"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O GARCIA

 

Sapato 1
 
Antes de começar, lanço uma advertência daquelas que aparecem em começo de filme: «Toda e qualquer referência que possa evocar alguma pessoa viva ou falecida terá sido mera coincidência.» Isso posto, vou-lhes contar como se anunciava, tempos atrás, uma liquidação de mercadoria ― prática hoje extinta e suplantada por «sale», que é expediente mais moderno.
 
Faz meio século, ferramentas de marketing eram primitivas. Venda especial se anunciava no grito. Seu Garcia, comerciante de calçados que cheguei a conhecer, fazia frequentes liquidações. Provavelmente já tinha intuído certas manhas de mercado hoje evidentes. Quando decidia vender artigos a preço de banana, punha-se à porta da loja, batia palmas e apregoava: «Entre, minha gente! Deu a louca no Garcia!».
 
Clap clap
 
Faz alguns dias, tomei conhecimento de um anteprojeto de lei que me fez lembrar o velho calçadista. A notícia, espantosa, apareceu no mui oficial site do Ministério da Justiça. O longo texto de 52 páginas, concebido por comissão de sábios nomeada pelo próprio ministério, será submetido em breve ao Congresso Nacional.
 
Em 114 artigos, o «Anteprojeto de Lei de Migrações e Promoção dos Direitos dos Migrantes no Brasil» desconstrói, logo no prólogo, o conceito de «estrangeiro», considerado pejorativo em nossa cultura. A ousada afirmação carece de sentido num país onde tudo o que vem de fora é visto como superior.
 
Em vez de estrangeiro, elege-se a palavra «migrante» como sucedâneo. São migrantes os que vão, os que vêm, os que se deslocam e até os que se supõe queiram deslocar-se. O clube das expressões politicamente incorretas ganha mais um membro: estrangeiro entra para o índex.
 
O ambicioso esboço de lei é abrangente. Faz varredura completa da área de imigração, emigração, aquisição e perda da nacionalidade, reagrupamento familiar, acolhida humanitária, outorga de asilo, concessão de visto. Sem sombra de dúvida, o calhamaço merece que o Congresso o examine com desvelo.
 
Sapataria 1
 
De saída, um ponto salta à vista e causa espanto. O Artigo 1° define como apátrida todo aquele que não for considerado por nenhum Estado como seu nacional. Até aí, nada demais, que é definição universalmente aceita. O inacreditável vem agora. No Artigo 25, o anteprojeto concede nada menos que… a nacionalidade brasileira a todo apátrida que a solicitar. Assim, bondade pura, sem condições e sem contrapartida. Não há registro de que ideia tão arrojada tenha jamais ocorrido a algum legislador.
 
Segundo o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, por sinal citado no introito do texto, é impossível avaliar o número de apátridas no globo. Cálculos vagos dão algo em torno de 12 milhões de pessoas, mais do que a população do Rio Grande do Sul. Pode ser bem mais que isso.
 
Suponha agora o distinto leitor que nossos congressistas, num descuido, chancelem essa lei. A notícia há de correr mundo mais rápido que rastilho. Assim que o Brasil propuser, de mão beijada, a cidadania a todo apátrida que a solicitar, filas de dobrar quarteirão se formarão à porta de nossas representações diplomáticas. Garantido.
 
Sapataria 2
 
E todos farão jus ao mimo ― é de lei. Embolsado o precioso passaporte, cada um dos novos brasileiros terá direito, naturalmente, a ser repatriado à custa da princesa. Chegados ao Brasil, os antigos estrangeiros ― com o perdão da palavra imprópria ― já serão brasileiros de direito pleno.
Terão, assim, direito a fixar residência onde bem entenderem, a pleitear todas as bolsas, a votar e a ser eleitos. Não precisa muito esforço de imaginação para prever que sólidos bolsões de «migrantes» se formarão em determinadas regiões, grupos dentro dos quais língua e costumes originários se manterão. O anteprojeto favorece o surgimento de uma constelação de pequenas nações dentro do território nacional.
 
Longe de mim fazer, de princípio, oposição à imigração. Afinal, os antepassados da maioria de nós chegaram um dia de algum canto do planeta. Mas todo movimento de população tem de ser enquadrado. Grandes contingentes de forasteiros aportados de supetão tendem a se aglutinar. Não se aculturam da noite para o dia. Não passam a falar nossa língua nem a comer arroz com feijão no dia seguinte.
 
O interesse superior da nação brasileira não combina com um regime de portas escancaradas e boca-livre a quem chegar. O passaporte brasileiro é um bem precioso demais para ser oferecido por atacado. Não é mercadoria e não se encaixa em lógicas do tipo «Entre, minha gente! Deu a louca no Garcia!».
 
09 de setembro de 2014
José Horta Manzano

NEGOCIATA PERMITIU QUE CERVERÓ MORASSE EM IMÓVEL DE R$ 7,5 MI

Negociata permitiu que Cerveró morasse em imóvel de R$ 7,5 mi
 

Documentos revelam a nebulosa história da compra de um apartamento de 7,5 milhões de reais em que Nestor Cerveró morou durante cinco anos

Transação camuflada - O apartamento dúplex, com piscina, em que Cerveró morou nos últimos cinco anos em Ipanema foi comprado por uma empresa offshore representada por um advogado que trabalhou na estatal com o ex-diretor da Petrobras
Transação camuflada - O apartamento dúplex, com piscina, em que Cerveró morou nos últimos cinco anos em Ipanema foi comprado por uma empresa offshore representada por um advogado que trabalhou na estatal com o ex-diretor da Petrobras (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo & Reginaldo Teixeira/VEJA)
O ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró tem se revelado um especialista em omissões. Em 2006, apresentou ao conselho de administração da empresa um resumo referente à compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, sem as cláusulas que beneficiavam a Astra Oil, a sócia belga no negócio. No mesmo período em que se arrastaram a bilionária compra e o posterior litígio entre a Petrobras e sua sócia, Cerveró trabalhou também para não dar transparência a outra transação — desta vez imobiliária.
VEJA teve acesso a documentos que detalham a compra de um apartamento avaliado hoje em 7,5 milhões de reais na Zona Sul do Rio de Janeiro. Trata-se do local onde Cerveró e sua mulher moraram durante os últimos cinco anos. Não foi um negócio usual de aquisição de um imóvel. A transação envolveu a abertura de uma empresa offshore no Uruguai, o uso de um laranja para representá-la no Brasil e a criação de uma sede-fantasma em uma cidade litorânea do Rio de Janeiro. Todo esse aparato para a compra do apartamento ocorreu quase simultaneamente a uma série de gastos milionários da estatal com a transação de Pasadena e a contratação de escritórios de advocacia.
09 de setembro de 2014
Thiago Prado - Veja
 

FUTURO AMEAÇADO, EDITORIAL CORREIO DA BAHIA

Os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados sexta-feira pelo Ministério da Educação, revelam que os graves problemas do Brasil vão muito além das atuais dificuldades da economia.
As notas baixas do Ideb, aquém das metas estabelecidas, comprometem, na verdade, o futuro do país e servem como alerta para todas as autoridades públicas em todas as esferas – federal, estadual e municipal.
Para garantir o crescimento econômico e o bem-estar social, sempre em pauta neste momento eleitoral, é fundamental investir pesadamente no ensino público: é a educação de qualidade que assegura a igualdade de oportunidades; é a educação de qualidade que melhora a produtividade da indústria e do agronegócio, que desenvolve o comércio e os serviços.

O Brasil só conseguiu superar as metas na educação propostas pelo Ministério da Educação no ciclo inicial do ensino fundamental (de 1º ao 5º ano): a nota chegou a 5,2, acima do índice de 2011 (5,0) e também da meta (4,9).

No ciclo final, a nota ficou 4,2 pontos, pouco mais que o 4,1 de 2011 e abaixo da meta de 4,4.  No ensino médio, o Ideb no país foi de 3,7, mesma nota de 2011 e abaixo da meta de 3,9 pontos. Na Bahia, a situação ainda é pior.
No primeiro ciclo, a nota chegou a 4,3, acima da meta de 3,8. Mas, no ciclo final, a nota da Bahia foi 3,4, abaixo da meta de 3,6. O pior desempenho do estado foi no ensino médio, onde a nota caiu de 2011 (3,2) para 2013 (3,0), bem abaixo da meta de 3,5 estabelecida pelo MEC para 2013.

Os números revelam que o principal problema está no ensino médio onde, apesar de muita propaganda sobre a criação de novas escolas técnicas, os governos vêm fracassando em melhorar efetivamente o ensino.

O Ideb mede o conhecimento dos estudantes em português e matemática, as taxas de repetência e de evasão escolar. As dificuldades dos alunos no ensino médio fazem crescer o número de jovens em idade escolar fora da escola.
O fracasso do ensino médio vem criando a geração  nem-nem, de jovens que nem estudam, nem trabalham, o que ameaça a competitividade da nossa economia e o próprio futuro do país.

Durante as campanhas eleitorais, a educação vira sempre protagonista, com os candidatos caprichando nas promessas para o setor. No governo, entretanto, a maioria esquece os compromissos assumidos.

O Brasil precisa de professores mais bem formados e remunerados, de escolas com boa estrutura, que contemplem tecnologia na sala de aula, de acompanhamento e reforço para os alunos em dificuldades. Para esse avanço, educação deve sair dos programas de campanha para se tornar real prioridade dos governos.

09 de setembro de 2014
Editorial Correio da Bahia

VISTA GROSSA

De como funcionava o esquema, pelo visto, ela não sabia. De detalhes, também não. Mas ela sabia que a pedra preciosa de seu governo estava sendo dilapidada por grupos nada republicanos.

Sua margem de manobra, contudo, era estreita no início de seu mandato. Tanto que, a princípio, deixou tudo como havia herdado de seu antecessor e criador. Aos poucos, porém, fez uma limpeza na área.

Não por outro motivo virou alvo da ira de petistas e peemedebistas, acostumados com as benesses milionárias da Petrobras, símbolo da política de Estado forte na economia da presidente Dilma Rousseff.

Daí que ninguém no Palácio do Planalto pode se dizer surpreendido com as revelações da delação premiada do ex-diretor da estatal Paulo Roberto da Costa. Talvez com sua magnitude e nomes envolvidos.

Por que, então, o governo Dilma não mandou fazer uma auditoria geral na empresa? Um amigo responde: a ela nunca chegou denúncia de um esquema concreto, mas a presidente fez o que estava a seu alcance. Mudou toda diretoria.

Um empresário diz que ela fez mais. Contratos suspeitos foram revistos e tiveram valores reduzidos. Por que não foram investigados? Aí a resposta talvez esteja nos compromissos entre criador e criatura.

Pessoalmente, o risco de envolvimento da presidente Dilma com o esquema é inexistente. Sua conduta foi no sentido contrário. Fica a dúvida se a petista não fez vista grossa diante de negócios bem suspeitos.

Tal questão será explorada na eleição. Potencial para causar estragos na candidatura petista ela tem. Dilma mandava na Petrobras –como ministra da Casa Civil e, depois, como presidente da República.

Enfim, as negociatas na Petrobras eram um escândalo à espera de um delator. Seus sócios confiavam que nenhum louco estouraria esquema tão rentável, mas surgiu um preso sem vocação para virar um novo Marcos Valério no país.

09 de setembro de 2014
Valdo Cruz, Folha de SP

PARA O MINISTRO GILBERTO CARVALHO "NÃO HÁ QUEM CONTROLE A CORRUPÇÃO"

Para ministro de Dilma, 'não há quem controle corrupção'

Ao tratar do megaescândalo de corrupção na Petrobras, Gilberto Carvalho liga o caso ao financiamento privado de campanhas - cujo fim interessa ao PT

O ministro Gilberto Carvalho: a culpa é do financiamento privado de campanhas (Pedro Ladeira/Folhapress/VEJA)

 O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, admitiu neste domingo que o governo é incapaz de combater a corrupção - e continuará sendo, na avaliação dele, enquanto não houver uma reforma política que ponha fim ao financiamento empresarial de campanhas.

 A afirmação foi dada após uma pergunta sobre a delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. Conforme revelou VEJA nesta semana, ele citou os políticos beneficiados pelo esquema de corrupção na estatal em depoimento à Polícia Federal. Costa afirmou que políticos da base aliada à presidente Dilma e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que disputava a Presidência da República ao lado de Marina Silva, receberam dinheiro do esquema. O rol de citados pelo delator inclui três governadores, seis senadores, um ministro de Estado e pelo menos 25 deputados federais embolsaram ou tiraram proveito de parte do dinheiro roubado dos cofres da estatal. De acordo com depoimento de Paulo Roberto Costa, o esquema funcionou nos dois mandatos do ex-presidente Lula, mas também adentrou a atual gestão da presidente Dilma.

 "Enquanto houver financiamento empresarial de campanha e as campanhas tornarem-se o momento de muita gente ganhar dinheiro e de se mobilizarem muitos recursos, eu quero dizer: não há quem controle a corrupção enquanto houver esse sistema eleitoral. Isso é com todos os partidos. Não há, infelizmente, nenhuma exceção", afirmou o ministro, após o desfile de 7 de Setembro, em Brasília. Não por acaso, o financiamento público de campanha é de grande interesse do PT. Com o fim do financiamento privado, a maior parte do dinheiro teria de sair dos cofres públicos. E a divisão seria feita de acordo com o tamanho das bancadas, o que favoreceria os maiores partidos. A presidente Dilma Rousseff chegou, inclusive, a colocar o tema na lista de perguntas de seu fracassado plebiscito em resposta às manifestações de junho do ano passado.

Gilberto Carvalho afirmou também que o Planalto vai aguardar as informações oficiais para decidir quais providências tomar diante do caso. "O governo não pode tomar conhecimento de uma denuncia que é, por enquanto, sem nenhuma comprovação", afirmou. O petista declarou ainda que, sem detalhes do que Costa contou à Polícia Federal, não há razões para crer que a campanha será afetada. "Eu não acredito que uma simples notícia com o alarde que ela ganha possa interferir no destino da eleição", disse ele. Carvalho também confirmou que, a partir de segunda-feira, vai tirar férias para se dedicar à campanha. Ele diz acreditar em uma vitória "dura" e "calejada" de Dilma.


09 de setembro de 2014
Gabriel Castro - Veja

PAULO ROBERTO COSTA COMEÇA A REVELAR NOMES DO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO NA PETROBRAS

Exclusivo: Paulo Roberto Costa começa a revelar nomes dos beneficiários do esquema de corrupção da Petrobras

Sergio Cabral, Roseana Sarney, Eduardo Campos, Renan Calheiros e Edison Lobão estão entre os citados nos depoimentos do ex-diretor da Petrobras

Preso em março pela Polícia Federal, sob a acusação de participar de um megaesquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa aceitou recentemente os termos de um acordo de delação premiada – e começou a falar.
No prédio da PF em Curitiba, ele vem sendo interrogado por delegados e procuradores. Os depoimentos são registrados em vídeo — na metade da semana passada, já havia pelo menos 42 horas de gravação. Paulo Roberto acusa uma verdadeira constelação de participar do esquema de corrupção.
Entre eles estão os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA). Do Senado,  Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, e Romero Jucá (PMDB-RR), o eterno líder de qualquer governo. Já no grupo de deputados figuram o petista Cândido Vaccarezza (SP) e João Pizzolatti (SC), um dos mais ativos integrantes da bancada do PP na casa. O ex-ministro das Cidades e ex-deputado Mario Negromonte, também do PP, é outro citado por Paulo Roberto como destinatário da propina. Da lista de três “governadores” citados pelo ex-diretor, todos os políticos são de estados onde a Petrobras tem grandes projetos em curso: Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio, Roseana Sarney (PMDB), atual governadora do Maranhão, e Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência da República morto no mês passado em um acidente aéreo.
Paulo Roberto também esmiúça a lógica que predominava na assinatura dos contratos bilionários da Petrobras – admitindo, pela primeira vez, que as empreiteiras contratadas pela companhia tinham, obrigatoriamente, que contribuir para um caixa paralelo cujo destino final eram partidos e políticos de diferentes partidos da base aliada do governo.
Sobre o PT, ele afirmou que o operador encarregado de fazer a ponte com o esquema era o tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, cujo nome já havia aparecido nas investigações como personagem de negócios suspeitos do doleiro Alberto Youssef. 
Conheça, nesta edição de VEJA, outros detalhes dos depoimentos que podem jogar o governo no centro de um escândalo de corrupção de proporções semelhantes às do mensalão.
09 de setembro de 2014
Rodrigo Rangel - Veja
 

MENSALÃO II DA PETROBRAS E O TELHADO DE ACOBERTAMENTO DA DILMA

Mensalão II da Petrobras: Dilma diz que tem um "telhado cobertinho", mas constrói "telhado de acobertamento" das denúncias.
 
Ontem, diante de 40 milhões de telespectadores do Jornal Nacional, a candidata Dilma Rousseff falou como Presidente da República sobre o Mensalão II, que pode ter desviado para os cofres do PT e dos seus aliados mais de R$ 3 bilhões nos últimos anos. Falou não. Gaguejou. Pelo menos não faltou com a verdade? Faltou. E muito. Vejam a declaração.
 
“O meu telhado tem a firme determinação na investigação. Então, ele é um telhado cobertinho pela Polícia Federal investigando, Ministério Público com autonomia, lei anticorrupção, e quero dizer também da lei de acesso à informação, que eu acho importantíssimo". 
 
Dilma quis repetir o velho mantra de que o seu governo investiga mais. Não, presidenta. O seu governo comete mais crimes, especialmente dentro da Petrobras comandada pela senhora desde 2003 e que coleciona centenas de denúncias não investigadas neste período, conforme publicamos ontem, aqui neste Blog.
 
O telhado cobertinho citado por Dilma Rousseff é de vidro. Ela jamais determinou que este escândalo da Petrobras fosse investigado. Aliás, o seu governo está fazendo de tudo para bloquear o trabalho da CPMI do Congresso, já que a CPI da Petrobras do Senado foi totalmente aparelhada pelos parlamentares que, hoje, são acusados pela delação premiada do ex-diretor Paulo Roberto Costa.
 
A Polícia Federal não foi acionada por Dilma. Agiu dentro das suas atribuições. Aliás, ontem, Dilma determinou que o Ministro da Justiça investigue como o depoimento vazou para a Imprensa, em nítida tentativa de enquadrar o trabalho da polícia. Em vez de explicar a denúncia gravíssima, Dilma quer intimidar a polícia.
 
Ao que parece, Dilma Rousseff, com a sua dificuldade no uso da língua, usou o termo errado. O telhado cobertinho é, na verdade, um telhado de acobertamento, onde o governo petista aparelha o STF, suborna ministros do TCU com nomeações de parentes e pressiona a Polícia Federal a punir quem está investigando o mais grave escândalo de corrupção da história da República: o Mensalão II da Petrobras.
 
09 de setembro de 2014
in coroneLeaks 


MARINA SILVA E A ASTÚCIA AMBIENTALISTA DE UM VELHO COLONIALISMO


 
A ascensão de Marina Silva nas pesquisas eleitorais, com reais possibilidades de chegar à Presidência da República, após a trágica morte de Eduardo Campos, reflete o desencanto com o putrefato sistema político-partidário atual, implicando em uma cega manifestação de repúdio sem propostas políticas alternativas viáveis. Na Europa das décadas de 1920-1930, condições análogas ensejaram o – para muitos inimaginável – surgimento do nazifascismo.

No Brasil de hoje, o vácuo de perspectivas positivas gera o risco de um processo de convulsões desagregadoras, com consequências imprevisíveis. Neste contexto, são preocupantes as propostas de “democracia direta” ou plebiscitária feitas pela candidata do PSB, que implicam na substituição das instituições legítimas do Estado nacional soberano – incluindo aí o sistema sindical -, hoje, profundamente fragilizadas, por uma rede de organizações não-governamentais (ONGs) e movimentos sociais, insuflados por interesses internacionais.
Nesse cenário, o País se vê diante da possibilidade de vir a ser governado por uma personagem com uma visão arcaica e bucólica sobre o desenvolvimento socioeconômico e que, apresentando-se como opositora da “política tradicional” e seus defeitos, tem uma face menos conhecida.

De fato, toda a trajetória política de Marina foi feita à sombra de um insidioso aparato oligárquico internacional, integrado por entidades privadas e governamentais de certos países do Hemisfério Norte, que, nas últimas décadas, tem manipulado os problemas ambientais e indígenas do Brasil, utilizando-os como instrumentos de pressão para enquadrar as políticas públicas nacionais na sua agenda hegemônica.
Este aparato supranacional funciona como uma estrutura de “governo mundial”, com grande capacidade de impor parcial ou integralmente a sua agenda aos governos nacionais.
A influência desse aparato de poder, até agora, tem se dado por meio de pressões diretas de governos estrangeiros, dotações de verbas oficiais e privadas direcionadas para a implementação de certas políticas ambientais (muito apreciadas por governos às voltas com restrições orçamentárias), ações diretas de uma bem financiada rede de ONGs e a cooptação de lideranças políticas, acadêmicos, profissionais de áreas diversas, jornalistas e outras personalidades capazes de influenciar a opinião pública em favor da agenda ambientalista-indigenista. Em condições de crise mais aguda, abre-se a possibilidade da manipulação de multidões, como as que se manifestaram em junho de 2013, para a imposição de reformas radicais.
Com a sua visão anticientífica e pré-cristã dos problemas ambientais e indígenas e uma imagem pública de política ética e contrária “a tudo isso que está aí”, Marina tem sido uma importante agente de influência daquela rede oligárquica, que, desde a década de 1980, tem conseguido obstaculizar projetos de infraestrutura fundamentais para a plena integração física do território nacional, além do desenvolvimento de certas tecnologias avançadas, como a energia nuclear, a biotecnologia e outras.
O seu status global pode ser avaliado pelas numerosas premiações recebidas de instituições estrangeiras, desde a década de 1990, a sua vinculação a um importante grupo internacional de discussões, o Diálogo Interamericano, e, não menos, a sua emblemática e polêmica participação na abertura dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, quando, sem conhecimento do governo brasileiro, ela foi uma das oito personalidades de todo o mundo convidadas para entrar com o pavilhão olímpico no Estádio de Wembley.
Na ocasião, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, justificou com ironia a surpresa do governo: “Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia europeia. Não podemos determinar quem a Casa Real vai convidar, fazer o que?” (Agência Estado, 27/07/2012).
Comentando o episódio, o veterano jornalista Mauro Santayana observou: “Marina Silva transita à vontade pelos salões da aristocracia europeia e norte-americana. É homenageada, com frequência, pelas grandes ONGs, como o WWF [Fundo Mundial para a Natureza], que contava, até há pouco, com o caçador de ursos e de elefantes, o rei Juan Carlos, da Espanha, como uma de suas principais personalidades.

Na melhor das hipóteses, a senhora Marina Silva é ingênua, inocente útil, o que é comum nas manobras políticas internacionais. Na outra hipótese, ela sabe que está sendo usada para enfraquecer a posição da nação quanto à defesa de sua prerrogativa de exercer plenamente a soberania sobre o nosso território (Jornal do Brasil Online, 30/07/2012).”
Meses depois, após o anúncio da criação da Rede Sustentabilidade, Santayana sintetizou assim o seu papel: “A Sra. Silva, como alguns outros brasileiros que se pretendem na esquerda, é uma internacionalista. O meio ambiente, que querem preservar tais verdes e assimilados, não é o do Brasil para os brasileiros, mas é o do Brasil para o mundo.

Quando a Família Real Inglesa e os círculos oficiais e financeiros norte-americanos cercam a menina pobre dos seringais de homenagens, usam de uma astúcia velha dos colonialistas, e fazem lembrar os franceses na aliança com a Confederação dos Tamoios, e os holandeses em suas relações com Calabar (Jornal do Brasil Online, 22/02/2013).”
No Ministério do Meio Ambiente (2003-2008), Marina empenhou-se em consolidar a imposição de estritos limites ambientais às políticas e iniciativas de desenvolvimento. Com ela, a pasta passou a ser chamada o “Ministério das ONGs”, devido aos muitos representantes do movimento ambientalista nomeados para cargos de direção.

Com o MMA convertido em um autêntico enclave neocolonial de interesses internacionais, o processo de licenciamento ambiental se tornou um dos maiores entraves a todo tipo de empreendimentos, tanto pelo retardamento (com frequência, deliberado) das análises dos estudos de impactos ambientais pelos órgãos competentes, como pelas excessivas compensações socioambientais exigidas dos empreendimentos maiores, em uma transferência de atribuições e custos que deveriam caber aos poderes públicos.
Os resultados foram equivalentes aos de uma guerra econômica contra o País, com grandes atrasos na ampliação da infraestrutura necessária às atividades produtivas. Um estudo do Banco Mundial, divulgado em 2008, demonstrou que o processo de licenciamento de projetos hidrelétricos chegava a durar três vezes mais que os prazos estabelecidos pela própria legislação ambiental.

Outros estudos apontaram que o custo das condicionantes socioambientais oscilava entre 15% e 30%, em alguns casos, chegando perto de 50% – provocando um desnecessário encarecimento dos empreendimentos, com os devidos impactos socioeconômicos. Embora tais tendências já se manifestassem antes, elas ganharam ímpeto com Marina.
Igualmente, Marina contribuiu para um dos mais desastrosos resultados da campanha ambientalista, a limitação do tamanho dos reservatórios das usinas hidrelétricas, que restringe drasticamente a sua capacidade de armazenamento de água nos períodos secos – como o que afetou a Região Sudeste este ano, aumentando o risco de um novo racionamento de energia.
A visão radical de Marina sobre o meio ambiente, que coloca os benefícios socioeconômicos dos empreendimentos de infraestrutura em um plano bem inferior ao dos impactos ambientais dos mesmos, motivou numerosos atritos com os seus colegas do governo e, em última análise, foi a responsável pela sua saída do MMA, em maio de 2008, em protesto pela entrega da coordenação do Programa Amazônia Sustentável ao ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger.
O seu questionável conceito de humanismo lembra o da personagem dos Irmãos Karamazov de Dostoiévski, que admitia: “Quanto mais amo a humanidade em geral, menos amo as pessoas em particular, como indivíduos.”
Talvez, a percepção desse fato explique por que, na eleição de 2010, os eleitores do Acre, que a conhecem de perto, a tenham deixado em terceiro lugar, a mesma posição geral no quadro nacional, sendo que as suas maiores votações proporcionais foram obtidas nos estados mais distantes da Região Amazônica.
Além da questão ambiental, outra área em que Marina demonstra posições convergentes com a agenda oligárquica é a da “financeirização” da economia, em detrimento das atividades produtivas.
Aqui, as suas propostas soam como música aos ouvidos dos mercados financeiros: a autonomia formal do Banco Central e a preservação da “trindade monetária”, com um férreo compromisso com a obtenção de superávits fiscais, o controle da inflação com a taxa de juros (altos) e a manutenção das taxas de câmbio flutuantes.
Não por acaso, entre os seus assessores, destacam-se a cientista social Maria Alice “Neca” Setúbal, herdeira da família controladora do Banco Itaú, e os economistas André Lara Resende, ex-presidente do BNDES no governo Fernando Henrique, e Eduardo Giannetti da Fonseca, ambos ligados aos processos especulativos dos mercados financeiros.
Em suma, Marina Silva mais que uma solução para a crise político-institucional que se apresenta, é apenas um moderno derivativo da velha astúcia colonialista, que tende a agravar a crise.
Nas notas seguintes, detalharemos a intimidade da candidata herdada pelo PSB com a oligarquia internacional, para que os leitores avaliem que interesses serão mais bem servidos, caso ela e a sua rede cheguem ao Palácio do Planalto.

09 de setembro de 2014
Fonte: http://www.msia.org.br/marina-silva-e-a-astucia-ambientalista-de-um-velho-colonialismo/.
in blog do mario fortes

A HORA DA VERDADE

Ministro do STF que soltou Paulo Roberto Costa vai decidir se depoimento da delação premiada será enviado ao Congresso.

 
O ministro Teori decidiu soltar todos os 12 presos da operação em 18 de maio passado por considerar que o juiz federal, Sérgio Moro, havia invadido a competência do Supremo. Inclusive Paulo Roberto Costa, que só voltou a ser preso porque descobriram que ele tinha um passaporte português não declarado. O que fará este ministro indicado por Dilma e pelo PT? Encontrará alguma "pérola" jurídica para impedir que o Brasil saiba, antes das eleições, qual o envolvimento de Dilma Rousseff e do falecido Eduardo Campos no Mensalão II da Petrobras?
 
O presidente da CPI mista da Petrobrás, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), apresentou nesta segunda-feira um pedido para que a Justiça Federal do Paraná dê acesso à comissão a todas as informações da delação premiada que está sendo feita pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa. Vital quer que o juiz Sérgio Moro, responsável pela condução do caso, compartilhe com a comissão os depoimentos e os vídeos da delação. 
 
Ele pediu ainda que o Supremo Tribunal Federal compartilhe com a comissão os documentos decorrentes de desdobramentos da Operação Lava Jato que chegarem até a Corte.  A Petrobrás também solicitou à Justiça acesso às informações fornecidas por Costa. 
 
O compartilhamento não afeta a validade da delação. Mas cabe ao Supremo autorizá-lo.  Na quarta-feira, integrantes da CPI mista e líderes partidários devem se reunir no gabinete de Vital para discutir qual a melhor estratégia para cuidar do caso. Parlamentares da base e da oposição passaram a defender a presença de Paulo Roberto na CPI somente após o acesso a todas as informações da delação premiada. 
 
O ministro Teori Zavascki, que é relator de processos sobre a Operação Lava Jato no Supremo, deverá decidir nos próximos dias sobre o pedido. 
 
O ofício foi protocolado no STF após a revelação de que Costa citou nomes de políticos que teriam recebido pagamentos de comissões sobre contratos da Petrobrás. Diante das revelações de Costa, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá analisar a possibilidade ou não de pedir a abertura de inquéritos no Supremo para investigar suspeitas de envolvimento de parlamentares. No Brasil, autoridades como senadores e deputados somente podem ser investigadas e processadas perante o STF. Se receber algum pedido de Janot, a tendência de Teori Zavascki é determinar a abertura de inquéritos, com a realização de diligências. 
 
Conforme a revista Veja, o ex-diretor da estatal citou na delação nomes de 12 políticos. Não foram divulgados, porém, documentos, detalhes ou valores. Citada, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB-MA), negou ontem, por meio de nota, que tenha participado de esquema de desvio de recursos na estatal. “Nunca participei de nenhum esquema de corrupção e muito menos solicitei ao ex-diretor da Petrobrás recursos de qualquer natureza”, afirma a governadora em nota oficial.
 
Auditorias. No pedido que fez à Justiça, a estatal informa que quer ter acesso aos depoimentos para utilizá-los em suas auditorias internas. Atualmente, a Petrobrás tem três comitês de auditoria investigando irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), e nas construções da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). 
 
A nota oficial foi o primeiro pronunciamento da estatal sobre o conteúdo dos depoimentos do ex-diretor. A empresa nega que falte transparência na divulgação de informações internas que deem margem a suspeitas de corrupção.
 
(Folha de São Paulo)

"MARINEIROS" ABREM GUERRA CONTRA CÓDIGO FLORESTAL


https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=n3wZxYgRyWQ

Só quem não conhece a organização criminosa que age contra o agronegócio para não notar as ações orquestradas que estão sendo desenvolvidas para mudar o Código Florestal.
A estratégia é inteligente. Os marineiros, patrocinados por ONGs internacionais, utilizarão a escassez de água causada pela maior seca dos últimos cinquenta anos para mudar a lei recentemente aprovada pelo Congresso Nacional.
 
As primeiras ações já começaram. O cineasta Fernando Meirelles, que possui profunda ligação com Marina Silva, acaba de lançar um documentário sobre a crise hídrica, culpando a legislação atual, como se em dois anos ela pudesse causar algum dano à natureza.
Hoje  um procurador ligado ao ambientalismo publica artigo no Estado de São Paulo. Ele diz: Vale frisar que sou defensor do chamado desenvolvimento sustentável, equacionando-se a preservação ambiental com o desenvolvimento. 
 
 Entretanto, permitir-se a degradação ambiental, sob o pretexto de garantir o desenvolvimento social ou comercial de alguma região, é algo abominável e involutivo. Aliás, a preservação inteligente, com medidas de manejo ou comércio de créditos de carbono, por exemplo, é algo possível e parece ser o melhor caminho. Leia aqui.
 
Enquanto Marina Silva conta lorotas para os produtores rurais, exaltando o agronegócio, a guerra contra o Código Florestal será travada em função da água, não da terra. Com apoio total do "povo da cidade", que será chamado pela democracia direta defendida pela candidata, para pressionar garrotear o Congresso Nacional.

O QUE É MARINA SILVA?

 


O que é Marina Silva? 
Sabemos o que é Dilma Rousseff, o poste búlgaro. 
E Aécio, o hesitante que se esqueceu das montanhas de Minas.
Mas e Marina? 
Quem é? 
Uma política profissional que nasceu no partido que aproveitou o discurso da falsa ética para ser pior que qualquer outro. 

Foi vereadora, deputada, senadora e ministra do PT. O mesmo PT dos ladrões presos, do líder ignorante e da presidente que não consegue ser inteligível. 

Confortavelmente instalada nas salas do poder, usufruindo das benesses, deixando-se ser usada pelo desastre sociológico com nome de molusco, Marina cresceu e se transformou em uma sólida alternativa de poder nestas eleições em que até recentemente estava relegada ao segundo plano. 

Se tínhamos Dilma a “muié do homi”, hoje temos a “viúva do outro”. 

Agora sabemos que, após ser senadora e surpresa da últimas eleições, usou este capital político para faturar como palestrante mais de R$ 1,6 milhão de reais (média de R$ 41 mil/mês). Há algo de errado nisto? Não. Paga quem quer ouvir. 

O que é profundamente hipócrita é Marina se apresentar como símbolo do “novo”, como detentora dos direitos autorais de uma “nova política” sem sequer indenizar Fernando Collor, inventor dessa derivação que parece prescindir de partidos ou da própria democracia. 
Desonestidade intelectual e esperteza política indecente. Embora ainda longe do banditismo do PT, indica uma tendência preocupante. 
A falsificação do que é diminui – e muito – o que Marina poderia ser. Mas nunca foi ou será. 
Marina é somente uma cópia de Lula sem a mitomania e a menos valia do senhor dos postes apagados e fios desencapados. 
Marina é uma Dilma que consegue não falar nada, mas alguma lógica, sem espancar a língua pátria ou defender bandido de peito aberto. 
Marina preferiu o caminho mais fácil: copiar tudo que o PT prometia e jamais cumpriu. Em nome do mesmo messianismo que o filho do barril encarnou. Até porque estudou e parece não ter azia ao ler jornal, Marina serve para demonstrar quão insignificante Lula foi e Dilma é. 
Para ser presidente e recuperar este país é preciso mais. Muito mais. 
Adhemar de Barros tinha orgulho em ser identificado com o “rouba mas faz”!. 
Marina parece confortável com “ o não rouba e não faz”. Não roubar é obedecer à lei e evitar a cadeia! Não é privilégio de ninguém. E fazer algo que prometeu, o mínimo que se espera de quem prometeu. 
A questão central é que Marina promete nuvens. E estas mudam com os ventos. E a culpa sempre será do vento. Nunca do piloto. 
E assim somos impedidos de ao menos cobrar o que Marina prometeu e se comprometeu. 
Até aqui ela não se comprometeu com nada. O nada é incobrável.

09 de setembro de 2014
Augusto Nunes
Reinaldo BH

OBAMA E SEUS DELÍRIOS ESQUERDOPATAS

O presidente Obama, com seus delírios esquerdopatas, é o responsável direto pela política que permitiu o recrudescimento do terrorismo no Oriente Médio, o surgimento do ISIS, a guerra civil na Síria, a assassina e brutal repressão promovida pela ditadura comuno-socialista na Venezuela sob o comando de Cuba e China, entre outros tantos barbarismos que ocorrem no mundo atual.
Resultado: centenas de milhares de mortes violentas e um sem número de pessoas sobrevivendo de forma caótica.
Fosse o Partido Republicano que estivesse na presidência, a situação seria outra.
Agora, fortemente pressionado, o fanfarrão socialista norte-americano ensaia uma mudança de postura em relação ao problema árabe. Tudo jogo de cena. Ele é incapaz de fazer o correto.

Só resta esperar que o próximo presidente Republicano venha logo para começar a consertar o gigantesco estrago.

09 de setembro de 2014
Luis Gomes
Enviado por Gracias Ferraz, por e-mail via Grupo Resistência Democrática.
 

MENSALÃO II DA PETROBRAS: AÉCIO IRONIZA O "NÃO SABIA" DE DILMA


O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, rebateu na noite desta segunda-feira (8) afirmação da presidente Dilma Rousseff (PT) de que jamais imaginou haver "malfeitos" em negócios da Petrobras. O tucano ironizou a argumentação de Dilma, que durante o governo Lula comandou o conselho diretor da Estatal, e disse que, se realmente não sabia de nada, a petista deve sair do governo por "absoluta incapacidade". 
 
"A presidente da República repete aquilo que já se transformou num mantra desse governo: 'eu não sabia'", inicia Aécio, lembrando frase dita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando estourou o escândalo do mensalão, em 2005. Na ocasião, em pronunciamento, Lula disse: "eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento". 
 
Ao relacionar a declaração do antecessor de Dilma à petista, Aécio lembrou que Dilma comandou a área energética do governo e que foi presidente do conselho da Petrobras. "Será que é possível que alguém que por doze anos comandou com mãos de ferro a nossa maior empresa [...] não soubesse de nada? De duas, uma: se não sabia, não pode governar mais o Brasil por absoluta incapacidade. Se sabia, a coisa é mais grave", atacou em um vídeo publicado em suas redes sociais. 
 
"Nós esperamos que a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) possa receber todas as informações sobre esse depoimento para que aqueles que eventualmente tenham assaltado a nossa maior empresa pública possam ser exemplarmente punidos", concluiu o tucano.
 
(Folha Poder)

O ACÓRDÃO DA CORRUPÇÃO


 
Elas têm diferenças políticas? Elas têm diferenças ideológicas? Não, não têm. Mas o mais grave é que elas também não têm diferenças no que se refere a abafar a corrupção do Mensalão da Petrobras.
Hoje Marina Silva, para blindar o seu ex-companheiro morto Eduardo Campos, envolvido até o pescoço na lama de Abreu e Lima, saiu em defesa de Dilma Rousseff. "A presidente [Dilma] tem responsabilidades políticas. Eu não seria leviana em dizer que ela tem responsabilidade direta pessoalmente", afirmou.
Está, na verdade, fazendo um acordão com a sua "adversária". Tipo assim:você manda a PF proteger Campos e eu, se eleita, livro a sua cara. É o Acordão da Corrupção no Mensalão da Petrobras.

O ESPETÁCULO CIRCENSE DO CINISMO. COMO DISSE O OUTRO, "A HISTÓRIA SÓ SE REPETE COMO FARSA".

Ao ser inquirida sobre o Mensalão 2 da Petrobras, Dilma Rousseff mente, diz que "não sabia" e dá um espetáculo de cinismo.
 
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (8) que jamais imaginou haver "mal feitos" em negócios envolvendo a Petrobras tanto no período em que esteve à frente do Conselho de Administração da estatal quanto nos três anos e meio de seu governo. Dilma participa de uma sabatina feita pelo jornal "O Estado de S. Paulo", no Palácio da Alvorada em Brasília. 
 
Para a presidente, o envolvimento de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da empresa, "é estarrecedor". "Em nenhum momento houve [desconfiança]. É interessante que lembremos que ele [Paulo Roberto Costa] é um quadro da Petrobras. O que é mais estarrecedor. Ele vinha fazendo carreira. É de fato surpreendente que ele tenha feito isso. Isso não faz parte da Petrobras", afirmou. 
 
A Petrobras, onde Dilma exerceu o poder máximo entre 2003 e 2009, colecionou dezenas e dezenas de escândalos de corrupção, que foram sistematicamente abafados pelo propinoduto instalado dentro da maior estatal brasileira. Apenas para lembrar, foi abafada uma CPI em 2009 e agora, em 2014, o governo do PT não deixa sair do lugar uma CPI no Senado e uma CPMI no Congresso. Abaixo listamos alguns dos escândalos que ocorreram na Petrobras nestes anos de PT.
  •  O Tribunal de Contas da União (TCU) sempre foi impedido de fiscalizar a Petrobras. Desde 2005 aponta uma verdadeira roubalheira na companhia. Um relatório de fiscalização com indícios de graves irregularidades em 63 obras do Governo Federal, a ponto de recomendar, em setembro de 2009, a paralisação de 41 empreendimentos da administração Lula. Entre os casos mais graves, a Petrobras. Na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, cujos serviços àquela altura estavam estimados em R$ 4 bilhões, técnicos do TCU detectaram sobrepreços e critérios de medição inadequados. Na reforma da refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná, com obras orçadas num total de R$ 2,5 bilhões, também teria havido a prática de sobrepreço. 
  • Outras obras a cargo da Petrobras foram denunciadas sistematicamente pelo TCU: 
    • o gasoduto Urucu-Coari-Manaus subiu de R$ 2,4 bilhões, no início das obras, em 2006, para R$ 4,5 bilhões, em março de 2009. 
    • O gasoduto Cacimbas-Catu, entre o Espírito Santo e a Bahia, teve os custos elevados de R$ 2,9 bilhões para R$ 3,5 bilhões. Segundo o TCU, havia contratos firmados sem licitação e o superfaturamento nos serviços de aplicação de asfalto alcançara 2.400%. Trabalhos de escavação em 183 quilômetros da obra foram acordados em R$ 1,6 milhão, enquanto o mesmo serviço em outro trecho, de 171 quilômetros, recebeu orçamento de R$ 10 milhões.
    • As plataformas marítimas P-52 (campo Roncador) e P-53 (campo Marlim Leste) sofreram reajustes, respectivamente, de R$ 3,2 bilhões para R$ 3,5 bilhões, e de R$ 2,9 bilhões para R$ 3,9 bilhões. 
    • Integrava a lista a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, cujas obras tiveram aumento de R$ 18,7 bilhões para R$ 19,2 bilhões. Os custos aumentam com termos aditivos que passam a ser incorporados aos contratos iniciais. Eles alteram projetos básicos, multiplicam valores de obras e introduzem novos serviços. 
    • A plataforma P-56, cujo destino era a bacia de Campos (RJ), é outro exemplo. A sua construção subiu de R$ 2 bilhões para R$ 2,4 bilhões. 
    • A refinaria de Duque de Caixas, no Rio de Janeiro, teve 24 anexos ao contrato original. Os aditivos previam pagamentos por serviços não estabelecidos anteriormente e até reajuste salarial aos operários. Naquela obra teria ocorrido direcionamento de contratos. 
  • Desde o começo da obra, a Auditoria do TCU identificou diversas irregularidades na primeira parte da construção da refinaria Abreu e Lima, como um superfaturamento de R$ 121 milhões em serviços executados, inclusive nos de terraplenagem. Usariam o truque do "jogo de planilha", contratação de funcionários e até de máquinas-fantasmas. Uma das contratadas pela Petrobras para tocar as obras em Abreu e Lima, citada pela Polícia Federal, na Operação Boi Barrica, depois Faktor, era a EIT (Empresa Industrial Técnica). Ela apareceria como suspeita de efetuar pagamentos indevidos ao grupo do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). 
  • O ex-ministro de Minas de Energia, Silas Rondeau, que sentou ao lado de Dilma Rousseff como membro do Conselho de Administração da Petrobras, foi acusado de usar consultoria para "mascarar" o recebimento de dinheiro de empresas do setor de energia. Ele era sócio oculto da RV2, que assinou contrato de R$ 195 mil com a Multiner, empresa com atuação na construção de usinas eólicas. A Multiner também controlava a termelétrica de Cristiano Rocha, em Manaus, que recebera financiamento de R$ 27,7 milhões da Petros, o fundo de pensão da Petrobras. 
  • Investigada na CPI das ONGs, a Petrobras foi desmascarada financiando prefeituras do PT e ONGs fantasmas ligadas ao partido. Um dos grandes contratos assinados sem licitação durante a era Lula entre a Petrobras e organizações não-governamentais, no valor de R$ 16,1 milhões, foi o celebrado em outubro de 2008 com o MBC (Movimento Brasil Competitivo), uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). O escopo do convênio era a modernização da gestão pública e o aumento da competitividade do setor. No papel, tudo muito bonito. Como sempre. O problema foi que, entre seus conselheiros, o MBC tinha o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e mais quatro ministros da administração Lula, inclusive a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT-RS).
  • O TCU examinou o destino das aplicações da Petrobras em programas e obras sociais. Eram convênios ou contratos firmados por dispensa de licitação que movimentaram R$ 209 milhões entre 2003 e meados de 2009. A maior parte do dinheiro vinha do chamado FIA (Fundo da Infância e Adolescência) e beneficiou o PT e os partidos da base aliada do presidente Lula. De dezembro de 2008 a maio de 2009, por exemplo, de R$ 38,6 milhões provenientes de 157 repasses, 54% dos recursos irrigaram administrações do PT. Os 46% restantes foram divididos por 16 partidos. Se considerarmos o PMDB, os dois principais partidos da base aliada, PT e PMDB, embolsaram 67% da verba.  
  • A CGU (Controladoria-Geral da União) detectou indícios de desvios em oito contratos da Petrobras, no valor de R$ 5,6 milhões, todos celebrados com organizações não-governamentais entre 2003 e 2008. Conforme o jornal O Globo, havia ausência de comprovantes de despesas e dinheiro da estatal em empresas ligadas aos próprios donos das entidades patrocinadas. Um repasse suspeito, no valor de R$ 1,4 milhão, beneficiou a Associação Vira Lata, uma cooperativa de catadores de papel dirigida por um assessor do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), também citado no escândalo do mensalão. 
Uma coleção de denúncias contra a Petrobras pode ser encontrada no livro O Chefe, de Ivo Patarra, de onde retiramos grande parte das informações acima.
 
 
É impressionante ouvir da Presidente da República, que sempre teve a primeira e última palavra na Petrobras como ministra das Minas e Energia e depois como Presidente do Conselho de Administração, que não imaginava que haveria " malfeitos " dentro da Petrobras. Estes "malfeitos", na verdade uma coleção de crimes de lesa pátria, sempre frequentaram as manchetes de jornal, as investigações da Polícia Federal e os relatórios do TCU. É muito cinismo! 
 
09 de setembro de 2014
in coroneLeaks