"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

O TIRO DO PREFEITO NO PÉ

 

É de perguntar ao prefeito o que ele imaginava que as suas caneladas pudessem produzir para resgatar o seu governo que fechou o ano aprovado nas pesquisas por apenas 18% dos munícipes paulistanos


Agora não por atos, mas pelas palavras, o prefeito paulistano, Fernando Haddad, acaba de superar as já elevadas marcas alcançadas em 14 meses de mandato na modalidade tiro no pé. Frustrados os seus planos mirabolantes de transformar a cidade numa Xangai, como apregoa — ou porque a Justiça o impediu de onerar os paulistanos com um aumento abusivo do IPTU (de 20% a 35%) ou porque em boa hora a presidente Dilma Rousseff desistiu de apoiar o projeto que muda o indexador da dívida do Município com a União —, Haddad resolveu partir para cima da "elite econômica paulistana", culpando-a por seus dissabores.

Quando o seu mentor Luiz Inácio Lula da Silva desancava o "preconceito" das elites contra os pobres como ele — e como os que o ouviam nos palanques da reeleição e, depois, da candidatura Dilma —, a apelação podia ser o que se quisesse, menos irracional. Era um meio para um fim; como tal, funcionou. E seguramente ele tornará a se valer disso na campanha deste ano, para discriminar os adversários da presidente. Mas Haddad se saiu com uma diatribe que só serve para acrescentar mais críticas às tantas que o seu deplorável desempenho já fez por merecer.

Candidato, Haddad era um "poste" eleitoral. As suas luzes só se acenderam porque, além da força do patrocínio lulista nos redutos do PT, a sua imagem de bom moço lhe deu os votos da classe média que fizeram diferença no segundo turno. Prefeito, o tríplice diplomado pela USP (em direito, economia e filosofia) e ex-ministro da Educação revelou-se um neófito em política e um voluntarista na administração. Apesar dos protestos de junho contra o aumento das tarifas de transporte, ele só tirou os R$ 0,20 das passagens depois de ouvir uma advertência do seu colega do Rio, Eduardo Paes, que já desistira da majoração, e uma ordem de Lula.

Foi também o voluntarismo, o "fazer na marra", embebido dessa vez em caldo populista, que o incentivou a criar da noite para o dia as faixas exclusivas para ônibus, sem uma avaliação minimamente consistente dos seus efeitos para o trânsito de uma cidade por onde circulam cerca de 6 milhões de veículos, ou, por baixo, 1 para cada 2 habitantes. A mistura tóxica de insuficiente senso político e excessiva crença no poderio pessoal está decerto na origem da sua verrina contra as elites, por sinal numa entrevista ao site da BBC Brasil — que não há de ser propriamente o mais acessado pela maioria dos eleitores que lhe deu a vitória em 2012.

Os paulistanos "muito ricos", investiu, padecem de "miopia" e "pobreza espiritual". Essa elite é amesquinhada e muito conservadora, "a começar pelos meios de comunicação" — estes, evidentemente, porque ousaram discordar das políticas do professor-doutor. Para ele, a elite míope, acumpliciada com a mídia, sabota a cidade ao pressionar o Congresso para que não aprove a troca do indexador da dívida paulistana. Faltou-lhe, a essa altura do xingatório, a coragem de afrontar a verdadeira responsável pelo congelamento do projeto — a presidente da República. Ela se deu conta de que, se expurgasse R$ 24 bilhões do débito municipal de R$ 54 bilhões, não só transgrediria a Lei de Responsabilidade Fiscal, como ainda criaria um precedente que, ao ser imitado, levaria à ruína as contas nacionais.

É de perguntar ao prefeito o que ele imaginava que as suas caneladas pudessem produzir para resgatar o seu governo que fechou o ano aprovado nas pesquisas por apenas 18% dos munícipes. Será que eles mudarão de ideia ao ouvir de Haddad que são outros — as elites, a imprensa, o Congresso — os culpados por seus problemas? Extremando a comparação, a última vez que um mandatário quis virar a mesa acusando "forças terríveis" de impedi-lo de governar foi em 1961, quando o presidente Jânio Quadros tentou o fracassado golpe da renúncia.

E como ele quer que as elites reajam, depois de prometer, com arrogância, "educá-las a olhar a cidade com outros olhos"? Ainda é tempo de Haddad fazer isso em relação à Prefeitura. O Orçamento do Município para este ano, de R$ 50,6 bilhões, é o maior da história. Sabendo gastar, em vez de falar em conspirações e "crise financeira", não é pouco o que isso permite realizar.

15 de fevereiro de 2014
Editorial do Estadão

HONORÁVEIS BANDIDOS

NÃO EXISTE O "TERRORISMO DO BEM"

A relação espúria do governo com grupos que costumam afrontar o estado de direito é tal que o ministro Gilberto Carvalho, setorista de "movimentos sociais", chegou a elogiar o MST e a criticar a PM de Brasília, chamada a agir na quinta-feira para evitar a invasão do Supremo por sem-terra



O assassinato do repórter-cinegrafista Santiago Andrade, da Bandeirantes, pelos black blocs Caio de Souza e Fábio Raposo colocou na agenda do Executivo e Legislativo a necessidade de adequar a legislação ao combate à violência em manifestações de rua.

A reação é compreensível, mas não deverá ser fácil melhorar o aparato legal de defesa da sociedade contra grupos violentos que se fortalecem nas franjas de partidos ou fora deles. O primeiro obstáculo é que a esquerda brasileira ainda confunde ações policiais com a atuação arbitrária da ditadura militar.

Ontem, em reunião fechada com 24 secretários de Segurança, acompanhada pelo GLOBO, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fez restrição à ideia, defendida, entre outros, pelo secretário fluminense, José Maria Beltrame, de ser proibido por lei o uso de máscaras em manifestações.
O ministro prefere uma abordagem mais elegante do mascarado, sem sua penalização, sequer detenção. Uma visão ilusória. A proposta defendida por Beltrame sequer é inédita: foi adotada pela democrática Alemanha, berço dos black blocs, justo com o objetivo de reprimir o grupo, na década de 80.

O secretário fluminense deseja, e também com acerto, que haja a obrigatoriedade do aviso antecipado da manifestação à polícia e autoridades de trânsito. O grupo ou pessoa que mandar o aviso ficará responsável pelo que acontecer de anormal.
Além da proibição óbvia do porte de objetos que possam ferir terceiros, Beltrame defende o aumento de penas para crimes já previstos em lei e a tipificação da incitação ao vandalismo. O secretário lembra que os dois assassinos de Santiago já haviam sido levados à delegacia. Mas, como a legislação é tíbia e omissa, nada lhes aconteceu e eles continuaram livres para disparar aquele rojão.

O governo se preocupa em defender “organizações sociais” aliadas, como o MST, para que não sejam atingidas por qualquer mudança nessa legislação. Especificamente, o Planalto teme o projeto de uma lei antiterrorismo, no Senado, cuja inexistência é lacuna séria na legislação de um país incluído na agenda de grandes eventos esportivos mundiais.
Esta relação espúria do governo com grupos que costumam afrontar o estado de direito é tal que o ministro Gilberto Carvalho, setorista de “movimentos sociais”, chegou a elogiar o MST e a criticar a PM de Brasília, chamada a agir na quinta-feira para evitar a invasão do Supremo por sem-terra.
A intoxicação ideológica de auxiliares da presidente não para de surpreender negativamente. No dia seguinte, a própria Dilma recepcionou o MST, gesto que sinaliza a favor da imputabilidade do movimento e outras "organizações sociais" em atos de violência. Muito grave.

Esta é a ideia que o Planalto e o PT parecem querer contrabandear para a legislação antiterrorismo em discussão no Congresso e, agora, nas mudanças a fim de que o Estado enfrente com mais eficácia as manifestações. Mas não existe "terrorismo do bem", tampouco black bloc.

15 de fevereiro de 2014
Editorial O Globo

GILMAR MENDES PEDE PARA EDUARDO SUPLICY "VAQUINHA" PARA REAVER R$ 100 MILHÕES DO MENSALÃO

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes

Após receber um ofício do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) cobrando explicações sobre as suspeitas levantadas contra as doações para petistas condenados no processo do mensalão, o ministro Gilmar Mendes enviou uma carta ao parlamentar e sugeriu a realização de uma vaquinha para ressarcir "pelo menos parte dos R$ 100 milhões subtraídos dos cofres públicos".

No documento, Mendes diz ter certeza que Suplicy "liderará o ressarcimento ao erário" e comenta que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, que conseguiu num único dia arrecadar R$ 600 mil, poderá emprestar sua "expertise" para colaborar na recuperação do dinheiro desviado pelo mensalão.

"Não sou contrário à solidariedade a apenados. Ao contrário, tenho a certeza que Vossa Excelência liderará o ressarcimento ao erário público das vultuosas cifras desviadas (…) Quem sabe o ex-tesoureiro Delúbio Soares com a competência arrecadatória que demonstrou — R$ 600 mil num único dia, verdadeiro e inédito prodígio! — possa emprestar tal expertise", diz trecho da carta.



Multas

Na carta, o ministro destacou trecho do artigo 5º da Constituição dizendo que "nenhuma pena passará da pessoa do condenado". Para ele, assim como a pena de prisão, a pena de multa é intransferível e restrita ao condenado.

Ou seja, tal como pessoas solidárias aos condenados não podem passar alguns dias por eles na cadeia, também não poderiam pagar as multas impostas pela Justiça. "[A campanha de doações para o pagamento da multa] em última análise sabota e ridiculariza o cumprimento da pena — que a Constituição estabelece como pessoal e intransferível — pelo próprio apenado".

Mendes ainda reclama da falta de transparência no sistema de arrecadações e diz que todos os dados devem ser analisados pelo Ministério Público e pela Receita Federal.
Diz ainda que sites usados para as arrecadações são hospedados no exterior, o que dificultaria ainda mais a fiscalização das "doações moralmente espúrias" e destinadas a "contornar efeitos de decisão judicial".

15 de fevereiro de 2014
Folha online
 

MUITO ESTETOSCÓPIO AINDA HÁ DE ROLAR...


Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas,
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sangüínea e fresca a madrugada...


Os seres humanos têm um especial pendor para lutar – e matar – por idéias estúpidas. Houve época em que se mataram discutindo se deus era três em um ou um em três. As relações entre católicos eram tão afáveis que, quando se reuniam em concílio para discutir um dogma, a facção derrotada tinha de escolher entre o exílio e a fogueira.

Depois surgiram as ideologias. As pessoas se inimizavam por acontecimentos em distantes rincões do planeta. Foram milhões os que, no século passado – e pior, até hoje – se digladiaram pelo que acontecia em Moscou. A ruptura mais emblemática terá sido a de Sartre com Camus.

Em 1946, Camus publica em Combat uma série de artigos, sob o título genérico de "Ni victimes ni bourreaux", reflexões que antecipam O Homem Revoltado. Se o século XVII foi o século das matemáticas, argumenta Camus, se o XVIII foi o século das ciências físicas, se o XIX foi o da biologia, o homem contemporâneo vive o século do medo.

"Dir-me-ão que isto não é uma ciência. Mas, primeiramente, a ciência aí está para qualquer coisa, pois seus últimos progressos teóricos a levaram a negar-se a si mesma, dado que seus aperfeiçoamentos práticos ameaçam a terra inteira de destruição. Além disso, se o medo em si mesmo não pode ser considerado como uma ciência, não resta dúvida alguma que seja uma técnica".

O que choca Camus é o fato de que homens que viram "mentir, aviltar, matar, deportar, torturar" se façam de surdos cada vez que se tenta dissuadir os homens que mentiam, aviltavam, matavam, deportavam e torturavam, pois estes lutavam em nome de uma abstração. O diálogo entre os homens morreu. "Um homem que não se pode persuadir é um homem que faz medo".

O que estava em jogo era o comunismo. Sartre, stalinista convicto – e bom amigo dos oficiais nazistas durante a ocupação de Paris – não gostou. "L'amitié, elle aussi, tend à devenir totalitaire; il faut l'accord en tout ou la brouille, et les sans-parti eux-mêmes se comportent en militants de partis imaginaires",revidou o filósofo mais confuso do século passado. Visando Camus, disse: “tout anticomuniste est un chien”. Todo anticomunista é um cão. Sartre não tinha as mãos sujas de sangue, mas sempre apoiou os tiranos que assassinavam em massa.

Anos 60, estava em jogo o Leste asiático. Até mesmo aqui no Brasil, amizades se desfaziam pelo que acontecia na China ou no Vietnã. Eu mesmo, perdi não poucos leitores, em função das escaramuças de Ho Chi Min ou dos massacres de Pol Pot, que hoje poucos saberão quem foi. Mao era outro fator de desavenças. Assassino maior que Hitler ou Stalin, era venerado urbe et orbi como o Grande Timoneiro.

Hoje, fora alguns malucos renitentes que portam luto por Stalin, o último santo a cultuar é Fidel Castro. A ditadura cubana há duas boas décadas já estava desmoralizada na Europa, mas mantém insólita reputação em terras brasílicas. Hoje ainda, há quem acredite no excelente nível de saúde e educação em Cuba, como se pudesse haver saúde em país cujos cidadãos vivem no limite da fome, e como se pudesse haver educação onde não existe liberdade de pensamento. E, por inaudito que pareça, ainda há pessoas cortando relações em função de Cuba.

Aconteceu comigo. Não há uma década, mas ano passado. Uma boa amiga, minha aluna nos anos 80, enviou seu filho, estudante de Medicina, à Cuba. Ela é de Florianópolis, um dos últimos celeiros do castrismo no Brasil. Sempre é bom lembrar que a UFSC foi a única universidade no Brasil a ter a excelsa coragem de conceder um Doutorado Honoris Causa ao Supremo Comandante, Fidel Castro Ruz. Doutorado em Tiro na Nuca, é de supor-se. Ainda ano passado, a universidade oferecia um seminário sobre Direito e Marxismo, no qual se estudava essa obra-prima do Direito intitulada O Capital.

Mantive com minha ex-pupila boas relações nos últimos trinta anos, com algumas décadas de intervalo, é verdade. Até seu filho voltar de Cuba. Postou mensagem no Facebook, louvando a ilha como a representação terrena do paraíso. Discretamente, fiz um rápido comentário.

- Maravilha de ditadura! Que estou ainda fazendo neste país infame? Por que ainda não fui para lá?

Três décadas de bom convívio rolaram Varadero abaixo, por uma rápida uronia quanto à ditadura cubana. O estudante deslumbrado com a ditadura permaneceu silente. Já a mãe, com uma fúria tipicamente materna, reagiu como uma tigra parida. Deletou a postagem e me excluiu definitivamente de seu círculo afetivo. Não teve sequer a coragem de defender a cria. Melhor deletar. Acredite quem quiser. Ou puder.

Vivemos hoje dias interessantes. Era mais que previsível. E a debandada recém começou. Apesar dos pesares, dos problemas de trânsito, violência, miséria, analfabetismo, o Brasil é uma ante-sala do paraíso diante de Cuba. Em nome dos bons laços que unem petistas à Cuba – onde treinou guerrilha o mensaleiro José Dirceu, entre outros – Dona Dilma fechou uma corvéia entre Brasil e a ditadura dos irmãos Castro.

O acordo há muito vinha sendo gestado, mas a presidente, mentindo descaradamente, o anunciou como uma resposta à gloriosa Revolução de Junho de 2013, revolução verdadeira, como a definiu a Veja na época. E importou alguns milhares de médicos a preço vil para suprir as deficiências nossas na área de saúde, através do plano Mais Médicos. Os profissionais eram contratados por dez mil reais – o equivalente a pouco mais de quatro mil dólares. Só que destes quatro mil dólares só viam quatrocentos, 958 reais no câmbio de hoje. Os restantes 3.600 dólares vão para sustentar a falida ditadura dos Castro no Caribe.

Ora, no Brasil de hoje, nem enfermeira aceita trabalhar por tal miséria. Pior ainda, sabendo que 90% do salário combinado vai para uma ditadura. Minha diarista, sem curso universitário algum, ganha quase o dobro. As defecções eram esperadas. A ave precursora foi a médica Ramona Matos Rodriguez, que buscou abrigo no início do mês no gabinete da liderança do DEM na Câmara dos Deputados depois de abandonar o programa. Ramona afirmou que pedirá asilo ao governo brasileiro.

Dona Dilma está entre a cruz e a espada. O ano é eleitoral e não há clima para repetir o gesto do capitão-de-mato Tarso Genro, que devolveu para a Disneylândia das esquerdas, em 2007, os boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, depois de uma frustrada tentativa de deserção em julho daquele ano, durante os Jogos Pan-Americanos do Rio.

Ramona já ganhou um emprego burocrático na Ordem dos Médicos do Brasil – que lhe rende três vezes o que lhe era pago quando trabalhava como escrava – enquanto espera resposta a seu pedido de asilo. Asilo que não há, hoje,como negar-lhe. Enquanto isso, mais quatro médicos cubanos deram no pé, rumo aos Estad0s Unidos. De repente, não mais que de repente, soube-se que já são 5 mil os médicos cubanos asilados nos States, oriundos de programas na Venezuela, Bolívia, Angola e Moçambique. Também não mais que de repente, o Ministério Público descobriu que o trabalho escravo dos médicos cubanos... era trabalho escravo.

O mais insólito em tudo isso é que, junto com os médicos-escravos, Cuba exportou também seus métodos ditatoriais. A corvéia não pode sequer deslocar-se de suas residências sem a permissão dos feitores. Junto com os médicos, há monitores que decidem quando e como eles podem sair para a rua. O governo, passivamente, submeteu-se a esta suprema humilhação.

Os médicos cubanos no Brasil já são 7.400. E virão mais outros. Muito estetoscópio ainda há de rolar entre a senzala e a casa grande. Os stalinistas de plantão já mostram as garras. No Estadão de hoje, escreve Luis Fernando Verissimo:

“Inacreditável é que a reação mais forte à vinda de médicos estrangeiros para suprir a falta de atendimento no interior do Brasil, e a exploração da questão dos cubanos insatisfeitos para sabotar o programa, venha justamente de associações médicas”.

Ora, a Ordem dos Médicos acolheu uma colega que foge de uma ditadura. Nem mesmo a empregou como médica, pois falta-lhe o exame que a habilita a exercer sua profissão no País. Enfim, teremos dias divertidos pela frente. Foi-se a primeira pomba despertada... Foram-se outras mais. Serão dezenas? Serão centenas?

O tiro saiu pela culatra. A tentativa petista de dar alguns milhões de dólares à ditadura amiga só servirá para afundar ainda mais a imagem de Cuba, que só resta intocada neste país sempre à reboque da História.


15 de fevereiro de 2014
janer cristaldo

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Inconstitucional esquema de “vaquinhas” para mensaleiros pode ser investigado e derrubado pela Justiça

 
Enquanto os amigos e fiéis seguidores de José Dirceu batem recordes de  arrecadação (R$ 225 mil em dois dias), o constitucionalista Gilmar Mendes chama a atenção para a inconstitucionalidade das “vaquinhas” para ajudar mensaleiros a pagarem suas multas impostas pela Justiça. A tese do ministro do Supremo Tribunal Federal é simples: “A pena de multa é intransferível e restrita aos condenados. A falta de transparência na arrecadação, em última análise sabota e ridiculariza o cumprimento da pena– que a Constituição estabelece como pessoal e intransferível– pelo próprio apenado”.

A avaliação constitucional de Gilmar Mendes abre uma brecha para que a ação de “solidariedade” dos petistas com os mensaleiros seja questionada judicialmente, e até revogada. Além de questionar a vaquinha, Gilmar aproveitou uma carta-resposta ao senador petista Eduardo Suplicy para sugerir, com ironia, que ele lidere uma campanha de arrecadação para devolver aos cofres públicos os mais de R$ 100 milhões desviados no esquema do Mensalão. Gilmar não perguntou, mas, quem sabe, o PT não pega os R$ 2 bilhões que já tem guardados para torrar na campanha eleitoral e encara o desafio financeiro?

Gilmar Mendes detonou a petralhada, voltando a ironizar a legalidade das doações aos condenados no Mensalão: “Não sou contrário à solidariedade a apenados. Ao contrário, tenho certeza de que Vossa Excelência liderará o ressarcimento ao erário público das vultosas cifras desviadas – esse, sim, deveria ser imediatamente providenciado. Quem sabe o ex-tesoureiro Delúbio Soares, com a competência arrecadatória que demonstrou – R$ 600.000,00 em um único dia, verdadeiro e inédito prodígio! -, possa emprestar tal ‘expertise’ à recuperação de pelo menos parte dos R$ 100 milhões subtraídos dos cofres públicos”.

Gilmar insiste na investigação: “Não me parece impertinente perquirir a respeito das movimentações financeiras de condenados por lavagem de dinheiro, quadrilha, peculato e corrupção, como no caso em concreto, em proveito da transparência e da dignidade da lei penal e do Poder Judiciário. Urge tornar públicos todos os dados relativos às doações que favoreceram próceres condenados pela Justiça brasileira, para serem submetidos a escrutínio da Receita Federal e do Ministério Público”.

Depois da clara tese de Gilmar Mendes, só restará ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, entrar com uma representação ao STF questionando a legalidade e constitucionalidade da armação petista para ajudar os “companheiros” a pagarem multas. Será que Ministério Público Federal vai cumprir seu papel? Ou vai ser conivente com a desmoralização do Judiciário promovida pela petralhada?

Fux You, Falcão!


Mensaleiro Esperança

A Unesco, parceira da Rede Globo no Projeto Criança Esperança, deveria pedir a ajuda oficial do PT na próxima campanha de arrecadação humanitária.

Nada mal faria se a ONU nomeasse os internacionalistas juramentados José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoíno como embaixadores da criança, para que possam emprestar sua expertise como “arrecadadores” do Criança Esperança.

Seria uma forma alternativa de os “reeducandos” do mensalão cumprirem suas penas prestando relevantes serviços à humanidade – e às causas do globalitarismo que eles tanto adoram ideologicamente...

Depósito Simbólico  


Pena Zero?

A defesa de José Dirceu de Oliveira e Silva sonha que, na votação dos embargos infringentes, quinta-feira que vem, no STF, ele terá sua pena de prisão reduzida para sete anos e 11 meses de prisão.

Originalmente condenado a 10 anos e 10 meses de prisão, na verdade, o Zé gostaria mesmo é que a pena fosse totalmente reduzida a zero – conforme pedido de seus advogados ao STF.

Na prática, Dirceu confia que a nova configuração do Supremo lhe dará direito a um novo julgamento, com o reexame de provas e a chance de ser absolvido em alguns crimes.

Infringentes

Além de Dirceu, o STF analisa a partir de quinta que vem os embargos infringentes de José Genoíno, Kátia Rabello (ex-diretora do Banco Rural) e José Roberto Salgado (também ex-diretor do banco).

Também terão infringentes julgados pelo STF o ex-deputado e operador do esquema, Marcos Valério; Cristiano Paz, ex-sócio de Valério; Simone Vasconcelos, ex-funcionária de Valério; o ex-deputado João Paulo Cunha (PT-SP); o doleiro Breno Fischberg; e o ex-assessor parlamentar João Cláudio Genu.

Mas essa turma não tem a data ainda marcada para julgamento.

56 Opções sexuais?

Nos Estados Unidos, o Facebook já permite que o usuário se registre indicando o gênero além do tradicional masculino ou feminino (que a Nova Ordem Mundial em vigor já começa a abolir).

“Nós trabalhamos com a organização do grupo líder na luta pelos direitos dos LGBT (lésbicas, gays, bi e trans) para fornecer uma extensa identidades sexuais utilizadas por muitas pessoas para listar descrevem a si mesmos”.

Por esta justificativa do Facebook, agora se pode escolher entre 56 opções de “gêneros” sexuais – além do básico macho e fêmea.
 
Ativismo Homossexual cinematográfico
Ainda inédito no Brasil e dirigido por Daniel Ribeiro, o longa-metragem brasileiro "Hoje eu quero voltar sozinho" ganhou o Prêmio Teddy do Festival de Berlim - destinado a longas com temática homossexual.

A sinopse do filme dirigido por Daniel Ribeiro comprova o ativismo homossexual:

“Leonardo é um adolescente cego que, como qualquer adolescente, está em busca de seu lugar. Desejando ser mais independente, precisa lidar com suas limitações e a superproteção de sua mãe. Para decepção de sua inseparável melhor amiga, Giovana, ele planeja libertar-se de seu cotidiano fazendo uma viagem de intercâmbio. Porém a chegada de Gabriel, um novo aluno na escola, desperta sentimentos até então desconhecidos em Leonardo, fazendo-o redescobrir sua maneira de ver o mundo”.

Guerra psicológica
A versão em curta-metragem do filme (acima) já foi vista por mais de 3 milhões de pessoas – o que mostra e eficiente propaganda transgênero da Nova Ordem Mundial.

Detalhe: dos quatro filmes brasileiros exibidos no Festival de Berlim, três deles têm histórias gays, além dos outros 15 de outros países que também seguem esse tema.

Com cenas de sexo e nus frontais, o filme "Praia do Futuro", longa do diretor Karim Aïnouz que concorre ao Urso de Ouro, traz Wagner Moura (imortalizado pelo Capitão Nascimento) interpretando um guarda-vidas de Fortaleza que começa uma nova vida em Berlim ao lado de seu namorado alemão.

Processando...

A médica cubana Ramona Rodriguez, que abandonou o programa Mais Médicos, entrou ontem com uma ação na Justiça Trabalhista de Tucuruí (PA).

Ramona pede R$ 149 mil por danos morais, direitos trabalhistas e diferença do salário de R$ 10 mil oferecido pelo governo brasileiro que, segundo a profissional, não foi pago a ela durante os quatro meses em que trabalhou no país.

A ação é contra a União, a Prefeitura de Pacajá (PA), a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, empresa com longo e estranho nome que teria intermediado a vinda da médica para ser “escravizada” no Brasiu do PT.

Chega de conivência

Palavras do economista Geraldo Almenda, para uma reflexão generalizada (com ou sem trocadilho):

Quem aceita ser subordinado a bandido qualificado ou é omisso, ou é covarde, ou é cúmplice, principalmente quando o que está em jogo é a transformação do país em uma Cuba Continental”

Paulada

Do Capitão de Mar e Guerra, reformado, Paulo Roberto Gotaç, uma opinião direta sobre a mais recente pérola lançada pela Presidanta da República Sindicalista do Brasiu:

A presidente Dilma rotulou os adversários de caras de pau? Mas que cara de pau!

Percepção chinesa

O Centro de Estudos e Pesquisas BRICS convida para o colóquio "A psicologia política das percepções brasileiras sobre a China" com Petras Shelton-Zumpano.

A conversa será realizada na biblioteca do BPC (Rua Dona Mariana, 63 - Botafogo, Rio de Janeiro), no dia 20 de fevereiro, às 16 horas.

Para quem não sabe nada de mandarim, o evento será ministrado em português...

Matemática apoiada

O Instituto TIM fechou parceria com o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) para apoiar a 10º Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP 2014), realizada anualmente pela instituição.

Primeira empresa a apoiar a iniciativa, a operadora contribuirá também na produção de vídeo-aulas para o site chamado “Portal da Matemática”.

Outro projeto, o Círculo da Matemática no Brasil, uma abordagem desenvolvida por Bob e Ellen Kaplan, da Universidade de Harvard, busca aprimorar o ensino e estimular o aprendizado de estudantes entre sete e nove anos de uma forma participativa, lúdica e divertida.

Ao todo, mais de seis mil crianças de 61 escolas públicas e 50 educadores já foram envolvidos no projeto, em sete cidades brasileiras: São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza, Aracaju e Belém.

Acerte a hora

Logo mais termina o Horário Brasileiro de Verão.

Os relógios devem ser atrasados em uma hora, a partir da meia-noite de sábado para domingo.

O Domigão promete ser de horários desencontrados nas agendas...

Pra não dizer que não falei das flores...


Conacor em ação


Mensalão Mineiro


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

15 de fevereiro de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

O EXÉRCITO NÃO TEME, NEM SERVE AO PT


Caros Amigos. A chegada do PT ao poder e os dez anos de sua permanência na direção do País criaram, além do caos social, moral e econômico, a incerteza quanto ao futuro das instituições republicanas, uma vez que o partido não deixa de alimentar a intenção de transformar o Brasil numa República Socialista Bolivariana. 

A reação recente da sociedade nas ruas, em que pese o "show da guerrilha urbana" que tenta desvirtuá-la, mostra que o povo deu-se conta dos males que representam para seu futuro o aparelhamento do Estado, do primeiro ao último escalão; o domínio completo do aparato sindical; a concentração de meios, a logística, o treinamento, o dispositivo e o incentivo dados às ações e pretensões dos chamados “movimentos sociais”; a concentração de recursos financeiros, visíveis e invisíveis, nas mãos dos “corruPTos”; a cada vez mais evidente ligação do “ParTido” com o crime organizado; e a coordenação e o controle exercidos pelo Foro de São Paulo sobre os horizontes de seus associados.

Todo este potencial reunido nos induz a considerar a possibilidade e a probabilidade de que grandes tumultos, demonstrações de força, quebra-quebras, greves ilegais e tudo o mais que compõe o repertório destrutivo da esquerda radical venham a ocorrer, se as pesquisas de opinião indicarem com clareza a derrota de Dilma no processo de reeleição.

O primeiro objetivo do tumulto será inviabilizar o pleito e o segundo será fazer crer aos desavisados e aterrorizados cidadãos de bem que a situação da ordem pública e a "pacificação nacional" dependem da permanência dela e doscorruPTos no poder!

Por imposição do partido, com o aplauso dos parceiros do Foro de São Paulo e com o apoio dos eternos oportunistas, no Congresso e fora dele, e dos “intelectuais orgânicos”, sempre a serviço da enganação, "as eleições serão adiadas até que haja clima favorável e seguro para realizá-las"!

Esta conjectura, com certeza, alimenta as mentes insanas dos canalhas que, inebriados pela exacerbação da ambição e pela subestimação da tolerância do povo, imaginam ser possível, desta forma, a instalação definitiva da "ditadura do proletariado" em Terras de Santa Cruz!

Tratam-se apenas de conjecturas, apocalípticas, é verdade, mas acreditar que haja qualquer tipo de honestidade nos propósitos dos homens e mulheres que integram e apoiam o atual governo, dentro e fora do País, é, também, fugir da realidade.

Seja como for, vale o alerta e fica a imagem como válida também para depois do pleito, pois, se derrotados e contrariados em seus anseios, venderão caro a estabilidade e a governabilidade, como fizeram no Rio Grande do Sul durante a administração de Yeda Crusius.

Por outro lado, caso sejam ainda vencedores, premidos pelo tempo e pela caótica situação produzida por sua incompetência e reconhecida vilania, tentarão, agravando a desordem e o desmando, consolidar as condições objetivas e, com elas, introduzir a componente subjetiva do golpe.

Em todos os casos, imaginam que a circunstância adversa e a “disciplina” das Forças Armadas farão com que elas, para evitar uma guerra civil, aceitem e respaldem a "solução da casa", ou, no mínimo, que se omitam diante do golpe. Ledo devaneio!

Conhecendo e confiando em meus camaradas, sugiro aos que alimentam tais esperanças que façam uma avaliação melhor e mais realista do comprometimento das FFAA, porquanto, caso decidam pela quebra das estruturas legais da república, as encontrarão aliadas, como sempre, à democracia, ao seu dever constitucional e aos interesses daqueles de onde, legitima e legalmente, demanda o poder. Em nome deles, elas lhes negarão respaldo e, mais uma vez, frustrarão a traição!

Que Deus nos proteja como protegeu o Papa Francisco durante sua estada no Brasil e que estas "conjecturas" não ultrapassem os limites da presunção!

"O socialismo é o evangelho da inveja, o credo da ignorância, e a filosofia do fracasso."
 
15 de fevereiro de 2014
Paulo Chagas é General na Reserva.

MAIS SOBRE AS FORÇAS ARMADAS


A responsabilidade sobre a destruição moral, ética, social e econômica de um país é rigorosamente de quem tem o poder de evita-las mas não age da forma necessária, ou de quem as promove. Não há nada mais óbvio e somente citamos por uma questão didática de abordagem para uma reflexão.

Quando uma suposta explicação por incompetência de gestão pública deixar cair sua máscara e se mostra simplesmente resultante dos atos do crime organizado de corrupção, suborno e prevaricação, perpetrados em nome de um projeto de poder fascista, todas as esferas do poder público passam a ser inimigas da sociedade e, consequentemente inimigas do país.

Quem está promovendo a destruição há quase 30 anos, todos já sabem, e esperam que quem tem o poder de susta-las faça alguma coisa e urgente.

O pensamento medieval de que é necessário que civis de digladiem de maneira mortal nas ruas para justiçar a ação de quem tem o poder de defender a integridade interna do Estado é rigorosamente fraudulento e covarde, e tem o objetivo de tirar as responsabilidades de quem de direito deixando o país à mercê de um Covil de Bandidos.
Vamos então refletir sobre as responsabilidades de quem tem o   poder de evitar a destruição.

Se, constitucionalmente, as FFAA – digo comandantes militares – são responsáveis pela segurança interna ou externa do país, como puderam e continuam podendo conviver com o assassinato de milhões de pessoas devido ao bilionário roubo do dinheiro público durante a Fraude da Abertura Democrática ainda em andamento?

 – O silêncio da vergonha, da omissão, da covardia, da falta de dignidade, de honra e de patriotismo poderá ser uma resposta preferencial a esta pergunta, que traz à tona, para quem tem mais de dois neurônios, a responsabilidade maior e fundamental pelos assassinatos de milhões de cidadãos nos últimos 30 anos: de quem tem o poder de evita-las.

Quando falamos de segurança externa uma invasão criminosa de nossas fronteiras é um fato gerador que justifica perfeitamente um enfrentamento dos invasores pelas FFAA, podendo resultar em muitas mortes, se for necessário, para preservar a integridade do país. Se um avião inimigo entra no nosso espaço aéreo e não atende as ordens de nossas defesas de sair ou pousar imediatamente terá que ser abatido levando à morte seus ocupantes.

– No caso da segurança interna porque a lógica não é a mesma?
Milhões de assassinatos impunes pela falência da Justiça no combate ao roubo do dinheiro público e pelo domínio do narcotráfico, já colocaram o país no caminho de uma guerra civil – vide Venezuela – sanguinária e que já apresenta, em nosso país, crescentes sinais de estar eclodindo a partir do campo e das grandes metrópoles.

Não há como presumir nenhum paliativo disciplinar dos comandantes militares diante da falência das instituições no combate ao roubo e ao narcotráfico para manter as FFAA hibernando nos quartéis e recebendo ordens de quem provoca há mais de 25 anos o genocídio no país.

Acrescente-se o fato, de domínio público, de que o Brasil está dominado por um Covil de Bandidos – poder público – controlado por uma Corruptocracia Fascista o que, por si só, já justificaria uma ação corretiva pelas FFAA que não tem o direito de colocar nas costas do povo a responsabilidade pelos atos dos canalhas da política que estão no poder, não por força de supostas eleições livres, mas como consequência direta da Fraude da Abertura Democrática, da falência das instituições e devido a pleitos eleitorais estelionatários e fraudulentos.

Que todos reflitam, especialmente os comandantes militares, o que justifica continuar entregando o país nas mãos de um levante comunista?
 
15 de fevereiro de 2014
Geraldo Almendra é Economista.

A DURA VIDA DOS MAFIOSOS BABACAS


Tommaso Buscetta – lembram-se? -, foi um dos mais importantes membros da Cosa Nostra, a máfia siciliana. Preso, revelou organogramas e planos da Máfia ao juíz Giovanni Falconi, tendo sido considerado o primeiro mafioso arrependido da história.

No Brasil, onde esteve por duas vezes, em fuga,  dado à semelhança ortográfica e fonética do sobrenome "Buscetta", que, em italiano e siciliano pronuncia-se "buxéta" (com o "x" pronunciado como em "Xuxa"), com uma palavra de baixo calão (boceta, nome chulo para vagina), era comum que, nos meios de comunicação brasileiros, o mafioso fosse referido como "Tommaso Buschetta", pronunciando-se "busqueta”.

Na ocasião, Jô Soares cunhou uma piada que dizia que, na Sicília, o pai de Buschetta, irritado por seu filho ter sido preso no Brasil, extraditado para a Itália e delatado a Máfia, ao visitá-lo na prisão, exclamou: “Mio figlio! Você se deixou prender no Brasile! No Brasile! E delatou a Cosa Nostra! Você não é um Buschetta; você é um Babaca!!”

Essa historinha vem a propósito quando se noticiou que outro “mafioso”, atual, gravatinha borboleta, Henrique Pizolatto (“Io solo Celso!!!”), condenado a 13 anos e sete meses de prisão no Brasil, no processo do mensalão, fugido do Brasil e preso na mesma Itália, foi indiciado pela Polícia de La Spezia – onde, nos idos de 1913, foram construídos os três primeiros submarinos da Marinha do Brasil - por substituição de pessoa, falso testemunho a um oficial público e falsidade ideológica. Conclusão: agora, além de uma, vai ter que cumprir outra pena, ou seja, duas, na Itália e no Brasil!

Seu pai, onde estiver, certamente deve estar praguejando: “Mio figlio! Você se deixou prender na Itália! Na Itália!! E não delatou ninguém!!! Você não é um Pizolatto; você é um Babaca!!!”
 
15 de fevereiro de 2014
Luiz Sérgio Silveira Costa é Almirante, reformado.

http://lorotaspoliticaseverdades.blogspot.com/2014/02/a-dura-vida-dos-mafiosos-babacas.html
 

BOLSA TV, CONSCIÊNCIA CACHÊ


A nota de pesar da “presidenta” ecoou mais forte nos telejornais, reportagens, programas de variedades, policiais, do que a bomba que explodiu na cabeça e a cabeça do cinegrafista Santiago Andrade. Na pirotecnia ideológica das ruas perda de vidas, nas telinhas, ganhos reais (moeda), ficção, ilusionismo. Senso comum como produção de tijolo...

Eis, que a jornalista da Globo News entrevista o professor e advogado criminalista sobre o evento após a prisão do primeiro criminoso confesso. De início ao se referir à prisão temporária, prevista na Lei 7.960/89, lembra que mesmo contrária à Constituição/88, tem inspiração na “ditadura”. Ou seja, enquanto a sociedade clama por mais rigor nas punições e se assusta diante de crimes bárbaros e seus autores quase que imediatamente livres na rua, o especialista opina que o enquadramento feito pelo delegado foi exagerado ou coisa que o valha. Pois, para se valer da lei, considerou haver dolo na ação do “rapaz”, “manifestante”, como foi muito citado.

Dentre as “fundadas razões” para a prisão temporária consta a formação de quadrilha ou bando, não citada. Apenas a entrevistadora nas primeiras perguntas aborda de forma sutil se se caracterizou formação de quadrilha já que o preso disse desconhecer o autor da explosão. Tudo muito angelical.

Alguns posicionamentos do criminalista preocupam como uma possível ação de legítima defesa do manifestante diante do disparo efetuado por PM, ainda que os efeitos se deem sobre uma terceira pessoa presente; no caso o cinegrafista. O fato do manifestante portar o explosivo na mochila não demonstra uma intenção. Será para legítima defesa?

Comentam que ao disparar o rojão rés ao chão não fica nítida a vontade de atingir alguém, como se fosse uma bombinha de são-joão, largada a esmo. Ora, esses artefatos são disparados para o alto com menor risco de atingir os presentes a uma comemoração, festa. Não a essa dissimulação orquestrada.

No meio de tanta gente, dificilmente não surgiria um mártir. Prática dos distúrbios civis provocados pelos mestres e alunos marxista-leninistas. Nos primeiros vídeos, a cena do cinegrafista atingido se dá após o lançamento de um artefato por policial-militar.

Por outro lado, as imagens não demonstram que o alvo do destemperado fosse um policial, nem sob a lente do atingido mortalmente. Legítima defesa contra quem?

Embora, os comentários não sejam de aplausos, e, abordem o enquadramento punitivo de ambos, se abranda a situação dos “coitadinhos”.

Observa-se que o trágico acontecimento não gerou a figura do “mártir”, a recordar a exploração feita quando da morte do estudante Edson Luís, 1968, tido e havido por policiais, quando há versão diferente. Na teoria marxista-leninista, se preciso, facilita-se tal produção. Crianças, mulheres, grávidas de preferência, são a linha de frente. De qualquer modo de início a polícia foi a suspeita... fatos e fotos demonstraram não ser.

Paralelamente, em várias reportagens e entrevistas, pessoas de bem depõem sobre o medo que sentem de comparecer às manifestações pacíficas. O preço da passagem é a grande motivação para o quebra-quebra amedrontador. Corrupção, saúde e segurança, temas contra o governo são abafados.

Mas, como a morte do cinegrafista repercutiu intensamente, pretende-se mais rigor na repressão tão condenada nos casos anteriores, pois faz tempo que vandalismo está em alta. A esquerda é sempre contra, como exclamou senador, acrescentando “... depois da liberdade que conquistamos? Que liberdade? Igual à de Cuba? Do paredón? Modelo e inspiração ainda hoje?

O governo finge que apoia. O ministro da Justiça recebe representantes da ANJ, ABERT e ANER para tratar dos atos de violências contra jornalistas. Comerciantes do Rio pedem mais rigor contra black bloc.

Como explicar? Os comerciantes têm sido os grandes prejudicados diretamente por danos ao patrimônio e perda de faturamento. A população também, mas esta não tem Representantes dignos. Os comerciantes, sim, Fecomercio/RJ, Associação Comercial/SP. Não dá para entender como o vice-governador de SP, com tradição nas atividades comerciais, é ministro da Dilma.

Senta que o Leão é manso...
 
15 de fevereiro
Ernesto Caruso é Coronel Reformado do EB.

A BONDADE DOS ASSASSINOS


O Brasil bonzinho assassinou o cinegrafista Santiago Andrade. Não foi outro o criminoso. Quem matou Santiago foi esse Brasil envernizado de bondade e infernizado de hipocrisia. Nenhum débil mental mascarado poderia ter matado Santiago sem a cumplicidade desse monstro.

A herança maldita da Primavera Burra foi apontada exaustivamente neste espaço. Os bem-pensantes e os demagogos — hoje praticamente indiscerníveis — continuaram matraqueando que os políticos precisavam ouvir “o recado das ruas”. Mentira. Não houve recado nenhum. Não há uma mísera mensagem aproveitável daquele carnaval cívico, onde multidões exuberantes marcharam contra tudo e contra nada — na mais patética perda de oportunidade política na era do Império do Oprimido.

É claro que esse heroísmo imaginário das passeatas não poderia acabar bem. Qualquer bando de almas penadas que fechava uma rua podia ser aplaudido pela sociedade engarrafada. “Desculpem o transtorno, estamos mudando o Brasil”, diziam os revolucionários de videogame. Mudando o Brasil para onde? Para o Afeganistão?

Ninguém perguntou. E a natureza não perdoa: onde não há luz, há treva. Rapidamente, o espaço sacralizado da revolução sem cabeça foi tomado pelo obscurantismo. E o Brasil começou a matar Santiago Andrade quando se permitiu ficar na dúvida sobre o que fazer diante dos boçais mascarados e seus chiliques medievais. Ou melhor: a parte mais bondosa e solidária desse Brasil não ficou na dúvida. Criou um movimento pela libertação dos detidos nas arruaças, black blocs e idiotas associados.

Deputados bonzinhos, intelectuais do bem e artistas antenados gritaram — alto — pela liberdade dos presos em manifestações. Não há artefato mais letal do que a bondade prenhe de ignorância e flacidez moral. E os comandantes da segurança pública, intoxicados pelo arrastão populista, passaram a declarar que “a polícia não está preparada para esse novo tipo de manifestação”. Um escárnio. A barbárie nunca foi tratada com tanto carinho.

Ora, o que se faz com criminosos que saem pelas ruas destruindo o patrimônio público e privado, sitiando cidadãos e atentando contra a sua integridade física? Prende-se. Depois processa-se, julga-se e condena-se. Com as leis que estão aí, com o aparato judicial e policial que está aí, sem um segundo de conversa fiada sobre novos tempos e nova boçalidade. Esse Brasil progressista que matou Santiago se permitiu hesitar diante da afronta ao estado de direito. Confundiu atentado com protesto, e resolveu (embora jamais vá confessar isso) relativizar a violência. Assassino.

Os criminosos que explodiram o crânio do cinegrafista foram identificados sem dificuldade, e estão presos. Mas eles mesmos e seus coleguinhas de terror se cansaram de protagonizar atos igualmente letais, fartamente filmados e fotografados — e puderam voltar tranquilamente para o Facebook e combinar o próximo programinha. Isso porque a sociedade civilizada cismou que não sabe combater “esse novo tipo de manifestação”. A mãe do sujeito que disparou contra Santiago, assustada, não sabia que tinha um criminoso em casa. O Brasil escondeu isso dela.
Quem se meteu a investigar os computadores dos covardes mascarados, chegando a deter alguns dos articuladores desse câncer, foi bombardeado pelos progressistas nas redes sociais. E lá ia o Brasil discutir se pode ou não pode condenar os facínoras ideológicos, deixando as mamães sem uma notícia decente de quem eram os seus pimpolhos homicidas.

Brasil, explique isso agora aos filhos de Santiago.

Não, ninguém vai explicar nada. Já estão chovendo teorias sobre o que é terrorismo, o que é black bloc, que reformas devem ser propostas ao Congresso Nacional (só rindo). Daqui a pouco o irrevogável Mercadante propõe um “plebiscito popular”, e o país volta tranquilamente à sua letargia assassina. Por falar em assassinato, os diplomatas do MST deixaram dez policiais gravemente feridos em Brasília. O Brasil está esperando um deles morrer para se horrorizar.

E o que aconteceu com os agressores? Foram recebidos em seguida por Dilma Rousseff no palácio, para um bate-papo de uma hora sobre reforma agrária. O que você está esperando para pegar sua borduna e ir atrás do que é seu?

Mas vá logo, porque o que é seu está sendo devorado rapidamente pelos amigos do povo — esses que a Primavera Burra não viu. Santiago morreu cobrindo um suposto protesto contra aumento das passagens de ônibus, e não se viu um único revolucionário ninja apontando sua revolta contra a usina de inflação do governo popular S.A. E Dilma pode ir ao aniversário do PT apoiar os mensaleiros presos — numa boa, sem nem um herói das ruas para vaiá-la na saída.
 
 
Santiago não teve sorte. Quem tem sorte no país dele é Delúbio Soares, que arrecada pela internet R$ 1 milhão em uma semana — livre de impostos e de covardes mascarados.
 
15 de fevereiro de 2014
Guilherme Fiúza é Jornalista. Originalmente publicado em O Globo em 15 de Fevereiro de 2014.

PERGUNTAS AOS BLÇACK BLOCS


 
Perguntar não ofende.

Por quê o Black bloc só destrói São Paulo e Rio de Janeiro?

Por quê o Black bloc não protesta contra o PT e seus corruptos?

Por quê o Black bloc não protesta em Brasília, onde está a maioria de corruptos, no Senado e na Câmara?

Por quê o Black bloc não protesta contra o aumento absurdo do IPTU, feito pelo petista Haddad em São Paulo?

Por quê o Black bloc não protesta contra o Mensalão? Maior caso de corrupção do Brasil?

Por quê o Black bloc não protesta contra a corrupção no Brasil, manifesta e vandaliza o Instituto Lula, os diretórios do PT, e base alugada, na frente da casa do Lula, Zé Dirceu, João Paulo, Delúbio, Genoino, casa da Rose, da Erenice, do Palocci e do Fernando Pimentel?

Por quê o Black bloc não protesta contra a privatização do Pré-sal, entregue a amigos do PT, quase de graça?

Por quê o Black bloc não tira a máscara e mostra a cara?

Por quê o Black bloc só protesta contra o governador Geraldo Alckmin?

Por último, quanto o PT paga para essa corja destruir São Paulo?
 
15 de fevereiro de 2014
Thales é Professor.

DAR ASILO AOS PERSEGUIDOS

 

Alimentar quem tem fome, agasalhar quem tem frio, consolar os que choram, proteger os indefesos, abrigar os perseguidos. São princípios universais, base de toda sociedade organizada e termômetro de seu grau de civilização.
 
O Brasil está rodeado de vizinhos estranhos e imprevisíveis. Alguns até violentos. No tempo em que cada país vivia fechado em seu universozinho, sem grande contacto com o exterior, vizinhos tinham pouca importância. Mas a roda girou e a ordem mundial se alterou.
 
Com a melhora nos transportes e nas comunicações, a proximidade geográfica passou a ter maior significado nas relações entre os povos. Cinquenta anos atrás, uma viagem internacional ― fosse ela a Assunção ou a Bruxelas ― causava o mesmo pasmo. Era assunto para relatos que duravam meses, anos até. Hoje não é mais assim. A proximidade dos vizinhos tem assumido importância crescente.
 
Se é um bem ou um mal? Pois não me parece nem um nem outro. É da vida. Tendemos todos a ter mais intimidade com o vizinho de parede do que com o que vive na rua de baixo. E a recíproca é verdadeira: nossos vizinhos também nos veem, mais e mais, como gente digna de atenção e de respeito.
 
Foi nessa continuidade histórico-política que um senador boliviano, perseguido pelo governo de seu país e sentindo-se por ele ameaçado, buscou asilo na embaixada do Brasil em La Paz. Causou rebuliço em nosso governo popular. Por um lado, princípios universais de convivência ensinam que se deve dar asilo aos perseguidos. Por outro, dar proteção a um desafeto de governante amigo pode ser interpretado como afronta. Que fazer?
 
Oficialmente, nada se fez. Brasília escudou-se detrás de desculpa cômoda: o governo boliviano se negava a conceder salvo-conduto para o asilado abandonar o país em segurança. No entanto… por baixo do pano, as coisas não se desenrolavam exatamente assim.
 
Não tivesse a notícia sido publicada pelo Estadão, em sua edição de 14 fev°, não seria de acreditar. Se você não leu, não perca: é edificante. Clique aqui. Sabemos agora que, logo que o senador bateu à porta de nossa embaixada e lá foi acolhido, Brasília e La Paz entabularam tratativas para resolver o problema de maneira indolor para os dois governos e, se possível, infernizando e desgraçando a vida do ousado parlamentar.
 
O plano era remover de nossa embaixada o refugiado incômodo, instalá-lo num avião venezuelano e despachá-lo para a Venezuela de Chávez ou para a Nicarágua de Ortega ― gente notoriamente confiável e amiga. Para coroar o cenário de sórdida deslealdade, o senador não deveria ser informado do destino final de sua viagem.
 
Dois motivos impediram o sucesso da infame operação. Primeiro, o asilado não concordou em embarcar num voo de destino ignorado. Segundo, Chávez, apesar do desvelo do ápice do suprassumo da quinta-essência da superior medicina cubana, faleceu. E a urdidura secreta foi por água abaixo. O senador teve de ser resgatado pela compaixão de um funcionário de nossa embaixada, que arriscou seu futuro profissional na empreitada.
 
Roger Pinto 2
 
O senador refugiado sobrevive hoje em Brasília no quarto de empregada ― perdão! ― no quarto de auxiliar de serviços domésticos do apartamento de um senador brasileiro. É cômodo sem janela, de uns 5 metros quadrados, onde não cabe nem criado-mudo.
 
É inconcebível que nossos governantes, que, em nome do Estado brasileiro, deram refúgio na embaixada ao político perseguido, não lhe proporcionem o alojamento e a proteção que lhe são devidos. Mais inexplicável é o fato de o terem acolhido em La Paz e de se recusarem agora a confirmar-lhe asilo em território nacional.
 
Melhor teria feito o señor Molina se tivesse procurado a embaixada de um país civilizado. Fez mau negócio, o infeliz parlamentar.
Copas e Jogos Olímpicos podem servir para anestesiar o distinto público interno. Casos como o do senador boliviano corroem a imagem de nosso país no exterior. É pena.
 
15 de fevereiro de 2014
José Horta Manzano