"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

QUEM VAI PAGAR A MULTA DA PRESIDENTE DA PETROBRAS, NO VALOR DE R$ 122 MIL?



“É justamente para isso que existe o seguro da Diretoria…”
 
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje multar a presidenta da Petrobras, Maria Graça Foster, em R$ 212 mil, por propaganda irregular. Por maioria de votos, os ministros entenderam que a propaganda institucional da empresa, veiculada em julho, em uma emissora de TV, fez relação com ações do governo federal, fato vedado pela Justiça Eleitoral em período de eleições.
 
A multa foi baseada em duas inserções da propaganda, nos dias 7 e 10 de julho. Para cada veiculação, a multa foi R$ 106 mil. A propaganda foi suspensa em julho pelo ministro Admar Gonzaga. O pedido de multa e de suspensão foi feito pela coligação Muda Brasil, do candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB).
 
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG - Não adianta nada multar. Quem paga a multa é a Petrobras. É uma prática inadmissível em país civilizado, mas bastante comum no Brasil, onde as empresas estatais fazem seguro para que seus diretores jamais paguem multas. Na Petrobras, o seguro é de até R$ 250 milhões em multas. Ah, Brasil… (C.N.)
 
André Richter
Agência Brasil

TODOS OS ACUSADOS AFIRMAM QUE NÃO PARTICIPARAM DO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO NA PETROBRAS...


 
A governadora do Estado do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) enviou nota à imprensa em que diz repudiar veementemente e “com grande indignação” as denúncias feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em delação premiada.

Conforme reportagem da revista Veja desta semana, a governadora estaria entre os envolvidos citados em depoimento de Costa à Polícia Federal em um esquema de corrupção na estatal.

“Nunca participei de nenhum esquema de corrupção e muito menos solicitei ao ex-diretor da Petrobras recursos de qualquer natureza.” Roseana afirma que tomará todas as medidas jurídicas cabíveis para resguardar sua honra e dignidade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Esses primeiros capítulos da nova novela de escândalos do governo são comoventes. É tanta gente acusada sem ter participado do esquema que dá para desconfiar. Todos se declaram inocentes. Como é que esse ex-diretor da Petrobras tem coragem de denunciar aleatoriamente esse número enorme de políticos importantes? É um suicida? Ou um herói? (C.N.)

08 de setembro de 2014
Deu no Estadão

GILBERTO CARVALHO DIZ QUE DENÚNCIA DE CORRUPÇÃO NA PETROBRAS É SÓ BOATARIA... (É UM ESPANTO!!!)

 
O ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República compareceu domingo ao desfile cívico de 7 de setembro em Brasília e falou sobre o novo escândalo da Operação Lava Jato, com a lista de parlamentares, governadores e até ministro envolvidos na corrupção da Petrobras, com denúncias de um esquema de corrupção na empresa que atingem diretamente a base aliada da presidente Dilma Rousseff.
 
Segundo a Agência Brasil, Carvalho classificou como “boataria” as denúncias de envolvimento de parlamentares em esquema de pagamento de propina na Petrobras. Segundo, o ministro, as acusações têm caráter eleitoreiro.
 
“Não posso tomar como denúncia contra a base aliada uma boataria de um vazamento sobre um procedimento que não sei qual é. Só vamos falar depois que houver o inteiro teor das denúncias”, disse. “Estão tentando usar a notícia de delação premiada para, no desespero, mudar o rumo da campanha. O vazamento é sempre condenável”, completou.
 
Para Carvalho, só após a confirmação das denúncias o governo fará a apuração do caso. “As apurações serão feitas como sempre ocorreram”, afirmou.
 
SOLUÇÃO FÁCIL
 
Segundo a repórter Amanda Almeida, do Correio Braziliense, o ministro Gilberto Carvalho, disse, na manhã deste domingo (7/9), que as informações passadas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa ao Ministério Público Federal são “mais um incidente” que mostra a necessidade de reforma política no país. 
 
Confira a declaração do secretário-geral da Presidência, gravada pela jornalista do Correio: “(Sem financiamento público de campanha) Nós não temos como acabar com a corrupção e livrar o Congresso dessa dependência econômica (de empresas que banquem as corridas eleitorais”, disse o ministro, depois de assistir ao lado de Dilma, ao desfile cívico em Brasília.
 
Gilberto Carvalho repetiu discurso da presidente Dilma de que o Planalto precisa de mais informações sobre o que foi dito por Costa para tomar “as providências cabíveis”. A presidente saiu sem falar com a imprensa.
 
TUDO RESOLVIDO
 
Como se constata nas declarações do ministro, que é considerado como homem de confiança do ex-presidente Lula no Palácio do Planalto, o gravíssimo problema da corrupção na política brasileira pode ter solução imediata: basta o Congresso aprovar a obrigatoriedade do financiamento público da campanha eleitoral.
E a gente pensando que o problema seria difícil de resolver…

08 de setembro de 2014
 Carlos Newton

JUSTIÇA DO RIO VAI DECIDIR SE ROBERTO JEFFERSON PODERÁ SAIR DA CADEIA PARA TRABALHAR



O relator do processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luís Roberto Barroso, determinou que a Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro analise um pedido de trabalho externo feito pelo delator do esquema, Roberto Jefferson.

Devido a uma suposta demora por parte da Justiça do Rio, a defesa de Jefferson enviou um pedido ao STF para que fosse garantido o direito do delator trabalhar fora da cadeia durante o dia, uma vez que ele foi condenado a 7 anos de prisão no regime semiaberto.

A Folha apurou que Jefferson, que é advogado, pretende atuar como auxiliar administrativo num escritório de advocacia do Rio.

Em sua decisão, Barroso destacou que o STF autorizou outros presos do processo a trabalharem fora do presídio antes mesmo do cumprimento de um sexto de suas penas.

Além disso, o ministro lembrou que ele mesmo remeteu às Varas de Execuções Penais uma ordem para que questões relativas ao dia a dia dos presos, como pedidos de trabalho externo, fossem decididas diretamente pelos juízes locais.

08 de setembro de 2014
Severino Motta
Folha

O HUMOR DO ALPINO



 

LÍDER DO PPS QUER REUNIÃO DE EMERGÊNCIA DA CPI DA PETROBRAS PARA DEBATER NOVO ESCÂNDALO


O líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), vai apresentar segunda-feira um pedido de convocação de uma reunião de emergência da CPI mista da Petrobras para discutir a delação premiada que está sendo feita pelo ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa.

Conforme revelou ontem o portal Estadao.com, Costa citou pelo menos deputados, senadores, governadores e um ministro, filiados a cinco partidos políticos, entre eles o PT e o PMDB, os dois maiores do Congresso, como supostos beneficiários de um esquema de pagamento de comissão de 3% sobre os valores de cada contrato firmado durante sua passagem pela companhia petrolífera (2004-2012).

O líder do PPS anunciou que vai apresentar dois requerimentos à comissão na próxima segunda-feira, dia 8. O primeiro pedirá ao presidente da CPI mista, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), a convocação de uma reunião de emergência para decidir o que fazer diante das revelações.
No segundo, vai pedir a cópia de todos os depoimentos prestados por Paulo Roberto Costa, incluindo os vídeos com suas falas. Bueno lembrou que a CPI já aprovou a convocação do delator, mas reforçará na próxima semana a necessidade imediata de sua presença no Congresso.
 

CAMPANHA DA PETISTA DILMA NO OLHO DO FURACÃO

Delação de ex-diretor da Petrobrás aumenta a apreensão em campanha de Dilma   

 
A 28 dias da eleição, as revelações feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, em depoimento à Polícia Federal, colocaram em alerta o Palácio do Planalto e o comando da campanha da presidente Dilma Rousseff. Após Costa denunciar um esquema de desvio de dinheiro da Petrobrás, beneficiando cinco partidos, incluindo o PT e o PMDB, petistas temem que o tema da corrupção domine a disputa de agora em diante e ressuscite no eleitorado a memória do mensalão.
 
Em depoimentos à Polícia Federal na tentativa de fechar um acordo de delação premiada, Costa citou como beneficiários de um esquema de propinas na estatal o ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em 13 de agosto, e políticos de partidos aliados à presidente Dilma, de acordo com a revista Veja.
Na lista estão o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e o secretário de Finanças do PT, João Vaccari Neto.

 São listados ainda seis senadores e pelo menos 25 deputados federais, entre os quais os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), como antecipou o portal www.estadao.com.br, e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados Cândido Vaccarezza (PT-SP) e João Pizzolatti (PP-SC) e o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte.

O ESQUEMA

 A suspeita é de que o esquema – com pagamento de uma comissão de 3% sobre o valor de cada contrato da Petrobrás assinado durante a passagem de Costa pela estatal (2004 a 2012) – abastecia as campanhas eleitorais. A reportagem da revista não traz detalhes nem documentos que comprovem a participação dos políticos mencionados.

 Embora o discurso oficial no comitê da reeleição de Dilma seja o de minimizar as denúncias feitas por Costa, sob o argumento de que ele não apresentou provas, ministros e dirigentes do PT admitem que o escândalo pode empurrar a presidente para a defensiva no momento em que sua principal adversária, a ex-ministra Marina Silva (PSB), parou de crescer, como indicam as mais recentes pesquisas de intenção de voto.

 Dilma foi surpreendida na sexta-feira com o teor da delação premiada de Costa. Ela pediu informações ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ainda na sexta-feira, mas ele não teve acesso ao depoimento do ex-diretor, preso pela Polícia Federal no rastro da Operação Lava Jato.

REUNIÃO DE EMERGÊNCIA

 Insatisfeita, Dilma convocou uma reunião de emergência, à noite, com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, no Palácio da Alvorada, para avaliar o impacto das denúncias em sua campanha. Em São Paulo, no sábado, ela conversou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 Auxiliares de Dilma a orientaram a demonstrar compromisso com a apuração dos fatos, para neutralizar a agenda negativa. Foi por isso que, em entrevista neste sábado, 6, em São Paulo, a presidente afirmou que vai aguardar as explicações necessárias para tomar medidas efetivas. “Eu gostaria de saber direitinho quais são as informações prestadas nestas condições. Eu te asseguro que tomarei todas as providências cabíveis. Agora, não com base em especulação”, insistiu.

 O diagnóstico no Planalto é o de que as acusações de Costa, se comprovadas, causarão um terremoto político na base aliada do governo, mas também na campanha de Marina Silva (PSB) devido à inclusão de Eduardo Campos na lista. Podem derrubar, ainda, a estratégia do PT de colar nos rivais o carimbo de “inimigos da Petrobrás”.
 
Ricardo Galhardo, Andreza Matais
Estadão

O MOMENTO DA DEFINIÇÃO ELEITORAL CHEGOU



 
Nada está definido, existem, sim, tendências que estão se solidificando, mas a cada candidato se concedem ainda possibilidades de vitória. Nem tudo está perdido, nem tudo está ganho.
 
Pode-se prever que não cairá outro avião, até porque estatisticamente o de Eduardo Campos representa uma extraordinária excepcionalidade, e mais excepcional seria repetir-se em poucos dias o que não aconteceu em 20 anos de uso desse modelo da Cessna.
 
Há quem insista na necessidade de uma explicação melhor sobre a surpreendente queda da aeronave mais segura da aviação executiva mundial. Explicação que parece não importar muito depois do sepultamento de Eduardo Campos.
 
Faltam quatro semanas, 28 dias, para decidir quem passará ao segundo turno. A cada dia, fica mais árdua uma mudança radical de tendência. O que sobra de tempo, como lembrou um marqueteiro argentino, é essencialmente para intensificar a “porradaria”. Quer dizer, a desconstrução dos adversários, removendo-os do caminho. Em outras palavras: “demonização” para fins eleitorais.
 
DESCONSTRUINDO MARINA

O caso mais claro de demolição da semana, que viu convergirem os oponentes, é de desconstrução de Marina Silva, a nova líder das intenções de voto. 
A investigação sobre a queda do avião, inicialmente defendida pelos líderes do PSB, que ainda está por ser explicada, levou ao contrário do esperado, autoridades coatoras da elucidação do caso à procura da origem dos recursos que pagavam o afretamento da aeronave.
Paradoxalmente, na crucificação, o principal assunto passou a ser quem fabricou os pregos, não a crucificação em primeiro lugar e como se determinou. A quem interessa a origem dos pregos?
 
Nenhuma autoridade questiona a análise dos restos de tecidos pulmonares encontrados e que poderiam dar resposta à tese de uma explosão a bordo antes do descontrole ocorrido.
A presença de substâncias impróprias no ar respirado estaria nos tecidos das vias respiratórias. Pulmão e até tórax inteiro de ocupante foram recolhidos em Santos. Foram conservadas amostragens desses tecidos? Foi realizada análise ou autópsia? Onde se encontram os resultados? Quais preocupações tomaram os peritos criminalistas do caso? Ninguém cobra isso, mas alguém cobra a origem dos recursos do fretamento.
 
Desperta perplexidade, ainda, a falta da gravação dos diálogos a bordo. Inexplicável, também, uma matéria veiculada na mídia que mostra um técnico explicando como o piloto poderia ter desligado o gravador de voz, puxando um elemento do quadro de fusíveis.
Na realidade, o fusível não é um dispositivo de acionamento, mas de proteção, identificável apenas por um técnico aeronáutico durante manutenção de inspeção, dispondo de manual nas mãos.
Nenhum piloto brincaria no quadro de fusíveis antes de um voo. Geraram-se perplexidades inquietantes que reforçam a necessidade de uma explicação séria.
 
APEDREJAMENTO
 
Marina subindo para a liderança virou alvo de apedrejamento. Esperado. Sempre o líder de intenções de voto recebe ataques atendendo a regra de que “não se gasta chumbo com defunto”. Resistirá? Terá como passar pelo bombardeio?
 
As propostas reais dos candidatos são poucas, e algumas, patéticas, saindo de quem por 12 anos de prática contumaz contrária se propõe a mudar de rumo apenas agora quando a popularidade entra em queda.
 
O eleitor neste momento não distingue as propostas que foram homogeneizadas atendendo o anseio relevado pelas pesquisas de opinião. Saúde e segurança até enjoar, mas fica nas generalidades, pouco motivadoras para a massa de eleitores.

Questões que corroem o Brasil, como excesso de burocracia, tributos e corrupção, são tangenciadas, assim como o aparelhamento do Estado para fins partidários e de locupletação. Não está se discutindo que modelo de desenvolvimento do país se colocará em prática, um desenvolvimento que ficou refém de gavetas do sistema público/corrupto, cobrador de taxas e multas e de costas para o seu papel de apoiador e fomentador.

Hoje, o cidadão se encontra na frente de um Estado geralmente tirânico, cínico na hora de apoiar e cruel em cobrar impostos. O sistema que vampiriza sobreviverá. As brechas para o desfrute do poder, como revela o depoimento premiado do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, continuarão como espada de carrasco sobre a nação. Tem proposta para desbaratar esse filão?
 
EMPRESARIADO
 
Dilma evidentemente terá muita dificuldade em convencer agentes que operam na economia competitiva. Enfureceu o agronegócio, a indústria de bens de capital, os setores como o sucroenergético, que com ela chegou à beira da desintegração. Nisso o PSDB ficou assistindo sem uma posição visível e identificada como contrária. Dilma continua soberana nos redutos que dependem de “bolsas”, mas não é apenas de bolsas que se sustenta uma nação.
 
Gera também estarrecimento constatar que no momento em que deveria estar no ápice do seu desempenho, coincidindo com o ano da reeleição – assim como antes dela conseguiram FHC em 1994 e Lula em 2006 –, está exatamente no fundo do poço. Gastou chumbo mal e antes da hora, isso a descredencia para tarefas futuras.
 
Assim, as cotações da Bolsa reagem inversamente proporcional à expectativa de ela permanecer no governo. Aécio, muito bem cotado entre as camadas mais altas da sociedade, peca no uso de um vocabulário e de gestos que ficam abstrusos aos ouvidos das classes C e D. Marina, ao contrário, encontra nessas classes uma “floresta conhecida”. No xadrez da eleição, os erros se pagam, mais do que as virtudes podem ser reconhecidas.
 
Em Minas, campo de batalha principal, segundo o resultado Ibope da semana, Pimenta da Veiga melhorou sua performance, apesar de uma notável migração de eleitores de Aécio para Marina. Teria assim, pela primeira vez desde julho, crescido mais que Pimentel, encurtando a distância e reacendendo o sonho tucano de “virada”.
 
As próximas duas semanas, do dia 8 até o dia 22, serão decisivas para confirmar as tendências, quem embalar no meio de setembro levará a melhor no primeiro turno.
O momento em que as “flores” se transformam em frutos chegou.
 

O HUMOR DO DUKE

  

Charge O Tempo 07/09



08 de setembro de 2014

     



    TEMER DIZ QUE O PMDB NÃO TEM PARTICIPAÇÃO NO ESQUEMA DA PETROBRAS




    O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), afirmou que seu partido “não tem nada a ver” com as denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre pagamentos de propinas a políticos em um suposto esquema de corrupção na empresa.
     
    Segundo reportagem da revista “Veja” desta semana, Costa citou, em depoimento em regime de delação premiada, nomes de políticos do PMDB que teriam se beneficiado do suposto esquema, como os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), o senador Romero Jucá (RR), a governadora Roseana Sarney (MA) e o ministro Edison Lobão (Minas e Energia).
     
    Em campanha em Petrolina (PE), Temer disse que “institucionalmente o PMDB não tem nada a ver com isso”. “Não houve menção ao partido. Houve menções vagas a pessoas do partido A, B e C. Mas isso está nas mãos do Supremo Tribunal Federal. Eu não posso avançar a respeito disso, o que posso dizer é que o PMDB, institucionalmente, não tem nada a ver com isso”, afirmou o vice-presidente.
     
    DELAÇÃO PREMIADA
     
    Preso desde junho, Costa foi indicado pelo PP para a diretoria de distribuição da Petrobras em 2004, ficou no cargo até 2012 e conseguiu apoios no PT e PMDB. Participou dos dois governos Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e dos dois primeiros anos do governo Dilma.
     
    Ele decidiu fazer um acordo de delação premiada como os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, que apura o suposto esquema de corrupção na Petrobras, depois que a Polícia Federal fez buscas e apreensões em 13 empresas que pertencem a sua filha, sua mulher, seu genro e um amigo dele.

    08 de setembro de 2014
    Deu na Folha

    MENOS TERROR, MAIS AUTOCRÍTICA

               

     
    É legítimo a campanha e a militância da presidente Dilma Rousseff apontarem falhas e contradições da candidata Marina Silva (PSB), hoje uma ameaça real à reeleição da petista. Faz parte do jogo. Atacar e desconstruir o adversário é uma estratégia válida. E Marina, é verdade, tem calcanhares de aquiles.
    Suas posições em relação a questões importantes, como a homofobia, a mistura da religião com a política, por exemplo, são contraditórias para quem prega uma nova política. O eleitor tem de saber, de forma mais clara, os pensamentos da candidata.
     
    A campanha do PT, no entanto, adotou contra Marina outra tática: a da difamação a qualquer custo. E essa escolha, além de eticamente questionável, tem um risco, o de expor a imensa vidraça, cheia de arremedos e negociatas, para se manter no poder, na qual se transformou o governo petista nos últimos 12 anos.
     
    Nesta semana, por exemplo, o programa de Dilma na TV comparou Marina Silva ao ex-presidente Fernando Collor. Curiosamente, o hoje senador do PTB é considerado um aliado estratégico do PT, em Alagoas, e já recebeu da presidente o título de “parceiro”. Inclusive, na disputa pelo Senado por lá, Collor é apoiado por Dilma, e Heloísa Helena, por Marina. Então, fica a dúvida, ao se comparar Marina com Collor, o PT está criticando ou elogiando a candidata do PSB?
     
    HOMOSSEXUAIS

    Nessa mesma linha, petistas caíram de pau – e com toda a razão – após o recuo de Marina Silva em relação a direitos dos homossexuais. Ela mudou o texto do seu programa um dia após apresentá-lo, pressionada por setores da igreja evangélica. E foi merecidamente criticada, dando mostras de uma postura conservadora e de um vínculo intelectual ligado à religião.
     
    A postura de Marina foi suficiente para a retomada contra ela de uma campanha da qual o próprio Lula já foi vítima, em 2002, e o partido condenou: a da disseminação de um clima de pânico, com muita gente dizendo ter “medo” se a ex-senadora for eleita.
     
    Mas essa mesma turma se mostrou pouco assustada quando o governo da presidente Dilma, acuada pela ameaça de boicote da bancada evangélica em propostas do governo federal no Congresso, engavetou o programa Escola sem Homofobia. Se Marina se atrela ao conservadorismo religioso por convicções pessoais, Dilma se agarra a ele por oportunismo eleitoreiro.
     
    Da mesma forma, pega mal criticar a candidata apoiada por um grande banco, quando se adotou uma política econômica muito benevolente com o setor bancário nos últimos anos. Marina Silva não é santa e um tanto quanto obscura. Mas ela ganha força quando eleitores do PT, assim como gosta de fazer Dilma, fecham os olhos para os imensos problemas do país e vão ao ataque de forma insana.

    (transcrito de O Tempo)

    08 de setembro de 2014
    Murilo Rocha

    A SUCESSÃO EM OITO ESTADOS E UMA GRANDE DÚVIDA: QUAL SERÁ O REFLEXO NA CAMPANHA DA SAÍDA ANTECIPADA DE MANTEGA?

           

    Escrevo este artigo com base em duas reportagens publicadas na edição de sex-feira 5 da Folha de São Paulo. A primeira, de Ricardo Mendonça, reproduzindo, e também analisando pesquisa do Datafolha apontando a posição dos três candidatos à presidência da República em oito estados que pesam entre 56 a 5¨% do eleitorado do país. Se tal levantamento incluísse a Bahia, quarto maior colégio, alcançaria de 61 a 62% dos votos. Mas como não inclui, fiquemos nos oito a que se refere a pesquisa.
    Com base nos resultados, verificamos que em nenhum deles Aécio Neves deixa de ocupar a terceira posição, com Dilma Rousseff e Marina Silva alternando-se no primeiro e segundo lugar. Surpreende Minas Gerais: Dilma 35, Marina 27, Aécio com 22 pontos. Em São Paulo, Marina 42, Dilma 23, Aécio 18%, embora o candidato ao Palácio Bandeirantes, Geraldo Alckmin, PSDB, esteja disparado nas intenções de voto. No Rio de Janeiro, Marina lidera com 37, seguida por Dilma com 31. Aécio alcança apenas 11%. A atual presidente ocupa o primeiro lugar no Rio Grande do Sul e Ceará. A ex-senadora lidera em Pernambuco e na cidade de Brasília. No final das contas praticamente o empate: 35 para Dilma Rousseff; 34 pontos para Marina Silva.
    Aécio Neves, terceiro colocado muito distante da dupla, adotou como tática concentrar os ataques em Marina Silva na tentativa de substituí-la, no dia 5 que se aproxima,  se classificar para as urnas de 26 de outubro, data do desfecho final entre os dois primeiros colocados no turno básico da disputa. Conseguirá? As próximas pesquisas do IBOPE e Datafolha vão dar a resposta.
    O mais forte ataque de Aécio a Marina foi feito no horário eleitoral de quinta-feira, base da matéria de Paulo Peixoto e Daniela Lima, FSP do dia seguinte, quando criticou a candidata do PSB por não ter deixado o Ministério do Meio Ambiente, quando explodiu em 2005 o escândalo do mensalão. Lula foi reeleito em 2006 e Marina Silva foi exonerada no início de 2008 em consequência de divergência com a ministra Dilma Rousseff em torno da construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia, região amazônica. Marina era contra, Dilma a favor.
    O ENIGMA MANTEGA
    Os repórteres André Uzeda, Andréa Sadi e Natuza Nery são os autores da reportagem, também publicada na edição de sexta-feira da Folha de São Paulo, focalizando a resposta dada pela presidente Dilma Rousseff, quando, em campanha no Ceará, deixou claro, pelo menos até agora, que pretende substituir Guido Mantega no Ministério da Fazenda, caso reeleita nas urnas de outubro. A repercussão, como era natural, foi enorme: desagrado na atual equipe que se encontra em ação; abertura de novas perspectivas em setores do empresariado, de acordo com o que a matéria acrescentou.
    O que pesará mais em consequência da atitude da presidente em matéria de votos? Esta é a questão essencial, como disse o poeta. As próximas pesquisas, também neste caso, vão revelar. Mas o episódio apresenta um risco para Dilma: e se Mantega, em consequência, pedir demissão antecipando-se ao desfecho? Pois seu destino está traçado: se Dilma Rousseff vencer, ela não ficará no cargo. Se a presidente perder, ele, claro, não será mantido por quem vier a ocupar o Palácio do Planalto. Seu rumo portanto está longe da esplanada dos ministérios.

    SE A CANDIDATURA DE AÉCIO NÃO DECOLAR AGORA, PODE DAR ADEUS ÀS ILUSÕES. BYE BYE BRASIL!

      


    O candidato do PSDB à sucessão presidencial estava aguardando um milagre que conseguisse renovar suas forças e levá-lo novamente ao segundo turno. Bem, este milagre acaba de acontecer de uma forma verdadeiramente insólita, abalando simultaneamente as candidaturas de Dilma Rousseff e Marina Silva.

    E o fato mais surpreendente da nova denúncia de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento (Refinarias) da Petrobras, foi ter envolvido em suas denúncias o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto recentemente num desastre  aéreo.

    DILMA, ATINGIDA

    Os novos depoimentos de Paulo Roberto Costa atingem diretamente Dilma Rousseff, que sempre se orgulhou de gerir pessoalmente a Petrobras. Primeiro, como ministra de Minas e Energia, depois como presidente da República. Na fase inicial do governo Lula, chegou a causar surpresa a atuação de Dilma numa entrevista convocada pela Petrobras, no edifício-sede aqui no Rio, que é chamado de Edise.
    Os jornalistas faziam a maioria das perguntas ao então presidente da Petrobras, o geólogo e ex-senador José Eduardo Dutra, mas quem respondia era Dilma.
    Os jornalistas que cobrem a Petrobras não a conheciam, ela era uma ilustre desconhecida querendo roubar as atenções. Demonstrando inacreditável descortesia (para não dizer falta de educação), ela simplesmente atropelava as respostas de Dutra, não deixava ele responder, criou um clima de constrangimento geral.

    Bem, depois de ser ministra de Minas e Energia, Dilma simplesmente assumiu a Casa Civil e passou a ser presidente do Conselho de Administração da empresa. Detalhe importante: Paulo Roberto Costa foi mantido no importantíssimo cargo de 2004 até 2012, vejam quanto tempo a raposa ficou tomando conta do galinheiro, enquanto Dilma era ministra e depois presidente do Conselho de Administração e presidente da República.

    MARINA, ATINGIDA

    Marino Silva também está sendo duramente atingida pelas denúncias. Seu nome não consta da relação “entregue” à Polícia Federal por Paulo Roberto Costa, mas o envolvimento de seu parceiro Eduardo Campos logicamente irá afetar a campanha, sobretudo porque o partido já saiu de banda, dizendo que não tem nada com isso e a defesa de Campos passou a ser feita pela própria Marina Silva.

    Ela disse que a acusação do ex-diretor da Petrobras não passa de uma “ilação”, baseada no fato de que estava sendo construída uma refinaria em Pernambuco. Bem, isso explica, mas não justifica nada.
    Ainda falta saber muita coisa. Está tudo no ar. Mas é difícil acreditar que a Polícia Federal tenha vazado as informações sem conferi-las na prática. Ou Paulo Roberto Costa apresentou logo provas de suas denúncias?

    Marina até que está certa. Enquanto a poeira não baixar, tudo não passará de ilações. Mas o estrago já está feito, a imagem santificada de Eduardo Campos foi significativamente afetada, não há como remediar de uma hora para outra.

    Assistindo de camarote ao novo escândalo, Aécio Neves cunhou uma expressão adequada, ao dizer que o escândalo é o “mensalão 2″. Se sua candidatura não decolar a partir desse novo escândalo, é melhor seguir o conselho de Carlos Drummond de Andrade e voltar Minas.

    08 de setembro de 2014
    Carlos Newton

    O PASSEIO DOS BODES E BANDALHEIRA DE UMA OBRA SEM PROJETO POR CULPA DO BISPO

    Transposição do Rio São Francisco: Dilma diz que "canal é uma obra simples". E culpa o bispo pelo atraso.

     
    Questionada na entrevista ao Estadão sobre o atraso da Transposição do Rio São Francisco, Dilma disse que problema é que a obra não tinha projeto, mas que o "canal é uma obra simples", que as estações de bombeamento é que são o problema.
    Pela foto, podemos ver o quanto é simples fazer o canal.

    Quilômetros e quilômetros estão destruídos nesta obra que está atrasada cinco anos e já está custando o dobro do orçado, um rombo de mais de R$ 3 bilhões. Uma obra eivada de superfaturamentos e de péssima qualidade.
    A Transposição do Rio São Francisco é o maior símbolo da incompetência petista e, especialmente, da velha mãe do PAC, Dilma Rousseff.
     
    "Não só não atrasa obra de engenharia quem não faz. A obra de transposição do São Francisco, passamos um ano lutando porque tinha um movimento, liderado por um bispo, depois ficamos mais um tempo esperando licenciamento ambiental. Depois ficamos mais um tempo improvisando, porque não tinha projeto. E se subestimou a obra."

    MENSALÃO DA PETROBRAS PODE TER DESVIADO R$ 3,4 BILHÕES PARA O PT DA DILMA COMPRAR APOIO POLÍTICO E ENRIQUECER COMPANHEIROS


     
    A área de Abastecimento da Petrobras investiu R$ 112,39 bilhões entre maio de 2004 e abril de 2012, período em que foi gerida por Paulo Roberto Costa, acusado de participar de um esquema de corrupção na estatal. Do total desembolsado nesses oito anos, R$ 108,13 bilhões foram gastos no país e R$ 4,26 bilhões no exterior - já incluídos os aportes referentes à aquisição da refinaria norte-americana de Pasadena. O levantamento foi realizado pelo Valor com base nos balanços divulgados pela Petrobras e publicado ontem no Valor Pro, serviço em tempo real do Valor.

    Uma fatia de 3% referente à suposta comissão cobrada sobre esse valor chega, portanto, à cifra de R$ 3,37 bilhões. Segundo declaração de Costa à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF), esse seria o percentual da propina paga a políticos por empreiteiras e empresas sobre os valores dos contratos firmados com a Petrobras. O ex-diretor concordou em ser o delator de um esquema de corrupção que existiria na petrolífera, em troca do benefício da colaboração premiada - instituto da lei penal que prevê a redução da pena ou até mesmo o perdão judicial a réus que colaborem de modo determinante para o deslinde de uma investigação criminal.

    Os aportes na área de Abastecimento, que reúne as refinarias da estatal, representam 27,8% dos investimentos totais de R$ 403 bilhões feitos pela Petrobras nesses oito anos, ficando atrás apenas dos desembolsos na área de exploração e produção de petróleo. O cálculo leva em conta apenas os investimentos e não inclui serviços de outra natureza contratados na gestão de Costa, preso preventivamente e réu em processos criminais por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha e ainda por integrar organização criminosa com vista à aquisição de contratos milionários junto ao governo federal, relatam os autos em trâmite na Justiça Federal de Curitiba e a acusação formal do MPF.

    O Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça deverá buscar a repatriação de US$ 28 milhões enviados do Brasil à Suíça. Segundo Ministério Público suíço, foram identificadas contas bancárias de empresas e familiares de Costa que movimentaram os recursos, dos quais US$ 23 milhões seriam diretamente controlados pelo ex-diretor, aponta a investigação. A descoberta do dinheiro motivou a segunda prisão preventiva do ex-diretor da Petrobras, cumprida em 11 de junho por haver "risco iminente de fuga", segundo a Justiça.

    Depois de formalizada pela força-tarefa do MPF em Curitiba, a colaboração premiada será dividida. Parte ficará na esfera do juízo federal de primeira instância. Já a peça envolvendo políticos e servidores com prerrogativa de foro ou função será remetida ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Caberá a ele encaminhar parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a delação proposta pela defesa de Costa. Janot deve se reunir hoje sua equipe para discutir o caso. Caberá a ele decidir se há provas suficientes para abrir inquérito e investigar cada um dos mencionados na delação de Costa.

    (Valor Econômico)