"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

PORQUE OS IANQUES ME IRRITAM TANTO

 

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Nos idos de 2009 e 2010, quando a crise financeira estava no auge e o Estado “saiu do armário” e se atirou sem mais cerimônias nos braços do Capital em plena pátria do capitalismo democrático, a perspectiva do suicídio da democracia era um tema obsessivo do Vespeiro.
Esse suicídio seria função da completa inapetência dos políticos profissionais movidos a voto de enfrentar o pânico geral causado pela destruição maciça de empregos e direitos do trabalho provocadas pela avassaladora entrada em cena, pelas portas da internet, do capitalismo de Estado chinês e das hordas de miseráveis fabricados pelo socialismo real dispostos a trabalhar por nada e em condições desumanas, tomando o lugar dos trabalhadores dos poucos territórios do planeta onde as relações de trabalho e entre empresas e consumidores tinham atingido o grau de civilização. (Confira neste artigo.)
 
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Desde então a involução do Brasil para o presente padrão de getulismo mitigado louco para vestir uma farda de coronel sul-americano a que fomos arrastados pelo PT tem merecido o melhor das minhas reservas de exasperação intelectual.
 
O esquerdismo americano com aquele seu tom peculiar que mistura uma sinceridade infantil meio idiota de “descoberta da pólvora” própria de quem nunca tinha tido de enfrentar os leões em cujo covil o resto do mundo tem vivido, á la Opinion Page do New York Times, com a estridência mercenária dos que se apressam por atender e monetizar a demanda por um discurso “líbr’ol” (leia-se com pronúncia ianque), à la Huffington Post, entretanto, nunca deixou de merecer um lugar de honra no receptáculo das minhas descargas de bílis.
 
E isto porque, se a do resto do mundo teoriza sobre o que nunca viveu, a esquerda americana faz pior: nega ou finge dolosamente que esqueceu a sua própria história e mesmo a excepcionalidade da condição em que vivem ainda hoje sem ter a desculpa da desinformação e do analfabetismo centralmente planejados que nós outros temos.
 
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Hoje foi dia.
Levou-me a voltar a eles o artigo Capitalism vs. Democracy, de Thomas B. Edsall, comemorando no NYT (aqui), assim num tom de “Eu não disse!”, o livro de Thomas Piketty – Capital in the Twenty-First Century – que vem sendo festejado pela esquerda ianque como “um marco da ciência econômica”.
 
Ali afirma-se sem mencionar uma única vez as palavras “China”, “internet”, “exportação do trabalho” e “monopólio” (= a sociedade entre Estado e Capital), que o feroz efeito de concentração de renda que eu apontava nos artigos de 2010 como o veneno que inevitavelmente faria isso, matará o capitalismo democrático.
E fará isso pela extinção de todo o entusiasmado apoio que ele tinha entre a pequena parcela da humanidade que jamais desfrutou dele e que, recordo eu, em função disso avançou tanto nas ciências e no progresso material que conseguiu derrotar sozinho todos os totalitarismos selvagens que tentaram destruí-lo ao longo do século 20.
 
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E porque me irritaria tanto ver confirmado o meu próprio vaticínio?
Porque o ultra titulado senhor que, apesar do nome soando inglês, escreve originalmente em francês e leciona na Escola de Economia de Paris – e talvez venha daí a desonestidade essencial dessa sua “análise” que os aposentadocratas gauleses repetem sem nenhuma alteração desde antes dos tempos da fundação da USP na sua mauvaise conscience de quem sempre viveu às custas do Estado – afirma que esse processo de concentração de renda não é o resultado da derrota do capitalismo democrático pelo capitalismo de Estado – o nome do socialismo do Terceiro Milênio que trocou os kalashnikovs pelos bilhões de dólares – mas sim o fruto necessário das “contradições internas” do próprio capitalismo e blá, e blá, e blá
 
Um discurso de Zé Dirceu em tempos de centro acadêmico, em outras palavras. O da Papuda já não o repetiria sem piscar marotamente um olho e pôr um sorriso cínico nos lábios…
 
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Mas vai mais longe o homenzinho que o NYT leva tão à sério. Ele tem o requinte de afirmar que o “hiato” de justiça social e justa distribuição da renda vividos pelos Estados Unidos entre 1914 e 1973 – 60 longos anos! – deveu-se às guerras mundiais, à crise de 29 e a outros terremotos que fizeram os ricos perder dinheiro, veja você!
 
Não foi a condição dos pobres de ganhá-lo que melhorou. Não foi a extinção das mumunhas entre os donos do poder e os donos do dinheiro, essas duas invenções do diabo para catar gente para os seus porões, que as proporcionou. Não foi o triunfo do merecimento sobre a corrupção que fez a mágica.Tudo aquilo que compos o “sonho americano” não aconteceu de fato; foi só uma ilusão que afetou misteriosamente milhões de trouxas dispostos a morrer por ela em territórios alheios pelo mundo afora.
 
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A coincidência exata de datas entre a única ocasião em que o Estado e o Capital foram forçados pela conquista de instrumentos de democracia direta pelo povo dos Estados Unidos da América como o voto distrital com recall entre outros, mediante as reformas da Progressive Era encerradas precisamente em 1914, a permanecer afastados um do outro respeitando estritamente a fronteira entre as funções de cada um, especialmente na ordem econômica, e o maior surto de progresso vivido pela humanidade em todos os tempos não sugere sequer uma hesitação a este honesto “pensador”.
 
Não, monsieur Pikkety não faz concessões aos conceitos de causa e efeito. Sugere um “imposto global” para tirar dinheiro dos ricos e entregá-lo aos pobres, como estes que o PT nos impõe, de quase 40% do PIB na entrada que viram 1 ou 2% do PIB na saída da esmola do Bolsa Família, e deixam esta Brasília morbidamente obesa e os vendedores de “assesso” aos cofres e obras “públicos” ainda fora da Papuda podres de ricos pelo meio do caminho. Ele quer insistir nesse remédio que todo o mundo que permaneceu onde estava em 1914 seguiu usando.
 
Admite, entretanto, que é impossível coordenar o mundo de hoje em torno desse “imposto global” e que portanto, pela falta dele, a democracia não resistirá.
 
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De modo que para apaziguar-me a urticária intelectual só resta mesmo correr de volta para o unguento do bom senso honesto do professor Fabio Barbieri, também recentemente citado aqui.
 
É ele que nos lembra que “não existe a dicotomia capitalismo-socialismo mas sim economias em pontos variados da distância que separa as quimeras teóricas da economia pura de mercado x a economia totalmente planificada”; que o poder de legislar sobre assuntos econômicos “abre a caixa de Pandora da dedicação à busca de privilégios legalizados”; que essa “pilhagem legalizada” elevada à condição de profissão dos poderosos gera um impulso permanente ao crescimento do Estado e da sua interferência nos mercados para aumentar os ganhos desses mercenários e que, quando essa pilhagem sistemática finalmente leva uma economia nacional à breca, logo surgem os intelectuais que vivem à sombra do Estado para dizer que o fracasso foi do capitalismo e do mercado e não da intervenção do Estado que mandou os dois a escanteio e que, portanto, é preciso mais intervenção…
 
Sobre aquele “hiato” de 60 anos, os únicos da história da humanidade durante os quais vigorou o capitalismo democrático num canto do mundo que por isso se tornou mais rico e mais sábio que todo o resto do planeta somado,  diz o dr. Barbieri, agora com mais sobradas razões, que foi mesmo um hiato, nada mais que um hiato: “o intervencionismo, em outros tempos chamado de mercantilismo, não é transitório mas sim a forma de organização social mais estável da História”, c.q.d.

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SAINDO DO ARMÁRIO

 


“Foi registrada a sua presença numa perturbação da ordem social.”

Foi esta a SMS enviada pelas forças policiais do regime do presidente Viktor Yanukovytch que pegou de surpresa milhares de manifestantes na Ucrânia no dia em que entrou em vigor a nova lei baixada por ele proibindo as manifestações que explodiram desde que, ha dois meses, abortou sem aviso prévio a assinatura de um acordo com a União Europeia em favor de uma aproximação com a Rússia.

O efeito foi o inverso do desejado. As manifestações se multiplicaram com violência redobrada e levaram às primeiras cinco mortes nos embates com a polícia. Um clima de pré-guerra civil instalou-se no país.

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É que os ucracianos passaram décadas a fio no “paraíso” para o qual o PT quer nos levar e preferem morrer lutando a voltar para ele.
Felizmente Yanucovitch sentiu o peso da barra e recuou, convocando a oposição para negociações que, muito provavelmente, só terminarão com a queda do governo dele.
Mas esse SMS ameaçador estabelece um marco.

É a primeira vez que um governo não totalitário usa abertamente a tecnologia de telefonia móvel como prova de “delito político” para tentar intimidar o povo.

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Governos de todo o mundo fazem o mesmo tipo de espionagem interna valendo-se, os que sentem que precisam de explicações para faze-lo, de medos artificialmente incutidos como a “ameaça terrorista” para vasculharem e-mails, chamadas, SMS e basicamente qualquer aspecto da vida dos cidadãos e, outros mais à vontade com a cara-de-pau, de batalhões de “pesquisadores” e espiões pagos para municiar ONGs chapas-brancas, blogueiros assalariados, espalhadores de boatos, montadores “aloprados” de falsos dossies, pauteiros e chefes de reportagens da “old mídia” e outros agentes de expedientes indiretos para promover linchamentos morais de  dissidentes, de críticos e de adversários políticos.

Mas até agora  nenhum, fora do círculo dos amigos mais íntimos do PT como Cuba, China, Venezuela e quejandos, o tinha feito de forma tão direta e explícita para criminalizar comportamentos políticos, mostrando que nós já vivemos, todos, dentro de um Big Brother perto do qual as previsões de Geoge Orwell são até otimistas.

Ponham-se, portanto, as barbas de molho e mantenham-se olhos e ouvidos atentos porque, como já se disse inúmeras vezes aqui no Vespeiro,o sonho de todo ditador é saber sobre cada cidadão o que o Google já sabe e a única condição para que uma nova arma venha a ser utilizada um dia para o mal, é o fato dela ter sido inventada.

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30 de janeiro de 2014
vespeiro

AS TRÊS PRINCIPAIS MENTIRAS "JORNALÍSTICAS" SOBRE A SÍRIA

 

A máquina jornalística de espalhar mentiras está outra vez trabalhando em alta rotação, perfeitamente cronometrada para acompanhar as conversações de paz de Genebra-2 para a Síria.

As mentiras são necessárias para garantir que o governo Obama continue a jogar com as cartas que esconde na manga, e as conversações não estão sendo conduzidas para gerar paz alguma, mas, isso sim, para que levem ao sucesso o plano de ‘mudança de regime’ do governo Obama para a Síria.

Aqui, listo as três principais mentiras que se espalham pelo mundo graças à contribuição da empresa-imprensa ocidental:
 
Mentira 1: A saída do presidente Assad teria sido ‘precondição’ discutida e aprovada para Genebra-2
 
O governo Obama inventou que essa ‘precondição’ teria sido registrada no “Comunicado de Genebra”, que foi um mapa do caminho redigido para orientar as conversações de paz de Genebra-2, discutido e aceito por alguns dos principais envolvidos nas negociações, inclusive pela Rússia.
 
O Comunicado fala, sim, de uma transição política negociada, mas NÃO diz, em lugar algum, que essa transição não poderia incluir o presidente Assad (e qualquer cláusula dessa natureza teria sido imediatamente rejeitada pela Rússia).
 
A verdade é que, sim, o Comunicado de Genebra inclui a seguinte cláusula: “[um governo de transição] poderá incluir membros do atual governo sírio e da oposição, além de outros grupos; e terá de ser constituído por consentimento mútuo.”
Nada, em local algum daquele documento, menciona ou implica diretamente o presidente Assad.
 
Mentira 2: As milícias ‘rebeldes’ apoiadas pelos EUA seriam grupos terroristas islamistas “moderados”
 
A narrativa jornalística ocidental pinta os rebeldes financiados pelos EUA como “bons”, em luta contra, ao mesmo tempo, o governo sírio e os “maus” rebeldes associados à al-Qaeda.
Mas os tais “bons” terroristas que integram a Frente Islâmica apoiada pelos EUA partilham a mesma visão quanto ao futuro da Síria que os rebeldes da al-Qaeda: todos defendem uma versão fundamentalista da lei da Xaria, segundo a qual as mulheres vivem praticamente em prisão domiciliar e minorias religiosas são cidadãos de segunda classe (grupos muçulmanos não sunitas seriam massacrados na Síria, como já estão sendo, nas áreas das quais o governo sírio ainda não conseguiu varrer os terroristas – mais um fato minimizado ou apagado do noticiário pela imprensa-empresa jornalística ocidental).
 
A mentira sobre os “rebeldes moderados” foi também exposta recentemente, quando um alto comandante da mais poderosa das milícias, o grupo Ahrar al Sham, integrante da Frente Islamista e apoiado pelos EUA, declarou que seu grupo é o único “verdadeiro” representante da al-Qaeda na Síria.
 
Mentira 3: Haveria novas provas de que o governo sírio pratica tortura “em escala industrial”
 
Recentemente, a empresa-imprensa ocidental apareceu com “plantão de notícias” na CNN ‘informando’ sobre novas provas que mostrariam “tortura e assassinatos em massa ao estilo nazista”, pelo governo. Não se sabe se o governo sírio mata ou não mata. E continua-se sem saber depois do ‘noticiário’, porque não há ali sequer uma prova válida, mas o ‘jornalismo’ ocidental apresentou como verdade indiscutível.
 
Todos nós sabemos que há centenas de fotos de pessoas mortas que alguma “fonte confiável” diz que foram mortas pelo governo sírio.
A tal fonte confiável sempre é assim qualificada por intelectuais pró-ocidente que conquistaram “credibilidade” midiática porque ajudaram a condenar criminosos de guerra na Corte Internacional Criminal.
Mas como escreveu Diane Johnstone em seu excelente livro Fools Crusade, sobre a guerra contra a Iugoslávia, a Corte Internacional Criminal tem sido, há muito tempo, usada como ferramenta das potências ocidentais para criar pretexto para uma ou outra guerra, ou como ferramenta para justificar uma guerra, depois do fato.
 
As ‘provas’ das atrocidades “de estilo nazista” foram escritas em estudo pago pelo governo do Qatar, o qual há muito tempo mobiliza dinheiro, armas, jihadistas [e por que não mobilizaria também... jornalistas?!] para ajudar os rebeldes na Síria.
 
Mais uma vez, não se pode saber se a história é verdadeira ou falsa. Mas investigação dessa magnitude e importância teria de ser feita pela ONU ou por outra instituição mais respeitável do que um escritório privado de advocacia.
 
(artigo transcrito do Irã News)

O HUMOR DO DUKE

 Charge O Tempo 30/01

30 de janeiro de 2014

 

 


CARTA ABERTA AOS JOVENS MÉDICOS

 

 

Estimados colegas, em um misto de saudosismo e alguma angústia, meio relutante a princípio, tomo a liberdade de enviar essas reflexões, que não têm pretensões a não ser doar um pouco de minhas andanças pelo desafiador caminho que o exercício da medicina nos impõe.

Motivou-me a tal atitude uma alarmante notícia que foi publicada nesta semana: 60% (seis em cada dez) recém-formados em medicina em São Paulo foram reprovados no teste de aptidão feito pelo Conselho de Medicina daquele estado, que hoje é obrigatório.

Meu Deus! No mais importante e desenvolvido estado do país, a maioria dos doutores que estarão atendendo a população não tem aptidão mínima para exercer a medicina (apesar da reprovação, recebem seus CRMs, mas não podem fazer residência médica naquele estado).
Ainda pior: entre os oriundos de faculdades particulares, a reprovação subia para 74%, assim, 3 em cada 4 médicos não têm habilidades mínimas para diagnosticar e tratar doenças básicas.
E quando médicos de outros estados tentaram passar no exame (que equivale ao Revalida para estrangeiros, composto por 120 perguntas de múltipla escolha, das quais 70% delas são consideradas fáceis ou básicas e exigem nota 6 para aprovação) o constrangimento veio com quase 80% de reprovação.

Imaginem, meus jovens colegas, como estará a formação da medicina no restante do país? E pergunta-se quando o teste terá obrigatoriedade nacional, já que aos governantes importa apenas mais e mais médicos, com cem números de novas e caríssimas escolas de medicina (sim, coloquei em letras minúsculas), abertas sem nenhuma condição e altíssimas mensalidades, obrigando as atuais escolas a ampliar o número de vagas.

“SEMIFORMADOS”

Sem contar que hoje há dezenas de milhares de jovens brasileiros nos países latino-americanos (em especial na Bolívia, na Argentina e no Paraguai ), formados sabe-se lá em que tipo de faculdade, com a esperança de se inserirem no mercado.Ufa!
Quanto desafio para todos nós. Mas pergunto a vocês, meus jovens colegas, se estão de fato preparados para receber pacientes que necessitam de um acolhimento cada vez mais complexo no consultório.
Pois creiam, quem chega até um médico está sofrendo severamente física e/ou psíquica e/ou socioeconomicamente (com a expansão de bebidas, drogas, violência doméstica, desagregação familiar). E como dói a angústia que aperta o peito ou o medo que dispara o coração.

Ser médico, meus meninos, é exercer uma arte, um dom, é sobretudo amar nossos semelhantes, tentar compreendê-los, aplacar suas dores cada vez menos físicas e mais emocionais, por estresse, baixa condição social, resultantes das pressões de um mundo urbano, violento, competitivo, sem regras, ética, com desigualdades insuperáveis e uma tecnologia que nos faz viver numa ficção virtual enquanto adoecemos na vida real.

Por que, meu jovem, você optou pela medicina? Pois ouço vida a fora respostas como “pelo status, para salvar a vida das pessoas, pela grana, minha família queria, pelo mercado de trabalho, porque meus pais são médicos, porque gostava de biologia…”. Reflita, pare um momento, mergulhe em si mesmo, em sua história de sua vida e responda internamente: você está preparado para atender seu semelhante?

TROCAR DE LADO

Imagine então se seus pais, um filho seu ou sua esposa fossem ser atendidos por um médico com a mesma formação, com mesmo domínio da medicina que você tem. Pois aí está uma dica básica: compreender alguém é trocar de lado com ele. Atenda seu paciente como gostaria de ser atendido (ou seus amados familiares). Seres humanos são sagrados e sua profissão lida com o divino.

Com certa melancolia, digo que “curar” é dom, e não é exclusividade de médicos. Por isso, colegas , valorizem os profissionais da saúde – enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes socias, odontólogos, educadores físicos, terapeutas alternativos, fonoaudiólogos, entre outros –, pois arrogância e vaidade médica são mais comuns que se possa imaginar.

Não consigo ficar indiferente diante de notícias que mostram o risco de a arte médica ser substituída por “técnicos em medicina”, sem vocação, sem visão humanitária e social, com suas consultas de 5 minutos, livrando-se de pacientes como se leprosos eles fossem.
Aliás, me aposentei por incompatibilidade da filosofia atual da medicina, mas continuo amando a arte médica.

(transcrito de O Tempo)

30 de janeiro de 2014
Eduardo Aquino

COMISSÃO DA VERDADE/MENTIRA: CHUMBO BOM EM CARNE PODRE

 

  Costumo dizer, há anos, que a Comissão da Verdade/Mentira não passa de gasto de chumbo bom em carne podre, isto é, desperdício de dinheiro público ao exercício de ressentimento sobre velhos, hoje, impotentes, e já excluídos do cenário de ações políticas, exercício, diga-se, pusilânime, pois, dispensa o denodo de perseguir as grosseiras violações ao direitos humanos cotidianamente perpetradas nestas Terras de meu D’us, sem falar dos ainda intocáveis poderosos – não, estes ficam a salvo, por exemplo Sarney e Delfim Neto (co-arquiteto econômico do quadro gerador de miséria espiritual e material que viceja agravadamente há meio século). Assim, antes mesmo, quiçá, servindo de causa às barbaridades extremas a nos estapear cotidianamente corações e mentes, há a fraude à democracia, note-se, a principiar pelo voto (eletrônico/apropriado, “minimum” em sua apuração por um Estado-Juiz capaz de fornecer dados cadastrais a entidades privadas, ou acabrestar eletronicamente a identidade digital dos cidadãos, sonho de qualquer Pol Pot ou Stalin de plantão), passando pelo modo do exercício do poder, apenas abstratamente, do povo, num quadro geral de subversão de conceitos elementares, tais quais: república, isonomia, dignificação da pessoa humana, formação de sociedade livre, justa e solidária, sem falar em insultuosa e fascista inversão pelo privilegiamento do Estado contra os cidadãos em geral, claro, ressalvados os mais iguais que os outros.
 
SIGNIFICADOS DISTORCIDOS Entretanto, em tempos de cancro neoliberal, de hipertrofia e incontinência das libidos por posses e por dominação, de hegemonia pluto-clepto-dividocrata, Hesíodo, terrificado, diria vivermos despidos da palavra, pois seus significados, quando usadas, são distorcidos ao bel-prazer da ocasião, logo, não passarmos de bestas-feras, ou a elas lançados – esta gente perigosíssima que se acastelou no Estado, lembrando-se que isso tudo foi continuado pelo Partido Traidor, o Partido Corso, que age segundo o beneplácito do grande capital financeiro e industrial.
Desarmam os de bem, pois, com bandido, diga-se, que consegue arma onde bem entende, tem acordo. Viva a delirante espetacularização generalizada. E ainda proibem a maconha. Convenhamos… Saudações libertárias.

30 de janeiro de 2014
Humberto Guedes

O 'RAPA' E O UAI

Governo não gera riqueza. Quem gera riqueza é o setor privado, o empreendedor com seu ‘espírito animal’


A cena me foi descrita por uma ouvinte da CBN, quando eu estava no ar na última terça-feira: em São Paulo, na movimentada Avenida Rebouças, num calor de rachar, dois PMs saem de uma “viatura” e confiscam os copinhos de água que um homem vendia aos sedentos motoristas parados no semáforo.

Comércio ilegal reprimido, diz a autoridade. O “rapa”, dizem os ambulantes.

A ouvinte mandou a história como ilustração, pelo avesso, da entrevista que eu fizera naquela mesma terça com o mineiro Elias Tergilene, fundador dos shoppings populares Uai — três unidades em Belo Horizonte e uma em Manaus — e que está tratando da instalação de novas unidades no Rio (Morro do Alemão) e em São Paulo. Seu objetivo, ele conta, é abrir espaço formal para empreendedores populares.

Quem são eles? Os moradores das periferias e favelas que querem, precisam ou já tocam um negócio informal. Associado ao Sebrae e à Fundação Dom Cabral, Tergilene treina e forma essas pessoas para colocá-las na legalidade.

Mas reparem a explicação dele: “Preciso ensinar essas pessoas a ganhar dinheiro para pagar a formalização, para pagar os impostos... Essas pessoas fazem riqueza para o país, não podem ser tratadas como bandidos.”

Sim, a questão não é simples. Imagine que você tem uma loja formal, paga ao contador, ao advogado e os impostos, e um sujeito coloca uma banquinha bem na frente para vender coisa parecida. Concorrência injusta, claro. Não pode.

Ou você vende sanduíches, tendo que pagar também a taxa da vigilância sanitária e dos bombeiros, e um cara começa a assar churrasquinhos bem ao lado. Aí, além de concorrência injusta, há um problema de saúde pública.

Tudo bem, mas por que uma pessoa vai vender copinhos de água em congestionamentos, sob um sol de 35 graus? Porque não encontra serviço que pague mais. Ou porque faz um bico depois do trabalho regular.

Ou porque tem talento, como a dona de casa que começa a vender empadinhas ou biquínis, ou abre um salão nos fundos. Ou como um funcionário de escritório que perde o emprego, recebe a indenização e resolve tentar um negócio de consertos domésticos. Ou como uma moça, boa de internet, que compra dois computadores e instala uma lan house na sala de sua casa.

Situações diferentes exigem respostas diferentes. Nem sempre é o caso de chamar o “rapa” — que aparece na forma de polícia ou fiscal, não raro cobrando pedágio.

E sempre, mas sempre mesmo, será o caso de chamar pessoas como Elias Tergilene. E sempre será o caso de tentar, pela via do setor público, os caminhos que ele toma pela via da iniciativa privada.

Tergilene sabe do que fala. Com a experiência de quem foi camelô e ambulante — começou vendendo de estrume a madeira — ele vai direto ao ponto: tem muito talento por aí, muita gente séria querendo ganhar dinheiro honestamente. Hoje, por exemplo, tem fábrica de móveis e mineração, além do Uai.

Olhando as histórias, pode-se dizer: se o governo não atrapalhar, já está mais que bom. Mas, claro, será bem melhor se o governo e todo o sistema formal puderem apoiar certas iniciativas.

Os shoppings Uai dão dinheiro ao seu fundador. Os lojistas pagam apenas uma taxa de ocupação, nada sobre o faturamento. No ano passado, as quatro unidades faturaram R$ 36 milhões e todo o negócio até aqui foi tocado com capital próprio.

Tergilene diz que seus shoppings misturam atividade econômica e social. Têm o objetivo de desenvolver a economia e o comércio locais, gerando negócios e empregos ali mesmo onde é instalada a unidade. Gasta-se dinheiro para treinar e formar as pessoas.

Mas não consegue financiamento, nem nos programas especiais do BNDES e da Caixa. “Se for enquadrado como shopping, os juros são muito elevados; se não é shopping, é o quê?”, diz ele. Já se fosse um porto em Cuba...

Para as unidades no Rio e em São Paulo, Tergilene está tentando financiamentos públicos e privados, além de parcerias com prefeituras e comunidades locais.

Não deveria ser um caso especial. Governo não gera riqueza. Quem gera riqueza é o setor privado, o empreendedor com seu “espírito animal”. Logo, deve ser a lógica do sistema: pessoas que tenham a iniciativa de produzir e vender coxinhas ou programas de computador precisam ter os caminhos abertos.

Faz um ano da tragédia da boate Kiss, em Santa Maria. Não foi por fatalidade que morreram 242 pessoas. Não é por fatalidade que ninguém tenha sido condenado até agora. O local apresentava várias irregularidades. Está alguma coisa muito errada quando o poder público deixa passar uma situação como essa e “rapa” os copinhos de água de um ambulante.


30 de janeiro de 2014
Carlos Alberti Sardenberg, O Globo
  

LIGARAM O ASPIRADOR


QUEM APAGOU A LUZ?


INVESTIDORES DE IMPACTO

 
 
30 de janeiro de 2014
Sérgio Lazzarini, O Estado de S. Paulo  

LIBERDADE, CÂMBIO


 

O PIOR DO PIOR DE 2013 (E DA DÉCADA!)


DILMA, A PENITENTE


 
30 de janeiro de 2014
Demétrio Magnoli, O Globo

QUANDO CITAR OFENDE

Até hoje ainda não decidi o que é pior, se mexer em vespeiros ou em dogmas, sejam eles religiosos ou científicos. Já perdi um excelente amigo de longa data por afirmar que a teoria da relatividade Einstein é na verdade um plágio de Poincaré. Não que eu entenda de teoria da relatividade. Mas português eu entendo.

A glória de Poincaré foi salva por seu amigo holandês Hendrik Antoon Lorentz, prêmio Nobel de Física (1902). Em 1921, após o triunfo do eclipse do sol de 1919, o comitê Nobel se reuniu com um primeiro pensamento: "Nós devemos dar o prêmio Nobel a Einstein, pela relatividade". Lorentz protestou: "Não é justo!". E publicou um ensaio sobre a vida de Poincaré que ele havia escrito em 1914. "Poincaré obteve uma invariante perfeita das equações da eletrodinâmica e formulou o 'postulado da relatividade', termos que ele foi o primeiro a empregar".

Constrangido, o comitê Nobel pensou melhor e, após alguns meses de reflexão, decidiu dar o prêmio Nobel a Einstein, não pela relatividade... mas pelo efeito fotoelétrico. Marchal não cede: Poincaré é o pai do princípio da relatividade e o fundador da relatividade restrita.

Um prêmio Nobel de Física recomenda ao comitê Nobel não conceder o prêmio a Einstein pela teoria da relatividade e o comitê acata sua sugestão. Isto é perfeitamente inteligível, basta saber ler. Por ter citado este episódio, lá se foi um bom amigo. Mais ou menos como nos anos 60, quando amizades no Brasil eram desfeitas por acontecimentos no longínquo Vietnã.

Sobre a crônica em que comento a retratação de Hawking a respeito dos buracos negros, recebi esta mensagem de Arnaldo Sisson, cheia de bile e insultos pessoas, como se eu tivesse posto em jogo a honra de sua mãe:

"O Janer entende de buracos negros. De física quântica também, daquela física quântica que trata do microscópico(!?). Mesmo usando a torção de palavras, coisa característica deste tipo de idiota, não dá pra sustentar que essa parte da física trata do microscópico. Talvez esse exator de exatidões não tenha ainda percebido que existe uma enorme diferença entre microscópico e sub microscópico. Só para explicitar que esse cara não sabe o que escreve, embora escreva bem. É um ficcionista como um desses que escreve livros do gênero "O Código Da Vinci" só que sem sucesso. Inveja qualquer que seja mais lido que ele. Na ordem natural das coisas ele, que monta nu (o cavalo também), sabe. Astrofísica inclusive. "

Não tenho notícia de um bobalhão maior. Se se pode contrariar a besteira de que a teoria dos buracos negros surgiu com Hawking: "A idéia de um corpo maciço que nada pode escapar foi formado primeiro pelo geólogo John Michell em uma carta escrita para Henry Cavendish em 1783 para a Royal Society" (google). Dai para frente, muito chão, muito pensamento, coisa que evidentemente esse luminar desconsidera e afirma "textualmente" a mentira que a idéia é do início do século vinte, expondo claramente que não sabe do que fala. Qualquer texto desse falhado é bem escrito, mas sempre tolo e pretensioso. Que o clima está mudando qualquer um com mais de vinte anos sabe de ver e sentir, mas caras desse tipo sempre são do contra. Se a mídia fala em aquecimento então é coisa de comunista... "

Não cara. Coisa, isso sim, de colunista sem mercado, sem trabalho, só pensão. Pego pesado porque esse é um cretino. Como ele, que outro haverá? Certa vez, pretenso intelectual, afirmou que a Rússia jamais teve Nobel de literatura (está em texto publicado). Não sabe nada de nada, sabe que não sabe, mas como todos dizem bobagem, ele também. A propósito: um exame mais apurado do que o Hawking disse, aponta que o que ele afirmou foi que os buracos negros teriam um natureza diferente daquela que ele afirmou antes, jamais disse que não existem. Os caras bons também erram e admitem. O Janer não, mas o Janer não é bom, é só pretensioso."

Antes de ir adiante, desfaço uma afirmação falsa do leitor. Sisson, que pelo jeito é meu fiel leitor, parece costumar ler os textos em transversal. E que transversais! Chegou a pular três longos parágrafos de minha crônica. Nunca afirmei que a Rússia jamais tivesse tido um prêmio Nobel. Pelo contrário, afirmei que um de seus nobéis foi fruto de uma fraude. Y a las pruebas me remito. Há sete anos, escrevi:

Em 1965, no auge da Guerra Fria, o escritor russo Mikahil Aleksandrovich Sholokhov recebeu o Nobel de Literatura por sua obra Don Silencioso, epopéia em torno à vida, aspirações e tragédia dos cossacos do Don durante a guerra e a revolução.

E aqui começam os problemas. Considerada uma das obras primas da literatura universal, Don Silencioso é um romance telúrico que exige um vasto conhecimento de sua geografia, de seu povo e de sua história. Foi publicado em 1928 e logo traduzido a todas as línguas de cultura do mundo. “O autor conhece a fundo a história dos cossacos do Don – escreve o dissidente russo Roy Medvedev, em Qui a écrit le “Don Paisible”? – em particular o final do século XIX e o início do XX. Tudo o que se refere à participação dos cossacos nos combates da primeira guerra mundial revela uma notável compreensão da situação estratégica e do desenvolvimento das operações. Quanto à guerra civil sobre o Don e, particularmente a insurreição de Viochenskaïa, o autor demonstra dispor de informações que nem os historiadores soviéticos dos anos 20 dispunham. (...) O autor conhece enfim à perfeição não somente o mapa das cidades mais importantes (Moscou, Petrogrado, Novotcherkassk, Rostov) mas também a exata topografia da região do Don, com todas suas aldeias, stanitsas e suas pequenas estações”.

Detalhe: Sholokhov nascera em 1905. Não era cossaco, tinha escassa instrução e pouco conhecia a região do Don. No momento da concessão do prêmio, a ninguém ocorreu que um jovem de 23 anos não poderia ter acumulado a necessária bagagem de cultura cossaca exigida para tal empreitada. O livro de Medvedev, que só pôde ser publicado na França, demonstra definitivamente o que até então apenas se murmurava no fechado universo soviético. O livro foi publicado em 1975, coincidentemente o mesmo ano em que Sholokhov, cercado de glórias, comemorava na ex-URSS seu septuagésimo aniversário.

O autor do Don foi em verdade o escritor Fédor Dimitrievitch Krioukov, diretor do jornal Donskié Viédomosti, com o qual colaborava Sholokhov. Cossaco de origem e de coração, Krioukov esteve no front nas épocas descritas no romance, juntou-se à contra-revolução e conheceu de perto seus chefes. Seus manuscritos desapareceram com sua morte, por tifo, em 1920. Na ocasião, estava acompanhado por Piotr Gromoslavski, futuro sogro de Sholokhov, cuja atividade literária tem início quando começa a freqüentar a casa do sogro. Krioukov, obviamente, foi banido dos anais da literatura russa. Sholokhov é hoje conhecido como o primeiro grande escritor russo a ter introduzido o tema dos cossacos na literatura. Em dezembro de 1965, recebeu das mãos do rei Gustavo Adolfo a láurea máxima da literatura ocidental.

Voltando aos buracos negros. A teoria foi esboçada há muito, mas só tomou corpo e ganhou difusão com o físico britânico. Ao contrário do que pressupõe Sisson, cada vez que comento o assunto, começo alertando que nada entendo de Física. Mas, como disse, de português eu entendo.

A afirmação de que a idéia é do início do século XX, como também as menções ao mundo microscópico, não são minhas, mas da reportagem do Estadão que se reporta ao artigo original da Nature. Como também a afirmação de que sua existência - a dos buracos negros - só pôde ser confirmada a partir da Teoria da Relatividade Geral, que Albert Einstein elaborou em 1915. Ou seja, no fundo, a retratação de Hawking está pondo em xeque a própria teoria da relatividade. Eles, que são físicos, que se entendam. Apenas transcrevo suas declarações.

E isso de afirmar que “que os buracos negros teriam uma natureza diferente daquela que ele afirmou antes”, é uma forma desenxavida de dizer: “eu não tinha razão mas continuo tendo”.

Já recebi muitos ataques, não por ter feito afirmações sobre ciência ou religião, mas principalmente por ter citado literalmente cientistas e textos bíblicos. Citar certos textos ofende. Daí a me insultar como invejoso, bobalhão, falhado, tolo e pretensioso, isto já me parece mais perturbação mental. Ou talvez religiosa.


30 de janeiro de 2014
janer cristaldo

NA PT TOUR, PACOTE TURÍSTICO DAVOS, LISBOA, HAVANA, POR APENAS...


Logo após ter ido a Davos passar o chapéu e pedir que os empresários porcos capitalistas invistam grana no Brasil para que o Brasil invista grana na ditadura CUbana.

A presidANTA Pinguim Dentuço foi secretamente à Portugal e a polêmica se instalou.

Uma visita de surpresa de uma chefe de estado não existe. Essa conversa de parada técnica para abastecimento do Vassourão é mentira e das brabas.
Dilmarionett usou o bem público para fazer turismo.

Não é em qualquer lugar do mundo que os hotéis de luxo tenham 45 suites à disposição e na hora para uma comitiva que chega sem avisar.

O desdobramento da visita todos já conhecemos, uma puta baba em grana foi gasta no trem da alegria do PT Tour, suites de 27 mil a diária e jantar em um dos mais caros restaurantes de Lisboa.

Após as bizarras imagens da PresiodANTA com ares de fucinho cheio de goró entrando no carro com a ajuda de um "aspone", muito se especulou, e após ver a caratonha da Dentuça em uma entrevista em CUba é que chego a conclusão que a presidANTA está inchada de mais uma plástica na vã tentativa de melhorar o visual para enganar Brasuca burro que vota sem saber o porque.

Apesar de todo o absurdo dessa situação a coisa ainda ficou pior quando a mandatária do chiqueiro afirmou que ela come no restaurante que bem entender, pois ela paga a própria conta. Bem, nada mais justo do que pagar a própria conta em se tratando de uma viajem turística sem assuntos de estado.

Ela ainda disse que TODOS os que com ela comem pagam suas contas do próprio bolso.

Bem, temos dois problemas aí. Primeiro que os gastos com os cartões corporativos estão sob sigilo de estado, ou seja, nós pobres mortais jamais saberemos se ela disse a verdade.

E segundo: Tudo bem de jantar onde bem entender, mas usar um avião do povo brasileiro para fazer escala "técnica" para abastecimento onde perderia-se uma hora no máximo, só que aproveitaram... Estavam lá mesmo... sem nada para fazer....
Se mandaram para um hotel e depois jantar...Mas nada de turismo hein? Apenas problemas técnicos e meteorológicos.

A mentira é recorrente, o abuso da máquina pública é descarada, o uso do estado para política partidária é imoral e o financiamento de ditaduras assassinas com dinheiro público é no mínimo criminoso. 

MAS!!! Quem disse que o povo está preocupado com isso? Parte da sociedade assistindo novela e votando no BBB, e outra parcela preocupada com o quanto o Barcelona pagou realmente pelo jogador Neymala.

E a imprensa amestrada desviando o assunto tratando apenas de bola e amenidades, poucos jornalistas tem liberdade suficiente para denunciar tamanho descalabro que o país está vivendo.
E o mais absurdo é ver que ainda tem "iluminados" dando opiniões de que investir em CUba é uma estratégia comercial brilhante.

Afinal, a pocilga caribenha precisa de modernos portos para escoar a safra de sangue humano e de açougueiros ideológicos empurrados goela abaixo de países de governantes fariseus que vivem de babar os ovos da velha múmia.

Enquanto isso aqui na terrinha as safras de grãos irão causar mais caos nas estradas e portos por falta de investimento em infra estrutura e sucateamento dos portos. Claro, o Brasil que é o maior exportador de grãos do planeta não precisa de investimento em infra estrutura, CUba precisa dessa grana para escoar as safras de porra nenhuma que a pujante economia do parceirão comercial do Brasil tanto necessita para se desenvolver.

Enquanto isso, o bicho ta pegando em SP, todos os serviços do governo do estado estão sofrendo revezes ideológicos onde as repartições impregnadas de ratos vermelhos sindicalizados e com a ajuda da imprensa amestrada o mais rico estado da nação vive momentos de terror nas mãos de bandidos, professores, Black Bostas, e rolezentos da periferia classe média que não tem áreas de lazer.
 
Queimam ônibus, destroem patrimônio público e particular tudo orquestrado e com o apoio dos iluminados "intelequituais" do ouvi dizer que sempre tem uma opinião sociológica para a baderna e uma opinião política contra o governo de SP e a PM.

A oposição morta e o PT fazendo o diabo, no meio a população noveleira e futeboleira levando no rabo e achando lindo.

O Brasil entrou em rota de falência social..O que vale mesmo é ser HEXA!!!  Saques em supermercado e quebra quebra podem acontecer desde que não atrapalhem o carnaval e a Copa.

Uma nação de alienados só vai crescer socialmente quando o caos se instalar definitivamente no país onde a desordem social tomar proporções de guerra civil com milhares de mortos.
E o pior, se o pau comer quem tem grana ou dupla cidadania ainda vai poder fugir para AZOROPA, o povão vai ter que guentar o tranco, pois se fugir para os vizinhos Latrino Amerdicanos vai ser a mesma merda.

E vamo que vamo que os Bilhões que já roubaram para a Copa ainda irão subir.

Enquanto isso, CUba tem um porto moderno, mas não tem nada para colocar nele.

Então
 
30 de janeiro de 2014
omascate