"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA

TEMER ACHA QUE PLANALTO SOUBE ANTES DA OPERAÇÃO
TEMER ACHA QUE DILMA SOUBE DA CATILINÁRIAS NA SEMANA PASSADA


TEMER ESTÁ CERTO QUE DILMA SOUBE DA CATILINÁRIAS SEMANA PASSADA


O vice Michel Temer e seus aliados mais próximos trabalham com a certeza de que o Palácio do Planalto estaria informado desde a semana passada sobre a Operação Catilinária, deflagrada ontem, com o cumprimento de 53 mandados de busca e apreensão. Assessores de Dilma comemoravam no fim de semana a iminente “ação contra Eduardo Cunha”, por provocação da Procuradoria-Geral da República.

Para a turma de Temer, Dilma sabia quando, na quinta (10), demitiu Fábio Cleto, vice-presidente da Caixa, um dos alvos da PF, ontem.

Apesar de saber da operação, como acha o PMDB, Dilma não demitiu o ministro Celso Pansera (Ciência), ligado a Cunha como Fábio Cleto.

Temer não se manifestou sobre a desconfiança de que o Planalto sabia da operação da PF, mas seus amigos garantem que é o que ele pensa.

O vice discutiu por horas eventual nota oficial apoiando a investigação da PF, mas recuou. Concluiu – só ele – que o partido não foi atingido.



16 de dezembro de 2015
diário do poder

SUJEITO A PENA LONGA, BUMLAI DEVE FAZER ACORDO

NA MÃO DE MORO E PRESSÃO FAMILIAR FORÇAM DELAÇÃO DE BUMLAI

NA MÃO DE MORO E PRESSÃO FAMILIAR DEVEM FORÇAR DELAÇÃO DE BUMLAI. FOTO: VALTER CAMPANATO/ABR


Sujeito a pena de prisão superior a 19 anos, porque as sentenças do juiz federal Sergio Moro são sempre muito severas, o fazendeiro José Carlos Bumlai voltou a ser pressionado pela família a considerar um acordo de delação premiada, a fim de tentar diminuir a sentença. Moro não pegou leve quando julgou crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, na Operação Lava Jato.

O temor dos familiares de Bumlai tem a ver sobretudo com questões afetivas, porque seu filho e sua nora acabaram metidos no rolo.

Em seu depoimento, Bumlai isentou o amigo Lula, mas, se fizer mesmo acordo de delação, terá de contar tudo o que sabe. Aí a casa cai.

Com o patriarca e o filho presos, os Bumlai temem a destruição da família e dos seus negócios, mais importantes que a amizade a Lula.



16 de dezembro de 2015
diário do poder

ATENDENDO DESEJO DE 91% DOS EMPRESÁRIOS, FIESP DECLARA APOIO OFICIAL AO IMPEACHMENT


Uma das mais importantes entidades empresariais do Brasil, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) anunciou nesta segunda-feira, 14, o apoio  formal ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff que tramita na Câmara dos Deputados. A medida, que é inédita na história da entidade, foi aprovada por unanimidade depois de uma reunião conjunta entre o conselho de representantes, a diretoria da Federação e a cúpula do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP).

“Essa posição oficial foi tomada devido ao momento que nós chegamos", disse o empresário Paulo Skaf, presidente da entidade. Entre os motivos, ele elencou o ajuste fiscal "que foi anunciado ao longo do ano, mas não foi feito", a "perspectiva de estouro de orçamento no próximo ano", e a "total falta de credibilidade do governo”.

Skaf é também um dos principais dirigentes do PMDB paulista e o interlocutor do vice-presidente Michel Temer (PMDB) junto ao empresariado. Para justificar a decisão a Federação divulgou uma pesquisa que ouviu 1.113 empresas paulistas entre 9 e 15 de novembro de 2015 .

Segundo o levantamento, o impedimento é defendido por 91% dos empresários. Apenas 5,9% se disse contra e 3,1% não respondeu ao questionamento. A pesquisa também aferiu que 85,4% das empresas apoiam a medida, enquanto 4,9% a rechaçam e 9,7% não se posicionou. Em outro item, 91,9% dos empresários defenderam que a Fiesp se posicione a respeito do processo de impedimento.
Segundo a entidade, o questionário foi preenchido pelo proprietário, presidente, diretor “ou uma pessoa da empresa que tenha uma percepção mais ampla dos seus negócios”. 

A entidade informa que existem no estado 153 mil empresas entre transformação e construção civil. A Federação, por sua vez, representa 133 sindicatos patronais de várias áreas.

Ao todo, foram enviados 8.395 questionários para empresas de vários portes. “A pesquisa demonstra o apoio maciço da base da indústria em defesa do andamento do processo de impeachment”, disse Skaf. Em entrevista ao Estado publicada no domingo (13), o presidente da entidade, Paulo Skaf, que também é um dos dirigentes do PMDB em São Paulo, afirmou que “o empresariado vê com bons olhos” o impeachment e defendeu a mudança de governo.

Skaf participou das manifestações contra a presidente Dilma no domingo, 13, pela primeira vez e instalou na Avenida Paulista, em frente à entidade, um pato amarelo gigante que simboliza a campanha da Fiesp contra a recriação da CPMF.

"Essa talvez tenha sido a decisão mais importante na história das nossas entidades. Não há um precedente igual", afirmou Skaf. Em 29 de setembro de 1992, o  presidente recém-eleito da Federação, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, fez um discurso em sua posse defendendo pessoalmente o impeachment de Fernando Collor

16 de dezembro de 2015
in coroneLeaks

NOTÍCIAS DA DEMOCRACIA



Enquanto os 204 milhões de brasileiros, na impotência da sua menoridade política, assistem o espetáculo dos seus tutores disputando a socos, cabeçadas e navalhadas regimentais os pedaços da carcaça inerte da economia nacional que destroçaram, a emancipada cidadania americana segue impávida a sua rotina de reformas cotidianas para remover, em regime de mutirão nacional e sem pedir licença a ninguém, toda e qualquer atrapalhação que se interponha entre o dever de todos de trabalhar para o engrandecimento da nação e o direito de cada um de colher integralmente os frutos do esforço pessoal empenhado nessa obra coletiva.

Como em todo ano impar, em que ha no máximo eleições municipais ou eleições locais especialmente convocadas para decidir esse tipo de proposta, 2015 não tem sido especialmente movimentado em matéria de leis e outras iniciativas formuladas e submetidas por cidadãos comuns à decisão dos demais cidadãos comuns que tomam carona nas cédulas das eleições regulares para os poderes executivo ou legislativo nos EUA. Apenas 28 propostas de “leis de initiativa popular” ou “referendos de veto” a leis dos poderes legislativos estaduais foram homologadas para subir às cédulas em 9 estados. A média nacional em anos ímpares tem sido de 45 itens pedindo decisões dos eleitores em cada cédula, com alguns estados chegando a mais de 70. Nos anos pares o numero aumenta muito. Nas eleições de 2014 foram votadas 158 leis de iniciativa popular de alcance estadual em 42 estados. Nos anos anteriores a média rondava a casa das 200. Já as de alcance apenas municipal são milhares.



Como em todos os anos nos mais de 100 anos que já dura esse processo recorrente de ajuste fino, houve propostas sobre temas tão diversos quanto aprovação ou rejeição de impostos, liberação ou não da maconha, valor do salário mínimo (que lá é municipal), reformas da previdência do funcionalismo local, regras para redivisão de distritos eleitorais, normas trabalhistas, assuntos relacionados às comunidades LGTB, leis de zoneamento, normas para eleição de juizes de cortes supremas estaduais, direitos de caça e pesca, normas para limitar a criação de monopólios e, por aí afora, tudo.

29 municípios decidiram no voto, por exemplo, a permissão ou não para a perfuração de novos poços de petróleo tradicionais ou pela nova tecnologia de “fracking” de maciços de xisto (“shale gas”) em seu território. Como eles já resolveram ha séculos que o Capital fica de um lado e o Estado do lado oposto, obrigando os ricos e poderosos a cumprir as leis em vez de se associar a eles para ganhar dinheiro burlando-as, não se cogita de perguntar se tais decisões afetam ou não alguma “política nacional” decretada pelos autoproclamados “donos” de todo o subsolo nacional como os que detonam petrobrases ou afogam populações e bacias hidrográficas inteiras em mares de lama impunemente por aqui. Nem Barak Obama em pessoa “pode” nada contra essas sugestões do mais humilde “zé” de qualquer esquina do país, desde que aprovadas pela maioria dos outros “zés” do mesmo distrito que constituem sua majestade o povo. A praia dele é defesa da moeda, política internacional e segurança nacional. E só. Tudo que diz respeito à vida dos nacionais é decidido por eles mesmos onde essa vida transcorre que não é na ficção política chamada União nem muito menos na Brasília deles que se chama Washington, DC, mas sim no âmbito dos estados (se e apenas se a questão envolver mais de um município) e, principalmente, no das cidades. E no que o povo decide, é claro, legislador nenhum pode tocar.



Constavam nas cédulas das eleições de 2015 também os nomes dos diversos candidatos aos inúmeros cargos públicos que lá são preenchidos por eleição direta. Xerifes, supervisores de serviços públicos (prestados por empresas privadas), promotores municipais, promotores regionais, promotores estaduais, secretários de Tesouro, membros das diretorias de escolas públicas; funcionários com funções de fiscalização e controle em geral, e todos os demais que não tenham função exclusivamente política, enfim, ninguém “nomeia” por lá: são todos eleitos (e “deseleitos”) diretamente por aqueles que eles terão por função servir. Apenas até 15 de junho de 2015, 97 processos de “recall” (“deseleição”) afetando 137 funcionários – um governador, um chefe indígena, dois senadores e inúmeros prefeitos entre eles – tinham sido abertos.



Fecha o cerco desse controle direto do cidadão sobre tudo que afeta sua vida o “voto de retenção” dos juízes de cada comarca a cada quatro anos. 956 juizes em 19 estados passaram por ele em 2014. A três foi negada a retenção no cargo, um deles apenas por “arrogância”; outro “por ser lento e leniente demais nas penas para os criminosos”...

Tudo isso começou pela atribuição do poder de cassar a qualquer momento os mandatos concedidos a seus representantes (“recall”) e de propor e aprovar leis de iniciativa popular aos eleitores de cada distrito de uma única cidade dos Estados Unidos. Usando essas ferramentas, de cidade em cidade, de eleição em eleição, o povo foi reforçando o alcance e a precisão desses instrumentos e cerceando mais e mais a liberdade dos seus políticos de fazerem o que quer que seja sem seu consentimento expresso.



Se os correspondentes do seu jornal ou da sua TV nunca mostraram essas ferramentas em ação, até como alternativa a essa mixórdia de Brasília que lhe servem diariamente em doses cavalares, é por todos os motivos menos porque seja uma prática rara ou pouco visível no cotidiano das sociedades que eles têm por função dar-lhe a conhecer.

O Brasil está humilhado e ofendido. Mas as grandes crises ensejam as grandes reformas. Uma ordem institucional para o bem não cai do céu; é uma obra coletiva em permanente evolução. O voto distrital com recall dá a quem precisa delas boas condições de se defender do banditismo político e construir e reconstruir suas instituições conforme a necessidade, como convém a um mundo em mudança. Não existe outro meio conhecido.






16 de dezembro de 2015
vespeiro
Artigo para O Estado de S. Paulo

LULA É A GLAMOURIZAÇÃO DA IGNORÂNCIA


http://www.diariodobrasil.org/a-entrevista-que-o-pt-tentou-censurar-ator-carlos-vereza-conta-a-verdade-sobre-lula-ele-e-doente-ele-delira/

16 de dezembro de 2015
(recebido por email)

VÍDEO: MONUMENTO AO CINISMO

INTIMAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL DEIXA LULA ISOLADO NA EUROPA. HUMILHAÇÃO PERANTE A COMUNIDADE INTERNACIONAL



LULA ISOLADO NA EUROPA APÓS INTIMAÇÃO DA PF. CONVITES, CANCELADOS, HUMILHAÇÃO PERANTE A COMUNIDADE INTERNACIONAL

Intimação da Polícia Federal deixa Lula isolado na Europa. Humilhação perante a comunidade internacional

Embora constrangido pelas suspeitas de seu envolvimento em esquemas de corrupção na Petrobras e da quase certeza de que seu filho caçula será preso, Lula compareceu a alguns compromissos marcados antes da explosão de tantos escândalos envolvendo seu nome, o de seus amigos, companheiros de partido e familiares.

Lula foi Identificado como um político demagogo pelo El País, Jornal espanhol que organizou o fórum Os desafios dos emergentes, no qual o ex-presidente participou. Nos debates, Lula resolveu todos os problemas do Brasil. Quem acompanhou suas falas durante o tour pela Europa nos últimos dias pode chegar a conclusões bastante contraditórias: ou Lula é um mentiroso contumaz ou a presidente Dilma Rousseff é a mulher mais incompetente do planeta. O mais provável é que se conclua que as duas alternativas estão corretas.

Assim como fez no Brasil, Lula desafiou a inteligência de seus interlocutores no fórum ao tentar convencê-los de que não está envolvido com a corrupção do PT na Petrobras: "Eu desafio, mesmo aos empresários que estão sendo delatados, aqueles que estão presos, a dizer se um dia eles tiveram 20 segundos de conversa comigo sobre qualquer coisa que fosse ilegal."

Se por um lado, nenhum empresário é louco de vir à publico confessar seus negócios ilícitos, entre os que estão presos, vários já confirmaram a influência de Lula no mensalão e no petrolão, como o ex-deputado Pedro Correa, que confirmou ter estado na reunião que deu origem ao petrolão, juntamente com Lula e o ex-ministro José Dirceu.

Mas se o Road show do ex-presidente pela Europa já se consolidava uma tour melancólica, a notícia de sua intimação pela Polícia Federal para depor sobre o esquema de venda de medidas provisórias caiu como uma bomba no colo de Lula. Entrevistas, convites e encontros foram cancelados para evitar maiores constrangimentos.

Lula está agora sozinho num quarto de hotel pensando o como vai explicar uma série de situações comprometedoras para a polícia. Uma delas é se ele mandou seu amigo Mauro Marcondes repassar cerca de R$ 4 milhões para seu filho caçula, Luis Claudio Lula da Silva.


16 de dezembro de 2015
(Recebido por email)

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

SOLUÇÃO FINAL

RIO DE JANEIRO - Nunca foi tão fácil para o Brasil resolver todos os seus problemas. Passei o último domingo lendo nossos jornais e revistas e vi que a solução nunca esteve tão na cara como agora. Desde as Guerras Púnicas, quando Catão descobriu o inimigo de Roma e bradou, sem jornais e revistas, o diagnóstico correto ("Delenda Cartago"), que a história não criou condições para se descobrir o inimigo óbvio de um país e de um povo.

Ao contrário de Nelson Rodrigues, que de certo modo era um Catão emérito (ou seja, aposentado), nem toda a unanimidade é burra. Em alguns casos, além de não ser burra, é inteligente como um PhD de Harvard. Embora seja raro, sempre acontece quando as forças vivas da nacionalidade, as reservas morais da nação descobrem o câncer letal que corrói o país, levando-o à destruição total e definitiva.

Incompetência da presidente Dilma, ambição desvairada de um PT eternamente no poder, corrupção nos altos e baixos escalões da vida pública, inflação que sobe cada vez que o governo garante que ela não existe, a crise que atravessamos tem um treponema detectado e mortal: o deputado Eduardo Cunha.

Eliminando-o da presidência da Câmara no primeiro passo e da face da Terra no segundo, voltaremos ao paraíso terrestre sem serpentes, à era de ouro cantada por Ovídio, "materiam superabat opus" ("Metamorfoses", II, v. 5). Foi esta a conclusão a que cheguei após a leitura dos jornais e das revistas. Evidente que o deputado em questão, de acordo com o mantra antigo dos nossos avós, não é flor que se cheire. Além dos seus negócios na Suíça, mostrou-se tão chantagista como dona Dilma: se você faz isso, eu faço aquilo.

(Esta crônica cita Nelson Rodrigues, Catão, Ovídio, Guerras Púnicas, Suíça, Catargo e Harvard. Só me esqueci de citar os ossos de Dana de Teffé).



15 de dezembro de 2015
Carlos Heitor Cony

DESTRUIÇÃO DE RIQUEZA

Mais quinze dias e lá se vai 2015, um ano tenebroso na área política, sofrido para a economia, e que acaba quase sem ter começado para o setor produtivo. Vai deixar para a história uma devastação econômica como há muito tempo não se via no Brasil.

Os níveis de destruição de riquezas são assustadores. Os governos perderam receitas, as empresas perderam produção, o país perdeu investimentos e os trabalhadores perderam empregos e salários.

Estimando um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 5,7 trilhões, a recessão deste ano, que tristemente se aproxima de 4%, significa uma redução de produção de até R$ 230 bilhões em 12 meses.

E quanto perdem os trabalhadores? É uma conta complexa, porque teria de considerar prejuízos de desempregados e também as reduções reais de salários decorrentes da crise. Mas, num cálculo rápido, levando em conta o ano todo e um número de novos desempregados de 1,2 milhão de pessoas, considerado um salário médio de R$ 1.774 (2014), a perda anual alcançaria uns R$ 28 bilhões.

O governo também perde recursos de maneira absurda. Nos 12 meses terminados em agosto, por exemplo, a receita corrente líquida da União somou R$ 656 bilhões, valor inferior ao dos 12 meses imediatamente anteriores, de R$ 676 bilhões. Mas o buraco não é de apenas R$ 20 bilhões. Se tivesse crescido pelo menos para acompanhar a inflação de 10%, o que seria natural, a receita do governo teria totalizado R$ 743 bilhões.

A perda de arrecadação, portanto, se aproxima dos R$ 90 bilhões, recursos que deixaram de fluir para investimentos, saúde, educação etc. E esse estrago se espalha pelo país. Os municípios da bacia de Campos, por exemplo, já perderam 70% dos royalties que arrecadavam com a exploração do petróleo.

A destruição de riqueza foi fulminante para as empresas, principalmente a indústria, cuja produção caiu 7,8% nos primeiros dez meses do ano, uma tendência que se estende para todos os setores.

Avaliadas pelas ações negociadas na Bolsa de São Paulo, as dez maiores empresas industriais brasileiras de capital aberto atingiam US$ 352 bilhões em dezembro de 2013, valor que caiu para US$ 252 bilhões em dezembro de 2014 e para US$ 174 bilhões no início deste mês. As 357 companhias abertas hoje negociadas na Bolsa têm valor de mercado de R$ 1,98 trilhão, quase meio trilhão de reais abaixo do que tinham dois anos atrás.

Esses números todos certamente cansam o leitor. Mas são importantes para mostrar o volume de recursos que o país está desperdiçando com a atual política econômica, que destrói valores e empregos de forma impiedosa. Só a construção civil dispensou 508 mil trabalhadores nos últimos 12 meses.

Os dados oficiais mais recentes sobre a atividade econômica não mostram trégua na recessão. O PIB do terceiro trimestre caiu 1,7% em relação ao trimestre anterior. Se essa taxa for anualizada, um exercício comumente feito na economia americana, a recessão projetada já chega a 7% ao ano.

O ajuste recessivo, acelerado por uma brutal taxa básica de juro, está fora de controle, e a destruição econômica supera as expectativas mais pessimistas. Não dá para aceitar uma situação como essa. Passou da hora de mudar o rumo, mas, lamentavelmente, o país vive um embate político que paralisa todas as decisões.



15 de dezembro de 2015
Benjamin Steinbruch

AMIGO DE LULA & FAMÍLIA E MAIS OITO SÃO RÉUS POR CORRUPÇÃO

BUMLAI É PIVÔ DO POLÊMICO EMPRÉSTIMO DE R$ 12 MILHÕES AO PT


JOSÉ CARLOS BUMLAI É ACUSADO DE CORRUPÇÃO E GESTÃO FRAUDULENTA (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)
O amigo do ex-presidente Lula, e outros 10 investigados na Operação Lava Jato, por crimes como lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva.

Bumlai, preso na 21ª fase da operação, deflagrada no dia 24 de novembro, é o principal protagonista do empréstimo de R$ 12 milhões tomado junto ao Banco Schahin, que ele confessou ter repassado ao PT.

Além do amigo de Lula, tornaram-se réus o filho de Bumlai, Maurício de Barros Bumlai, e a nora do pecuarista, Cristiane Dodero Bumlai; o clã Schahin – os irmãos Salim e Milton Schahin e Fernando Schahin; o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto; os ex-diretores da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e Jorge Zelada; o ex-gerente executivo da estatal Eduardo Musa; e o lobista Fernando Baiano.

Segundo a acusação do Ministério Público Federal, o empréstimo, em 2004, não foi pago e nem possuía garantia. Foi ele sucessivamente aditado. Os valores foram quitados na sequência, após o Banco Schahin conceder empréstimo de R$ 18 milhões à empresa AgroCaieras, do próprio Bumlai.

Os valores do novo empréstimo, que ultrapassaram R$ 20 milhões, seguiram sem pagamento até janeiro de 2009, quando foi feito um contrato de venda de embriões de gado bovino das fazendas de Bumlai para empresas do Grupo Schahin.

Segundo a Procuradoria da República, a verdadeira causa para a quitação da dívida seria a contratação da Schahin pela Petrobras para operação do navio-sonda Vitoria 10.000, ao preço de US$ 1,6 bilhão em 2009.

O contrato da Petrobras com a Schahin foi celebrado pelo prazo de dez anos, prorrogáveis por mais dez anos, com valor mensal de pagamento de US$ 6.333.365,91 e valor global de pagamento de US$ 1,562 bilhão.



15 de dezembro de 2015
diário do poder

LADEIRA ABAIXO

PESQUISA REVELA REJEIÇÃO HISTÓRICA DOS CARIOCAS A DILMA: 83,8%
QUESTIONADOS SOBRE O IMPEACHMENT, 59,6% DISSERAM SER FAVORÁVEIS


QUESTIONADOS SOBRE O IMPEACHMENT, 59,6% DISSERAM SER FAVORÁVEIS


Pesquisa realizada no Rio de Janeiro pelo Instituto Paraná revelou que o governo Dilma tem sido uma grande decepção para os cariocas e a rejeição à presidente atingiu 83,8% contra apenas 13,5% de aprovação. Isso em um estado de grande densidade populacional onde a petista teve maioria dos votos há pouco mais de um ano. Indecisos somaram 2,7% e a desaprovação de Dilma no RJ é superior a 80% em todas as classes sociais. Com relação ao impeachment, 59,6% defendem e 30,9% são contrários. Para 6,8% não faz diferença e 2,7% não souberam ou não quiseram opinar.

Na terra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), 78,7% são a favor do afastamento dele do cargo e 10,3% são contra. Para 7,9% não faz diferença e 3% não souberam ou não quiseram opinar. Ao serem perguntados quem deveria perder o cargo primeiro, há um empate técnico entre aqueles que querem que Cunha deixe a Presidência da Câmara (35,7%) com os que querem ver Dilma fora do Planalto (35,2%). Para 26,1%, ambos deveriam abdicar do cargo ao mesmo tempo e 3% não souberam ou não quiseram opinar.

Cenário eleitoral

O levantamento do Institituto Paraná mostrou que Aécio Neves (PSDB) lidera as intenções de voto com 27,4%, seguido por Marina Silva (Rede) com 23,5%, Lula (PT) com 14,9% e Jair Bolsonaro (PP) com 10,2%. Ciro Gomes (PDT) aparece em quinto com 5,7%, Michel Temer (PMDB) tem 1,6% e Ronaldo Caiado (DEM) 0,5%. Para 8,4% dos entrevistados, nenhum dos candidatos teria votos e 7,8% não souberam ou não quiseram opinar.

Com a margem de erro de 2,5% para mais ou menos, o senador Aécio Neves (41,6%) e Marina Silva (38,5%) estariam tecnicamente empatados em eventual disputa de segundo turno. Votos nulos somariam 11,3% e 8,6% não souberam ou não quiseram opinar.



15 de dezembro de 2015
diário do poder

DENÚNCIA EM VÍDEO

MERCADANTE CONDICIONA REPASSES DA EDUCAÇÃO A APOIO CONTRA IMPEACHMENT
ELE É ACUSADO DE CONDICIONAR VERBA A VOTO CONTRA IMPEACHMENT


MERCADANTE COBRA APOIO CONTRA IMPEACHMENT PARA LIBERAR REPASSES

O vice-prefeito de Belo Horizonte, Délio Malheiros (PV), gravou um vídeo denunciando que o prefeito, Márcio Lacerda (PSB), foi vítima de extorsão do ministro da Educação, Aloizio Mercadante (PT). 
De acordo com Malheiros, Lacerda ligou para Maercadante cobrando os repasses de mais de R$ 20 milhões pela contruçao de Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) e foi surpreendido com a resposta do ministro, que se comprometeu a fazer os repasses previstos com uma condição: garantir os votos do PSB contra o impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff.

Mercadante condiciona repasses da Educação a apoio ...

www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=46124044072
3 horas atrás - Mercadante cobra apoio contra impeachment para liberar repasses ... foi vítima de extorsão do ministro da Educação, Aloizio Mercadante (PT). ... Confira abaixo o vídeo com a denúncia do vice-prefeito de Belo Horizonte.

O vídeo vem causando enorme repercussão e o prefeito chegou a desmentir a informação. Malheiros teria dito que confia no prefeito, mas que "eles fazem isso mesmo". 
O vice-prefeito ainda afirmou que a Educação não seria a única a ter dívidas com o município e cobrou dívidas do Ministério da Saúde. 
"O governo federal não tem limite para conseguir o que quer", disse ao Estado de Minas. "Acuam os prefeitos e os governadores", concluiu. Confira abaixo o vídeo com a denúncia do vice-prefeito de Belo Horizonte.

15 de dezembro de 2015
diário do poder

TEORI IMPEDE QUE PF INVESTIGUE RENAN CALHEIROS


O ministro do STF Teori Zavatzki negou autorização a Polícia Federal e ao Ministério Público para que Renan Calheiros, presidente do Senado, fosse investigado na Operação Catilinárias, iniciada hoje. 

Por qual motivo o ministro Teori protege Renan se, sobre ele, pesam acusações tão graves quanto contra outros políticos, reveladas nas delações premiadas? 

O fato é que Renan deveria ter tido a porta chutada de madrugada e seu gabinete revistado. Se não dependesse do ministro Teori.

15 de dezembro de 2015
in coroneLeaks

CNI IBOPE. SOMENTE 9% APROVAM O GOVERNO DILMA E 70% ACHAM SEU GOVERNO PÉSSIMO

A popularidade da presidente Dilma se mantém estável, no seu menor nível incluindo o primeiro mandato. O percentual da população que aprova a maneira de governar da presidente é 14%, sendo que 18% confiam na presidente e somente 9% avaliam seu governo como ótimo ou bom. A seguir apresentamos o relatório completo da tradicional pesquisa CNI Ibope. 


Clique aqui e leia o relatório completo.

15 de dezembro de 2015
in coroneLeaks

AFINAL, POR QUE ZAVASCKI TIROU RENAN DA LISTA DE BUSCA E APREENSÃO?


Eduardo Cunha, Henrique Alves, Celso Pansera. Os nomes que se tornaram alvos da Polícia Federal por suposta tentativa de obstrução de investigações decorrentes da Operação Lava Jato têm, além de enorme peso dentro do PMDB, grande força também no governo federal, já que se tratam de ministros do Estado cujos cargos foram assumidos por indicação da presidente Dilma Rousseff.
Além do mandado de busca e apreensão na residência oficial do presidente da Câmara em Brasília e no Rio de Janeiro, a PF fez buscas em endereçõs dos ministros do Turismo (Alves, também ex-presidente da Câmara) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Pansera), o que levou o Planalto a inclusive divulgar nota a respeito.
No total, a Polícia Federal cumpriu 53 mandados de busca em apreensão no Distrito Federal (9), São Paulo (15), Rio de Janeiro (14), Pará (6), Pernambuco (4), Alagoas (2), Ceará (2) e Rio Grande do Norte (1) como parte da Operação Catilinárias, deflagrada hoje (15) por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki. A ação faz parte da Operação Lava Jato.
Veja quem são os principais alvos da operação deflagrada pela Polícia Federal:
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMB; o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, do PMDB; o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, do PMDB; o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE); O senador e ex-ministro Edison Lobão (PMDB-MA); o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado, do PMDB; o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE); a chefe de gabinete de Cunha, Denise Santos; e o ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Ferreira Cleto, indicado pelo presidente da Câmara para o cargo e exonerado por Dilma na semana passada.
Outro mandado foi cumprido na sede do PMDB em Alagoas e na casa do primeiro tesoureiro do partido no Estado, José Wanderley Neto. O prefeito de Nova Iguaçu e ex-deputado Nelson Bornier (PMDB), aliado de Cunha, também foi alvo da ação.
ABRINDO O COFRE
As buscas na casa do presidente da Câmara terminaram no início da manhã, por volta das 11h20. Durante a ação, um chaveiro foi chamado para abrir um cofre. A assessoria de Cunha informou que o deputado está tranquilo, apesar do momento tenso, e que ele deverá ir à Câmara após o almoço para participar da reunião de líderes, marcada para as 14h30.
Ainda segundo sua assessoria, Cunha se reuniu, no final da manhã desta terça-feira, com seus advogados.
Em nota, o governo diz esperar que “todos os fatos investigados na nova fase da Operação Lava Jato envolvendo Ministros de Estado e outras autoridades sejam esclarecidos o mais breve possível, e que a verdade se estabeleça”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Como dizia o jornalista David Nasser, falta alguém em Nuremberg… O ministro Teori Zavascki tirou o nome do senador Renan Calheiros da lista de personagens da Lava jato que sofreriam busca e apreensão na operação de hoje. 
É público e notório que o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado durante 13 anos trabalhou para Renan na Transpetro, mas o presidente do Senado parece estar blindado, e quem fica mal é o ministro Zavascki, que age como se estivesse recebendo ordens do Planalto. (C.N.)

15 de dezembro de 2015
Deu no iG