"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 12 de março de 2014

RUÍDOS NO CONGRESSO


BRASÍLIA - A sova política que Dilma Rousseff está aplicando no PMDB revela uma fragilidade extrema não só do partido que apanha, mas de todo o Congresso Nacional.

A República, como se sabe, equilibra-se entre Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Quando um partido com apenas 75 deputados entra em disputa com o governo, não há razão para o Congresso inteiro ficar catatônico e só se mobilizar para criar comissões de investigação sobre a Petrobras.

O sistema republicano brasileiro sempre concedeu um poder hipertrofiado ao Executivo em detrimento do Legislativo. A fragmentação partidária vista na última década agravou essa anomalia. Na última eleição, 22 siglas elegeram representantes para o Congresso. Dessas, 13 têm bancadas com mais de dez deputados.

Quase nada anda nesse ambiente infestado de microgrupos. O debate empobrece. Qualquer ruído produz uma paralisação. Trata-se de algo conveniente para o Executivo. Sobretudo em um ano eleitoral como o atual. A presidente ganha mais tempo para fazer campanha. Não precisa gastar energia vetando leis ou negociando projetos.

Dizer que o PMDB é fisiológico é só metade da história. Dentro do Congresso, a imensa maioria busca cargos e verbas públicas. Os peemedebistas talvez sejam ape- nas mais explícitos ao dizerem em público o que quase todos falam e fazem em privado.

Só um cataclismo forçará uma ruptura na joint venture eleitoral entre PT e PMDB. Depois da fase de choro e ranger de dentes, os políticos das duas siglas vão se entender. No final, a presidente ainda vai faturar lustrando sua imagem: a única ocupante do Planalto que dobrou o PMDB.

"O PMDB só me dá alegrias", disse Dilma Rousseff ontem. Poderia acrescentar: dá também um Congresso pouco eficiente e que só produz ruídos.
12 de março de 2014
Fernando Rodrigues, Folha de S. Paulo

O PMDB E A PETROBRAS

O melhor que o governo tem a fazer é pagar para ver a rebeldia do blocão pós-carnavalesco de Eduardo Cunha

Ganha uma viagem a Roma, com direito a hotel “padrão Dilma”, quem souber apontar uma só política pública associada ao descontentamento do PMDB com o atual governo, os passados e os futuros. Se o deputado Eduardo Cunha, líder da bancada do partido e porta-voz da insatisfação, estivesse discutindo transportes públicos, muito bem. Difícil que o faça, a menos que pretenda começar pela promiscuidade existente nas relações dos governos do Rio de Janeiro com os concessionários. Ele também poderia estar descontente com a inépcia dos ministérios da Educação, ou da Saúde, mas disso seu PMDB não se queixa. A bandeira mais visível da oposição, ajudada pelos rebeldes, foi a proposta de instalação de uma comissão externa para investigar a Petrobras.

Em tese, toda investigação é boa. Na prática, esse instrumento transformou-se num fator de desmoralização do Congresso. A Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou as atividades do doutor Carlinhos Cachoeira serviu apenas para mostrar ao país a eficácia da blindagem dos governadores, prefeitos e empresários que com ele tinham negócios. Quem protegeu os maganos foi o PMDB, com a ajuda do governo. Indo-se mais longe, à CPI do Banestado, verifica-se que, em vez de achar as malfeitorias da banca, ela se contentou em descobrir novos caminhos para ter boas conversas com banqueiros.

Em 2009 o Congresso criou uma CPI para investigar a Petrobras. Começaram falando na investigação de contratos bilionários de empreiteiras e acabaram discutindo patrocínios culturais que envolviam caraminguás do comissariado cultural. À época, um empresário que conhece o mercado advertia: “Numa empresa desse tamanho, denúncia com valor inferior a US$ 100 milhões é disfarce de quem quer discutir o que não tem importância.”

A qualquer hora, em qualquer setor, algo de errado pode estar acontecendo na Petrobras. Isso deriva do seu tamanho. Quando ela se mete em desastres, como o da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, a oposição faz de conta que não vê. A CPI de 2009 não fez bem à empresa, apenas mostrou aos grandes fornecedores o que deviam fazer para ficar fora dos holofotes parlamentares.

Admita-se que o doutor Eduardo Cunha queira conhecer melhor as contas da Petrobras. Para ficar no mundo dos trocados, poderá achar um expediente, de 2012, no qual a área de gás e energia da empresa queria fazer sua festa de fim de ano no Copacabana Palace, fechando o Golden Room e o Salão Nobre para 230 convidados. A boca-livre custaria em torno de R$ 1.500 por pessoa. A maneira como a festa estava sendo contratada tinha fumaça. Exposto, o negócio foi cancelado. Admita-se que tivesse sido realizado, ou ainda que tivesse outra dimensão. Em vez de fechar dois salões, a Petrobras fecharia todos, para mil convidados. Haveria tantas flores e champanhe que um ás da noite carioca seria capaz de comparar o seu luxo ao do casamento da filha de Carmen Mayrink Veiga com o neto do magnata Augusto Trajano de Azevedo Antunes. Entre os convidados estariam ilustres parlamentares do PMDB.

Mesmo tendo caixa para uma festa dessas, a Petrobras deveria ficar constrangida e nada melhor que uma CPI para que se soubessem as razões que a levaram a tal exibicionismo. Essa festa aconteceu, em 2011, mas não é da conta de ninguém. Foi um evento privado, festa familiar do deputado Eduardo Cunha.

 
12 de março de 2014
Elio Gaspari, O Globo

INTERNET LIVRE EM PERIGO

O governo passou os últimos anos jurando defender a neutralidade na internet, princípio que garante total liberdade no uso da rede. No entanto, o projeto do Marco Civil da Internet, que está prestes a ser votado, contém brechas que, além de permitirem "tratamento diferenciado" para internautas por parte das empresas fornecedoras, podem ser interpretadas como um aval para que o governo regulamente, por decreto, a "discriminação ou a degradação do tráfego".

O Marco Civil é considerado a "Constituição da Web", pois elenca os direitos dos internautas e delimita a ação das empresas de telecomunicações, seja como produtoras de conteúdo, operadoras de telefonia ou como provedoras de acesso. A mobilização dessas companhias em favor de seus interesses econômicos e a vocação do governo de concentrar poder colocam em risco as conquistas do Marco Civil.

A demora em votar o projeto, que tramita desde 2009, tem dado margem a renovada pressão para que nele constem frases dúbias o suficiente para servirem aos interesses das gigantes de telefonia e de radiodifusão.

No caso específico da neutralidade, a intenção inicial do relator Alessandro Molon (PT-RJ) era assegurar a transmissão de informações sem discriminação de qualquer espécie, isto é, sem que haja qualquer possibilidade de suspensão do fluxo de dados a depender da origem, do destino ou do conteúdo propriamente dito.

As teles, por sua vez, querem diferenciar usuários, cobrando tarifas pelo volume de dados transmitido. Nesse modelo, se o volume contratado for excedido, a conexão será suspensa ou sofrerá redução drástica de velocidade, inviabilizando, na prática, o fluxo de informações. Tais limites são inadmissíveis na internet. Ademais, essa reivindicação não deveria constar no Marco Civil, que não se presta a amparar legalmente modelos de negócios.

Na defesa do projeto recentemente apresentada pelo deputado Molon, há uma frase que, a depender da interpretação, pode favorecer as reivindicações das teles. O trecho sugere "tratamento diferenciado a vídeos em tempo real (streaming) ou mesmo a utilização de voz sobre IP (VoIP), como Skype". Mesmo que o texto assegure que não há "violação ao princípio da neutralidade", o simples fato de aceitar "tratamento diferenciado" permite contestações judiciais.

Ademais, a pressão das teles - as mesmas que entregam um serviço muito ruim pelo preço que cobram - resultou na inclusão de uma frase que defende a "liberdade dos modelos de negócios promovidos na internet". Ou seja, a título de garantir que as empresas possam vender pacotes com diferentes velocidades, o que é perfeitamente legal, o Marco Civil pode lhes dar a chance de vender pacotes de acordo com o conteúdo transmitido, e isso é uma clara ameaça de censura.

Já o parágrafo 1.º do artigo 9.º do projeto - justamente o artigo que trata da neutralidade - abre espaço para a interferência do governo na rede. O texto aceita que haja "discriminação ou degradação do tráfego", feita por decreto, em razão de "requisitos técnicos indispensáveis à prestação adequada dos serviços e aplicações" e de "priorização a serviços de emergência". A flacidez conceitual desse parágrafo dá margem óbvia para decisões arbitrárias.

O Marco Civil tem sido um dos instrumentos da pressão de políticos governistas sobre a presidente Dilma Rousseff, na queda de braço do PMDB por mais espaço no governo e nos palanques das eleições deste ano. Não é coincidência o fato de que o principal porta-voz na Câmara das reivindicações das teles nesse caso seja o deputado Eduardo Cunha, líder do PMDB e maior desafeto de Dilma na base aliada.

À mercê de um jogo que nada tem a ver com o interesse do País, e sim com as ambições de meia dúzia de caciques políticos, o Marco Civil, fundamental para definir a internet como o ambiente essencialmente democrático da era digital, pode ser desfigurado a ponto de permitir que um espírito autoritário ou mercantil dite suas regras de funcionamento.

 
12 de março de 2014
Editorial O Estadão

MIGRAR SE IMPÕE

Ainda há pouco, eu escrevia sobre a migração dos leitores de jornais e livros para a Internet. Nesta segunda-feira, José Roberto de Toledo fez ontem algumas considerações interessantes no Estadão sobre Internet e imprensa, no artigo “Origem e destino do leitor”.
Se você está lendo este artigo em um jornal impresso, você faz parte de uma minoria. Ou melhor, de uma minoria da minoria. E não é só por causa da qualidade duvidável deste texto. A leitura de jornais em papel no Brasil limita-se a 25% da população. Descontados os leitores ocasionais, que dão uma lida só um dia ou outro, sobram apenas 10% que leem quatro vezes ou mais por semana.

Não, não é uma questão educacional. Nunca houve tantos alfabetizados, nem nunca tantos brasileiros completaram o ciclo escolar, inclusive o nível superior. Um dos desafios do jornal em papel é que mesmo entre os diplomados a sua leitura é rara: 56% nunca leem, e só 14% o fazem diariamente. É uma questão de tempo. Quem lê jornal passa uma hora lendo. E no resto do dia?


Isso é verdade. Vivemos dias televisivos e da predominância da imagem. A televisão roubou muitos leitores de jornais e agora a Internet está abocanhando o resto. Constata Toledo:

Cerca de 3 horas e 40 minutos, em média, são gastas na internet. A proporção é essa, um internauta dedica 3,5 vezes mais tempo à tela do que um leitor passa folheando seu jornal. E ele já não é mais a minoria. Metade dos brasileiros de 16 anos ou mais costuma usar a internet intensamente: 36% da população usa-a quatro vezes ou mais por semana; 26%, diariamente.

Até eu, que desde jovem fui leitor de jornais, hoje tenho quase todos em minha telinha, sem restrição de leitura. Alguns pedem assinatura, outros não. Mas não consegui largar o vício. Ainda assino o Estadão e só recentemente deixei de comprar a Folha. Mais ainda: finalmente entrei no século XXI e comprei um desses objetos do desejo, um iPhone. Nos dias de estaleiro, leio a imprensa diária no aparelhinho. Aliás, eu o uso praticamente só para isso e ler e-mails. Mas só respondo por computador.

Assim, se um internauta dedica 3,5 vezes mais tempo à tela do que um leitor passa folheando seu jornal, não é menos verdade que os internautas continuam folhando o jornal na telinha. Mais ainda: a Internet está migrando do computador para os tablets e celulares. Como constata o articulista. Ou seja, até computador está assumindo ares de obsoleto.

Com uma outra vantagem: na internet não há a censura que, bem ou mal, todo jornal preserva. Em um não se pode denunciar as falcatruas do PSDB. Em outras, o PT é sagrado. Na Internet, pelo menos por enquanto, pau que bate em Chico bate em Francisco.

Há muita besteira, é verdade. Se disser que 95% (cálculo no olhometro) é abobrinha, acho que até estou sendo otimista. Mas as redes sociais têm milhões de leitores, que sempre trazem à tona notícias que escaparam dos leitores ou foram propositadamente omitidas pela imprensa. Sem ir muito longe: boa parte de minhas crônicas não teriam acolhida em jornal. Por outro lado, gora o leitor tem voz. Antes, sempre dispunha das colunas do leitor nos jornais. Mas essas colunas sempre resumem as cartas e acolhem pequena parte das cartas ou mails. Nem poderia ser diferente. Papel custa grana e todo espaço de jornal é limitado.

Sem falar que, para quem lê jornais todos os dias, as manchetes são capítulos previsíveis de um mesmo romance. O Estadão, por exemplo, não me toma mais de 15 minutos. Para começar, cadernos de esportes, economia, negócios, vou logo jogando fora. Ainda leio o Caderno B. Mas cada dia menos. O que se pretende dedicado à cultura, não passa de propaganda gratuita – ou talvez não – do show business. Um título bem feito, para bom leitor, dispensa até memo o texto. Vejamos a primeira página da edição de segunda-feira.

Ucrânia reage e planeja adesão à União Européia
Previsibilíssimo. Não há nada mais a ler.

Para vice dos EUA, situação na Venezuela é “alarmante”
No mínimo.

Dilma busca aliança com PMDB
Óbvio. Quem duvida?

Corinthians se complica
Que se complique. Nada tenho a ver c0m futebol.

Impulso a empresas inovadoras.
Muito bem. Mas não leio sobre negócios. Salvo maracutaias, que me divertem, não me interessam.

Busca por avião é ampliada
Normal. Afinal, ainda não foi achado.

Marcola não terá prisão mais rígida
Até merece uma olhadela, para constatar a leniência com o crime de nosso Judiciário. O que nada tem de novo. A decisão foi revertida na mesma noite.

Presidência vai apurar atraso em pagamentos
Que apure.

Unesp e Unicamp fazem corte de gastos
Que façam.

Aceleradoras de startups ganham força no país
Quando se dignarem a traduzir startup, talvez de uma vista d’olhos para saber do que se trata.

Nó apertado
Artigo sobre o crescimento do PIB. Não me diz nada.

A Ucrãnia sem maniqueísmos
Por Roberto Romano. Prefiro um analista mais próximo do conflito.

Relativismo moral
Por Lúcia Guimarães. A moça é chata e parece estar escrevendo para americanos. Depois dos vômitos de Aiatolavo e papistas sobre o assunto, tomo distância do assunto. Qual moral não é relativa?

Tempo em São Paulo
Isto interessa. Mas meu PC já me dá quando o aciono. Isto é, da vitrine do jornal, que anuncia os melhores conteúdos, pouco sobrou. Resta algum editorial interessante, sempre raros, porque editorial é digressão sobre o óbvio.

No miolo do jornal, até pode se encontrar alimento digerível, alguma crônica, algum fait divers, tipo pai mata três filhos, se suicida e leva o cachorro junto. Aí tem matéria boa. Senso de humanidade está aí. Não quis deixar o cachorrinho desamparado. Eu, que sempre condenei os leitores de títulos, estou virando um deles. Com a diferença que já li há muito a novela.

E está lido o jornal. No Face Book, posso encontrar matérias mais legíveis, posso comentá-las ou não, e de inhapa converso com meus interlocutores. Sem falar que encontrei parentes, amigos e namoradas que não via há mais de quarenta anos. É inteligível que a que a Internet esteja comendo a imprensa em papel pelas beiradas. E até mesmo a televisão. Hoje um leitor passa mais tempo frente ao computador que frente à TV.

Continua Toledo:
Enquanto o leitor de papel passa uma hora lendo um ou dois jornais, o internauta pulveriza seus 220 minutos diários entre dezenas de sites, checando suas redes sociais prediletas, e lendo e respondendo mensagens de e-mail. Num, a leitura é concentrada e contínua. No outro, dispersa e fragmentada.

Quando se trata de informação, essa diferença tem consequências. No papel, quando a edição é bem feita, há história e contexto. Uma foto remete a uma reportagem, que é explicada por um texto analítico. Uma informação puxa a outra, formando uma narrativa. O leitor tem um roteiro entre seções e assuntos. Na internet, o internauta ricocheteia num eterno entra e sai dos sites.


Tem toda razão. Jornal tem síntese, planejamento e espaço rigidamente limitado para um texto. Num jornal-papel, seriam inviáveis as tripas sem fim do recórter tucanopapista hdrófobo e grafônamo da Veja. Só a Internet permite tais linguiças. Além disso, o jornalista amador dos blogs, se não passou por uma redação, desconhece recursos gráficos e de redação – como o lead, a linha fina, a estrutura em pirâmide invertida – que facilitam a leitua do texto.

Nada impede que, em futuro próximo, os jornais migrem totalmente de mala e cuia para a rede, isto é, com corpo de editores, repórteres e redatores. Nesse dia, poder-se-á escrever um R.I.P. para a imprensa escrita. Toledo não deixou passar despercebido isto:

Um dos motivos que acentua essa mudança radical de comportamento é que o papel da primeira página está sendo substituído progressivamente pelas redes sociais. Em vez de passar pela capa de um portal, é grande a chance de você ter chegado a este texto através de uma rede social - e voltar para lá depois de lê-lo.

Isso sem falar no universo blogueiro, que tem melhores redatores que muito jornal. Acho que meus leitores concordam com isso.


12 de março de 2014
janer cristaldo

VEM PRA RUA, AÉCIO!!!


 
Uma corrente de conselheiros do núcleo duro do PSDB pressiona o senador Aécio Neves (MG) a se licenciar do cargo no início de abril para dedicar-se integralmente à campanha presidencial. Sem o compromisso de estar em Brasília três dias da semana como congressista, o tucano aproveitaria o tempo rodando o País.

O objetivo dos que defendem um afastamento imediato é fazer um contraponto à agenda de viagens que a presidente Dilma Rousseff tem feito Brasil afora. Também conta ter a mesma disponibilidade do pré-candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, que deixará o governo de Pernambuco em 4 de abril para investir 100% do tempo no "roadshow" brasileiro.

A ideia é que o pré-candidato tucano possa aproveitar o tempo livre para percorrer o Nordeste e o Estado de São Paulo. "Vamos vencer com uma operação de guerrilha. Tem que viajar, andar na rua, apertar a mão das pessoas, olhar no olho", argumentou um conselheiro da campanha do PSDB.

Afastar Aécio do Senado tem também como objetivo evitar que ele entre, como diz um tucano, "em bolas dividas e situações constrangedoras" ao ser confrontado com pautas polêmicas, como recentemente ocorreu na discussão sobre maioridade penal e na alteração do indexador das dívidas dos Estados. Em assuntos assim, o senador teria de assumir uma posição que não necessariamente seria a melhor para um pré-candidato à Presidência.

A proposta dos Estados é um incômodo para um presidenciável que discutre alianças regionais, na medida em que foi o governo federal quem abriu o debate e os senadores que serão candidatos a governador têm interesse em aprová-la. Além disso, a medida beneficia diretamente o município de São Paulo, sob gestão do petista Fernando Haddad, o que teria consequências na disputa pelo governo paulista, comandado há 20 anos pelo PSDB.

Procurado, Aécio admite que pode afastar-se do cargo, mas ainda não decidiu qual é o melhor momento. O senador também admitiu que vem conversando sobre o assunto com todos os seus conselheiros.

Contramão. Um eventual afastamento do Senado vai na contramão do que a maioria dos parlamentares que vão disputar eleições faz. A divulgação do nome do político em canais oficiais, como TV Câmara e TV Senado e pelo programa de rádio Voz do Brasil, é uma ferramenta importante na campanha, assim como a cobertura jornalística do Legislativo.

No entanto, os tucanos favoráveis ao afastamento de Aécio alegam que o pré-candidato se manteria no noticiário independentemente de seu cargo no Senado."O que ele falar, seja pelas mídias sociais dele ou como presidente do partido, a imprensa vai querer ouvir e replicar", defendeu um entusiasta dessa estratégia.
 
(Estadão)
 
12 de março de 2014
in coroneLeaks

TERÇA MAIS DO QUE NEGRA!

Super Terça negra para Dilma.


Deputados votam favorável à criação de uma comissão para acompanhar as apurações
 
Não foi só o PMDB que, ontem, impôs a primeira de uma série de derrotas a presidente da República Dilma Rousseff, aprovando uma espécie de CPI de mangas curtas contra a roubalheira da Petrobras.
 
O ex-aliado, governador e presidenciável Eduardo Campos, do PSB do Pernambuco, bradou: "o Brasil não aguenta mais quatro anos com Dilma".
Pela surra que ela levou em plenário da Câmara, podemos dizer: os deputados não aguentam mais quatro anos com Dilma.
 
Por fim, a Fifa e o governo federal decidiram que a Copa do Mundo no Brasil não terá discursos de Blatter ou de Dilma, como medo da #VaiadasVaias. Sem dúvida alguma, a Super Terça foi negra para o PT e seu poste instalado.
 

TERÇA NEGRA

Extra! Super Terça! PMDB aprova comissão para investigar roubalheira da Petrobras na Holanda


267 x 28. Este é o tamanho da derrota que o PMDB e o "blocão" impuseram no governo federal na Câmara dos Deputados. É a Super Terça fechando com aprovação da uma investigação contra a Petrobras na Holanda: superfaturamento de plataformas.

PNDB: INDEPENDÊNCIA OU MORTE


Eduardo Cunha.

Após três horas de reunião a portas fechadas, a bancada do PMDB da Câmara dos Deputados anunciou que atuará nas votações de forma independente ao governo e divulgou uma nota "exortando" a Executiva nacional do partido a debater a crise política e "reavaliar a qualidade da aliança com o PT". Na reunião, recheada de críticas à atuação do vice-presidente da República, Michel Temer, os peemedebistas concordaram que votarão pela convocação do ministro da Saúde, Arthur Chioro, nas comissões onde há requerimento e que apoiarão a aprovação de um convite para que a presidente da Petrobras, Graça Foster, venha à Casa explicar as denúncias de pagamento de propina à funcionários da estatal.

Na nota, os deputados da bancada manifestaram apoio ao líder Eduardo Cunha (RJ) e ressaltaram que ele continua sendo o único interlocutor da bancada perante outras esferas. "Se ela (Dilma) quiser ouvir a bancada da Câmara, terá de falar com a bancada da Câmara", avisou Cunha. Os peemedebistas também reafirmaram a intenção de não indicar nomes para a reforma ministerial e ainda agradeceram a posição do PMDB do Senado em não indicar os senadores Vital do Rêgo (PB) e Eunício Oliveira (CE) para os ministérios. "O Senado se recusou a indicar", comemorou Cunha.

Segundo o líder, a cada semana a bancada discutirá sua posição conforme as matérias que estiverem em pauta. Para os próximos dias, os deputados do PMDB decidiram que manterão a oposição ao projeto do Marco Civil da Internet e que votarão pela criação da Comissão Externa para acompanhar as investigações contra a Petrobras na Holanda. "A crise está presente, ninguém está escondendo que a crise existe", reiterou o líder.

Cunha ressaltou que não cabe à bancada discutir o rompimento da aliança com o PT em nível nacional, embora a maior parte dos deputados tenha defendido a ruptura na reunião. "O que está em discussão é a qualidade da aliança", enfatizou. O peemedebista falou em "insatisfação generalizada" dos parlamentares com a ação "hegemônica" do PT nos palanques regionais.

Questionado sobre a declaração no Chile da presidente Dilma Rousseff - que afirmou que o PMDB só lhe dava "alegrias" -, Cunha atribuiu a afirmação à lealdade do PMDB nas votações. "O PMDB até hoje não faltou com a lealdade ao governo", respondeu.
 
(Estadão)
 
12 de março de 2014
in coroneLeaks

???



Palavras ditas por Dilma, registrada na Folha de 09-03-2014:

"Tem uma infraestrutura muito importante para o Brasil, que é também a infraestrutura relacionada ao fato de que nosso país precisa ter um padrão de banda larga compatível com a nossa, e uma infraestrutura de banda larga, tanto backbone como backroll, compatível com a necessidade, que nós teremos para entrarmos na economia do conhecimento, de termos uma infraestrutura, porque no que se refere a outra condição, que é a educação, eu acho importantíssima a decisão do Congresso Nacional do Brasil em relação aos royalties."

12 de março de 2014
graça no país das maravilhas
 
NOTA AO PÉ DO TEXTO
 
CARACA!!! PUTZGRILA!!!
 

REBELIÃO NA CÂMARA ROMPE BLINDAGEM DA CORRUPÇÃO DO PT: QUATRO MINISTROS CONVOCADOS


 
 
A rebelião na base aliada da Câmara dos Deputados provocou nesta quarta-feira (12) a convocação em série de quatro ministros para prestarem esclarecimentos na Casa. Além disso, o ministro Arthur Chioro (Saúde) e a presidente da Petrobras, Graça Foster, também foram convidados a prestar esclarecimentos.
 
A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle aprovou a convocação dos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), Jorge Hage (Controladoria-Geral da União) e Manoel Dias (Trabalho) para tratar de denúncias de irregularidades envolvendo repasses do governo para organizações não governamentais e, também, do ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades), que deve falar sobre o andamento das obras de mobilidade urbana.
 
Nas convocações, os ministros são obrigados a comparecer ao Congresso. Entre a estratégia dos partidos aliados que formaram o "blocão" de insatisfeitos com o Planalto está a convocação de ministros para constranger o governo. 
Os deputados também formalizaram um convite para a presidente da Petrobras, Graça Foster, falar sobre denúncias de irregularidades envolvendo a estatal. Como Graça coordena uma estatal, o Congresso não tem força para aprovar a convocação, que torna a presença obrigatória.
 
Antes dos embates, os deputados da comissão acabaram cedendo aos apelos do PT e transformaram em convite a convocação do ministro Arthur Chioro (Saúde) sobre o programa Mais Médicos, vitrine eleitoral de Dilma Rousseff.
 
A votação na comissão, contou, inclusive, com uma retaliação do "blocão", puxada pelo PMDB, a partidos que abandonaram o grupo depois de retomarem conversas com o Planalto sobre a reforma ministerial. A votação foi tumultuada pelos governistas e chegou a ser realizada duas vezes. O PT não concordou e disse que houve manobra regimental e irá recorrer ao plenário para anular o chamado dos ministros.
 
Os deputados da comissão aprovaram ainda a convocação do ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades), deputado do PP que deve ficar no cargo até o fim da semana. O PP e o PT tentaram retirar de pauta o pedido, mas o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), que vinha negociando acordo com petistas não aceitou. O peemedebista alegou que houve irregularidade no requerimento e votaria a convocação.
 
REAÇÃO
O líder do PP, Eduardo da Fonte (PE), reagiu e disse que votaria pela convocação dos ministros Gastão Vieira (Turismo) e Antonio Andrade (Agricultura), que são deputados e foram indicados pela bancada da Câmara para o posto.
 
Cunha desafiou o colega. "Então vamos para a convocação dos três", disse. "Perdeu o clima", completou. O movimento do PMDB foi visto por deputados como uma retaliação ao acerto da cúpula do PP com o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), no qual ficou definido que o Ministério das Cidades deve seguir sob o comando de Gilberto Occhi, em substituição a Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
A convocação de Manoel Dias também foi interpretada como um recado ao PDT que também
esvaziou o bloco.
 
SAÚDE
O convite do ministro Arthur Chioro, na prática, tem caráter de convocação porque foi acertada para a próxima quarta-feira (19) como o dia em que o ministro falará na comissão. Os deputados aproveitaram para aumentar a lista de pedidos de esclarecimentos que tratava apenas do programa Mais Médicos, vitrine eleitoral de Dilma.
 
Chioro falará sobre ter levado sua mulher em avião da FAB (Força Aérea Brasileira) durante compromissos no Carnaval, como a Folha revelou, sobre gastos da saúde indígena e ainda aluguel superfaturado de veículos da pasta e gastos com medicamentos.
 
PETROBRAS
Também foi aprovado na comissão requerimento do PSDB convidando a presidente da Petrobras, Graça Foster, para prestar esclarecimentos sobre contratos firmados com a empresa SBM Offshore. Como Graça coordena uma estatal, o Congresso não tem força para aprovar a convocação, mas apenas convite.
 
Ontem, a base aprovou a criação de uma comissão externa para apurar suspeitas de que a empresa SBM Offshore, que aluga plataformas de petróleo a companhias como a Petrobras, teria pago suborno a empresas em vários países, incluindo o Brasil. A Petrobras é uma das prioridades da presidente Dilma Rousseff.
 
A SBM Offshore é uma empresa holandesa de serviços para exploração e produção de petróleo em alto-mar. Tem contrato para plataformas com Petrobras e Shell em operação nas bacias do Espírito Santo, de Campos e de Santos.
 
Líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), defendeu a vinda da presidente da Petrobras, mas acertou a blindagem do ministro Edison Lobão (Minas e Energia). Ele fez um acordo para retirar o pedido de convocação de Lobão afirmando que ele apenas irá ao Congresso, caso Graça Foster não compareça. "A Casa aprovou a criação de comissão externa e na medida que a Casa aprovou a comissão não há medida para não aprovar o convite para Graça Foster. A Casa já mostrou que quer ouvir o tema", disse Cunha. O PT tentou impedir a votação, mas acabou recuando.
 
Funcionários da Petrobras estiveram em fevereiro na sede da SBM Offshore, na Holanda, logo após a divulgação do possível envolvimento da petroleira nas investigações sobre pagamento de propina pela empresa holandesa, sua fornecedora, em diversos países. A Folha apurou que a SBM recebeu os representantes da Petrobras na sede do grupo, em Schiedam.
 
Eles tiveram acesso a toda a documentação que a empresa produziu a partir de investigação interna que realizou voluntariamente, em 2012, e que entregou às autoridades da Holanda e dos EUA. A direção da SBM descobriu, em 2012, por meio de controles internos, "indícios de pagamentos substanciais" feitos "mediante intermediários, aparentemente destinados a funcionários públicos".
 
Segundo a SBM, as "práticas comerciais impróprias" foram detectadas "em dois países na África e um fora da África". A empresa não citou países nem empresas envolvidos. Segundo relato de ex-funcionário da SBM, que teria acompanhado as investigações internas e que publicou no site Wikipedia o detalhamento do caso, as propinas teriam sido pagas em sete países, entre 2006 e 2011, em um total de US$ 275 milhões, dos quais US$ 139,2 milhões a funcionários da Petrobras.
 
OUTRAS COMISSÕES
Em outras comissões da Câmara, outros quatros ministros foram convidados a prestar esclarecimentos. A comissão de Ciência e Tecnologia chamou os ministros Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia) e Paulo Bernardo (Comunicações) para falar sobre as ações realizadas em 2013 e planejadas para 2014.
 
A Comissão de Integração Nacional aprovou a presença do ministro Francisco José Coelho Teixeira (Integração Nacional) para falar sobre os programas da sua pasta. A Comissão de Viação e Transportes convidou Moreira Franco (Secretaria Aviação Civil) para apresentar a situação atual da secretaria e os projetos futuros para promover a modernização do setor aéreo.
 
SETOR ELÉTRICO
A comissão de Fiscalização também aprovou a realização de audiência pública para que o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Pereira Zimmermann, preste esclarecimentos sobre o risco de apagão no país.
 
O requerimento também prevê a presença do diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Romeu Donizete Rufino, do diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp, do diretor-executivo da Abrate (Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia), César de Barros, entre outros.
 
(Folha Poder)
 
12 de março de 2014
in coroneLeaks

DESDE A MESA DE DIÁLOGOS DE HAVANA ORDENOU-SE ATAQUE A PRADERA, VALLE

Notícias Faltantes - Foro de São Paulo 
O recente atentado a Pradera, Valle, em 16 de janeiro deste ano, é uma mostra da fria e selvagem crueldade dos terroristas a quem o governo do camarada Santos indultará.
Essa vagabundagem que cozinham em Havana e na Casa de Nariño deve acabar.
 
Chegou a Periodismo sin Fronteras um áudio onde se ouve claramente Iván Márquez dar a ordem de pôr a bomba e detoná-la utilizando um telefone. A conversação é de 14 de janeiro e mostra perfeitamente que não existe vontade de paz desses delinqüentes e nos alerta sobre o terrível perigo que significa votar na fórmula Santos-Vargas Lleras, para continuar com o infame propósito de converter terroristas em pais da pátria.
 
As pessoas já não sabem quem são mais mentirosos na mesa de diálogos de Havana: se os delegados do governo colombiano ou os terroristas das FARC. Enquanto o governo e seus delegados mintam ao país sobre o que lhes estão cedendo aos bandidos das FARC, a custa da vida dos colombianos, os narco-terroristas das FARC assassinam colombianos inermes e têm a senvergonhice de negá-lo, mostrando assim seu desprezo pela morte dos que dizem defender.
 
Aqui é necessário dizer a verdade. O governo, seus delegados em Havana e os bandidos das FARC estão negociando a segurança de milhões de colombianos em um truque macabro onde os negociadores de Santos ganham centenas de milhões, contratos e prebendas transbordantes de marmelada, e os assassinos das FARC ganham lavar suas fortunas provenientes de narco-tráfico, seqüestros e mineração ilegal.
 
Porque é nisto do que se trata finalmente: de dinheiro. Nada mais. Os cabeças do secretariado das FARC e suas concubinas se retiram do monte, põem seus filhos para estudar nas melhores universidades da Europa, entram na vida legal pela porta larga de sua inclusão nos poderes do Estado que se lhes entregarão, e ficam multi-milionários.
Obviamente, algo disso corresponderá aos que avalizaram esse despropósito. Porém, as FARC continuarão fazendo terrorismo. Aqui o que há é uma troca de comando. O Secretariado sai, e os comandos médios subirão para continuar fazendo o mesmo: seqüestrando, assassinando, traficando com droga.
 
O recente atentado a Pradera, Valle, em 16 de janeiro deste ano, é uma mostra da fria e selvagem crueldade dos terroristas a quem o governo do camarada Santos indultará. Nesse brutal atentado contra Pradera, realizado com uma motocicleta-bomba que colocaram em plena praça central, faleceu um civil e ficaram gravemente feridas mais de 60 pessoas.
 
No dia seguinte a este ato terrorista, Rodrigo Granda, porta-voz dos bandidos em Havana, saiu a dizer que os cabeças das FARC “estão muito surpresos” pelo criminoso ataque. Dias depois, em 24 de janeiro, expediram um comunicado conciso onde reconheciam a autoria do atentado, porém atribuindo-o a uma espécie de dissidência.
Disseram que haviam investigado durante vários dias e “descobriram” que a ordem foi dada “pelo comando de uma das unidades que compõem o Bloco Móvel Arturo Ruiz”. Asseguraram que tomariam medidas disciplinares e chegaram ao cinismo de reprovar o atentado:
“A ordem partiu de um comando das unidades do Bloco Móvel Arturo Ruiz. As FARC-EP tomaremos nossos correspondentes corretivos disciplinares”, disseram os sem-vergonhas criminosos em sua conta de Twitter.
 
Juan Manuel Santos falou da Europa e louvou que o Secretariado das FARC tivesse descoberto os “dissidentes” em suas fileiras. O camarada Santos aplaudiu a promessa dos cabeças acerca das supostas medidas corretivas que tomariam.
De imediato, os analistas do regime publicaram em revistas e jornais, e falaram pela televisão dizendo que essa dissidência das FARC não causaria estorvo aos diálogos em Havana. Encheram páginas e páginas elogiando os criminosos da mesa de diálogos e sua vontade de paz, ao mesmo tempo em que foram de dedo em riste contra os supostos “dissidentes” dessa narcoguerrilha.
 
Que o camarada Santos não finja inocência. Que Vargas Lleras tampouco dissimule e nos conte sobre suas reuniões com Timochenko. Essa vagabundagem que cozinham em Havana e na Casa de Nariño deve acabar.

Ouça o áudio de Iván Márquez em qualquer destes links:
 
 
12 de março de 2014
Ricardo Puentes Melo
Tradução: Graça Salgueiro

ESTUDANTES TOMAM AS RUAS E PEDEM RENÚNCIA DE DEFENSORA DA TORTURA NA VENEZUELA



Os estudantes querem a renúncia de Gabriela Ramírez, a "Defensora do Povo" que justifica a tortura e protege apenas o governo:

El presidente de la Federación de Centros de Estudiantes de la Universidad Simón Bolívar (USB), Daniel Hernández, aseguró que "los estudiantes seguirán en la calle hasta que se solucionen sus demandas".

En este sentido, Hernández recordó, que "hace un mes salieron salieron por la juventud y hoy por los manifestantes muertos". Responsabilizaron al Gobierno "que reprime al pueblo" por los caídos durante las protestas.

La concentración para "La Marcha de la Juventud" convocada por el Movimiento Estudiantil es en Ciudad Banesco (Bello Monte), y se espera tenga como destino final la Defensoría del Pueblo.

En el lugar, los estudiantes pedirán la renuncia de la Defensora, Gabriela Ramírez, porque consideran "que protege al gobierno y a la tortura".

Por otro lado, dirigentes estudiantiles reiteraron que "no tienen miedo a la muerte porque si no luchan los mata la inseguridad".

Piquetes de la GN en varios puntos

Usuarios de la red social Twitter indicaron que hay fuerte presencia de contingentes de la Guardia Nacional (GNB) y Policía Nacional (PNB) desde tempranas horas de este miércoles que buscan impedir el paso de la marcha.

En los alrededores del palacio de Miraflores hay una fuerte custodia militar, no obstante los accesos a la zona están despejados.

Además, se informa de un piquete de la GNB en la avenida Baralt, a la altura del Tribunal Supremo de Justicia (TSJ).

También en la autopista Francisco Fajardo se observa la presencia de militares en varios puntos.

Desde tempranas horas el Metro de Caracas anunció el cierre de las estaciones de metro Chacaíto, Sabana Grande, Bellas Artes, Parque Carabobo, Parque Central y Nuevo Circo, a raíz de la movilización del día de hoy.

En otros ciudades del país como Valencia, Maracaibo, San Cristóbal, Mérida, Maracay, Maturín y Barquisimeto, también hay manifestaciones convocadas.
 
(El Universal).
 
12 de março de 2014
in blog do orlando tambosi

PMDB, PT E AS VÍSCERAS DA POLÍTICA BRASILEIRA

O presidencialismo de coalizão – ou a aliança de ocasião para assegurar a tal da governabilidade – sempre chega ao ápice em momentos de rearranjos de forças ou sucessão. A atual crise política na relação do Palácio do Planalto com o partido do vice-presidente Michel Temer não escapa disso. Embora a presidente Dilma Rousseff tenha declarado que “o PMDB só me traz alegria”, tais palavras não refletem os dados de realidade nem uma análise simples.

A legenda do senador alagoano Renan Calheiros não é o mesmo partido do deputado federal fluminense Eduardo Cunha, embora formalmente seja.
Trata-se de uma federação de oligarquias estaduais controlada por uma cúpula com origens na base política do regime militar e sua transição.

Em termos de propostas de governo ou posicionamento ideológico, Sarney e companhia não diferem dos que dele tanto reclamam. Estes têm a Cunha como cardeal porta-voz do famigerado baixo clero, artífice do blocão do Congresso, representando 242 deputados, equivalendo a 47% da Câmara espalhados entre PDT, PSC, PP, Pros, PMDB, PTB e PR. São contra o governo enquanto pleiteiam a maior barganha possível, baseados numa relação simples.

Ou o Planalto apóia sua “maioria” ou esta base bloqueia a pauta, trancando o parlamento.
É o caso do Marco Civil da Internet e a urgente necessidade de assegurar a neutralidade da rede.

Foto: Roberto Stuckert Filho / PR

Domar essas bancadas é tarefa dura, ainda mais quando a interlocução oficial se dá pela ministra Ideli Salvatti. Mais penosa é a tarefa de articular politicamente o partido do finado Orestes Quércia, cabendo esta função ao ex-ministro dos Transportes de FHC, o deputado gaúcho Eliseu Padilha.
A disciplina partidária é rarefeita e a organicidade menor ainda.

O tumulto não termina no Congresso. O ambiente peemedebista conflituoso pesa em dobro na interna da organização política de Raupp, Alves e Jucá.
O PMDB tem cinco ministérios, mas as oligarquias estaduais afastadas da cúpula do partido reclamam justamente de ser alvo do dirigismo que elas mesmas exercem nos diretórios estaduais. Assim, os jogadores hegemônicos são contestados pelos demais, embora todos tenham comportamento absolutamente idêntico.
Não há mocinho nesta briga.

As vísceras da política brasileira estão expostas. Os peemedebistas desgostosos com o governo, afirmam que neste ano, o PT e o Executivo só se preocupam em assegurar os seis minutos de TV no horário eleitoral.
Não deixa de ser verdade, embora ninguém em sã consciência possa esperar muito mais desta aliança.

12 de março de 2014
Bruno Lima Rocha é professor de ciência política e relações internacionais.

ROMEU TUMA JR. O HOMEM DO LIVRO-BOMBA SOBRE LULA E O PT OUVIDO NA CÂMARA. DEPUTADOS QUEREM SABER TUDO!


Tuma Jr. e o livro bomba que continua bombando nas livrarias
A profusão de más notícias para o governo Dilma Rousseff continua: na tarde desta quarta-feira, a Comissão de Segurança da Câmara aprovou o pedido de audiência com o ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Junior. Desde o ano passado, a oposição tentava levar Tuma Jr. para falar sobre seu livro Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado no Congresso, mas a base governista resistia.
 
Conforme revelou VEJA, Tuma Jr. afirma em seu livro que recebeu ordens enquanto esteve no cargo para “produzir e esquentar” dossiês contra adversários do governo Lula. Durante três anos, ele comandou a Secretaria Nacional de Justiça, cuja mais delicada tarefa era coordenar as equipes para rastrear e recuperar no exterior dinheiro desviado por políticos e empresários corruptos.
Pela natureza de suas atividades, Tuma ouviu confidências e teve contato com alguns dos segredos mais bem guardados do país, mas também experimentou um outro lado do poder — um lado sem escrúpulos, sem lei, no qual o governo é usado para proteger os amigos e triturar aqueles que são considerados inimigos.
Entre 2007 e 2010, período em que comandou a secretaria, o delegado testemunhou o funcionamento desse aparelho clandestino que usava as engrenagens oficiais do Estado para fustigar os adversários.
 
“O livro é apenas a letra fria. Nós queremos que ele explique com detalhamento as questões e complete algumas páginas em branco que não foram escritas”, disse o deputado Efraim Filho (DEM-PB), autor do requerimento.
 
“Temos a evidência de um crime organizado instalado dentro da Presidência da República. São denúncias qualificadas feitas por uma pessoa que serviu ao governo." 
 
Minutos antes, com o apoio de deputados da base governista, a comissão aprovou também duas novas convocações ao ministro Gilberto Carvalho (Presidência da República). Ele terá de dar explicações sobre seu envolvimento na fábrica de dossiês, relatada por Tuma Jr. no livro, e sobre ações criminosas comandadas pelo Movimento dos Sem Terra (MST). 
Pela manhã, em movimento articulado pelo “blocão”, dez ministros do governo Dilma Rousseff, além da presidente da Petrobras, Graça Foster, foram chamados para prestar esclarecimentos na Câmara dos Deputados. O PMDB, porém, pretende anular o convite ao ministro Edison Lobão (Minas e Energia), filiado ao partido.
 
 
12 de março de 2014
in aluizio amorim

COMEÇOU A CAIR A FICHA. CLASSE ARTÍSTICA MIGRA EM PESO PARA A OPOSIÇÃO E APARECE EM VÍDEO ABRANÇANDO AÉCIO NEVES PELO SEU ANIVERSÁRIO


Em boa hora parece que está caindo a ficha para a classe artística brasileira que em épocas passadas patinou na idiotia esquerdista, se bem que alguns recalcitrantes ainda continuam a flertar com o Barba e seus sequazes.
 
O site Implicante postou um vídeo bonito em que um grande número de artistas envia o seu abraço o candidato presidencial Aécio Neves, pela passagem do seu aniversário.
 
Não custa lembrar que esta eleição presidencial de 2014 será crucial para o Brasil. Ou o país se abraça com a democracia ou se entrega aos psicopatas do PT e seu projeto do socialismo do século XXI, eufemismo para suavizar aquilo que todos sabem: uma ditadura comunista. 
 
E o exemplo mais candente está acontecendo na Venezuela, onde os cidadãos são marcados como gado, para poderem ingressar nas filas quilométricas para obter o pão de cada dia. Tudo controlado pelos bate-paus da ditadura de Nicolás Maduro, a Guarda Nacional Bolivariana. Resta alertar para o fato de que no Brasil também já existe uma réplica desse grupo militar bolivariano, a tal Força Nacional criada pelo Barba, que se pretende mais importante do que as Forças Armadas brasileiras.
 
Envio daqui também o meu abraço ao Aécio Neves, transcrevo o texto do Implicante e faço a postagem do vídeo:
 
 
O governo Dilma Rousseff, já há um tempo em apuros econômicos e repleto de escândalos, tem afastado de sua base nomes de peso da comunidade artística que um dia estiveram ao lado do PT. Esta semana, em um vídeo produzido a fim de parabenizar Aécio Neves pelo seu aniversário de 54 anos, aparecem vários artistas como Ney Latorraca, Fagner, Maitê Proença, Zezé Di Camargo, Paula Burlamaqui, Flávio Venturini, Ziraldo, Wanessa Camargo, Marcelo Serrado, Fernanda Abreu, Cacá Diegues, Márcio Garcia, Fafá de Belém e Tom Cavalcante, entre outros. Mas o que chama mais a atenção é a participação de alguns famosos que já fizeram muito pelo petismo, como Milton Gonçalves e até o ex-Ministro da Cultura de Lula, Gilberto Gil.
 
Mas eles estão longe de serem os únicos. O artista mais barulhento a abandonar o barco petista talvez tenha sido o polêmico Lobão. Anos após pedir voto a Lula ao vivo na Rede Globo em plena campanha de 89, rompeu de vez com o governo após muitos anos de campanha a favor.
Segundo ele, a decepção veio com o Mensalão.
 
Senti uma profunda vergonha. O que mais distinguia o PT do resto era justamente a aura da honestidade, da ética. Eu embarquei nessa. Fiz o papel do “idiota útil”. Confesso: era uma anta política.
(grifo nossos)
 
Também recentemente, quem se mostrou descontente foi o paraibano Zé Ramalho. Suas palavras vieram a público em entrevista concedida ao Estadão.
É um governo chato, voltado para o social-comunismo do século 21.
 
Comunismo é um estado social chato, querem que tudo seja dividido igualmente e o governo é demagogo quando questionado sobre segurança pública, emprego e a lástima que é a saúde pública. Acho uma m… andar de avião com todas as cadeiras chapadas, não há mais primeira classe, executiva, é pra tudo ser igual. Fazer uma viagem comendo um kit Bauducco, enquanto a presidenta, o ministério e demais poderes andam nos seus jatinhos, pagos com o dinheiro dos contribuintes.
(grifo nosso)
 
Além deles, outros artistas já se posicionaram de maneira crítica com relação ao governo Dilma, como Danilo GentilliRoger, seu companheiro de talkshow e vocalista do Ultraje a Rigor. Neste último, o caso se torna mais emblemático por se tratar do autor de um dos maiores hinos das Diretas Já.
 
A verdade é que posicionar-se contra o PT no Brasil não é das tarefas mais fáceis para um artista. O maior exemplo talvez seja o caso de Regina Duarte. Em 2002, em campanha para José Serra, ela gravou um vídeo no qual dizia ter medo das consequências do governo do PT. Por esse vídeo, é ridicularizada até hoje, mesmo que os tais medos listados por ela venham aos poucos voltando ao noticiário: a economia atravessa um momento delicado e a inflação vem buscando se descontrolar.
 
É sempre arriscado bater no governo – ou até mesmo aplaudir a oposição – num mercado ainda bastante necessitado de políticas culturais. Em fevereiro, o Ministério da Cultura vetou projeto de captação via Lei Rouanet para um documentário sobre a vida de Mário Covas, falecido em 2001.
 
O argumento era de que fora apresentado em ano eleitoral e não seria prudente graças a, segundo eles, o caráter político-partidário do projeto. Contudo, em 2006, também ano de eleição, foi aprovada a captação de um projeto parecido sobre a vida de Brizola, que concorreu à presidência do país ao lado de Lula em 1998.