"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

CRESCEM OS INDÍCIOS DO ENVOLVIMENTO DO EX-PRESIDENTE NO PETROLÃO

Lula tenta "lavar" o jato que usava para fazer lobby para a Odebrecht.

 Lula e seu cliente Marcelo Odebrecht.

(O Globo) O atual diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar, levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um périplo por Cuba, República Dominicana e Estados Unidos, em janeiro de 2013. A viagem foi paga pela construtora e, oficialmente, não tinha relação com atividades da empresa nesses países.

Lula foi a um evento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre o clima, visitou o presidente da República Dominicana e falou no congresso de trabalhadores da indústria nos EUA. Na Operação Lava-Jato, Alencar é o dirigente da Odebrecht acusado por três delatores de ser operador de pagamento de propinas para a empresa no exterior.

A relação oficial de passageiros do voo, obtida pelo GLOBO, mostra que ele era o único que não fazia parte do círculo de convivência de Lula. Estavam na aeronave funcionários do Instituto Lula, o biógrafo Fernando Morais e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques.
O documento de solicitação do serviço, da Líder Táxi Aéreo, mostra também que o contratante exigiu discrição. No campo “passageiro principal” do formulário, o funcionário da Líder escreveu: “voo completamente sigiloso”. Procurada, a Líder não comentou o motivo do registro.

Para evitar que fosse vinculada ao fretamento, a Odebrecht usou uma de suas parceiras para pagar a despesa: a DAG Construtora, da Bahia. O dono da empresa, Dermeval Gusmão, primeiro negou ter pagado pelo voo. Anteontem à noite, ligou para informar que localizou um pagamento de R$ 435 mil à Líder e disse que um de seus diretores pode ter feito isso a pedido da Odebrecht.

VIAGEM COM LULA EM 2011
Alencar já havia sido convidado por Lula para acompanhá-lo em comitiva do governo brasileiro à África, em 2011, quando ele já não era mais presidente. Na época, o pedido causou constrangimento ao Itamaraty, porque o diretor não trabalhava no governo nem tinha relação direta com atividades do ex-presidente.

No mesmo ano, a Odebrecht pagou para que Lula viajasse à Venezuela, também na companhia de Alencar, segundo a revista “Época”. Alencar foi um dos principais interlocutores para viabilizar a construção do estádio Itaquerão, antigo sonho de Lula, segundo o livro de memórias do ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez.

O primeiro delator a citar o nome do diretor da Odebrecht na Lava-Jato foi o doleiro Alberto Youssef. Ele disse que a Braskem, do grupo Odebrecht, obteve vantagens na compra de insumos da Petrobras, graças a uma renegociação de preços conduzidas na estatal pelo então diretor Paulo Roberto Costa. Em troca, a Braskem teria aceitado pagar US$ 5 milhões em propinas, a serem divididos entre dirigentes do PP e Costa, com intermediação de Youssef.

O doleiro mencionou o local onde se reunia com o diretor da Petrobras e Alencar: nos hotéis Hyatt e Tivoli, em São Paulo, entre 2006 e 2012. Segundo os depoimentos, a construtora depositava os valores em contas fora do país; os recursos eram internalizados em operações de fachada.

Youssef disse que marcava encontros com Alencar por telefone. O número do diretor da Odebrecht consta da lista de ligações realizadas ou recebidas por um dos aparelhos de Youssef, conforme relatório sigiloso da empresa Blackberry, enviado aos investigadores da Lava-Jato e localizado pelo GLOBO.

Funcionário do doleiro e também delator, Rafael Angulo disse ao Ministério Público ter se reunido com Alencar na sede da Odebrecht, em São Paulo, para lhe fornecer o número de contas bancárias no exterior que deveriam ser usadas para depósitos. Também aparecia para recolher comprovantes de pagamentos realizados.

Ao depor, Costa confirmou o pagamento de propina pela Braskem, mas negou que tenha discutido a parte que cabia ao PP com a empresa, limitando-se “à parte da propina que cabia ao próprio depoente”.

CONSTRUTORA ALEGA TER PAGADO POR PALESTRA DO EX-PRESIDENTE
A Odebrecht informou ter pagado pela viagem do ex-presidente por três países em função de agenda complementar cumprida por ele na República Dominicana, que não foi divulgada pelo Instituto Lula. Segundo a construtora, além de se encontrar com o presidente do país, Lula realizou uma palestra “para empresários, investidores, políticos e formadores de opinião”.

Ao GLOBO, o Instituto Lula confirmou a palestra e disse que “às vezes sim, às vezes não” a organização divulga na agenda oficial do ex-presidente a sua participação em eventos privados.

Por meio da assessoria da Odebrecht, O GLOBO perguntou a Alexandrino Alencar se conhecia o doleiro Alberto Youssef e qual era seu posicionamento sobre as acusações feitas por ele, no âmbito da Operação Lava-Jato. O diretor negou o que chamou de “alegações caluniosas feitas por réu confesso” e preferiu não responder se conhecia Youssef.

Quando O GLOBO informou à assessoria da Odebrecht que o número do diretor constava de relatório da Blackberry em posse dos investigadores da Lava-Jato, Alencar mudou o posicionamento e disse ter conhecido o doleiro “por intermédio de José Janene”, na condição de assessor do deputado, que morreu em 2010.

Perguntado sobre o motivo do contato telefônico que teve com o doleiro, mesmo depois de Janene já ter falecido, Alencar respondeu lacônico: “agendamento de reunião”. Sobre a viagem de janeiro de 2013, a Odebrecht informou que Alencar teria acompanhado o ex-presidente apenas no trecho que incluiu a República Dominicana e Cuba, onde a empresa construiu o Porto de Mariel. Segundo a assessoria, o dirigente não teria acompanhado o ex-presidente na viagem ao Estados Unidos, apesar do trecho também ter sido pago pela construtora. 

Perguntada sobre o motivo de pedir à DAG Construtora que pagasse pelo fretamento, em vez de ela própria efetivar a despesa, a Odebrecht disse ter solicitado o favor à sua parceira comercial “por uma questão de logística”.

O GLOBO perguntou a Alexandrino Alencar sobre a relação dele com o ex-presidente Lula. O dirigente afirmou que “conhece o ex-presidente Lula e sempre teve com ele uma relação de cordialidade e respeito”.

Por meio de nota, a Braskem, que é controlada pela Odebrecht, negou que tivesse pagado propina ao PP e a Paulo Roberto Costa para obter vantagens em compras da estatal. “Todos os contratos e os pagamentos seguiram os preceitos legais e foram aprovados de forma transparente, de acordo com as mais rigorosas regras de governança corporativa”, disse a empresa, que completou, na nota: “Além disso, é importante ressaltar que os preços praticados pela Petrobras na venda de matérias-primas nunca favoreceram a Braskem e sempre estiveram atrelados às referências internacionais mais caras do mundo, com notórios efeitos negativos para a competitividade da Braskem e da petroquímica nacional”.

13 de abril de 2015
in coroneLeaks

A MAIORIDADE PENAL E O COTIDIANO...

Adolescente que matou 4 diz que pena para "menor" é muito branda





Garoto afirma que todas as mortes tiveram motivo e não arrependimento

Consciente de seus crimes, o adolescente de 17 anos recapturado na noite de ontem (26), pelos policiais da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento a Infância e Juventude), após fuga da Unei (Unidade de Internação Educacional) Dom Bosco afirma que a certeza do pouco tempo de detenção aumenta a vontade de praticar mais roubos, homicídios e outros diversos atos que, segundo ele, são sinônimos de aproveitar a vida.

“Falaram pra mim quando eu tinha 14 anos e eu falaria também: aproveita enquanto é de menor, curte a vida, toca o terror mesmo. Você é de menor, aproveita mete bala agora porque depois é prisão e pena de verdade”, diz.

Para ele, a satisfação de eliminar um de seus inimigos é maior do que a pena branda que lhe será aplicada.

O garoto tem passagens pela polícia desde os 14 anos, sendo quatro por homicídios. Ele também é fichado por diversos roubos, inclusive a malotes, além de três tentativas de homicídio.

Ele é apontado como o líder da fuga de oito adolescentes da Unei, na madrugada de segunda-feira (23) e considerado o de mais alta periculosidade entre os fugitivos.

Mesmo tendo sido internado por ao menos três vezes na Unei para cumprir medida sócio-educativa pelos homicídios, o adolescente diz nunca ter ficado mais de seis meses em cada temporada na Unidade.

“Se da primeira vez que fui preso tivesse ficado até os 18 era melhor. O que adiantou ser preso e solto, se meses depois eu tava lá de novo. Se o menor soubesse que ia ficar lá até os 18 anos ia pensar mais antes. E depois, quando fosse de maior, a lei é outra”, diz.

Prova disso, segundo o garoto, é o alto índice de reincidência dentro da Unei. “Vai lá fazer uma entrevista e pergunta quem é primário. Se de 70 tiver 20, é muito. Tem muleque que está lá pela oitava vez”, afirma.

Com seus direitos na ponta da língua, o adolescente é categórico ao dizer que vai tentar fugir novamente da Unei. Ele sabe que até completar 21 anos vai voltar para a Unidade e cumprir a medida como menor de idade. O adolescente irá completar 18 anos no dia 17 de junho.

Ele conclui dizendo que “falam que menor é fofo, mas é nada. Não tem nenhum fofo lá na Unei não”, diz.

Assassinatos - A primeira passagem policial do garoto aconteceu em 2007, quando em meio a uma briga de gangues o adolescente se envolveu na morte de uma criança de 10 anos, portadora de síndrome de down.

A vítima estava com a família em uma pizzaria no bairro Santa Carmélia e foi atingida por um dos disparos feitos pelos jovens. Sobre esse crime, o garoto garante não ser o autor.

“Não matei a menina não, não tenho nada a ver. Nem estava armado nesse dia, mas tava lá no meio da briga com a gangue rival”, diz.

Já os outros três homicídios, o adolescente não só confessa a autoria, mas também conta detalhes de como matou as vítimas e aponta motivos para cada uma das mortes, sem nenhum arrependimento


13 de abril de 2015
in graça no país das maravilhas

EX-DEPUTADO PEDRO CORRÊA PODE FAZER DELAÇÃO E ACUSAR LULA




Pedro Corrêa é o homem que sabia demais
“Ele sabe de muita coisa, inclusive como foi a nomeação de Paulo Roberto Costa [para a diretoria da Petrobras] junto ao [ex-presidente] Lula.”
A frase é de Clóvis Corrêa Filho, advogado de seu primo Pedro Corrêa (PP), que teve mandado de prisão expedido na 11ª etapa da Operação Lava Jato e, na verdade, já está preso numa penitenciária no agreste pernambucano onde cumpre pena de sete anos após condenação na ação penal do mensalão. Sim: aquele do qual Lula era o maior beneficiário.
Clóvis disse à Folha:
“Não tem como fugir da Justiça, as provas são contundentes. Defendo que ele faça a delação premiada para contribuir com o aperfeiçoamento do processo democrático”.
É uma ótima ideia.
Em outubro de 2014, o doleiro Alberto Youssef, operador do PP no esquema de corrupção da Petrobras, disse a Sérgio Moro que Lula cedeu à pressão para nomear Costa:
“Eu tenho conhecimento que, para que Paulo Roberto Costa assumisse a cadeira de diretor da Diretoria de Abastecimento, esses agentes políticos trancaram a pauta no Congresso durante 90 dias. Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou louco, teve que ceder e realmente empossar o Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento”.
Pedro Corrêa pode esclarecer quais foram as exigências e o papel de Lula nessa história.
O petista já deve estar louco com o risco de ser preso.

(texto enviado pelo comentarista Isac Mariano)

13 de abril de 2015
Felipe Moura Brasil
Veja

DIPLOMATA QUE DEU FUGA A EX-SENADOR BOLIVIANO E PUNIDO



Eduardo Saboia fez um ato humanitário e foi punido
A fuga do ex-senador boliviano Roger Pinto Molina ao Brasil resultou na suspensão por 20 dias do diplomata Eduardo Saboia, responsável pela operação que retirou o político da embaixada brasileira em La Paz, em 2013. A punição, mais leve do que poderia ter sido, foi publicada em boletim interno do Itamaraty na sexta-feira. O episódio gerou um incidente diplomático, irritou o Palácio do Planalto, resultou na demissão do então chanceler Antonio Patriota e motivou a abertura de uma sindicância para apurar a conduta do servidor.
O relatório do grupo estava pronto desde abril do ano passado, mas a possibilidade de um novo desgaste em ano sensível, de campanha eleitoral, adiou a decisão. Um ano e oito meses depois do episódio, ela foi publicada.
De acordo com a legislação, Saboia poderia receber uma advertência, suspensão por até 90 dias ou demissão do funcionalismo.
O resultado da sindicância foi criticado pela defesa do diplomata.
“Ele atuou no sentido de salvar uma vida. Foi uma atuação humanitária em todos os aspectos e continuamos a entender que está sendo injustiçado”, disse o advogado Ophir Cavalcante.
ENCLAUSURADO
Molina foi trazido ao país após permanecer 453 dias enclausurado na representação brasileira em La Paz. Nesse período, o governo do presidente Evo Morales se recusou a conceder salvo-conduto para a retirada do político opositor.
Saboia alega que alertou o Itamaraty diversas vezes que a situação estava em “franca deterioração”, como afirmou à Folha na época.
O advogado do diplomata disse que ainda cabe recurso ao ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores). “Isso terá que ser avaliado e a decisão cabe a ele [Saboia].”
O opositor do presidente Morales também criticou a decisão final, mas reconhece que o saldo foi positivo.
“Acho uma maneira estranha de fazer homenagem a um herói nacional. [Mas foi] a maneira mais barata de ter um herói. Em outro país dariam uma medalha para ele”, disse à Folha.
COMEMORAÇÃO
Na noite de quinta-feira, quando Saboia já estava a par do resultado da sindicância, o diplomata e o ex-senador se reencontraram em uma churrascaria de Brasília para comemorar o desfecho.
Ainda não há data definida para o início da suspensão, que começa a valer a partir de publicação de portaria. Durante o período, Saboia fica sem receber a remuneração como diplomata.
A punição pode ser convertida em multa.Atualmente, Saboia está lotado no Departamento de Assuntos Financeiros do Itamaraty. Recentemente, ele foi convidado para ser assessor da comissão de Relações Exteriores no Senado, mas ainda aguarda liberação oficial do ministério.
Então chefe do posto, o embaixador Marcel Biato continua lotado na sede do Itamaraty. Ainda não foi aprovada a indicação de um novo chefe para o posto em La Paz.

(reportagem enviada pelo comentarista Wilson Batista Jr.)

13 de abril de 2015
Flávia Foreque
Folha

ANDRÉ VARGAS USOU PROPINA PARA COMPRAR SUA CASA



André Vargas, na viatura policial que o conduziu à prisão

















Sequestrada pela Justiça, a casa onde vivia o ex-deputado André Vargas (ex-PT, sem partido), preso sexta-feira na Operação Lava Jato, foi comprada com “recursos criminosos” de lavagem de dinheiro, segundo as investigações.
O ex-deputado, que foi vice-presidente da Câmara, é suspeito de ter sido beneficiário de um esquema de corrupção na Petrobras e em outros órgãos públicos.
A residência de Vargas fica num condomínio fechado do Alphaville em Londrina (norte do Paraná) e foi adquirida em 2011, por R$ 980 mil.
São 300 m² de área construída e dois andares. O condomínio tem piscina aquecida, quadra poliesportiva, brinquedoteca, espaço gourmet e pista de cooper, entre outros.
Do valor total, Vargas pagou R$ 363 mil em espécie. “Trata-se de expediente usualmente utilizado para evitar rastreamento de dinheiro sem origem lícita”, afirmou o juiz Sergio Moro, no despacho que autorizou sua prisão preventiva.
A própria Receita Federal, em análise do caso, afirmou que há “fortes indícios da ocorrência de alguma operação de lavagem de dinheiro” na compra do imóvel.
Além disso, o ex-deputado declarou a residência por R$ 500 mil no Imposto de Renda –quase metade do valor real, o que também é um indício de crime de sonegação fiscal.
“A declaração subfaturada do valor de aquisição do imóvel foi certamente um estratagema para ‘esquentar’ a diferença entre o declarado e o valor real, caracterizando lavagem de dinheiro de crime antecedente contra a administração pública”, afirmou o Ministério Público Federal, em parecer.
O sequestro do imóvel foi solicitado pelos procuradores e acatado pelo juiz Moro. Ele deve ficar sob a guarda da Justiça até decisão em contrário.

13 de abril de 2015
Estelita Hass Carazzai e Flávio Oliveira
Folha

EL GOBIERNO DE VENEZUELA COLOCÓ 12.000 MILLONES DE DÓLARES EN EL HSBC




Confira o resultado do ‘projeto chavista’, divulgado também como bolivarianismo, socialismo del siglo XXI e outras aberrações do século passado, que está avançando na América latina e ameaça a Espanha com o “Podemos” e a Grécia com o “Syriza” (coligação - Synaspismós Rizospastikís Aristerás, abreviado SYRIZA)

Isso tudo com o aplauso entusiástico de certa comunidade política internacional, enquanto os "salvadores da humanidade" marcham aceleradamente para a tragédia ...


13 de abril de 2015
in graça no país das maravilhas

POPULISMO, ASSISTENCIALISMO, CLIENTELISMO, CORRUPÇÃO... RETRATO 3X4 DO BRASIL ATUAL

RIVADAVIA ROSA :O populismo, sobretudo, na configuração que assumiu no “bolivarianismo”, é inequivocamente assistencialista, clientelista, demagógico, antirrepublicano, e, sobretudo corrupto e corruptor por sua aversão aos princípios, valores democráticos e republicanos.



O populismo, sobretudo, na configuração que assumiu no “bolivarianismo”, é inequivocamente assistencialista, clientelista, demagógico, antirrepublicano, e, sobretudo corrupto e corruptor por sua aversão aos princípios, valores democráticos e republicanos.

Do populismo oligárquico do século passado (do “coronel”, do fazendeiro, de patrón de estância) do populismo de burguês próspero ao populismo neomarxista - todos proclamam que seus atos/políticas são para beneficiar os pobres, quando na realidade fazem é apropriar-se dos bens e recursos públicos, cujas consequência é a degradação das instituições e do aumento da miséria e da fome que propalam que vão acabar .... 

13 de abril de 2015
RIVADAVIA ROSA

A RAIZ DO MAL

MENTIROSO FALASTRÃO





O velho Adam Smith, explica: “A ambição universal dos homens é viver colhendo o que nunca plantaram”, o que agregado ao populismo sabidamente falacioso forja o coquetel explosivo para alimentar a luta (sem) de classes.


13 de abril de 2015
graça no país das maravilhas

TAMBÉM PEDIRAM A SAÍDA DO ENTÃO PRESIDENTE FHC
















É cedo para fechar ciclos, até porque, se assim fosse, a atual Presidente da República não teria sido eleita, pela maioria dos brasileiros, ainda há menos de seis meses. Se pode argumentar que recentes pesquisas têm atribuído a Dilma Roussef popularidade extremamente baixa, da mesma forma que se pode contra-argumentar que, à mesma época de seu segundo mandato, a popularidade de Fernando Henrique Cardoso também estava em situação parecida, e que nem por isso ele foi extirpado, do poder, a qualquer preço.
Assim como também é certo que petistas e outros opositores, naquele momento, pediram a saída do então Presidente da República, o que não foi alcançado, para o bem da democracia. Afinal, por mais que se esteja contra um governo, uma nação tem que ter regras e ritos – calendário eleitoral, sistema político estável e definido, leis que devem ser obedecidas. Nem um erro pode justificar o outro nem um país pode trocar de presidente, como um garçom – ou um “palestrante” acostumado com palcos e encontros “empresariais” – troca de camisa.
Se tivesse conseguido forçar um impeachment de Fernando Henrique – que passou a lei de reeleição no Congresso com manobras de “toma-lá-dá-cá” questionáveis, e praticou, no mínimo, um estelionato eleitoral cambial, deixando para desvalorizar o dólar logo após sua posse no segundo mandato como Presidente da Republica – o PT teria cometido, então, uma agressão à democracia, como estão fazendo, agora, aqueles que pretendem que Dilma saia do Palácio do Planalto “por qualquer meio”, e o “mais depressa possível”, como defendem, muitos, repetidamente, nos principais “portais” da internet.
A QUEM INTERESSA?
Ao empresariado brasileiro – aquele que produz e não o que vive de firulas – não interessa a quebra da ordem política ou institucional.
Qualquer fator que possa favorecer a crise – e a atual tem sido em boa parte propositadamente forjada e constantemente realimentada junto à opinião pública pela turma do “quanto pior melhor” – pode atrapalhar, como já está atrapalhando, os seus negócios. Nesse caso, o melhor caminho não é o de se fazer “cirurgias” e “intervenções” de que não se pode adivinhar, com certeza, o que virá depois, mas, sim, voltar ao normal, antes que seja tarde. Afinal, o empresário que torce pela quebra da normalidade, está torcendo, em primeiro lugar, contra si mesmo.
Ele deve, neste momento, se fazer as seguintes perguntas: Alguma coisa o está impedindo, a priori, de fazer negócios? De trabalhar ? De continuar operando com a sua empresa? A vida, à sua volta, está “normal” ou “anormal”? Os problemas que está vivendo são de ordem estrutural, ou conjuntural, como sempre ocorreu nas “crises” que enfrentou antes? É melhor seguir adiante, ou apostar no imprevisível, no aleatório, no imponderável?
TIROS PELA CULATRA
Infelizmente, quando se quebra o ritmo natural das coisas, os tiros costumam sair pela culatra. Nos anos 1920 e 1930, na Alemanha, as ruas também se encheram de gente que não estava propensa a esperar as próximas eleições, pedindo que se mudasse tudo, que se enquadrasse o Parlamento, que se estabelecesse a “ordem” e o crescimento, que se punissem os corruptos, que se acabasse com certa parte do espectro político, que se reformasse o país para que do passado não sobrasse “pedra sobre pedra”.
Quando as eleições vieram, elas votaram em Adolf Hitler, que pressionou de todas as formas até ser nomeado Chanceler do Reich, por Hindemburg. A “cirurgia” que se seguiu, que era para ser “rápida”, e “segura”, deixou, nos 5 anos que se seguiram, uma nação devastada e mais de 60 milhões de mortos em todo o mundo.
Depois da ascensão do ridículo führer anti-semita e anticomunista ao poder, muitos empresários que o haviam apoiado e financiado, perderam, na Segunda Guerra, seus filhos e netos. Outros tiveram seus negócios ocupados por gente que tinham empurrado para a rua para derrubar o governo anterior. E muitos caíram em desgraça com os novos senhores da Alemanha, tomando, cabisbaixos, o rumo de Dachau, Bergen-Belsen, e de outros campos de concentração ou de extermínio.

13 de abril de 2015
Mauro Santayana
Jornal do Brasil

NOTA AO PÉ DO TEXTO

Não apenas uma, mas várias impropriedades recheiam o texto, dentre elas, a comparação de eventos históricos, em contextos de épocas absolutamente diferentes, e sobretudo, não considerar que o ciclo político de 12 anos que o Brasil vivencia, distancia-se muito de todos os anteriores, porque inaugura um período dos mais negros, em matéria de corrupção e desgoverno, de quebra das normas e regras constitucionais, da ameaça transparente de um golpe que almeja a transformação da Democracia, numa "democracia" bolivariana, cujas diretrizes, traçadas pelo Forum de São Paulo, mergulha o país no bolivarianismo, ou no eufêmico "socialismo do século XXI".
Argumentos que se apresentam no texto, apenas revelam a incapacidade de se libertar das memórias do regime militar contrarrevolucionário de 1964. O temor de que as manifestações que cobram o impeachment do atual governo, possa se aproximar da "marcha da família", que desencadeou a contrarrevolução de 1964, produz textos e ponderações contrários a que se quebre não a "ordem e as regras constitucionais", mas um desgoverno que leva o país a exasperação diante de um cotidiano de manchetes de escândalos jamais vividos pela República. E segue-se a isso, as inúmeras manobras articuladas pelo governo para impedir a continuidade da transparência, dificultando o trabalho da Polícia Federal, do Ministério Público, manobrando e sufocando a possibilidade de CPIs no Congresso, como a CPI do BNDES, a temível abertura de uma das caixas pretas mais perigosas para a "estabilidade" do poder atual.
Argumentos apresentados no texto, fogem da real situação de um governo que já se arrasta em seu "terceiro mandato", incapaz de governar, desarticulado da sociedade civil, da nação, ainda se alimentando de uma "reforma popular petista", um golpe branco na democracia.
É interessante a leitura do post... É interessante observar intelectuais de peso, como é Mauro Santayana, temendo que a "quebra das normas constitucionais", que já vêm sendo quebradas pelo próprio governo, possa conduzir o país a situações imprevisíveis e sem controle. 
Mais interessante ainda, a abertura da narrativa: "se assim fosse, a atual Presidente da República não teria sido eleita, pela maioria dos brasileiros, ainda há menos de seis meses."
Nenhuma consideração a forte suspeita de fraude nas eleições com as duvidossímas urnas eletrônicas (rejeitadas pelo mundo como inseguras, e mesmo assim,com uma "contagem" de votos que além de apertadíssima, não foi permitida a presença de fiscais de partidos, para acompanhar os resultados. Como esquecer a cretina expressão "vamos fazer o diabo nas eleições?". E fizeram... Mentiram, caluniaram e usaram o dinheiro sujo da corrupção para promover o festival das campanhas eleitorais.
Pergunto: e o que pode acontecer de pior, ao se permitir a continuidade do descalabro a que o país está sujeito atualmente? Um Congresso dominado pelo partido que melhor representa o que há de pior, com presidentes da Câmara e do Senado, indiciados como suspeitos em uma das maiores investigações de corrupção que o país já assistiu? Com inúmeros  deputados envolvidos em todo tipo de maracutaias? Um locus em que predomina a lei de Gerson, ou a torta interpretação de Francisco de Assis, "é dando que se recebe"...
E o que pode acontecer de pior ao país, que assiste a entrega do poder executivo a um partido cuja marca registrada é o fisiologismo, loteador de ministérios, estatais, secretárias e instituições?
O medo nos deu uma Constituinte, o medo formulou a Constituição de 1988, assombrada pelo fantasma de 1964.
Coloco o post no blog, para que os que por aqui andam, possam formular os seus próprios juízos e atentar para os muitos alçapões armados no difícil caminho de uma mudança, que promova verdadeiramente uma faxina, mais do que indispensável nos atuais dias republicanos em que vivemos.
m.americo

INFLAÇÃO ALTA, RECESSÃO E DESEMPREGO SÃO OS SINTOMAS DA CRISE

A massa de rendimento real habitualmente pelos trabalhadores para o trimestre encerrado em fevereiro (R$ 162 bilhões) ficou acima (2,2%) do valor registrado no mesmo trimestre do ano anterior (R$ 159 bilhões). Com a inflação de 7,36% neste período, houve, portanto, uma perda real de 4,81% dessa massa de rendimento real habitual.

Importante a população saber que esta enorme inflação, sobretudo por pressão dos preços administrados, é de total responsabilidade do governo, seja por conta do represamento dos preços administrados com vistas a ganhar popularidade e se reeleger, seja pelo excesso de despesas promovido por este governo pródigo, o que aumentou o excesso de liquidez na economia, fazendo a moeda girar numa velocidade maior, em grande volume. E na economia é assim, quanto maior é a quantidade de moeda circulando, menor é o seu valor. No caso, em se tratando de moeda, damos a isso o nome de inflação – que no caso significa a perda do valor do real.
Vê-se assim a dimensão do efeito corrosivo que a inflação exerce sobre o rendimento do trabalhador brasileiro. Junta-se a isso a pressão exercida no orçamento dessas famílias pelo endividamento e pelo acúmulo da carga tributária, e tem-se aí uma mistura certeira para a recessão econômica.
Se as contas trimestrais do IBGE na última divulgação apontaram para uma variação pífia de 0,9% na taxa de aumento de consumo das famílias, de agora em diante o consumo tenderá a diminuir ainda mais, possivelmente com evolução negativa.
E O DESEMPREGO?
A recessão induzida pela devastadora política de relaxamento fiscal perpetrada por Dilma e Mantega antes da chegada do ministro Levy vai fazendo lenha no mercado de trabalho.
Segundo informa o Caged do Ministério do Trabalho e Emprego, foram fechados quase 81 mil postos de trabalho só nos dois primeiros meses de 2015. Computados os últimos doze meses, o saldo entre admissões e demissões é negativo em mais de 47 mil vagas de trabalho. Lembre-se de que no Caged são computados apenas os trabalhos com registro em carteira.
DESINDUSTRIALIZAÇÃO
O setor mais prejudicado é justamente o secundário, isto é, a indústria, na qual – relativamente aos últimos doze meses – ocorreu o fechamento de 235 mil postos de trabalho. É nítido o efeito da recessão corroborado com a desindustrialização neste mercado de trabalho específico.
A construção civil, em especial, fechou quase 222 mil postos de trabalho. O quadro geral do mercado de trabalho só não foi pior por conta do terceiro setor, o de serviços, que corresponde a 68% da economia e que admitiu mais do que demitiu, abrindo assim novas frentes de trabalho. Ao todo foram quase 325 mil novos postos nos últimos doze meses.
ROTATIVIDADE
Assusta, também, o alto grau de rotatividade de mão-de-obra (turnover) implícita na tabela. Isso implica em uma alto custo com a formação e manutenção dos custos do trabalhador no setor privado, e para o setor público, com o pagamento do seguro-desemprego e do abono salarial.
Isso é uma mistura explosiva para a manutenção do chamado alto Custo Brasil, pois nossa baixa produtividade provoca a baixa competitividade.
Isto tem de ser corrigido com investimentos em infraestrutura e logística, que não estão sendo feitos em função da crise atual. Segundo a Confederação Nacional de Transportes (CNT), somente em projetos de logística, é preciso investir pelo menos um trilhão de reais. A situação, portanto, é desanimadora.

13 de abril de 2015
Wagner Pires