior (que jamais foi acionista da S/A), mas este contrato não foi anexado ao processo da concessão no Ministério das Comunicações, no qual existem apenas atas de Assembleias Gerais Extraordinárias convocadas ilegalmente pelo próprio Marinho para transferir as ações ao seu nome, sem as haver adquirido junto a seus verdadeiros proprietários. Não há, no processo, nenhum documento provando que Marinho comprou o controle da emissora por meio de negociações com o legítimo concessionário, Hernani Junqueira Ortiz Monteiro, que inclusive já havia morrido quando Marinho convocou as tais Assembleias Gerais Extraordinárias.

AS RESPOSTAS SERÃO DADAS

Antes do final do ano, altos funcionários do Ministério das Comunicações estiveram no gabinete do senador Requião para garantir que todas as informações requisitadas no Requerimento 135/2014 serão efetivamente encaminhadas ao parlamentar paranaense.

A propósito, o novo ministro Ricardo Berzoini já anunciou que o governo vai enviar ao Congresso um projeto de regulação econômica da mídia, que tratará especialmente das concessões públicas para funcionamento de emissoras de rádio e televisão. Com isso, o Ministério das Comunicações passa a ter interesse ainda maior no caso da transferência do controle da antiga TV Paulista.
Afinal, essas lesões à ordem pública e aos interesses nacionais e coletivos, especialmente quando praticadas durante o regime militar, significam fraudes, danos e ilícitos (civis, penais e administrativos) que têm caráter permanente. Jamais prescrevem.

7 de janeiro de 2015
Carlos Newton

UM GOVERNO DESEQUILIBRADO

 



Parece inegável faltar equilíbrio ao governo Dilma, neste início do segundo mandato. O ministério afinal composto carece de unidade e de um roteiro de ação. Não há plano diretor ou programa para a maioria dos ministros executarem. Assim, vão preferindo ficar em silêncio diante da necessidade de orientar os subordinados. Aliás, sem saber direito quais escolherão e quais cairão de paraquedas em seus gabinetes.

A equipe econômica, reduzida à troika Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Alexandre Tombini, responde diretamente à presidente da República, como ficou claro no grotesco episódio em que o ministro do Planejamento precisou desmentir-se nos novos cálculos do salário mínimo, que anunciou e engoliu depois de admoestado pela chefe.

Aloizio Mercadante não dará palpites na política econômica, mas monitora os demais ministros do setor, inclusive Katia Abreu, da Agricultura, Armando Monteiro, do Desenvolvimento e Guilherme |Afif, da Pequena e Média Empresa, entre outros conservadores.

A Casa Civil também terá influência relativa sempre que cuidar do diálogo com o Congresso, teoricamente nas mãos de Pepe Vargas, das Relações Institucionais. Miguel Rosseto, da Secretaria Geral, não se contentará com os sindicatos e as organizações da sociedade civil, mas aguarda a luz verde no semáforo plantado na soleira de seu escritório.
Eduardo Braga, das Minas e Energia, recebeu o conselho de afastar-se da Petrobras, a ele subordinada, enquanto George Hilton, dos Esportes, está banido da organização das Olimpíadas de 2016.

BATENDO CABEÇAS

Não teria fim a lista de bate-cabeças entre os 39 ministros e suas funções, excluídos, é claro, aqueles que nenhuma relação tem com os setores pelos quais deveriam responder. A situação dos supérfluos é menos aguda do que a dos ministros de primeira classe, mas nem por isso mais tranquila.

No meio da confusão indaga-se qual será o primeiro a pedir as contas ou a receber bilhete azul, disposta a maior parte da equipe a nem passar pela porta do palácio do Planalto. Até com a certeza de que não serão convidados a entrar.
Conforme o português castiço, um governo sem equilíbrio é um governo desequilibrado.

TOME CRISE!

Mais crise: Direção do Pros diz que Cid Gomes não representa o partido   


O comando nacional do Pros atribuiu a indicação de Cid Gomes para o Ministério da Educação a uma “escolha pessoal” da presidente Dilma Rousseff.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (5), a sigla considera que Cid não representa o Pros no primeiro escalão do governo, apesar de afirmar que o nome do ex-governador do Ceará é “motivo de orgulho” para o partido.

“Para o Pros, a escolha pessoal da presidente é motivo de orgulho e demonstra a qualidade do quadro de filiados que possuímos”, diz a nota.

Nos bastidores, a cúpula do Pros articulou a nota para marcar posição pública, considerando a nomeação do ministro como da “cota pessoal” de Dilma. Em rota de colisão com membros da sigla, Cid não descarta deixar o Pros.

Integrantes do partido afirmam que o ministro negocia sua filiação com o PT, partido de Dilma, o que não é confirmado pelo ex-governador do Ceará. Com a possibilidade de saída, o Pros quer desvincular do partido a escolha de Cid –abrindo caminho para futuras novas negociações com a presidente.

A nota é assinada pelo presidente nacional do Pros, Eurípedes Júnior, e pelo líder do partido na Câmara, deputado Givaldo Carimbão (Pros-AL). Os dois parabenizam Dilma pela escolha de Cid e desejam “sucesso” ao “companheiro”, mas deixam claro que o nome do ex-governador não representa a sigla.

FRENTE DE ESQUERDA?

Antes de assumir o cargo, Cid propôs a criação de uma frente parlamentar composta por partidos de esquerda que possam apaziguar as diferenças impostas na base aliada de Dilma no Congresso, principalmente pelo PMDB.

O então governador disse que a iniciativa poderia gerar um novo partido com integrantes que “militam à esquerda” a partir da fusão de “algumas siglas”.

Ao lado de PMDB, PR e PP, o Pros atuou na Câmara para atrasar a votação da proposta que permitiu ao Executivo descumprir a meta de economia para pagamento de juros da dívida pública em 2014, o chamado superávit primário. A proposta acabou aprovada, mas esbarrou em dificuldades impostas pelos próprios aliados de Dilma.
7 de janeiro de 2015
Deu na Folha

É DUREZA LARGAR O OSSO...

RENAN COMANDA REBELDIA DO PMDB PARA REAVER TRANSPETRO
   


Portador da insatisfação do PMDB no Senado por ter perdido influência na reforma ministerial feita pela presidente Dilma Rousseff, o presidente da Casa, Renan Calheiros (AL), avisou a ministros que o partido não aceitará perder as indicações para o segundo escalão no governo.
Em reunião na sexta-feira na casa do presidente do PMDB e vice de Dilma, Michel Temer, Renan disse aos ministros Aloizio Mercadante (casa Civil), Ricardo Berzoini (Comunicações) e Pepe Vargas (Relações Institucionais) que se isso ocorrer o partido vai declarar independência automática em relação ao Palácio do Planalto.
 
Dono da maior bancada, com 19 dos 81 senadores, o PMDB do Senado considera que foi “humilhado” por Dilma na reforma, conforme mostrou ontem reportagem do Estado. O partido decidiu não dar mais apoio irrestrito ao governo Dilma.
 
No primeiro mandato da petista, o partido comandava as pastas de Minas e Energia, do Turismo e da Previdência Social. O partido avaliava que na mudança do primeiro escalão – após ter sido, no final do ano passado, o principal fiador da aprovação do projeto que permitiu ao governo abandonar o cumprimento da meta fiscal de 2014 – seria agraciado com, pelo menos, dois ministérios de peso. A bancada mirava conquistar as pastas das Cidades e da Integração Nacional, ministérios com bons orçamentos e capilaridade no Nordeste, reduto da cúpula peemedebista.
 
DILMA NÃO ATENDEU
 
Na reforma, entretanto, Dilma não atendeu aos pedidos da cúpula do PMDB, embora tenham garantido quatro pastas: mantiveram os ministérios de Minas e Energia e do Turismo e ganharam o da Agricultura – embora a senadora Kátia Abreu não tenha sido considerada cota do partido e sim da própria presidente – e a Secretaria da Pesca.
 
Os peemedebistas assistiram a aliados com baixa representatividade no Senado, como o PSD de Gilberto Kassab, que elegeu três senadores, e o PROS, que não conquistou nenhum cadeira na Casa, levarem os ministérios, respectivamente, das Cidades e da Educação.
 
RENAN DESMENTE
 
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou no final da tarde nota na qual nega insatisfação com a montagem do governo da presidenta Dilma Rousseff. O texto cita o “noticiário de hoje” e diz que as insinuações nesse sentido são “improcedentes”.
 
“Como presidente do Congresso Nacional, o senador Renan Calheiros está de férias e distante das negociações envolvendo a formação do governo, que é uma tarefa mais afeita aos dirigentes partidários e à presidente da República”, diz a nota.
 
No texto, Renan “desmente as insinuações quanto a possíveis retaliações aventadas nas notícias e reitera, como fez na posse da presidenta Dilma Roussef, que o governo e o país podem contar com o Congresso Nacional”.
 
Por fim, o presidente do Senado nega que já esteja em campanha, entre seus pares, para se reeleger como chefe da Mesa Diretora da Casa, e afirma que essas negociações só começarão após a posse dos novos senadores e reunião do PMDB.
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 NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Faltou a matéria dizer que realmente o descontentamento do PMDB é enorme, mas Renan comanda a rebeldia em causa própria, para não perder a bilionária presidência da Transpetro, que é de sua “cota pessoal” desde o início do primeiro governo Lula e o presidente Sergio Machado está afastado, por corrupção. E a rebeldia só está começando. Se a situação de Dilma se agravar nos escândalos de corrupção, o PMDB a empurrará para o abismo, digo, impeachment. (C.N.)
7 de janeiro de 2015
 Ricardo Brito
Estadão

FELIZ ANO NOVO!

Balança comercial tem primeiro déficit desde o ano 2000   



A balança comercial – diferença entre exportações e importações – teve déficit de US$ 3,93 bilhões em 2014, segundo divulgou há pouco o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A balança encerra 2014 com o primeiro déficit anual desde 2000. O déficit já estava previsto pela pasta.

Em valores, o déficit é o maior desde 1998, quando foi registrado saldo negativo de US$ 6,623 bilhões. Em 1999, o resultado também foi deficitário em US$ 1,288 bilhão, e o último déficit comercial, de US$ 731,74 milhões fora registrado no ano 2000. A partir de então, foram 13 anos ininterruptos de resultados positivos.

Apesar do superávit de US$ 293 milhões em dezembro, o desempenho de novembro, que registrou o pior déficit da história para o mês, enterrou as chances de a balança fechar o ano com as exportações superando as importações. De janeiro a novembro do ano passado, a balança comercial acumulou déficit de US$ 4,22 bilhões, o maior para o período desde 1998.

EM VIÉS DE BAIXA

Em 2013 a balança registrou superávit de US$ 2,6 bilhões, valor que já representava queda de 86,8% em relação a 2012, quando o saldo da balança foi positivo em US$ 19,4 bilhões.

Em 2014, as exportações totalizaram US$ 225,101 bilhões com retração de 7% na comparação com o ano anterior, enquanto as importações somaram US$ 229,031, com queda anual de 4,4%.

As exportações brasileiras de 2014 registraram retrações em todos os setores, comparado a 2013. As vendas de produtos manufaturados renderam receita de US$ 80,211 bilhões (-13,7%), os semifaturados venderam US$ 29,066 bilhões (-4,8%) e quase metade das exportações nacionais, constituída por produtos básicos, rendeu US$ 109,557 bilhões (-3,1%).

No grupo de manufaturados, que são os produtos de maior valor agregado, a retração ocorreu principalmente no item plataforma para extração de petróleo (-74,4%), seguido de automóveis para passageiros (-41,8%) e veículos de carga (-32,4%).

MERCOSUL EM QUEDA

Por mercados de destino, o Mercosul registra a maior queda, de 15,2%, em relação a 2013, com destaque para a queda de 27,2% nas compras argentinas de automóveis, autopeças e veículos de carga fabricados no Brasil.

Em relação às importações, no acumulado do ano passado houve retração significativa, de 7,6%, nas compras de bens de capital (máquinas, equipamentos e utensílios de escritório, dentre outros). Houve queda também nas compras externas de bens de consumo (-5,2%), de matérias-primas e bens intermediários (-3,3%) e de combustíveis e lubrificantes (-2,4%).

Os principais países de origem das importações foram a China (US$ 37,3 bilhões), os Estados Unidos (US$ 35,3 bilhões), a Argentina (US$ 14,1 bilhões), Alemanha (US$ 13,8 bilhões) e Nigéria (US$ 9,5 bilhões).

Os principais países de destino das exportações, no acumulado de 2014 foram a China (US$ 40,6 bilhões), Estados Unidos (US$ 27,1 bilhões), Argentina (US$ 14,3 bilhões), Países Baixos (US$ 13 bilhões) e Japão (US$ 6,7 bilhões).

07 de janeiro de 2015
Mariana Tokarnia
Agência Brasil

MANOBRA ERRADA

Para não ser refém do PMDB, Dilma fortalece o PSD       

POSSE/DILMA/MINISTROS
Kassab, do PSD, agora é o favorito do Planalto

Ao formar o ministério de seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff mirou no apoio que precisa ter na Câmara dos Deputados, tentando garantir a maioria numérica dos votos e uma relação menos turbulenta com os parlamentares. O Palácio do Planalto não quer ser refém dos peemedebistas.
Principal partido aliado do PT, o PMDB foi a sigla da base que mais deu dor de cabeça à presidente nas votações e discussões feitas no Congresso durante o primeiro mandato.

Para minimizar o peso e a pressão desse aliado, Dilma conta agora com o trabalho de Gilberto Kassab (PSD), no Ministério das Cidades, para agilizar a recriação do PL (Partido Liberal), e de Cid Gomes (PROS), na Educação, para liderar um bloco de partidos capaz de garantir a margem de segurança de que o governo precisa. Kassab e Cid foram colocados por Dilma em dois postos considerados chave da Esplanada dos Ministérios.

FORMANDO A MAIORIA

Ao entregar pastas a oito partidos aliados – PSD, PP, PR, PTB, PRB, PDT, PROS e PCdoB –, Dilma buscou garantir o apoio dos 193 deputados dessas legendas. Com o PT, que elegeu 70 parlamentares, ela teria 263 votos, mais do que os 257 que formam a maioria absoluta dos 513 deputados eleitos e que são o número necessário para aprovar projetos de lei, medidas provisórias e barrar propostas da oposição.

Apesar de o PMDB ser considerado pelo governo o mais infiel dos aliados, se somados seus deputados, o Planalto ainda conseguiria chegar a 329 votos, correspondendo à ampla maioria da composição da Casa – o que permitiria, inclusive, mudanças constitucionais.

Pelos cálculos do governo, o novo partido nascerá como a terceira maior bancada do país, atrás apenas do PT e do PMDB, com 66 parlamentares. Após ser criado, haveria a fusão do novo PL com o PSD.
O PSDB é atualmente a terceira maior bancada na Câmara Federal, com 54 parlamentares eleitos.

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 NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– A maioria parlamentar de Dilma é frágil e ilusória. Sua manobra “política” de fortalecer o fisiológico PSD é arriscadíssima e não vai dar certo. A reação do PMDB, liderado por Renan Calheiros e Eduardo Cunha, pode fracionar a base aliada e desestabilizar o governo. E na hora da verdade, se o caso Petrobras bater às portas do Planalto, o apoio do PMDB será fundamental para aprovação do impeachment de Dilma, conforme já estamos cansados de assinalar. (C.N.)
7 de janeiro de 2015
Deu em O Tempo

POSSE, CUSPE E NADA DE PITIBIRIBA...

Joaquim Levy enfim toma posse, fala, fala, mas não diz nada       



Joaquim Levy enfim assumiu o Ministério da Fazenda no lugar de Guido Mantega. O novo ministro enfrenta gravíssimos problemas, como estagnação ou baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), alta da inflação, déficit da balança comercial e descontrole das contas do Estado.

Apesar desse cenário altamente negativo, Joaquim Levy incorporou a postura da presidente Dilma Rousseff e afirmou que a economia não está em crise, vejam só a que ponto de desfaçatez chegamos.
“Temos confiança neste momento porque talvez nunca antes na nossa história em períodos democráticos tivemos a maturidade de fazer correções bem antes que uma crise econômica se instalasse. A econômica brasileira tem bons fundamentos e estamos dispostos a implementar as medidas necessárias sem ingenuidade de medidas fáceis”, afirmou o otimista Levy, anunciando que o objetivo, no momento, é estabelecer uma meta de superávit primário para o próximo triênio, visando controlar a queda da dívida pública.

DISCURSO VAZIO

O novo ministro falou, falou, mas não disse nada, não adiantou nenhuma providência, mas deu uma sinalização de que os impostos vão aumentar, ao afirmar que qualquer medida tributária deverá estar de acordo com os gastos do governo. “Não podemos procurar atalhos e benefícios que impliquem em redução acentuada de tributação para alguns segmentos, por mais atraentes que elas sejam, sem considerar seus efeitos”, disse.

O país espera que cada um cumpra seu dever, disse o Almirante Barroso na Guerra do Paraguai, 150 anos atrás, mas parece que até hoje não foi ouvido. O novo ministro Joaquim Levy tem de demonstrar a que veio e cortar nas próprias gorduras do governo, poupando ao máximo a sociedade produtiva e consumidora. Mas será que tem peito para tanto? Pelo jeito, vai ficar embromando para engordar o currículo e depois pedir o boné.

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE...

 
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AINDA CHEGAREMOS LÁ...

by Pol Leurs, desenhista luxemburguês
by Pol Leurs, desenhista luxemburguês
 
07 de janeiro de 2015
in brasil de longe