"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

FERNANDO BAIANO DIZ QUE LEVAVA DINHEIRO VIVO PARA ENTREGAR A CUNHA




Depoimento do lobista destrói o que restava de Eduardo Cunha




















O lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, afirmou em depoimento ao Conselho de Ética nesta terça-feira (26) que esteve pessoalmente com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), “mais de dez vezes”, incluindo em seu gabinete no Congresso, em sua casa, no Rio de Janeiro, e no escritório político no Rio. Baiano foi ouvido como testemunha do processo de cassação de Cunha e confirmou os depoimentos de sua delação premiada. Afirmou que pediu ajuda de Cunha para cobrar a dívida de uma propina devida pelo lobista Julio Camargo e que entregou cerca de R$ 4 milhões em espécie no escritório do peemedebista no Rio.
A propina de Julio Camargo era por contratos obtidos junto à diretoria Internacional da Petrobras, com intermédio de Fernando Baiano.
O lobista relatou ter conhecido Cunha em 2009, por meio de um amigo em comum durante um café da manhã no Rio de Janeiro, e que se aproximaram após isso. “A primeira vez que eu vim, que eu fiz essa aproximação com o deputado, eu fiz essa visita a ele no gabinete dele [na Câmara]”, contou.
NA CASA DE CUNHA
Questionado sobre a casa de Cunha, o lobista descreveu como eram os encontros no local: “Você passou pela porta principal, tinha logo uma porta à esquerda que era o escritório dele. Todas as vezes a gente conversava nesse escritório. Não posso falar de toda a casa do deputado porque não tive acesso a todas as dependências”.
Sobre o fato específico analisado pelo Conselho de Ética, a acusação de que Cunha mentiu aos pares ao dizer não possuir contas no exterior, já que foram descobertas quatro contas bancárias ligadas a ele na Suíça, Baiano disse não ter informações.
“Relativo a esse assunto [as contas no exterior], não fiz nenhum pagamento. Foi sempre em espécie”, afirmou, ao ser questionado pelo relator do processo de cassação de Cunha, Marcos Rogério (DEM-RO).
TUDO REGISTRADO
A Folha revelou em setembro do ano passado que a Câmara registrou nove visitas de Fernando Baiano entre 2005 e 2014, algumas delas dias antes de receber os pagamentos de Julio Camargo que seriam divididos com Eduardo Cunha.
Questionado sobre as visitas ao gabinete de Cunha no Congresso, ele respondeu: “Talvez duas, três vezes”.
Pelo relato de visitas à casa de Cunha, o deputado Julio Delgado (PSB-MG) afirmou que ficou configurada mais uma mentira do peemedebista no depoimento à CPI da Petrobras, porque Cunha havia dito que nunca recebeu Baiano em sua casa.
Baiano contou ainda que, certa vez, recebeu o pagamento destinado a Cunha em um fim de semana e queria entregar o dinheiro na casa do deputado, no Rio, mas ele não aceitou. “Como eu não gostaria de ficar com esses valores em minha residência, eu comuniquei ao deputado que tinha esse valor já comigo, [perguntei] se eu poderia entregar a ele na residência dele. E ele preferiu que não, pediu que eu entregasse na segunda-feira no escritório dele”, contou.
‘É PROPINA MESMO’
O lobista disse ainda que ofereceu a Cunha um aumento de 20% para 50% do valor da dívida que dividiria com ele para “um estímulo a mais” na cobrança a Julio Camargo.
O lobista afirmou que, ao pedir ajuda de Cunha na cobrança da dívida de Julio Camargo, não especificou ao deputado que se tratava de propina. “Eu falei que nunca tratei com o deputado Eduardo Cunha falando esse termo ‘propina’. Agora que é propina é. É vantagem indevida, é propina, é isso mesmo”, disse.
Durante o depoimento, Fernando Baiano chegou a pedir um aparte para comentar que a corrupção partia sempre dos políticos, e não dos empresários.
PARTIA DOS POLÍTICOS…
“Os pleitos sempre vinham dos políticos, utilizando os agentes públicos colocados por eles nas agências públicas. Não são os empresários os culpados do que está acontecendo”, afirmou.
A defesa de Cunha tem negado as acusações de Fernando Baiano. Afirma que ele não recebeu propina por contratos da Petrobras e que não ajudou na cobrança de Julio Camargo. Em nota, a assessoria de Cunha informou que “a alegação é antiga, sem provas, integra a denúncia do STF, e foi desmentida com contundência pela defesa do deputado”.
O depoimento durou cerca de duas horas e meia e, por um acordo com a defesa de Baiano, ocorreu sem a presença de fotógrafos e cinegrafistas.

29 de abril de 2016
Aguirre Talento
Folha

A BURRICE DOS POLÍTICOS DO PT DEIXOU O PMDB E O PSDB SEM ADVERSÁRIOS




Charge sem assinatura (Arquivo Google)
O impeachment está consumado e chegando ao fim. Se somarmos a quantidade de deputados e senadores investigados e até condenados, como Ivo Cassol, que há mais de um ano foi julgado pelo Supremo e a sentença ainda não foi confirmada pelo Senado, chegaríamos à metade dos congressistas ou mais. Cunha votou e depois gargalhou. Delcídio e Cassol devem fazer o mesmo. Na verdade o PT fez tudo para chegar a esse desiderato. Dilma, eu continuo a dizer, participou do governo e tem responsabilidade. Mas a burrice dos políticos do PT, sem argumentos e dialética, bisonhos, deixou o PMDB e o PSDB sem adversários.
O PT se submeteu à chantagem nas duas casas do Congresso. Temer, vice-presidente e presidente por quinze anos do PMDB, via satisfeito Cunha encher as pautas de bombas e nada fazia para ao menos conter o furor do presidente da Câmara.
UM PANACA
O ex-ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, é um panaca. Parecia até um agente infiltrado no governo. Todos os conselhos a Dilma foram verdadeiras armadilhas. O dois procuradores indicados por ele não podiam tranquilamente assumir os cargos.
O golpe de misericórdia no governo foi meter na cabeça de Dilma que devia nomear Lula para Casa Civil trombeteando aos quatro ventos que defenderia sua nomeação no Supremo. Excluindo a primeira defesa na comissão de admissibilidade, as outras iniciativas for patéticas. Culminando com um pedido de anulação fora de hora, que o STF teve que varar a madrugada para pulverizar a pretensão mal fundamentada.
DILMA É INFLUENCIÁVEL
Dilma tem personalidade forte, mas é influenciável. Pensa ainda estar na guerrilha tentando salvar companheiros. É audaciosa, mas não atiNgiu o estágio da inteligência. É facilmente iludida. Vai lutar, vai espernear, mas nem milagre pode salvá-la.
Só para lembrar: Cardozo é tão burro que já antecipou para a imprensa o que vai dizer em sua defesa no senado. Os adversários estão rindo de um canto a outro da boca. Muita burrice.
E MOREIRA FRANCO???
Os petistas nunca exploraram a figura de Moreira Franco, o mentor do “Golpe da Proconsult”, que tentou fraudar as eleições de 1982 para tirar a vitória de Brizola. Moreira, figura sinistra, é o conselheiro do peito de Temer. Quem perde é que chora. Falar em antecipar eleições é outra burrada do PT. Isso fere a onstituição.
Disse mais de uma vez que nada aconteceria com a votação da admissibilidade do impeachment. Tudo que Lula fala é democrático. Protesto, greves, e outros movimentos são atitudes democráticas. A democracia não é praticada no silêncio dos cemitérios. Só não pode é usar de violência planejada. O protesto é a coisa mais democrática do mundo. Cacetada daqui, pedrada dali, é sinal de democracia.
Temer, que faz parte do restolho da ditadura, deve sentir pressão. Ou enfrentar e dialogar. Já escutei que seus secretários informais dizem que vão baixar a porrada. Será?

29 de abril de 2016
Antonio Santos Aquino

O MAIOR DE TODOS OS ROUBOS




Para governar, Temer tem de distribuir cargos aos partidos



















Do mensalão ao petrolão, do desvio no orçamento dos ministérios e das empresas públicas, do assalto aos bancos estatais e às encomendas de toda espécie celebradas à sombra dos governos federal, estaduais e municipais – salta aos olhos a rota para todos os roubos. Trata-se da desfaçatez com que os partidos políticos se lançam a exigir sua parte no botim.
Traduzindo: desde governos anteriores que as agremiações partidárias conseguiram estabelecer a teoria da participação no roubo. Dos grandes aos pequenos, impuseram a divisão dos ministérios conforme o tamanho de suas bancadas e de seus votos.
De José Sarney a Fernando Henrique, do Lula a Dilma, todos os presidentes compuseram suas equipes contemplando os partidos, sob pena de não poderem governar sem o apoio deles. Talvez por isso os partidos tenham se multiplicado tanto, hoje em número de 39.
DE ALTO NÍVEL…
Volta e meia surge a ideia da formação de equipes apolíticas e apartidárias, de alto nível ou seja lá o que for, mas a promessa costuma não durar. Cede à pressão fisiológica dos partidos que ameaçam destruir os governos se não conquistarem ministérios capazes de proporcionar-lhes lucros e sinecuras de toda espécie.
Ainda agora assistimos a quase extinta presidente Dilma dividindo seu governo, na tentativa de salvar-se. Assim como, mais grave ainda, o futuro presidente Michel Temer fazendo a mesma coisa.
Pedaços da administração federal são retaliados, geralmente sem preocupação com a competência. Recebem a palavra mágica, a chave que lhes abrirá a caverna do Ali Babá. Quase sempre mancomunados com expressões do mundo financeiro e do próprio governo.
CERCADO DE PIRANHAS
Basta atentar para a agenda do ainda vice-presidente, cercado de líderes partidários nadando feito piranhas ao redor do trono. Se os presidentes da República cumprem o dever de casa, chegam ao fim de seus mandatos. Caso contrário, são ejetados, como acontece agora com Madame e aconteceu com Fernando Collor.
A conclusão dessa relação desavergonhada é que a corrupção aumenta sempre, assim como de mandato para mandato diminui a eficiência dos governos. Locupletam-se todos, pelo menos até o momento em que a corda arrebenta. Como está para acontecer…

29 de abril de 2016
Carlos Chagas

PROPOR ELEIÇÃO PRESIDENCIAL ESTE ANO É DESESPERO TOTAL DO PETISMO



Charge do PW (pwdesenhos.com.br)
Essa ideia de se fazer uma nova eleição presidencial, em outubro, significa, para mim, o desespero do petismo, porque perderá todas as boquinhas no poder. Não morro de amores pelo Michel Temer nem por PMDB, PSDB, Cunha, Renan e seus comparsas. Mas, por outro lado, estou doido para me livrar do petismo, que nos enganou, mentiu, roubou e está acabando com o país. E esperarei 2018 para ver se conseguiremos mudar de verdade e democraticamente, o Brasil.
Não verdade, o PT nem começou a governar. Após 13 anos (curiosa coincidência) no poder, aí estão os sem terra reivindicando a reforma agrária e o sem teto denunciando o déficit de moradias populares, além de desemprego crescente, inflação, insegurança pública, infraestrutura caótica, notadamente, nas áreas dos transportes e energia, saúde pública e educação lastimáveis, enfim, um conjunto de ineficiências, iniquidades e inabilidades que, junto com a corrupção desenfreada, resultaram nesse ambiente de insatisfação geral.
O que hoje vemos no Congresso é o repúdio a esse conjunto orquestrado de incompetência gerencial e política.
RASGAR A CONSTITUIÇÃO
Até acho muito engraçado ver os petistas brandindo a Constituição, dizendo que querem rasgá-la, que está havendo um “golpe” e outras bobagens.
Logo eles que fizeram questão de não assinaram a Constituição Federal de 1988, que Ulysses Guimarães chamou de a “Constituição Cidadã”. São uns cínicos.

29 de abril de 2016
Mário Assis Causanilhas

"NUNCA VI UM CRIME COM TANTA IMPRESSÃO DIGITAL" - DIZ REALE JR.

JURISTA DISSE QUE AUTORIZAÇÃO DO CONGRESSO VEIO DEPOIS DO CRIME COMETIDO

JURISTA DISSE QUE AUTORIZAÇÃO DO CONGRESSO VEIO DEPOIS DO CRIME COMETIDO. FOTO: JEFFERSON RUDY/SENADO


Questionado sobre questões técnicas em seu discurso de acusação, um dos autores do impeachment, Miguel Reale Jr., afirmou que há muito clareza na responsabilidade da presidente na edição de créditos suplementares.

"Nunca vi um crime com tanta impressão digital", afirmou Reale. O jurista alegou que é evidente que não havia autorização para que a presidente editasse os decretos de créditos suplementares. "Pode haver autorização legislativa, e se houver, pode-se editar o decreto. Mas não houve. Por que não? Por que realizar decretos passando por cima da Casa Legislativa?", indagou.

Em defesa da presidente, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) argumentou que havia, sim, autorização para os decretos. "Fica autorizada a abertura de créditos suplementares, desde que sejam compatíveis com a meta fiscal. Tem um princípio da anualidade", argumentou.

Reale rebateu afirmando que a prova de que não havia autorização do Legislativo é a edição dos créditos por decreto pela presidente.


29 de abril de 2016
diário do poder

CACHORRO NÃO VOTA





Cena contada por Simão Pessoa, no seu “Folclore Político do Amazonas”: um homem chega para votar em Iranduba, na eleição de 2000, seguido por um cão. “Vai embora, Faísca!”, ordena. Mas o cachorro o ignora.

- Deixa de ser intrometido, Faísca! – insiste.

Como o animal não arredava patas, tomou um chute nas costelas. O pobrezinho saiu em disparada, ganindo. O homem explicou suas razões aos demais eleitores, indignados com a agressão:

- Bicho besta, esse Faísca. Eu já disse que aqui a gente pode votar em cachorro, mas cachorro ainda não pode votar...



29 de abril de 2016
in diário do poder

NÃO SERÁ PEDIDA A EXPULSÃO DO ARGENTINO ADOLFO PÉREZ ESQUIVEL??



Cercado de petistas, Esquivel discursa ilegalmente no Senado
O Ministério Público Federal não vai pedir a expulsão do Brasil do argentino Adolfo Pérez Esquivel? Mesmo com o honroso título de Prêmio Nobel da Paz, ganho em 1980, Esquivel jamais poderia ter ido nesta quinta-feira ao plenário do Senado e discursar em favor de Dilma e se mostrar preocupado com um “possível golpe de Estado no Brasil”. Esquivel tem lá seus méritos e é para ser aplaudido por onde passa e onde vai. Não é qualquer um que merece e fez por onde receber tão honroso título que o mundo outorga e reverencia.
Mas no Brasil há lei. E a lei manda expulsar Esquivel, em razão do pronunciamento que fez no Senado. Não poderia ter feito pronunciamento algum, no Senado e nem no banheiro do hotel que o hospeda, mesmo se estivesse sozinho e falando para as paredes.
O QUE DIZ A LEI
Vamos à legislação brasileira. É o Estatuto do Estrangeiro, Lei nº 6815, de 19.8.1980. Diz o artigo 65:
“É passível de expulsão o estrangeiro que, de qualquer forma, desrespeitar proibição especialmente prevista em lei para estrangeiro”.
E aqui vai uma pergunta: qual a proibição que a lei brasileira impõe a Esquivel, ou a qualquer outro estrangeiro?
A resposta está no artigo 107 do mesmo Estatuto:
“O estrangeiro admitido no território nacional não pode exercer atividade de natureza política, nem se imiscuir, direta ou indiretamente, nos negócios públicos do Brasil”.
Pronto. Aí está a infração à lei que Esquivel cometeu dentro do parlamento brasileiro: fez discurso político em favor de Dilma e se imiscuiu, direta e frontalmente, no dramático momento político pelo qual nosso país atravessa.
VOZ DE PRISÃO
Qualquer um do povo poderia — e os parlamentares deveriam — dar voz de prisão a Esquivel, conduzindo-o preso à presença de um delegado da Polícia Federal ou mesmo diante de um juiz federal de Brasília.
Se ele ainda estiver no território brasileiro, podem prendê-lo e levá-lo à presença da autoridade.

29 de abril de 2016
Jorge Béja

DILMA DESVIA VERBA DA ELETROBRAS PARA AUMENTAR PROPAGANDA INSTITUCIONAL



Charge do Ivan Cabral, reprodução da Charge Online
A presidente Dilma Rousseff editou Medida Provisória para abrir crédito extraordinário em favor da Presidência da República e do Ministério do Esporte, no valor de R$ 180 milhões. Do total, R$ 100 milhões serão destinados para a Presidência da República para ações de comunicação institucional e publicidade de utilidade pública. Os outros R$ 80 milhões vão para a pasta do Esporte, para implantação de infraestrutura para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016.
Ao destinar crédito extraordinário para essas ações, o governo cancela uma dotação de R$ 100 milhões para o Ministério de Minas e Energia que seriam utilizados em uma operação de participação da União no capital da Eletrobrás. Outros R$ 80 milhões foram remanejados do próprio ministério do Esporte, que estavam destinados ao desenvolvimento de atividade e apoio a projetos de Esporte, Educação, Lazer, Inclusão Social e Legado Social.
A MP 722 está publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União com data de 28 de abril, que circula nesta sexta-feira, 29.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Esta notícia foi enviada pelo comentarista Wilson Baptista Júnior, que fez a seguinte observação: “A reportagem do jornal é enganadora. Na verdade o governo retirou 100 milhões da Eletrobrás para aplicar tudo em propaganda, os 80 milhões do esporte são remanejamento da verba do próprio ministério. Vale tudo para tentar evitar o impeachment…”


29 de abril de 2016
Deu no Estado de Minas

DRA. JANAÍNA PASCHOAL DEFENDE O IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEFF NO SENADO

CONTAS PÚBLICAS TÊM DEFICIT PRIMÁRIO DE R$ 10,6 BILHÕES

PIOR RESULTADO PARA MARÇO
ESTE É O PIOR RESULTADO PARA O MÊS DE MARÇO DESDE 2001


EM 12 MESES, ROMBO NAS CONTAS PÚBLICAS ATINGIU MARCA INÉDITA DE 2,28% DO PIB (FOTO: EBC)

O setor público consolidado, formado pela União, estados e municípios, voltou a apresentar - em março - saldo negativo nas contas públicas, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (29).

O déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 10,644 bilhões, o pior resultado para meses de março na série histórica iniciada em dezembro de 2001. Em fevereiro deste ano, houve déficit primário de R$ 23,040 bilhões.

Em 12 meses encerrados em março, o déficit primário ficou em R$ 136,022 bilhões, o que corresponde a 2,28% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Em março deste ano, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) acusou déficit primário de R$ 8,944 bilhões. Os governos estaduais registraram superávit primário de R$ 147 milhões, e os municipais, déficit de R$ 1,040 bilhão. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram déficit primário de R$ 806 milhões no mês passado.

Em março último, o governo enviou ao Congresso Nacional projeto para alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e permitir que a União possa fechar o ano com déficit primário de R$ 96,65 bilhões.

Receita

Em março, o resultado de juros nominais apresentou receita líquida de R$ 648 milhões, contra a despesa de R$ 69,489 bilhões do mesmo mês de 2015. O resultado positivo na conta de juros é inédito na série histórica do BC.

O déficit nominal, formado pelo resultado primário e os resultados de juros, chegou a R$ 9,995 bilhões no mês passado, ante R$ 69,249 bilhões de março de 2015. Em 12 meses encerrados em março, o déficit nominal ficou em R$ 579,318 bilhões, o que corresponde a 9,73% do PIB.

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 2,314 trilhões em março, o que corresponde a 38,9% do PIB, com elevação de 2,1 pontos percentuais em relação a fevereiro.

A dívida bruta (contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 4,005 trilhões ou 67,3% do PIB, com redução de 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior. (ABr)



29 de abril de 2016
diário do poder

MORO ACEITA DENÚNCIA E MARQUETEIRO DO PT AGORA É RÉU

JOÃO SANTANA, MÔNICA MOURA E MARCELO ODEBRECHT SÃO ACUSADOS

ELES SÃO ACUSADOS PELO CRIMES DE LAVAGEM DE DINHEIRO E ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA NO PETROLÃO (FOTO: FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO)


O juiz federal Sérgio Moro aceitou nesta sexta-feira, 29, denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e abriu ação penal contra o marqueteiro do PT João Santana, sua mulher, Mônica Moura, e mais dez pessoas, entre elas o empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht, e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Eles são acusados pelo crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema de cartel e corrupção na Petrobras.

Na denúncia, o MPF aponta os repasses do setor de propinas para o casal de marqueteiros, que teriam recebido US$ 6,4 milhões no exterior de contas atribuídas à Odebrecht e R$ 23,5 milhões no Brasil.

Ao todo foram 45 pagamentos aos marqueteiros no Brasil, de 24 de outubro 2014, ainda durante o período eleitoral até 22 de maio 2015.

“Há provas decorrentes de depoimentos de criminosos colaboradores conjugados com provas documentais de transferências bancárias subreptícias, inclusive das contas no exterior e de planilhas apreendidas”, escreveu Moro em sua decisão.

Também integra a lista de novos réus da Lava Jato a ex-secretária Maria Lúcia Tavares, que atuava no Setor de Operações Estruturadas, nome oficial do “departamento de propinas” e que fez acordo de colaboração e revelou como funcionava o esquema de pagamentos ilícitos da empreiteira.

Veja a lista de réus da Operação Xepa, 26ª fase da Lava Jato:

1) Ângela Palmeira Ferreira;
2) Fernando Migliacci da Silva;
3) Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho;
4) Isaías Ubiraci Chaves Santos;
5) João Cerqueira de Santana Filho;
6) João Vaccari Neto;
7) Luiz Eduardo da Rocha Soares;
8) Marcelo Bahia Odebrecht;
9) Marcelo Rodrigues;
10) Maria Lúcia Guimarães Tavares;
11) Monica Reginha Cunha Moura;
12) Olívio Rodrigues Júnior.



29 de abril de 2016
diário do poder

NOTAS POLÍTICAS

COLUNA ESPLANADA

Temer admite dificuldade para reduzir ministérios
O vice-presidente Michel Temer revelou que seu projeto é eliminar 12 ministérios, mas confidenciou que será muito difícil


A mudança de estratégia de Temer é óbvia – o assédio partidário (Foto: EBC)


Num encontro com deputados aliados na quarta-feira, o vice-presidente Michel Temer, prestes a assumir o Governo, revelou que seu projeto é eliminar “12 ministérios” o número de pastas na Esplanada, mas confidenciou que “será muito difícil” chegar a esse número. Temer ouviu de um parlamentar que o primeiro passo é tirar dos ministérios todos os petistas. O vice riu, e concordou.

25 pastas


Hoje, a Esplanada conta com 31 ministérios, após Dilma excluir oito. Plano inicial de Temer era reduzir para 19, mas já admite que pode ficar com até 25 pastas.

Boquinha renovada

A mudança de estratégia de Temer é óbvia – o assédio partidário. Com exceção do PCdoB, todos os partidos que estavam com Dilma já fecharam com Temer.

Sem blindagem


A nomeação da primeira-dama Carolina Oliveira como secretária de Trabalho do Governo de Minas não a blinda no STJ. Ela pode ser presa pela PF na Acrônimo.

Xerife de contas

Michel Temer repetiu aos sindicalistas, durante a “assembleia” no Palácio do Jaburu, que não vai passar a tesoura no programa Bolsa Família. Mas adiantou que busca um nome de peso para comandar a Controladoria Geral da União.

Limpa

A intenção do futuro presidente é fazer uma devassa no cadastro e excluir beneficiários que não se enquadram no perfil do programa. E são milhares.

Cheiro do Poder


A dieta vegana anda mexendo com os poucos neurônios da presidente Dilma. Isolada e, pelo visto, carente, ela soltou esta para blogueiros visitantes: “Gosto de receber ‘cheiro’; ‘cheiro’ é tão brasileiro. Podem mandar muitos ‘cheiros’ que eu gosto”.

Mudança de hábito


Ex-lulista fervoroso, o senador Hélio José (PMDB-DF) diz ser balela a tese de golpe propalada pelo Governo. O peemedebista virou o maior entusiasta do senador José Serra (PSDB-SP), e faz campanha para ele virar ministro: “Ele é um animal político”.

Desbravando o crime..

O ministro do STF Teori Zavascki tirou alguns dias para estudar as engenhosas planilhas da Odebrecht que mostram a derrama de propina para partidos políticos.

..separando o joio


Pela análise de Zavaski, dá para separar o joio do trigo, ou seja, o dinheiro limpo do caixa 2. Por isso, pediu investigação à Procuradoria-Geral da República. A bola, ou melhor, as planinhas agora estão na mesa de Rodrigo Janot.

O elo


No desespero para tentar manter Dilma, o ex-presidente Lula visa aproximação com senadores da oposição. O elo com opositores do Nordeste é o vice do governador Flávio Dino do Maranhão, Carlos Brandão (PSDB). Mas ninguém quer conversa com o Barba.

Viana x Gladson

O senador petista Jorge Viana (AC) pagou mico. Na tribuna, ironizou o colega e adversário no Acre Gladson Cameli (PP) como alguém que não entende de ‘pedaladas’ mas está na comissão do impeachment da presidente Dilma. Viana citou a jornalista Miriam Leitão como autora da provocação. Miriam desmentiu numa ligação em seguida

#foimal

Viana, muito sem graça, telefonou para Cameli e pediu desculpas. Mas não voltou à tribuna para se corrigir em público. Cameli estuda representar contra o petista por falta de decoro.

ABL em Brasília


A Feira do Livro de Brasília, de 1º a 10 de julho, confirmou a vinda dos imortais Carlos Nejar, Antônio Carlos Secchin e do jornalista paulista Vicente Vilardaga que lançará ‘A Clínica – a farsa e os crimes de Roger Abdelmassih’.

Ponto Final

“Gostaria de poder fazer algo sobre a corrupção no País. Se dependesse de mim, todos estes deputados corruptos estariam na cadeia”

Do então presidente Lula, em 2005, em discurso à imprensa na Granja do Torto, durante reunião com ministros, dois dias depois do estouro das denúncias de Roberto Jefferson que revelaram o mensalão.



29 de abril de 2016
Opinião e notícia
Com Walmor Parente e Equipe DF, SP e Nordeste

SERRA PODE VIRAR CHANCELER

SERRA PODE VIRAR CHANCELER, MAS SERÁ DO 'NÚCLEO DURO' DA ÁREA ECONÔMICA

ELE PODE CHEFIAR DIPLOMACIA COM PRIORIDADE AO COMÉRCIO EXTERIOR


COM SERRA, O ITAMARATY ABSORVERIA O MINISTÉRIO DE DESENVOLVIMENTO E COMÉRCIO EXTERIOR.


O vice-presidente Michel Temer vai escalar o senador José Serra (PSDB-SP) para ser seu braço de interlocução com o empresariado e alojá-lo num Ministério das Relações Exteriores fortalecido, com o comando do comércio exterior. Serra integrará um "núcleo duro" da economia, do qual também devem fazer parte Henrique Meirelles, na Fazenda, Romero Jucá, no Planejamento, e Moreira Franco, em uma supersecretaria ligada à Presidência que coordenará concessões, parcerias público-privadas (PPP) e privatizações.

A missão do quarteto é reerguer a economia, que caminha para seu segundo ano de retração. Serra será incumbido de fortalecer as exportações, por meio de acordos comerciais com os principais mercados do mundo. A avaliação na equipe de Temer é de que a política externa das administrações petistas foi equivocada, ao priorizar os países emergentes.

Já o papel de Moreira Franco, que não terá status de ministro na estrutura enxuta formulada por Temer, é trazer para o Brasil os recursos que estão circulando no mundo à cata de bons negócios. Será um programa inspirado no Plano de Metas de Juscelino Kubitschek (1956-1961), que estabelecia objetivos para investimentos em infraestrutura e a industrialização.

Há uma carteira de R$ 31,2 bilhões em concessões de rodovias, portos, ferrovias e aeroportos que podem ir a leilão este ano. Moreira acha, porém, que é preciso criar um ambiente mais amigável à iniciativa privada para que esses empreendimentos deslanchem. Coisas como fixação de taxas de retorno e excesso de intervenção do Estado deverão ser eliminadas.

Convite

A melhoria do ambiente passa também pela definição dos ocupantes da Fazenda, do Planejamento e do Banco Central. Na próxima semana, Temer pretende formalizar o convite para que Meirelles ocupe a Fazenda, como sua cota pessoal. Ex-presidente do Banco de Boston e executivo com longa carreira no mercado financeiro, ele é considerado uma grife importante para dar segurança ao investidor externo. Meirelles escolherá o presidente do BC, porque Temer quer uma equipe azeitada.

O time deverá ser completado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), que ficará num Planejamento fortalecido. A pasta tende a ganhar o comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), hoje no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Essa pasta será desmontada, para a parte do comércio exterior migrar para o Itamaraty de Serra.

Jucá foi escalado por duas razões: conhece temas fiscais, por já ter sido relator do projeto de lei do Orçamento, mas principalmente pela capacidade de negociar no Congresso. Caberá a ele obter aprovação para as medidas duras de ajuste nas contas públicas. De saída, Temer precisará de autorização do Congresso para fechar as contas de 2016 com um rombo próximo a R$ 100 bilhões. O governo Temer planeja medidas de redução nos gastos e não está descartado o apoio à recriação da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF).

Ciente de que vai herdar uma "terra arrasada" ao assumir o governo, Temer está particularmente preocupado com a Caixa. Não sabe o que encontrará numa instituição que foi instrumento de políticas como o Minha Casa Minha Vida e o Minha Casa Melhor, que financiava a compra de eletrodomésticos, e alvo de "pedaladas" para o pagamento de benefícios como o abono e o seguro-desemprego.

Há também preocupação com a Petrobras, onde operou o esquema de desvio de recursos investigado pela Operação Lava Jato. Segundo interlocutores, o vice gosta do trabalho do atual presidente, Aldemir Bendine, mas considera que não há condições políticas para mantê-lo. Temer pretende alterar o marco regulatório do pré-sal, também com o objetivo de atrair investimentos externos para o País.



29 de abril de
diário do poder

PLANALTO QUER O ERÁRIO BANCANDO 'GOVERNO PARALELO'

PLANO SECRETO
TURMA DE DILMA ARMA 'GOVERNO PARALELO' PAGO PELO CONTRIBUINTE


PLANALTO QUER QUARENTENA REMUNERADA PARA BANCAR GOVERNO PARALELO. FOTO: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

Plano secreto do Planalto, ao qual esta coluna teve acesso, prevê uma manobra que obrigaria os cofres públicos a bancar o “governo paralelo” anunciado por Dilma após seu afastamento. A ideia é nomear ainda no governo atual, antes do dia 11 (data de votação do impeachment), os membros do futuro “governo paralelo”. Ao serem demitidos pelo novo governo, pedirão o “direito a quarentena remunerada” por 4 meses. A informação é do colunista Claudio Humberto, do Diário do Poder.

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República teria papel essencial para fazer os cofres públicos bancarem o “governo paralelo”.

O esquema prevê aprovação da “quarentena” pela Comissão de Ética Pública, alegando “inviabilidade” de os demitidos obterem empregos.

Quatro meses de “quarentena remunerada” serão suficientes para bancar o “governo paralelo”, avalia a cúpula do PT no Planalto.

Suspeito de corrupção no governo, ex-ministro Antonio Palocci obteve “quarentena remunerada” avalizada pela Comissão de Ética Pública.



29 de abril de 2016
diário do poder

JURISTA REAFIRMA E EXPLICA CRIME DE RESPONSABILIDADE DE DILMA

JANAINA PACHOAL EXPLICA COMO DILMA LESOU O ORÇAMENTO E O DECORO

A JURISTA JANAINA PASCHOAL É CO-AUTORA DO PEDIDO DE IMPEACHMENT SOB EXAME. (FOTO: ANDRÉ DUSEK/AE)


Convidada para falar na Comissão Especial do Impeachment nesta quinta-feira, 28, a advogada Janaina Paschoal, que é uma das autoras do pedido de afastamento da presidente Dilma Rousseff, disse que o governo sabia que as pedaladas fiscais eram ilícitas e por isso as escondeu. "A prova do dolo é que o governo escondeu a manobra, porque sabia que era ilícita", disse.

Falando de maneira didática, firme, desassombrada, a jurista empolgou ainda mais os defensores do impeachment. "Ela deu show!", admitiu um senador do PDT ainda relutante quanto ao julgamento final da presidente. "Ela matou a pau", reconheceu uma colunista de emissora de TV.

O discurso de Janaina se arrastou por quase uma hora até que ela chegasse aos pormenores da denúncia acolhida pelo Congresso Nacional para afastar a presidente Dilma Rousseff. Ela falou sobre sua trajetória profissional, sobre seu estado de saúde, sobre e-mails que recebe da população e só ao final se dedicou às pedaladas fiscais.

Segundo ela, o governo tomou empréstimos em uma operação de crédito por antecipação, algo que afrontaria a Lei de Responsabilidade Fiscal. "Foi lesão ao orçamento e ao decoro. E ela é inocente?", questionou, já rouca.

Em resposta ao líder do PT, Humberto Costa (PE), que afirmou que Janaína Paschoal prega "discurso de ódio e discurso político", a professora da Universidade de São Paulo, fez questão de salientar: 

"Vossas excelências [do PT] vêm há décadas dividindo o país, eu proponho união. Isso é discurso político? Sim. Mas não é partidário." 
O senador petista, ao final da sua fala, levantou a bola da "eleição direta", ao defender uma PEC para adiantar o pleito presidencial, e acusou a advogada de ser contra o voto direto: "Eu nunca falei contra eleição direta. Falo de eleição antecipada. Não há previsão constitucional para eleição antecipada. Para impeachment tem," concluiu.

O senador Romário (PSB-RJ), um dos últimos a tomar a palavra na comissão, surpreendeu ao anunciar apoio ao impeachment de Dilma, mas também ironizou o horário avançado da reunião: "Já que é sexta-feira, bom dia presidente, bom dia a todos", disse, arrancando gargalhadas. O senador, ex-craque da Seleção Brasileira, elogiou muito a advogada e disse: "Você me lembra muito um ex-jogador da Seleção, camisa 11, que não se deixava intimidar com o tamanho dos zagueiros". 
Janaina Paschoal se mostrou fã do ex-joagador, "independente de qualquer time"; retribuiu os elogios e agradeceu o apoio de Romário.


29 de abril de 2016
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