ELEIÇÕES... SER OU NÃO SER ELEITOR, EIS A QUESTÃO!
Não sei... Fico confuso, muitas vezes, diante de tantos disparates expressos nas manchetes e nos comentários políticos dos fatos, que ocupam o momento da República.
Pergunto-me: o que está acontecendo com a Política? Tornou-se um jogo de ocupação do poder e do controle, em que apenas percebemos que os interesses privados e pessoais, deixaram de representar os verdadeiros interesses da sociedade?
Há mudanças? Obviamente!! Mas a duras penas! E tão lentamente, que o cidadão que ainda se ocupa dos acontecimentos políticos, por saber que eles interferem diretamente em sua vida, começam a perder a noção aristotélica do que realmente é Política.
Ou também podemos supor, que exatamente por saber dessa noção, registramos um absurdo número de abstenção de eleitores. Algo que deveria assustar, e ser objeto de muitos estudos dos cientistas políticos, para avaliar o que pode ter adoecido o eleitor, para que demonstre o mais absoluto descaso, manifestando o seu protesto, com sua ausencia das urnas.
Parece-me que os cidadãos que ainda se ocupam com obter informações, também a duras penas, pois já não sabem com precisão, a que se destina a eleição de políticos, que apenas enfeitam a paisagem durante o momento eleitoral.
O que pode ter ocorrido, que desencadeou essa absurda abstenção? É uma pergunta que não quer calar na minha goela. Ficou entalada...
Descrença na política, ou nos políticos? Distingo uma coisa de outra!
Na política, a descrença decorre dos sucessivos escândalos que ocupam, para alegria dos sites e blogs, além dos j0rnais e revistas, que continuam acreditando que ainda há leitores dessas matérias. Nos políticos, porque transformaram a função pública de políticos, em oportunidades de negócios e prestígio. Não temem mostrar suas caras publicamente, porque apostam cinicamente, que o eleitor cansou. Seria uma estratégia?
Houve um tempo, em que algumas publicações, formavam a opinião pública. Revistas como a Veja, Isto é e outras de igual importância, analisavam o momento político, criticavam políticos, suas ações e comprometimento com a corrupção. A TV era mais bem orientada, no sentido ideológico, atendendo mais aos apelos das famílias, que inegavelmente sempre exibiram um claro perfil conservador. E ainda continuam, pois o conservadorismo, ainda é um traço predominante na sociedade brasileira.
Mas também a família, parece que cansou "de tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." O velho Rui até parece sentenciar a política brasileira...
Ironicamente, ficamos livres dos carros de som, da panfletagem, da mentira organizada dos comícios, que prosperavam como formigueiros e sobretudo, ficamos livres da habitual sujeira eleitoral.
Ficamos livres dos santinhos, panfletos e das carantonhas de políticos em retratos sorridentes do tipo "já ganhei", enaltecendo as supostas virtudes dos candidatos. A cidade amanheceu com suas ruas e calçadas, limpas da inundação e do desperdício de propaganda impressa. O que já sinaliza alguma evolução cívica.
Ainda temos um segundo turno, ao que tudo indica, e cabe agora despertar o eleitor 'abstinente de civismo', a votar para definir um papel mais digno da prática política no país, punindo a política minúscula que continua impondo seus interesses à sociedade.
08 de outubro de 2026 Mario Moura
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