"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

PRIVATIZAR OS CORREIOS? QUE TAL EXPERIMENTAR O NOVO MODELO DO REINO UNIDO?


Resultado de imagem para hermes UK
A Hermes faz concorrência à estatal Royal Mail
LONDRES – Aqui no Reino Unido, o serviço de correios (Royal Mail) vai de mal a pior. A concorrência, que faz um trabalho interessante e competitivo com couriers (entregadores) independentes chama-se Hermes Parcelnet Ltd, um supermodelo que vem funcionando e agradando como agente privado na entrega de mais de 260 milhões de encomendas a cada ano.
No Reino Unido, a Hermes já opera uma rede de mais de 15.000 couriers (entregadores independentes) e mais de 4.500 parcel shops (agências). A taxa de aprovação do serviço de entrega-padrão da Hermes está em 95%, considerando 260 milhões de entregas/ano, é um numero impressionante.
A EMPRESA – Hermes em números: 1 escritório principal; 1 centro de contatos; 3 hubs (centros de logística); 26 depósitos; 500 depósitos secundários; mais de 15.000 entregadores independentes. Para atrair novos entregadores independentes, a empresa se apresenta com a seguinte mensagem:
““COURIERS AUTÔNOMOS HERMES.
Entregue pacotes em sua área local com a Hermes.
Ganhe um bom dinheiro, até RS 400,00 por dia trabalhando sua própria agenda (seu próprio calendário) desfrutando de um grande equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Horas flexíveis.
Todos os nossos couriers têm acesso ao nosso programa de vantagens oferecendo descontos em combustível, cobertura de danos e muito mais.”
PRIVATIZAR? – Esse negócio de ficar dando o que o Brasil tem, entregando para os amigos do Meirelles, os patrocinadores do Doria, o chupa-cabras do Lula, os gringos do Temer etc. é a maior roubada de todas.
Privatizar? Bem, se vai privatizar, que privatize num modelo em que a empresa se torne de muitos, de todos, que enquanto do Estado nunca foi, e enquanto de um ou outro nunca será o que esperamos que seja…

06 de abril de 2017
André Cardoso

ALEXANDRE DE MORAES COPNVENCE O SUPREMO A PROIBIR GREVE DE POLICIAIS


Resultado de imagem para alexandre de moraes no STF
Moraes criou um problema ou uma solução?
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (5), por 7 votos a 3, que todos os servidores que atuam diretamente na área de segurança pública não podem exercer o direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, por desempenharem atividade essencial à manutenção da ordem pública.
Pela tese aprovada, fica vetado o direito de greve de policiais civis, federais, rodoviários federais e integrantes do Corpo de Bombeiros, entre outras carreiras ligadas diretamente à segurança pública. Essas carreiras, no entanto, mantêm o direito de se associar a sindicatos.
A decisão, que teve repercussão geral reconhecida e serve para balizar julgamentos em todas as instâncias, foi tomada no julgamento de um recurso extraordinário do estado de Goiás, que questionou a legalidade de uma greve de policiais civis.
MORAES GANHA – No julgamento, prevaleceu o entendimento do ministro Alexandre de Moraes, para quem o interesse público na manutenção da segurança e da paz social deve estar acima do interesse de determinadas categorias de servidores públicos. Para Moraes, os policiais civis integram o braço armado do Estado, o que impede que façam greve.
O Estado não faz greve. O Estado em greve é um Estado anárquico, e a Constituição não permite isso.
A maior parte dos ministros considerou ainda ser impraticável, por questões de sua própria segurança e pela obrigação de fazer prisões em flagrante mesmo fora de seu horário de trabalho, que o policial civil deixe de carregar sua arma 24 horas por dia.
GREVISTAS ARMADOS – “Isso impediria a realização de manifestações por movimentos grevistas de policiais civis, uma vez que a Constituição veda reuniões de pessoas armadas. Greve de sujeitos armados não é greve”, afirmou Gilmar Mendes.
Também votaram a favor da proibição da greve a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, e os ministros Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Luiz Fux, que destacou o que considerou consequências nefastas de greves anteriores de policiais civis e militares, como o aumento do número de homicídios. “O direito não pode viver apartado da realidade”, afirmou.
A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestaram-se pela impossibilidade de greve de policiais civis, contra o Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sindipol-GO).
COM RESTRIÇÕES – O relator do caso, ministro Edson Fachin, votou para que fosse garantido o direito de greve dos policiais civis, embora com restrições.
No confronto entre o interesse público de restringir a paralisação de uma atividade essencial e o direito à manifestação e à liberdade de expressão, deve-se reconhecer o peso maior ao direito de greve.
Para conciliar o direito fundamental à greve e o direito fundamental à segurança pública, Fachin propôs como saída que paralisações de policiais civis fossem autorizadas previamente pelo Judiciário, estabelecendo-se um porcentual mínimo de servidores a serem mantidos em suas funções.
Acompanharam o relator os ministros Rosa Weber e Marco Aurélio Mello, para quem, com a decisão, o STF ” afasta-se da Constituição cidadã de 1988″.
### NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Uma questão altamente polêmica e controversa, em que não há parâmetro evidente, cada um vai para um lado. A meu ver, a posição do relator Fachin é mais sensata. Greves de serviços essenciais devem ser permitidas, desde que os serviços não sejam interrompidos. Simplesmente proibir é arriscado, as reações serão inevitáveis. Os policiais podem simplesmente comparecer aos quartéis e delegacias e cruzar os braços. Ou seja, a greve existirá, de uma forma ou outra. (C.N.)

06 de abril de 2017
Marcella Fernandes
MSN Notícias

MP DA SUIÇA JÁ BLOQUEOU MAIS DE R\$ 3 BILHÕES EM INVESTIGAÇÕES LIGADAS À LAVA JATO


Resultado de imagem para lava jato na suiça charges
Charge do Son Salvador (Charge Online)
O Ministério Público suíço informou que bloqueou 1 bilhão de francos suíços, que correspondem a mais de R$ 3 bilhões, de investigados da Operação Lava Jato em virtude de lavagem de dinheiro e corrupção. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (5) e menciona toda a atuação do Ministério Público da Suíça em 2016. As investigações contra a Petrobras estão em uma parte do relatório dedicada a “casos de interesse público”.
Conforme o levantamento, o Ministério Público Suíço apurou mais de mil contas bancárias. Dos valores bloqueados, segundo o Ministério Público suíço, R$ 623 milhões foram restituídos às autoridades brasileiras.
60 INVESTIGAÇÕES – Apenas no último ano foram abertas cerca de 20 novas investigações relacionadas às suspeitas levantadas pela Lava Jato. Ao todo, afirma o Ministério Público, são mais de 60 investigações.
Para o Ministério Público suíço a cooperação entre Suíça, Brasil e Estados Unidos garantiram sucesso na luta internacional contra a corrupção.
Desde 2014 a força-tarefa da Lava Jato investiga um esquema criminoso de corrupção e desvio de recursos da Petrobras, com envolvimento de empreiteiras, servidores públicos e agentes políticos que utilizavam operadores financeiros para enviar dinheiro de corrupção para o exterior.
ODEBRECHT NA MIRA – Este documento cita que o Ministério Público suíço deu uma especial atenção ao conglomerado Odebrecht e menciona a prisão de um funcionário da empresa em março de 2016. Este funcionário é Fernando Migliaccio, alvo da 23ª fase da Operação Lava Jato.
À época, foi divulgado que Migliaccio foi preso em Genebra enquanto tentava encerrar contas bancárias e esvaziar um cofre em uma instituição bancária daquele país.
De acordo com o Ministério Público Federal do Brasil, Migliaccio mudou-se para o exterior após as buscas e apreensões feitas na Odebrecht, em 19 de junho de 2015. Para os procuradores, a mudança de Migliaccio – custeada pela Odebrecht – foi uma manobra para dificultar as investigações.
CONDENAÇÃO – O Ministério Público suíço afirma que a Odebrecht foi condenada por crimes cometidos pela empresa na Suíça e recebeu multa de R$ 4,5 milhões.
O balanço aborda ainda as investigações que ocorreram e ocorrem no Brasil em relação à Odebrecht, mencionando as condenações por corrupção. Além disso, cita a decisão da empresa de cooperar com as investigações realizadas tanto no Brasil quanto na Suíça e nos Estados Unidos.

06 de abril de 2017
Deu no G1 PR

MODESTAS SECRETÁRIAS DE AGÊNCIAS DO GOVERNO GANHAVAM R$ 20 MIL NO GOVERNO DILMA


Resultado de imagem para luiz augusto de souza ferreira abdi
Ferreira, da ABDI, demitiu as secretárias
Presidente da ABDI (Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Luiz Augusto de Souza Ferreira, aproveitou um evento com plateia, em São Paulo, e criticou duramente o governo de Dilma Rousseff. Ele soltou o verbo durante um seminário sobre ética na relação entre o poder público e a iniciativa privada, realizado na Insper.
Ferreira disse a um público de aproximadamente cem pessoas que, ao assumir a agência, nove meses atrás, encontrou na folha de pagamento secretárias com salários de 20 mil reais.  Segundo ele, na ocasião, 60% do orçamento eram gastos com pessoal.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É mais um “legado” do então presidente Fernando Henrique Cardoso, que anunciou a criação das agências reguladoras como um grande marco do aprimoramento da administração pública no país, na busca da eficiência. Na verdade, o príncipe dos sociólogos estava apenas arranjando uma forma criativa de multiplicar empregos públicos sem concurso e com altíssimos salários, conforme se comprova nessa oportuna revelação de Luiz Augusto de Souza Ferreira, que preside a Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial, que também não presta serviço algum ao país e deveria ser imediatamente extinta, junto com todas as agências reguladoras, especialmente a que supostamente cuida de “águas”, na qual a Sra. Rosemary Noronha (amante de Lula e nomeada por ele para chefiar o recém-criado Gabinete da Presidência da República em São Paulo) instalou uma das quadrilhas do PT. Aliás, o Brasil é o único país onde um presidente da República cria um cargo público para sustentar a amante e a convida para acompanhá-lo em dezenas de viagens internacionais, e não acontece nada, absolutamente nada, os dois ainda estão soltos. (C.N.)

06 de abril de 2017
Gabriel Mascarenhas
Veja

NA RETAGUARDA DO ATRASO, A CÂMARA TENTA INVIABILIZAR A UBER NO BRASIL


Resultado de imagem para uber
Emenda indevida foi apresentada pelo líder do PT
Colaborando para provar que o Brasil está na vanguarda dos países atrasados,a Câmara dos Deputados aprovou um burríssimo e nocivo projeto de lei que inviabilizará o serviço de transporte em carro particular chamado por aplicativos em celular. O serviço é prestado por empresas como Uber, 99, Easy e Cabify.
Só a Uber, a pioneira desse mercado no Brasil, atende mensalmente mais de 13 milhões de pessoas em quase 50 cidades. O infeliz projeto será encaminhado ao Senado Federal, onde esperamos que seja maciçamente rejeitado. Nada muda até a apreciação pelos senadores e, em seguida, se não houver mudanças, sancionado pelo presidente Michel Temer, que pode vetar alguns pontos. Transporte em carro particular via aplicativos precisará de autorização dos municípios e placa vermelha para identificá-los, em medida que favorece taxistas
EMENDA INDEVIDA – O texto base, aprovado na Câmara, é o infeliz resultado de um consenso formado em reunião de líderes durante a tarde em Brasília, autorizava a atuação da Uber, 99, Easy e Cabify, entre outras, mas estabelecia que cabia ao poder municipal a regulamentação para essa modalidade de transporte urbano.
Uma emenda apresentada pelo deputado do PT de são Paulo, Carlos Zarattini, igualmente aprovada, alterou a classificação desse serviço, que, em vez de ser de uma atividade privada, se torna pública. Assim, mesmo nas localidades onde o serviço já havia sido autorizado por meio de legislações municipais ,como no Distrito Federal, São Paulo e Vitória, será necessária nova permissão das prefeituras, por concessão individual. As prefeituras poderão cobrar pelas licenças, como se fossem para táxis, com a diferença de que os motoristas particulares não possuem benefícios concedidos aos taxistas, como isenção de impostos.
“Essa exigência inviabiliza por completo o serviço de transporte em carros particulares por meio de aplicativos”, afirmou o deputado Daniel Coelho, do PSDB de Pernambuco, autor do substitutivo ao projeto de lei. “É um desastre completo. Os deputados colocaram o corporativismo de uma classe, a dos taxistas, à frente do interesse coletivo de toda uma população”.
TUDO PROIBIDO – A diferença será a seguinte: atualmente as empresas podem oferecer o serviço do transporte em carros particulares à população e cabe às prefeituras a regulamentação da atividade. Caso o projeto se transforme em lei, tudo será proibido e a população ficará privada dessa opção de transporte, até que os municípios fixem leis regulamentando a atividade., coisa que no Brasil, demora décadas,como aconteceu com o projeto sobre a terceirização, que ficou quase duas décadas mofando no Congresso Nacional.
“O projeto de lei propõe uma lei retrógrada que não regula a Uber no Brasil, mas tenta transformá-la em táxi, proibindo então esse modelo de mobilidade”, afirmou a Uber em nota oficial divulgada depois da votação na Câmara. “O projeto segue agora para o Senado, onde o debate sobre a tecnologia deve continuar, garantindo que seja ouvida a voz de milhões de pessoas no Brasil que desejam ter seu direito de escolha assegurado”.
A 99, que oferece as duas modalidades de transporte e hoje é a segunda maior empresa do segmento de mobilidade via aplicativos, também se manifestou: “A 99 acredita que o momento é de debate livre de ideias. Um aprofundamento das discussões, com a participação de todos, taxistas, motoristas de carros particulares, passageiros, poder público, empresas de aplicativo e a sociedade. Entendemos que é necessário termos as duas modalidades de serviço (táxi e carro particular) para atender melhor o passageiro. Somos a favor da liberdade de escolha, da igualdade de oportunidades e da livre iniciativa”.
DESCONFIANÇA – A Cabify , já está presente em diversas cidades na Espanha e México, e nas principais capitais da América Latina pretende investir US$ 200 milhões para ampliar a presença no Brasil, mas é claro que não fará isso, se o retrógrado projeto se tornar lei. Assim, o país fica mais pobre, perde a confiança de investidores estrangeiros e aumentará seu já imenso exército de desempregados.
Segundo o projeto aprovado na noite desta terça-feira, a regulamentação do serviço caberá aos municípios e ao Distrito Federal: as empresas do segmento deverão seguir diretrizes que atualmente já cumprem, como o pagamento de tributos municipais e a contratação de seguro de acidentes pessoais de passageiros e do DPVAT para o veículo.
Outra emenda aprovada, igualmente de autoria do deputado do PT, amplia as exigências para a prestação do serviço, como a instalação de placas vermelhas nos carros particulares, a exemplo das utilizadas pelos táxis.
EXIGÊNCIAS – As novas exigências aprovadas preveem que o motorista deve ter carteira de categoria B ou superior, contendo a informação de que exerce atividade remunerada e ser cadastrado na empresa que gerencia o aplicativo.
O projeto original, de autoria do deputado petista Zarattini, era mais restritivo ainda e previa que apenas taxistas cadastrados pudessem fazer o transporte de passageiros em carros, mas não teve apoio para ser levado à votação.
Enfim, é o Brasil sempre na retaguarda, graças aos “representantes do povo”, que só andam em luxuosos carros oficiais, pagos com o suado dinheiro do contribuinte, que esses deputados querem prejudicar ainda mais.

06 de abril de 2017
José Carlos Werneck

E O MARQUETEIRO DUDA MENDONÇA MENDONÇA TAMBÉM JÁ FECHOU ACORDO DE DELAÇÃO...


Resultado de imagem para duda mendonça
Duda fez acordo diretamente com a Polícia Federal
Depois do marqueteiro João Santana e sua mulher Mônica Moura, o publicitário Duda Mendonça também fechou acordo de delação premiada. Enquanto Santana negociou os termos com o Ministério Público Federal, Duda fechou o acordo com a Polícia Federal, conforme revelou a GloboNews e O Globo confirmou a informação.
O acordo com a PF teria sido assinado há dez dias. O caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal e será analisado pelo relator de processos vinculados à Lava-Jato, ministro Edson Fachin. O ministro já remeteu o caso para a Procuradoria Geral da República analisar.
Segundo a Globonews, as revelações feitas pelo marqueteiro foram anexadas à investigação que apura irregularidades em relação às gráficas que prestaram serviço à chapa Dilma-Temer durante a campanha eleitoral de 2014.
RÉU NO MENSALÃO – Em 2005, Duda Mendonça confessou à CPI dos Correios ter recebido R$ 10,5 milhões pela campanha à eleição de Lula via caixa 2. Ele foi réu no processo do mensalão, acusado de receber por serviços ao PT por meio de uma offshore nas Bahamas, mas foi absolvido. Para os ministros, não ficou demonstrado que ele tinha conhecimento da origem ilícita dos recursos.
A delação de Santana e da mulher dele foi homologada na terça-feira pelo Supremo. Eles denunciaram movimentação irregular de dinheiro em todas as campanhas eleitorais que participaram no Brasil e em outros países da América Latina, no período de 2006 até serem presos em fevereiro do ano passado.
Nas delações, os dois relataram ilegalidades nas campanhas dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, ambos do PT. As acusações seguem na mesma linha das já formuladas por ex-executivos da empreiteira Odebrecht, segundo disse ao Globo uma fonte vinculada ao caso.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A Lava Jato vai recomeçar, mais uma vez, com as delações da OAS, incriminando importantes membros do Judiciário, e dos marqueiteiros João Santana e Duda Mendonça, que envolvem as campanhas de Lula e Dilma-Temer. Finalmente, a Lava Jato vai passar a limpo os três Poderes, porque até agora o Judiciário estava se fingindo de inocente. (C.N.)

06 de abril de 2017
Jailton de Carvalho
O Globo

O HUMOR DO DUKE...

Charge O Tempo 05/04/2017
06 de janeiro de 2017

A FARSA DA LISTA FECHADA

De tempos em tempos a ameaça ressurge. Já foi apresentada três vezes no Congresso, não prosperou, mas de novo retorna feito lobisomem em noite de sua cheia. Fala-se da votação para deputado em lista fechada. O eleitor ficaria proibido de escolher o candidato de sua preferência, manifestando-se apenas pelo partido que melhor lhe agrade. Aos caciques, donos das legendas, caberia elaborar a lista de candidatos. É claro que se colocariam nos primeiros lugares. Nem precisariam fazer campanha.
Trata-se de uma velhacaria que só favorecerá os dirigentes partidários. Um breve contra a renovação, porque além de elaborar a lista fechada, os caciques também controlarão o Fundo Partidário e os recursos suplementares para as campanhas.
Nada mais lucrativo do que fundar um partido, ensina a malandragem. O fundador consegue uma permanente fonte de renda, tem a eleição garantida e afasta a incômoda tentativa de os mais novos ascenderem às funções de chefia.
E AGORA? – De tão gritante e canhestra, a lista fechada jamais se concretizou. Mais uma vez, os mesmos de sempre insistem na mudança, tudo indicando nova frustração. Quem sabe, agora, por meio de artifícios renovados, obterão sucesso?
De jeito nenhum a adoção desse casuísmo servirá para diminuir o numero de partidos. Pelo contrário, as siglas deverão multiplicar-se através de variados expedientes.
Em suma, nada de novo debaixo do sol. A menos que o eleitorado decida, por maioria, rejeitar mais essa tramoia. Que tal o cidadão comum recusar-se a declinar sua preferência partidária, anulando seu voto?

06 de abril de 2017
Carlos Chagas

PESQUISA MOSTRA QUE A CÂMARA REJEITARÁ REFORMA DA PREVIDÊNCIA (E RENAN JÁ SABIA...)


Resultado de imagem para renan charges
Charge de Tamas (arttamas.blogspot.com.br)
Levantamento feito pelo Estadão na Câmara dos Deputados mostra que o governo Michel Temer enfrenta um difícil desafio para aprovar a reforma da Previdência. Se a votação fosse nesta quarta-feira (dia 5), nem se fosse uma proposta com regras mais brandas para a aposentadoria e pensões a emenda seria aprovada.
A principal aposta do governo para colocar a economia brasileira nos trilhos de uma maneira sustentável seria rejeitada por 241 deputados, mesmo com a opção de suavizar o texto. São 36 votos a mais do que o número máximo de contras permitido para que o texto seja aprovado – são necessários 308 votos a favor, o equivalente a três quintos dos 513 deputados.
SÓ 13 APOIAM – Até esta quarta-feira, o jornal O Estado de S. Paulo ouviu 426 deputados, 83% da Câmara. Apenas 13 disseram que são favoráveis ao texto da forma como foi enviado pelo governo. E outros 97 parlamentares afirmaram estarem dispostos a aprovar a reforma da Previdência, desde que pontos-chave sejam alterados. Os 87 deputados restantes não foram encontrados.
“Coração” da proposta, a fixação da idade mínima de 65 anos para se aposentar no Brasil é rejeitada pelos deputados. Hoje, quem não consegue se aposentar por tempo de contribuição acaba se aposentando por idade, que exige idade mínima de 60 anos para mulheres e 65 para homens, além de contribuição ao INSS por 15 anos. Se a mudança proposta pelo governo for aprovada, será obrigatório alcançar 25 anos de contribuição, mesmo que isso signifique trabalhar além dos 65 anos de idade.
ALTERAÇÕES -Dos 96 deputados que se mostraram favoráveis à reforma, ainda que com ressalvas, 69 deputados disseram ser favoráveis a uma idade menor para as mulheres e 54 defenderam uma exigência menor para os homens.
Os deputados querem afrouxar também a exigência de 49 anos de contribuição para ter direito ao benefício integral acima do salário mínimo (76 deputados querem suavizar essa regra). Com 25 anos de contribuição e 65 anos de idade, o trabalhador terá direito a apenas 76% do benefício se o projeto do governo passar.
Para aprovar a reforma, 73 deputados querem uma regra de transição para homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45 anos, que só se aposentarão com 65 anos, caso o texto do governo for aprovado. A proposta cria uma regra de transição apenas para homens com 50 anos ou mais e mulheres com 45 ou mais. Para se aposentar, o governo propõe que essas pessoas paguem pedágio de 50% do tempo de contribuição restante.
OUTRAS MUDANÇAS – O jornal O Estado de S. Paulo priorizou esses pontos porque são considerados os mais importantes pela equipe econômica para não desconfigurar o texto enviado. Muitos deputados, porém, fazem questão de ressaltar que também querem outras mudanças. Eles querem abrandar as exigências para a concessão da aposentadoria rural e do benefício assistencial pago a idosos e deficientes da baixa renda.
Também não concordam com a proibição de se acumular aposentadoria e pensão, desde que respeitado o teto do INSS. O governo já sinalizou que está aberto a negociar esses pontos. A bancada do PSDB na Câmara, por exemplo, fechou questão e afirma que só aprovará a reforma se esses itens forem modificados juntamente com a regra de transição.
Até o fechamento deste texto, a reportagem não conseguiu contato com 88 deputados. Outros 52 não quiserem responder e 32 se declararam indecisos. Quatro disseram que vão se abster.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O governo está mais perdido do que deficiente visual em tiroteio (antigamente a gente falava “cego em tiroteio”, mas agora é incorreto). Antes de sair essa pesquisa do Estadão, Renan Calheiros já sabia que o governo seria derrotado. Um repórter lhe perguntou se a emenda passaria no Senado, e Renan respondeu: “E na Câmara, passa?”. Enquanto isso, o Planalto ainda sonhava com a aprovação… (C.N.)

06 de abril de 2017
Deu no Estadão

MOÇA REFUTA MAMÃEFALEI - FEMINISMO

DELAÇÃO DA OAS SERÁ A MAIS IMPORTANTE , PORQUE ENFIM VAI ENVOLVER O JUDICIÁRIO



Léo Pinheiro vai entregar os magistrados corruptos
Oito meses depois de as negociações terem sido interrompidas por ordem do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, procuradores da Operação Lava-Jato estão próximos de fechar acordo de delação premiada com o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e outros ex-executivos da empresa, segundo disse ao Globo uma fonte que acompanha o caso de perto. Depois das confissões dos ex-dirigentes da Odebrecht e do casal João Santana e Mônica Moura, as delações dos executivos da OAS podem complicar de vez a situação de um expressivo número de deputados, senadores e ministros, entre outros políticos suspeitos de receber propina de empresas.
As delações da OAS terão um diferencial em relação às colaborações da Odebrecht e de outras empreiteiras. Pinheiro e outros ex-dirigentes teriam se comprometido a delatar magistrados envolvidos em casos de corrupção, e não apenas políticos. Parte das acusações guardariam conexão com uma das frentes de investigação da Operação Calicute, que levou o ex-governador Sérgio Cabral e ex-auxiliares mais próximos à prisão. Depois da Odebrecht, as delações da OAS seriam as mais impactantes da Lava-Jato desde o início da operação na 13ª Vara Federal de Curitiba, há tês anos.
PAGAMENTOS ILEGAIS – Os acordos estão sendo negociados entre procuradores da Lava-Jato de Brasília e de Curitiba e advogados dos executivos. As negociações envolveriam Pinheiro e pelo menos 14 outros ex-dirigentes da OAS. Embora seja uma das maiores empreiteiras do país e uma as principais concorrentes da Odebrecht, a OAS tinha uma gestão mais centralizada. Os pagamentos ilegais a políticos ficariam a cargo de Pinheiro e de um restrito número de auxiliares. Na Odebrecht, 78 executivos foram arrastados para acordos de delação com o Ministério Público Federal.
As negociações entre procuradores e os ex-dirigentes da OAS foram interrompidas em agosto do ano passado por ordem de Janot. Irritado com a divulgação de informações que envolveriam o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral interrompeu por tempo indeterminado as tratativas com os executivos. Ele não queria que as insinuações contra Toffoli jogassem o STF contra a Lava-Jato. Após um longo silêncio, as partes voltaram a conversar e, mais recentemente, chegaram a um entendimento sobre as linhas gerais de uma explosiva colaboração.
MAIS DENÚNCIAS – Os executivos teriam se comprometido a reafirmar e detalhar as acusações apresentadas nos anexos das primeiras negociações. Também acrescentaram denúncias relativas a magistrados, que não apareciam nas tratativas inicias. Esse acréscimo de nomes e áreas teria sido decisivo no momento de as duas partes se entenderem.
Na primeira fase, antes das negociações terem sido suspensas, executivos da OAS fizeram acusações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contra dirigentes da campanha da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e contra os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e José Serra (PSDB-SP). Pinheiro teria dito que um apartamento triplex no edifício Solaris, no Guarujá, seria mesmo destinado a Lula. O caso é alvo de um processo oficiado pelo juiz Sérgio Moro, na 13ª Vara Federal de Curitiba. Pinheiro também teria esclarecido detalhes sobre as obras num sítio em Atibaia, frequentado pelo ex-presidente.
CAIXA 2 DO PT – Os executivos também descreveram pagamentos com dinheiro de caixa dois para cobrir despesas da agência Pepper em serviços prestados à campanha de Dilma. Um dos pedidos para custear os gastos teria sido feito pelo ex-ministro Edinho Silva.
Pinheiro teria relatado pagamento de propina para Oswaldo Borges da Costa Filho, suposto emissário de Aécio Neves. As propinas corresponderiam a 3% do valor das obras executadas pela OAS na construção da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. O executivo teria confessado pagamentos de propina a ex-auxiliares do também senador José Serra (PSDB-SP), no período em que ele foi governador de São Paulo. As propinas seriam relativas as obras do trecho sul do Rodoanel.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Conforme afirmou a ex-ministra Eliana Calmon, aposentada do Superior Tribunal de Justiça e ex-corregedora nacional de Justiça, “delação da Odebrecht sem pegar Judiciário não é delação”. E acrescentou: “É impossível levar a sério essa delação caso não mencione um magistrado sequer”, disse Eliana. Bem, com a delação da OAS, a Odebrecht terá de refazer os depoimentos para incluir os integrantes do JudiciárioComo sempre, Eliane Calmon estava corretíssima em sua denúncia. (C.N.)

06 de abril de 2017
Jailton de Carvalho
O Globo

JORNALISTA DA VEJA RIDICULARIZA COMPORTAMENTO DOS AUTORES DE PICUINHAS NA INTERNET


Resultado de imagem para FELIPE MOURA BRASIL
Felipe Moura Brasil aponta distorçoes na web
Uma das diferenças básicas entre o autor intelectualmente honesto e o desonesto é que o primeiro dá aspas – e se atém – ao argumento do segundo quando menciona seu nome para argumentar em contrário, mas o segundo não dá aspas ao argumento do primeiro, preferindo antes fazer uma caricatura do que ele argumentou – ou do que ele representa – para afetar superioridade e demonizá-lo com a autoridade intelectual que lhe falta.
Essa caricatura, com frequência, é disfarçada em aspas que se limitam a reproduzir uma ironia e/ou uma comparação de natureza ilustrativa decorrentes da argumentação omitida, para que, sem destrinchá-las nas nuances do contexto original, o autor intelectualmente desonesto possa expô-las como constatações absurdas, afetando contra elas o mesmo repúdio que deseja incutir na plateia incauta e/ou igualmente recalcada.
BRASIL E VENEZUELA – Se afirmo, por exemplo, que “o Brasil faz nas sombras o que a Venezuela faz à luz do dia“, o autor intelectualmente desonesto afeta o seu repúdio contra o suposto absurdo da comparação, mencionando apenas que me referi às nomeações do governo de Michel Temer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e alegando que a Constituição delega ao presidente da República a função de nomear ministros para tribunais superiores.
Com isso, desonestamente projeta sobre mim a imagem de alguém que ignora as delegações constitucionais mais básicas, como se estas não fossem premissas do texto original e de dezenas de artigos publicados em mais de três anos de blog; e ainda omite integral e parcialmente os dois pontos centrais que levaram à comparação, sendo o primeiro, evidentemente, o mais forte:
1) A disposição de ministros do STF de assumir as funções do Poder Legislativo: por exemplo (conforme link embutido na primeira frase do texto original), legalizando o aborto no Brasil;
2) A tentativa do governo de emplacar ministros no TSE comprometidos de antemão com manobras que adiem o julgamento e votos que impeçam a cassação da chapa do presidente, no processo em curso no tribunal.
NAS SOMBRAS… – O leitor honesto, que vai às fontes e abre os links, compreende perfeitamente que o STF não precisa anular o Poder Legislativo como fez o Supremo da Venezuela para assumir suas funções em determinadas decisões, daí que faça nas sombras (“de modo dissimulado”, como escrevi) o que lá se faz à lua do dia.
O leitor honesto igualmente distingue o poder constitucional da nomeação de membros do TSE pelo presidente e a imoralidade, para dizer o mínimo, de ele nomear ministros PARA salvar seu mandato – imoralidade que, na prática, o próprio presidente reconhece, segundo o noticiário de bastidor, tanto que antecipou a nomeação de Admar Gonzaga justamente para não parecer que teve com ela a referida intenção.
Num momento em que Nicolás Maduro tenta usar de modo escancarado o Supremo venezuelano para salvar seu mandato, o leitor honesto também compreende a comparação – não equiparação – com o governo Temer, que tenta dissimuladamente nos bastidores – “nas sombras” – usar o TSE para salvar o dele, ainda que isto não venha a configurar (ou a provar-se) uma ilegalidade.
DESONESTIDADE – O autor intelectualmente desonesto, porém, tenta levar sua plateia para longe das fontes, cravando uma falsa interpretação específica de qualquer título ou sacada geral que sintetizem de modo ilustrativo os fatos e argumentos por ele omitidos. É um modus operandi cada vez mais comum, aliás: incapaz de contestar fatos e argumentos, o sujeito concentra seus ataques nos arremates irônicos ou ilustrativos que genericamente os condensam.
(É quase como Donald Trump dizer, em síntese, que Barack Obama criou o Estado Islâmico; e a CNN fazer verificação de fato, a sério, para explicar que é “mentira”: ele não criou.)
Por isso, aviso aos meus leitores: nunca acreditem em palavras que meus supostos críticos colocam na minha boca, nem levem a sério reações ao que eu supostamente afirmei. Venham às fontes originais no meu blog e leiam o que de fato escrevi, além das referências e livros que embasam meus textos e os conceitos neles utilizados.
SÃO COMO AMEBAS – Aqui, cito nominalmente autores relevantes, aos quais costumo dar aspas em caso de argumento contrário, como se pode comprovar exaustivamente no caso de Luis Roberto Barroso.
Dos que não têm relevância alguma, mas que parecem desejá-la com ataques pueris – não raro atribuindo a si próprios o poder de decidir quem pode ou não ser de direita, quem pode ou não ser analista político –, descrevo apenas o comportamento geral como um cientista descreve o de amebas no laboratório, sempre consciente de que é mais fácil leitores honestos aprenderem a reconhecer esses autores e suas picuinhas do que eles, ao reconhecerem a si próprios na descrição, aproveitarem a chance para se tornar pessoas melhores.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Enviado pelo advogado João Amaury Belém, o artigo do jornalista Felipe Moura Brasil cai como uma luva aqui na Tribuna da Internet, onde há comentaristas que se aproveitam da liberdade de expressão para encher o saco dos outros. Antigamente, dizia-se que essas pessoas não tomam Simancol, ou seja, não se mancam que não estão agradando, muito pelo contrário. Se insistirem, teremos de bloquear todos os comentários, para submetê-los a prévia moderação, em nome da sanidade mental do blog(C.N.)

06 de abril de 2017
Felipe Moura Brasil
Veja