"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 26 de junho de 2016

LONDRES EM CHAMAS?

No filme, “Paris está em chamas?”, lançado em 1966, que narra a derrocada da Alemanha na Segunda Guerra e o avanço dos aliados para ocupar a capital francesa dominada pelos nazifascistas e que ficou conhecido como o “Regime do Vichy”, que durou de 1940-44, Hitler dá ordens aos seus oficiais em solo parisiense: “Sejam impiedosos com a população. Se o desobedecerem, mate-os. Se não puder controlar Paris, queime-a”. Os oficiais de Hitler relutaram em obedecer às ordens dele, pois as achavam um sacrifício inútil e somente a rendição restava de opção.

O referendo essa semana na Inglaterra que corroborou o desejo dos ingleses de saírem da União Europeia — “Brexit” é o nome desse desejo de saída dos ingleses da UE — encheu de dúvidas os leigos, pois as ameaças veladas antes da votação iniciada enchiam de medo os países da zona do euro, bem como a comunidade internacional de outros continentes, receosa de um efeito dominó nas finanças e nos mercados.

Dias antes da votação, o megaespeculador George Soros ocupou a mídia para dizer que a Inglaterra não deveria sair da comunidade europeia, pois se saísse haveria prejuízos para os ingleses e para o mercado daquela plaga. Bastou somente essa fala de George Soros para convencer-me de que a Inglaterra tomou a decisão correta, pois o mercado financeiro é que domina o planeta e a civilização está refém do capitalismo e da globalização que é comandada por uma minoria que somente pensa em usura, lucrar e especular com o capital de terceiros e o resto que se dane...

Londres não será incendiada, pois os ingleses nunca foram apaixonados pela União Europeia, pois usam a sua tradicional “libra” e não o “euro”, a moeda oficial da UE, e já descobriram que existe vida fora desse emaranhado financeiro dos insensíveis especuladores que somente ganham porque jogam como num provérbio inglês que diz: “Cara eu ganho, coroa você perde”...


26 de junho de 2016
Luís Olímpio Ferraz Melo é advogado e psicanalista

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