"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

CUNHA EXPLICA COMO SERÁ A TRAMITAÇÃO DO IMPEACHMENT



BRASÍLIA, DF, BRASIL, 17.09.2015. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, dá entrevista no Congresso Nacional. (FOTO Alan Marques/ Folhapress) PODER
Cunha expõe as regras que a Câmara terá de seguir
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entregou nesta quarta (23) a resposta aos questionamentos da oposição sobre o rito a ser adotado em um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Conforme adiantou a Folha, o presidente se ateve a questões regimentais e se negou a tratar de mérito, como a possibilidade de responsabilização da presidente por crimes de responsabilidade fiscal.
“A indagação sobre a possibilidade do presidente da República reeleito por atos praticados no curso do primeiro mandato, no exercício das suas funções presidenciais, não se reduz a uma questão de procedimento ou interpretação de norma regimental”, afirmou Cunha em sua resposta.
Ele também disse que só se manifestará sobre eventual renúncia de Dilma “apenas se necessário, uma vez que sua elucidação em nada interfere na organização, clareza e previsibilidade do procedimento referente à análise da admissibilidade de denúncia por crime de responsabilidade”.
PRAZOS E TRÂMITES
No mais, Cunha delimitou prazos e ressaltou os trâmites, todos já previstos no Regimento Interno da Câmara.
Conforme acordo costurado há semanas, Cunha deve recusar qualquer pedido de impeachment que chegar a ele, o que vai gerar um recurso, por parte da oposição ao plenário. A resposta de Cunha estabelece que haverá um prazo de cinco sessões para esse recurso. Não há, porém, nenhuma previsão para que o tema seja levado ao plenário para votação, que precisa apenas de maioria simples dos presentes.
Caso o plenário decida pela continuidade do processo, é instaurada uma comissão especial. Cunha destaca que, de acordo com as regras regimentais, os líderes partidários têm 24 horas para indicar candidatos a titular e suplentes, que serão submetidos ao plenário, como ocorre com a comissão de ética da Casa. São 66 vagas de cada.
“Uma vez eleitos, os membros titulares e suplentes não poderão ser substituídos pelos líderes e deterão mandato até a extinção da comissão”.
Além disso, os cargos de presidente, vices e relator da comissão especial, como ocorre com outras comissões temporárias, se dará por meio de eleição. Cunha, porém, pondera que, “acordos políticos podem assegurar a prevalência” do critério da proporcionalidade.
PARECER DO RELATOR
O relator terá duas sessões para apresentar o parecer, o que só ocorrerá após o denunciado se manifestar ou passado o prazo para isso. “Alerto, contudo, que, ultrapassado o prazo regimental de funcionamento da comissão sem aprovação do parecer, a presidência estará autorizada a, de ofício ou mediante requerimento, trazer a matéria diretamente a plenário”.
Publicado o parecer da comissão especial, ele será incluído na ordem do dia do plenário em 48 horas. “Friso, ainda, que deverá ser facultada à autoridade denunciada o uso da palavra em plenário”.
Como informou a Folha, um eventual pedido de impeachment terá votação aberta, nominal e em ordem alfabética. “O parecer será submetido a votação nominal pelo processo de chamada dos deputados, sem encaminhamento da votação ou questão de ordem”.
São necessários votos de 342 dos 513 deputados para aprovar um eventual afastamento da presidente Dilma.
Esse documento, disponibilizado a todos os deputados na quarta-feira, será lido em plenário na sessão desta quinta (24)

25 de setembro de 2015
Débora Alves
Folha

O HUMOR DO ALPINO...

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25 de setembro de 2015

ENTENDA POR QUE O IMPEACHMENT ESTÁ DEMORANDO TANTO


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está adiando propositadamente a decisão sobre a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff por atos cometidos em seu primeiro mandato, como as “pedaladas fiscais”, sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU).
Nesta quinta-feira (24), Cunha mandará ler em plenário e distribuirá cópias do parecer técnico da Câmara, emitido em resposta à questão de ordem apresentada semana passada pelos partidos oposicionistas (PSDB, DEM, Solidariedade, PSC, PPS e PTB).
Na questão de ordem, de 18 páginas, Cunha é questionado se “pode a presidente da República sofrer processo de impeachment por atos (não estranhos ao exercício das funções) cometidos durante o mandato imediatamente anterior”.
HÁ CONTROVÉRSIAS
A posição de Cunha é até compreensível, porque há controvérsias jurídicas. O procurador-geral Rodrigo Janot, por exemplo, alega que a presidente sequer pode responder a inquérito por crimes cometidos em mandato anterior, enquanto o relator do Supremo, ministro Teori Zavascki, já declarou que Dilma pode responder a inquérito por atos do mandato anterior, o que significa que também pode ser processada, o que é óbvio, pois não se pode transformar a presidente da República em figura inimputável, como se fosse uma indígena não-contactada ou uma pessoa com deficiência mental.
Tecnicamente, não cabe à Câmara decidir polêmica jurídica, ainda mais porque o mesmo assunto está sob análise do Tribunal de Contas da União, que nos próximos dias terá de julgar a prestação de contas do governo e decidir se as chamadas pedaladas fiscais configuram crime de responsabilidade.
E as pedaladas são justamente a principal justificativa do pedido de impedimento reapresentado a Cunha na quinta-feira pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.
PARECER DA CÂMARA
Hoje, para responder à questão de ordem, Cunha apenas fará a leitura do parecer técnico, sem afirmar se aceita ou não o pedido de Bicudo e Reale. Só deve decidir depois do julgamento do TCU.
Se o presidente da Câmara rejeitar o pedido, os oposicionistas terão direito de recorrer ao plenário. E ficará mais fácil abrir o processo, porque neste caso basta ter maioria simples, ou seja, metade mais um dos presentes, numa votação espetaculosa, transmitida ao vivo.
Lula pediu a Cunha que não abra o processo, porque sabe que a pressão das ruas tornará inevitável o impeachment. Os parlamentares ainda indecisos logo abandonarão o barco e Dilma estará liquidada. Cunha finge que vai atender Lula, mas está só esquentando o forno.
ADIANDO O INEVITÁVEL
Na verdade, Lula apenas tenta adiar um desfecho que se faz inexorável, porque todos sabem que Dilma não tem mais condições de governar e há também a ação eleitoral que pode cassá-la pelas propinas usadas na última campanha.
As provas de avolumam nos dois casos: no TCU, o parecer técnico é demolidor, recomendando a rejeição das contas de Dilma, que o plenário decidirá acatar ou não; e na ação da Justiça Eleitoral, a recente condenação de João Vaccari a 15 anos de prisão já diz tudo.
A saída de Dilma agora é só questão de tempo. E ela vai sair pela porta dos fundos.

25 de setembro de 2015
Carlos Newton

DILMA: "NÃO SAIO DAQUI: NÃO DEVO NADA, NÃO FIZ NADA DE ERRADO".



O país tornou-se um espectro do que já foi. Há mais de duas décadas as expectativas em torno da economia nacional não andavam tão baixas. Foi tanta coisa errada ao longo dos últimos 13 anos, tanto abuso praticado com os recursos dos contribuintes, tanta corrupção, que cresce no país a ideia segundo a qual está em curso um plano maligno, ainda mais maligno do que o resultado obtido até aqui. Quem sustenta essa opinião está convencido (e tem bons motivos para estar) que tamanho desastre exige cuidadoso planejamento e primorosa execução.
A frase que dá título a este artigo sustenta a tese. Bem entendida, vale por uma confissão. Se a presidente nada fez de errado, então fez tudo certo e as ações de seu governo, de seus auxiliares diretos e de seu partido levaram o país deliberadamente ao caos (e ainda há quem afirme que “golpe” é propor seu impeachment!).
Na outra hipótese, ela não tem ideia do que diz nem do que fez e supôs que o Brasil fosse uma lojinha de tudo por R$ 1,99. Nesse caso, quem a indicou para presidir a república tinha que estar enfiado em camisa-de-força.
ELEGEU ERRADO
Dilma desmente a tese segundo a qual cada povo tem o governo que merece. Eu sei, o povo brasileiro elegeu quatro governos petistas, de corrida, um atrás do outro. Mas nem por isso merece tamanho castigo.
Malgrado o caos que se instalou no país, o completo desacerto do governo em relação ao modo de enfrentar a situação, a presidente agarra-se ao cargo como se sua permanência fosse mais importante do que o bem do país. O afastamento voluntário, pelo qual a nação anseia, torna-se impensável por exigir grandeza moral que não encontra medida na régua petista.
Diante de tudo que se sabe, parece inadmissível não haver previsão legal para fundamentar um processo político de impeachment contra quem deteve e detém poder de mando e função de controle sobre o corpo e o espírito do governo.
PERGUNTA-SE
Como pode não ser crime de responsabilidade comandar uma administração onde a probidade era a exceção? Como pode não ser crime de responsabilidade atentar contra a lei orçamentária? São perguntas que se faz todo cidadão medianamente informado. Então vale a informação: tudo isso é crime, sim, em todas as leis que tratam da matéria, como muito bem está salientado no pedido de impeachment formulado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr.
Volto, então, à frase do título. Ou a presidente tem responsabilidade, ou é irresponsável. Em nenhum dos dois casos deve permanecer no cargo por sobradas razões jurídicas e políticas. Isso para não mencionar a dignidade nacional nem as urgências sociais e econômicas.

25 de setembro de 2015
Percival Puggina

"É MELHOR PERDER MINISTÉRIOS DO QUE A PRESIDÊNCIA" - JUSTIFICA LULA



Em reunião que durou cinco horas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aconselhou na quarta-feira (23/9) a presidente Dilma Rousseff a atender a todos os pedidos do PMDB, mesmo que para isso tenha de desidratar o PT na reforma ministerial. “É melhor perder ministérios do que a Presidência”, disse Lula, segundo relato de ministros do PT que participaram da conversa, no Palácio da Alvorada.
A portas fechadas, o ex-presidente avaliou que a estratégia montada para atrair os aliados rebeldes, entregando o Ministério da Saúde – hoje com o PT – à bancada do PMDB na Câmara deu fôlego para Dilma barrar pedidos de impeachment no Congresso.
Além disso, para não contrariar nenhuma ala do PMDB, Dilma cogita deixar de lado a fusão das Secretarias de Portos e Aviação Civil. Com isso, o partido poderá ficar com seis ministérios, e não mais cinco, como previsto inicialmente.
MANOEL JÚNIOR
O favorito para Saúde é o deputado Manoel Júnior (PB), homem da confiança do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Nessa nova configuração, o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, deve permanecer no cargo e Helder Barbalho, hoje na Secretaria da Pesca, pode ser deslocado para Portos. A Pesca será abrigada no Ministério da Agricultura.
Lula e o vice-presidente Michel Temer sugeriram a Dilma que não deixasse “na chuva” o filho do deputado Jader Barbalho (PMDB-PA), para não criar novo foco de rebelião. Os ministros Eduardo Braga (Minas e Energia) e Kátia Abreu (Agricultura) continuam em seus postos. Henrique Eduardo Alves (Turismo), também ligado a Cunha, deve seguir no posto.
À noite, Dilma convidou o PDT para assumir o Ministério das Comunicações. O convite foi feito ao presidente do partido, Carlos Lupi. A bancada do PDT na Câmara pretende indicar para o cargo o deputado André Figueiredo (CE).
PDT AGRACIADO
O PDT controla hoje o Ministério do Trabalho, que será fundido com Previdência. Insatisfeito com o governo, o partido vinha mantendo uma posição de “independência” na Câmara. Embora o PT vá perder Comunicações – cargo estratégico para a legenda, que defende a regulamentação da mídia -, Ricardo Berzoini, titular da pasta, assumirá a Secretaria Geral da Presidência, que cuidará da articulação política do governo com o Congresso.
Lula também propôs à sucessora que adiasse por alguns dias o anúncio da reforma ministerial, previsto inicialmente para ontem Ele argumentou que Dilma deveria “amarrar bem” os acordos, uma vez que a ideia é por agora nos ministérios “quem tem voto” e pode ajudar o governo no Congresso. “Você não pode errar”, insistiu ele.
MANUTENÇÃO DE VETOS
Depois que a presidente concordou em transferir a Saúde para o PMDB na Câmara, o Palácio do Planalto venceu uma batalha no Congresso e conseguiu manter importantes vetos a projetos que aumentavam o rombo nas contas públicas.
Foi com esse diagnóstico que Lula pediu a ela que se aproximasse mais de Temer, que comanda o PMDB; do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e de Cunha, oficialmente rompido com o governo.
Apesar de lamentar a substituição do ministro da Saúde, Arthur Chioro (PT), Lula observou que o PMDB é crucial para garantir a governabilidade. Além disso, na opinião do ex-presidente, Dilma precisa conversar com todos os aliados e até com movimentos sociais, para não deixar insatisfeitos pelo caminho, antes de acertar o primeiro escalão.
NA ONU
Dilma viajará nesta quinta-feira (24/9) para Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU, e só retornará na terça-feira (29/9). Diante disso, o anúncio da reforma, que vai cortar dez ministérios, pode ficar para a semana que vem. Na tentativa de fechar as mudanças, a presidente passou o dia e a noite de quarta numa verdadeira maratona de negociações, no Alvorada, e nem despachou no Planalto.

25 de setembro de 2015
Deu no Estadão

SEM MAPAS PARA ENFRENTAR O CURTO PRAZO E O FUTURO


As nações precisam de dois mapas de voo: para enfrentar as dificuldades de curto prazo e para orientar os rumos históricos em direção ao futuro. Nós estamos sem qualquer desses dois mapas e com os pilotos sem credibilidade pelos equívocos na condução da economia e pelas falsas promessas na campanha, além de incompetência na formulação dos ajustes necessários para corrigir os próprios erros.
No período de poucas horas, a presidente Dilma determinou e voltou atrás no adiamento de parte do 13º salário dos aposentados, lançou e recuou na recriação da CPMF, anunciou a redução de dez ministérios, e não disse quais; e, sobretudo, enviou ao Congresso, pela primeira vez na história, uma proposta orçamentária com déficit primário de R$ 31,5 bilhões, R$ 367 bilhões se contarmos os compromissos com juros para 2016. A impressão é de improvisações e indecisões constantes. Faltam um comando político e um coordenador técnico.
As notícias desses últimos meses mostram o governo quebrado e desorientado. O ministro da Fazenda passa a ideia de que não sabe o que deve ser feito, e a presidente da República, de que não sabe o que quer que seja feito. E a população e os parlamentares não parecem dispostos a pagar o preço pelo enfrentamento dos problemas imediatos e muito menos pela construção de um país eficiente, justo, sustentável, saudável.
SEM DIREÇÃO
A sensação é a de que, sob os olhares passivos da população e suas lideranças, o governo conduziu o Brasil para a recessão e a quebra das finanças públicas, sem definir os rumos para o futuro desejado. Parecemos ter optado pelo caminhar sem direção, sem mapa, sem escolher os caminhos, apenas levando os problemas com pequenos arranjos e ajustes improvisados.
Há décadas agimos sem projeto de longo prazo, pensando apenas nos benefícios para cada um ou cada grupo, no imediato. Preferimos consumir logo, mesmo sacrificando a poupança para o futuro; optamos por aposentadorias ainda jovens, mesmo ao risco de não haver dinheiro para pagá-las quando chegarmos à velhice; aceitamos ser o celeiro de alimentos do mundo, sem cuidar de sermos uma economia produtora de bens de alta tecnologia.
BAIXA RENDA
Por isso, apesar de todos os nossos imensos recursos, chegamos ao 193º aniversário de nossa Independência como um país de baixa renda per capita, campeões de concentração de renda e desigualdades social e regional, um país pobre especialmente na educação, na ciência e na tecnologia; despreparados politicamente para construirmos o Brasil que queremos, ou mesmo para definirmos o rumo do que queremos no longo prazo da história futura de nossa nação.
Se fosse uma empresa, o Brasil teria de pedir concordata: substituir diretores, vender patrimônio, renegociar dívidas, reduzir salários, demitir trabalhadores, parar todos os investimentos. Como ele não é empresa, a Constituição impede de tomar quase todas essas medidas, deixando o país quebrado e sem mapa.

25 de setembro de 2015
Cristovam Buarque
O Tempo

DILMA DEIXA 7,6 % DOS BRASILEIROS DESEMPREGADOS




(O Globo) A taxa de desemprego brasileira ficou em 7,6% em agosto, informou o IBGE nesta quinta-feira. O dado faz parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que engloba seis regiões metropolitanas do país (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre). O resultado foi o pior para o mês desde 2009, quando ficou em 8,1%. Em agosto do ano passado, a taxa ficou em 5%. Em julho, o desemprego ficou em 7,5%. No acumulado de janeiro a agosto, a taxa média de desocupação, de 6,6%, é a maior desde 2010, quando ficou em 7,2%.

— O que vemos em agosto é um mercado que não gerou postos de trabalho, mas também não houve aumento no número de pessoas que saíram a procurar trabalho — explica Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O resultado praticamente em linha com a expectativa dos analistas do mercado financeiro, que era de que o indicador ficasse em 7,7%. O dado de agosto mostra a oitava alta seguida, numa tendência iniciada em dezembro do ano passado, quando a PME mostrou que um desemprego de 4,3%. Se considerada toda a série histórica, a taxa é a maior desde março de 2010, quando também ficou em 7,6%.


O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.185,50. Este resultado foi 0,5% maior que o registrado em julho, quando ficou em R$ 2.174,49, e 3,5 % inferior ao obtido em agosto do ano passado (R$ 2.264,62).

A população desocupada — os que buscam emprego e não encontram — ficou em 1,9 milhão de pessoas e não apresentou variação frente a julho. Em relação a agosto de 2014, o quadro foi de elevação de 52,1%. Ou seja, mais 636 mil pessoas. A população ocupada foi estimada em 22,7 milhões para o conjunto das seis regiões pesquisadas, refletindo estabilidade. Na análise mensal, houve uma retração de 1,8% (menos 415 mil pessoas) na comparação com agosto de 2014. 

Regionalmente, a análise mensal mostrou que a taxa de desocupação no Rio de Janeiro, frente a julho, apresentou redução de 5,7% para 5,1% e, nas demais regiões, ficou estável. Mas, na comparação com agosto de 2014, houve variações significativas em todas as regiões: Salvador, de 9,3% para 12,4%; São Paulo de 5,1% para 8,1%; Recife, de 7,1% para 9,8%; Belo Horizonte, de 4,2% para 6,7%; Rio de Janeiro, de 3% para 5,1%; e em Porto Alegre, de 4,8% para 6%.

O contingente de desocupados, em relação a julho último, caiu 11,3%, no Rio de Janeiro, e ficou estável nas demais regiões pesquisadas. No confronto com agosto do ano passado, a desocupação aumentou em todas as regiões, sendo o maior aumento no Rio de Janeiro (71,6%) e o menor em Porto Alegre (24,0%).

O nível da ocupação — proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa —foi estimado, em agosto, em 51,8% para o total das seis regiões. No confronto com agosto de 2014, foi observada redução de 1,5 ponto percentual. Regionalmente, na comparação mensal, foi registrada estabilidade em todas as regiões. 

Depois de ter fechado 2014 em 4,3%, menor patamar da série histórica, a taxa de desocupação medida pela PME tem subido constantemente neste ano. O aumento reflete a piora no mercado de trabalho, impactado pelo ambiente recessivo na economia.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, levantamento mais abrangente do IBGE, que contém informações de todas os estados brasileiros e do Distrito Federal, também mostram deterioração no mercado de trabalho. Segundo os números mais recentes, divulgados no mês passado, o desemprego no país de abril a junho ficou em 8,3% — a maior taxa da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

25 de setembro de 2015
in coroneLeaks

INACREDITÁVEL!!! MAS BRASILEIROS DESSE TIPO HÁ MUITOS! PARA O MAL DO BRASIL!

Medina: ”Quem xingar Dilma e Lula será expulso do Rock In Rio!”


Rio de Janeiro

O empresário Roberto Medina, criador e idealizador do Rock in Rio, após receber informações, pelas redes sociais, de que público jovem, indignado com o Governo, puxará palavras de ordem contra Dilma e Lula, tal como tem ocorrido em locais de grande aglomeração, declarou em coletiva para a imprensa:

“Esta edição do Rock in Rio é comemorativa dos 30 anos do Festival. Uma festa de alegria, paz e confraternização. Isso ,aqui, não é Barretos, com aquela cambada de caipiras sem educação e toscos, onde xingaram Lula e Dilma. Não admitirei descomposturas ou atos raivosos contra a Presidenta ou o ex-presidente Lula no meu festival. O Rock in Rio é transmitido para vários continentes e tem imensa repercussão internacional. Em razão disso, para evitar que os jovens venham a passar uma imagem ruim do Brasil, xingando-os, já avisei aos meus 408 seguranças para expulsarem quem cometer esse absurdo!”

Nossa repórter interrompeu-o e perguntou –lhe:

“Sr. Roberto Medina, o senhor, próprio, corroborou com manifestações políticas de músicos e do público na primeira edição em 1985! Logo após a Redemocratização do Brasil. Vemos a grande maioria dos jovens, hoje, observando essa própria Democracia conquistada se ruir em corrupção, desmandos, desastres econômicos, roubalheira para perpetuação no poder e em benefício próprio, tirania socialista, como eles, os jovens, propagam, insistentemente, nas redes sociais, denunciando o caos em que o Brasil se encontra. Sendo o Rock in Rio um local que agrega, justamente, jovens,e , estes, a voz de indignação do país, não seria legítimo deixá-los manifestarem-se? Rock não é isso? Juventude não é isso? Indignação? Transgressão?”

Medina , irritado e insatisfeito com as perguntas, encerrou a entrevista com a declaração:

“Não me interessa. Não quero que o local-sede do primeiro evento, justamente o Rio, seja palco de uma polêmica mundial. Ofender ou xingar a Presidente ou ao conhecidíssimo Lula acarretaria uma polêmica em todos os jornais do mundo! O que me provocará óbvio prejuízo nas edições do festival nos outros países! Essa é a Cidade do Rock e eu sou o prefeito da porra dessa cidade. Quem manda, aqui, sou eu!”


OS ​CAIPIRAS DE BARRETOS SÃO PATRIOTAS,

O ANÃO-DE-JARDIM É ​ARROGANTE E INTERES$EIRO.

VIVA O FESTIVAL DE BARRETOS !!!

E TEM SÓ MAIS UM DETALHE, VIU petista MEDINA...

VOCÊ PODE SER A "PORRA" QUE FOR, MAS QUEM "FAZ ACONTECER" O ROCK IN RIO É A JUVENTUDE E O POVO BRASILEIRO!!

SAI FORA VACILÃO!!!


25 de setembro de 201
(Recebido por email)

PRESIDENTE DA CÂMARA ABRE CAMINHO PARA O 'BOTA-FORA' DE DILMA

CUNHA DÁ 'CAMINHO DAS PEDRAS' PARA O IMPEACHMENT DE DILMA

COM O REGIMENTO À MÃO, CUNHA DEU UM NÓ NO PT E JOGOU A BOLA PARA O PLENÁRIO. (FOTO: J. BATISTA)


Novamente citado na Operação Lava Jato, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), voltou a se afastar do governo. Convocou para uma reunião o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), nesta quinta, sobre procedimento que abre caminho para o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Irritado, antecipou uma questão de ordem da oposição e depois celebrou em particular: “O governo caiu”.

Conhecedor do regimento da Câmara, Eduardo Cunha aproveitou nova questão de ordem, apresentada pelo PT, e consolidou sua decisão.

Reunido com líderes governistas, o ministro Ricardo Berzoini viu o PT apresentar questão de ordem pela televisão. Ficou furioso.

O recurso foi do líder do governo, José Guimarães, e de Orlando Silva (PCdoB). Ao desabafar, Berzoini não elogiou a inteligência da dupla.

Cunha foi citado pelo delator Eduardo Vaz Musa, que o acusa de ter a “palavra final” nas indicações da Área Internacional da Petrobras.



25 de setembro de 2015
diário do poder

GOVERNO ARRUMA BOQUINHAS PARA IDELI SALVARTTI E O MARIDO, NOS EUA

IDELI E O MARIDO GANHARAM DO GOVERNO CARGOS NA OEA, NOS EUA

A EX-MINISTRA IDELI SALVATTI E O MARIDO JEFERSON, QUE É MILITAR MÚSICO DO EXÉRCITO.


Após a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais Ideli Salvatti ser nomeada assessora de Acesso a Direitos e Equidade da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, o governo indicou o marido da petista para o cargo de ajudante da Subsecretaria de Serviços Administrativos e de Conferências na Junta Interamericana de Defesa, também na capital americana. As nomeações geraram desconforto na própria OEA, no Itamaraty e entre militares.

O segundo-tenente músico do Exército, Jeferson da Silva Figueiredo, casado com a petista, assume as novas funções no dia 1º de outubro. Ele vai exercer o cargo por dois anos e terá remuneração de U$ 7,4 mil, correspondente a mais de R$ 30 mil mensais. Figueiredo também recebeu ajuda de custo para sua ida para os Estados Unidos de cerca de US$ 10 mil, mais de R$ 40 mil.

A nomeação foi feita antes de o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ter anunciado o novo corte no Orçamento e severas restrições de gastos públicos para enfrentar a crise econômica. A portaria de transferência do marido de Ideli foi assinada no dia 5 de agosto pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, a pedido da ex-ministra.

Ideli inicialmente procurou o Exército para pedir a designação de Figueiredo. Mas foi avisada de que essas nomeações passam por um processo de seleção, onde vários fatores são analisados e que a Força não dispunha dessa vaga. Ideli, então, recorreu a Wagner que atendeu seu pedido, e assinou a portaria avocando o parágrafo único do artigo 1º do decreto 2.790 de 1998, que dizia que "ao ministro do Estado Maior das Forças Armadas é delegada competência" para baixar atos relativos aos militares que servem naquele órgão (OEA) e que, nas Forças, a prerrogativa é dos comandantes.

Um mês depois, esse decreto foi revogado e os comandantes perderam essa prerrogativa, sem serem avisados. Diante da repercussão negativa entre os militares, o governo foi obrigado a recuar.

Requisitos

Com a nomeação de Figueiredo, o Brasil passará a contar com 19 militares na Junta Interamericana de Defesa: 11 oficiais e oito praças. Conforme o Ministério da Defesa, trabalham na entidade 57 militares e civis de 23 dos 27 Estados-membros. A Junta tem a função de prestar à OEA "serviços de assessoramento técnico, consultivo e educativo sobre temas relacionados com assuntos militares e de Defesa".

Figueiredo, de acordo com a pasta, exercerá atribuições em funções administrativas. A "missão é do tipo transitória e de natureza militar", conforme portaria de designação. A jornada de trabalho é de 32 horas semanais. O ministério afirma que Figueiredo "preenche os requisitos necessários para ocupar o cargo".

No início do ano passado, o marido da ex-ministra já tinha sido alvo de uma polêmica. Ele foi designado para sua primeira missão internacional pelo então ministro da Defesa Celso Amorim para que fosse à Rússia, por duas semanas, integrando uma comissão de dez pessoas que foi avaliar o sistema antiaéreo Pantsir-S, que o Exército brasileiro estava interessado em comprar. Sua habilitação e formação para a função foram questionadas para a missão, mas o marido de Ideli explicou que fora escolhido porque fala russo.

Apesar de trabalhar em Washington, Ideli não deverá seguir para Nova York para se encontrar com a presidente Dilma, que chegou nesta sexta-feira, 25, aos EUA.



25 de setembro de 2015
diário do poder

LULA, DE PROGRAMÁTICO A PRAGMÁTICO



Em reunião que durou cinco horas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aconselhou nesta quarta-feira, 23, a presidente Dilma Rousseff a atender a todos os pedidos do PMDB, mesmo que para isso tenha de desidratar o PT na reforma ministerial. “É melhor perder ministérios do que a Presidência”, disse Lula, segundo relato de ministros do PT que participaram da conversa, no Palácio da Alvorada. 

A portas fechadas, o ex-presidente avaliou que a estratégia montada para atrair os aliados rebeldes, entregando o Ministério da Saúde - hoje com o PT - à bancada do PMDB na Câmara deu fôlego para Dilma barrar pedidos de impeachment no Congresso.

Além disso, para não contrariar nenhuma ala do PMDB, Dilma cogita deixar de lado a fusão das Secretarias de Portos e Aviação Civil. Com isso, o partido poderá ficar com seis ministérios, e não mais cinco, como previsto inicialmente.

O PMDB, Partido da Merda Democrática Brasileira, aceitou as ofertas e o impeachment ficou mais longe. O partido mais fisiológico, que divide o botim do país por feudos, decidiu que vai roubar ministérios mais encorpados, que ainda tem algum dinheiro. Depois de secara os cofres e ocupar todos os cargos verá como é que fica. 

25 de setembro de 2015
in coroneLeaks

ESTE É O MINISTÉRIO QUE O PMDB QUER PILHAR




No último final de semana, um médico foi preso no Hospital da Base de Brasília, localizado a poucos quilômetros do Ministério da Saúde, na capital do país. Ele não possuía o mínimo indispensável para atender um ferido, que acabou falecendo por falta de atendimento. 
Enquanto isso acontecia, Dilma, Lula e e quadrilha do PMDB e do PT definiam quem vai pilhar o SUS e os programas de saúde da família no Brasil. 
Um dia, estes médicos, junto com os seus pacientes desesperados descerão, como zumbis, o Eixo Monumental, juntar-se-ão aos desesperados do HRAM e do HBU e rumarão contra o Congresso Nacional. Terão quer ser eliminados como zumbis. 
O povo não aguenta mais ser roubado. Falta tudo aqui, só não falta os corruptos e ladrões que estão acabando com o nosso país.Fica o aviso: isto tem tudo para acontecer. Conversem com quem vocês odeiam: o povo.

25 de setembro de 2015
in coroneLeaks

84 ANOS DE LUCIDEZ: EXPRESSOU O QUE TODOS OS BRASILEIROS DECENTES ESTÃO SENTINDO.

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Estou com vergonha do Brasil. Vergonha do governo, com esse impatriótico, antidemocrático e antirrepublicano projeto de poder.

Vergonha do Congresso rampeiro que temos, das Câmaras que dão com uma mão para nos surrupiar com a outra, políticos vendidos a quem dá mais.

Pensar no bem do País é ser trouxa.

Vergonha do dilapidar de nossas grandes empresas estatais, Petrobrás, Eletrobrás e outras, patrimônio de todos os brasileiros, que agora estão a serviço de uma causa só: o poder.

Vergonha de juízes vendidos.
Vergonha de mensalões, mensalinhos, mensaleiros.

Vergonha de termos quase 40 Ministros e outro tanto de partidos a mamar nas tetas da viúva, enquanto os brasileiros morrem em enchentes, perdendo casa e familiares, por desídia de políticos, se não desonestos, então, incompetentes para o cargo.

Vergonha de ver a Presidente de um país pobre ir mostrar na Europa uma riqueza que não temos (onde está a guerrilheira? era tudo fantasia?).

Vergonha da violência que impera e de ver uma turista estuprada durante seis horas por delinquentes fichados e à solta, fazendo barbaridades, envergonhando-nos perante o mundo.

Vergonha por pagarmos tantos impostos e nada recebermos em troca - nem estradas, nem portos, nem saúde, nem segurança, nem escolas que ensinem para valer, nem creches para atender a população que forçosamente tem de ir à luta.

Vergonha de todos esses desmandos que nos trouxeram de volta a famigerada inflação.
Agora pergunto: onde estão os homens de bem deste país?

Onde está a Maçonaria? a OAB? a CNBB? o LYONS? o ROTARY? As entidades de classe?
Onde estão os que querem lutar por um Brasil melhor? Por que tantos estão calados?
ONDE ESTÃO NOSSOS MAGISTRADOS?
ONDE ESTÁ A PROCURADORIA?
E OS NOSSOS MILITARES?

Tenho 84 anos e escrevo à espera de um despertar que não se concretiza.
Até quando isso vai continuar? 
SERÁ QUE TODOS TEMOS QUE SER SUBMISSOS?!

Até quando veremos essas nulidades que aí estão, sendo eleitas e reeleitas?

Estou com muita vergonha do Brasil.
Se você é brasileiro, patriota e quer ver essa situação mudar, não vacile, REPASSE para o maior número de pessoas: é preciso fazer com que o povo tome consciência e reaja!!!

25 de setembro de 2015
(Recebido por email)