"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

OPERAÇÃO ABAFA LAVA JATO CONTAMINA ATÉ A PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA

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Janot atrapalhou a armação de Raquel Dodge
O Planalto e a chamada bancada da corrupção continuam dispostos a abafar a Lava Jato, atacando em todas as frentes. Além dos projetos apresentados simultaneamente na Câmara e no Senado no ano passado, nas gestões de Eduardo Cunha e Renan Calheiros, como a Lei de Abuso de Autoridade, já praticamente aprovada no Senado, a nova investida se concretiza no Poder Judiciário, em pleno Conselho Superior do Ministério Público, através de proposta apresentada pela subprocuradora Raquel Dodge, que visa claramente a obstruir as investigações da força-tarefa da Lava Jato.
Reportagem da excelente jornalista Letícia Casado, na Folha, relata que o na segunda-feira o procurador-geral  Rodrigo Janot teve uma discussão tensa com a subprocuradora Raquel Dodge, que tenta restringir o trânsito de procuradores no Ministério Público Federal, uma medida que atingirá a Lava Jato, que precisa reforçar sua equipe para dar conta das novas investigações, envolvendo não somente as últimas delações, mas também cerca de 2 milhões de páginas de documentos das contas na Suíça, enviados semana passada do Brasil.
TUDO ARMADO – A manobra para enfraquecer a Lava Jato já está armada no Conselho, com a participação ativa do advogado Gustavo do Vale Rocha, assessor da Casa Civil que conseguiu aprovação do Senado para integrar o órgão deliberativo do Ministério Público Federal e foi recentemente reconduzido.
Janot foi apanhado de surpresa pela manobra. O Conselho tem apenas 1o integrantes. Estava tudo combinado, oito deles já haviam votado a favor da medida, e apenas o vice-procurador-geral, Bonifácio Andrada, se manifestara contra. Janot disse que ficou “perplexo” com a medida que prejudica as investigações da Lava Jato. No desespero,  afirmou que não foi consultado sobre o assunto e pediu vista, para evitar a aprovação imediata dessa iniciativa verdadeiramente teratológica.
A autora da proposta, Raquel Dodge,  alegou pateticamente que tentou marcar horário com Janot para discutir o assunto e não conseguiu, vejam que essa senhora desconhece a existência de telefone, bilhete, e-mail ou mensagem no celular.
LIMITAÇÃO – A repórter Letícia Casado explica que a proposta da subprocuradoria Raquel Dodge vai limitar a 10% o número de procuradores que podem ser cedidos a outras unidades. Ela disse ter feito um levantamento e concluído que a resolução não afetaria a Lava Jato. Sua alegação é de que os procuradores do grupo de trabalho em Brasília e da força-tarefa do Paraná não se encaixam no perfil de investigadores que teriam que voltar para as unidades de origem. Será mesmo? Janot acha que não e imediatamente a desmentiu:
“Se temos um conjunto de colegas trabalhando em vários setores no gabinete do procurador-geral e se esses setores são mexidos, é óbvio que as atividades serão atingidas. E serão atingidas como um todo, inclusive nas investigações, seja da Lava Jato ou não”.
SUCESSÃO DE JANOT – O embate tem como pano de fundo a sucessão de Janot no comando da Procuradoria-Geral da República. Ele deixa o cargo em setembro. Raquel Dodge disputou com ele o comando do MPF em 2015, quando Janot foi reconduzido, e agora quer ser eleita. Os dois eram inimigos cordiais, agora passaram a ser inimigos declarados.
Seis subprocuradores são pré-candidatos ao cargo: Nicolao Dino, Mario Bonsaglia, Raquel Dodge, Ela Wiecko, Carlos Frederico e Sandra Cureau. Vão participar da eleição na Associação Nacional dos Procuradores da República. Os três mais votados formam a lista tríplice que será encaminhada ao presidente Michel Temer, para escolher o sucessor de Janot. Se Raquel Dodge estiver entre os três, será nomeada pelos já serviços prestados, é claro.
A Associação tem cerca de 1.300 associados ativos e aposentados com direito a voto, que podem evitar a nomeação da subprocuradora Raquel Dodge e a adoção de suas ideias mirabolantes. Vamos aguardar.
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PS – Como se vê, os inimigos da Lava Jato são tão criativos que conseguem apoio ate mesmo na cúpula do Ministério Público, é mais uma vergonha nacional que a internet vai desmontar, tenham certeza. (C.N.)

28 de abril de 2017
Carlos Newton

PIADA DO ANO: CABRAL DIZ QUE NÃO RECEBIA PROPINA E TENTA ISENTAR ADRIANA ANCELMO

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Adriana e Cabral combinaram os depoimentos
O ex-governador Sérgio Cabral admitiu em depoimento nesta quinta-feira, que usou, para benefício próprio, dinheiro de caixa 2 destinado para abastecer sua campanha eleitoral ao governo do Rio. Ao ser questionado por sua defesa se teria usado os recursos para comprar algumas das mercadorias citadas no inquérito – como termos de grifes e jóias, por exemplo -, Cabral disse que sim e que tal prática “é um fato da vida nacional”. (VÍDEOS: assista à íntegra dos depoimentos de Cabral e Adriana Ancelmo)
– Vossa Excelência tem ouvido aqui muitas observações a respeito de caixa 2, sobras de campanha. Isso é um fato. É um fato da vida nacional. Reconheço esse erro. São recursos, recursos próprios e recursos de sobra de campanha, de caixa 2. São com esses recursos, nada a ver nem com a minha mulher e muito menos a ver dessa acusação de Comperj – disse ele, negando que tivesse recebido dinheiro de propina referente ao esquema de corrupção no complexo.
DEFESA DO DEBATE – Abatido, mas algumas vezes sem esconder o sorriso, o ex-governador disse defender o debate que se faz hoje contra o caixa 2 nas campanhas.
“Acho até que o trabalho feito nesse momento de ter uma outra visão sobre financiamento de campanha, como financiar as campanhas eleitorais… A questão democrática é vital, fundamental. Eu não posso negar que houve uso de caixa 2 e uso de sobras de campanha, de recursos. Em função de eu ter sido um político com desempenho eleitoral forte no estado e esses fatos são reais”.
Cabral defendeu a mulher o tempo todo: “Minha mulher não tem responsabilidade sobre esses gastos. Não tem ligação nenhuma com as pessoas que estão aí. Me sinto indignado com o nome dela vinculado a esses fatos”.
EM SILÊNCIO – Por orientação de seus advogados, Cabral ficou em silêncio quando perguntado pelo juiz e pelo procurador Athayde Ribeiro Costa. Moro formulou três perguntas, e o procurador, apenas uma.
“O senhor está arrependido das condutas que cometeu?” — perguntou Ribeiro Costa.
Em sua resposta, o ex-governador afirmou que iria apenas responder às perguntas de seus advogados. Moro optou por fazer suas perguntas mesmo após o advogado de Sérgio Cabral afirmar que o ex-governador não as responderia. Inadvertidamente, Cabral respondeu a primeira pergunta de Moro, se havia cobrado valores indevidos da empreiteira Andrade Gutierrez. “Não é verdade” — disse Cabral.
RELAÇÃO DIFÍCIL – O interrogatório, que durou meia hora, foi ocupado boa parte pelas perguntas formuladas pela defesa. Em sua defesa, Sérgio Cabral afirmou que seu governo tinha uma relação muito difícil com a Petrobras, em razão de várias ações judiciais entre o governo do estado e a empresa.
Questionado sobre sua relação com o ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, que teria autorizado os pagamentos de propina a Cabral, respondeu que era apenas institucional. “Jamais tratei de qualquer assunto de apoio a campanha com o senhor Paulo Roberto. Jamais solicitei a ele qualquer tipo de apoio financeiro” — disse.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Cabral segue a linha adotada até agora com sucesso pelos ex-presidente Lula da SiIva e Dilma Rousseff, nega tudo e diz que não houve nada, não sabia de nada, sua riqueza aconteceu apenas pelo caixa dois, nunca recebeu propina. Com esse desempenho consagrador, tipo “stand-up comedy” apesar de se exibir sentado, Cabral se transforma em fortíssimo candidato à Piada do Ano. (C.N.)

28 de abril de 2017
Dimitrius DantasO Globo

EXECUTIVO DA OAS FOI À CASA DE LULA PARA MOSTRAR OS PROJETOS DO SÍTIO E DO TRIPLEX

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Gordilho fez selfie tomando uns goles com Lula
Em depoimento ao juiz federal Sergio Moro, o executivo Paulo Gordilho, ligado à OAS, contou que foi a São Bernardo do Campo – município do ABC paulista – mostrar ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva dois projetos relacionados ao sítio Santa Bárbara, de Atibaia, no interior de São Paulo, e ao tríplex 164-A, no Guarujá, no litoral paulista. A operação Lava Jato atribui as duas propriedades ao petista, que nega.
Gordilho narrou a Moro que foi à cidade onde mora o ex-presidente, acompanhado do ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro. “Quando Léo queria os dois projetos prontos, ele queria passar para o ex-presidente e a ex-primeira-dama (Marisa) os projetos. Eram três folhas de papel com a foto de Atibaia, da cozinha de Atibaia e um caderninho do projeto de customização do Guarujá e ele queria passar. Só que ele viajou e não pôde levar isso. Aí ele pediu para o motorista me pegar num sábado de manhã e nós fomos até São Bernardo do Campo. Fui eu e ele”, declarou.
OS PROJETOS – “Fomos lá e explicamos os dois projetos. Eu peguei com Roberto (Moreira, também da OAS) para analisar, para ver o que era, para poder chegar lá e explicar”, disse Gordilho.
Segundo o executivo, nesta ocasião, foram mostrados a Lula e dona Marisa (morta em fevereiro passado vítima de um AVC) o projeto para as duas propriedades. “O sítio de Atibaia, na realidade, não era nem um projeto, que o projeto a Kitchens fez. Mas ela fez umas plantas decoradas que até um leigo completo saberia ver, que é ver uma foto de uma cozinha pronta apesar de não estar pronta, estar desenhada, colorida, né, com prato, talher, tudo em cima, mas uma foto de arquitetura, não era um projeto em si”, disse. “Neste dia lá em São Bernardo do Campo foi mostrado os dois.”
LULA CONCORDOU – “Para o ex-presidente?”, quis saber Moro. “É”, respondeu Gordilho. “Houve concordância com o projeto?”, questionou o magistrado. “Eu diria que houve, porque tanto que foi feito. Mas, vamos dizer assim, eles não entenderam bem. Tirando a cozinha de Atibaia que era uma foto, não pode também exigir que dona Marisa e o ex-presidente conheçam projeto de planta baixa, corte de um projeto de arquitetura, entendeu?”, disse o executivo.
Paulo Gordilho foi interrogado em ação penal na qual é réu também o ex-presidente Lula. O petista é acusado de receber R$ 3,7 milhões em benefício próprio – de um valor de R$ 87 milhões de corrupção – da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012.
As acusações contra Lula são relativas ao suposto recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS por meio do tríplex no Guarujá, no Solaris, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, de 2011 a 2016.
OUTRO LADO – Pelo lado da defesa de Lula, o advogado Cristiano Zanin Martins disse que “a narrativa de Paulo Gordilho, ex-diretor técnico da OAS Empreendimentos, de que soube em 2011 que a unidade 164-A do Condomínio Solaris, no Guarujá, havia sido reservada para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou isolada e sem nenhuma evidência após ele reconhecer, em respostas a perguntas da defesa, que não tinha qualquer conhecimento ou atuação na área de vendas da empresa”.
“A declaração também destoa não apenas das 73 testemunhas que o antecederam nos depoimentos sobre o caso tríplex – entre eles funcionários da companhia-, mas também do que afirmou Fábio Yonamine, ex-presidente da mesma OAS Empreendimentos. Gordilho e Yonamine foram ouvidos hoje em Curitiba e também são réus na ação penal”, destacou a defesa do ex-presidente da República.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O assunto já está enchendo… Todo mundo sabe que Lula não é dono do sítio nem do triplex. Como é muito entendido em decoração, Lula apenas se ofereceu para dar consultoria aos sócios de seu filho, para melhorar o sítio que a família Silva costumava frequentar, e simultaneamente também resolver ajudar Léo Pinheiro a melhorar o tríplex da OAS, para ser vendido em melhores condições. E Lula nem cobrava nada por esses serviços, porque ele sabe, como ninguém, homenagear os amigos, é só perguntar ao Emilio Odebrecht. (C.N.)

28 de abril de 2017
Deu no Estadão

FIM DO FORO PRIVILEGIADO: ALÍVIO PARA INVESTIGADOS

FIM DO FORO ALONGA PRAZO DE POLÍTICOS INVESTIGADOS
FIM DO FORO GARANTE A POLÍTICOS O DIREITO A INÚMEROS RECURSOS

FORA DO STF, COMEÇA TUDO DE NOVO

A PEC que praticamente extingue o foro privilegiado vai possibilitar àqueles investigados e réus em tribunais superiores que ainda têm mandatos a terem processos transferidos para a vara da Justiça onde o crime teria ocorrido. 
Isso significa, por exemplo, que no caso da Lava Jato as ações serão enviadas à Curitiba; a Sérgio Moro. Mas também haverá abertura de novos prazos, novos recursos etc. E protelação. 

Segundo o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), relator da PEC do fim do foro, a Lava Jato não será afetada pela aprovação da medida.

Uma vez enviadas à primeira instância, ações contra autoridades com mandatos correrão normalmente, com chance de recursos no futuro.

Se as ações judiciais demorarem a ser julgadas, há risco de prescrição de crimes dos quais os atuais detentores do foro são acusados.

Autoridades rés, investigadas e até condenados sem trânsito em julgado, podem até pedir para “rediscutir” processos na Justiça.



28 de abril de 2017
diário do poder

CABRAL ADMITE QUE USOU DINHEIRO DE CAIXA 2, MAS ISENTA A MULHER

ADRIANA ANCELMO ALEGOU QUE NÃO SABIA DO PATRIMÔNIO DO MARIDO

MAGRO E ABATIDO, O EX-GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO NEGOU EM DEPOIMENTO RECEBER PROPINA.


O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral admitiu, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, o uso de dinheiro de Caixa 2 para comprar artigos de luxo para ele e a família. De acordo com Cabral, a esposa, as compras foram pagas com recursos próprios e sobras de campanhas, mas negou qualquer participação da esposa, Adriana Ancelmo, em esquemas de corrupção.

Ao ser questionado sobre o pagamento de R$ 2,7 milhões da Andrade Gutierrez em forma de propina pelo contrato de construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), Cabral se disse surpreso com as afirmações dos executivos da empreiteira. “Me surpreenderam, ao dar o depoimento à Vossa Excelência e no acordo de delação deles ter posto esse tema”. "Não tem nada a ver com a Petrobras, como não tem nada a ver com o Comperj, esse vínculo é um vínculo absurdo”, completou.

Em vários momentos, o ex-governador fez questão de enfatizar a inocência da ex-primeira-dama reiterando ser sua a responsabilidade pelos malfeitos. "Os recursos eram meus, a responsabilidade é minha. Minha mulher não conhece nenhum desses personagens que são citados, executivos, Petrobras. São responsabilidades minhas, diretas”.

Adriana Ancelmo

A advogada Adriana Ancelmo também prestou esclarecimentos a Sérgio Moro e disse que, apesar de casada com o então governador, não tinha conhecimento da origem do dinheiro usado pelo marido, não sabia qual era o patrimônio e a renda de Sérgio Cabral. "Como ele não sabia o que eu tinha. Se ele tinha aplicações, os dividendos dessa empresa. Nosso relacionamento era de absoluta confiança”, disse a ex-primeira-dama.

Adriana admitiu compras incompatíveis com o salário de governador (cerca de R$ 20 mil) como R$ 56 mil em móveis, R$ 57 mil em vestidos e R$ 280 mil em ternos de grife feitos sob medida para Cabral. “Eu, em momento nenhum, questionei ele porque ele estava trazendo uma pessoa para medir um terno para ele e ele adquirir esse terno. Eu não sabia sequer o preço de um terno da Ermenegildo Zegna. Nunca o questionei em relação a isso".

Acusada pela ex-secretária Michele Tomaz Pinto de receber de até R$ 300 mil por semana, em dinheiro, do operador do PMDB Luiz Carlos Bezerra, Adriana disse se tratar de vingança da ex-funcionária. "Declaração absurda. Trata-se de uma represália”, afirmou.

Adriana se defendeu da acusação de lavagem de dinheiro por meio de compras luxuosas, afirmando que eram pagas com dinheiro que estavam na conta corrente dela, ou presentes do marido, que ela acreditava se tratar de dinheiro lícito, "Ele dizia que eram recursos lícitos e eu acreditei. Meu marido. Eu não questionava. Acreditava que os valores eram pagos com dinheiro lícito, fossem presentes ou fosse mobiliário escolhido para a residência".


28 de abril de 2017
diário do poder

TRABALHADOR vs SINDICALISTA

Trabalhador vs Sindicalista - Aeroporto Porto Alegre (RS) - ASSISTA ...

https://www.youtube.com/watch?v=5-CnTe6EdYU
7 horas atrás - Vídeo enviado por Mamaefalei
Um fã do canal registrou o momento em que um trabalhador se sentiu incomodado com o barulho ...

28 de abril de 2017
postado por m.americo

MARIA DO ROSÁRIO PERDE TOTALMENTE O CONTROLE

Maria do Rosário perde totalmente o controle, Eduardo Bolsonaro ...

https://www.youtube.com/watch?v=51lYMG88n-c
8 horas atrás - Vídeo enviado por Ficha Social
Maria do Rosário perde totalmente o controleEduardo Bolsonaro flagra e filma tudoveja. Ficha ...

28 de abril de 2017
postado por m.americo

quinta-feira, 27 de abril de 2017

CABRAL DIZ A MORO QUE FEZ COMPRAS DE LUXO COM "SOBRA DE CAIXA 2"

Acusado de receber 2,7 milhões de reais em propina da Andrade Gutierrez, ex-governador afirmou que gastos foram sua responsabilidade, e não de sua mulher
(Reprodução/Reprodução)

Réu em uma ação penal sob responsabilidade do juiz federal Sergio Moro e preso em Bangu 8, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi nesta quinta-feira a Curitiba para depor ao magistrado. Na oitiva, que durou cerca de 30 minutos, Cabral, orientado por seus advogados, respondeu apenas as questões da defesa e ficou em silêncio quando perguntado por Moro ou o Ministério Público Federal. O ex-governador e seu grupo político são acusados neste processo de embolsar 2,7 milhões de reais em propina da empreiteira Andrade Gutierrez entre 2007 e 2011, referentes ao contrato de construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

As respostas do peemedebista diante do juiz mostram que sua estratégia de defesa é a de alegar que as compras milionárias roupas de grife, joias e carros, enumeradas pelo Ministério Público Federal na denúncia, foram feitas com dinheiro próprio e o que ele chamou de “sobras de caixa dois de campanha” – e não com propina.

“Reconheço esse erro, reconheço que são recursos próprios e recursos de sobra de campanha de caixa dois. Esses recursos nada a ver nem com minha mulher, muito menos com essa acusação de Comperj”, disse Cabral, cuja mulher, a advogada Adriana Ancelmo, também é ré neste processo.

“Não vou negar que houve uso de caixa dois e houve uso de sobra de campanha de recursos em função de eu ter sido um politico sempre com desempenho eleitoral muito forte no estado. O financiamento acontecia e esses fatos são reais”, gabou-se Cabral, que citou a preocupação de Moro com o financiamento paralelo de campanhas e disse que “a questão democrática é sempre vital e, portanto, tem que se encontrar um caminho para isso”.


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Após as questões feitas pelo advogado de Sérgio Cabral, Moro perguntou ao peemedebista se ele gostaria de dar mais informações sobre o pagamento de caixa dois que resultou nas tais “sobras”, mas o ex-governador respondeu que essas irregularidades não estão relacionadas ao processo e preferiu não entrar em detalhes.

A respeito das notas fiscais de compras de bens de luxo emitidas em nome de Adriana, que segundo o peemedebista apenas “escolhia alguns produtos”, Cabral afirmou a Moro que os recursos e gastos eram de sua responsabilidade, e não dela. “Em hipótese nenhuma vou dizer que não é verdade. Os recursos eram meus e a responsabilidade é minha. Minha mulher não conhece nenhum desses personagens que são citados, executivos da Petrobras, etc, etc. São responsabilidades minhas, diretas”.

Além deste processo, em que é acusado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Cabral é réu em seis ações penais na Justiça Federal do Rio de Janeiro, todas sob responsabilidade do juiz Marcelo Bretas.
Relação ‘dura’ com a Petrobras

Citado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa como um dos padrinhos políticos que lhe deram sustentação política no cargo em troca de propinas, Sérgio Cabral afirmou a Sergio Moro que a relação de seu governo com a Petrobras era “muito difícil, muito dura” em função de cobranças feitas por mais royalties de petróleo, ICMS e participação especial.

“Nunca, nunca indiquei um cargo no governo federal, o que dirá na Petrobras, onde minha relação era extremamente polêmica e difícil, pelo posicionamento contra a lei do pré-sal, pelas cobranças que fazíamos de impostos devidos”.

Cabral relatou que havia uma apenas uma “relação institucional” com Paulo Roberto Costa e que nunca tratou de financiamento de campanhas com o ex-diretor da estatal. O ex-governador chamou de “invencionices” os trechos da delação de Costa que o citam como beneficiário de propinas de contratos da Petrobras.

O ex-governador também negou conhecer os executivos da Andrade Gutierrez Rogério Nora de Sá e Clóvis Primo, que o também o citaram em suas delações premiadas.

Assista abaixo à integra do depoimento de Sérgio Cabral a Sergio Moro:


27 de abril de 2017
joão pedroso de campos
VEJA

DELATOR REVELA A PREOCUPAÇÃO DE LULA EM ESCONDER QUE O TRIPLEX ERA SEU

EM REUNIÃO, SUA PREOCUPAÇÃO ERA OMITIR SER DELE O APARTAMENTO
EX-EXECUTIVO DA OAS FÁBIO HORI YONAMINE DISSE QUE NA REUNIÃO LULA SE PREOCUPAVA COM SUA "EXPOSIÇÃO".

O ex-presidente da OAS Empreendimentos, Fábio Hori Yonamine, confirmou ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, ter participado de reunião com o então presidente da construtora, Léo Pinheiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-primeira-dama Marisa Letícia para "apresentar" o triplex do Condomínio Solaris, no Guarujá. A organização do encontro teria sido um pedido pessoal de Léo Pinheiro ao executivo.

Yonamine é réu em ação penal que investiga se Lula teria recebido propinas de R$ 3,7 milhões da OAS - parte teria sido repassada ao petista por meio de investimentos no imóvel. O empreendimento foi assumido pela OAS, em acordo com cooperados da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo).

O executivo relatou ter organizado, com Léo Pinheiro, a visita de Lula ao triplex, em 2014. O encontro teria sido conduzido por Léo Pinheiro e, segundo Yonamine, foi "uma apresentação do apartamento". Na ocasião, não houve pedidos do petista, mas algumas "preocupações" foram externadas a respeito do imóvel, afirmou o executivo.

"Que eu tenho lembrança, uma escada que era muito estreita e uma preocupação da exposição do ex-presidente em relação a ter apartamento. Da exposição da vizinhança e tudo mais", relatou.

A reforma custou R$ 1,5 milhão, segundo os cálculos do executivo da OAS, e o projeto final previa um novo quarto, um elevador, uma reforma nas escadas, a mobília e os equipamentos da cozinha.

"Essa foi uma reforma totalmente atípica - pedido atípico e único que doutor Léo [presidente da OAS] fez. Ele não deu explicação, fez um pedido", lembrou.

27 de abril de 2017
diário do poder

PERDEMOS. NÃO DEMOS ATENÇÃO A NOVA LEI DE MIGRAÇÃO

A nova Lei de Migração, que revoga o Estatuto do Estrangeiro, foi aprovada na Câmara e no Senado e está aguardando sanção do presidente em exorcismo Michel Temer.

A nova lei dá livre trânsito para povos indígenas de outros países e impede nossa polícia de barrar até quem está na lista da Interpol. O policial não poderá nem mesmo barrar procurados por terrorismo! Em português claro: o Brasil aprovou no Congresso o fim da nossa soberania nacional e das nossas fronteiras.

A lei é de autoria do ministro delatado Aloysio Nunes, ex-motorista do psicopata-comunista-terrorista Mariguella, ex-membro do Partido Comunista, ex-quercista, ex-vice do Fleury e atual tucano.

A CONECTAS divulgou um manifesto em que cerca de 80 ONGs apoiam o projeto. Todas se engajaram na aprovação da medida, boa parte participou das audiências.

E a gente? Bom, a gente não deu atenção. A lei é tão absurda e a influência internacional na sua elaboração era tão clara que jamais imaginaríamos que o Congresso, pelo perfil de suas bancadas, fosse aprovar tamanho crime de lesa pátria. Analisando as votações na Câmara e no Senado é possível ver que a lei passou por acordo em ambas as casas, ou seja, os parlamentares nem debateram a lei!

Resta a pressão popular para que o presidente Michel Temer vete na íntegra o projeto. E torcer para que a Lava Jato retire logo o tucano delatado Aloysio Nunes do comando das Relações Exteriores do país.

#VetaTemer

Saiba mais:

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

27 de abril de 2017
reaçablog

COITADISMO PENAL

Dirceu, Bumlai, goleiro Bruno: histórias de coitadismo penal

O mesmo argumento usado para soltar o goleiro Bruno é usado para soltar José Dirceu. A esquerda tem um norte: bandido bom é bandido solto.

José Dirceu pode ser solto nesta terça-feira, segundo ameaça do STF. O argumento é o de que Dirça ainda não foi julgado e, por lei, tem o direito de responder ao processo em liberdade. O julgamento pela segunda turma da Suprema Corte ocorre no mesmo dia em que se apreciou se o goleiro Bruno deveria voltar à prisão, causando um enxame de comparações e piadas na internet.

A grande questão que não foi apreciada é que o Brasil não é um país para principiantes, e ficcionistas não têm espaço em um país cujo realidade é surrealista: o primeiro a fazer uma comparação entre a soltura do goleiro Bruno e a prisão de Dirceu não foi ninguém menos do que Rui Falcão, o próprio presidente do PT.

Há menos de um mês, Rui Falcão escreveu um artigo declarando que se o STF decidira por acatar o habeas corpus do goleiro Bruno de Souza, condenado pelo homicídio de Eliza Samudio, deveria agir com coerência e acatar igualmente todos os pedidos de habeas corpus em tramitação na Suprema Corte, como os do ex-tesoureiro do PT João Vaccari e dos ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci.

Para confirmar que todas as piadas são ainda mais verdadeiras, realistas e naturalistas do que nosso vão noticiário, o argumento do habeas corpus do goleiro Bruno realmente utiliza o mesmíssimo argumento utilizado pela defesa de José Dirceu para soltar ambos os bandidos: que o réu ainda aguarda julgamento de recurso na segunda instância.

STF troca José Carlos Bumlai pelo goleiro Bruno. Lula aquece na lateral do campo.

O goleiro Bruno foi condenado a 22 anos anos e 3 meses em regime fechado pela morte de Eliza Samudio. José Dirceu foi condenado a 23 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. A pena, mais tarde, foi reduzida a 20 anos e 10 meses. Dirceu tem ainda uma segunda condenação, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com pena de 11 anos e 3 meses de reclusão. O juiz Sergio Moro ainda estipulou uma multa de R$ 774 mil.

A tese de Rui Falcão foi espelhada por um grande acólito do petismo para a mídia: Alex Solnik, infame por afirmar que black blocs são de direita porque “usam máscaras” (sic). Alex Solnik escreveu para o site petista Brasil 247 o artigo intitulado Ou soltam Dirceu ou prendem Bruno de novo, cujo título fala por si.

O que o STF acabou por decidir foi pelo retorno do goleiro Bruno à prisão. Na mesma toada, ainda liberou da prisão domiciliar o pecuarista José Carlos Bumlai, o “dono” do sítio em Atibaia, cujos pedalinhos têm os nomes dos netos de Lula. Bumlai sofre de câncer terminal, o que deve ter pesado para a decisão de livrá-lo até mesmo da prisão domiciliar.

Bruno volta pra cadeia.
Bumlai, amigo de Lula, é liberado.
Zé Dirceu, comparsa de Lula, é libertado.
Bandidagem 2 X 1 Honestidade.


Coitadismo penal


A soltura do goleiro Bruno de Souza causou uma das raras unanimidades no país cada vez mais bipolarizado: direita e esquerda acharam um absurdo que o ex-goleiro do Flamengo, acusado de planejar e encomendar o assassinato de Eliza Samudio, ex-atriz pornô que engravidou do goleiro e queria dar à luz à criança e que o jogador pagasse pensão do filho. Seu corpo nunca foi encontrado, mas provavelmente foi espancada até a morte e posteriormente esquartejada, tendo suas mãos comidas por Rottweillers.

Como o presidente do PT Rui Falcão e o petista Alex Solnik consubstanciam à perfeição, um assassino frio que não demonstra o menor arrependimento ou qualquer sentimento de culpa ou remorso pelo assassinato como o goleiro Bruno só volta às ruas graças aos ditames do pensamento de esquerda.

É a esquerda que possui “teses” ou, na verdade, frases de efeito e cacoetes verbais como “cadeia não resolve”, “o importante é ressocializar”, “polícia mata”, “legalize o aborto”, “meu corpo, minhas regras” e outros bordões repetidos acerebralmente pela militância em 140 caracteres. É a esquerda que acredita que leis penais, mormente quanto a temas que envolvam crimes de sangue e correlatos, têm apenas o fito de “criminalizar os pobres” (em sua visão, todos criminosos), como o ex-favelado goleiro Bruno.

É o que se chama de coitadismo penal: a idéia do Direito Penal Abolicionista (pregada por Juarez Cirino dos Santos, advogado mais óbvio do ex-presidente Lula), ou do Direito Penal Mínimo como meio para se atingir o Abolicionismo (o Direito Penal Mínimo como fim, a separação extrema de penas entre crimes brancos e de sangue, é defendido, por exemplo, pela doutora Janaína Paschoal). Toda uma cultura baseada na idéia estúpida de que criminosos, incluindo assaltantes, seqüestradores e assassinos, são coitadinhos. A culpa seria da sociedade, e não dos criminosos.

A simples materialização de suas próprias teses, atacadas pela direita todo santo dia, faz com que a esquerda se indigne. Não com seu próprio discurso, mas com a injustiça absurda de um homicida que mata uma mulher para não pagar as contas do filho (preferia que Eliza Samudio o abortasse), negando-se a cumprir seu papel de pai de família.

Preferindo o prazer fácil, o hedonismo irresponsável e negando a “família tradicional”, o goleiro Bruno seguiu pari passu o que a esquerda prega, mas quando feministas, esquerdistas e progressistas viram o próprio Frankenstein que criaram, tão lindo e defensável em abstrato, tão absolutamente horrendo, fétido, abissal e sulfúrico quando adquire carne e osso nas tessituras da realidade concreta.

Assim que viram seu monstro, esquerdistas abandonaram o discurso do “crime é culpa do social” e de “cadeia deve reeducar” e exigiram o retorno do goleiro Bruno à prisão – não em busca de “reeducação”, mas de simples punição por seu crime, como qualquer pessoa dotada do super-poder de enxergar o óbvio quando esfregado no nariz sabe que é a função primordial de uma cadeia ao lidar com um homicida. Foi-se a defesa do aborto, a crítica à família tradicional, a noção transfigurada de que justiça é soltar criminosos, e não prendê-los: acreditando que “esquerda” e “feminismo” são o contrário do que são, todas passaram a defender o que a direita sempre defendeu, sem palavrinhas chics para universitários se sentirem “intelectuais”.

A esquerda, que tem sua revelação com um livro sobre juros, e hoje se refugia nas ciências sociais e na crítica literária, é hoje pura estética: palavras que geram uma reação imediata (daí seu vocabulário ora hiperbólico, como “fascista”, ora pornograficamente eufemístico, como “interrupção da gravidez”). Esquerdistas adoram o palavreado do coitadismo penal, mas são de todo incapazes de formar conceitos de suas palavras, extrair idéias de seus vocábulos, organizá-los em silogismos para repudiar idéias que soem verdadeiras, como “desigualdade social”, sem precisar concretizá-las à custo de sangue alheio.

Rui Falcão e Alex Solnik sabem o que fazem, e sabem que só usam um discurso para proteger seus cupinchas usando a militância como peões. Já os militantes, acham que têm o poder de fogo de um Rui Falcão ou Alex Solnik, mas são apenas buchas de canhão e peões cuja maior glória na vida é serem substituídos por peças que interessem mais a quem está jogando o xadrez a sério.



27 de abril de 2017
flavio morgenstern
senso incomum

MINC APROVA CAPTAÇÃO DE QUASE R$ 8 MILHÕES PARA PROMOVER O ISLÃ PARA CRIANÇAS

Exposição quer mostrar o islamismo como "gerador de progresso"



MinC aprova captação de R$ 8 milhões para promoção do islã

Entre as dezenas de projetos temerários aprovados pelo governo Dilma Rousseff com captação pela via Lei Rouanet está a exposição “1001 Invenções: descobrindo o duradouro legado da civilização muçulmana”.


A exposição, idealizada por uma organização da Inglaterra, já conseguiu R$ 7.825.451,58 e recebeu do Ministério da Cultura aprovação para que ocorra em São Paulo, no período de 29/08/2017 a 03/12/2017.

A justificativa do projeto, idealizado por Ahmed Salim, um jordaniano radicado em Londres, tem “a finalidade de descortinar esse passado (muçulmano) encoberto pelos acontecimentos atuais e pelo próprio modo como foi contada a história ocidental.”
Realize o Seu Sonho de Tocar Piano sem Sair de Casa. Comece Agora!

Entre as várias facetas da exposição está a exibição do documentário: “O que o mundo islâmico fez por nós”.

Curiosamente, a ideia da exposição foi criada pela empresa 1001 Inventions, responsável por enviá-la para várias cidades do Estados Unidos na era Obama e outras muitas na Europa. O projeto pinta o islã como o grande inventor e criador da civilização moderna na Idade Média.

A mostra prevê a entrega de 115 mil cartilhas para os estudantes de 7 a 17 anos que visitarem o local. Inclui ainda verba para campanhas educativas com as escolas da cidade, visando “despertar o interesse do público, em especial os estudantes a respeito do tema central proposto”, no caso, o Islã.

O portal Gospel Prime já havia denunciado isso em meados de 2016. Mudou o governo, saiu Dilma entrou Temer, mas o apoio estatal a essa forma sutil de doutrinação continua valendo. A subvenção da religião, é bom lembrar, é proibida pelo artigo 19 da Constituição Federal.




Esta semana, o Ministro da Cultura Roberto Freire fez uma defesa pública da ideia na redes sociais, chamando atenção novamente para o fato de que o governo não vê nada errado em promover, ainda que
de forma indireta, a islamização.Projeto no site do MEC



A íntegra do projeto pode ser lida no site do Ministério da Cultura (aqui). Basta ir no menu Consultar, Projeto e colocar o número 1510875 no Pronac.
MEC responde

Após a publicação da matéria, o Ministério da Cultura (MinC) enviou email ao portal Gospel Prime, afirmando que o projeto em questão é “de caráter educativo” e que foi aprovado “conforme os critérios objetivos técnicos estabelecidos pela Lei Rouanet” visando “propiciar meios, à população em geral, que permitam o conhecimento dos bens de valores artísticos e culturais”.

Também esclarece que “1001 invenções” foi aprovado pelo MinC a captar recursos de incentivo fiscal no valor de R$ 7,8 milhões, mas ainda não captou “qualquer recurso até o presente momento”. finaliza dizendo que “a aprovação do projeto não garante a sua execução”.


27 de abril de 2017
jarbas aragão
in gospel prime

LEANDRO KARNAL SÓ É PENSADOR PRA ADOLESCENTE QUE ACREDITA EM WICCA, CÓDIGO DA VINCI E ET BILU



O queridinho da mídia Leandro Karnal tenta chocar falando em Lúcifer. O resultado não é de filme de terror: é incrontrolavelmente risível.

Leandro Karnal é chamado no baixo jornalismo de “filósofo”, por razões entre o Céu e a Terra que nossa vã filosofia desconhece. Junto a Mario Sergio Cortella e Clóvis de Barros Filho, foi considerado pela Istoé como os gurus “intelectuais com respeitável currículo” que fazem a cabeça dos jovens.

Considerados por qualquer intelectual com respeitável intelectualidade, a trinca conhecida como “Os Três Patetas” poderia ser melhor descrita com chamadas como “Conheça os novos intelectuais midiáticos da linha ‘não sou marxista, mas…’ que seu filho que só lê o Facebook no celular quer massagear com o duodeno”.

Leandro Karnal, Mario Sergio Cortella e Clóvis de Barros Filho são mestres na arte de falar o óbvio com aquela linguagem que nem é chique ou intelectual: é apenas o básico do básico de uma discussão de aula de Sociologia com adolescentes de 16 anos no esplendor da puberdade, ouvindo ladainhas ultrapassando as raias dos reducionismos da doutrinação pela primeira vez e se sentindo importantes por isso (“Olha, o Bolsonaro é contra a democracia! Viu? Eu uso a palavra ‘democracia’ numa discussão e até no meu Twitter, a minha avó reacionária e carola não xinga ninguém de anti-democrático!”). Um passo além no discurso (que tal a palavra “metafísica”?) e perderiam imediatamente 30% de suas curtidas no Facebook.

São os típicos intelectuais que fazem sucesso entre jornalistas e leitores de banca de jornal e portal descolado de internet falando do que é super cool e in nas redes. Intelectuais considerados intelectuais por qualquer um, exceto por aqueles que já viram um intelectual de verdade na frente.

Nosso Leandro Karnal ficou famoso recentemente por ter tirado uma foto com o juiz curitibano Sergio Moro, mas ter tomado uma torrente de descurtidas em sua página de seus leitores instigados por seus faniquitos contra a direita, mas que não gostaram nada de seu novo ídolo tirar uma foto com um juiz que, ao aplicar a lei, acaba por punir quem infringe a lei. Para os leitores de Leandro Karnal, é feio seguir e aplicar a lei, o bonito é roubar aposentado. Karnal, envergonhado (repetindo: um “filósofo”… envergonhado!), apagou a foto.

No penúltimo episódio de nosso podcast, analisamos como o Ocidente caiu numa crise intelectual que caiu de Sócrates a Leandro Karnal. Muitos acreditam que é apenas falta de leitura, para já sacar o clichê “Vá estudar!”. Ora, há leituras que transformam um eficiente carteiro ou um promissor motoboy em um Leandro Karnal. A chave de interpretação não abre essa porta do conhecimento.

Há algo no simples fato de, além de pensador risível, não ter coragem de manter uma foto em sua página, diante de uma platéia que acredita que o contato com um opositor te torna igual ao opositor, como se idéias fossem transmissíveis por um contato social mais fácil do que o exigido para se pegar gonorréia. Leandro Karnal é desprovido de algo mais importante para um intelectual: coragem e alma.

A coragem de ter idéias. E a alma para suportá-las além de seu corpo. Como delimita Nassim Nicholas Taleb, uma concepção de mundo em que sua individualidade tenha como limite a pele é frágil: torna preferível as glórias vãs de curtidas de Facebook como o máximo de realização na vida.

Uma concepção baseada na alma permite idéias tão elevadas que são maiores do que a vã existência dos vãos existencialistas: Jesus Cristo, Sócrates, Joana D’Arc, todos os mártires, todos os prisioneiros de guerra que não revelam segredos ao inimigo e preferem morrer sob a cimitarra do Estado Islâmico a abjurar de sua fé são antifrágeis: mostram o valor dessa idéia e sua potencialidade, o quanto deve ser defendida, justamente ao mostrarem que elas são maiores do que seu corpo.

Leandro Karnal mostra que seu sobrenome é destino ao tentar brincar de intelectual: basta alguém assustar seu corpo para que suas idéias “filosóficas” se sacudam e evanesçam diante de uma platéia de adolescentes em suas masturbações mentais e hipersensibilidades batendo o pézinho com o dorso da mão à cintura exigindo que seu ídolo se coadune 102% à modinha do momento. É fácil entender por que Karnal faz a cabeça dos jovens, e não Jesus: Karnal é um joguete nas mãos da criança. Jesus só promete a seus seguidores morrer carregando cada um a sua cruz.

Para comprovar a fragilidade de sua carnalidade, Karnal deu entrevista ao Globo, em que comenta um livro seu falando sobre religiões. Seu conhecimento carnal sobre o assunto é cotejado com alguma visão menos platiforme nos comentários abaixo. O leitor deve se sentir livre para analisar qual das duas visões tem alguma chance de sobrevida 5 minutos depois de se ler os tais pensamentos.

Globo:

“Pecar e perdoar” é um livro sobre julgamento. Julgar é humano? Ou foram as religiões que nos tornaram julgadores?

As religiões, apesar de darem a base moral para os julgamentos, sempre insistem em não julgar os outros. As religiões, ao mesmo tempo, e contraditoriamente, fornecem a base material para inventar o pecado, mas também recomendam quase universalmente a misericórdia, a compaixão, o perdão, o não julgamento. Faz parte de um jogo complexo.

Karnal, o carnal, julga que as religiões dão base moral para julgamento, mas insistem que os homens não devem julgar. Há raras religiões baseadas na idéia de se evitar julgamentos: Karnal toma a casca de cristianismo que conheceu em alguma comunidade do orkut para julgar todas as religiões pelo cristianismo.

Em verdade, o cristianismo tão somente garante que o verdadeiro Reino não é deste mundo, tal como a verdadeira justiça. Assim, há duas dimensões da existência: o plano material, que podemos chamar de Plano Karnal – falho, cheio de paixões, onde nunca se sabe 100% dos fatos – e o plano espiritual, onde há uma onisciência que julga com onipotência.

A recomendação é fácil de compreender: não julgue para não ser julgado, se o Plano Karnal, esse eterno Plano Cruzado da justiça, julga pelas paixões igualmente Karnais. Para não nos dizimarmos numa guerra eterna, e a vingança ser a única força na sociedade, a recomendação é o perdão: justiça pura não significa perdão (lex talionis, retaliação, punição), mas o perdão, partindo do coração, e não da racionalização e matematização de tudo, pode nos permitir a paz, e que não sejamos julgados com a mesma força.

O perdão parte do pathos, do controle das paixões. Não significa que homens, os seres do julgamento, não julgarão: apenas que a sentença deve caminhar para o perdão, e não para a força bruta.

Em contraposição a tal visão tradicional, Karnal garante que as religiões “contraditoriamente” “inventam” o pecado e recomendam misericórdia, “e não o julgamento”. Misericórdia sem reconhecimento do pecado é que seria contraditória. Mas, para Karnal deslindar essa dinâmica nada arcana “faz parte de um jogo complexo”. O leitor que julgue (ops!) qual é mais profunda.

Karnal:

Nós gostamos de julgar. Se fosse apenas por causa da religião, em regimes ateus como a União Soviética ou a China de Mao-Tsé-Tung não teriam ocorrido julgamentos. Então eu diria que, apesar de a religião dar o vocabulário, o julgamento é humano, não é exatamente religioso.

Leandro Karnal julga bastante em um parágrafo, para quem parece julgar que julgamentos são negativos porque julgam. A conclusão que julga que “o julgamento é humano” merece o prêmio “humano do ano”, julgada por nossos julgadores.

Globo:

Normas, regras e leis não seriam necessárias para tornar a convivência entre as pessoas possível? Há um ponto de equilíbrio entre não julgar ninguém e julgar tudo?

O impulso de fazer muitas leis é uma tendência regular. (…) Para viver em grupo, como todos os filósofos destacam, nós precisamos criar regras mínimas de convívio. As regras mínimas estabelecem espaços onde eu posso ser ou não ser. (…) A nossa sociedade é tão indignada com a corrupção porque quase todos nós somos corruptos. A quebra da norma pelo outro mostra o espaço do meu desejo de quebrar também. Se não, não me incomodaria tanto.

É mesmo para se premiar a pergunta “precisamos de regras para viver em sociedade?”, com a profunda resposta de que “todos os filósofos destacam que precisamos criar regras mínimas de convívio”. Platão redivivo só poderia ficar de joelhos diante de Leandro, o Karnal!

Mas, para um “filósofo”, seria melhor ter um Sócrates diante de si a interpelar o aspira sobre o que é “corrupção”. Se Karnal é corrupto, ele que fale por si e vá para a cadeia. A definição de corrupção é factual e penal, e não deve ser usada sofisticamente como uma palavra mágica como analogia para tapear circunstantes ignorantes.

Corrupção são crimes arrolados no Código Penal, arts. 312 a 327, da Lei 8.429/92. Corrupção seria “pagar ou prometer algo não devido para conseguir a realização de ato de ofício”, segundo Edmundo Oliveira. Se não sou funcionário público e não posso realizar ato de ofício, como posso ser corrupto?

Sofistas, aqueles que usam palavras sem se preocuparem com alguma essência que seja âncora do pensamento, podem chamar de “corrupção” esbarrar sem dar licença ou trocar de faixa sem dar seta. É uma analogia entre duas coisas que só têm em comum não serem incentiváveis: as conseqüências são ridiculamente distintas, como comparar uma beterraba com uma furadeira. Mesmo não devolver troco a mais, furtar uma mexerica ou fazer um gato NET envolvem dinheiro e propriedade, mas são roubos, e não corrupção: não envolvem o poder público. Caixinha pra escapar de multa, ainda que bem menor do que um assalto a banco, sim, é corrupção.

A ânsia desesperada de Leandro Karnal para afirmar que quem está reclamando da corrupção do PT é também corrupto só funciona em suas analogias pueris. Púberes, naturalmente, caem como patinhos. Mas é apenas uma desculpa oca, um flatus vocis, um peido verbal para culpar os circunstantes pelo mau cheiro. Depois que uma geração de adolescentes e pós-adolescentes cujo único objetivo na vida é se tornarem corruptos passa a descurtir a página de Leandro Karnal por uma foto com Sérgio Moro, virá mais uma desculpa com vocabulário padronizado para O Globo.

Para coroar o bolo cerejosamente, é preciso mesmo ser um pervertido para dizer “A quebra da norma pelo outro mostra o espaço do meu desejo de quebrar também. Se não, não me incomodaria tanto” e viver numa sociedade de pervertidos para isso não ir parar nas páginas policiais. Quer dizer que nossa indignação com 64 mil homicídios por ano, com estupros, com pedófilos, com roubo de dinheiro de aposentados, é simplesmente porque nós queremos também, e nos indignamos porque outros fizeram o que queríamos? Além de logicamente contraditório, é apenas masturbação mental para auto-justificar vontades egoístas de apenas usar os outros como carcaças. Algo bem Karnal. O que nos leva à próxima:

Por que o erro, o pecado, é tão sedutor?

Nós temos uma sedução profunda pelo mal. De longe o demônio é o anjo mais interessante. Compare a biografia de Lúcifer com a do arcanjo Gabriel, que faz o anúncio a Maria. De longe o demônio, o erro e o desvio são muito mais sedutores para nós. Você vai lembrar para sempre de Odete Roitman, ou de Nazaré Tedesco, mas não vai lembrar a personagem boa, pura. Nós gostamos dos rebeldes. Nós gostamos de quem quebra a regra. A liderança numa sala quase sempre está naquele que infringe as regras, e não no nerd. O nerd exerce pouca liderança numa sala. Nós gostamos do pecador. E, aliás, Deus também no cristianismo parece ter uma predileção pelo pecador.

Será que devemos ser liderados por um aprendiz de Lúcifer, ou por um nerd? Observe bem essa imagem:



Espere, olhemos de novo:



E agora olhemos mais um pouco:



Estamos diante de um ser luciferiano liderando as hostes do Cramulhão Ele Próprio, um rebelde Hell’s Angels capaz de botar medo numa gangue de skinheads, ou de um cara que você identifica em uma praça pública apinhada como aquele que certamente tomava cuecão todo dia, escrevia poesias byronianas no Flogão porque não tinha coragem de colocar sua cara, e seu único subterfúgio para fugir de seu destino amargando uma virgindade involuntária aos 50 anos foi criando um discurso mavioso para adolescentinhas revoltadinhas que, se não encontram algo físico (ou melhor, Karnal) para suas angústias, ao menos encontram uma verborragia facinho de ser copiada para gritar com o papai no dia seguinte em que ele paga as suas contas? Antes de uma questão metafísica sobre a Queda do Paraíso, parece tão somente excesso de esforço pra dar uma bimbada.

(Antes que venham me encher: eu sei que o cara não é o Karnal, caceta, mas até você precisou verificar isso no Google pra ter certeza e sacar a metralhadora giratória da cagação de regra.)

Will Durant, em sua História da Filosofia, diagnostica que Nietzsche louvava o pecado, mas sua vida era basicamente uma castidade interminável. Era um santo, querendo ser um pecador. Ao menos Nietzsche sabia escrever bonito e brincar de filosofia com algum talento.

Mas tergiverso. Ora, por que será que a Bíblia tem mais interesse por pecadores do que por santos? Pelo mesmo motivo que Karnal tem mais interesse em provocar quem discorda de sua versão Nietzsche de banheiro do que em falar que adolescente é genial ao falar que Lúcifer é dominante na Bíblia: porque a Bíblia está preocupada com quem não entende sua mensagem (por exemplo: Leandro Karnal). Porque a Bíblia só faz sentido se for escrita para pecadores, e não para santos.

Quem quebra a regra é que precisa restaurar a ordem até tudo voltar a fazer sentido. Não é preciso ser um gênio da crítica literária a la Northrop Frye para saber disso: basta tomar uma bronca da mamãe por não ter colocado o lixo pra fora. Assim, vai se deslindando o que faltou para a inteligência de Leandro Karnal.

No livro, você lança um olhar positivo sobre Lúcifer, o anjo caído. Por que viveríamos “tempos luciferinos”, como você diz?

Essa visão positiva de Lúcifer aparece na literatura quando John Milton, em “Paraíso perdido”, põe na boca do demônio a seguinte frase: “é melhor reinar no inferno do que ser escravo no céu”. Essa é uma noção de empreendedor. Prefiro o meu pequeno negócio do que ser empregado numa grande instituição. O empreendedor clássico sempre se orgulha do ilícito. (…) O empreendedor, o grande líder é louvado porque é alguém que quebra as regras, inclusive as leis, aceitas pelo grupo. Lúcifer é o primeiro empreendedor de todos os tempos porque saiu da caixinha. Lúcifer é o sonho do RH, né? (risos). Sem a infração de Lúcifer, assim como a de Adão e Eva, não haveria História. O mundo seria perfeito, com anjos no paraíso. O que criou a História do mundo foi a rebeldia, as quebras do padrão e das estruturas. Todas as vanguardas, sem exceção, são assim.

Observemos tempos luciferinos:




Karnal confunde com extremo louvor o empreendedor, aquele que empreende uma tarefa para criar um novo mundo, com o bandido, aquele que empreende um roubo para obter mais rapidamente o que precisa, e dane-se quem saiu prejudicado. Se empreendedores roubam, naquele momento não são empreendedores.

Sua interpretação de que John Milton diz algo positivo sobre Lúcifer não precisa de mais do que 5 segundos de análise de uma das frases mais famosas da literatura inglesa: o diabo prefere viver fora da ordem (com seu Non Serviam) em um lugar em que não há salvação, esperança ou qualquer coisa de bom (diz-se que as bibliotecas do Inferno só têm Karnal, Cortella e Clóvis), mas dominar todos que estejam por ali, danados, do que fazer parte da ordem, subordinando-se ao Senhor da realidade. É como ser senhor do lixeiro. É como ser um Leandro Karnal. Perspectiva que, a essa altura, raros querem para si.


Massacration - Metal Bucetation legendado - YouTube

www.youtube.com/watch?v=b5QzJIU2uoE
18 de mai de 2009 - Vídeo enviado por BlogMassacration
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Como disse Gabriel Vince, “Lúcifer não foi o primeiro empreendedor de todos, ele foi o primeiro estagiário a fazer merda e ser demitido.” Empreendedor é quem cria algo novo para a ordem, não quem busca atalhos fáceis (o que explicaria muito melhor do que sua logorréia por que o pecado é tão sedutor). Empreender é criar algo difícil, quebrar regras, qualquer teenager com a maturidade de um chimpanzé quebra.

Não saber separar um de outro é o que mostra que Karnal só se dá bem por que toda a nossa sociedade, e a mídia é exemplo extremo, prefere os caminhos fáceis. Seus leitores, naturalmente, não terão muito mais inteligência do que a do estagiário que faz merda.

Se é para medir a capacidade de Leandro Karnal de entender, apreender e trabalhar (digamos, empreender) na realidade, só precisamos observar sua longa, arrastada, tergiversante e chatérrima última resposta:

O seu jantar com o juiz Sérgio Moro gerou grande repercussão nas redes. A polarização exacerba o julgamento?

Somos grandes vigilantes uns dos outros. Estamos num momento polarizado, não é um momento de cinza, mas de preto e branco. Tudo o que não for polar é criticado. Não equilibrado, como chamaríamos no século XIX, mas isentão. Não ser petralha ou coxinha é ser isentão. E o narcisismo hoje é definidor da nossa cultura. De tal forma que a frase que mais se multiplica é “ele me representa” ou “ele não me representa”. Algumas pessoas me disseram isso. “Eu não jantaria com o Moro”. Eu respondi: então, assim que ele te convidar, recuse. Não há problema nenhum nisso. Mas, enquanto for futuro do pretérito, é simplesmente desejo de polaridade invertida. Jesus comeu com Judas na última ceia. Não é o convívio que afeta o seu princípio. Essa necessidade de berrar para o mundo “eu vou te bloquear porque você jantou com quem eu não jantaria” é narcísica e infantil. A decepção advém da perda de controle sobre o outro. Ele não fez o que eu gostaria de fazer. É bom que aconteça isso. Não quero ser marionete da vontade alheia.

Ah, é? Então por que apagou a porra da foto?!



7 de abril de 2017
senso incomumj
flavio morgenstern