"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

SUBSTITUIÇÃO DE DILMA SERÁ DENTRO DA CONSTITUIÇÃO - DIZ RENAN





O país vive uma crise e, por isso, é preciso “construir saídas” – desde que elas ocorram “dentro dos limites da Constituição”. A avaliação é do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), diante de questionamentos recentes sobre impeachment da presidente Dilma e fim antecipado de seu mandato.
“Não vamos silenciar jamais com qualquer saída fora desses limites”, afirmou a jornalistas, nesta terça-feira (7). Ele disse ainda ser “importante” que a presidente fale e “participe desse debate público”. Em entrevista à Folha, Dilma argumentou que não há elementos para seu afastamento do cargo.
Renan aproveitou ainda para elogiar seu partido, principal aliado do governo no Congresso. “O PMDB tem sido ao longo dos tempos, o pilar da governabilidade. E ele quer, claro, colaborar para que tenhamos saídas corretas para o país. Mas dentro da lei, da Constituição”, disse.
RECESSÃO
O presidente do Senado se mostrou favorável ainda o programa lançado nesta segunda pelo Planalto, que permite a redução de até 30% da jornada de trabalho, com redução de salários. Renan, no entanto, alfinetou o governo, ao afirmar que a iniciativa é uma “espécie de confissão de realidade”.
“Mais uma vez fica claro (…) que o ajuste é recessivo, desemprega, aumenta impostos, e nós precisamos cada vez mais construir saídas para que esse momento seja ultrapassado, resolvido”, afirmou.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É o tipo de matéria que necessita de tradução simultânea. O que Renan quer dizer é que Dilma já está lascada e será substituída na forma prevista pela Constituição, segundo o motivo de seu afastamento: em crime de responsabilidade, por Michel Temer, ou em crime eleitoral, por Aécio Neves. (C.N.)
08 de julho de 2015
Flávia ForequeFolha

TRE MINEIRO REJEITA AÇÃO ELEITORAL CONTRA FERNANDO PIMENTEL

TRE MINEIRO REJEITA AÇÃO ELEITORAL CONTRA FERNANDO PIMENTEL


O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais rejeitou ação de investigação eleitoral contra o governador do estado, Fernando Pimentel, por abuso de poder político. A ação foi protocolada pela Coligação Todos por Minas, do candidato derrotado nas eleições de 2014, Pimenta da Veiga (PSDB).
No processo, o governador e dirigentes dos Correios foram acusados de usar indevidamente a estrutura da estatal para favorecer a campanha do PT, partido de Pimentel, e prejudicar a candidatura de Pimenta da Veiga. Por unanimidade, os desembargadores entenderam não ficou comprovado o suposto abuso de poder econômico.
A decisão da Justiça Eleitoral favorece também o vice-governador Antônio Andrade, o deputado estadual Durval Ângelo, o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira,  e o diretor regional da estatal em Minas, José Pedro de Amengol Filho.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Pimentel deu uma respirada, mas ainda não se livrou das investigações sobre corrupção, apimentadas pela participação de sua nova, jovem e bela mulher, Carolina Oliveira, que ele mandou contratar no BNDES com salário superior a 20 mil reais, quando era ministro de Desenvolvimento e detinha o controle do banco estatal presidido por Luciano Coutinho. Como se dizia antigamente, o amor é lindo. E perigoso, podemos acrescentar. (C.N.)
08 de julho de 2015
André RichterAgência Brasil

PIADA DO ANO

EDUARDO PAES AMEAÇA PROCESSAR RODRIGO BETHLEM


Rodrigo Bethlem e Eduardo Paes formam uma dupla do tipo Debi e Lóide
Um ano após Rodrigo Bethlem ter sido acusado pela ex-mulher de desviar dinheiro de convênios da prefeitura e enviá-lo para contas na Suíça, Eduardo Paes afirmou “não gostar da presença” de seu ex-secretário de Governo e de Assistência Social no PMDB e até anunciou que a Procuradoria Geral do Município vai processar Bethlem para tentar recuperar as verbas desviadas.
O Ministério Público investiga movimentações de R$ 2,2 milhões do ex-secretário em cinco contas na Suíça durante o período em que a fraude teria sido cometida, entre os anos de 2010 e 2012. Os contratos sob investigação foram assinados entre a Secretaria de Assistência Social e a ONG Tesloo.
Paes demonstrou incômodo com o fato de seu partido ainda não ter expulsado Bethlem, que desistiu de disputar a eleição em 2014 e permanece afastado do cenário político. “O PMDB é um partido muito aberto. O (vice-governador Francisco) Dornelles diz que partidos parecem um buquê de flores: tem rosa, flor de velório e tiririca do brejo. Vida que segue. Eu não gosto da presença dele (Bethlem)”, disse o prefeito.
Na cerimônia de lançamento do programa Bairro Maravilha Cidade Nova, ao discursar, Paes chamou o secretário municipal de Coordenação de Governo, Pedro Paulo Carvalho, de “futuro prefeito”. O subsecretário de Governo, Ronnie Aguiar, e as vereadoras Leila do Flamengo e Laura Carneiro fizeram o mesmo. Pedro Paulo negou que o fato pudesse caracterizar propaganda eleitoral antecipada, proibida pelo Tribunal Regional Eleitoral. “Acho que as pessoas manifestarem desejo ou perspectiva de futuro não pode ser visto como algo ilegal. Eu só fico orgulhoso de as pessoas falarem isso”, argumentou.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A matéria foi enviada pelo comentarista Guilherme Almeida e merece tradução simultânea. Eduardo Paes e Rodrigo Betlhem são filhotes da mesma ninhada. Cresceram à sombra do então prefeito Cesar Maia, que gosta de descobrir novos talentos para a política, mas tem o dedo podre na hora de escolhê-los. Paes e Bethlem sempre foram grandes amigos e parceiros, digamos assim. Ambos enriqueceram ilicitamente, ambos colocaram o dinheiro no exterior, isso é fato público e notório. A diferença é que Bethlem caiu em desgraça e Paes continua por aí, todo pimpão, achando que vai ser presidente da República. Era só o que faltava. (C.N.)


08 de julho de 2015
Paulo Cappelli
O Dia

DILMA QUER PRESSIONAR AS INSTITUIÇÕES - DIZ AÉCIO



O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), disse nesta terça-feira, 7, que o discurso do golpe assumido pela presidente Dilma Rousseff e outros petistas frente à ofensiva da oposição é uma estratégia para "constranger" a ação das instituições e da imprensa. "O discurso golpista do PT tem claramente o objetivo de constranger e inibir instituições legítimas, que cumprem plenamente seu papel", afirmou.

Segundo ele, o PT classifica como "golpe" as denúncias que estão sendo apuradas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assim como as investigações em curso pela Polícia Federal e o Ministério Público. "Tudo que contraria o PT, e os interesses do PT, é golpe", afirmou.

Principal nome da oposição, Aécio disse que os partidos "continuarão atentos" aos desdobramentos dos casos para garantir "autonomia e independência das instituições brasileiras".

Conforme mostrou o jornal O Estado de S.Paulo, Dilma afirmou a aliados que vai defender "com unhas e dentes" o seu mandato e classificou como "golpista" a ofensiva da oposição para que ela saia do poder. Em entrevista publicada nesta terça, 7, pelo jornal Folha de S.Paulo, Dilma lembrou a época que foi torturada na ditadura e afirmou que não iria "cair". "Dizer que é golpe em vez de responder as acusações é desmerecer as instituições que existem para defender a sociedade", afirmou Agripino.

A oposição mira em pelo menos três caminhos para Dilma do Palácio do Planalto. A principal aposta é cassar a chapa dela e do seu vice-presidente Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no processo que investiga a suspeita de financiamento ilegal da dupla em razão da Operação Lava Jato. O segundo cenário é via Tribunal de Contas da União (TCU), que pode reprovar as contas do governo de 2014 de Dilma, o que pode culminar num processo de impeachment. O grupo de opositores também apresentou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) em que pede que a presidente explique as declarações do dono da UTC, Ricardo Pessoa.

08 de julho de 2015
in coroneLeaks

DISSONÂNCIA HISTÓRICA NO COMBATE À CORRUPÇÃO

CNBB CRITICA A OPERAÇÃO LAVA JATO E A “POLITIZAÇÃO” DA JUSTIÇA


Bispos reclamam que os delatores viraram heróis
Na primeira análise política pós-eleição, semana passada, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) critica indiretamente a condução da Lava Jato e vê “politização da Justiça”, “que coloca em risco o ordenamento constitucional”. “Estabelece-se um rito sumário de condenação, agravando direitos fundamentais.”
Sem citar a operação Lava Jato, diz a entidade da Igreja Católica que “instrumentos excepcionais como a delação premiada tornaram-se objeto de pressão sobre acusados”. As práticas, sob “holofotes da grande mídia, transformam réus confessos em heróis”, assinala o texto.
A entidade também chama de “controvertida” a manobra adotada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na votação do financiamento privado de campanha, depois repetida semana passada, na redução da maioridade penal. “O tema renasceu 24 horas depois, numa estratégia regimental”, afirma a CNBB.

08 de julho de 2015
Vera Magalhães
Folha

PROPINAS DA GRÁFICA COMPLICAM A SITUAÇÃO DE VACCARI




Controlada por sindicatos ligados à CUT e ao PT, a Editora Gráfica Atitude não apresentou comprovantes dos serviços para justificar o recebimento de R$ 2,6 milhões de empresas ligadas à Setal Óleo e Gás (SOG), uma das investigadas na Operação Lava Jato, segundo depoimentos de funcionários da companhia à Justiça Federal no Paraná.
Na segunda-feira, funcionários afirmaram que as notas fiscais chegavam à empresa sem qualquer prova de que os serviços eram executados. Em delação premiada, o executivo da SOG Augusto Ribeiro de Mendonça Neto afirmou que os pagamentos à Atitude eram na verdade propina ao PT.
Ao todo, três empresas de Mendonça –a SOG, a Projetec e a Tipuana Participações– realizaram transferências bancárias de R$ 2,6 milhões à gráfica entre 2010 e 2013, mas os contratos com a Atitude foram assinados pela SOG e outra empresa controlada por Mendonça, a Setec. A gráfica tem como donos o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e o Sindicato dos Bancários de São Paulo.
POR ORDEM DE VACCARI
“Não [houve comprovação de serviço prestado], efetuamos os pagamentos porque havia formalização contratual e autorização [de Mendonça]”, disse Felipe de Oliveira Ramos, gerente financeiro da SOG entre 2007 e 2012.
Outro funcionário da SOG, Johnny Rosa Vignoto, afirmou que autorizou as transferências no total de R$ 1,1 milhão em 2013 para as contas da Atitude mediante a apresentação de notas fiscais mesmo sem a entrega de provas de que os serviços da gráfica tinham sido prestados.
Em depoimento em março, Augusto Mendonça que disse que a Atitude foi indicada pelo tesoureiro afastado do PT João Vaccari Neto (preso na Lava Jato) e que todo o valor transferido à gráfica foi descontado dos subornos que a SOG deveria repassar ao PT em virtude de contratos assinados com a diretoria de Serviços da Petrobras, referentes a obras das refinarias Repar, em Araucária (PR) e Replan, em Paulínia (SP).
MATÉRIAS PAGAS
Também foram ouvidas três testemunhas ligadas à administração da gráfica Atitude: Carla Rodrigues de Moura Gallani, funcionária da área financeira desde 2009, Ivone Maria da Silva, representante do Sindicato dos Bancários na gráfica entre 2007 e 2010 e Juvandia Moreira Leite, representante do mesmo sindicato na Atitude a partir de 2011.
Gallani disse em seu depoimento que chegou a enviar exemplares da publicação mensal da gráfica, a “Revista do Brasil”, para funcionários da SOG, a fim de comprovar a realização dos serviços contratados pela empresa.
As três depoentes afirmaram que os contratos com a Setec e SOG não previam a realização de anúncios publicitários com os nomes das empresas, mas apenas a publicação de matérias pagas sobre o setor de óleo e gás, que eram genéricas e não continham menções sobre as companhias.
Na audiência com o juiz federal Sergio Moro, Juvandia Leite comprometeu-se a apresentar em cinco dias exemplares da “Revista do Brasil” com as matérias publicadas em virtude dos contratos com as empresas.
As defesas de Vaccari e da gráfica negam que houve repasse de propina ao PT por meio da Atitude.

08 de julho de 2015
Flávio Ferreira e Graciliano Rocha
Folha

PÂNICO NO PLANALTO: CERVERÓ TAMBÉM QUER FAZER DELAÇÃO PREMIADA



Cerveró diz que tem muita coisa para contar ao MP
A revista Veja e a Folha publicaram que o Planalto tem mais uma preocupação: o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró (aquele que com um dos olhos negocia e com o outro conta a propina), depois de receber a visita semanal da esposa, chamou os procuradores da República em Curitiba na quarta-feira passada e começou a negociar os termos para se tornar delator da Lava Jato.
Segundo políticos, empresários, investigadores e lobistas da Petrobras, Cerveró é uma das pessoas que pode esclarecer, entre outros contratos inexplicáveis na Área Internacional, a infame operação de compra da Refinaria de Pasadena, há quase dez anos, quando Dilma, a prepotente, presidia o Conselho de Administração da Petrobrás. Nessa “operação” a Petrobras perdeu cerca de US$ 800 milhões, além do que vem perdendo no passar dos anos com a “Ruivinha”, apelido que os engenheiros da estatal deram à refinaria americana, porque seus tanques e encanamentos estão cobertos de ferrugem.
JÁ SENTENCIADO
Em maio, Cerveró foi sentenciado a cinco anos de prisão em regime fechado pelo crime de lavagem de dinheiro e é suspeito de receber US$ 40 milhões de propina para intermediar a contratação de navios-sonda.
Por ser apontado como um dos arrecadadores do PMDB, sua eventual delação é vista como um dos principais caminhos para se chegar a caciques do partido, como o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.
A advogada de Cerveró, Alessi Brandão, disse que “no momento” não pode falar do acordo. Se for concretizado, Cerveró será o 20º réu a conseguir delação premiada. No jogo do bicho, 20 é o número do peru, que vai cantar como galo no terreiro.

08 de julho de 2015
Celso Serra

PÃO DE AÇÚCAR NÃO SABE POR QUE PAGOU R$ 8 MILHÕES A EX-MINISTRO DE LULA

PALOCCI PODE TER RECEBIDO PARTE DO DINHEIRO PAGO A THOMAZ BASTOS


ANTONIO PALOCCI E THOMAZ BASTOS, EX-MINISTROS DE LULA: 
SUSPEITA DE TRIANGULAÇÃO.


Um comitê de auditoria do Grupo Pão de Açúcar não encontrou evidências de prestação de serviços relacionados a pagamentos de R$ 8 milhões, entre dezembro de 2009 e maio de 2011, ao escritório de advocacia de Márcio Thomaz Batos, ex-ministro da Justiça do governo Lula, já falecido. A própriaempresa divulgou nota informando isso.

Segundo comunicado ao mercado, a empresa controlada pelo grupo francês Casino afirmou que os pagamentos ao escritório do ex-ministro da Justiça somaram 8,5 milhões de reais, dos quais apenas R$ 500 mil corresponderam a serviços cuja execução foi "possível confirmar, na área de atuação daquele escritório de advocacia".

"Não foram encontradas evidências da prestação dos serviços correspondentes aos demais pagamentos, nem contratos de prestação de serviços que os amparassem", afirmou o GPA no comunicado.

A auditoria, contudo, concluiu que "a cadeia de aprovações e procedimentos relacionada a esses pagamentos seguiu os procedimentos da companhia vigentes à época dos fatos". No período, a empresa tinha o comando dividido entre o empresário Abilio Diniz e o grupo Casino.

Em abril, a revista Época revelou que o escritório de Thomaz Bastos pagou R$ 3,5 milhões à empresa de consultoria do ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci, a Projeto Consultoria Financeira e Econômica. Segundo a reportagem, os advogados de Palocci e do escritório de Thomaz Bastos disseram que os pagamentos foram feitos pelo Grupo Pão de Açúcar.

O GPA disse ainda na nota que assinou um contrato com a Projeto Consultoria para prestação de serviços relacionados à aquisição de uma "empresa do segmento de varejo alimentício, sem que tenham sido identificados pagamentos à firma contratada, nem serviços prestados, resultantes desse ou de qualquer outro contrato". Palocci deixou a Casa Civil em 2011, no começo do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, em meio a denúncias de que teria multiplicado seu patrimônio em várias vezes. Na ocasião, justificou a elevação patrimonial alegando que ela resultou dos rendimentos de sua consultoria.



08 de julho de 2015
diário do poder

PETROBRAS PAGOU R$ 648 MILHÕES A MAIS EM APENAS UM CONTRATO NA OBRA DE ABREU E LIMA

PARTE DO VALOR SURRUPIADO DA OBRA DE ABREU E LIMA VIROU PROPINA

O LAUDO DA FORÇA-TAREFA DA LAVA JATO SE REFERE A APENAS UM CONTRATO NA OBRA DA REFINARIA DE ABREU E LIMA, (FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO)


Os investigadores da Operação Lava Jato estimam que houve sobrepreço de 16% em apenas um dos contratos para as obras da Refinaria Abreu e Lima (PE), ocasionando à Petrobras o acréscimo de R$ 648 milhões aao seu valor. suspeita que as obras relativas a (RNEST, Pernambuco). Suspeita-se que parte desse valor foi pago em propinas para deputados, senadores e partidos políticos.

Com base em documentos, os investigadores acham que preço da corrupção nesse contrato da Abreu e Lima superou em mais de cinco vezes o que foi admitido pelo primeiro delator da Lava Jato, o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa (Abastecimento). Ele contou que a propina correspondia a 3% do valor de cada contrato.

O laudo da Lava Jato, revelado pelo Jornal Nacional desta terça-feira (7), foi feito a partir do exame de contratos de montagem, construção, fornecimento de suprimentos e aditivos das unidades de coqueamento retardado da Abreu e Lima. Foram liberados a mais R$ 648 milhões, considerando os preços pagos pelo consórcio a fornecedores e os valores que revendia à Petrobrás.
Em alguns casos, o lucro do consórcio atingiu 1.600%.

A reportagem mostra que na documentação recolhida na sede da empreiteira Camargo Corrêa durante a Operação Juízo Final – fase da Lava Jato que derrubou o cartel de empreiteiras no esquema de propinas na Petrobrás – identificou depósitos que somaram R$ 26 milhões para 30 empresas sob suspeita de lavagem de dinheiro. A Camargo diz que não procede a informação de sobrepreço e destacou que está prestando esclarecimentos às autoridades.

Entre essas empresas estão a consultoria Costa Global, controlada por Paulo Roberto Costa, que captou R$ 2,8 milhões da construtora, entre outubro de 2012 e dezembro de 2013.

A JD Assessoria e Consultoria, do ex-ministro-chefe da Casa Civil (Governo Lula), José Dirceu, recebeu R$ 844 mil da Camargo Corrêa, entre maio de 2010 e fevereiro de 2012. A defesa diz que a empresa foi contratada pela Camargo Corrêa para atuar em Portugal e que a própria empreiteira reconhece este dado. A defesa do ex-ministro sustenta que o contrato e notas fiscais foram entregues à Justiça Federal no Paraná em janeiro.



08 de julho de 2015
diário do poder

NINGUÉM ESTÁ BLINDADO!

COM AS INSTITUIÇÕES DE INVESTIGAÇÃO ATUANDO DENTRO DOS MARCOS CONSTITUCIONAIS NÃO HÁ QUE SE FALAR EM GOLPE, AFIRMA EX-MINISTRO DO STF.


O ex-presidente do STF, Ayres Britto, durante entrevista no programa Roda Viva da TV Cultura.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral Carlos Ayres Britto afirmou nesta segunda-feira, 6, não ver “perigo de golpe” contra a presidente Dilma Rousseff, caso as instituições de investigação atuem “nos marcos da Constituição”.
“Eu não vejo perigo de golpe se as instituições controladoras do poder, o Ministério Público, a própria cidadania, considerada como instituição extra pública estatal de investigação, os tribunais de contas, se todas atuarem nos limites, nos marcos da Constituição não há que se falar de golpe”, disse.
Em resposta a movimentos de opositores e de setores da sociedade que defendem a saída da presidente antes do fim do mandato, Dilma e aliados do governo voltaram a rechaçar a ofensiva e definiram-na como “golpismo”. “Ninguém está blindado contra a investigação”, afirmou Britto.
No começo da entrevista, ele também aproveitou para ironizar a presidente e disse que saúda a delação premiada “mais do que a mandioca” em referência ao discurso de Dilma na cerimônia dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas no mês passado em que ela, em tom descontraído, saudou a mandioca 
Ao ser questionado sobre a situação atual da presidente – que é alvo de um processo no TSE movido pelo PSDB contra sua campanha no ano passado e também corre o risco de ter as contas de 2014 rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) – Ayres Britto reconheceu o cenário difícil vivido por Dilma. “Pelo andar da carruagem, a situação não está boa em nenhuma das duas instâncias.”
O ex-ministro, contudo, evitou se manifestar pela condenação ou pela inocência de presidente em ambos os casos. “Não quero avançar em um juízo técnico de antecipação de resultado”, comentou. (coroneLeaks)

08 de julho de 2015
in aluizio amorim

DESCOBERTO O VERDADEIRO CULPADO PELA CRISE GREGA



O leitor vai achar que é implicância minha, mas não é! São os fatos inegáveis. Você encontra algo podre, procura por pistas, e encontra, a olho nu e sem auxílio de lupa, as nove impressões digitais nas cenas do crime!

Vejam essa notícia do Estadão:


clique para aumentar



A taxa de erro do Molusco é espantosa: 100%! Como uma espécie de Midas às avessas, tudo que ele toca, em vez de virar ouro, vira lixo. É o toque de Mierdas. O grego foi escutar seus conselhos, deu nisso. Agora aguenta…

http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/humor/descoberto-o-verdadeiro-culpado-pela-crise-grega/


08 de julho de 2015
in blog do mario fortes

DILMA AFIRMA QUE VAI DEFENDER O MANDATO COM UNHAS E DENTES

Deveria poder usar apenas a Constituição Federal.


Desde que chegou ao poder, Dilma vale-se de expressões populares porque mentiu tanto e cometeu tantos crimes que não consegue utilizar uma argumentação republicana e democrática diante dos fatos. 
Disse que não reduziria direitos trabalhistas nem que a vaca tossisse e fez exatamente ao contrário, mexendo no seguro desemprego, abono salarial, e pensões das viúvas. 
Hoje, diante das inúmeras frentes que se abrem para o seu impeachment - crimes eleitorais, caixa dois, pedaladas fiscais - a presidente afirmou que vai defender o seu mandato com unhas e dentes.Não deveria. 
Deveria defender usando a Constituição Federal, simplesmente. Usa figuras de linguagem porque as leis não bastam mais. Dilma já está usando a compra de apoios, a pressão sobre as instituições e parlamentares, a interferência na Polícia Federal e tantos outros artifícios. A cada dia, o seu mandato fica mais ilegítimo. 
É uma presidente que, desde a figura da jovem terrorista presa e torturada, usa o corpo coPara se defender, Dilma deveria usar apenas as leis do país. Não pode. As afrontou. Assim como perdeu a tosse, vai perder unhas e dentes. O mandato? O mandato é só uma questão de tempo.mo defesa, como se, toda vez que é pressionada, estivesse enfrentando uma guerra. 

08 de julho de 2015
in coroneLeaks

OFERTA PÃO DE AÇÚCAR! IMPERDÍVEL!

R$ 8 milhões para Palocci e Márcio Tomaz Bastos usar como caixa dois na campanha de Dilma. Sem precisar prestar serviços!

Antonio Palocci (Foto: Lula Marques/Folhapress)

(Época) O Grupo Pão de Açúcar informou nesta terça-feira (8) ao mercado que não encontrou confirmação de serviços prestados para pagamentos de R$ 8 milhões feitos ao advogado Márcio Thomas Bastos e ao ex-ministro Antonio Palocci. Desse total, R$ 5,5 milhões foram pagos à empresa Projeto, de Palocci, quando ele coordenava a campanha da petista Dilma Rousseff em 2010, conforme revelou ÉPOCA. “Não foram encontradas evidências da prestação dos serviços correspondentes aos demais pagamentos, nem contratos de prestação de serviços que os amparassem”, disse a empresa, em comunicado sobre os pagamentos a Thomas Bastos, ex-ministro da Justiça, morto em novembro 2014. Além dos R$ 5,5 milhões pagos a Palocci, não há registro do que Bastos fez com os R$ 2,5 milhões restantes.

Sobre Palocci, a auditoria do Pão de Açúcar afirmou que também não foram “identificados pagamentos à firma contratada nem serviços prestados, resultantes desse ou de qualquer outro contrato”. Vale ressaltar que, em documento enviado à Comissão de Valores Imobiliários (CVM), na véspera da aquisição das Casas Bahia pelo Pão de Açúcar, a empresa informou os nomes de dezenas de pessoas e empresas que participavam da negociação. Nessa lista, não constava o nome de Palocci e de sua consultoria, a Projeto.

A investigação interna do grupo Pão de Açúcar, maior varejista do país, foi constituída para rastrear a origem de pagamentos feitos a Thomaz Bastos e a Projeto depois que reportagem de ÉPOCA revelou que Palocci justificara com algumas consultorias fantasmas o recebimento de milhões de reais. Os repasses ao petista ocorreram, principalmente, enquanto ele era deputado federal e coordenava a campanha da presidente Dilma Rousseff, em 2010. 

Segundo relatório do comitê de auditoria da empresa, obtido por ÉPOCA, não há registro de consultoria dada por Palocci, nem qualquer material produzido por ele. A transferência de recursos do caixa do Pão de Açúcar para a Projeto Consultoria, do ex-ministro da Casa Civil, foi intermediada pelo escritório de advocacia do criminalista Márcio Thomaz Bastos  – que embolsou, ao todo, R$ 8 milhões da companhia por meio de um acordo informal, sem contrato.

Palocci é investigado num processo do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal no Distrito Federal, que apura suspeitas de improbidade administrativa. Para checar a denúncia de pagamentos irregulares, o comitê de auditoria do Pão de Açúcar, formado por sete executivos e três advogados, analisou durante cerca de 70 dias documentos, contratos, notas fiscais, e-mails e manuscritos de diversas áreas da empresa, datados de 2009 a 2012. 

Essa investigação se estendeu não só às relações comerciais com a empresa de Palocci e o escritório de Márcio Thomaz Bastos, mas também à subsidiária Pão de Açúcar Publicidade, à consultoria de fusões e aquisições Estáter e à Península Participações, de Abilio Diniz, controlador da companhia no período em que foram feitos os pagamentos aos ex-ministros.

Nessa varredura, a auditoria do Pão de Açúcar identificou apenas um contrato assinado com Palocci.Com data de 9 de fevereiro de 2009, previa ajuda na compra de uma “companhia alvo”. Esse acordo valeria até agosto daquele ano. Porém, nenhum pagamento ou serviços foram identificados.
O Pão de Açúcar só iniciou as negociações para adquirir a Casas Bahia dois meses após o término do suposto contrato com Palocci. A fusão foi anunciada para o mercado em 4 de dezembro de 2009. Quatro dias depois, Palocci recebeu R$ 500.000 do Pão de Açúcar, intermediado por Márcio Thomaz Bastos. Outros R$ 5 milhões foram pagos em 2010, quando Palocci coordenava a campanha de Dilma.

Em sua defesa, o ex-ministro da Casa Civil alega que foi contratado pelo seu colega MTB no final de 2009 para assessorar o Pão de Açúcar na renegociação da associação com a Casas Bahia.  No entanto, os dois controladores só passaram a discutir as suas relações no início de 2010 – e chegaram a uma solução consensual em julho de 2010. Mesmo assim, Palocci continuou recebendo recursos do grupo varejista até dezembro de 2010, repassados por Márcio Thomaz Bastos.

No auge da campanha que elegeu a presidente Dilma Rousseff, em 4 outubro de 2010, o ex-ministro embolsou R$ 500 mil. Após a confirmação de seu nome na Casa Civil, recebeu mais R$ 2 milhões do Pão de Açúcar. Num manuscrito encontrado pelos auditores, está uma ata de uma reunião realizada em agosto de 2011 entre Abilio e MTB. Naquela época, o MPF investigava Palocci por suspeita de tráfico de influência e improbidade administrativa após revelação feita pelo jornal Folha de S.Paulo de que o então ministro da Casa Civil multiplicara o seu patrimônio prestando consultorias. Os investigadores haviam notificado o Pão de Açúcar, pedindo explicações.

No documento, ao lado da anotação “Ponto de preocupação de MTB comentado c/AB (Abilio Diniz) na reunião de 2ª feira”, está escrito: “Antecipação de pagtos”. O criminalista estava receoso de que o MPF questionasse o motivo do pagamento antecipado feito a Palocci em dezembro de 2009. Esse poderia ser o principal ponto de fragilidade da defesa.

Em sua conclusão, anunciada para o mercado o comitê especial de investigação instaurado pelo Pão de Açúcar reconhece que fez pagamentos de R$ 8 milhões para MTB entre janeiro de 2010 e  maio de 2011 sem qualquer contrato por escrito ou prova de serviços prestados pelo criminalista. A companhia ressaltou que não encontrou indícios de pagamentos efetuados diretamente a Palocci ou mesmo de qualquer serviço prestado pelo ex-ministro, conforme antecipado por ÉPOCA. 

Com base em matéria publicada por ÉPOCA, o Ministério Público Federal no Distrito federal enviou recentemente um ofício ao Pão de Açúcar, pedindo acesso aos relatórios e aos documentos analisados pelo comitê de auditoria. As informações da empresa deverão ser fornecidas nas próximas semanas – para o desespero de Palocci.

08 de julho de 2015
in coroneLeaks

PLANALTO TEME QUE CPI CONVOQUE EDINHO E MERCADANTE




Sem goleiro nem zaga Uma das preocupações imediatas do Planalto e do PT é que a CPI da Petrobras aproveite a fragilidade do governo para convocar os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Secom), citados na delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa. Se votar, passa, disseram, em jogral, dois membros da cúpula da comissão nesta segunda-feira. Embora o alarme tenha soado, o governo ainda não acionou a tropa para evitar novo desastre após a próxima inquirição de Paulo Okamotto, diretor do Instituto Lula..
Na reunião de coordenação política, o núcleo do governo avaliou que a reação do PT e de ministros às investidas do PSDB pela queda de Dilma Rousseff apenas inflou a polêmica.
Foi decidido que era preciso baixar o tom e não “morder a isca” da oposição. Mas só valeu até a própria Dilma, em entrevista à Folha, desafiar a oposição a tirá-la do cargo.
APATIA AO ATAQUE
Petistas, na contramão do Planalto, se queixavam em reunião da Executiva estadual de São Paulo de “apatia” do governo e de líderes da sigla. Querem uma reação “muitos tons acima”.
“Parece que o Planalto não vê que a decisão de tirar Dilma já está tomada pela oposição. Lula continuar insistindo em pauta positiva não resolve”, diz um petista.
Ainda sem uma orientação geral, o PT paulistano marcou um ato em defesa do governo e da democracia para a próxima terça-feira.

08 de julho de 2015
Vera MagalhãesFolha

NO PT, CORRUPÇÃO É QUESTÃO DE ATITUDE



(Folha) Controlada por sindicatos ligados à CUT e ao PT, a Editora Gráfica Atitude (edita a revista do Brasil) não apresentou comprovantes dos serviços para justificar o recebimento de R$ 2,6 milhões de empresas ligadas à Setal Óleo e Gás (SOG), uma das investigadas na Operação Lava Jato, segundo depoimentos de funcionários da companhia à Justiça Federal no Paraná. 

Nesta segunda-feira (6), funcionários afirmaram que as notas fiscais chegavam à empresa sem qualquer prova de que os serviços eram executados. Em delação premiada, o executivo da SOG Augusto Ribeiro de Mendonça Neto afirmou que os pagamentos à Atitude eram na verdade propina ao PT. 

Ao todo, três empresas de Mendonça –a SOG, a Projetec e a Tipuana Participações– realizaram transferências bancárias de R$ 2,6 milhões à gráfica entre 2010 e 2013, mas os contratos com a Atitude foram assinados pela SOG e outra empresa controlada por Mendonça, a Setec. A gráfica tem como donos o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e o Sindicato dos Bancários de São Paulo. 

"Não [houve comprovação de serviço prestado], efetuamos os pagamentos porque havia formalização contratual e autorização [de Mendonça]", disse Felipe de Oliveira Ramos, gerente financeiro da SOG entre 2007 e 2012. 

Outro funcionário da SOG, Johnny Rosa Vignoto, afirmou que autorizou as transferências no total de R$ 1,1 milhão em 2013 para as contas da Atitude mediante a apresentação de notas fiscais mesmo sem a entrega de provas de que os serviços da gráfica tinham sido prestados. 

Em depoimento em março, Augusto Mendonça que disse que a Atitude foi indicada pelo tesoureiro afastado do PT João Vaccari Neto (preso na Lava Jato) e que todo o valor transferido à gráfica foi descontado dos subornos que a SOG deveria repassar ao PT em virtude de contratos assinados com a diretoria de Serviços da Petrobras, referentes a obras das refinarias Repar, em Araucária (PR) e Replan, em Paulínia (SP)

08 de julho de 2015
in coroneLeaks