"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

TEMER PRIVATIZARÁ A ELETROBRAS. POR QUE NÃO A RAS, O BB E A CAIXA ECONÔMICA, O BNDES?




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Charge do Zope (Arquivo Google)
O Ministério de Minas e Energia informou nesta segunda (dia 21) que vai propor ao Programa de Parcerias e Investimentos a venda de ações da União na Eletrobras, “a exemplo com o que já foi feito com Embraer e Vale”. O governo não informou quantas ações pretende vender, limitando-se a falar em “democratização” da empresa na Bolsa. Pessoas com conhecimento do assunto, no entanto, disseram que o objetivo é se desfazer de todos os papéis por meio de uma oferta pública, mantendo apenas uma “golden share” (ação que garante poder de veto em decisões estratégicas).
A União detém diretamente 40,99% das ações da empresa. O BNDES, 18,72%, e fundos federais, outros 3,42%.
CONTER O DÉFICIT – A expectativa é arrecadar entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões, que ajudarão a conter o deficit nas contas públicas em 2018. Hoje, o valor de mercado é de R$ 20 bilhões.
A avaliação é que as ações podem se valorizar com a perspectiva de privatização e com a mudança no sistema de cotas de venda de energia a preços baixos, instituído em 2013, e eliminada pelo novo marco do setor elétrico que será levado ao Congresso.
Após o anúncio da proposta pelo MME, o valor das ações da empresa negociadas em Nova York subiu 21% no “after market” (negociações após o fechamento do pregão).
COMPETITIVIDADE? – O MME argumentou que a venda da fatia da União “trará maior competitividade e agilidade à empresa para gerir suas operações, sem as amarras impostas à estatal”.
A decisão, afirmou o ministério, foi adotada após “profundo diagnóstico sobre o processo em curso de recuperação da empresa”. A Eletrobras vem implementando um plano de corte de custos para reduzir o endividamento, que era de R$ 23,4 bilhões no segundo trimestre. “Não há espaço para elevação de tarifas. Não é mais possível transferir os problemas para a população. A saída está em buscar recursos no mercado de capitais atraindo novos investidores e novos sócios”, defendeu o MME.
Também em nota, a Eletrobras anuncia a seus investidores que o governo proporá a “desestatização” da empresa, mas esclarece que a operação depende de autorizações governamentais, avaliação de autorizações legais e regulatórias e do modelo.
A EMPRESA – Por meio de seis subsidiárias, a Eletrobras tem um parque gerador de 46,9 mil MW, o equivalente a 32% da capacidade de geração de energia do Brasil, e 70 mil quilômetros de linhas de transmissão (47% da malha nacional).
Participa ainda da usina binacional de Itaipu e de 178 projetos de geração e transmissão em parceria com outras empresas.
O presidente da Associação dos Empregados da Eletrobras, Emanuel Mendes Torres, disse ser contra à venda das ações da União. “Vamos iniciar amanhã [hoje] um processo de convencimento do Congresso e da sociedade de que isso é ruim para o país.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Exatamente como aconteceu com o trêfego FHC, o governo de Michel Temer, que admite nada saber de economia (“Falem com o Meirelles…”), resolveu leiloar mais uma joia da Coroa, a Eletrobras. Então, por que não privatizar também a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o BNDES? Ora, se a solução é esta, vamos vender logo este país todo. E não esqueçam de vender a Amazônia. E, quem sabe, também o Pantanal. Se houve leilão, os chineses comunistas vão comprar tudo. Eles são comunistas em casa e imperialistas na casa dos outros. Pensem nisso. (C.N.)


22 de agosto de 2017
Nicola Pamplona e Julio Wiziack
Folha

GILMAR MENDES É VAIADO EM EVENTO REALIZADO PELO ESTADÃO EM SÁO PAUO


Debate sobre reforma política promovida pelo Estadão
Grupo de mulheres também tinha cartazes contra Gilmar
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, foi bastante vaiado na manhã desta segunda-feira em evento promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo, na Zona Norte da cidade de São Paulo. Os manifestantes protestavam contra as recentes decisões do magistrado, que concedeu dois habeas corpus em menos de 24 horas em favor do empresário de transporte público Jacob Barata Filho, conhecido como “Rei do Ônibus”, investigado por corrupção na Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato no Rio.
Diante das vaias, Gilmar afirmou que elas não o incomodam e que as considera “completamente normais”. “É compreensível. As pessoas não têm as informações que estão nos autos, do que nós estamos analisando, se é constitucional ou não”.
SEM SUSPEIÇÃO… – O ministro foi padrinho de casamento da filha de Barata – apesar disso, reiterou que “não há suspeição” da sua parte em atuar no caso.
Em seu discurso, o ministro defendeu a mudança do sistema de governo para o parlamentarismo. Enquanto ele falava, um grupo de dez pessoas de movimentos que apoiam a Lava Jato levantou cartazes com os dizeres “Vergonha”, “Fora Gilmar” e “Impeachment Gilmar”, além de usar narizes de palhaço. Antes do início do evento, um homem identificado como Ricardo Rocchi foi retirado à força por carregar um saco com tomates podres que, segundo ele, iria jogar no ministro do STF.
“O Gilmar Mendes fica metendo o pau na Lava Jato, que é a maior operação do mundo. Qual é a dele? Está pensando que pode. Isso é protesto pacífico. Só ia atacar tomate nele. Eles merecem mais que isso”, disse Rocchi, que foi expulso do evento antes de o ministro chegar.
Em novembro do ano passado, no aeroporto de Brasília, ele esfregou um tomate no terno do deputado Weverton Rocha (PDT-MA), autor de uma emenda que pedia para incluir nas medidas anticorrupção punição para juízes e integrantes do Ministério Público que cometessem abuso de autoridade.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – “Bem-vindo ao Clube”, teriam dito Eliseu Padilha, Moreira Franco, Lula, Mantega e tantos outros que não podem mais viajar de avião ou frequentar restaurantes, com medo de serem vaiados. Gilmar Mendes é apenas mais um sócio do Clube dos Maus Brasileiros. Como diz o ditado, aqui se faz, aqui se paga. (C.N.)


22 de agosto de 2017
Eduardo Gonçalves
Veja

PIOR DO QUE AS FACÇÕES CRIMINOSAS, SÓ OS DIRIGENTES DOS TRÊS PODERES


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Nos presídios já se organizaram 83 facções criminosas
Não acredito que nossos governantes não percebam este agravamento da amplitude das facções criminosas no país, como PCC, CV e outras menos conhecidas. É claro que o presidente e os governadores têm conhecimentos a respeito do avanço do crime organizado por traficantes e demais criminosos. Então, por que nada fazem para coibi-los?! Por que não se unem, num esforço nacional, para enfrentá-los?! A meu ver, trata-se de absoluta falta de autoridade moral, ou seja, os poderes querendo combater e punir bandidos, porém mantendo-se impune dos crimes que comete também contra a população e contra as facções que estão com seus líderes na cadeia.
O fato é que aumenta perigosamente o de contingente dessas facções, que lutam contra elas mesmas pelo poder nas prisões e nas cidades. Quando são tomadas medidas punitivas de transferência de presos para outros presídios, por exemplo, ou quando não são atendidas suas reivindicações, essas organizações criminosas respondem sempre prejudicando o povo, queimando ônibus, fazendo arrastões, depredando lojas e patrimônio público.
ESTADO DE DIREITO? – Aos poucos, os brasileiros mais lúcidos percebem que não estamos em pleno Estado Democrático de Direito, como falsamente alardeiam, alguns, mas sob a égide de uma ditadura parlamentar dissimulada, porém muito bem corroborada pelo Executivo e Judiciário (leia-se Supremo Tribunal Federal).
A partir do momento que os poderes constituídos se mostram nitidamente contrários à lei e à ordem, definitivamente impedem que o desenvolvimento seja o objetivo comum, e elegem o povo como inimigo natural de seus projetos e planejamentos sobre a manutenção do poder. E com isso as facções criminosas, sem sofrerem um combate implacável, acabam assumindo um poder paralelo.
Esse movimento deletério que uniu parte do Legislativo e do Executivo vinha em andamento desde a gestão de José Sarney, mas a participação efetiva do Supremo somente ocorreu mais recentemente. Foi uma surpresa, porque a ação do STF causa maior instabilidade no país, ao partir justamente do poder que deveria nos dar sustentação contra o descalabro e o desmando de Executivo e Legislativo, porém está corroborando para que a Constituição seja solapada e sofra explicitamente a ação de sabotadores!
INIMIGOS DO POVO – Ora, todos sabem que os maiores assassinos, ladrões e estelionatários são os governos federal, estaduais e municipais, porque desviar recursos públicos significa subtrair verbas da saúde, da assistência social, da educação e da segurança, agravando os males da população, especialmente das camadas mas pobres.
Se os cidadãos se unissem contra os governantes, exigindo um comportamento adequado quanto à valorização do brasileiro no que tange a presídios decentes, uma carga tributária condizente, saúde que atenda à demanda, segurança pública efetiva, educação de acordo com o tamanho desse território, uma menor disparidade salarial entre parlamentares e magistrados com relação ao salário mínimo, os roubos praticados pelos poderes sendo punidos com rigor, definitivamente o Brasil melhoraria.
Mas isso não vai acontecer. A alternativa que resta, a meu ver, seria uma intervenção militar temporária, para reorganizar a administração pública, moralizar a política, alterar a forma de escolha de magistrados, para que as facções criminosas mais conhecidas como os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário deixem de atuar contra o povo.

TSE NÃO TERÁ CONDIÇÕES DE FISCALIZAR O FUNDO ELEITORAL DE R$ 3,6 BILHÕES


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Charge do Nani (nanihumor.com)
O fundo eleitoral aprovado na comissão da reforma política da Câmara dos Deputados vai despejar bilhões de reais em campanhas políticas no próximo pleito sem a garantia de fiscalização do uso dos recursos públicos destinados aos partidos. Pela proposta que deve ser analisada nesta semana no plenário da Casa, até R$ 3,6 bilhões serão reservados para custear gastos com propaganda política, mas a atual estrutura da Justiça Eleitoral enfrenta desafios para averiguar a aplicação do montante, considerado alto por especialistas.
O valor, acrescido das verbas já separadas para o Fundo Partidário, pode passar de R$ 4 bilhões – na campanha eleitoral de 2014, os partidos declararam oficialmente gastos de R$ 5,1 bilhões, quando ainda eram permitidas as doações empresariais. Apesar da falta de consenso, os deputados propõem a destinação de 0,5% da receita corrente líquida da União para o financiamento de campanhas, mas já discutem a redução da quantia para 0,25%.
NÃO HÁ REGRAS – Pela primeira vez, a Justiça Eleitoral terá de analisar um montante tão elevado de recursos públicos em campanhas eleitorais. A coordenadora-geral da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), Geórgia Nunes, alertou para a ausência de regras sobre a prestação de contas e a fiscalização do fundo bilionário. “Como se trata de um recurso novo, não se sabe como o Congresso vai estabelecer a forma de prestação de contas. Além da previsão do fundo, o texto precisa ter regras claras sobre essa destinação”, disse a advogada.
Para Geórgia, os parlamentares, ao discutir um fundo tão elevado sem a previsão de fiscalização, não atendem aos anseios da população com respostas eficientes de combate à corrupção, após revelações da Operação Lava Jato. “A sociedade reclama um barateamento de campanha. Isso (o valor do fundo) é um contrassenso.”
VALOR ESTRATOSFÉRICO – A professora de Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Andréa Freitas também criticou o valor do fundo e ressaltou que o financiamento público, somado à possibilidade de doações de pessoas físicas, recursos dos próprios candidatos e do Fundo Partidário, chegaria a valores semelhantes aos declarados em 2014. “É um valor estratosférico. Você tem praticamente todo o valor oficial unicamente vindo do Estado”, disse. “A solução não é uma solução, as campanhas vão continuar extremamente caras.”
Com a proibição de doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015 e com as dificuldades enfrentadas para bancar as eleições de 2016 por meio do Fundo Partidário e das colaborações de pessoas físicas, os parlamentares se articulam justamente para aprovar um aporte bilionário. Sobre a destinação dos recursos, o relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP) cita apenas que “caberá ao Tribunal Superior Eleitoral a fiscalização da distribuição e da utilização dos valores destinados a cada partido”.
“Esclarecer como isso será dividido no interior do partido é fundamental para evitar que os líderes centralizem recursos em um conjunto de candidatos”, disse Andréa. Ela afirmou ainda que essa falta de regras poderá evitar a renovação política e fortalecer “caciques”.
TUDO ATRASADO – Levantamento feito pelo Estadão com base em estudo interno do TSE mostra que cada um dos 148 servidores responsáveis por prestação de contas no País avaliaria, em média, R$ 24 milhões de dinheiro público desse novo fundo por ano. São 137 fiscais nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e 11 na corte superior. Eles, além de avaliar o uso do dinheiro público nas eleições, são responsáveis por analisar as contas anuais dos partidos – em 2017, são R$ 819 milhões. Apenas neste ano o TSE concluiu o julgamento das contas de 2011 – em cinco anos, o prazo prescreve.
Estudo divulgado em abril pela Justiça Eleitoral comparou a fiscalização do País com a do México. Lá, para a análise de contas de nove partidos – no Brasil, são 35 –, há 350 servidores. Cada um é responsável por avaliar, em média, US$ 428 mil por ano de fundo público.
Reservadamente, técnicos da Justiça Eleitoral admitem que o montante bilionário poderá aumentar o gargalo. Um contador regional afirmou que, hoje, já é impossível fazer uma “análise profunda e absoluta” das contas, mesmo que, em ano de pleito, possam ser deslocados servidores de outras áreas.
PRAZO FATAL – Segundo a legislação, as contas eleitorais têm de ser julgadas até a data da diplomação, no dia 19 de dezembro do ano da eleição.
Gil Castello Branco, economista e fundador da ONG Contas Abertas, afirmou que o maior problema não é o número de servidores. “Se as contas fossem prestadas de uma forma mais correta e transparente, poderia até ser reduzida a quantidade de funcionários. Como é hoje, precisa de um exército”, afirmou.
Segundo Castello Branco, na prestação das contas anuais, os partidos chegam a enviar até reproduções de notas apagadas. “É um absurdo. Os partidos fingem que prestam contas e a Justiça Eleitoral finge que analisa.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A irresponsabilidade abunda. Com o país enfrentando sua maior crise econômica, ao invés de baratear as campanhas eleitorais, os políticos conseguem encarecê-las, e sem possibilidade de fiscalização. É um despropósito, um acinte, uma vergonha nacional. (C.N.)


22 de agosto de 2017
Elisa Clavery e Pedro Venceslau
Estadão

PARA TIRAR TASSO DA PRESIDÊNCIA DO PSDB, TUCANOS ATÉ AMEAÇAM DEIXA A SIGLA



Tasso luta para que o PSDB deixe de apoiar Temer
A ala do PSDB que defende o apoio ao governo Michel Temer vai partir para o tudo ou nada. Ela quer a saída do senador Tasso Jereissati (CE) da presidência interina da sigla até o fim desta semana. Diz que, se o presidente licenciado Aécio Neves (MG) não encontrar um substituto, o PSDB vai perder deputados. Entre os que ameaçam deixar a sigla estão quadros históricos e fundadores da legenda. O senador mineiro está licenciado da direção do partido desde o estouro do escândalo da JBS — e não quer retomar o posto agora.
O impasse no tucanato parece intransponível. A gota d’água foi a publicação de um cronograma das convenções do partido. Tasso tinha dito que só oficializaria o calendário após discussão com os vices-presidentes, mas fez o anúncio na sexta-feira (dia 18).
TIRO DE ADVERTÊNCIA – A ala anti-Tasso fará reunião na noite desta segunda-feira (dia 21), em Brasília, para comunicar Aécio sobre sua posição. Dois governadores foram chamados: Marconi Perillo (GO) e Reinaldo Azambuja (MS). Ao menos dez parlamentares estariam dispostos a sair se o cearense continuar no cargo.
Com a sigla dividida, o grupo que apoia Tasso Jereissati também promete reagir a uma eventual deposição. Qualquer desfecho deixará uma fratura exposta.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O mais curioso nessa briga é a posição de Fernando Henrique Cardoso, que apoia Tasso na tentativa de o PSDB desembarcar do governo, para que o partido tenha alguma chance em 2018. FHC diz que todos os partidos já morreram. A frase de efeito é boa, mas na realidade a sucessão de Temer será disputada pelos mesmos partidos que estão mortos, segundo o diagnóstico equivocado de FHC. (C.N.)


22 de agosto de 2-17
Deu na Folha

BRASIL NÃO PRECISA DE NOVAS LEIS, APENAS DE JUÍZES QUE DEFENDAM O INTERESSE PÚBLICO


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Charge do Alpino (Arquivo Yahoo)
O Brasil não precisa de novas leis, é tudo uma grande conversa fiada. O que mantém o país no atraso e o povo na barbárie não é o Grande Irmão ou forças ocultas externas. Quem nos coloca de cócoras, à margem da rodovia do desenvolvimento, causando nosso eterno e irremovível atraso, são os nossos ladrões engravatados. Por isso, nem é necessário criar novas leis. O que o país precisa é de magistrados e de homens descomprometidos com a corrupção e com o crime organizado.
Dos vermes que parasitam o Estado, a nossa “democracia” permitiu ao cidadão-eleitor questionar comportamento e renovar, caso julgue necessário, apenas os que jazem entranhados nos Poderes Executivo e Legislativo, mas manteve os vermes do Poder Judiciário inalcançáveis e com regalias intocadas, imutáveis desde o “tempo da escravidão”, sujeitos, quando muito, a uma aposentadoria precoce, salvo raríssimas exceções.
PRIVILÉGIOS SEM FIM – Os magistrados estão livres das obrigações e das punições aplicadas ao cidadão-eleitor, que paga os salários e penduricalhos de uma “casta aristocrática” de sangue azul, privilegiada, cujos “palácios”, rodeados pela desigualdade e pela miséria, são capazes de envergonhar qualquer sociedade minimamente civilizada.
Venha visitar Brasília e se surpreenda com a suntuosidade dos gigantescos prédios do Supremo, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior Eleitoral, do Tribunal de Contas da União, da Procuradoria-Geral da República etc. Não existe nada igual em nenhum outro país do mundo.  Neste particular, ninguém nos supera.
REFLEXO MORAL – Diante dessa realidade nababesca, que nada tem a ver com a desoladora realidade do país, creio que os ministros do Supremo sejam apenas o reflexo moral dos presidentes que os colocaram ali.
Salvo honrosas exceções(?), esses ministros estão destinados a julgar de acordo com os rigores da lei apenas as questões que não têm consequências institucionais e políticas e que não atingem as elites. Mas sempre julgarão de acordo com a conveniência as questões políticas e criminais dos seus padrinhos, mesmo que para isso se vejam obrigados a contrariar o que já defenderam anteriormente ou jogar no lixo aquele “livrinho” verde e amarelo, símbolo desta Nova República.

  1. Triste país. Triste sina. E olha que de 1988 para cá pouco tempo se passou. Mas já foi mais do que suficiente para que os democratas que se revezam no poder conseguissem inviabilizar o presente e ameaçar o futuro de um dos países mais ricos e viáveis do mundo

22 de agosto de 2017
Francisco Vieira

BUROCRACIA PRIVILEGIADA DE BRASILIA LEVA UMA VIDA BEM LONGE DA CRISE

Fachada do edifício sede do TSE
TSE gasta R$ 272,5 mil para manter seu gramado
Enquanto calcula quanto vai tomar dos brasileiros para cobrir o rombo nas contas públicas, o governo contrata bufê para avião e o Judiciário gasta com jardim. Crise no Brasil? Se existe, está restrita aos hospitais públicos deficientes, lotados até nos corredores. Talvez atinja quem depende de programas de renda mínima e de habitação para famílias pobres (com renda mensal de até dois salários mínimos). Ou prejudique crianças do interior do Maranhão, que estudam embaixo de árvores porque a escola fundamental está sem teto. Ou ainda, afete a rotina da cidade do Rio, onde a insegurança é pública, e o ano letivo de 2017 nem começou na universidade estadual.
Vista de Brasília, essa é uma paisagem de outro mundo, anos-luz de distância. Não tem nada a ver com a vida real que gravita em torno dos orçamentos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário e do caixa de 159 empresas estatais federais ativas.
ILHA DA FANTASIA – Dentro dos 5,8 mil quilômetros quadrados do Distrito Federal, vivem 2,9 milhões de pessoas, quase todas dependentes do Erário. A cidade é um oásis, com boa infraestrutura urbana e renda muito acima do padrão nacional, superada apenas por São Paulo. De cada R$ 100 recolhidos em Imposto de Renda no país, R$ 26 são pagos pelos empregados do setor público que residem em Brasília.
Oito em cada dez brasileiros não ganham em um ano o valor embolsado em apenas um mês pela elite dos procuradores e juízes (entre vencimentos e ajutórios, como auxílio-moradia, recebem uma centena de salários mínimos). A remuneração da grande massa de contribuintes, estacionada na faixa de dois a três salários mínimos mensais, não alcança sequer dois terços da verba de gabinete dos deputados federais (R$ 43 mil ao ano).
ROMBO NAS CONTAS – Mesmo assim, os brasileiros serão obrigados a desembolsar R$ 360 bilhões para cobrir o rombo nas contas públicas deste e do próximo ano. Significa pagamento extra de um salário mínimo e meio em tributos para cada habitante. E vai servir apenas para manter funcionando serviços públicos extremamente precários.
Mudança é palavra impronunciável em Brasília. Semana passada, por exemplo, no Palácio do Planalto discutia-se o anúncio do aumento do buraco nas contas públicas. Perto dali, o Ministério da Ciência e Tecnologia confirmava a abertura de licitação para o bufê “diferenciado” nas “aeronaves da Força Aérea Brasileira utilizadas pelo ministro”.
JARDIM E GARÇONS – Percebia-se a Justiça Eleitoral preocupada com seu jardim, mantido ao custo de R$ 272,5 mil. O Superior Tribunal de Justiça gastava R$ 7,4 milhões com a contratação de 108 garçons, copeiros, cozinheiros, e respectivos chefes, embora tenha 92 deles no quadro de funcionários. Na garagem do palácio do STJ, que tem 32 elevadores, debatia-se a pintura do piso, ao custo de R$ 600 mil, para demarcação das vagas dos 33 juízes servidos por 120 motoristas, mais 1,8 mil chefes.
A vasta legislação em vigor sugere que o Brasil é um país rígido no trato com o dinheiro público. É impossível, porém, encontrar os responsáveis pelos sucessivos rombos nas contas públicas. Nos registros judiciais eles simplesmente não existem, como mostra o mais recente estudo dos consultores do Senado Débora Ferreira, Fernando Meneguin e Maurício Bugarin.

22 de agosto de 2017
José Casado
O Globo

3 BILHÕES É POUCO PARA O GILMAR MENDES

3 BILHÕES É POUCO PARA O GILMAR MENDES


22 de agosto de 2017
postado por m.americo

GILMAR MENDES E BARATA FILHO - BOECHAT NÃO PERDOA O FALASTRÃO

GILMAR MENDES TOMAVA CONTA DE TUDO

DELTAN DALLAGNOL HUMILHA GILMAR MENDES POR QUERER ANULAR PROVAS DA LAVA JATO