"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

ANDRÉ RIEU - TOP

André Rieu - Ballade pour Adeline

ZORBAS DANCE'S

André Rieu - Zorba's Dance (Sirtaki) - YouTube

www.youtube.com/watch?v=qR1-3gYXsfE

02 de setembro de 2015

m.americo

O SEMPRE SAUDOSO PAULO FRANCIS...

02 DE SETEMBRO DE 2015

E VEJAM BEM: ELE NÃO TINHA BOLINHA DE CRISTAL!

CLIQUE PARA AUMENTAR

02 DE SETEMBRO DE 2015

PEDÁGIO PARA A OLIGARQUIA? NUNCA MAIS!

No site de um partido gêmeo do PT, que finge oposição mas ajudou a construir o curral socialista em que os brasileiros estão confinados, encontra-se uma pesquisa com a pergunta:“Como seria seu protesto na próxima manifestação?” As opções disponíveis são edulcorantes. Nem de longe aparecem as faixas dos intervencionistas confiantes exigindo a intervenção constitucional das FFAA para agir de uma vez, mais uma vez, para botar ordem na casa.

Nenhuma opção refere a recusa ao sistema revolucionário socialista. Nenhuma refere a violência, o mêdo resultante das políticas socializantes, que divide famílias, impede o curso livre das idéias, turva a mente, prjudica a liberdade produtiva e o exercício do livre comércio, privilegiando o banditismo. Trabalhamos e antes de prover o bem estar da nossa família somos obrigados a pagar o pedágio da vida para os donos do Estado gigantesco, nosso "patrão".

Todas as opções da pesquisa do PSDB são orientadas para a manutenção do modelo político, que privilegia o fim do sentimento pátrio, o nacionalismo que atrapalha as negociatas do poder daqueles que, agindo como "famiglias" mafiosas, são responsáveis pelos péssimos resultados que impedem os municípios e estados de decidir o que fazer com a riqueza que criam. Impedem as pessoas de produzir e progredir, economizar para investir, educar-se apropriadamente para consolidar a riqueza da nação e evoluir. Estamos acorrentados à vontade do centralismo ditatorial da perdulária Brasília vermelha.

Nos idos de 60 do século passado, o pervertido defensor das drogas Aldous Huxley celebrava que: "Só um movimento popular em grande escala, tendo em vista a descentralização, poderá travar a atual tendência para o estatismo. E não existe no presente momento nenhum sinal que permita pensar que tal movimento venha a ter lugar." O estatismo ditatorial amparado por tais partidos cresceu como um dragão, cuspindo fogo pra todo lado.

O comércio das drogas, que financia campanhas políticas, Ongs orientadas desde o exterior, movimentos sociais de minorias dolumpem proletariado marxista e inocentes úteis manipulados, são defendidas pelos próceres destes partidos melancia e pelos outros explicitamente alinhados ao morticínio que marca o caminho do comunismo internacional, mais vivo que nunca.

Os poucos controladores de todo o sistema financeiro internacional, criadores de guerras e crises, utilizam os recursos das nações para concentrar mais poder e ameaçam com uma tal de "nova ordem mundial", governo único, moeda única, totalitarismo comunista (ou fascista). Controlam os meios de informação para formar a opinião desinformando aqueles que não tem acesso ao estudo e a leitura, aqueles cujas idéias ficam embotadas e são obrigados a pensar apenas em como se safar das armadilhas que aprisionam, consomem as forças, matam.

Mas o feitiço de alguma maneira acaba virando contra o feiticeiro. A tecnologia moderna de comunicação em tempo real que a web proporciona, cuja eficácia comprovada eles tentam restringir, parece avolumar a massa crítica contra esta forma de estado. Aqui mesmo no Brasil, surge um movimento local em algumas cidades onde as pessoas conseguem obrigar seus representantes nas câmaras municipais a reduzir salários e prestar contas dos parcos recursos, para que sejam investidos em benefício local.

Das câmaras municipais, podemos pensar em pressionar e obrigar as Assembléias Estaduais. Tais movimentos semeiam a consciência de uma cidadania até agora calada, pacífica, ordeira, que já não aguenta mais a corda no pescoço. Assim estão pequenos empresários, funcionários públicos, empregados da produção agrícola, dos serviços, alguns (poucos) professores, alguns (poucos) estudantes, algumas (poucas) associações e sindicatos, alguns (poucos) profissionais liberais, que buscam um norte, alguma proposta transparente.

Há uma luz no fim do túnel. O Movimento Federalista propõe com todas as letras um caminho em que todo o sistema seja invertido e as decisões comecem a ser tomadas em casa, na rua, no bairro, na cidade, no município, alí onde a vida produtiva acontece. Independentes das ordens e leis que emanam do poder centralizado, cada unidade federativa cria as leis adequadas à sua realidade, tomando decisões locais. O poder descentralizado impede os movimentos do modelo oligárquico dominante.

Os federalistas estão convidando os cidadãos conscientes, aqueles que conseguem manter o espírito crítico e a consciência pátria, para aderir a movimento, contribuir com novas idéias, traçar os rumos do Brasil para os próximos anos, reduzir a máquina de triturar mentes que se posicionou no planalto central e contaminou todos os estados e instituições, promovendo o crime organizado pelos vermelhos.

Os federalistas não têm bancos, nem dependem de banqueiros ou de mega empresas. Precisam sim da contribuição financeira de seus seguidores, dos pequenos produtores rurais, dos pequenos empresários, dos pequenos comerciantes, todos os que diariamente enchem as mãos de calos para manter as atividades significativas para a sobrevivência das pessoas que criam a riqueza da nação. Precisamos unir-nos para deixar de carregar como burros de carga este Estado monstruoso que engorda os parasitas corruptos.

São as ideias e ideais de liberdade que nos podem desvencilhar da matrix globalista, inaugurando a consciência e a escola de responsabilidade para com a nação e para com as pessoas, iguais em sua semelhança espiritual. Iguais nos desejos do coração que mais que a mente dos materialistas, promove o encontro fraterno. O site dos federalistas já iniciou o movimento e espera que você contribua. Acesse: http://www.movimentofederalista.org.br

02 de setembro de 2015
alex montenegro

BARRADOS POR CUNHA

SINDICALISTAS DA CUT SÃO IMPEDIDOS DE ENTRAR NA CÂMARA
SINDICALISTA QUESTIONA O FATO DA FORÇA SINDICAL PODER ENTRAR


O SEGURANÇA QUE IMPEDIA O GRUPO DE ENTRAR AFIRMAVA QUE NÃO ERA PERMITIDO FAZER MANIFESTAÇÃO FOTO: TWITTER CUT NACIONAL


Sindicalistas ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) foram impedidos nesta quarta-feira, 2, de entrar na Câmara dos Deputados, onde participariam de uma atividade sindical. Eles atribuíram a proibição ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

De acordo com a secretária de relações do trabalho da CUT, Graça Costa, o lançamento da agenda legislativa estava marcado para as 14h no Salão Nobre. "Estava tudo confirmado, coquetel organizado. O presidente da Casa não deixou a gente fazer o nosso lançamento. Alegou que a Casa está cheia", afirmou.

A sindicalista questionou o fato de integrantes da Força Sindical, entidade ligada ao Solidariedade, partido aliado de Cunha, poderem entrar na Câmara sem problemas, assim como manifestantes que ocupam o Salão Verde e as galerias com placas a favor da derrubada do veto presidencial que desautoriza o reajuste de 56% aos servidores do Judiciário. "Temos feito críticas ao tratamento que ele tem dado aos trabalhadores", disse Graça, que comandava um grupo de cerca de 100 pessoas.

O segurança que impedia o grupo de entrar afirmava que não era permitido fazer manifestação dentro da Câmara. A sindicalista reagiu afirmando que eles não estavam no local para fazer qualquer manifestação. Segundo Graça, o evento seria transferido para o Senado.(AE)


02 de setembro de 2015
diario do poder

"A PRESIDENTE NÃO GOVERNA MAIS", AFIRMA FUNDADOR DO PT

BICUDO DIZ QUE PEDIDO DE IMPEACHMENT EFETIVA MANIFESTAÇÕES DE RUA

"QUEM ESTÁ GOVERNANDO SÃO OS ACÓLITOS QUE ESTÃO DO LADO DELA", DISPAROU BICUDO (FOTOS: IVAN SEKRETAREV E PAULO GIANDALIA)


Autor de um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff o jurista Helio Bicudo, 93 anos, fundador do PT, disse ao Estadão que o objetivo da iniciativa é dar efetividade às manifestações de rua que pedem a destituição da presidente. Segundo Bicudo, Dilma já não está mais governando.

"A presidente já não governa mais. Quem está governando são os acólitos (ajudantes, acompanhantes) que estão do lado dela", disse Bicudo.

O jurista, no entanto, poupa o vice-presidente, Michel Temer (PSDB).

"O vice-presidente não tem tido uma atuação política que justifique seu afastamento", argumentou.

Segundo ele, a ideia de fazer o pedido de impeachment surgiu depois de conversas com representantes de movimentos que chamaram as manifestações de rua contra a presidente.

"A ideia foi evoluindo a partir das manifestações de rua onde se pede o afastamento da presidente. Para que as manifestações tivessem fundo só seria possível com um pedido formal de afastamento", afirmou o jurista.

Bicudo deixou o PT em 2005 ao lado de deputados que viriam a fundar o PSOL e do ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio (1930-2014) no auge do escândalo do mensalão. Desde então se transformou em uma voz crítica à legenda que ajudou a fundar. Em 2010, quando Dilma foi eleita, ele anunciou publicamente apoio à candidatura do tucano José Serra à Presidência. Segundo Bicudo, o motivo da saída do PT é o afastamento do partido de seus objetivos originais.

"O PT foi criado para ser uma ferramente absolutamente democrática mas hoje o partido está dominado pelo caciquismo", disse ele.

Bicudo negou ter sido procurado por políticos antes ou depois do pedido de impeachment e disse achar naturais as divergências de seus filhos que, em entrevistas à Folha de S. Paulo, discordaram da iniciativa do pai.

"Meus filhos foram criados em um sistema democrático. Não quero atrelá-los àquilo que eu penso", afirmou. Segundo ele, Dilma agiu com dolo (intenção) na questão das chamadas pedaladas fiscais e isso fundamenta juridicamente o pedido.

"Dilma não tem apenas culpa no que aconteceu. Ela atuou diretamente para que aquilo acontecesse. Na campanha pela reeleição ela disse que faria isso e aquilo e fez exatamente o contrário", disse Bicudo.

Questionado sobre a permanência do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado pelo Procuradoria Geral da República de participação no esquema de desvios da Petrobrás, na presidência da Câmara, Bicudo se esquivou.

"Isso é um problema interno da Câmara. Ele foi eleito pela maioria dos deputados. Não quero me imiscuir nos problemas deles", disse o jurista. (AE)



02 de setembro de 2015
diário do poder

GILMAR MENDES PROSSEGUE COM A INVESTIGAÇÃO DAS CONTAS DE CAMPANHA DA PRESIDENTE

MINISTRO GILMAR MENDES E A INVESTIGAÇÃO DAS CONTAS DE CAMPANHA DA PRESIDENTE

Ministro Gilmar Mendes pede nova investigação das contas de campanha da presidente Dilma Rousseff

ATÉ TOFFOLI APOIA MENDES NA INVESTIGAÇÃO DA CAMPANHA DE DILMA



Toffoli diz que a ação de Gilmar tem respaldo do TSE
Ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) defenderam nesta terça-feira (1) a importância de uma Justiça Eleitoral atuante em resposta ao parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que criticou a “inconveniência” da Justiça e do Ministério Público Eleitoral se tornarem “protagonistas exagerados do espetáculo da democracia”.
A declaração consta em parecer no qual Janot arquivou pedido de Gilmar Mendes, vice-presidente do TSE e integrante do Supremo Tribunal Federal, para investigar uma empresa fornecedora da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Mendes, o presidente do TSE, Dias Toffoli e o ministro João Otavio de Noronha saíram em defesa do poder de investigação da Justiça e da apuração de indícios de irregularidade da empresa que prestou serviço para a campanha petista.
NOVO PEDIDO
Mendes anunciou que vai enviar um novo pedido reiterando que Janot investigue a empresa a VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda que recebeu R$ 22,9 milhões da campanha petista por publicidade e materiais impressos.
Segundo ele, há indícios de que a gráfica seria uma empresa de fachada e sem estrutura para oferecer os serviços contratados. A VTPB nega irregularidades. Mendes afirmou que Janot pode ter entendido errado sua demanda, sendo que seu objetivo não é reabrir a prestação de contas da campanha de Dilma, que já foram aprovadas com ressalvas no ano passado.
“ADVOGADO DE DILMA”
Gilmar que chegou a recomendar que Janot deveria procurar não atuar como advogado de Dilma, voltou a alfinetar o procurador.
“O que se espera do PGR, portanto – parece que vossa excelência entendeu de forma bastante estrita o encaminhamento–, é que proceda as devidas investigações dos possíveis ilícitos penais que saltam aos olhos da Nação”, disse o ministro.
“Enfim, essa corte superior de Justiça Eleitoral bem cumprirá suas funções nesse âmbito especializado. Nem precisa receber lições nem do procurador-geral da República e nem de quem quer que seja. Todavia, no que concerne aos crimes que surgem das acusações empreendidas, o país depende da diligência da PGR para que investigações e acusações sejam levadas a sério”, completou.
AVESTRUZES
Para Mendes, a justiça deve ter uma forma minimalista, mas isso não significa que as autoridades devem “enfiar a cabeça na terra como se fossem avestruzes”. Ele disse ainda que “não é tão jejuno em matéria eleitoral” para reabrir as contas de Dilma, sendo que o procurador-geral argumentou que não há mais prazos para recursos questionando o balanço.
Corregedor-Geral Eleitoral, o ministro João Otavio de Noronha que é preciso ter tratamento equânime na justiça, agindo para pequenos e para os maiores candidatos. Segundo ele, sempre quando há questões envolvendo candidatos de peso é tido como terceiro turno.
“Não estou aqui para polemizar com o procurador. Estou aqui para defender a legitimidade de atuação jurisdicional de toda a Justiça Eleitoral. Não podemos nos intimidar. Não podemos sucumbir as propagadas alegações de uma atuação exagerada porque exagerada é aquilo que transborda o limite da lei e não a atuação da justiça”, afirmou.
TOFFOLI RESPALDA
Num tom mais discreto, Dias Toffoli disse que a ação de Gilmar pedindo investigações não é individual e tem respaldo da Corte porque as contas foram aprovadas com ressalva, permitindo diligências em outros órgãos.
Janot afirma que sua decisão de não apurar a empresa foi técnica. No parecer, o procurador-geral da República afirmou que solicitou informações à gráfica, que enviou notas fiscais de serviços e modelos de santinhos e impressos. O procurador argumentou que os fatos “não apresentam consistência suficiente para autorizar, com justa causa, a adoção das sempre gravosas providências investigativas criminais”.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Aleluia, irmão! Dias Toffoli abandona a irmandade pecadora e se junta àqueles que lutam pelos interesses nacionais e anseiam por Justiça. Oremos, todos, nem tudo está perdido. Os dias que restam ao governo do PT estão contados. E la nave va, sempre fellinianamente. (C.N.)

02 de setembro de 2015

RENAN E CUNHA DIZEM QUE DÉFICIT É PROBLEMA DO GOVERNO



“Vai segurar?”, pergunta Renan. 

















O Congresso Nacional rejeitou nesta terça-feira (1/9) a proposta de compartilhar responsabilidades com o Palácio do Planalto pelo rombo de R$ 30,5 bilhões no Orçamento de 2016. O Legislativo também se esquivou de sugerir a criação de novos impostos para cobrir o déficit orçamentário e de apontar quais programas devem ser cortados para equilibrar as contas públicas
A presidente Dilma Rousseff se reuniu ontem com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que deixaram claro não ser uma atribuição do Legislativo apontar as saídas para o Orçamento.
“Não é papel do Congresso apresentar soluções para superação do déficit fiscal. Não é papel do Congresso zerar déficit nem resolver questão de custos”, afirmou Renan, depois de se reunir com Dilma.
CUNHA CONCORDA
O presidente da Câmara, que esteve no Palácio do Planalto pela primeira vez desde que rompeu com o governo, em julho, também foi na mesma direção. Segundo ele, não é obrigação do Congresso resolver problema de déficit no Orçamento.
“Cabe ao Executivo dizer quais são suas limitações e capacidades”, afirmou Cunha. O encontro com o presidente da Câmara não teve clima beligerante e no Planalto o entendimento é de que ele se mostrou “colaborativo”. Ele sinalizou, inclusive, que não endossará a derrubada dos vetos que impõem novos gastos para o governo, com a volta das pautas-bomba.

02 de setembro de 2015

VALE TUDO PARA DILMA ROUSSEFF PERMANECER NO PODER



As recentes alianças que a presidente Dilma Rousseff vem firmando reviram o estômago de qualquer cidadão que tenha o mínimo senso de dignidade, alguma noção de moral e um pouco de coerência.
O que vem ocorrendo é de escandalizar até mesmo um gigolô de beira de cais. Como se pode fazer alianças com pessoas a quem, em passado não muito distante, a então candidata Dilma tinha total desprezo.
Creio que nem Carlos Lacerda e os ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart, quando, esquecendo todo um passado de lutas, mas na ânsia desenfreada de chegarem ao poder, bolaram a “Frente Ampla”, sonharam com total insensatez.
Nessa lamentável aliança, Carlos Lacerda deu, em sua carreira política, o tiro que os capangas de Getúlio Vargas, não lhe acertaram, no atentado da Rua Tonelero, em 1954. Realmente, agora entendo que o major Vaz, amigo e fiel seguidor de Carlos Lacerda, morreu em vão, para virar nome de túnel no Rio de Janeiro.
LACERDA INCOERENTE
No desespero de chegar à presidência da República, pois dos três era o único que não se encontrava cassado, Lacerda esqueceu-se de tudo. Mandou, seu passado glorioso, sua vida de lutas e tudo o mais que caracterizava sua brilhante trajetória política às favas.
Creio mesmo que tenha olvidado sua inegável inteligência, em nome da ambição despudorada e desmedida. O único político coerente no episódIo foi Leonel Brizola,que convidado por amigos comuns para encontrar-se com Lacerda e participar do movimento foi direto em sua resposta:
“Não tenho assuntos a tratar com este senhor!”
Os lacerdistas deixaram de seguir seu lider e aqueles que sempre foram seus adversários continuaram inarredáveis em suas posições. A única exceção foi o ex-presidente Juscelino Kubitschek, que manteve relações de amizade com Lacerda até o final de sua vida.
Ambos tinham negócios imobiliários na então promissora Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e faziam consultas mútuas sobre terrenos no bairro.
LUTA PELO PODER
Atualmente a luta pelo poder visa única e exclusivamente apoderar-se das gordas verbas públicas, dos impostos extorquidos da população, que nada recebe em troca.
Hoje assistimos perplexos a uma série de alianças espúrias,conchavos imorais, cumprimentos efusivos e jantares de confraternização unindo aqueles que há  pouco tempo atrás se digladiavam no cenário político brasileiro.Tudo isto feito para alcançar o poder e dispor do erário público da forma mais indigna e imoral que for possível. O que interessa é ter a chave do cofre, é usufruir das verbas públicas, em proveito pessoal e dos seus protegidos. Uma indignidade total Uma vergonha nacional!
NO LIXO DA HISTÓRIA
A hipocrisia tomou conta da política. A dignidade foi para a lata do lixo da História e a honra para o esgoto. O importante é se dar bem. Não se pensa no Brasil nem nos brasileiros. Essas tristes figuras, esses pobres diabos, agora ricos diabos, só pensam e querem tirar proveito de tudo. Dane-se o Brasil. Morram os pobres, os humildes, os que acordam cedo e trabalham honestamente. Está tudo dominado pela esperteza e pela corrupção. O importante é se dar bem! O povo que se vire. Eles exclamam: “nós somos superiores, os honestos que se danem!”
É neste caos que estamos vivendo,sem enxergar uma saída para toda essa podridão. Que Deus nos ajude e proteja o Brasil!

02 de setembro de 2015
José Carlos Werneck

RELATÓRIO DA PF MOSTRA A GRANDE INFLUÊNCIA DE DIRCEU NO GOVERNO


A Polícia Federal afirmou em relatório de investigação que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (Governo Lula) ‘capitaneava quadrilha’. Segundo o documento subscrito pelo delegado Márcio Adriano Anselmo, da força-tarefa da Operação Lava Jato, Dirceu não perdeu influência mesmo depois de perder a cadeira de ministro mais poderoso do Governo Lula, em 2005, no auge do escândalo do Mensalão.
“Observa-se portanto que o fato de ter deixado o posto de ministro da Casa Civil e a cassação do mandato de deputado federal não serviram para retirar do investigado José Dirceu todo o poder político que o mesmo angariou no primeiro mandato do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, sendo o homem forte do primeiro mandato”, assinala a PF no relatório em que indicia o ex-ministro, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e mais 12 investigados por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsidade ideológica.
DINHEIRO JORRA
A PF invoca a ministra Carmem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) em seu voto no julgamento da célebre Ação Penal 470 (Mensalão). “O dinheiro é para o crime o que o sangue é para a veia. Se não circular com volume e sem obstáculo, não temos esquemas como esse”, disse a ministra, na ocasião.
“E aqui no presente caso o que se observa é que o dinheiro jorra abundante, seja pelas artérias da Petrobrás, seja por meio de pequenos vasos sanguíneos irrigando toda sorte de “pequenos” corruptos”, afirmou o delegado Márcio Adriano Anselmo, da força-tarefa da Lava Jato.
“CONSULTORIA”
O ponto central da investigação que culminou com o enquadramento penal de Dirceu é sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria, que movimentou R$ 34 milhões entre 2009 e 2014. A PF suspeita que o maior volume desses recursos tenha tido origem em pagamentos de empreiteiras para as quais Dirceu abriu as portas, inclusive, na Petrobrás.
A PF ressalta que ‘sequer o fato de responder à ação penal do Mensalão, na condição de réu junto ao Supremo (Tribunal Federal), lhe retirou os clientes das vultosas consultorias vazias. É possível identificar, até aqui, o recebimento, por José Dirceu e outros membros da quadrilha por ele capitaneada.”
Em um trecho do relatório de indiciamento, a PF destaca a ligação do ex-ministro com empresário Fernando Moura, emblemático lobista ligado ao PT. Também cita o delator Milton Pascowitch, pivô da Operação Pixuleco, que levou Dirceu para a prisão no dia 3 de agosto – Pascowitch denunciou o esquema de propinas supostamente liderado por Dirceu.
RELACIONAMENTOS
As condutas de Dirceu identificadas até o momento pela PF, em resumo, foram reunidas em dois tópicos:
“I – relacionamento com os executivos das empresas Hope e Personal, que atuam na terceirização de serviços no âmbito da Petrobrás e que, por terem sido “apresentadas” à empresa por Fernando Moura e seu irmão Olavo Moura, “apadrinhadas” por José Dirceu, o grupo passou a “titularizar” uma parcela do faturamento dessas empresas, cujo pagamento era instrumentalizado por Milton Pascowitch.
II – relacionamento com empreiteiras que atuam no âmbito da Petrobrás, notadamente Engevix, OAS, UTC, Odebrecht, Galvão Engenharia e Camargo Corrêa, que teriam carregado vantagens ilícitas, dissimuladas como “serviços de consultoria” para José Dirceu, seja diretamente ou ainda por meio da Jamp Engenharia.”

02 de setembro de 2015
Ricardo Brandt, Julia Affonso, Andreza Matais e Fausto Macedo
Estadão

FICHA LIMPA E LAVA JATO


Pergunta-me um leitor: como é possível que em plena vigência da Lei da Ficha Limpa tantos congressistas estejam envolvidos em ruinosos e ruidosos esquemas de corrupção? A pergunta faz muito sentido e admite pelo menos três explicações corretas.
Primeira. A lei exige, como condição para inelegibilidade, a existência de sentença condenatória, em decisão proferida por órgão colegiado (Tribunal de Justiça, Tribunal Regional Federal ou mesmo Tribunal do Júri). Ora, podem decorrer vários anos entre a prática de determinado crime e a correspondente condenação por órgão colegiado. Um candidato inidôneo, com bom advogado, disputará e exercerá vários mandatos antes de ser enquadrado na condição de inelegibilidade imposta pela lei.
Segunda. Em fevereiro de 2012, quando o Congresso Nacional aprovou essa lei de iniciativa popular, escrevi um artigo com o título “Fichas limpas num modelo ficha suja”. É dele o texto transcrito abaixo:
E eu temo que a Lei da Ficha Limpa produza como resultado apenas uma renovação dos quadros corruptos do país. Estaremos trocando corruptos de ficha encardida por corruptos com ficha novinha em folha. Quando digo isso, as pessoas me olham com incredulidade. Estão convencidas de que é a maldade humana que corrompe nossas “primorosas” instituições. A modelagem institucional do país não entra no foco de suas análises. O cidadão brasileiro, via de regra, pensa em nomes, em pessoas, em indivíduos. Quando avança um pouco mais pensa em ideias, princípios, valores. Mas raramente se detém a examinar nossas instituições. Por esse motivo, estamos sempre tentando consertar as consequências e desatentos às causas dos problemas. É como se proclamássemos: “Abaixo as consequências! Longa vida às causas!”
Terceira. Muitos dos congressistas envolvidos na operação Lava Jato eram participantes do mensalão. Durante aquele julgamento não houve colaboração premiada e as condenações atingiram apenas os líderes dos partidos integrantes do esquema, os quais mantiveram sigilo sobre os pagamentos feitos aos seus liderados. Como consequência desse sigilo, da lei da camorra, dezenas de parlamentares, cuja fidelidade ao governo era comprada a peso de ouro, puderam disputar a eleição de 2014 ostentando como tecnicamente limpa uma ficha efetivamente repulsiva.

02 de setembro de 2015
Percival Puggina