"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A DESTRUIÇÃO DO IDIOMA E SEUS PROPÓSITOS (NÃO TÃO) OCULTOS

                        
          Artigos - Movimento Revolucionário 
O objetivo da Novilíngua não é apenas oferecer um meio de expressão para a cosmovisão e para os hábitos mentais dos devotos do IngSoc, mas também impossibilitar outras formas de pensamento. Tão logo for adotada definitivamente e a Anticlíngua esquecida, qualquer pensamento herético será literalmente impossível, até o limite em que o pensamento depende das palavras.
Quando esta for substituída de uma vez por todas, o último vínculo com o passado será eliminado.
George Orwell, 1984


O mais importante sucesso de uma revolução ocorrerá quando uma nova filosofia de vida for ensinada para todos e, se necessário, mais tarde forçada sobre eles. (...) A principal tarefa da propaganda é ganhar o povo para a nova organização. A segunda é a ruptura do estado de coisas existente permeando-o com a nova doutrina.Adolf Hitler, Mein Kampf
No último artigo para o Jornal Inconfidência iniciei uma nova série denominada A Quarta Fronteira e abordei primeiramente a fronteira lingüística, continuada aqui. Existem vários caminhos para a destruição revolucionária de um idioma com o objetivo de romper o estado de coisas existente.

A substituição da norma culta por um linguajar popular, sem "preconceitos", como demonstrei naquele artigo, a diabólica imposição forçada do politicamente correto e, derivada desta, a censura a autores renomados da literatura nacional, como se está fazendo com Monteiro Lobato, alegadamente racista - como pelo mesmo motivo as
novas edições de Huckleberry Finn, de Mark Twain retiraram as palavras nigger e injun (consideradas hoje ofensivas aos negros a aos índios), que na época nada tinham de racista, por slave. Como observa Jamelle Bouie, no The Atlantic, apagando nigger do Huckleberry Finn "não muda nada. Não cria esclarecimento racial nem nos livra do legado da escravidão e da discriminação racial. Tudo o que consegue é criar nos americanos a aversão à história e à reflexão histórica".

O mesmo certamente acontecerá com a censura às passagens carinhosas escritas por Lobato em relação à Tia Anastácia - 'a melhor quituteira do mundo' - que vendo a onça chegar perto, "tal como um macaco trepou rapidamente numa árvore para se salvar". Segundo o politicamente correto isto é inaceitável porque compararia todos os negros com macacos, e não que a palavra macaco possa ter sido empregada para expressar a agilidade de subir agilmente em árvores!

O Professor Evanildo Bechara[1] aborda corretamente a estreita ligação dos "preconceitos lingüísticos" e a imposição do "politicamente correto" e acrescenta:

"Esta questão do 'preconceito lingüístico' foi algo que os sociolinguistas trouxeram à discussão para estabelecer na sociedade quem manda mais e quem pode menos. No entanto este preconceito não tem mão única. Ele surge tanto da pessoa que fala a norma culta em relação à norma popular, como daquele que fala a norma popular em relação à norma culta. Porque o preconceito resulta da diferença e esta não é só do mais para o menos, mas também do menos para o mais". E relaciona diretamente com o politicamente correto: "hoje não se pode dizer o preto ou o negro. Porém o negro diz do branco: 'o branco azedo'".

Pode-se notar claramente que apenas uma das mãos é interditada, a outra não, não só é aceita como até mesmo estimulada. É exatamente aí que os críticos do politicamente correto se enganam: a aparente eliminação dos "preconceitos", sejam raciais, sejam de linguagem, não passa de uma mensagem sedutora para encobrir o desígnio revolucionário de criar uma Novilíngua para destruir a cultura, como alto conceito de saber, cujo aprendizado só pode ser adquirido com grande esforço, suor e lágrimas.
William Lind se refere ao politicamente correto como "AIDS intelectual" [2]:

"Tudo que ela toca adoece e finalmente morre". Os politicamente corretos não querem que ninguém saiba uma verdade: "Politicamente correto não é nada mais do que marxismo traduzido do econômico para o cultural. (...) Enquanto o marxismo clássico prega que a história é determinada pela propriedade dos meios de produção, o cultural diz que a história é explicável pela identificação de quais grupos - definidos por sexo, raça, normalidade ou anormalidade sexual - têm poder sobre os outros grupos".


O marxismo cultural, imperante na deseducação desde 1994 com a gestão de Paulo Renato Souza no Ministério da Educação[3], considera que a revolução deve "expropriar" os homens brancos, heterossexuais e cultos deste poder, concedendo-o às "minorias" - homossexuais, feministas, negros, índios, quilombolas. Mulheres não feministas ou negros e índios que não aceitam esta ideologia são rejeitados como submissões aberrantes.

No que toca ao assunto que estou abordando o mesmo se dá com relação à cultura: os que aprenderam e usam a norma culta são os poderosos, e devem ser expropriados deste poder elevando a linguagem popular, errada ou inculta, ao mesmo nível. Rejeitam-se os que querem aprender a falar corretamente como submissos ao "poder cultural". Bechara (loc. cit.) mostra que até a expressão "língua culta" sofreu este processo de depuração politicamente correta, na medida em que é considerada pejorativa, e por isto usa-se hoje em dia "língua padrão". Mas, embora diga que concorda com isto, em toda a entrevista só usa o tradicional "culta", o que não poderia deixar de ser em se tratando de um dos maiores gramáticos brasileiros.

Gramsci, a cultura e a linguagem

A "filosofia" de Gramsci resolve-se assim num ceticismo teorético que completa a negação da inteligência pela sua submissão integral a um apelo de ação prática, [4] ação que, realizada, resultará em varrer a inteligência da face da Terra, por supressão das condições que possibilitam o seu exercício: a autonomia da inteligência individual e a fé na busca da verdade.Olavo de Carvalho, A Nova Era e a Revolução Cultural

A concepção gramscista da linguagem é centrada sobre a comunicação, o seu "ser social". A linguagem é, sobretudo o elemento onde se estratificam e se exprimem as distinções sociais, as desigualdades culturais fossilizadas.
A linguagem contém filosofia e, inversamente "para criar uma ordem intelectual é necessária uma linguagem comum. "A materialidade das ideologias próprias à gnosiologia da política não se reduz exclusivamente à materialidade do conteúdo e das instituições. "A materialidade específica na qual se produz a ideologia é a linguagem, e de modo geral o significado" [5].

Gramsci estudou o que chamava de "duas Culturas": a erudita e a popular: do folclore à novela, passando pelo romance popular, a cultura popular, é vista como cultura subalterna, essencialmente assistemática e não elaborada, que implica num novo objeto para a determinação do conceito de cultura: uma história das classes subalternas. Seu estudo corresponde a uma corrente da atual pesquisa histórica, a história das mentalidades.

A reforma intelectual e moral da sociedade visa elevar as classes subalternas da condição de 'classe corporativa' (interesse meramente econômico) à 'classe nacional', com consciência de classe e protagonismo, adequando a cultura popular à função prática de realizar a transição para o socialismo, exercer a hegemonia e o consenso, capacitando-a ao exercício do poder[6].

Para isto são necessários dois fatores principais: a ampliação do conceito de intelectual e a criação de uma escola para os intelectuais orgânicos, conscientes de sua posição classista que comandarão o processo a se dar de forma totalmente inconsciente nas massas por via emocional e evitando o uso da razão.

A ampliação do conceito de intelectual inclui a totalidade dos indivíduos com qualquer nível de instrução, que possam atuar na propaganda ideológica: atores e atrizes do show business ou jogadores de qualquer esporte, publicitários, funcionários públicos, sambistas, roqueiros, letristas, etc. Pessoas que dificilmente sabem articular um pensamento completo, contrariando o conceito clássico de intelectual.
São os intelectuais orgânicos[7]. Mas para Gramsci, 'todo mundo é um filósofo', pois na linguagem está contida uma específica concepção de mundo. Assim, a lingüística, o estudo da linguagem, está diretamente relacionado aos estudos de política, cultura, filosofia e 'senso comum'[8].

Os intelectuais orgânicos devem se organizar e homogeneizar sua classe com vistas à hegemonia, uma casta consciente preparada para a produção de atividades propagandísticas travestidas de intelectuais. Esta casta forma uma verdadeira escola para atuar como agentes transformadores da consciência e a paulatina modificação do senso comum: são os 'formadores de opinião', conscientes de sua atuação.

Nestes pontos Gramsci também está de acordo com Hitler:"Quando um movimento objetiva pôr abaixo um mundo e construir outro no seu lugar, deve manter a total clareza nos altos escalões de suas lideranças" [9]. Hitler também recomendava, a par de jamais encarar o individuo como pessoa, mas sempre como membro de um grupo social, "peneirar o material humano em dois grandes grupos: apoiadores e membros. Um apoiador é aquele que se declara em acordo com os objetivos, um membro é aquele que luta por eles, e corresponde à minoria" (id.). Alguma diferença entre as massas de idiotas úteis e os intelectuais orgânicos?

Deve-se lembrar que durante os governos militares, quando a palavra comunista era proscrita e podia dar cadeia, os comunistas rapidamente encontraram uma palavra substituta: intelectuais
Estes se reuniam abertamente em locais como o Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, sem despertar suspeitas e sem correrem riscos, pois seria um absurdo prender intelectuais que "apenas estavam discutindo assuntos de sua exclusiva competência" [10].
Na verdade eram os intelectuais orgânicos - a intelectualidade ampliada - que cumpriam duas tarefas: primeiramente estas reuniões eram usadas para tornar públicas as decisões tomadas à sombra pelos comitês centrais das diversas organizações revolucionárias em segundo lugar, como recomendava Gramsci, tentavam assimilar e conquistar ideologicamente os intelectuais tradicionais e isolar os recalcitrantes expelido-os de seus lugares, títulos, cargos e tudo o mais, assumindo assim a hegemonia.
Restou a estes a convicção do reconhecimento da sua dignidade, o que é muito mais dos que os primeiros podem ostentar com todas as comendas e currículos acadêmicos.

Depois da "redemocratização" e, principalmente, desde 1994 com a ascensão ao poder desta corja, chegou-se à situação atual de termos hoje uma imprensa canalha totalmente dominada[11] e uma academia de formar burros e idiotas. A educação básica não poderia ser diferente do que é.

Os intelectuais e o Estado

Há um erro fundamental na crítica às mudanças gramaticais, kit gay e a doutrinação política nas escolas: atribuir a culpa ao Estado tucano ou petista. Na verdade, o desenvolvimento por mais de 30 anos do exposto acima já atingiu uma das principais metas gramscista: a modificação do senso comum, levando a doutrinação das classes intelectuais e subalternas a uma existência autônoma com relação ao Estado e à política. Pode-se pensar, e muitos assim raciocinam, que basta eleger outros governantes de corte conservador para conseguir mudar esta situação da educação brasileira.

Certamente isto pode, é e será explorado por aspirantes a cargos públicos que se apresentem como conservadores, liberais ou genericamente 'de direita'. Nada mais falso! A modificação do senso comum no Brasil já atingiu o nível no qual seu desenvolvimento, ampliação e aprofundamento adquiriram por assim dizer vida própria e não dependem mais do Estado.

"para as classes produtivas (burguesia e proletariado) o Estado só é concebível como forma concreta de um mundo econômico determinado (...). No Entanto (...) a classe portadora das novas idéias é a classe dos intelectuais, e a concepção de Estado muda de aspecto. O Estado é concebido como uma coisa em si, como um absoluto racional. Podemos dizer o seguinte: o Estado sendo o quadro concreto de um mundo produtivo dado, e os intelectuais o meio social que melhor se identifica ao pessoal governamental, a transformação do Estado em absoluto é a função própria dos intelectuais. Assim, sua função histórica vê-se concebida como absoluto e sua existência como que racionalizada (...) Cada vez que os intelectuais parecem dirigir, a concepção do Estado enquanto Absoluto reaparece, com todo o cortejo reacionário que a acompanha inevitavelmente" [12].

A força do Estado nada mais pode fazer para impedir que as ações revolucionárias sigam seu curso, pois estas possuem uma força inercial de tal grandeza que somente uma fortíssima repressão, frente à qual a contra-revolução de 1964 ou mesmo a de 1973 no Chile, pareceriam um acidente num passeio na Disney.
O poder a ser enfrentado não está mais na ponta de um fuzil ou em atentados terroristas, mas já ultrapassou a Quarta Fronteira, a fronteira mental da quase totalidade da população de tal forma que não basta enfrentar um establishment identificável; o establishment é a força das idéias hegemônicas do que Gramsci recomendava: o 'Estado ampliado', a sociedade civil orgânica por ele idealizada.

Ao examinar a situação escolar brasileira há um imenso risco em adotar uma visão antitética das relações entre Estado e sociedade civil na atual cultura política brasileira, pois a sociedade civil já é capaz de se autoproduzir e reproduzir independentemente da luta política institucionalizada, como observa Magrone[13] :

Não se trata apenas de um esgotamento das energias utópicas, mas algo mais fundo que se assemelharia à aceitação universal da idéia panglossiana de que vivemos hoje no melhor dos mundos possíveis. A indiferença parece ser hoje o subtexto de quase todos os movimentos da vida pública, gerando uma apatia cidadã que começa a preocupar até mesmo os espíritos menos sensíveis aos efeitos da omissão coletiva na esfera política. Idéias e valores tradicionais perderam o seu poder de configuração. Cada vez mais, a competição agonística dos interesses particulares tem como conseqüência um expressivo estreitamento dos futuros possíveis, a ponto de reduzir qualquer ação social aos limites do lucro próximo.

Cada vez mais me convenço de que Olavo de Carvalho está certíssimo ao dizer que o brasileiro é o povo mais dinherista do mundo: aos pobres, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e outras benesses, principalmente cerveja e cachaça baratas. À classe média, controle da inflação, dólar barato, crédito fácil para casas, carros importados, bebidas de qualidade, freqüentes viagens ao exterior.
Aos ricos, empresários, banqueiros e principalmente empreiteiros, créditos do BNDES a perder de vista, obras governamentais que facilmente são superfaturadas e, com a expansão do Foro de São Paulo uma penca de governos cúmplices e tão corruptos quanto o nosso para expandir negócios muitas vezes escusos. Usufruindo deste mundo panglossiano, cultura para quê? Perder tempo com estudo de gramática quando nem mais cheques precisamos preencher, bastam o meios eletrônicos de pagamento nos quais é só digitar uma senha?

Se Magrone (op.cit.) acerta numa parte do diagnóstico, erra no principal ao dizer:
Está-se, portanto, diante de uma crise do modo mesmo pelo qual até hoje vivemos e representamos o mundo. Em tal contexto, as idéias de Gramsci parecem não encontrar um terreno propício ao seu desenvolvimento, a despeito do fato de ele ser considerado por muitos intelectuais como o "teórico da crise". Além disso, a recepção dos Cadernos do cárcere no seio da intelligentsia educacional brasileira é ainda um problema em aberto.

Magrone parece não perceber que não há necessidade de ler os Cadernos, pois no Brasil já estamos vivendo em pleno mundo gramscista!

05 de dezembro de 2013
Heitor De Paola                  
(06 Junho 2011)

Notas:
[1] Entrevista a Alessandra Moura Bizoni, na Folha Dirigida, 31-5 a 6-6/2011
[2] Political Correcteness's Marxist Roots Unearthed
[3] Equivocam-se os que pensam que as mudanças revolucionárias na educação brasileira correspondem a um projeto originalmente petista. É demasiado elaborada para a maioria tosca que impera no PT, com raras exceções como Marco Aurélio Garcia. O dedo dos intelectuais tucanos deixou nítidas impressões digitais.
[4] Gramsci era pessimista em relação à razão e otimista em relação à vontade e ação, tal como Hitler. Não é por outra razão que em maior louvação ao Führer e seus sequazes, o filme de Leni Riefensthal chama-se O Triunfo da Vontade.
[5] Gramsci e o Estado, Christine Buci-Glucksman, Ed. Paz e Terra, 1980
[6] Sérgio A. A. Coutinho, A Revolução Gramscista no Ocidente, Ed. Ombro a Ombro
[7] Ver Antonio Gramsci, Os Intelectuais e a Organização da Cultura, Civilização Brasileira. Ver também o capítulo III do meu O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, É Realizações
[8] Peter Ives, Language, agency and hegemony: a Gramscian response to Post-Marxism, in Critical Review of International Social and Political Philosophy, vol 8, n 4, 455-468, Dezembro de 2005.
[9] Mein Kampf. Ver também Karl Mannheim, Diagnóstico de Nosso Tempo
[10] Um amigo que entende de Gramsci protestou quando eu contestei as versões de que Vladimir Herzog, por não ser guerrilheiro nem terrorista, não deveria ter sido preso. Ao contrário, se os militares deixassem os terroristas e guerrilheiros de lado e prendessem os cabeças gramscistas e frankfurtianos, essencialmente mandantes covardes como Herzog, Chico Buarque et caterva, não estaríamos hoje na situação em que estamos. Se tivessem aprendido com Gramsci, tivessem cortado as cabeças pensantes e não os executores, a contra-revolução de 64 teria tido muito mais êxito. Mas os militares só sabem enfrentar forças militares opostas. Prender todos os participantes das reuniões no Teatro Casa Grande e seus similares em outras paragens seria muito mais proveitoso do que enfrentar a guerrilha do Araguaia.
[11] Na Alemanha, Hitler e Goebbels liquidaram de forma inicialmente anestésica com a imprensa liberal. Ver Modris Eksteins, The Limits of Reason: the German Democratic Press and the Collapse of Weimar Republic, Oxford Historical Monographs
[12] Caderno I, Crítica ao livro de Caica: Origini del Programma nazionale.
[13] Gramsci e a Educação: a renovação de uma agenda esquecida, in Cad. Cedes, Campinas, vol. 26, n. 70, p. 353-372, set./dez. 2006

OS ETERNOS ADOLESCENTES

    
          Artigos - Cultura
Imaturidade. A palavra virou clichê. Quando se quer interromper uma discussão, lança-se logo que o outro é imaturo. Quando não se quer estabelecer os limites de uma relação, solta-se o brado triunfante: “você é imaturo! não tenho tempo para ficar trocando juízo com crianças!” O problema é que boa parte das pessoas que acusam outras de serem imaturas são, também elas, um bando de criancinhas. Quem tenha maturidade exporá ao outro, sem chiliques, sem frescuras, os problemas e as discordâncias, e isso numa conversa franca, ponto a ponto.

O que faz com que o homem cresça, porém não cresça? O mesmo verbo é aqui usado em dois sentidos: crescer em estatura e crescer como pessoa. Muitas são as causas do fenômeno da eterna adolescência: os gurizões, gente com corpo de homem feito e cabeça de bebê. Numa listagem rápida, pode-se enumerar como principais:
-  O protecionismo exagerado dos pais – na maior parte dos casos, da mãe – que impede o filho de tomar as próprias decisões naquilo que pode decidir e o cria numa bolha, sem responsabilidades, sem conseqüências, com tudo sendo jogado para os braços do papai e da mamãe;

-  A absurda proibição de que os jovens trabalhem e o estímulo generalizado a que sejam promíscuos: quem pouco se acostuma ao suor e à dor e vive como se só existisse prazer não raro tem no lugar do cérebro um monte de algodão doce cor-de-rosa (ou embalagens de camisinha);

-  Um ambiente de instabilidade familiar, que gera insegurança e medo constante na criança: ela cresce vendo os pais sempre a ponto de separar-se e, quando mais velha, sempre vê o risco de perder algo antes da chance de ganhar;

- Ausência de correção na educação dos filhos: pais que sempre passam a mão na cabeça das crianças subvertem-lhe o senso moral, do que é certo e do que é errado; estão criando monstros egoístas e inescrupulosos.


São apenas alguns poucos motivos para o problema, entre tantos.
Um sintoma claríssimo da decadência na educação dos filhos é o esquecimento dos tradicionais ritos de passagem da adolescência para a vida adulta. Todas as culturas possuíam algum tipo de ritual de passagem que marcava o fim do menino e o nascimento do homem. No Ocidente, foram célebres neste sentido as ordens de cavalaria medievais, com ritos de admissão e criação do cavaleiro que influenciaram todo o conceito de virilidade do Ocidente.

Léon Gautier, no livro “Chivalry” – o melhor livro sobre cavalaria já escrito na história – fala do código de honra dos cavaleiros e enumera os seus dez principais mandamentos – após, é claro, os Dez Mandamentos da Lei de Deus. Entre os comandos, defender a Igreja e a santa religião, respeitar os fracos e defendê-los quando em perigo, ser generoso, estar sempre de prontidão a combater o inimigo e nunca titubear diante dele, obedecer às leis (desde que não sejam contrárias à Lei de Deus), amar a pátria, ter palavra e não mentir (são o mesmo comando, estas duas).

Mediante o rito de admissão, o jovem cavaleiro assumia para si todos valores expressos no código de conduta; ajoelhava-se como criança e levantava-se como homem, ciente dos valores que assumira para si e das responsabilidades que agora tomara.

Durante gerações famílias tiveram seus próprios ritos de condução dos jovens à vida adulta: as mães com suas filhas, os pais com seus filhos. Hoje o costume perdeu-se completamente. Quem não descobre sozinho, diante das intempéries, o caminho para ser homem feito (e mulher feita), ou fica eternamente adolescente ou eternamente depressivo ou eternamente sem rumo – e as três coisas não se excluem. Não há mais quem mostre para as crianças o caminho para ser homem, o caminho da responsabilidade e da maturidade.

O resultado são eternos adolescentes, seres mesquinhos que, com 30 ou 40 anos, continuam a agir como bebezinhos chorões ao enfrentarem qualquer dificuldade. O modo de encarar a morte é sinal disso:
chegamos a um momento da história em que ninguém quer encarar a morte, todos têm medo dela, mas todos a procuram pelos atos mais irresponsáveis e desvalorosos (os cavaleiros não procuravam a morte, mas tinha hombridade para enfrentá-la quando fosse preciso morrer por algo maior; e, sim, há coisas pelas quais vale à pena morrer).

Um problema como a eterna adolescência só pode ser resolvido mediante uma educação total da personalidade e, mais ainda, de toda uma sociedade. As pessoas são imaturas e a sociedade (por conseqüência lógica, já que é o consórcio das pessoas) é cada dia mais de uma imbecilidade sem tamanho. Coisas como a “Lei da Palmada” e o “Ai, se eu te pego” que o digam.

Embora não seja uma solução em si, recuperar um código de conduta sério e formular para a própria família um rito de passagem da infância para a vida adulta, onde estes valores são tomados sobre si, é um bom modo de começar, além de possuir um excelente impacto simbólico. A propósito, para quem lê gringolês, The Art of Manliness – um de meus sites preferidos – publicou tempo atrás um artigo sobre isso, intitulado “Coming of Age: The Importance of Male Rites of Passage”. Vale à pena a leitura.

Para os homens, o seguinte vídeo pode dar uma idéia do que falo sobre os valores que o homem deve assumir para si, sob pena de ser um eterno adolescente. É um vídeo curtinho, de apenas um minuto; um comercial do Chivas Regal da campanha “Live with Chivalry”:

{youtube}TXJdXHxjWwI{youtube}


05 de dezembro de 2013
Taiguara Fernandes de Sousa é diretor de marketing e relações públicas na revista Vila Nova, em cujo site foi publicado o presente artigo.

PETISTAS BRIGAM NA "BOCA DO CAIXA" E ATACAM ARNO AUGUSTIN, O MAQUIADOR GERAL DA REPÚBLICA


 Insatisfeitos com os ataques à dificuldade do governo de equilibrar gastos e receitas, técnicos do Tesouro passaram a cobrar do secretário Arno Augustin uma definição mais clara sobre até onde o governo pretende ir na área fiscal. Ou seja: qual é o teto de endividamento para bancar a política atual.
 
Segundo a Folha apurou, há dez dias ele reuniu sua equipe para "lavar roupa suja". Pouco afeito a debates com seus assessores, Arno foi obrigado, dessa vez, a ouvir reclamações e cobranças. Técnicos quiseram saber, por exemplo, se há limites para as operações do BNDES, principal financiador da agenda econômica.
 
O encontro ocorreu antes da mais nova manobra atribuída ao petista: um empréstimo da Caixa para a Eletrobras pagar dívidas com o setor elétrico. A operação teve de ser abortada diante da repercussão negativa, embora tenha sido decidida em reunião com o ministro Guido Mantega (Fazenda) e a própria presidente Dilma.
 
REHAB
 
Desde o ano passado, Arno é apontado como o principal responsável pela perda da credibilidade de Dilma na área fiscal. Em 2012, lançou mão do que foi chamado de "contabilidade criativa" para engordar o caixa do governo sem, de fato, economizar. A prática consiste em tirar da conta dos gastos despesas como as feitas com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e em inflar as receitas antecipando, por exemplo, a entrada de dividendos de estatais.
 
Arno também foi atacado por falta de transparência nas estatísticas oficiais. Para se preservar, precisou sair de cena por meses. Reduziu sua participação em reuniões e passou a falar menos nos encontros técnicos. Mas, nas últimas semanas, voltou à ativa, opinando em debates sobre infraestrutura e sendo mais acionado pela chefe.
 
Há dez dias, quando ouviu queixas de seus subordinados, Arno reagiu mal, segundo relatos. Enfatizou que a direção da política econômica quem dá é a presidente e cabe a eles cumpri-la. Disse, ainda, que o governo está no caminho certo e que o fundamental é retomar investimentos. Recusou-se, contudo, a fixar metas. E culpou o mercado e a imprensa pelas críticas que ele e o governo vêm recebendo.
 
Apesar do discurso defensivo e do esforço do Planalto, o secretário segue alvo de "fogo amigo". Nesta semana, com o caso Eletrobras, auxiliares passaram a dizer, em tom bem-humorado, que o secretário precisa frequentar um centro de reabilitação. E voltar, em 2014, completamente abstinente: "Meu nome é Arno Augustin, tenho 53 anos e há X dias não manobro".
 
(FSP)

LULA: DOUTOR HONORIS CAUSA DE UMA DAS PIORES UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO BRASIL


 
No Ranking da Folha de São Paulo, a Universidade Federal do Grande ABC, UFABC, está em 61a. posição entre as instituições brasileiras, com nota pouco acima de cinco. Clique aqui. Mas a universidade criada por Lula não é ruim apenas no ensino.
 
Com 4.200 alunos, recebeu R$ 195 milhões em 2012, uma média de R$ 46,4 mil per capita. Se fosse uma instituição privada, é como se cobrasse uma mensalidade de R$ 3,9 mil para cursos de biologia, química e administração, entre outros. A Universidade Federal de Lavras, que recebeu a mesma verba do Ministério da Educação em 2012, está em 31o lugar no ranking da Folha. E oferece um portfólio de cursos muito além do "cuspe e giz". Basta ver os indicadores de uma e outra para ver o antro politiqueiro que Lula fantasiou de universidade na Região do ABC.
 
Ontem, ao ser homenageado, na presença de Dilma, Lula disse para a presidente que o PT vai comemorar 200 anos da República no poder, em 2022. E que o partido do Mensalão vai mostrar o Brasil de antes e o que eles terão construído. Não disse que José Dirceu já poderá estar junto para comemorar. Em liberdade condicional, pois ainda estará cumprindo pena por ter chefiado a quadrilha que colocou o PT no poder.
 
05 de dezembro de 2013
in coroneLeaks

MILLÔR, O PERCUCIENTE


O BLOG PORTUGUÊS "O INSURGENTE" RELEMBRA O SAUDOSO MILLÔR.

05 de dezembro de 2013

ENFIM, A NOVA CASA CIVIL DO GOVERNO PETRALHA FOI REVELADA.

           SOMENTE PUTARIA COM DINHEIRO DO POVO
SOMENTE PUTARIA COM DINHEIRO DO POVO, MAS PARA SAÚDE DOS BRASILEIROS OS MÉDICOS DE CUBA. EM CASO DE

GRAVIDEZ, PROCURAR OS MÉDICOS ENCOMENDADOS POR RAUL CASTRO, ESPECIALISTAS EM ABORTOS!!!!

'PROGRAMAS' CUSTAVAM ATÉ R$ 10 MIL!!!

POLÍCIA ESTOURA REDE DE PROSTITUIÇÃO DE LUXO EM BRASÍLIA. ESQUEMA ATUOU EM FESTAS NA "MANSÃO DOS PRAZERES", CASO CITADO NO ESCÂNDALO QUE DERRUBOU PALOCCI, O HOMEM FORTE DE LULA!
Corner, apontada como intermediadora de garotas de programa para estas com políticos e empresários. Cada programa custava até R$ 10 mil.
 
05 de dezembro de 2013
graça no país das maravilhas

ZÉ DIRCEU QUER ESCREVER BLOG NA PRISÃO.

ASSIM SENDO, QUALQUER PRESO PODERIA FAZÊ-LO? EIS UM PEDIDO QUE ESBARRA NO REGULAMENTO DAS PRISÕES.
Zé Dirceu: pedido incabível.
Sob o argumento de que os presos também têm direito à informação e a se expressar, a defesa do ex-ministro José Dirceu enviou à Justiça um pedido de autorização para que, mesmo da cadeia, ele possa atualizar seu blog.
 
Detido desde o dia 15 devido à condenação a 10 anos e 10 meses no julgamento do mensalão, Dirceu também quer receber em sua cela jornais e revistas, além de ter o direito de dar entrevistas.
 
No pedido à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, o advogado José Luis Oliveira Lima cita que a Lei de Execução Penal estabelece como direito dos presos "o contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação".
 
Desta forma, o direito à liberdade de expressão e informação está garantido aos presos, argumenta.
No seu entender, só poderia haver restrição visando impedir crimes, para preservar a segurança do presídio ou evitar fugas e motins.
 
Citando juristas, ele destaca que "mesmo encarcerado, [o preso] mantém o direito de estar informado dos acontecimentos familiares, sociais, políticos e de outra índole, pois sua estadia na prisão não pode significar marginalização da sociedade. Em suma, o sentenciado mantém íntegro o direito à liberdade de informação e expressão".
 
A prisão de Dirceu e outros condenados no Complexo da Papuda gerou insatisfação de familiares de outros presos devido ao tratamento diferenciado. Eles receberam no início visitas de parlamentares em dias e horários flexíveis.
Na petição, a defesa de Dirceu destaca que durante o julgamento o réu publicou artigos e entrevistas em seu blog sem qualquer incidente.
 
Dirceu não explica como pretende fazer para abastecer seu blog. Diz, porém, que no caso de obter autorização publicaria uma nota de pesar pela morte do governador de Sergipe Marcelo Déda (PT).
 
Apesar da prisão, a página de Dirceu na internet segue sendo atualizada com artigos, reportagens e fotos.
 
O pedido deve ser analisado pelo juiz da Vara de Execuções Penais do DF Bruno Ribeiro. Foi ele que, ao autorizar o tratamento do ex-presidente do PT José Genoino fora da Papuda, o proibiu de conceder entrevistas.
 
Para o ex-presidente do STF Carlos Velloso, não há embasamento jurídico no pedido de Dirceu, não sendo possível evocar direito à liberdade de expressão no caso
 
"As penitenciárias têm regulamento. Esses regulamentos proíbem que o preso se manifeste, pois pode virar baderna se cada preso puder se manifestar com o mundo externo quando quiser", diz.
 
Não há data para a resposta ao pedido do ex-ministro, que tem prioridade por ter 67 anos --a tramitação preferencial lhe é assegurada pelo Estatuto do Idoso.
Ontem, a Vara de Execuções Penais concedeu a Dirceu prioridade em parte do pedido de trabalho externo.
 
Disse, porém, que não poderá dar prioridade na análise da idoneidade da proposta de emprego --o entendimento é que a proposta "não é mais frágil e suscetível a perecimento que as demais".
 
Dirceu cumpre a parte da pena relativa à condenação por corrupção, de 7 anos e 11 meses. A sentença por formação de quadrilha terá recurso analisado pelo STF em 2014.
 
Da Folha de S. Paulo
 
05 de dezembro de 2013
in Reinaldo Azevedo

O PEDRO CAROÇO AINDA NÃO ENTENDEU... A PAPUDA NÃO É UM HOTEL!

Defesa de Dirceu quer, acreditem vocês!, que ele tenha licença para fazer o seu blog na cadeia

José Dirceu agora quer fazer seu blog na cadeia. Para tanto, precisa, naturalmente, de um laptop e de acesso à Internet. Sugiro que lhe concedam também secretária e equipe de apoio. O pedido foi encaminhado por seu advogado, José Luís de Oliveira Lima.
 
Quem sou eu para cuidar da reputação de Oliveira Lima, né? Ele deve saber o que faz. Advogado é advogado e deve procurar fazer o melhor para seu cliente. Mas também deve atentar para certas coisas. Há causas que grudam no profissional. Às vezes, para o bem; às vezes, não. Tomemos o caso do grande, do gigantesco homem franzino Sobral Pinto, que lutou bravamente contra duas ditaduras, a do Estado Novo e a de 1964.
 
Sobral Pinto apelou à Lei de Proteção aos Animais para proteger o militante comunista Arthur Ernst Ewert — que tinha o codinome de Herry Berger — que viera ao Brasil para auxiliar Luiz Carlos Prestes no golpe comunista de 1935. Preso, foi barbaramente torturado, o que levou o militante católico e anticomunista ferrenho Sobral Pinto àquela decisão. Não encontrando na lei que protegia os homens uma forma de livrar seu cliente do horror, apelou à que protegia os bichos. Era um homem digno! Aquele ato corajoso se grudou à sua biografia.
 
Oliveira Lima, há alguns dias, inventou que foi ele quem arrumou o emprego para José Dirceu no Hotel St. Peter. Ninguém havia acreditado. Depois que reportagem do Jornal Nacional evidenciou as, digamos, origens panamenhas do empreendimento, acredita-se menos ainda. Agora ele vem com essa história de pedir autorização para que Dirceu faça o blog. É mesmo? Reportagem de Severino Motta, na Folha, expõe os motivos. Leiam trecho:

“No pedido à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, o advogado José Luis Oliveira Lima cita que a Lei de Execução Penal estabelece como direito dos presos “o contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação”. Desta forma, o direito à liberdade de expressão e informação está garantido aos presos, argumenta. No seu entender, só poderia haver restrição visando impedir crimes, para preservar a segurança do presídio ou evitar fugas e motins.”
 
Retomo

Como Oliveira Lima não é sonso, ele só pode estar fazendo pouco caso da inteligência alheia. No mundo inteiro, mesmo nos países em que o respeito aos direitos dos presos é absoluto, existem regras em penitenciárias: corta-se o cabelo dos presos, impõe-se o uso de uniformes, recomenda-se que o detento não encarem os carcereiros, limita-se o direito à manifestação…
 
Trata-se só de intimidação? Seria o estado burguês impondo, pela violência, as regras do capital ao corpo poético dos rebeldes, como poderiam sugerir alguns foucaultianos destrambelhados?
Não! A penitenciária é um minissistema social. Se há um lugar em que deve prevalecer a igualdade — especialmente na restrição de direitos — é a cadeia. E é essa igualdade que desperta certo sentido de solidariedade, que acaba garantindo a convivência — sempre tensa. Dilma tentou ensinar isso aos petistas outro dia. Não adiantou.
 
É claro que o pedido é um absoluto despropósito. Se Dirceu pode, por que não os outros? E se o Marcola resolver escrever textos de filosofia, por exemplo? E se Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP quiserem publicar suas memórias na rede? É uma piada. Vejam bem: por mim, a Papuda teria um ala só para abrigar alguns blogueiros. Mas sem blog.
 
Congresso do PT

O PT realiza na semana que vem o seu 5º Congresso Nacional. O partido já decidiu que fará um desagravo a seus mensaleiros. Corresponde, entendo, à apologia da corrupção passiva, da corrupção ativa, da formação de quadrilha e da lavagem de dinheiro.
 
05 de dezembro de 2013
Reinaldo Azevedo

TRISTE FIM

 O episódio do mensalão marcará para sempre a História do país mesmo que seus principais personagens e a máquina partidária do PT busquem apagá-lo, como faziam os stalinistas com os expurgados do regime.


No stalinismo, tiravam-se das fotos os indesejáveis que caíam em desgraça. Na versão stalinista do petismo, busca-se expurgar a própria História para manter vivos, como heróis populares, os condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Há, no entanto, registrados em vídeos e depoimentos irrecusáveis, momentos que revelam a verdade sobre o mensalão admitida pelos principais protagonistas da trama, o que torna inútil toda tentativa de criar uma nova História.

O deputado do PSOL Chico Alencar, por exemplo, fez corajoso depoimento na tribuna da Câmara, dando depoimento sobre seu companheiro José Genoíno, onde lembrou seu discurso na “dramática” reunião do diretório nacional do PT em que renunciou à presidência do partido: “(...) quando comecei a deixar o Parlamento para me candidatar ao governo (de SP) e depois assumi a presidência do partido, deixei também a política romântica, a política do embate de ideias e concepções, que tanto me fascina. Começava meu inferno...”

Ele sabia, disse Alencar, que a realpolitik que o PT assumia significava “a adesão a práticas e métodos que o partido, durante muito tempo, contestara... A vitória, a ocupação crescente de posições no aparato do Estado, o adaptacionismo, a opção pelas “alianças necessárias” significavam financiamentos milionários de campanha, muitos dos quais ‘não contabilizados’, acordos com o alto empresariado e esquemas ‘não ortodoxos’, até com mercadores oportunistas”.

Alencar utiliza a expressão de Marx “poder dissolvente do dinheiro” para explicar o episódio do mensalão, ressalvando que esse não foi o problema de Genoino, mas “sua desventura foi aliar-se a expressões da mais genuína ‘cultura patrimonialista’ brasileira”.

Alencar é o mesmo que em 12 de agosto de 2005, logo após o publicitário Duda Mendonça ter confessado na CPI dos Correios que recebera num paraíso fiscal cerca de R$ 10 milhões como pagamento pela campanha que elegeu Lula em 2002, chorou na Câmara juntamente com outros petistas, que viam ali o fim de um sonho político.

Nesse mesmo dia, o presidente Lula reuniu seu Ministério na Granja do Torto e se disse, em cadeia nacional de rádio e TV, “traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento. Estou indignado pelas revelações que aparecem a cada dia e que chocam o país”.

E disse mais: “Se estivesse ao meu alcance, já teria identificado e punido exemplarmente os responsáveis por esta situação.” Pois o Ministério Público e a Polícia Federal investigaram, o Congresso fez CPIs, e o STF julgou os acusados do mensalão, condenando a maioria, absolvendo alguns deles, inclusive o próprio Duda Mendonça, que pagou o que devia à Receita e acertou suas contas.

De todos os que estão na cadeia, e dos que ainda aguardam a ordem de prisão, só dois tentam desmoralizar a Justiça e lutam por privilégios: José Dirceu, que apelou até para o Estatuto do Idoso para ter prioridade na Vara de Execuções Penais, e Genoíno, que teve de renunciar ao seu mandato para não ser cassado por seus pares.

É por eles que o PT se bate publicamente, autodenominados “presos políticos” num rol de políticos presos que conta com Roberto Jefferson, Valdemar Costa Neto, Pedro Henry, João Paulo Cunha e que tais. Lista que, se somarmos Marcos Valério e outros a ela, desmoraliza a tentativa de politizar o que não passa de crime comum a serviço da má política.

Assim como Dirceu não conseguiu passar à frente de outros detentos para ter analisado seu pedido de trabalhar como gerente num hotel de Brasília, também o Ministério Público mandou acabar com os privilégios dos presos do mensalão no presídio da Papuda.

O juiz Vinicius Santos Silva, ao recusar passar Dirceu à frente, deu uma lição moral indireta, ressaltando que propostas de emprego de outros presidiários são mais frágeis, e que eles estão em desvantagem com outros concorrentes aos cargos por serem, muitos deles, analfabetos.

A revelação de que o hotel que daria trabalho a Dirceu tem situação mal explicada no Panamá só reforça a desconfiança de que o emprego seja só uma artimanha para que o petista tenha alguma liberdade durante o dia a fim de continuar suas atividades. Já Genoino deve acabar mesmo em prisão domiciliar, onde já está, e com a aposentadoria da Câmara a que tem direito.

05 de dezembro de 2013
Merval Pereira, O Globo
 

CAI A MÁSCARA

Perplexo com a maquiagem petista, mercado projeta PIB de 1,5% para o Brasil em 2014.
 
Após a divulgação, na terça-feira, de que a economia brasileira se retraiu 0,5% no terceiro trimestre deste ano, economistas começaram a recalcular suas projeções para o crescimento do país no próximo ano, que variam agora desde apenas 1,5% a até 2,1%, segundo levantamento do GLOBO em oito bancos e consultorias. O Banco Fibria, por exemplo, reduziu a projeção de 1,8% para 1,5%, a Opus Gestão baixou de 1,8% para 1,6% e o Citibank manteve os 2%.
 
Segundo Silvia Matos, coordenadora do Ibre da Fundação Getulio Vargas (FGV), nada parece ser capaz de “salvar” o PIB do ano que vem. Segundo ela, sem reformas tributária e trabalhista, além de um ajuste fiscal, o país não acelera. - O próximo ano será para controlar a inflação: juros crescendo mais, renda e crédito crescendo menos. E o lado fiscal não vai ajudar. Temos pouca margem de manobra. Só um milagre - diz Silvia, que prevê alta de 1,8% do PIB em 2014.
 
O crescimento do próximo ano será menor do que o deste ano - previsto em 2,2% a 2,4% - pela própria herança de baixo ritmo deste ano. O economista José Márcio Camargo, da PUC-Rio e Ópus Gestão, afirma que o crescimento seria possível se medidas tivessem sido tomadas desde 2012, como os investimentos em infraestrutura, que atrasaram, e um ajuste fiscal: - Se o governo aumentasse o superávit fiscal primário, teria ganho de credibilidade e atrairia investimento privado. Mas seria algo para se beneficiar só em 2015.
 
Para Claudio Frishtak, presidente da consultoria Inter.B, o programa de concessões de aeroportos, rodovias e ferrovias deve elevar a taxa de investimento em infraestrutura no próximo ano para 2,80%, acima dos 2,33% de 2012 e dos 2,45% previstos para este ano: - É um número positivo, mas nada suficiente para elevar o PIB para algo muito acima de 2%.
 
Integrantes da equipe econômica avaliam que muito pode ser feito a curto prazo, mas destacam que a ordem é não adotar medidas que tenham impacto no superávit primário. Um dos caminhos seria impulsionar os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e agilizar as privatizações. Mas, nos bastidores, os técnicos fazem uma crítica à gestão do próprio governo.
 
Segundo um assessor do ministro da Fazenda, Guido Mantega, o recuo esperado do PIB no terceiro trimestre era de 0,3% e a avaliação é que o resultado foi influenciado pelo clima negativo que se instalou no país com as manifestações, o que afetou os investimentos. O resultado, porém, trouxe certo “alívio” para a política monetária, pois mostrou que a economia está desaquecida e não há inflação de demanda.
 
( O Globo)
 
05 de dezembro de 2013
in coroneLeaks

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Gemini, filha devassa da Petrobras, finalmente é investigada pelo CADE, por prejudicar a Comgás



 
O escândalo Gemini – fartamente denunciado, quase solitariamente, pelo engenheiro João Vinhosa aqui no Alerta Total – será um dos temas explosivos na Assembleia Geral Extraordinária marcada para o próximo dia 16, às 15 horas, no Rio de Janeiro. O conflito entre grandes interesses transnacionais contrariados começa a enviar o Titanic do PT diretamente para um iceberg de denúncias que irá afundá-lo na podridão do poder.
Não bastassem os problemas nas refinarias Abreu Lima e Passadena, no Comperj, na Companhia de Recuperação Secundária (CRSec) e na Petrobras International Finance Company S.A (PFICO), acionistas minoritários da “estatal de economia mista” também vão questionar sua direção sobre os temerários negócios no Consórcio Gemini – negócio firmado quando Dilma Rousseff presidia o Conselho de Administração da Petrobrás, na gestão de José Sérgio Gabrielli – afilhado de Luiz Inácio Lula da Silva.
Em sessão realizada ontem, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) decidiu, por unanimidade, abrir processo contra a Gemini – sociedade formada pela Petrobras (proprietária de 40% das cotas) e pela White Martins (proprietária de 60% das cotas) com o objetivo de produzir e comercializar o Gás Natural Liquefeito. O processo no CADE foi aberto atendendo a denúncia da Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), que acusa a Petrobras de prática de subsídios cruzados e manipulação de preços do gás, em prejuízo dos demais fornecedores do produto.
De acordo com a conselheira relatora do caso, Ana Frazão, uma restrição aplicada pelo Cade no processo que autorizou a formação do consórcio Gemini foi suspensa judicialmente, prejudicando a efetividade da decisão que havia sido expedida pelo Conselho. Ao aprovar a constituição da Gemini em 2006, o CADE determinou publicidade e ampla transparência de dados referentes a preços, prazos e condições comerciais praticadas pelo Consórcio Gemini como condição para aprovar a operação. Acontece que a Petrobras e sua sócia White Martins driblaram a restrição, desobedecendo-a.
A relatora do caso Gemini, Ana Frazão, foi direto ao ponto: “A elevada possibilidade de abuso de posição dominante, seja pela estrutura do mercado ou pela própria forma de atuação do consórcio; o não cumprimento da restrição considerada obrigatória pelo CADE, em razão da impugnação judicial; e a total inocuidade da decisão do Conselho proferida no ato de concentração, em razão da ausência de monitoramento adequado da atuação do Gemini, são suficientes para determinar a abertura de processo administrativo para a apuração de infração à ordem econômica”.
Para complicar ainda mais a situação, o CADE também revisará decisão que aprovou a constituição da Gemini. Conforme amplamente divulgado pelo Alerta Total desde a época do julgamento do pedido de constituição da sociedade, a Gemini é um crime de lesa-pátria que já provocou, continua provocando e tem potencial de provocar imensos prejuízos ao patrimônio público, sob as vistas complacentes de nossas autoridades. Agora, o CADE e investidores da Petrobras, finalmente, acordaram para a gravidade do caso.
A GEMINI dispõe de uma única unidade de liquefação. Localizada em Paulínia-SP, tal unidade recebe o gás natural de um ramal de gasoduto saído diretamente do gasoduto Brasil-Bolívia. Depois de liquefeito, o produto é levado aos clientes em carretas. Para ser utilizado pelos consumidores, o GNL é aquecido, voltando ao estado gasoso.
O fato de a Petrobras vender o gás natural diretamente para a GEMINI – sem a intervenção da concessionária estadual – contraria a Constituição (conforme consta do Parecer elaborado pelo Senador Jarbas Vasconcelos, Relator da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal no Projeto de Lei da Câmara nº. 90 de 2007, que dispõe sobre atividades relativas ao Gás Natural).
Além de inconstitucional, o fato de a GEMINI receber sua matéria prima diretamente da Petrobras inviabiliza outros concorrentes no mercado de GNL, pois, com toda a certeza, ninguém vai se arriscar a concorrer com uma gigante que recebe a matéria-prima a preços privilegiados. Nas inúmeras matérias publicadas no Alerta Total (inclusive nas duas séries, “o Dossiê Gemini, e “o caso Geminigate”) foram analisados diversos aspectos da espúria sociedade.
Dedo na ferida

Especificamente relacionado ao aspecto que o CADE vai investigar, o engenheiro João Vinhosa destaca os pontos a seguir comentados:
Para a constituição da Gemini, era indispensável a autorização do CADE – órgão responsável por inibir a concentração de mercado no país.
Por isso, o CADE foi insistentemente alertado que haveria prejuízos irreversíveis à competitividade em diversos setores da economia, caso fosse autorizada tal associação.
Três pontos foram salientados: 1 – a fornecedora exclusiva da matéria-prima (Petrobras) é, também, sócia do empreendimento, com 40% das quotas; 2 – o gás natural é largamente utilizado em processos de combustão, corte e solda, associado com o Oxigênio (produto cujo mercado é dominado pela sócia que detém 60% da Gemini); 3 – a sócia majoritária da Gemini é a maior fabricante dos cilindros de alta pressão necessários aos kits de conversão instalados nos veículos, o que colocará a empresa em uma posição de controle desse setor industrial, ampliando ainda mais o seu leque de controle de mercado.
Perigo alertado
Foram salientados, também, que três gravíssimas conseqüências seriam inevitáveis.
Primeira: o virtual impedimento da criação de novas empresas potenciais competidoras no mercado de GNL.
Segunda: o desrespeito das concessões territoriais das empresas que investem e atuam nos mercados de gás natural canalizado.
Terceira: a maximização das condições que possibilitam o exercício abusivo do domínio de mercado pela sócia majoritária da Gemini, inviabilizando “distribuidores-de-outros-combustíveis-não-produtores-de-Oxigênio” (tais como as distribuidoras de GLP, bem como os atuais pequenos revendedores de gases industriais e quaisquer outros possíveis competidores) e demais empresas fabricantes de equipamentos de conversão veiculares.
CADE jogado na farsa
Conforme já foi demonstrado em diversas oportunidades, João Vinhosa assinala que o CADE foi obrigado pelo Governo Federal a participar de uma farsa, e, em meados de 2006, aprovou a constituição da Gemini.
Nestas alturas, fácil é constatar que eram pertinentes os alertas feitos ao CADE sobre os reflexos negativos da autorização para a constituição da Gemini.
Primeira constatação: é fato notório que nenhuma outra empresa se aventurou a competir com a Gemini no mercado de gás natural liquefeito (GNL). Simplesmente, não dá para competir com a Gemini – empresa que (além das outras vantagens já citadas) recebe o gás a preços privilegiados, diretamente de uma sangria feita no gasoduto Brasil-Bolívia. Será que alguma empresa se aventurará a entrar no mercado, adquirindo gás natural da concessionária estadual para produzir GNL?
Segunda constatação: na Sessão Ordinária realizada em 17 de janeiro de 2007, o Plenário do CADE julgou o embargo de declaração apresentado pelas sócias da Gemini contra decisão do órgão, que impôs restrições à formação da Gemini. Em tal julgamento, o Plenário do CADE rejeitou os embargos, com a justificativa de que tais restrições objetivavam “evitar que sejam adotadas estratégias discriminatórias com efeitos anti-competitivos. A preocupação do CADE com esse caso decorre da relação vertical entre o Consórcio Gemini e a Petrobrás que domina o fornecimento do gás natural para as distribuidoras”.
Terceira constatação: a acusação feita pela Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) comprova a prática de discriminação da Petrobras em benefício da Gemini.
Batom na cueca
A propósito dessa última constatação mencionada por João Vinhosa, é de se destacar o esclarecedor Memorando nº. 615/2008/CGAI/DPDE/SDE, da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça (SDE), no qual está escrito:
“Tramita atualmente neste Departamento de Proteção e Defesa Econômica(DPDE/SDE) uma Averiguação Preliminar para investigar suposta infração contra a ordem econômica (...) A Representação foi feita pela Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) perante esta Secretaria alegando que a Petrobrás estaria concedendo subsídios cruzados ao Consórcio Gemini, que supostamente recebe o gás natural em condições diferenciadas. Além disso, a Representação afirma que a Petrobrás estaria discriminando as outras empresas que atuam na distribuição e comercialização de gás natural ao favorecer o Consórcio Gemini.”
O caso Gemini se transforma em mais um transtorno político para os petistas que pretendem se eternizar no poder...
Previsão do Doutor
Ao receber ontem seu 26º título universitário de “Doutor Honoris Causa”, desde que deixou o Palácio do Planalto, o Presidentro Lula fez uma previsão sobre a longevidade petista no poder:
“Eu já estou pensando no Brasil de 2022, quando a gente completar 200 anos de Independência e fizer uma comparação do que era esse Brasil. Ai vai ser duro, Dilminha. Vai ser duro quando a gente falar do Brasil que nós deixamos em 2022 e o que pegamos em 2002 para que a gente faça uma comparação do que aconteceu nesse país”.
 
O previsão de Lula para Dilma, que o acompanhava ontem na Universidade Federal do ABC, só vai depender da vontade da Oligarquia Financeira Transnacional.
 
Pelo andar da carruagem, os controladores globalitários tendem a apostar na candidatura do mineirinho Aécio Neves, ajudando-o a fazer o PT virar pó...
 
Patrão do patrão...

Freud explica?
 
Enquanto os puxa-sacos do nível superior concedem mais um doutorado para Lula, divulga-se mais uma notícia péssima para o ensino superior brasileiro.
 
Nenhuma universidade brasileira aparece entre as 10 melhores dos países emergentes: a USP bate apenas na trave, na 11ª colocação, em uma listinha elaborada pela britânica Times Higher Education (THE).
 
Assim, conceder doutorados para Lula, sem que ele precise estudar, ajuda a fazer jus ao nosso desempenho universitário tupiniquim...

Pezada
 
Serginho Cabral está PT da vida com o “amigo” Lula.
Agora ele tem certeza de que levou, literalmente, um “Pezão” – com a traição política do ex-Presidente em buscar apoios à candidatura petista do lindinho Lindberg Farias ao Governo do RJ.
 
E agora não adianta o Pezão, favorito do Cabralzinho, chorar com a também “amiga” Dilma – que prometera apoiar sua candidatura, quando os dois posavam como “Pais do PAC” nas demagógicas e eleitoreiras “inaugurações” de obras inacabadas...
Tem Culpa eu?

Problema do Trabalhador


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

05 de dezembro de 2013
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

O CIRCO ROUSSEFF



Os humoristas e contadores de história no Brasil  estão perdendo terreno. Não é para menos. Há algum tempo a trupe oficial entrou em cena com espetáculos para todos os gostos e credos, do cômico ao trágico, passando pelo tragicômico.
 
Temos um ministro da Defesa com a coragem de Celso Amorim. Esse patriota permitiu que um avião da FAB, em missão oficial, fosse vasculhado pelos "disciplinados" soldados do amigo cocaleiro Evo Morales, mascando folhas de coca e cuspindo no assoalho da aeronave. 
 
Temos um ministro da Educação com a cultura de Aluízio Mercadante, mestrado pela UNICAMP e defesa de tese sobre o governo exercido pelo Exu de Garanhuns; é ainda especialista na confecção de dossiês. 
 
Temos um ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, com um conhecimento técnico científico de fazer inveja e Thomas Edison. Consegue, com uma certa margem de segurança, fazer a distinção entre o focinho de um porco e uma tomada de corrente.
 
 Temos um ministro da Fazenda, Guido Mantega, que há muito tenta adivinhar o PIB nacional; para o ano de 2014, ele aposta em 2.5% com uma margem de erro de três pontos  para mais ou para menos. Decididamente não foi um bom aluno das pitonisas de Delfo.
 
 Temos um ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, que já aprendeu a por a minhoca no anzol, mas ainda não pescou nada; não lhe informaram se é pesca fluvial ou marítima.
 
Temos um ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, que continua vice governador de São Paulo e em plena crise existencial. Encontra-se parado a 500 km de distância entre os dois empregos; recebe pelos dois.
 
 Temos uma ministra de Diretos Humanos, Maria do Rosário, com curso de carpideira, sempre presente em velórios de bandidos, onde derrama rios de lágrimas, isso quando não resolve dar uma de arqueóloga e passa a fuçar antigos túmulos à procura da nova história do Brasil por ela sonhada.
 
Temos uma ministra da Mulher, Eleonora Manicucci que ensina às gravidas "arrependidas" a fazerem aborto com o próprio dedo, segundo ela, "por sucção", após um brilhante curso realizado  junto às FARC.
 
 Temos um ministro da saúde, Alexandre Padilha, que contratou um exército treinado em uma ilha do Caribe para matar toda a população pobre de Brasil, que ousar procurar assistência médica no serviço público de saúde, e que, após o genocídio, pretende se esconder no Palácio dos Bandeirantes.
 
Temos um ministro da Justiça fazendo política partidária, mente descaradamente e quando desmascarado ameaça processar Deus e o mundo, da última vez que apareceu na TV quase mordeu o microfone.
 
Agora saindo da Esplanada dos Ministérios em direção à praça dos Três Poderes e em uma breve parada no Legislativo, com o devido cuidado para não ser roubado, encontraremos nobres bandidos fazendo leis e organizando caravanas para visitar colegas na cadeia pública da cidade.
 
 Já no Judiciário, temos Ministro julgando ação na qual está envolvido, outros tentando arrebanhar asseclas para juntos puxarem o tapete do chefe.
 
 Enquanto perto dali, na sede do Executivo, a dona do circo assiste tudo de camarote; com rádio e binóculo, traça planos para permanecer por mais quatro anos no comando do espetáculo mambembe.
 
05 de dezembro de 2013
Humberto de Luna Freire Filho é Médico.

VIGILÂNCIA ON LINE


 
05 de dezembro de 2013
Arlindo Montenegro