"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

VERDADES SOBRE A DÍVIDA PÚBLICA QUE PRECISAM SER REPETIDAS



Jobim cometeu crime de lesa-pátria e virou ministro
Grande parte da dívida pública foi gerada falsamente, com muitos juros sobre juros (o que é proibido, diga-se), com muitos títulos emitidos a juros mais altos só para pagar títulos vencendo (o que é proibido, diga-se), com muitas dívidas prescritas reincorporadas a uma nova dívida (o que é proibido, diga-se) etc. Enfim o governo gasta muito e muito errado, mas só com o Sistema Financeiro.
De quebra, e disto não se fala, a Constituição a exigiu em 1988 (há 27 anos atrás) uma Auditoria na Dívida Pública de então. Pensam que esta Auditoria foi realizada? Não foi, não! Com os juros e a própria dívida se autogerando, a Auditoria constitucional está hibernando. A OAB Federal tem uma ação no Supremo a respeito, a ADPF 50/2004 (de 12 anos atrás!), buscando a realização desta Auditoria. E nada de autorização do governo. Por quê?… Seria cômico, não fosse trágico.
Além disso, como já citei muitas vezes aqui na Tribuna, na Constituição há o artigo 166, parágrafo 3º, inciso II, alínea b, que privilegia o “serviço da dívida” e impede a sua discussão no Congresso, especificamente (sabiam?).
FRAUDE NA CONSTITUIÇÃO
Pois saibam que este artigo 166 da Constituição de 1988, vigente há 27 anos, não foi votado regularmente na Constituinte. Isto mesmo! Este artigo foi fraudado, vale dizer, e sua redação foi inserida (sem discussão e sem votação no 1º turno) no texto constitucional submetido à votação do 2º turno, por meio de requerimento eivado de mentiras, de inverdades, de ilegitimidades, em ato cometido pelo então sub-relator Nelson Jobim, que depois virou ministro do Supremo e até ministro da Defesa.
Esta fraude não sou eu quem afirma, foi o próprio Nelson Jobim que confessou sua autoria em 2003, numa entrevista ao Correio Brasiliense.
Já citei este fato aqui na Tribuna por diversas vezes, sem muita repercussão, porque é difícil perceber a extensão do dano que esta fraude constitucional provoca.
Sentimos no bolso e nas contas, agora, mas os caminhos não são muito visíveis.
Isto também está colocado no site da Auditoria, bem como os resultados da CPI da Dívida em 2010, até hoje, também, cinco anos após, sem um passo à frente para regularizar o que ali se apurou.
GRAÇAS À FRAUDE…
Refuto a acusação simplória de que esta dívida existe porque o governo gasta muito. Gasta muito sim, mas graças a uma fraude que ninguém elimina, dirigida especificamente a favor do Sistema Financeiro. Gasta muito sim, graças a uma Auditoria prevista na Constituição e até hoje não realizada, o que beneficia especificamente o Sistema Financeiro. Gasta muito sim, graças a uma omissão na correção de diversas ilegitimidades apuradas na CPI da Dívida de 2010, o que beneficia especificamente o Sistema Financeiro.
Enquanto aqui no Brasil a dívida e os juros dela aumentam, a fraude constitucional permanece e a Auditoria Constitucional nos é negada, a Grécia acaba de convidar uma brasileira, Maria Lucia Fattorelli, para integrar a comissão que fará uma Auditoria na Dívida Grega para eliminar a parte ilegítima dela, que existe e todos lá sabem muito bem a origem.
Esta brasileira, auditora-fiscal, já participou da Auditoria do Equador, quando o governo Rafael Correa eliminou, com provas, 70% da dívida equatoriana de então, 2007/2008. Foi tão verdadeira a comprovação da Auditoria realizada que 95% dos credores aceitaram entregar seus títulos pelos 30% oferecidos e não falaram mais nada.
E os 5% que não o fizeram não reclamaram. Agora a Grécia fará a mesma coisa, quem viver verá.
E AQUI NO BRASIL?
Sabemos o que precisamos fazer, mas não nos deixam fazer.
Gasta-se muito com juros e gasta-se errado, conforme citado acima, por conta da fraude e omissão constitucionais. E fala-se muito, também, e fala-se errado do motivo destes gastos financeiros e quem os promoveu e promove.
Sem falar que cala-se vergonhosamente quanto ao resto, de corrigirmos a fraude do art. 166 e efetivarmos a exigência constitucional da Auditoria do art. 26 das Disposições Transitórias.
Enfim, mais uma vez exponho este tormentoso assunto.
Quem sabe um dia a casa cai, vale dizer, cai a casa financeira que nos atormenta.
Vejam mais na página da Auditoria Cidadã: http://www.auditoriacidada.org.br.

13 de abril de 2015
Luiz Cordioli

EMBOLOU O MEIO DE CAMPO



Interlocutores recentes têm flagrado o Lula em comentários pessimistas, como o de que não será candidato a um terceiro mandato, em 2018. Razões existem, como a de que, se eleito, assumiria com 73 anos, ainda mais para enfrentar monumentais dificuldades econômicas e políticas fatalmente herdadas de Dilma. Aliás, do jeito que as coisas vão, o próprio ex-presidente admite poder ser derrotado, hipótese desconsiderada até alguns meses atrás.
Com o PT posto em frangalhos, necessitaria o primeiro companheiro compensar a fraqueza dos outros com uma performance eleitoral digna de seus melhores anos de sindicalista. Teria disposição e saúde para tanto? E depois, como enfrentaria as delicadas questões que apenas se avolumam?
Política é como as nuvens, já dizia o saudoso Magalhães Pinto: a gente olha, estão formando um elefante, para minutos depois parecerem um navio. É claro que o quadro poderá mudar, até mesmo o atual governo recuperar-se e o segundo mandato da sucessora dar certo, mas as recentes referências do Lula não conduzem a esse resultado.
Sendo assim, isto é, admitindo-se a possibilidade de o PT buscar outro candidato, novas perguntas se colocam: quem, hoje, desponta como favorito? A estrela de Aloizio Mercadante ameaçou brilhar, mas ofuscou-se por obra e graça do próprio Lula. Jacques Wagner perde-se no ministério da Defesa e aos demais petistas palacianos, hoje, falta fôlego. A safra dos governadores do partido deixa a desejar, nem Fernando Pimentel, de Minas, consegue emplacar.
E FORA DOS QUADROS
Teriam os companheiros a humildade de aceitar uma opção fora de seus quadros? No PMDB, Michel Temer surge como fiel aliado, ao contrário de Eduardo Cunha, quase um adversário, mas que outro nome haverá a considerar? Fora do PMDB, então, pior ainda. Não há presidenciáveis nas legendas de apoio ao palácio do Planalto. Voltar-se o governo para as oposições, nem que a vaca tussa.
Por falar nelas, as oposições, precisarão meditar muito entre Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra. A pole position está com o senador mineiro, ainda que os paulistas devam reivindicar a vez. Faltou citar Marina Silva, mas é preciso, antes, que o seu novo partido deslanche.
Em conclusão, salta aos olhos que se for mesmo para valer a disposição de o Lula não concorrer, estará embolado o meio campo sucessório. Quem sabe diante disso não ressurja a proposta do parlamentarismo?

13 de abril de 2015
Carlos Chagas

O HUMOR DO DUKE...

Charge OTempo 09/04

13 de abril de 2015

CÂMARA VAI APROVAR IMPEACHMENT DE DILMA, PODEM CRER




Recordar é viver, diz a sabedoria popular
Nunca antes, na História deste país, se viu um governo ser demolido tão rapidamente, três meses depois de empossado. A impressionante pesquisa do Datafolha, divulgada sábado, mostra que 63% dos brasileiros já apoiam o impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. A pergunta feita pelo instituto foi indireta, mas permite a conclusão de que a maioria absoluta defende o afastamento da chefe do governo, embora muitos dos entrevistados nem saibam direito o que acontecerá a seguir.
Considerando o que se sabe até o momento a respeito da Operação Lava- Jato, o Congresso deveria abrir um processo de impeachment para afastar Dilma da Presidência?” – esta foi a pergunta a quem responderam. Resultado: 63% querem o impeachment, mas somente 37% sabem que o cargo passa a ser imediatamente do vice-presidente. Destes 37%, apenas 13% sabem que o vice chama-se Michel Temer. Curiosamente, outros 12% favoráveis ao impeachment de Dilma pensam que Aécio Neves assumiria no lugar dela.
A acelerada queda da popularidade, movida pelo festival de corrupção desvendado pela força-tarefa da Polícia Federal e do Ministério Público, com participação de um apenas juiz de primeira instância, confirma a fragilidade de um governo inoperante, sem planejamento nem metas, que julgou se manter na crista da onda exclusivamente por meio da criatividade do marqueteiro João Santana, que se tornara uma espécie de Rasputin imberbe do Planalto/Alvorada, o 40º ministro que faltava dentro da caverna.
A MARQUETAGEM CONTINUA…
Enquanto os números sinistros eram divulgados no Brasil, Dilma Van Rousseff estava repetindo suas marquetagens no exterior. Em discurso na Cidade do Panamá a uma plateia de empresários de diversos países, ela elencou os investimentos em infraestrutura e em educação para que o Brasil continue crescendo “de forma sustentável” e fez defesa do que chamou de “grande esforço de ajuste fiscal” que vem promovendo no país.
Na realidade, nada disso existe: os investimentos em infra-estrutura estão praticamente parados, a educação pública entrou numa decadência desanimadora (fora o Pronatec, claro, que é uma espécie de poção mágica criada pelo marqueteiro), o Brasil não está crescendo de forma sustentável sob nenhum parâmetro e o grande esforço de ajuste fiscal será feito por todos, menos pelo governo.
PARADOXO DA PESQUISA
Voltando à pesquisa Datafolha, chamou atenção o fato de grande parte dos entrevistados que apoiam o impedimento de Dilma não acreditarem que ela venha a ser afastada. É impressionante: 63% querem o impeachment, mas 64% não acreditam no afastamento da presidente.
A leitura dessa pergunta deve ser refeita. Na verdade, muitos desses entrevistados incluídos nos 64% não acreditam é na classe política, acham que os parlamentares estão todos envolvidos na corrupção e tudo acabará em pizza.
Mas a realidade não é bem assim. Num outro momento de crise política, quando o presidente Fernando Collor estava sendo processado, também não se acreditava em impeachment, por falta de provas e de apoio. O então presidente da Câmara, deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) deu então uma entrevista que ficou na História, ao afirmar: “O que o povo quer, esta Casa acaba querendo”.
Ou seja, o impeachment de Dilma é só uma questão de tempo. O povo quer e está demonstrando este anseio nas pesquisas e nas ruas.

13 de abril de 2015
Carlos Newton

PETROBRAS DESMENTE VACCARI: NO BALANÇO, R$ 6 BILHÕES EM PROPINA



Reportagem de Natuza Nery, Folha de São Paulo, edição de 10 deste mês, confirma que a Petrobrás resolveu colocar no balanço anual que finalmente deverá ser publicado até o próximo dia 30, uma estimativa de perdas em torno de 6 bilhões de reais, ocorridas no ano passado decorrentes de propinas que envolveram corruptores, corruptos, lobistas e doleiros no gigantesco assalto praticado contra a empresa. E que, diga-se de passagem, enriqueceu um bando de ladrões, episódio que terminou levando-os à prisão.
A própria presidente Dilma Rousseff reconheceu o fato em discurso feito no Rio na quinta-feira, objeto de reportagem de Lucas Vetorazo, publicada pela FSP também na edição do dia 10.
Logo, ao recorrer à posição encontrada no teatro do absurdo de Ionesco, João Vaccari foi duplamente desmentido no dia seguinte ao seu depoimento à CPI da Petrobrás. A estimativa da estatal, a meu ver, é pequena. Pois se foram pagos R$ 6 bilhões através de propinas, é porque os preços da obra e fornecimentos foram várias vezes sobretaxados para que as comissões ilegais pagas atingissem a escala citada. Pois no caso não podem ser considerados apenas os valores fixados nos contratos. Há termos aditivos por intermédio dos quais valores foram magicamente reajustados.
Só a Refinaria Abreu Lima, orçada inicialmente em 2 bilhões de dólares, depois passou para 4 e culminou na escala de 17 bilhões (de dólares). Esse é o maior, porém não é o único caso da entrada em ação dos famosos termos aditivos. O ex-diretor Paulo Roberto Costa disse ter recebido 1 milhão (reais ou dólares?) só para não atrapalhar os termos adicionais.
FALSIDADE DE VACCARI
Vaccari, personagem enigmático, no depoimento singular que prestou, negou qualquer conhecimento do processo de ilegalidade em que se envolveu a fundo. A falsidade de seu comportamento, inclusive, fez com que saísse de sua frieza como negociador adequado para captar recursos junto a grandes empresas e o colocasse numa situação de aparente nervosismo. Calculou mal, no caso, o efeito de suas desafirmações, que colidem com os depoimentos dos delatores comprometidos com a Justiça.
Confundiu o momento no qual estava sendo fotografado e televisado com os jornais do dia seguinte, sexta-feira. E não esperava o discurso de Dilma Rousseff, tampouco a inclusão das propinas que apareceram na Operação Lava Jato no balanço da própria Petrobrás. E agora João Vacari? – como na poesia de Drummond.
A corrupção na estatal passou a ser comprovada oficialmente pela própria empresa e, sobretudo, pela presidente da República. Vaccari e tantos outros esqueceram que a verdade acaba aparecendo. As consequências são outro caso. Mas neste, tenho a impressão que a impunidade não vai se tornar personagem da trama. O panorama já se tornou dramático demais para terminar em pizza. Porque, desta vez, a opinião pública já deu seu testemunho de indignação e, no domingo, ontem, voltou a afirmá-lo com suas manifestações.
CHEGOU AO LIMITE
Deixou o conformismo tradicional e avançou no sentido de impedir recuos e retrocessos. Afinal, a violação da ética e da moral, como tudo, tem um limite. Este limite chegou. A explicação da voz das ruas reside exatamente no contexto atual que sufoca a nação. Chega. Todos têm essa sensação de serem intoxicados e também roubados seguidamente. A indignação foi que, mais uma vez, tomou as ruas do Rio e São Paulo principalmente.

13 de abril de 2015
Pedro do Coutto

LULA OBRIGOU DILMA A COLOCAR TEMER NA ARTICULAÇÃO POLÍTICA




Lula e Temer: nenhum dos dois quer ajudar Dilma
A presidente Dilma Rousseff nunca confiou em seu vice, Michel Temer, do PMDB. Dilma suspeita que Temer quer seu cargo – e não hesitaria em sacrificá-la se a oportunidade certa surgisse. Nas últimas semanas, o ex-presidente Lula se dedicou a desfazer esta desconfiança. Foram horas de falação para que Dilma se convencesse de que ela pode – precisa – confiar, um pouco que seja, em Temer.
Mesmo que Eliseu Padilha virasse o articulador político do Planalto, ele seria apenas um preposto de Temer. Com a negativa de Padilha, Dilma e Temer, aconselhados por Lula, resolveram descartar intermediários.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A revista Época acaba de descobrir a pólvora. Desde a quinta-feira antes do Carnaval, quando viajou a São Paulo exclusivamente para se desculpar com Lula, pedir perdão por não deixado que ele fosse candidato e entregar-lhe o comando do governo, quem decide tudo é o ex-presidente. Dilma tornou-se uma espécie de rainha da Inglaterra, que reina mas não governa. Ela até pensa que Lula a está ajudando, mas na verdade ela só trabalha para uma pessoa, que coincidentemente se chama Luiz Inácio Lula da Silva. Tudo o que ele faz e fará é sempre em benefício próprio(C.N.)
13 de abril de 2015
Deu na Época

MANGABEIRA UNGER, O BAIANO AD HOC DE DILMA


Mangabeira Unger é um marxista baiano que infiltrou Harvard e o Lulo-petismo. 
Evidentemente burro ele não é e nunca foi. Pelo contrário, ao lado de nulidades absolutas como Sargento Garcia e Renato Janine Ribeiro, ele brilha sozinho nessa constelação de boçalidades. 
Treinado na guerrilha cultural promovida pelo socialismo Americano [chamado liberals] do qual Harvard é o quartel general, Mangabeira bate e assopra dependendo da onda, mas sempre fazendo avançar o socialismo. 
Por exemplo, afirmou corretamente que o governo Lula era o mais corrupto da história. No momento seguinte aceitou ser ministro de Lula, pois, como sabem, o tropicalismo é a maior criação intelectual da Bahia. 
Agora, infiltrado no desgoverno caótico de Dilma, tenta justificar a simplória política econômica do bancário Levy que consiste num gigantesco arrocho fiscal. 
Diz, acertadamente, que a política econômica de Dilma I foi uma merda elevada ao cubo, chamado por ele de “keynesianismo vulgar” e que é preciso realismo fiscal. Criticou também, corretamente, o Ibama e outras instituições “ambientais” criadas e monopolizadas por Marina Silva e seus seguidores que são “pequenos déspotas” e criam custos e impedem a produção
Disse tudo isso na posse do sociólogo ex-Weberiano Jessé de Souza na presidência do Ipea.

13 de abril de 2015
in selva brasilis

CARA DE PAISAGEM DIANTE DA CRISE QUE SE AVOLUMA

TÔ NEM AÍ...

APÓS PROTESTOS, DILMA SE REÚNE COM COORDENAÇÃO POLÍTICA
PLANALTO DEVE FAZER NOMEAÇÕES PARA ESTANCAR CRISE COM ALIADOS
A SEMANA É DE TENSÃO PARA O GOVERNO DILMA COM VOTAÇÕES POLÊMICAS NO CONGRESSO (FOTO: ABR)


A presidente Dilma Rousseff começou nesta segunda-feira, 13, a reunião da coordenação política do governo, com a presença do novo articulador, o vice-presidente da República, Michel Temer. O encontro ocorre após os protestos desse domingo, que contaram com uma adesão menor de manifestantes em relação ao realizado um mês atrás, no dia 15 de março.

A expectativa é que nos próximos dias o Palácio do Planalto comece a fazer as nomeações para o segundo e o terceiro escalões de forma a estancar a crise com os aliados no Congresso, principalmente o PMDB, partido de Temer. Na nova função de articulador, caberá ao vice-presidente a tarefa de melhorar a relação do Executivo com o Legislativo.

A semana é decisiva para o governo no Congresso. Na pauta da Câmara, está a votação de destaques ao projeto que amplia a terceirização no País, cujo texto-base foi aprovado na semana passada. No Senado, a previsão é que os parlamentares analisem a proposta que fixa prazo para a entrada em vigor dos novos indexadores das dívidas de Estados e municípios com a União. (AE)

13 de abril de 2015
diário do poder

IMAGENS DE UM BRASIL QUE SE MANIFESTA...

Ainda nem começou: 12 de abril: “Elite branca” protesta em Copacabana

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12 de abril é maior, Globonews! Muito maior que os atos do PT! E todo mundo vai de graça!

Os militantes da Globonews repetem de 2 em 2 segundos que há menos gente nos atos de hoje do que no dia 15 de março, exatamente como a emissora “PT TV” faria se existisse com nome e tudo – o que obviamente não é necessário.
Mas a verdadeira notícia é: os atos anti-Dilma são muito maiores que os atos do PT.
A PM informou ao meio-dia que, em Brasília, há 20 mil manifestantes,* ou seja: DEZ VEZES MAIS que os 2 mil militantes reunidos pela CUT, que pagou cachês inidividuais de R$ 45, além de oferecer lanche, boné e camiseta, recrutando os pobres da periferia, sendo 30 deles na região do Sol Nascente, a maior favela do DF.
Sim, Globonews: moralmente, o ato de hoje também é muito superior – e bem mais de dez vezes! Mas sei que militantes de TV não informam essas coisas.

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13 de abril de 2015
Por Felipe Moura Brasil - Veja ONLINE

VARGAS RECEBIA A COMISSÃO DEVIDA À AGÊNCIA




ANDRÉ VARGAS, EX-PT, FOI PRESO PELA POLÍCIA 
FEDERAL. FOTO: JOSÉ CRUZ/ABR


A ganância e a soberba levaram o ex-deputado André Vargas (ex PT-PR) a ser preso na 11ª fase da Lava Jato, acusado de receber propinas da agência de propaganda Borghi/Lowe. Controlada por estrangeiros, e por não entender esse sistema, a agência declinou do “BV”, espécie de comissão paga por fornecedores (gráficas, produtoras de TV etc), para evitar problemas com a Justiça. Vargas “cresceu o olho” para o “BV”.

Articulado com o vice-presidente da Borghi/Lowe, seu parceiro Ricardo Hoffmann, também preso, André Vargas recebia os valores do “BV”.

Agências multinacionais declinam do “BV” temendo ilegalidade. O TCU acha que o valor deveria ser convertido em desconto para o governo.

A suspeita da força-tarefa é que os repasses do “BV” a André Vargas, eram o pagamento pelo contrato milionário que ele garantiu na Caixa.

Certo da impunidade, Vargas usou suas empresas de fachada (com o irmão Leon), e emitiu notas fiscais à Borghi/Lowe no valor dos “BVs”.

13 de abril de 2015
diário do poder

RETRATO DO BRASIL QUE SE MANIFESTA...

700 mil pessoas gritando "Fora, Dilma", "Fora, PT" nas ruas de todo o país.

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(O Globo) A manifestação contra o governo da presidente Dilma Rousseff e a corrupção tomou as ruas de 24 capitais brasileiras e do Distrito Federal neste domingo. Se forem consideradas as estimativas oficiais, 699 mil pessoas compareceram aos prostestos de hoje. Apesar de ter menos adesão de pessoas pelo Brasil, o número de cidades que participaram foi maior do que 15 de março. 

A marcha em São Paulo, realizada na Avenida Paulista, reuniu 275 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. O número é menor que o protesto do dia 15 de março, que levou 1 milhão às ruas e foi considerado o maior do país naquela data. Apesar da perda de público na capital paulista, a organização comemorou, no fim da tarde, a adesão em 450 cidades. Mais uma vez, os manifestantes seguravam bandeiras, vuvuzelas, cartazes e faixas de repúdio à corrupção com as palavras "Fora Dilma", “Fora PT”. De acordo com a PM paulista, o ato pacifico.

Chamou a atenção uma enorme bandeira verde e amarela com a palavra “impeachment” escrita em preto, que foi estendida no chão da Paulista. Durante toda a tarde, vendedores ambulantes ofereceram aos manifestantes apitos, bandeiras, água e comida.

Assim como já havia ocorrido no protesto do dia 15 de março, policiais foram um atrativo e tiraram fotos com vários manifestantes. A conta oficial da corporação no Twitter publicou imagens de crianças brincando com os cães policiais, cavalos da corporação e até dentro de viaturas.

Manifestantes que pediam intervenção militar tiveram que deixar a avenida pouco antes das 14h, após pedido da Polícia Militar. A justificativa oficial da PM é de que eles estavam utilizando veículos que não passaram por uma “vistoria oficial” para participar do protesto. De acordo com Ronaldo Brasileiro, organizador do movimento, a medida da PM é arbitrária. O veículo ficou estacionado na esquina da Rua Pamplona com a Alameda Santos.

Um grupo de caminhoneiros que também protestavam contra o governo Dilma deixou lento o trânsito de várias vias importantes de São Paulo. Eles passaram pela Marginal do Pinheiros, Avenida Rebouças e Rua da Consolação. Assim como aconteceu com um ônibus de militares, eles também foram impedidos de entrar na Avenida Paulista porque não tinham autorização. Mais cedo, motociclistas também aderiam ao protesto.

13 de abril de 2015
in coroneLeaks

GOVERNO RELUTA EM CRIAR LEI QUE PUNE TERRORISMO


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A dezoito meses das Olimpíadas do Rio 2016, quando atletas e torcedores de dezenas de países estarão no País, o governo brasileiro não demonstra qualquer interesse em aprovar uma legislação de combate ao terrorismo. A proposta da Lei Antiterrorismo tramita no Congresso desde 2013. Na avaliação do governo dos Estados Unidos, o governo brasileiro teme contrariar movimentos sociais como o MST.

A falta de lei antiterrorismo no Brasil preocupa os EUA desde 2009, como mostram mensagens secretas reveladas pelo site WikiLeaks.

Em mensagem a Washington, a diplomata Lisa Kubiske diz que o Brasil teme o uso da lei antiterror contra grupos indígenas e “o notório MST”.

A proximidade das Olimpíadas motivou a visita a Brasília de oficiais do governo dos EUA, dia 26, para cobrar outra vez a Lei Antiterrorismo.

Além da falta de lei específica, o Brasil é considerado um dos países mais vulneráveis ao ingresso de terroristas e à realização de atentados.


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13 DE ABRIL DE 2015
in graça no país das maravilhas

12 DE ABRIL: DATAFOLHA E OS NÚMEROS QUE SÓ ELE VÊ...




Mais uma vez o Datafolha contestou a PM, que deu um número de 275 mil pessoas na Paulista. E fez uma pesquisa nitidamente tendenciosa, conforme abaixo. Virou piada na manifestação. Leia abaixo.

(Folha) O impeachment da presidente Dilma Rousseff conta com o apoio de 77% das 100 mil pessoas que estiveram neste domingo (12) na avenida Paulista, mas nem metade delas acha que ela será afastada. É o que mostra a pesquisa Datafolha realizada durante a manifestação. Ainda assim, só 13% dos manifestantes saíram de casa com a intenção de pedir o impeachment da presidente. O motivo mais citado por eles para ir à Paulista foi a indignação com a corrupção, apontado por 33% dos entrevistados. Uma em cada dez pessoas estava lá para protestar contra o PT. 

Mais de 60% dos manifestantes disseram que estavam repetindo a dose, já que participaram também do protesto do dia 15 de março. O perfil do público que foi aos dois eventos é muito parecido, a não ser pela grande presença de pessoas mais velhas no ato deste domingo. De acordo com o Datafolha, 41% do público presente tinha mais de 51 anos. É o dobro do que se viu na manifestação de março. Maria Luiza Lima, 77 anos, esteve nas duas acompanhada pela filha e disse que voltará se houver uma terceira. 

Moradoras da Vila Carrão, na zona leste, elas pegaram ônibus e metrô para participar do protesto. "Sou eleitora, quero continuar votando e, para isso, é preciso limpar a política", diz Maria Luiza. Boa parte dos manifestantes neste domingo apareceu em família. Havia também muitos casais. Grande parte das pessoas vestia camisetas da seleção brasileira de futebol ou outras peças de roupas amarelas. Vários exibiam faixas amarelas na cabeça com a inscrição "Fora Dilma", que podiam ser compradas por R$ 5 dos camelôs. Questionados pelo Datafolha, 96% deles consideram o governo Dilma ruim ou péssimo. 

A presença de pessoas que vieram de outras cidades também aumentou, de 13% em março para 17% neste domingo. Foi o caso da psicóloga Sueli Santos, 56, que veio de Vinhedo para participar da manifestação. "A revolta está nessa corrupção, nesse desgoverno do PT. Chegou a hora de dar um grito", afirmou. 

Quase 80% dos manifestantes têm ensino superior, 35% trabalham com carteira assinada e 41% ganham acima de dez salários mínimos. No segundo turno da última eleição presidencial, 83% declaram ter votado no candidato Aécio Neves (PSDB) e apenas 3% em Dilma. Apesar disso, 95% afirmaram não serem filiados a nenhum partido. 

Dos manifestantes, 74% sabem que o vice-presidente assumiria o governo em caso de um afastamento de Dilma, sendo que 90% têm conhecimento de que o vice é Michel Temer (PMDB).
A avaliação do Congresso Nacional também não é boa: 77% o consideram ruim ou péssimo, 19% acham que é regular e apenas 3% avaliam o trabalho de deputados e senadores como ótimo ou bom.

A grande maioria, 86%, prefere a democracia a uma ditadura, regime que é apoiado por apenas 9% dos que estiveram na avenida Paulista. Para 3%, tanto faz --democracia ou ditadura. A esquerda era minoria entre os manifestantes da Paulista; apenas 7% das pessoas se diziam dessa corrente. A maioria, 34%, disse ser de centro, 20% de centro-direita e 26% de direita. 

O Datafolha entrevistou 1.320 pessoas na Paulista, das 12h às 18h. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

13 de abril de 2015
in coroneLeaks

AÉCIO: DILMA LEVOU O PAÍS ÀS CORDAS

 
Artigo publicado hoje, na Folha de São Paulo, por Aécio Neves, intitulado "100 dias". 

"Diz o provérbio popular que não há nada tão ruim que não possa piorar. Esse parece ser o lema dos cem primeiros dias do segundo governo Dilma, tal a capacidade que este tem de gerar a cada dia indicadores e projeções que agravam o cenário de crise econômica e paralisia política que assombra o país. Se não bastasse a corrupção em níveis estratosféricos, por si só uma mancha que envergonha o país, a nação se vê tomada por um sentimento de logro e decepção. 

É a constatação de que o país foi levado às cordas, de forma irresponsável por motivações políticas menores: a manutenção de um projeto de poder a qualquer preço. A ruína é ética, econômica, política. O PT conseguiu, em poucos anos, o que parecia impossível: quase destruiu a nossa maior empresa, protagonizou os maiores escândalos de malversação dos recursos públicos da história do país, desorganizou todo o sistema elétrico, promoveu a desindustrialização e postergou um programa mínimo de investimentos na infraestrutura. 

Empresas e famílias estão sofrendo com a alta dos custos financeiros. Em março, houve o maior saque líquido de recursos da caderneta de poupança em um único mês em toda a série histórica do BC, desde 1995. Foi o mês que registrou também a pior inflação dos últimos 12 anos, e o desemprego avançou em todas as regiões. 

Não estamos diante apenas de um governo inapto à boa gestão. O que estamos assistindo é o fim melancólico de um ciclo de poder, com um legado que promete ser terrível. Nada mais simbólico deste ambiente do que uma presidente da República que terceiriza as suas principais responsabilidades. 

A economia está nas mãos de um fiador e a política entregue a um partido que não é o seu. Ao abrir mão de gerir as duas áreas sobre as quais se fundamentam todas as decisões da administração, o que se constata é que a presidente mantém o cargo, mas renunciou ao governo. O resultado é um país sem rumo, imerso em desafios. 

A verdade é que enquanto surfou na herança bendita do governo do PSDB e foi beneficiado por circunstâncias externas, o governo do PT conseguiu apresentar alguns resultados ao Brasil. Mas, quando começou a agir como o que de fato ele é, trouxe o país para o poço em que nos encontramos hoje. 

O que é espantoso é que o PT continua como dantes, impávido, incapaz de esboçar qualquer autocrítica que reconheça a sua enorme responsabilidade pelo descalabro em que se encontra o Brasil. Acusados de corrupção são oficialmente recebidos sob aplausos em reuniões do partido, que se limita a enxergar os milhões de brasileiros indignados como mal agradecidos e desinformados" 

13 de abril de 2015
in coroneLeaks

PARTIDARIZAR AS MANIFESTAÇÕES

Movimentos de rua olham para frente e decidem: em vez de rejeitar, devem se unir aos políticos e partidos.

O maior avanço das manifestações de 12 de abril é o fato de que a maioria dos movimentos reconheceu que, de agora em diante, para acontecer alguma coisa de novo e de objetivo, precisam empoderar os políticos alinhados com as suas pautas, em vez de impedi-los de participar dos seus atos. 
Não dá para ser apartidário a vida toda. 
Para isso, estão organizando uma Marcha à Brasília, nesta próxima quarta-feira. 

Tenho absoluta certeza de que serão muito bem recebidos pelo PSDB, DEM, SDD e parte do PP e do PMDB. Espera-se que os seus líderes percam a ideia de democracia direta, que isto é o estilo PT de fazer política. 

Espera-se que algumas jovens lideranças usem mais a inteligência e menos a língua para dizer bobagens. 
Espera-se que a Oposição tenha sensibilidade para reconhecer o inegável trabalho de mobilização destes movimentos e que, juntos, fechem uma pauta possível dentro da Democracia e do Estado de Direito para que a voz da rua ecoe dentro do plenário do Congresso Nacional.

13 de abril de 2015
in coroneLeaks