"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A IMAGEM DO CINISMO. OU SERIA DA DESFAÇATEZ? SERIA DE AMBOS?

Dilma ressuscita na TV a obra invisível que, em parceria com Lula, fingiu inaugurar duas vezes para tapear eleitores nordestinos

https://www.youtube.com/watch?v=9QL5vESBPkc&feature=player_embedded

Em 2009, Lula voltou a jurar de morte o fenômeno que atormenta o Nordeste desde o século 19: a seca acabaria para sempre. Não em 2010, como prometera em 2008, mas dali a três anos, assim que fosse concluída a transposição das águas do Rio São Francisco: “Vai sê inaugurada definitivamente em 2012, a não sê que aconteça um dilúvio ou qualquer coisa”, garantiu o palanque ambulante.

Em 2012, Dilma Rousseff confirmou que, como avisara o padrinho, o sertão iria mesmo virar mar. Mas só em 2014. Dilúvio não houve, nem se soube de qualquer coisa suficientemente poderosa para ordenar ao São Francisco que permanecesse onde sempre esteve. O que teria acontecido? A obra foi subestimada pelos responsáveis, explicou a responsável pela obra.

Meses atrás, convidada a justificar o prosseguimento dos trabalhos de parto iniciados há cinco anos sob a supervisão da Mãe do PAC, Dilma irritou-se com Dilma: “Num acredito que uma obra dessas em qualquer lugar do mundo leve dois anos pra sê feita”. Só no Brasil Maravilha que o padrinho criou e a afilhada aperfeiçoa. Tanto assim que, na semana passada, a candidata à reeleição confessou que o deslumbramento fluvial não se tornará visível tão cedo.

De volta ao São Francisco para gravar cenas planejadas pelo marqueteiro João Santana, a supergerente caprichou no dilmês de comício para explicar os motivos de mais um adiamento: Tente entender o palavrório reproduzido sem retoques nem correções:

“Acho que uma parte significou a chamada curva de aprendizado, você tem de aprender a fazer. A segunda parte, eu acho que a complexidade da obra é maior do que se supunha, principalmente quando você considera que não é pura e simples a abertura de canal. É também estações de bombeamento”.

Cenas da visita ao rio que teima em não sair do leito ilustraram a ressurreição da vigarice franciscana no horário eleitoral da TV. Além de exterminar a seca, o milagre das águas agora também vai “irrigar esperanças e secar muita lágrima dos nordestinos”. Basta votar em Dilma e ter paciência para esperar mais um ano e pouco. Ou mais um mandato. Ou mais um século. Haja cinismo.

25 de agosto de 2014
Augusto Nunes, Veja

FALANDO FRANCAMENTE 2

FALANDO FRANCAMENTE...

VIVA O POVO BRASILEIRO

 

Oba! No ar, o programa eleitoral gratuito. Os presidenciáveis se apresentam. São 11. Oito parecem meteoros. Surgem, prometem milagres, batem asas e voam. Os outros dispõem de mais tempo. Eduardo Campos ressuscita e reafirma promessas. Dilma e Aécio têm complexo de Deus. Ela fez e aconteceu. Ele acha pouco. Fará mais. Ela, mais ainda.
Televisao 2Na tela, coisas de campanha. Faixas, bandeiras, santinhos. E, claro, a grande vedete — o povo.
Povo? Que povo? Alguns o chamam de povinho. Outros, de zé-ninguém. Massa serve. Povão também.
Na França, foi denominado de terceiro estado — tudo que não era clero nem nobreza.
Aqui ganhou outras especificações. «Apenas um detalhe», rotulou-o Zélia Cardoso de Mello.
«É o dono da Praça Castro Alves», cantou Caetano. «É o porta-voz do Senhor», afirmam os pais de santo. E explicam: «A voz do povo é a voz de Deus».
 
Seja como for, é comovente. Os corações moles derramam oceanos de lágrimas. Os durões também. Ninguém resiste a tanto afeto. Sobram abraços, beijos e juras de gratidão. Os louquinhos pelo Planalto só dizem «esse país, nesse país». E dá-lhe povo.
Alguém (do povo) pergunta: «A que país eles se referem?». Outro (do povo) responde: «Este país não é. Deve ser uma Suécia melhorada».
 
25 de agosto de 2014
Dad Squarisi

UMA ENTREVISTA VEXATÓRIA... MAS CONVENHAMOS: RESPONDER O QUÊ?



Foram pouco mais de 15 minutos difíceis de enfrentar e de assistir. Em entrevista ao Jornal Nacional, ontem à noite, a presidente Dilma Rousseff (PT) teve que respirar fundo para não se descontrolar abertamente frente aos questionamentos incisivos dos apresentadores Willian Bonner e Patrícia Poeta. Dilma deve ter se surpreendido com a inquirição dura, especialmente de Bonner.

Deve ter achado que, apesar de terem apertado os entrevistados anteriores – Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB, que teve performance excelente no confronto, um dia antes de morrer -, os dois pegariam mais leve com ela pelo fato de ser presidente.
E saiu-se mal. Muito mal.
Por um motivo simples: Dilma não respondeu aos questionamentos que lhe foram dirigidos por Bonner a respeito de os petistas condenados pelo mensalão, aos quais o apresentador se referiu literalmente como corruptos, terem sido defendidos pelo PT, o partido da presidente.

Como também evitou se pronunciar claramente frente à pergunta do apresentador sobre o quadro difícil vivido pela economia, com inflação alta e baixo crescimento. Bonner queria saber se atribuir os problemas econômicos nacionais à crise internacional não era fugir da responsabilidade de uma gestão petista que vai para o 12º ano.

A presidente preferiu sair pela tangente, tergiversar. Ficou evidente, claro como água limpa, que tentava enrolar os apresentadores e, principalmente, os telespectadores. Foi horrível ver que Dilma não enfrenta as questões do país que dirige de frente e pelos quais, sim, é em grande parte responsável.
Um exagero dizer que Dilma trocou as bolas, evidenciando sua prosaica dificuldade de expressão. Pelo contrário, agiu deliberadamente no sentido de tentar ocultar aquilo que se pode ver a olho nu e torna transparentes os fracassos de seu governo. Um vexame!

25 de agosto de 2014
Raul Monteiro / Política Livre

PIB DESABA DE 4% PARA 0,7% EM UM ANO. BRASIL A CAMINHO DA RECESSÃO...

Em um ano, previsão de crescimento do PIB desaba de 4% para 0,7%. E continua caindo. País ruma para uma recessão.
Em agosto de 2013, Guido Mantega, ministro da Fazenda, foi ao Congresso entregar o Orçamento 2014, construído em cima de um PIB crescendo 4% e de uma inflação a 5%. É um governo que mente muito, trabalha pouco e nao tem vergonha na cara.

A poucos dias de o IBGE divulgar o resultado das contas nacionais, com as informações sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, o mercado voltou a reduzir a projeção para o avanço da economia neste ano.
 
As cerca de 100 instituições consultadas pelo Banco Central (BC) para o boletim Focus cortaram, pela 13ª semana consecutiva, de 0,79% para 0,70% a estimativa para o crescimento do PIB em 2014. Para o ano que vem, as projeções foram mantidas em 1,20% de expansão.

O mercado também manteve a projeção de queda de 1,76% para a produção industrial neste calendário e a de alta de 1,70% para o setor em 2015. A estimativa para o superávit da balança comercial neste ano foi elevada de US$ 2 bilhões para US$ 2,5 bilhões, enquanto a previsão do saldo comercial para 2015 permaneceu em US$ 8 bilhões de superávit.

Quanto à taxa de câmbio, a projeção é de dólar a R$ 2,35 no fim de 2014 e a R$ 2,50 no encerramento de 2015, ambas sem alteração.
 
(Valor Econômico)

MARINA, FIM DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA, GOVERNO DO "OCCUPY BRASÍLIA"


 
 
 
Não pensem que o casamento dos socialistas do PSB com os sonháticos de Marina Silva é apenas por conveniência. Que é momentâneo. Não é. É por uma profunda concordância com a "democracia participativa" que eles estão unidos, cada um com as suas interpretações sobre a fórmula de governar "com o povo". O objetivo de ambos é "governar com as ruas", mobilizando movimentos sociais para pressionar o Congresso, acabando com a "democracia representativa". 

Não sou cientista político, mas também não sou burro. Esta linha ideológica de Marina Silva ficou muito clara quando ela liderou centenas de ONGs e mais um coletivo de artistas para peitar o Congresso Nacional e a Presidência da República com a campanha "Veta Dilma", durante as discussões do Código Florestal. O Parlamento era constantemente invadido por manifestantes, com Marina Silva na liderança, tentando impedir que as discussões e votações tivessem o curso normal. E como isso era feito? Utilizando dados mentirosos sobre desmatamento, utilizando pesquisas de opinião pública manipuladas, utilizando a palavra de uma "academia" aparelhada. E, principalmente, transformando jovens estudantes em massa de manobra, como se fossem uma seita ambientalista. 

As fotos acima ilustram um pouco do que foi a primeira tentativa de Marina Silva para confrontar a democracia e tentar levar no grito e na força o veto ao Código Florestal.

Hoje o jornal Valor Econômico publica uma entrevista com o presidente do PSB, Roberto Amaral, onde ele é muito claro a respeito do modelo de governo que será implantado, caso a comoção continue, caso impere o culto fundamentalista à candidata Marina Silva. Destacamos algumas frases:

Tem que haver composição e diálogo com o Congresso, mas em função de uma linha programática... Estou convencido de que isso é possível. Você viu o resultado das manifestações de rua. Fez com que o Congresso aprovasse leis que estava segurando havia quatro anos.

Só vejo uma forma: nós não pararmos a campanha em outubro. Mantermos a sociedade mobilizada, sendo ouvida, sendo chamada, reavivarmos as entidades de classe, discutirmos tudo claramente. A democracia participativa está na Constituição.

Marina Silva, em todas as suas aparições na Imprensa, por outro lado, messiânica, passou a dividir os políticos entre os bons e os maus. Diz que vai governar com os bons. E até mesmo citou José Serra, para diferenciá-lo do tucano Geraldo Alckmin, que ela não apoia. Teremos, com a hipótese de Marina Silva, não mais a luta de classes adotada pelo PT como base para governar, exacerbando o conflito entre pobres e ricos. Teremos o fundamentalismo religioso dividindo o país entre os bons e os maus, como se estivéssemos em pleno Juízo Final. Para isso, os bons serão os jovens, os ambientalistas e os movimentos sociais. Os maus serão, em primeiro lugar, os políticos, seguidos dos produtores rurais e por aí vai.

Este fundamentalismo messiânico já está presente nas declarações do presidente do PSB, Roberto Amaral. O jornal pergunta a ele: Se o PSB não for para o segundo turno, apoia quem? Fica na oposição? Ele responde, convicto: Estou convencido de que ganho no primeiro ou irei para o segundo turno. Antes disso, informa que não fará acordos espúrios com o PMDB, que ele cita textualmente. Que Marina governará "com as franjas do PT e do PSDB". Além, é lógico, de atravessar a Praça dos Três Poderes, juntar 20.000 jovens e cercar o Congresso Nacional. Não é o que ela sempre fez? Com ela, sem dúvida alguma, a democracia representativa estará com os dias contados. Sem maioria e sem acordos, só mesmo um Occupy Brasília. Impossível? Vejam o que ela declarou em outubro de 2013, em artigo na Folha de São Paulo:

Quando o movimento Occupy Wall Street mostrou-se resistente a ponto de espalhar-se como estratégia pelo mundo inteiro, o iceberg de uma grande mudança revelou sua pontinha. Os jovens ativistas autorais são as novas antenas da raça humana.
 
25 de agosto de 2014
in coroneLeaks

CONTRA A PAREDE

CPMI da Petrobras: deputado da oposição pedirá convocação e quebra de sigilos de empresários do ABC

ronan_mariapinto_01 Líder do PPS na Câmara dos Deputados, deputado Rubens Bueno (PR) anunciou que pedirá à CPMI da Petrobras a convocação dos empresários Ronan Maria Pinto, Oswaldo Rodrigues Filho e Enivaldo Quadrado, além da quebra do sigilo bancário do trio e das empresas Expresso Nova Santo André e Remar Agenciamento e Assessoria.

De acordo com reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, publicada no último sábado (23), a Polícia Federal apreendeu no escritório da contadora do doleiro Alberto Youssef, investigado pela CPMI, um contrato de empréstimo, no valor de R$ 6 milhões, celebrado entre a 2 S Participações Ltda., do empresário Marcos Valério, e a Expresso de Ronan.

“São fortes os indícios da ligação dos envolvidos no caso do Mensalão com o desvio de recursos da Petrobras que está sendo apurado pela CPMI”, disse Bueno, ao justificar os pedidos que serão protocolados na comissão nesta segunda-feira (25).

O doleiro Alberto Youssef está preso sob a acusação de comandar um bilionário esquema de corrupção envolvendo políticos, autoridades e contratos com a Petrobrás.

O parlamentar disse que o contrato encontrado pela PF em poder da contadora de Youssef, Meire Bonfim da Silva Poza, pode ser o elo entre o doleiro e Valério, operador do Mensalão do PT. “É um documento importante que poderá ajudar a CPMI comprovar a relação do PT com a corrupção, com o malfeito”, disse Bueno.

25 de agosto de 2014
ucho.info

ALERTA MÁXIMO

“Estado Islâmico” pode ser mais perigoso do que a Al Qaeda, advertem os EUA

(Reuters)
(Reuters)

A sofisticação e o poder militar do “Estado Islâmico do Iraque e do Levante” (EIIL), que agora se autodenomina “Estado Islâmico” (EI), representam uma ameaça enorme aos Estados Unidos, que pode superar a da Al Qaeda, afirmaram líderes militares norte-americanos na quinta-feira (21).

“Eles são uma ameaça iminente para todos os nossos interesses, no Iraque ou em qualquer outro lugar”, disse o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, sobre o EI. O grupo militante já tomou um terço do território iraquiano e divulgou, nesta semana, um vídeo que mostra a decapitação do jornalista e refém americano James Foley.

Quando perguntado se o EI representaria uma ameaça aos EUA comparável àquela do atentado de setembro de 2001, Hagel disse a jornalistas no Pentágono que o grupo é “mais do que qualquer outro grupo terrorista”.

“Eles combinam ideologia e sofisticação militar, técnica e estratégica. Eles são extremamente bem financiados. Isso está além de tudo o que tudo o que já vimos”, disse o secretário de Defesa.
O general Martin Dempsey, chefe do Estado-Maior dos EUA, afirmou que o grupo poderia ameaçar diretamente o Ocidente com o retorno de cidadãos europeus ou americanos a seus países de origem, depois de terem lutado na Síria ou no Iraque.

Os radicais do EI poderiam ser contidos e eventualmente derrotados por forças locais apoiadas pelos EUA, mas, para isso, a população sunita tanto do Iraque quanto da Síria teria que rejeitar o grupo, disseram Hagel e Dempsey.

O general disse ainda que o grupo é devoto a uma ideologia fanática e, a longo prazo, pretende conquistar o Líbano, Israel e o Kuwait. “Se eles concretizarem esses planos, isso alteraria fundamentalmente o Oriente Médio e criaria uma situação que certamente nos afetaria de diversas maneiras”.

Hagel disse que dezenas de ataques aéreos dos EUA ajudaram a conter os jihadistas na região da barragem de Mossul, no norte do Iraque. “Os ataques aéreos, as armas e a assistência americanos ajudaram as forças iraquianas e curdas a conter o avanço do EI na região de Erbil, onde diplomatas e tropas americanas estão trabalhando, e a recuperar a barragem de Mossul”.

Perguntado se os EUA atacariam os militantes na vizinha Síria, Hagel não descartou a possibilidade, mas também não indicou que ataques sejam iminentes. “Eles podem ser derrotados sem considerarmos a parte da organização que reside na Síria? A resposta é não”, completou o general Dempsey.

(Com agências internacionais)

25 de agosto de 2014
ucho.info

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

                        A Hora dos Petralhas Mortos-Vivos


 A Operação Lava Jato torna ainda mais assustador para a cúpula do PT o imortal fantasma de Celso Daniel – Prefeito petista hediondamente sequestrado, torturado e assassinado em janeiro de 2002, só Deus sabe por ordem de quem. Agentes federais descobriram uma prova que embasa a denúncia feita em 2012 pelo “operador do Mensalão”, Marcos Valério Fernandes de Souza, segundo a qual Lula da Silva, Gilberto Carvalho e José Dirceu foram chantageados por Ronan Maria Pinto. Trata-se do conhecido empresário de ônibus em Santo André, que nega as suspeitas de ligação com a morte brutal do petista que comandaria as finanças da primeira campanha presidencial vitoriosa de Lula.

O fantasma de Celso Daniel assombra a cúpula petista em toda véspera de eleição, pelo menos a cada dois anos. Mas, agora, a Lava Jato lança novas sujeiras sobre o escandaloso crime até hoje sem solução concreta e punição para o verdadeiro mandante. O Estadão noticiou que a Polícia Federal apreendeu no escritório da contadora do doleiro Alberto Youssef um contrato de empréstimo de R$ 6 milhões que liga as empresa 2S Participações, de Marcos Valério, com a Expresso Nova Santo André, de Ronan Pinto, e a Remar Agenciamento e Assessoria. Assinado em outubro de 2004, o acordo chama atenção por ter as inscrições “Enivaldo” e “Confidencial”.

A PF suspeita que “Enivaldo” seja uma referência direta a Enivaldo Quadrado, envolvido no escândalo do Mensalão, que trabalhava para o doleiro Youssef – apontado, junto com Paulo Roberto Costa, ex-diretor de “abastecimento” da Petrobras, como o suspeito de comandar um esquema de lavagem de mais de R$ 10 bilhões. O negócio fica mais suspeito porque o achado do contrato empresta ares de prova ao depoimento prestado por Marcos Valério a duas procuradoras do MPF, em setembro de 2012. Valério revelou que o PT lhe pediu R$ milhões emprestados para que Ronan parasse de chantagear Lula, Carvalho e Dirceu sobre o caso Celso Daniel.

Não fosse agora ser ressuscitado pela Lava Jato, tal depoimento voltaria a cair no esquecimento público ou ficaria restrito à papelada processual do pós-Mensalão. Além evocar o fantasma de Daniel, Valério botou Lula (que nega tal versão) no meio do Mensalão. O publicitário garantiu às procuradoras Claudia Sampaio e Raquel Branquinho que teve um encontro rápido com Lula, em 2003, no Palácio do Planalto, quando o então presidente havia endossado um acordo financeiro firmado entre José Dirceu (na época ministro da Casa Civil) e Delúbio Soares (naquele tempo tesoureiro do PT). Trata-se do famoso repasse de R$ 7 milhões da Portugal Telecom para o grupo, segundo Valério, com total aval de Lula.

No momento em que Paulo Roberto Costa negocia uma delação premiada, o processo da Operação Lava Jato se aproxima, perigosamente, da cúpula do Partido dos Trabalhadores e da caixa preta dos gestores petistas em fundos de pensão. O Ministério Público Federal já investiga negócios feitos pelo doleiro Alberto Youssef com João Vaccari Neto, secretário nacional de finanças do PT, umbilicalmente ligado ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É por isso que a nova defensora de Paulo Roberto Costa, a advogada criminalista Beatriz Catta Preta, adverte que, “pessoalmente, seu cliente está em um momento difícil”.

O caos está formado. Preso desde março pela Operação Lava Jato, o advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, apontado como laranja de Youssef na empresa CSA Project, sediada em São Paulo, é quem relaciona Vaccari com o esquema que lavou mais de R$ 10 bilhões. Em depoimento no último dia 15, Carlos Costa revelou haver indício de que Vaccari estaria intermediando negócios de fundos de pensão (principalmente a Petros) com a CSA e uma outra empresa ligada ao doleiro Youssef, a GFD Investimentos, na qual Paulo Roberto Costa também figuraria como sócio. Carlos Costa apontou o ex-gerente de Novos Negócios do Petros, Humberto Pires Grault, sindicalista ligado ao PT, como um dos beneficiários de R$ 500 mil, que teriam sido pagos como “comissão” para que o fundo de pensão adquirisse, entre 2005 e 2006, uma cédula de crédito bancário de R$ 13 milhões.

O momento é dificílimo... Esta semana, na Polícia Federal em Curitiba, Paulo Roberto Costa terá um novo encontro com sua defensora para ratificar a decisão de partir para a “delação premiada” – que pode gerar reações imprevisíveis na cúpula petralha. A advogada Preta ainda não garante que Costa queira colocar o preto no branco: “Ele ainda não está decidido. Esta é uma escolha muito pessoal, muito subjetiva. Tem que partir da pessoa. A delação tem um ônus grande, apresenta prós e contras. O colaborador busca benefícios. Por outro lado, tem que apontar pessoas, fatos, é uma decisão que só o réu pode tomar”.

Não querendo se transformar em um novo “Celso Daniel”, na realidade, Paulo Roberto Costa e sua família acenam com a delação premiada para acuar os petistas. Afinal, não dá para conceber que ele tenha comandado sozinho ou apenas com o doleiro Youssef um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, envolvendo vários contratos da Petrobras – empresa na qual ele controlava, estranhamente, 1832 contas correntes, embora não fosse o diretor financeiro, mas apenas o de “abastecimento”. Paulo Roberto era tão poderoso que, entre 2005 e 2012, foi o substituto eventual de José Sérgio Gabrielli, assumindo a presidência da Petrobras por 24 vezes, ou 95 dias na função.

A história é tão clara que nem precisa desenhar. Nada na Petrobras se resolve sem a interferência, o conhecimento ou o aval direto da Presidência da República, junto com a diretoria executiva e o conselho de administração da empresa. Portanto, a sujeira descoberta na lava Jato atingirá, em cheio, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora Dilma Vana Rousseff. O caso da “presidenta” é complicadíssimo. Se não sabia de nada, pode ser taxada de “ignoranta”. Se sabia e deixou correr frouxo, pode ser classificada, no mínimo, de “incompetenta”.
Como os bebês de colo sabem, desde o início do primeiro governo Lula, Dilma acumulou as funções de Ministra de Minas e Energia e Presidente do Conselho de Administração da Petrobras (cargo que ocupou durante quase oito anos). Assim, desde janeiro de 2003, Dilma tinha o poder de agir e acionar os instrumentos para determinar investigações sobre fatos que tivessem sido praticados em prejuízo da Petrobras. E, obviamente esse poder se tornou ainda maior quando ela passou a exercer a presidência da República.
Por isso, é espantoso constatar que só agora, passados mais de doze anos, Dilma cometa a imprudência de lançar suspeitas sobre a falta de investigações em dois fatos prejudiciais à Petrobras ocorridos no governo FHC (o afundamento da plataforma P-36 e a troca de ativos com a Repsol). Por que ela, como poderosa ministra de Lula, chefona do Conselho da Petrobras e, depois, Presidenta da República, não mandou apurar o que viu de errado? Certamente, contaminada pelo ambiente emocional gerado pelo risco de não se reeleger, a coitadinha da Dilma acabou jogando contra si mesma...
Porém, o mais espantoso é ver que a suposta “oposição” não questiona o caso Gemini – um crime de lesa-pátria que tem o potencial de aniquilar qualquer resquício de credibilidade que, porventura, ainda exista nas duas mais decantadas qualidades de Dilma: “gerente eficiente” e “administradora transparente”. O engenheiro João Vinhosa já cansou de denunciar este escândalo que pode ser um modelo repetido em várias caixas-pretas das “Sociedades de Propósitos Específicos” firmadas pela Petrobras com empresas parceiras.
No vídeo-texto intitulado “A oposição que Dilma pediu a Deus (III)”, o engenheiro João Vinhosa afirma que, para liquidar com Dilma, basta perguntar: Que providências ela tomou diante das diversas cartas que recebeu sobre a Gemini? As cópias protocoladas, enviadas a ela, podem ser vistas no

site www.maracutaiasnapetroroubobras.com
https://www.youtube.com/watch?v=sxDe0vSbEUE&feature=player_embedded
 Pelo visto, a Petrobras é uma “arma eleitoral” (usada pelo próprio governo) contra si mesmo. A Lava Jato cai matando. E, agora, que o fantasma de Celso Daniel volta a assombrar a petralhada, o futuro da República Sindicalista do Brazil fica seriamente comprometido. Agosto, o mês do desgosto, ainda deve gerar mais desgraças contra o regime nazicomunopetralha que faz uma hedionda parceria com a governança do crime organizado.
 
God na defesa
 
Correria

 
25 de agosto de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

POR QUE O MINISTRO DA JUSTIÇA ESCONDEU DEPOIMENTO DE MARCOS VALÉRIO NO CASO CELSO DANIEL?

PSDB quer saber por que ministro petista abafou depoimento de Marcos Valério que ressuscita caso Celso Daniel.

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Antônio Imbassahy (BA), vai pedir explicações ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre as providências adotadas pelo órgão após depoimento de 2012 do empresário Marcos Valério, condenado no processo do mensalão. Na ocasião, Valério afirmou que dirigentes do PT pediram a ele R$ 6 milhões que seriam destinados ao empresário Ronan Maria Pinto.

Segundo o depoimento de Valério em 2012, o dinheiro serviria para encerrar suposta chantagem sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o então secretário da Presidência, Gilberto Carvalho, e o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. 

Por meio de nota, o PSDB informou que pedirá requerimento de informações amanhã, dia 25, por meio da Lei de Acesso à Informação, questionando detalhes sobre as medidas adotadas após a denúncia.  "Queremos saber que andamento foi dado às denúncias que agora parecem se confirmar, após a apreensão no escritório de Yousseff de um contrato de empréstimo entre Marcos Valério e uma empresa de Ronan exatamente no mesmo valor denunciado à época", afirmou Imbassahy, em nota.

Conforme noticiado pelo Estado neste fim de semana, a polícia federal apreendeu no escritório da contadora do doleiro Alberto Yousseff contrato de empréstimo de 2004 no valor de R$ 6 milhões entre Marcos Valério e uma empresa de Ronan, empresário de Santo André. 

O líder do PSDB aponta que a imprensa noticiou que, em 2012, após as denúncias, a presidente Dilma Rousseff deu ordens a Cardozo e outros ministros para realizarem ação coordenada na tentativa de desqualificar o depoimento prestado por Valério. "Mas qual terá sido o procedimento tomado por aquele que um dia vangloriou-se de não ignorar nem engavetar as denúncias que recebe? 

Ele não pode agora desqualificar a própria Polícia Federal", completou o líder tucano, em nota. Com as informações recentes, o tucano destaca "parecer claro" que o Supremo Tribunal Federal julgou apenas "um dos braços do mensalão". "A operação Lava Jato tem revelado outros desdobramentos de uma organização criminosa que não estava entranhada no Estado brasileiro, mas dele fazia parte - e sua última grande vítima foi justamente a Petrobrás", completou.

(Estadão)
 

ESTADÃO ANTECIPA IBOPE COM MARINA SURFANDO "ONDA DE PROPORÇÕES HAVAIANAS"

 

 
Segundo o analista de pesquisas José Roberto de Toledo, do Estadão, vem aí um Ibope encomendado pelo jornal (sai hoje no final da tarde) onde ele assegura que Marina Silva estará no pico de uma grande onda. Leia abaixo.

Há data e hora marcados para todo mundo ficar sabendo o que a turma diferenciada já vislumbrou desde suas coberturas: a candidatura de Marina Silva (PSB) está surfando uma onda de opinião pública de proporções havaianas. Será nesta terça-feira, às 18h, quanto o Estadao.com divulgar a pesquisa Ibope que está em campo. O que ninguém sabe é quão longe a onda vai chegar.

Por força da legislação eleitoral, o eleitor indiferenciado só tem acesso às pesquisas registradas pelos institutos. A divulgação dos números de pesquisas não registradas e das sondagens telefônicas diárias é punível com multa alta pela Justiça eleitoral - para jornal, jornalista e instituto. 

A lei provocou um oligopólio informativo dos mais excludentes. Uma quantidade anormal de pesquisas foi encomendada mas não divulgada desde a morte de Eduardo Campos e a assunção de Marina. Só candidatos, partidos e operadores do mercado financeiro já conhecem os resultados - e estão assombrados.

As mudanças são diárias e na mesma direção. Indicam uma tendência que vai além do impacto emocional provocado pela morte de Campos e de seus auxiliares. A tragédia foi o despertador do público para a eleição, mas não só. Também catalisou um sentimento difuso de insatisfação com a política, com a polarização PT x PSDB. Ambos correm risco de afogamento, mas os tucanos foram pegos primeiro, em local mais fundo.

O "swell" Marina tem origem na mesma tempestade que causou as turbulências de junho de 2013. Uma sensação coletiva de que é preciso mudar, mas não se sabe bem como nem o que. Ao se reconhecer no outro, a inquietude individual se espalha e se multiplica em muitas direções, com efeito potencialmente devastador quando chega à praia. A praia pode ser a urna.

Ou não. Em 2002, a onda Ciro Gomes quebrou antes do tempo e derrubou o presidenciável de sua prancha eleitoral. Dez anos depois, o fenômeno Celso Russomanno parecia irrefreável rumo à cadeira de prefeito paulistano, mas se desfez tão rapidamente quanto surgiu. Ambos se autoimolaram. O cearense destratou um ouvinte numa entrevista; o outro sinalizou que quem mora longe deveria pagar mais caro pelo transporte público.

Pelo histórico, Marina é também o pior inimigo de Marina. Saiu do governo Lula ao não conseguir fazer o que queria. Saiu do PT quando não viu o futuro que almejava para si. Saiu do PV ao não alcançar o controle que pretendia. Saiu do projeto da Rede sem criar um partido onde 32 outros conseguiram. Mal entrou no PSB, já provocou saídas. Não é exatamente uma agregadora. 

Mas é em momentos de insatisfação coletiva que personalidades disruptivas encontram a sua chance. A onda é de Marina, e os adversários não a enfrentarão de peito aberto. Subirão onde der e, olimpicamente, torcerão para que faça espuma logo.

Dilma Rousseff (PT) tem mais chance de escapar à correnteza do que Aécio Neves (PSDB), mas não está a salvo. Ela se equilibra no saldo de popularidade que, segundo o Ibope, mantém em ao menos 15 estados, mas com grande variância: do pico de 51 pontos no Piauí a rasos 5 pontos em Santa Catarina. 

O lugar mais difícil para a presidente se manter no seco é o Sudeste. A popularidade de Dilma está soçobrando nos maiores colégios eleitorais: tem saldo negativo de 19 pontos em São Paulo, de 11 no Rio de Janeiro e de 1 em Minas Gerais.

Pergunte aos acreanos. Lula diz que Marina foi candidata a presidente em 2010 porque não se reelegeria senadora no Acre. Presidenciável, ela acabou em 3º lugar no próprio Estado. José Serra teve lá o seu melhor desempenho no país. No Acre, seria eleito presidente no primeiro turno.Ninguém é governado há mais tempo por petistas do que os acreanos: 16 anos. Lá, Marina e PT têm mais em comum do que em qualquer outro lugar.

ASSIM COMO DILMA, MARINA SILVA TAMBÉM AMEAÇA A DEMOCRACIA COM CONTROLE SOCIAL

 

 
No Código Florestal, mesmo derrotada por mais de 90% dos votos, Marina Silva contestou o Congresso Nacional, incentivando pressões até mesmo físicas e ataques levianos contra os parlamentares. Moveu uma campanha nacional e internacional para peitar o Legislativo e afrontar a democracia. Essa é Marina Silva. No seu programa de governo está lá  o fim da democracia representativa.

"Pessoas da equipe estavam sistematizando informações que ainda não haviam passado nem por Neca nem por Maurício, que são os coordenadores do programa, e muito menos por mim e Eduardo", disse Marina em referência ao ex-governador Eduardo Campos, morto no dia 13 de agosto em acidente de avião em Santos.

"O documento a que tiveram acesso não é o documento que eu e Eduardo revisamos, então eu não posso falar de coisas que não é o documento oficial da campanha", disse Marina, que fez corpo a corpo no Centro de Tradições Nordestinas durante cerca de duas horas.

Conforme mostrou o Estado neste domingo, o texto prévio do programa, que ainda pode sofrer alterações pela campanha, defende a ampliação dos canais de democracia direta, como plebiscitos e consultas populares, e o controle das atividades dos políticos por conselhos sociais.

As mudanças pretendem ser a resposta da candidatura às manifestações populares de junho do ano passado. "Elas revelaram ao mesmo tempo o distanciamento entre governos e população e o desejo de mudança na forma de administrar", diz o documento.

Indagada sobre como a democracia participativa que propõe vai ser incluída no programa de campanha, a candidata disse: "O nosso documento fala de aprofundar a democracia. Aprofundar a democracia significa a valorização das instituições e que essas instituições e as representações políticas possam estar ligadas à sociedade brasileira".

"Para isso é preciso que existam meios de conectar os representantes e os representados, esse é o esforço que nós estamos fazendo, respeitando sobretudo o desejo que a sociedade tem de melhorar a qualidade da política, de melhorar a qualidade das instituições públicas", completou.

(Estadão)

CAMPANHA DE AÉCIO NÃO MUDA ESTRATÉGIA ANTES DO CANDIDATO SER CONHECIDO


 
A campanha de Aécio Neves (PSDB) tenta manter fora dos estúdios de gravação do programa eleitoral a inquietação provocada por Marina Silva (PSB) entre os tucanos. O publicitário de Aécio, Paulo Vasconcelos, diz que não faz sentido agora mudar a linha do programa, tampouco em partir para um ataque mais direto a Marina na TV. O horário gratuito mal começou e o que Aécio precisa, na avaliação do marqueteiro, é bater outro adversário: o fato de uma fatia grande de eleitores ainda não o conhecerem bem. Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e José Serra devem entrar em campo como cabos eleitorais do senador.

"Até então, tínhamos dois candidatos desconhecidos e uma muito conhecida. Agora, são duas muito conhecidas e um desconhecido. E ninguém vota em quem não conhece", disse Vasconcelos ao Valor PRO, o serviço de informações em tempo real do Valor. "Não é Marina o obstáculo prioritário do Aécio", disse Vasconcelos. "O desafio dele é se tornar conhecido."

O Datafolha da semana passada mostrou que Marina se transformou em ameaça direta a Aécio, que até a morte do candidato do PSB, Eduardo Campos, aparecia como o único com chances reais de ir ao segundo turno contra a presidente e candidata Dilma Rousseff (PT). Antes mesmo do horário gratuito, embalada pela exposição na imprensa desde a tragédia de Campos, Marina entrou na disputa empatada com o tucano.

Para Vasconcelos, "não há nenhuma previsão de alteração". "Nós temos uma audiência que não está alta e precisamos de tempo para que as pessoas tomem conhecimento de quem são os players dessa eleição. Não há nenhuma mudança de rota."

Os primeiros programas assinados por ele exibiram a trajetória da Aécio. A ênfase é sua gestão em Minas, apresentada como revolucionária, moderna, reconhecida internacionalmente. É o que Aécio tenta mostrar de mais concreto aos eleitores a quem pede voto. Seus aliados de campanha passaram a criticar Marina dizendo que esses são exatamente os pontos fracos dela. Mas Vasconcelos diz que não está no script, por ora, enfatizar no programa as diferenças entre seu candidato e Marina.

"Não há nenhuma sugestão ou orientação [de mudança na linha] porque a campanha começou há 48 horas e todos nós temos consciência de que se não apresentarmos alternativa de poder com resultados exitosos não vai adiantar nada falar outra coisa", disse Vasconcelos.

A aposta é que os quatro minutos e pouco de Aécio no horário gratuito mais a cobertura na imprensa terão efeito sobre o eleitor. Ele lembra que Aécio estava entre os 11% e 12% das intenções de voto no primeiro semestre e saltou, com ajuda dos programas de TV que antecederam o horário eleitoral, para a faixa dos 20%.

Para transpor o desconhecimento dos eleitores em relação a Aécio, Vasconcelos deve ter nos próximos programas mensagens da nata dos cabos eleitorais do PSDB: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os dois ex-candidatos a presidente, José Serra e Geraldo Alckmin. Todos com recall de campanhas e, no caso de FHC, de oito anos de governo.

"A ideia é associar projetos exitosos do PSDB a seus governadores e ao Aécio, por consequência. É óbvio que há muita coisa de PSDB em São Paulo relacionada a Alckmin e a Serra e em algum momento deve acontecer a presença deles e de FHC na propaganda do Aécio", diz o publicitário. Fernando Henrique deixou o Palácio do Planalto com enorme rejeição dos eleitores e ficou quase totalmente escondido nas três campanhas seguintes, nas quais o PT venceu o PSDB. Voltou a ter presença ativa somente na pré-campanha de Aécio no ano passado.

(Valor Econômico)

 

AÉCIO NO PALANQUE FALANDO COM O ELEITOR


Para quem ainda não conhece Aécio Neves em campanha, uma amostra da sua visita de ontem, a Iguatu, interior do Ceará, onde uma multidão aplaudiu o candidato tucano à Presidência da República.  Esse é o Aécio generoso, que divide tudo com os colegas de partido e de campanha e que fala ao povo com determinação e vibração.
Assistam!

25 de agosto de 2014
in coroneLeaks