"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O MELHOR VÍDEO JÁ TRADUZIDO NO BRASIL SOBRE FRAMES. É OBRIGATÓRIO.



Os leitores deste site sempre me veem escrevendo a expressão “frames”. Vez por outra alguns questionam: que diabos são os frames? 
De acordo com Oren Kraff, aprender o controle de frame significa simplesmente aprender o conhecimento mais importante da vida. 
Acha pouco? É difícil ter certeza desse status, mas certamente é um dos conhecimentos mais importantes possíveis.

Nesse sentido, essa palestra de Bruce Dayton a respeito de framing é essencial. É quase uma hora de palestra, que seguramente vai mudar a percepção política de muita gente que ainda não entendeu o que isso significa. 
Sem medo de errar, podemos dizer que entender e conhecer os frames e o seu uso significam uma verdadeira maturidade em política.

O trabalho de tradução dos Tradutores de Direita é primoroso. Antes de ver o vídeo, leia a apresentação:

O vídeo a seguir trata de como framings (padrões perceptivos) ajudam a construir narrativas e interpretações da realidade, bem como na intensificação ou enfraquecimento de conflitos.

Os conflitos são fenômenos centrais da política. Deles se originam os diversos partidos políticos, as decisões internas de um partido (Ex: quem pode se filiar e virar candidato) e, por fim, as disputas eleitorais. 
Conflitos também são importantes nas relações internacionais, como na ocorrência de guerras ou de alianças, no estabelecimento de sanções e restrições econômicas ou de zonas de livre comércio, ou podem até mesmo em julgamentos internacionais, como o de Nuremberg. 

Movimentos sociais muitas das vezes surgem, se mantém ou terminam a partir de conflitos: o movimento negro por causa de conflitos raciais, o feminista por causa de conflitos entre homens e mulheres, a revolução americana por conflitos entre americanos e ingleses, a revolução francesa por conflito entre os nobres e revolucionários etc.

Conflitos são tão importantes na política e nas ciências sociais em geral, que o Marxismo, uma das linhas mais influentes na sociologia atual, têm estes fenômenos como fundamento. 
O marxismo clássico é muitas vezes definido como dialética materialista. O conceito de dialética se manifesta no conflito entre classes por recursos materiais e também no conflito entre a infraestrutura (relações de produção) e a superestrutura (cultura). 

A dialética não é um conceito originário do marxismo, mas foi aprendido com o filósofo influente Hegel. Foi ele quem elaborou o conceito e em sua época já o aplicava para entender as mudanças históricas. 
Não é exclusividade do marxismo a ênfase sobre o conflito, nazistas também justificavam suas políticas a partir de uma visão de um conflito entre raças também por recursos materiais. Nos três casos, no marxismo, no nazismo e em Hegel, o surgimento de novos conflitos e a resolução deles é considerado o motor que cria a História.

As próprias ideologia marxista e nazista podem ser vistas como frames criados para alimentar o conflito. 
O marxismo apresenta o mundo e cria a percepção de que existe ou é necessário um conflito entre a burguesia e o proletariado, e em versões mais modernas (ou pós-modernas), um conflito entre opressores e oprimidos de minorias. 
O nazismo fazia o mesmo em relação à raças ou povos. E ambos cria-se a narrativa de que o conflito é necessário, inescapável e bom, pois criava uma utopia, um paraíso na Terra. 

Mas nem todos os conflitos baseados em frames são destrutivos. No próprio capitalismo há a noção de uma competição saudável e justa, em que o conflito e a disputa por mercado faz das empresas e trabalhadores se tornarem cada vez melhores, principalmente se houver um sistema judiciário que proteja a propriedade privada ou proteja o consumidor de abusos como a propaganda enganosa.

O framing é um conceito amplamente aplicado também para entender a mídia e sua relação com a política. 
A mídia como a principal ou uma das principais vias em que se disseminam informações, entretenimento e conteúdos artísticos, se torna uma das principais vias em que se molda a percepção da sociedade. 
Ao selecionar certas notícias ao invés de outras, ao enfatizar certos acontecimentos e certos aspectos destes acontecimentos, o jornalismo afeta em grande parte o modo de compreender a realidade de sua audiência. 

Os filmes, músicas, novelas e seriados, por sua vez, também criam estereótipos e interpretações a respeito da realidade, mesmo quando lidam com histórias e acontecimentos fictícios, pois acabam ensinando uma maneira de interpretar o mundo.

Conflitos e frames, certamente, têm um papel fundamental em movimentos sociais, como aqueles que acontecem desde 2013. Foi por um conflito e uma disputa de frames que aquelas manifestações foram de lideranças de esquerda querendo impedir o aumento de passagens e até defendendo o custeio total das passagens através de impostos até lideranças liberais e conservadores pedindo o impeachment da Dilma.

Agora, faça o melhor uso possível nos últimos tempos para uma hora de sua vida, assistindo-o abaixo:

Tradições da psicologia social: Framing - Bruce Dayton - YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=YAdCoUEpBvE
17 de jan de 2017 - Vídeo enviado por Tradutores de Direita
O vídeo a seguir trata de como framings (padrões perceptivos) ajudam a construir narrativas e ...


26 de janeiro de 2017
ceticismo político

Nenhum comentário:

Postar um comentário