"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

DESAPARECIMENTO DO PT É UMA CHANCE HISTÓRICA PARA A SALVAÇÃO DO BRASIL E DE TODA A AMÉRICA LATINA. AMANHECE, BOM JESUS!



A manchete da Folha de S. Paulo desta segunda-feira, cujo texto transcrevo na íntegra após este prólogo, diz respeito a probabilidade de desaparecimento do PT. A conclusão da reportagem, todavia, não condiz com a realidade dos fatos. 

A menos que os demais partidos que receberam doações tenham utilizado a Justiça Eleitoral para promover a lavagem de dinheiro da Petrobras. 
A reportagem da Folha induz, ao final, o leitor a pensar que todos os partidos são iguais ao PT. Não são não. 

E tem mais. Desde sempre o PT é um partido fora da lei, já que é o fundador e o principal operador do Foro de São Paulo, uma organização estrangeira nascida em Cuba que pretende transformar a América Latina num arremedo extemporâneo das ex-URSS. 



O que estou afirmando é a realidade dos fatos e o vídeo acima não me deixa mentir, porém isto é escamoteado pelas maioria da grande mídia, com destaque para a Folha de S. Paulo. 

Seja como for todos os fatos conduzem à cassação do registro partidário do PT. E, mais adiante, o mesmo deverá ocorrer com todos os partidos de ideologia totalitária. A bem da verdade, o PT e seus satélites como PSOL, PCdoB et caterva, não são partidos políticos, mas ajuntamentos de psicopatas. 
Afinal, o que eles fazem não é motivo para cadeia, mas para hospício. 
Aliás, a existência dessas excrescências decorre de uma coisa muito simples: o fechamento dos hospícios, uma antiga e insistente reivindicação dos esquerdistas. 
Leiam a reportagem da Folha:

A cúpula do PT teme que as ações dos investigadores da Operação Lava Jato acabem por "inviabilizar'' o funcionamento do partido e até por levar à cassação do registro da legenda.

Antes mesmo da prisão de João Vaccari Neto, o tesoureiro da sigla, na quarta (15), dirigentes afirmaram reservadamente à Folha terem sido informados por pessoas que acompanham os desdobramentos da operação de que o partido deve sofrer sanções financeiras para ressarcir os cofres públicos pela corrupção no esquema da Petrobras.

Desde então, a sigla se prepara, nas palavras de um grão-petista, para uma multa de ''valores astronômicos'' a ser estipulada pelas instâncias judiciais.
Segundo a Folha apurou, petistas esperam uma multa correspondente ao valor que Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, revelou em delação premiada serem propinas pagas ao PT e ao próprio João Vaccari.

Ele estimou que o PT tenha recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões entre 2003 e 2013 de propina retirada dos 90 maiores contratos da Petrobras.
O Ministério Público Federal já sinalizou que pedirá punições aos partidos políticos envolvidas na Lava Jato, mas não detalhou quais serão.

Até agora, os pedidos de punição se restringem a políticos e dirigentes partidários.

Para petistas ouvidos sob condição de anonimato, a multa "destruirá'' o partido porque a fonte de arrecadação para pagá-la ''secou''.

As empreiteiras são o principal alvo da Lava Jato e parte delas enfrenta problemas de caixa. Nesta sexta-feira (17), o Diretório Nacional do PT divulgou uma resolução política em que suspende o recebimento de doações de empresas privadas.

"MORTE SEM OXIGÊNIO"

Mesmo antes da decisão, o partido dava como certo que as doações desapareceriam a partir de agora, principalmente em anos não eleitorais. A mesma avaliação é compartilhada, como a Folha já relatou, por empreiteiras.

O fundo partidário, outra forma de sustento das legendas, também ficaria comprometido. Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral ouvidos pela Folhaafirmam que, se a punição se confirmar, a multa pode ser para ressarcir aos cofres públicos recursos desviados descobertos pela operação.
Neste caso, segundo a lei dos partidos políticos, ficaria suspensa a participação da agremiação no fundo partidário até que o esclarecimento seja aceito pela Justiça Eleitoral. Um interlocutor do Judiciário define o imbróglio como "morte sem oxigênio'' para o PT.

Em 2014, por exemplo, o PT recebeu cerca de R$ 25 milhões de fundo partidário.

No caso da cassação, um especialista em direito eleitoral afirma que não há base normativa que a autorize, mas foi proposta no pacote anticorrupção da Procuradoria-Geral da República.

No pacote, apresentado em março, estão previstas multa, suspensão e até cassação do registro do funcionamento de partido envolvido com desvio de dinheiro público.

As propostas serão discutidas pelo Congresso e dependem dos parlamentares para serem transformadas em lei.

Diante do cenário sombrio, o PT vai insistir em que os recursos para todos os partidos vinham do mesmo lugar: as construtoras.
Ou seja, segundo essa tática, se houver multa para o PT, precisa haver multa para todos os demais partidos.

Da Folha de S. Paulo desta segunda-feira

20 de abril de 2015
in aluizio amorim

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE...

           O Papudo, a Papuda e o tesoureiro do PT!
 
 
20 DE ABRIL DE 2015

FREIO PUXADO

FMI prevê que Produto Interno Bruto brasileiro não crescerá os esperados 2,5% até 2020

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu que a economia verde-loura encolherá ainda mais em 2015. A previsão do FMI também é a mesma feita pelo mercado financeiro e pelo governo federal. Porém, essa não foi aúnica projeção desalentadora do órgão, que afirma que o Produto Interno Bruto (PIB) voltará a crescer a partir de 2016, entretanto as taxas serão fracas até o final desta década.

De acordo com as projeções, o crescimento econômico anual nos próximos anos não superará os 2,5% esperados em 2020. Na década, o País cresceria apenas 1,8% ao ano, em média, metade dos 3,6% da década anterior.

Vale ressaltar que o pessimismo do Fundo não se restringe ao Brasil: o planeta inteiro passa e continuará passando por um período de fragilidade, em grande parte devido aos desdobramentos da crise iniciada nos países ricos.

No entanto, a economia brasileira deverá sofrer mais que a da maioria dos países emergentes, como já acontece hoje. Pelas previsões, o Brasil crescerá abaixo da média global, estimada em 4% em 2020.

O motivo desse ritmo econômico lento está nas deficiências nacionais, como carga tributária elevada; gasto público crescente; infraestrutura precária, com baixo nível de investimento; comércio exterior tímido; além do momento político temerário.

Quando o UCHO.INFO afirmou, há anos, que a política econômica do governo era equivocada e que em pouco tempo a conta não fecharia, os palacianos se limitaram a dizer que o jornalistas deste site torciam contra o Brasil, sendo mais um a defender a tese do “quanto pior, melhor”.

Sabem os leitores que nossa missão maior é lutar diuturnamente pelo Brasil e pelos brasileiros, sempre acompanhando criticando as trapalhadas de um governo incompetente e corrupto.

20 de abril de 2015
(Danielle Cabral Távora com Ucho Haddad)

CIZÂNIA NO TUCANATO

PSDB pode pedir impeachment de Dilma Rousseff no próximo mês; FHC e Serra são contra medida

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Cássio Cunha Lima, líder do PSDB no Senado, afirmou no domingo (19) que o partido pode entrar com o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff em maio. A afirmação aconteceu logo depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou a proposta no 14º Fórum de Comandatuba, na Bahia. Cunha Lima também estava presente no evento.
O PSDB encomendou, há alguns dias, ao jurista Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça, uma ação penal contra Dilma Rousseff pela prática de “pedalada fiscal” cometida nos últimos dois anos.

A medida foi adotada como estratégia para melhorar artificialmente as contas públicas, e consistiu em adiar as despesas de um mês para o outro.Diante da prática, o Tesouro Nacional atrasou cerca de 40 bilhões de reais em repasses para o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES, ou seja, os bancos estatais tiveram que cobrir os gastos do governo federal com recursos próprios.

O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu na semana passada que a prática pode, e deve, ser configurada como crime de responsabilidade fiscal. Políticos ligados aos partidos da oposição encararam a decisão como o argumento que faltava para fundamentar juridicamente o pedido de afastamento da presidente.

Impedimento

Para que o pedido de abertura de impeachment tenha validade, é necessário haver evidências de que o mandatário cometeu algum crime comum (como homicídio ou roubo) ou crime de responsabilidade. O crime de responsabilidade envolve desde improbidade administrativa até atos que coloquem em risco a segurança do País.

Qualquer cidadão pode entrar com uma denúncia contra o presidente da república por crimes de responsabilidade, mas cabe ao presidente da Câmara dos Deputados julgá-la procedente e abrir uma comissão especial para analisar o pedido. Depois dessa análise, a Câmara pode votar pela abertura do processo.

Entretanto, o atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirma ser contra a proposta, até agora. “Na minha opinião, o que saiu em relação a isso foi no mandato anterior. Não vejo como possa se aplicar em responsabilidade no atual mandato”, disse no fórum na Bahia.

O senador Cássio Cunha Lima discorda. Inclusive ele afirmou que, em uma série de decisões contra prefeitos pelo país, o Judiciário não teria feito distinção entre primeiro e segundo mandato.
Para ele, se essa tese prevalecesse, os candidatos à reeleição iriam “meter o pé na jaca e correr até o dia da posse”, afinal, a nova legislatura poderia ser encarada como uma espécie de anistia para crimes cometidos em mandatos anteriores.

O governo tem menos de trinta dias para explicar para o TCU por que atrasou os repasses aos bancos públicos. Dezessete autoridades serão ouvidas. A presidente Dilma Rousseff não está entre elas.

Se o tribunal concluir que o governo não cumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal, os ministros do TCU podem recomendar o Congresso a rejeitar as contas da União, o que nunca aconteceu na história do país. Caso ocorra, está aberto o caminho para que qualquer cidadão entre com o pedido de abertura de um processo de impeachment.

Entretanto, isso não significa que a presidente pode ser afastada do cargo. Após a análise de uma comissão especial na Câmara, o processo de impeachment só pode ser aberto se dois terços dos deputados votarem a favor da sua instalação. O Senado então deve decidir, na mesma proporção, se o mandato deve ser interrompido ou não.

FHC e José Serra são contra

Ex-presidente da República e ainda figura maior do PSDB, o desaparecido Fernando Henrique Cardoso entende que pedir o impeachment de Dilma Rousseff seria precipitação e que o mesmo depende de fato determinado.

“Impeachment não pode ser tese. Ou houve razão objetiva ou não houve razão objetiva. Quem diz se é objetiva ou não é a Justiça, a polícia, o tribunal de contas. Os partidos não podem se antecipar a tudo isso, não faz sentido”, declarou FHC. “Você não pode fazê-lo fora das regras da democracia, tem que esperar essas regras serem cumpridas.
Qualquer outra coisa é precipitação”, completou o ex-presidente.

Senador por São Paulo e ex-governador, José Serra disse durante palestra na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que “impeachment não é programa de governo de ninguém”. O tucano defendeu que a oposição precisa ter responsabilidade.

“Impeachment é quando se constata uma irregularidade que, do ponto de vista legal, pode dar razão a interromper um mandato. E eu acho que essa questão ainda não está posta”, afirmou Serra no último sábado (18).

Os discursos de Serra de FHC contrariam o do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, que na última quinta-feira (16) garantiu que a legenda pedirá o impeachment da presidente Dilma Rousseff caso fique comprovada sua participação nas chamadas “pedaladas fiscais” – manobras patrocinadas pelo Tesouro Nacional com dinheiro de bancos públicos para reduzir artificialmente o déficit do governo em 2013 e 2014.


20 de abril de 2015
(Danielle Cabral Távora com Ucho Haddad)
ucho.info

ESTOURO DE CAIXA

Petrolão: PT teme multa milionária por participação em escândalo e o fim do partido

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Após denúncias da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, que investiga denúncias de corrupção na Petrobras, o maior temor do Partido dos Trabalhadores, segundo informações, é perder a legenda. A cassação ou inviabilização do PT não é descartada por integrantes do partido.

O PT tem a real chance de ser penalizado financeiramente e ter de ressarcir os cofres públicos no rastro do Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história da humanidade. O valor da multa ainda não foi divulgado, mas pode chegar à US$ 200 milhões, o que oficialmente inviabilizaria a legenda.

O montante foi calculado pelos próprios petistas com base nos valores que Pedro Barusco, ex-gerente de Engenharia da Petrobras, revelou em depoimento de delação premiada à Justiça. De acordo com integrantes da cúpula petista, se a multa for aplicada, o partido implodirá.

De acordo com a denúncia de Barusco, entre os anos de 2003 a 2013, o PT teria recebido entre aproximadamente R$ 200 milhões de reais em propina de 90 contratos firmados com a Petrobras. O cálculo foi feito tendo em vista o que ele mesmo recebeu no esquema de corrupção da estatal.

Ainda segundo o ex-gerente, João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do partido preso na última quarta-feira, seria o responsável pelo recebimento da propina destinada ao PT.
Na última sexta-feira (17), o PT anunciou que os diretórios nacional, estaduais e municipais da sigla não vão mais receber doações empresariais. A informação foi divulgada por Rui Falcão, presidente do partido e defensor do fim do financiamento empresarial de campanhas políticas.

A decisão foi anunciada um mês depois que a Operação Lava Jato revelou que o financiamento empresarial de campanhas eleitorais foi usado como um método para maquiar propinas.

Atualmente o Congresso discute uma reforma política que modifique as regras do financiamento de campanhas eleitorais no país. Hoje, esse financiamento é misto: poder público, pessoas físicas e empresas contribuem.
O PMDB, principal aliado do governo, defende a garantia das doações empresariais.

20 de abril de 2015
ucho.info

CHACOALHADA




 Um amigo fanático por cães, explicou-me a situação do Brasil de hoje.

Um jovem golden retriever escapa da mão do condutor e se atira numa piscina.

Momentos depois, sai e se chacoalha para tirar o excesso do líquido; segue feliz e contente.

Aqui é diferente... O nosso cãozinho de estimação, inadvertidamente pulou num mar de lama; a simples chacoalhada não é suficiente para livrá-lo de cheiros e gosmas repugnantes.

Com espírito prático levá-lo-emos a um lava-jato bem moderno onde, com alta pressão, os esguichos tiram qualquer nódoa, as de nascença e as adquiridas.

Assustado pelo ímpeto d'água, num primeiro momento o totó fica atô(tó)nito.

Depois sentir-se-á aliviado e indignado com os maus passeadores de cachorros que o levaram por caminhos inviáveis.

Morderá alguns, rosnará para muitos e defecará na porta dum canil no planalto central.
 
20 de abril de 201
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

DEPENDÊNCIA x INDEPENDÊNCIA



O assunto do momento, tema da moda, discussão cotidiana, se refere à independência em todos os sentidos. Cogitam a respeito da independência do Banco Central, da Polícia Federal, do Ministério Público, e principalmente dos elos de ligação entre o poder político e econômico.

Rememoramos a data da inconfidência mineira, a importância de Tiradentes, enforcado e esquartejado em 21 de abril de 1792, cujo movimento pretendia libertar o Brasil de Portugal, em especial do fomento da tributação do quinto.

Tiradentes, já naquela época, para se ter uma idéia, tinha pouca influencia política e econômica, ao contrário dos demais inconfidentes. Deram-lhe a sentença de morte, mediante enforcamento e seu corpo fora esquartejado, mas a independência do Brasil somente sucedeu muito tempo depois, por causa da nossa colonização e total dependência com a feição portuguesa que remanesceu inspiradora de muitas coisas nos aspectos de tradição e governo.

Não se consegue desatar o nó da dependência. As campanhas políticas dependem do financiamento dos cartéis e lobistas. De modo geral, as repartições públicas ficam sempre à espera de alguma vantagem e por tal comportamento viciado na sua origem não crescemos ou conseguimos nos desenvolver de tal maneira suficientes, a ponto de termos crises sistêmicas no fundamento da representação e no voto obrigatório.

Esses gritos que ecoam das ruas em marchas e movimentos querem traduzir uma total independência da nossa classe política e do vies

do governo empurrar goela abaixo o sistema não representativo.
Infelizmente o mando político se atrela ao poder econômico e ambos causam os grilhões, as amarras da escravidão, e acabam descortinando um cenário pouco promissor, nada revolucionário em termos de idéias ou fortalecimento das instituições.

Augura-se também a independência da comissão de valores mobiliários, de um funcionamento da bolsa de valores à altura do seu peso na América latina, de órgãos de regulamentação que se posicionem de maneira livre, espontânea, consentânea com a própria consciência.

porém tudo naturalmente se transforma numa realidade utópica, pois que a imposição de cargos políticos rompe o substrato da independência e da vontade peculiar ao raciocínio, dentro da razoabilidade prevista.

O que gera essa total dependência é a falta de transparência, a burocracia e demora excessiva. Em cada canto que se precisa de alguma coisa, se não for dada uma gorjeta, o famoso troco, a coisa emperra. Mentalidade essa que remonta à prisca época de nossa colonização e de seus percalços, quando mantivemos longo período de escravidão, e com ela o modelo de barganha, para retirada de bons produtos e transferência de riquezas para o exterior.

Uma Nação é esquartejada e enforcada quando seus dirigentes à submetem ao regime dito de normalidade da corrupção, e isso invariavelmente peca por contagiar cada segmento, estrutura e esfera de poder.

Nenhuma instituição se forja autônoma, independente e livre, sem conseguir conquistar seu espaço quando não está dotada de um factível orçamento,regras próprias e autogestão. Esse cabresto imposto é também um reflexo do tempo autoritário pelo qual passamos e somente dele nos libertamos em 1985, mas daí para frente fomos perdendo terreno e nos distanciando mais e mais da independência, primeiro degrau de uma Nação civilizada, decente e inserida nas grandes figuras dos players da globalização.

Estamos muito longe de realizar o sonho de tantos brasileiros que
morreram pela independência, pátria amada, e o sentimento de nacionalidade. Tais circunstâncias dependem da sociedade civil e da criação de comandos que produzam riqueza, distribuição de renda, e menos injustiças sociais.

20 de abril de 2015
Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP com Especialização em Paris e Pesquisador na Alemanha, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

A GUERRA DA IDIOTIA CONTRA A CANALHICE


 

Este tema não é fácil nem de começar. Mas se existe um perfil de pessoa que tem liberdade para  abordá-lo é o não-político. Aí eu me enquadro. Não dependo de votos para nada. Graças a Deus.

Todavia, mediante o que estou escrevendo, certamente não me elegeria nem mesmo suplente de vereador em “Cacimbinhas”, nem  de conselheiro fiscal de  qualquer condomínio. Algum sábio aí pelo mundo, que não consigo identificar o nome, lugar e época,  levantou uma tese sobre “OS DEZ PASSOS PARA FORMAR UM PAÍS DE IDIOTAS”. Isso percorreu o mundo e pode ser encontrado em “IDIOTOCRACIA “(internet).

Resumidamente, esses passos seriam : (1) acabar com a educação de qualidade; (2) dar oportunidade para poucos: (3) criar e sustentar uma mídia inútil: (4) elevar os impostos : (6) garantir a impunidade: (7) os serviços  públicos devem funcionar mal, ou não funcionar: (8) incrementar o desemprego ; (9) não investir em tecnologia : (10) fazer mágicas para multiplicar o dinheiro dos “amigos”.

Mais parece que esse genial observador estaria olhando para o Brasil quando  descobriu os dez passos para tornar um povo idiota.  Assim, esses   passos, sem qualquer  exceção, foram dados e fincaram raízes  profundas no Brasil. Mas não  é fenômeno  recente, para não fazer-se injustiça. A “coisa” vem de muito longe, apesar do seu agravamento na atualidade. Cada um desses “dez passos” pode mser identificados por qualquer um, a qualquer momento. Todos deixaram suas pegadas no Brasil.

Ora, esses “desvios”atingem  em cheio a própria democracia, que está prevista em todo o ordenamento jurídico brasileiro, inclusive constitucional. E uma democracia impregnada com tantos vícios fica “doente”. Deixa de exercer o papel de democracia. Transforma-se em OCLOCRACIA, que é a democracia pervertida, degenerada, corrompida, falsa, praticada pela massa ignara em proveito da velhacaria, da canalhice política. É democracia só na FORMA, não na SUBSTÂNCIA, no CONTEÚDO.

A partir de junho de 2013, alguns grupos dizendo-se representantes da massa do povo, como os BBs, começaram a protestar nas ruas, até com certa violência, nunca deixando muito claro quais eram os objetivos dos protestos. Dizem alguns que eram até incentivados por gente do próprio governo.

Agora em 2015, a “confusão” retorna, com novos grupos e novas bandeiras, que também não se consegue identificar ao certo quais os objetivos.  Uns afirmam que os BBse “colegas” da época, eram pró-governo, e os  manifestantes de 2015, contra o governo. As grandes mobilizações de 15 de março e 12 de abril, que reuniram quase 2 milhões de pessoas nas ruas, de certo modo se dispersaram em reclamações nem sempre coincidentes.

Sobre estes acontecimentos, além das suas confusões naturais, também a mídia fez uma guerra de informações diferentes, uma  parte exaltando os protestos, outra minimizando-os pró-governo.

Mas a primeira providência dos manifestantes,  após 12.04.15, mostra que  também eles foram  contaminados  pela idiotia sobre  a qual antes discorremos. Foram em “comissão” a Brasília para apresentar suas reivindicações, exatamente no ninho das raposas,pedindo  a elas que tomassem alguma providência e que não mais atacassem o galinheiro. É lógico que os “caras” foram recebidos com todas as honras de estilo, tapetes vermelhos, e muitos discursos. As “raposas” são muito espertas.

Outra figura que poderia bem ornamentara situação, seria, por exemplo, a presença de uma comitiva no inferno para que ali fossem alterados determinados procedimentos, e que o “diabo-chefe” proibisse a desonestidade de agentes públicos no Brasil.

Ora,meus amigos e amigas, tanto o inferno, quanto o Congresso Brasileiro, não são os lugares apropriados para postular decência. É uma lástima tanta esperança e esforço jogados fora.

Além do mais, essa comitiva não chegou nem mesmo a requerer o IMPEACHMENT da Presidenta Dilma Rousseff, limitando-se a fazer algumas recomendações que são meramente de senso-comum. Também a alternativa da INTERVENÇÃO MILITAR foi logo descartada pela gerência das manifestações, alegadamente por não ter amparo legal.

Mas o que “eles” não conseguem botar nas suas cabeças “ duras”, é que tanto o  impeachment,quanto a intervenção militar, têm amparo constitucional. A única diferença está na instituição que instala, processa e julga, um e outro. O impeachment é pelo Congresso; a intervenção, pelo Poder Militar. Ambos são soberanos nas suas decisões.

Entre um e outro, fico com a intervenção militar, que seria a única medida  capaz de atacar quase todos os problemas políticos do Brasil, dando um “impeachment” nos Três Poderes, estabelecendo-se  uma nova ordem constitucional, com democracia e eleições limpas. O resultado de um impeachment presidencial agora daria o mesmo resultado que aquele feito contra Collor, nos anos 90,ou seja, daria em nada. O Brasil precisa muito mais.

20 de abril de 2015
Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

CONHEÇAM O NOSSO ADAMS


Família Adams: Da esquerda para a direita, Morticia, 
Pugsley, Gomez, Lurch, Wednesday e Grandmama
 

Luiz Inácio Adams é advogado-geral da União (AGU) na República Tupiniquim. Ele não tem nenhum traço genético com a Família Addams, grupo de personagens fictícias, criado pelo cartunista norte-americano Charles Addams, para mostrar a inversão satírica do ideal da família americana.

Mas o nosso Adams não deixa de ser satírico, porém está mais para Odorico Paraguaçu.  Vejam só a sua declaração à imprensa em defesa das falcatruas praticadas na economia do país pela quadrilha dominante:

“O que houve no caso de 2014? Vivemos uma situação de estresse fiscal maior, que, obviamente, também estressou essas dinâmicas da sistemática de pagamento, mas essa sistemática existe há 14 anos”.

Entenderam tudo? Eu também não!

Por isso, Viva Odorico Paraguaçu!


20 de abril de 2015
Humberto de Luna Freire Filho é Médico.

AS TESES DO PT


 

Para nossa alegria, o Partido dos Trabalhadores deu à luz sua versão dos Cadernos do Cárcere de Antonio Gramsci: são os “Cadernos de Teses para o 5º Congresso Nacional do PT”. É um calhamaço que poderia ter sido assinado por Hitler, Göbbels, Mussolini ou, naturalmente, Stalin. A primeira parte do documento, que discutiremos brevemente, tem o sugestivo título de “Um Partido para Tempos de Guerra”.

Os recentes sucessos dos Movimentos Sociais Liberais - MSL e da Operação Lava-Jato alertaram o partido que ele caminha para o abismo. Conforme nós dos MSL já acusamos  (e o Deputado José Carlos Aleluia operacionalizou), a queda do PT arrastará consigo o foro de São Paulo - fSP e livrará nosso país da mais grave ameaça que pairava sobre nossas cabeças. Como o Brasil é a maior fonte de recursos desse grupo criminoso, sua destruição aqui se refletirá certamente por toda a América Latina.

Aquele bando de apátridas criou antolhos de realidade virtual que lhes permite achar progresso onde houve retrocesso, verdade onde existe a calúnia, conseguir defender ao mesmo tempo o fSP e a Soberania Nacional e ainda ver um Brasil que só existe no software por eles desenvolvido.

Em nenhum momento admitem que o caos econômico-social em que se debate o País foi obra deles mesmos. Malgrado exaustivos alertas e continuadas recomendações, o governo do PT conduziu sistematicamente o país à falência, por incompetência, por submissão ao fSP e pela paranoia da permanência no poder a qualquer custo, gastando para isso o suado dinheiro cuja guarda o povo brasileiro lhes tinha confiado. “Faremos o diabo para vencer essas eleições”. E fizeram. Mas o diabo não é um parceiro confiável. Depois de divertir-se com o espetáculo deprimente do mês de outubro, ele tinha outras tarefas mais fáceis para cumprir e foi-se embora.

Agora, se esforçam para colocar em terceiros a conta dos descalabros, que lhes cabe integralmente. Os bodes expiatórios são os de sempre: as zelites, a direita, a burguesia, o grande capital transnacional financeiro, a crise (que só existe para o Brasil) etc.

As manifestações alegres, pacíficas, democráticas e abrangentes do 15/03 e do 12/04 são descritas como manifestações de ódio contra as classes trabalhadoras.

Nesse documento, elegeram seus inimigos materiais: os militares da ativa e da reserva, juntamente com os meios de comunicação e defendem tolerância zero com aquilo que chamam de “facção golpista da direita”: “As articulações golpistas, especialmente as vindas de militares da ativa ou da reserva e de meios de comunicação, devem ser tratadas como determina a Constituição e a legislação nacional". E deixam implícito que os vandalismos das chamadas organizações sociais, invadindo, saqueando, queimando, destruindo, bloqueando estradas e ruas e semeando a baderna e a insegurança devem ser considerados como manifestações justas, legais e democráticas, com o direito de receber um tratamento paternalista e cooperativo das autoridades.

O PT reconhece que está perdendo espaço na vida política nacional. Reconhece as  derrotas ideológicas que os MSL  vem lhe impondo e reage, deixando bem clara sua intenção de intervir cada vez mais sobre a formação de nossos estudantes, adequando as  políticas de cultura e de educação com o objetivo de mudar o senso comum de nossa população transmitindo-lhe ideias socialistas como forma de transição rumo ao comunismo.

Prega a utilização com ênfase crescente do dinheiro público para pagar mecanismos de propaganda tais como os denunciados no relatório interno em que o então ministro da Comunicação Social Thomas Traumann recomendava a retomada do pagamento da rede suja do partido na internet (“Os robôs foram desligados”).

Deseja impor o controle da mídia e sua versão de reforma política, insistindo ainda na convocação de um plebiscito que possa decidir sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte, recurso padrão de ditadores bolivarianos.

Convoca a uma autocrítica  “...que recoloque o socialismo como objetivo estratégico. Que constate que o grande capital é nosso inimigo estratégico. Que não acredite nos partidos de centro-direita como aliados. Que seja baseada na articulação entre luta social, luta institucional, luta cultural e organização partidária. Que retome a necessidade do partido dirigente e da organização do campo democrático-popular".       E que lute pela (já desgastada ideia) das “reformas de base”.

O desespero levou os petistas a abandonar a dissimulação característica da esquerda. Deixaram bem claro sua intenção de ir à guerra e identificaram muito bem seus alvos prioritários. Sun Tzu agradece.

Os MSL devem perceber que a hora é grave e não comporta vaidades pessoais ou egos inflados. É imperioso que se unam, coesos em torno do objetivo principal que é a construção de um novo Brasil, onde partidos criminosos, submetidos a organizações que contam entre seus membros grupos terroristas e narcotraficantes, não tenham mais espaço, nem para difundir suas ideias alienígenas nem para roubar desbragadamente em todos os sítios onde houver algo a ser subtraído.

Os militares devem ouvir os tambores de guerra soando ao longe e devem se preparar para o combate. Mais do que nunca, a união entre o pessoal da Ativa e o da Reserva deve prevalecer sobre qualquer outro argumento. Insisto que cada um deles tem sua missão específica. A Ativa, presa a seus compromissos e deveres constitucionais, não pode se dar à futilidade de tomar posições públicas ou revelar as táticas que tem preparadas para a eventualidade do combate. A Reserva deve confiar em que os Chefes passaram toda uma existência se preparando para o exercício do Alto Comando, que estarão prontos para a atitude adequada no momento adequado e que devem oferecer-lhes todo o apoio e suporte que estiver ao alcance dela.

A mídia constitui os olhos e os ouvidos da Nação. É a fiadora dos direitos republicanos. A ela cabe estar alerta para denunciar toda infração às normas legais e morais que constituem o repositório das tradições e do senso comum de um povo. Atacar essas regras é premissa básica do Gramscismo a que o ideário do PT desgraçadamente nos submete. A luta dela nesse instante é a da defesa da liberdade e de sua própria sobrevivência.

Eles que venham, por aqui não passarão!

20 de abril de 2015
José Gobbo Ferreira é Coronel na reserva do EB.

O TELECATCH POLÍTICO


 

Em priscas eras, até mesmo os deuses tinham as suas querelas. Nos meios monárquicos, os imperadores, os reis e suas famílias digladiavam - se entre si e com outros potentados.
 
Isto numa mesma terra, e por vezes reis de uma nação declaravam guerra ao monarca de outras regiões.

Hoje, em nossas plagas assistimos a um pequeno bate - boca entre os nobres de nosso impoluto território. Desarvoram - se por badulaques a nobreza petista e os mafiosos políticos.

Os “Rousseffs” trocam chispas como os “Cunhas”, com os “Renans”, que esgrimam com os “Temers”, e assim por diante.

Quem espera algo de produtivo pelo enfraquecimento ou derrota de qualquer dos oponentes afundará no tédio, pois a súcia, ao final, com pequenas perdas ou ganhos para qualquer dos lados, seguirá em frente e os perdedores da pugna serão os idiotas nacionais.

Testemunhamos a uma insossa peleja pelo exercício do poder, nada que mudará ou influenciará o Brasil do futuro, que prosseguirá como um PAÍS DO FUTURO, visualizado num futuro cada vez mais distante.

Esta é uma pífia querela entre amigos e não irá alterar o real domínio de nosso País, que está subordinado ao Foro de São Paulo.

Embora já alertado que o nosso patrão supremo é o Foro de São Paulo, não visualizamos nenhuma oposição que possa barrar as estratégias daquela operosa entidade criadora de Organizações como a UNASUL, URSAL e congêneres, filhotes do Pacto de Varsóvia e gestores da Cortina de Banana, uma sonhada cópia da falecida Cortina de Ferro.

Portanto, no frigir da fumaceira, fruto das desavenças na alta cúpula da política nacional, afirmamos que chapinhamos em direção ao lulo - petismo - socialista; pelo contrário, talvez pelo seu flagrante declínio, constatamos que na parte burocrática – institucional, o petismo está cada vez mais agressivo.

Infelizmente, por falta de uma oposição com um mínimo de decência e capacidade, podemos afirmar que o lulo - petismo avança incólume, haja vista o seu domínio no STF e nos sindicatos.

Alguns duvidam quando afirmamos que o Foro de São Paulo é o dono do Brasil, e entre outros argumentos apontamos para o seu instrumento, o BNDES, cuja política tem vários objetivos para a implantação e expansão do social - comunismo no Brasil e na América Latina.

A preço de banana o BNDES, sob a orientação do Foro, empresta recursos para “cumpanheiros”, em geral ditadores, que sem licitação e com benesses pessoais empregam empresas nacionais previamente cooptadas, que aceitam a realização da obra, porém com a combinação de que brindarão com volumosos recursos, indivíduos e partidos políticos nativos.

Neste caso, sob o disfarce de doações para a entidade política ou para propósitos que elevarão a sua influencia no populacho.
Portanto, a briguinha deve ser vista como uma elementar e caquética embromação, pois nada ocorrerá em prejuízo do petismo, nem da canalha política que nos cerca.

Apesar das tênues desavenças entre a falsa e alta cúpula, nossos impostos serão aumentados e incrementados, e o Tesouro Nacional e a própria Nação afundados num mar de miséria e de falta total de dignidade prosseguirão subordinados e submissos aos seus novos heróis.

Assim como os nacionais cidadãos depreendemos que estamos assistindo a algo que nos lembra os antigos espetáculos do tele catch: muita pantomima, muitas caretas, mas nada além de arrufos com vitória de um ou de seu oponente. Em geral, eles se revezam nas vitórias e nas derrotas.

No final, os verdadeiros derrotados somos nós que pagamos as contas e perdemos a nossa dignidade diante da parcialidade da justiça, da impunidade, e da nossa incompetência em escolhermos os nossos representantes políticos.

20 de abril de 2015
Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General de Brigada, reformado.

A REALIDADE PODE OPCIONAL, OU A "REALIDADE" PELAS LENTES DA ESQUERDA

Artigos - Movimento Revolucionário

Uma das maravilhas dos tempos modernos é que a realidade é quase sempre vista como uma construção social e, portanto, opcional. Assim, se alguém acha uma realidade particular ofensiva ou inconveniente, ele apenas “a muda”.

Digamos que alguém nasceu fêmea ou macho mas acredita que a natureza cometeu um erro. Alguns acreditam que o “erro” da natureza pode ser corrigido ao proclamar-se de outro sexo. Possivelmente um procedimento médico na genitália de alguém pode corrigir o “erro” da natureza. Entretanto, a Mãe Natureza é implacável. A determinação do sexo é estritamente cromossomial. Fêmeas são XX e machos são XY. Não há procedimento médico que possa mudar isto. Uma vez fêmea ou macho, sempre fêmea ou macho.


E a respeito do bordão “Hands Up, Don't Shoot”, que ecoou durante as manifestações e tumultos de rua e mesmo nos salões do Congresso? A mentira era que Michael Brown tinha erguido as mãos para render-se a um oficial de polícia (Darren Wilson) branco racista, de Fergunson, Missouri, que atirou nele a sangue frio. Mesmo após ter sido provado acima de qualquer dúvida que a realidade foi completamente diferente, não teve importância: “Mãos ao alto, não atire” tornou-se um cântico através do país.

“Mais mulheres são vítimas de violência doméstica no Super Bowl Sunday do que em qualquer outro dia do ano”. Esta é a mentira produzida por feministas em 1993. Isto recebeu um estímulo no jogo anual do Super Bowl numa bajulação, multimilionária e co-patrocinada pela NFL, favorecendo grupos de mulheres como resultado da má conduta de uns poucos jogadores. A respeito do estudo falso, a escritora feminista Christina Hoff Sommers concluiu: “Como a crença naquele boato misândrico pode fazer do mundo um lugar melhor para as mulheres, é algo não explicado”.

Quando o presidente Barack Obama trocou cinco terroristas talibãs pelo Sgt Bowe Bergdahl, agora acusado de deserção, ele forneceu-nos alguns entendimentos históricos. Obama disse: “Isto (a troca de prisioneiros) é o que acontece ao final das guerras”. E acrescentou: “Isto foi verdade para George Washington. Isto foi verdade para Abraham Lincoln. Isto foi verdade para a Frank D. Roosevelt. Isto tem sido verdade para cada situação de combate, que em algum ponto, você certifica-se de que tenta trazer sua gente de volta. E isto é a coisa certa a fazer”.

Havia um pequeno problema histórico na declaração de Obama. George Washington não se tornou presidente até 1789, seis anos após a Guerra Revolucionária de 1783. Não havia prisioneiros para que ele trocasse.

Lincoln foi assassinado em 14 de abril de 1865. A Guerra Civil terminou em 2 de junho de 1865. Lincoln estava morto e não teve a oportunidade de trocar prisioneiros ao fim da guerra.

Franklin D. Roosevelt morreu em consequência de um derrame em 12 de abril de 1945. A guerra na Europa terminou em 8 de maio de 1945. O Império Japonês rendeu-se em 15 de Agosto de 1945.

O fato histórico de interesse é que nenhum dos presidentes mencionados por Obama estava em exercício à época em que “suas” guerras terminaram, então como, raios, eles poderiam ter efetuado troca de prisioneiros como Obama afirmou?

Defensores do controle de armas argumentam que leis de controle de armas mais rigorosas reduziriam os assassinatos. Eles ignoram o fato de que Brasil, México e Rússia têm algumas das leis de controle de armas mais rigorosas, mas taxas de assassinatos mais altas que as nossas. Por outro lado, Suíça e Israel possuem taxas de propriedade de armas mais elevadas que nós, com taxas de assassinatos muito menores. Estas são realidades que os controladores de armas ignoram.

Um outra realidade completamente ignorada no debate sobre controle de armas é a razão pela qual os Pais Fundadores proveram as proteções da Segunda Emenda. Alexander Hamilton escreveu:“Se os representantes do povo traírem seus eleitores, não há então nenhum recurso senão o exercício daquele direito original de auto-defesa que é superior a todas as formas positivas de governo”. Thomas Jefferson escreveu: “Que país pode preservar suas liberdades se seus governantes não forem avisados de tempos em tempos que seu povo preserva o espírito da resistência? Deixem-nos portar armas”.

Deixo a você a conclusão: a respeito de quais representantes e governantes os fundadores estavam falando?

20 de abril de 2015

Walter Williams

 Publicado no The Patriots Post.

Tradução: Flávio Ghetti

POVO E RALÉ

Artigos - Movimento Revolucionário

Karl Marx podia ter todos os defeitos do mundo, desde a vigarice intelectual até as hemorróidas, mas ele sabia que a palavra “proletário” significa “gente que trabalha” e não qualquer Zé-Mané. Ele combatia o capitalismo porque achava que os ricos enriqueciam tomando o dinheiro dos pobres, o que é talvez a maior extravagância matemática que já passou por um cérebro humano, mas, reconheça-se o mérito, ele nunca confundiu trabalhador com vagabundo, povo com ralé.
         

Alguns discípulos bastardos do autor de “O Capital”, uns riquinhos muito frescos e pedantes, fundaram um instituto em Frankfurt com o dinheiro de um milionário argentino e resolveram que valorizar antes o trabalho honesto do que os vícios e o crime era uma deplorável concessão de Marx ao espírito burguês. Usando dos mais requintados instrumentos da dialética, começaram ponderando que o problema não era bem o capitalismo e sim a civilização, e terminaram tirando daí a conclusão lógica de que para destruir a civilização o negócio era dar força aos incivilizados contra os civilizados.
       
Os frankfurtianos não apostavam muito no paraíso socialista, mas acreditavam que a História era movida pela força do “negativo” (uma sugestão de Hegel que eles tomaram ao pé da letra), e que portanto o mais belo progresso consiste em destruir, destruir e depois destruir mais um pouco. Tentar ser razoável era apenas “razão instrumental”, artifício ideológico burguês. Séria mesmo, só a “lógica negativa”.
        
A destruição era feita em dois planos.
        
Intelectualmente, consistia em pegar um a um todos os valores, símbolos, crenças e bens culturais milenares e dar um jeito de provar que no fundo era tudo trapaça e sacanagem, que só a Escola de Frankfurt era honesta precisamente porque só acreditava em porcaria – coisa que seu presidente, Max Horkheimer, ilustrou didaticamente pagando salários de fome aos empregados que o ajudavam a denunciar a exploração burguesa dos pobres. Isso levou o nome hegeliano de “trabalho do negativo”. A premissa subjacente era:
        
-- Se alguma coisa sobrar depois que a gente destruir tudo, talvez seja até um pouco boa. Não temos a menor idéia do que será e não temos tempo para pensar em tamanha bobagem. Estamos ocupados fazendo cocô no mundo.
        
No plano da atividade militante, tudo o que é bom deveria ser substituído pelo ruim, porque nada no mundo presta e só a ruindade é boa. A norma foi seguida à risca pela indústria de artes e espetáculos. A música não podia ser melodiosa e harmônica, tinha de ser no mínimo dissonante, mas de preferência fazer um barulho dos diabos. No cinema, as cenas românticas foram substituídas pelo sexo explícito.
Quando todo mundo enjoou de sexo, vieram doses mastodônticas de sangue, feridas supuradas, pernas arrancadas, olhos furados, deformidades físicas de toda sorte – fruição estética digna de uma platéia high brow. Nos filmes para crianças, os bichinhos foram substituídos por monstrengos disformes, para protegê-las da idéia perigosa de que existem coisas belas e pessoas boas.
Na indumentária, mais elegante que uma barba de três dias, só mesmo vestir um smoking com sandálias havaianas -- com as unhas dos pés bem compridas e sujas, é claro. A maquiagem das mulheres deveria sugerir que estavam mortas ou pelo menos com Aids. Quem, na nossa geração, não assistiu a essa radical inversão das aparências? Ela está por toda parte.
        
Logo esse princípio estético passou a ser também sociológico. O trabalhador honesto é uma fraude, só bandidos, drogados e doentes mentais têm dignidade. Abaixo o proletariado, viva a ralé. De todos os empreendimentos humanos, os mais dignos de respeito eram o sexo grupal e o consumo de drogas.
De Gyorgy Lukacs a Herbert Marcuse, a Escola de Frankfurt ilustrou seus próprios ensinamentos, descendo da mera revolta genérica contra a civilização à bajulação ostensiva da barbárie, da delinqüência e da loucura.  
        
Vocês podem imaginar o sucesso que essas idéias tiveram no meio universitário. Desde a revelação dos crimes de Stálin, em 1956, o marxismo ortodoxo estava em baixa, era considerado coisa de gente velha e careta. A proposta de jogar às urtigas a disciplina proletária e fazer a revolução por meio da gostosa rendição aos instintos mais baixos, mesmo que para isso fosse preciso a imersão preliminar em algumas páginas indecifráveis de Theodor Adorno e Walter Benjamin, era praticamente irresistível às massas estudantis que assim podiam realizar acoincidentia oppositorum do sofisticado com o animalesco.   Com toda a certeza, a influência da Escola de Frankfurt, a partir dos anos 60 do século passado, foi muito maior sobre a esquerda nacional que a do marxismo-leninismo clássico.
        
Sem isso seria impossível entender o fenômeno de um partido governante que, acuado pela revolta de uma população inteira, e não tendo já o apoio senão da ralé lumpenproletária remunerada a pão com mortadela e 35 reais, ainda se fecha obstinadamente na ilusão de ser o heróico porta-voz do povão em luta contra a “elite”.
        
Dois anos atrás, já expliquei neste mesmo jornal (v. 
http://www.olavodecarvalho.org/semana/140209dc.html) que uma falha estrutural de percepção levava a esquerda nacional a confundir sistematicamente o povo com o lumpenproletariado, de tal modo que, favorecendo o banditismo e praticando-o ela própria em doses continentais, ela acreditava estar fazendo o bem às massas trabalhadoras, as quais, em justa retribuição de tamanha ofensa, hoje mostram detestá-la como à peste.           
O Caderno de Teses do V Congresso do PT é um dos documentos mais reveladores que já li sobre o estado subgalináceo a que os ensinamentos de Frankfurt podem reduzir os cérebros humanos.

20 de abril de 2015

Olavo de Carvalho
Publicado no Diário do Comércio.